Miami By Night

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Re: Miami By Night

Mensagem por Melisa em Qua Jan 09, 2019 2:07 am

- Ora, então finalmente o Sabbat resolveu revidar depois de tantos anos lambendo as feridas. Não me leve a mal, criança, mas há quanto tempo você foi abraçada?

Caramba! Eu não esperava ouvir algo assim... Essa gente antiga não tem um pingo de respeito pelos neófitos... Não, calma não sou só uma neófita...Sou membro de uma seita... A seita da liberdade! Serei educada com essa velha até onde eu quiser. Preciso dela. (pensou Melissa).
Mas Melissa responde a Tia Poulet dizendo:
- O Sabbat espera o momento oportuno  para agir...Quanto tempo você se esconde nesta casa?

Logo Melissa vê a velha trazendo um galo de cor negra, amarrado... Melissa não faz ideia do que ela prepara ali. Só sente por um momento que foi em vão sua procura pela velha, pois  Tia Poulet pareceu tão despreocupada com a seita.
Tia Poulet ainda diz:
- Bem, eu esperava que quando a Espada de Caim resolvesse agir, iriam mandar um reforço um pouco maior do que uma mera neófita, sem ofensa. Existe mais alguém nessa cruzada ou apenas nós duas?
Melissa novamente sentindo-se insultada respira e continua respondendo educadamente pelo fato da velha ser antiga e rezingona.
- Não me considero reforço... Mas acredito que sou parte importante dessa estratégia de retomada dos territórios de nossa seita. Com certeza sei da minha condição de neófita e dentre muitos e muitas neófitas fui escolhida para encontra-la.  Ops! Eu deveria ter trazido mais alguém comigo?! Sem ofensa...  Tudo que sei é que você é famosa por suas estratégias, é suficiente... E mais... abraços em massa podem ser realizados, meus contatos, cobro favores dos q me devem... Essa é a hora, Tia Poulet!
Melissa vendo a velha fazer o sangue do galo escorrer logo pensou que era um ritual de macumba... só que diferente, sei la... (sem ofensa).
- Hunf, como sempre o Sabbat deixando tudo nas minhas costas. Mandam apenas uma neófita e dizem que com isso estão fornecendo toda a ajuda que eu preciso para retomar a cidade. Felizmente eu já esperava por isso e andei tomando minhas próprias providências, siga-me, criança!
Melissa só escuta com paciência...
Mas seu pensamento era o mesmo de antes...  Como se acham os fodões esses antigos, mas que “mamerto”, quando se precisa deles onde é que estão,... Botam gente como eu nas ruas enquanto eles se escondem em suas tumbas... Sei que na Camarilla é assim...Como é que pensei ser diferente com esta...
Melissa segue com a vela na mão a antiga Cainita e se surpreende ao ver que a casa era bem maior do que esperava. Em seguida, Melissa vê no porão corpos de pessoas mortas... Alguns bem preservados envoltos em sal grosso e outros não guardados  sem cuidado algum.
O mais interessante acontecia a seguir... Tia Poulet usava a mesma faca usada no ritual com sangue do galo para cortar seu próprio pulso, derramando seu sangue na boca de um dos cadáveres ali conservados enquanto pronunciava algumas palavras em língua desconhecida por Melissa, uma língua estranha. O cadáver se transforma em uma espécie de zumbi reconhecendo rapidamente sua senhora.
- ...
Melissa fica sem palavras e fascinada pelo que vê acontecer diante de seus olhos...
Só exclama...
- “Asombroso” !! ( encantada com o que presenciou)
Tia Poulet Prossegue...
- Aprenda, criança. Nós já temos nosso próprio exército. Um exército que não precisa de comida, descanso ou repouso, e o que é melhor, pode ser facilmente reposto! Um antigo truque que aprendi no Haiti.
Com tais palavras da antiga Cainita, Melissa sente que precisa melhorar seus conhecimentos. Ela mal pode esperar pelo caos que este novo exército fará acontecer. Diante da maravilha vista, promete pra si mesma ir até o fim derrubando cada inimigo da seita.
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Re: Miami By Night

Mensagem por Krauzer em Qua Jan 09, 2019 1:51 pm

AMADO

      OFF: Vou levar em conta que você já utilizou sangue para se recuperar do ferimento, o que o deixaria com apenas 2PS em seu organismo, pode ser?


      O Malkaviano descia ao esgoto com o jamaicano quase no momento em que os porcos chegavam. Lá embaixo, ele esperava silenciosamente, escutando os sons dos policiais. Mierda, além de estragar seu terno, agora toda a sua roupa vai ficar fedendo a dejetos humanos. Por sorte seu dinheiro estava bem guardado.

      Ele percebia um pequeno túnel rumo à escuridão, grande o suficiente para passar, mas pequeno o suficiente para que ele tivesse de andar agachado (algo muito desconfortável se tiver de fazer isso por um longo caminho, sobretudo carregando um corpo). Seria difícil enxergar lá dentro, mesmo com sentidos aguçados. Por sorte ele tinha seu celular para iluminar o caminho, pelo menos por algumas horas até a bateria acabar.

     

      Assim que os policiais se afastavam um pouco, ele seguia arrastando o saco de batatas com tranças. Por sorte a presença da Camarilla na cidade era quase nula, tomara que não houvesse nenhum Nosferatu sacana nesses túneis querendo cobrar pedágio para poder passar.

      Enquanto caminhava naquele lugar imundo e escuro, o stress ia tomando conta dele. Ele fazia força para arrastar aquele peso morto, além disso, o odor ardia em suas narinas e sua fome estava consumindo-o. Ele decide que talvez fosse melhor acordar o defunto do que ficar arrastando-o por aí, então grita com ele, dá tapas em seu rosto, e nada. Por fim, ele enterra as presas no pescoço do entorpecido na última esperança de acordá-lo e sentia o doce sabor de seu sangue, então percebia que talvez não devesse ter feito aquilo, pois a besta dentro dele urrava pelo néctar.


Teste autocontrole diff 8:
Amado: 3, 8, 3= 1 sucesso.

      Por muito pouco, Amado consegue se controlar, mas percebia que ainda havia bastante vitae no corpo do Membro em Torpor. Ele poderia usufruir deste vitae para recarregar sua reserva, mas corria o risco de perder o controle e acabar diablerizando o Rastafari. Escolhas, escolhas...


Status:
PS: 2/14
FV: 5/5
Vitalidade: OK
Revólver .38: 0/6


OFF: Considere também que em seus bolsos você apenas encontrou alguns objetos estranhos (como cabeças encolhidas, penas e pequenos ossos) e sua carteira, contendo documentos e 800 Dólares. Se tentar ligar para sua Sire, perceberá que não há sinal nos túneis de esgoto.
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Re: Miami By Night

Mensagem por Krauzer em Qua Jan 09, 2019 6:46 pm

MELISSA

- O Sabbat espera o momento oportuno  para agir...Quanto tempo você se esconde nesta casa?

- Não diria que esconder é a palavra correta, mas eu espero aqui com certeza desde antes de você ter sido abraçada, neófita!

      A velha estava começando a irritar Melissa, mas ela não ousava revidar, pois além de muito respeitada, a anciã com certeza era muito poderosa e seria muito útil em sua missão de reconquistar Miami.

      Após levar a Tzimisce para o porão, a velha usava seu sangue para "ressuscitar" um corpo, tornando-o um zumbi, como daqueles filmes B de terror. Ele se dirigia até sua senhora esperando sua primeira ordem.

      O odor de putrefação do porão ofendia o olfato aguçado de Melissa, mas isso não era problema para ela. A pior parte eram essas enormes moscas voando por todo o lado...

- Desculpe-me, criança, meus modos devem ter ficado para trás, junto com minha antiga vida humana, mas qual exatamente é seu clã?

      A bruxa nem mesmo havia perguntado seu nome, mas desejava saber seu clã. Seria irritante se ela ficasse o tempo todo chamando-a de "criança" ou "neófita". Assim que Melissa responde, a idosa sorri.

- Tzimisce é?! Os Loas com certeza ouviram minhas preces! Como pode ver, estes corpos carecem de inteligência, mas compensam isso com sua total lealdade em cumprir qualquer ordem que lhes seja dada sem questionamento. O problema é que corpos putrefatos andando nas ruas podem chamar muita atenção, mas acho que com suas habilidades de moldar carne, podemos torna-los mais apresentáveis!

      A velha agora sangrava o pulso na boca de outro cadáver e repetia sua estranha ladainha. Assim que o segundo corpo se erguia, ela voltava-se novamente para Melissa.

- Realmente, acho que você me será mais útil do que eu pensei inicialmente. Começo a pensar que dessa vez valha a pena sair de meu esconderijo para retomar a cidade!

      A mulher repetia o ritual com um terceiro corpo antes de continuar.

- Tenho uma tarefa para você, minha jovem. Não estamos tão sozinhos nessa cidade quanto você pensa! Existe uma família de Revenantes* residindo no bairro de Little Haiti, não muito longe daqui. Eles costumavam ser fieis ao Sabbat, mas depois que a seita foi expulsa da cidade, permaneceram por aqui, escondidos. Não tenho muito contato com eles, mas sei que ainda vivem por aqui. Tome cuidado, criança, não sei se ainda permanecem leais à Espada de Caim, mas poderiam ser um ótimo reforço para nosso exército. E se eles não toparem nos servir em vida, ainda podemos fazer com que nos sirvam após a morte, embora seria um desperdício de suas habilidades serem transformados em zumbis!

      Novamente o ritual era repetido em um quarto cadáver.

- Procure pela família Romero, eles possuem um abatedouro e uma funerária no bairro. Preciso me alimentar um pouco antes de continuar, que os Loas velem por você!- Dizia ela, antes de alimentar um quinto zumbi e lamber a ferida no pulso para estancar.

      Tia Poulet então lhe dá o endereço do abatedouro e da funerária antes de sair para se alimentar.

* Revenantes são carniçais que foram alimentados com sangue vampírico por tantas gerações que acabam nascendo com uma pequena parcela de vitae em suas veias.


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Re: Miami By Night

Mensagem por Black Thief em Qui Jan 10, 2019 6:36 pm






Ela primeiro despertou em um pulo e olhou para o lado. Seus olhos estavam abertos como quem iriam saltar para fora. Ela não pensou, nenhum um segundo se quer, apenas se levantou. Seu mundo era como uma câmera lenta, ela corria mas parecia que apesar de sua urgência jamais chegaria ao quarto de Abigail. Os lençois ainda esvoaçavam quando ela já tinha aberto a porta com tamanha rapidez e pâncio. O mundo ainda girava como uma câmera lenta que não queria acelerar nunca, só para que ela não chegasse a tempo. O corredor era longo e escuro, não pela ausência de luz, mas pelo medo que corria pelas sua mente e o coração morto, e após uma eternidade é que Julianne chegava ao quarto de Abigail e abria a porta...

Lá estava ela, dormindo o sonho dos anjos... Com um livro ao lado... Aquela visão era única para Julianne, nem mesmo o tão conhecido clã da rosa podia qualquer dia conseguir imaginar como é contemplar tal beleza. Não, não era atraída fisicamente pela sua irmã, seu amor por ela era muito maior que qualquer conceito mundano pudesse conseguir definir, era mais profundo, mais bonito, mais puro... Julianne se aproximava agora lentamente, com medo de acordar sua irmã mais velha. A Malkavian tinha a mão no peito, no coração, não podia senti-lo, é verdade, não fisicamente, mas sentia que ainda estava ali porque Abigail estava lá. Agora esse coração estava apaziguado. Julianne já estava ao pé da cama e se agaichava para ver o rosto belo e tranquilo da sua irmãzona mais de perto, e foi quando reparou melhor no título que ela estava lendo. Ela mexia levemente numa mecha de cabelo de Abigail, e depois de alguns segundos sentava-se ao lado dela na cama, para poder fazer uma surpresa, mas antes precisava tirar o livro de onde sentaria. Ela pegou o olhou melhor o título: Morro dos Ventos Uivantes... Era algo bem... Chato... No conceito de Julianne, o tipo de leitura para mulheres que... Bem... Não eram como Julianne, mas certamente eram como Abigail. Ela olhou para a irmã e sorriu, e então deu uma olhada curiosa no trecho que ela estava lendo.


"Nesse instante a porteira do jardim foi aberta.O casal estava voltando. Eles não tem medo de nada. Juntos, desafiariam Satánas e todas as suas legiões."


Por mais que não fosse fã de Emily Bronte, não conseguia negar que a história era de alguma forma, marcante... Uma tragédia, do tipo que não desajava pra ninguém, uma escuridão que era capaz de cobrir o juízo e aí que Julianne se perguntava, até onde o Amor era realmente saudável, para ambas as partes. Felizmente, o caso de Julianne não era como de Heathcliff... Primeiro porque Abigail era o oposto de Catherine, na concepção de Julianne, segundo porque o amor deles era carnal, o Amor por sua irmã ultrapassava isso, muito além, e também, e terceiro e mais importante, a morte não as separou e nunca as separaria. Julianne conseguiu trespassar a barreira da morte e conseguiu extender parte dessa imortalidade para sua irmã, então jamais seriam separadas por algo como a morte. Mas por que apesar de todas essas diferenças, algo dentro de Julianne era tão... Forte...Romance ruím nunca a tocou ela... Talvez, estivesse ficando mais parecida com sua irmã... Sim... Sim... Com certeza era isso, não havia mais nada empático com a situação de Heathcliff e Catherine... Devia ser apenas Julianne começando a ficar coração mole.

Movida pela curiosidade desses sentimentos, ela virava a folha do livro e lia outro trecho.

"E eu rezo uma oração.. hei de repeti-la até que minha língua se entorpeça... Catherine Earnshaw, possas tu não encontrar sossego enquanto eu tiver vida! Dizes que te matei, persegue-me então! A vítima persegue seus matadores, creio eu. Sei que existem fantasmas que vagam pela terra. Fica sempre comigo.. encarna-te em qualquer forma... torna-me louco! Só não me deixes neste abismo, onde não posso te encontrar! Oh, Deus! é inexprimível! Não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma!" - Heathcliff

As palavras "Fica sempre comigo.. encarna-te em qualquer forma... torna-me louco! Só não me deixes neste abismo, onde não posso te encontrar!" saíram leves e sussurradas de sua boca.

"Seja qual for a matéria de que as nossas almas são feitas, a minha e a dele são iguais" - Catherine.

"Tenho tido sonhos que ficam comigo o resto da vida e alteram minhas idéias. Vão mergulhando dentro de mim, como o vinho mergulha na água e mudam a cor do que penso"

"Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e, se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer" - Catherine.


Ela então viu a página manchar-se sozinha de vermelho, ela imediatamente se assustou e estranhou com o que viu e então sentiu algo no rosto, ela tocou no rosto com o dedo médio e viu sangue... O sangue escorrendo de seus olhos e então Julianne imediatamente fechou o livro, um misto de frustração, raiva, mas acima de tudo... Medo... Olhou para sua frente como se tivesse visto um fantasma e ela sentia algo que queria agarrá-la, mas ela não queria que isso a agarrasse, não, nunca poderia chegar até ela. Sofreria a Morte-Final antes que chegasse, as manchas de sangue tocaram a cama, os lençois e Julianne imediatamente usou a camisola para limpar aquilo e se recusou a ler mais qualquer trecho daquele livro horrivel. Emily Bronte devia ser uma mulher muito triste e patética para ter aquilo como o fruto de uma inspiração. Ela então lembrou do seu pesadelo, era só um pesadelo, como todos os outros em que sua irmão morria, era apenas o medo de que um dia isso acontecesse que fazia ela ter esses sonhos, seu subconsciente lhe pregando peças, elas já tinham vencido isso, transcenderam a morte, e ficariam juntas pela eternidade.

Julianne botava o livro na cabeceira e se levantava, era melhor não acordar Abigail, logo ela ter emoções cheias e precisaria de energia. Já de pé ao lado do leito, ela observa novamente sua irmã e seu coração se acalma ao vê-la tão bem como nunca estivera, agora que eram só elas contra o mundo, sem mais familia, sem mais amigos, sem mais Peter, sem mais ninguém que não fosse apenas elas duas. Julianne sorriu levemente com a sensação de euforia e saiu do quarto dando uma ultima olhada na irmã mais velha indo em direção à sacada.

Julianne sentia a brisa, mesmo não sendo verão Miami fazia parecer que era. Detroit era muito fria, suja, com um céu muitas vezes acinzentada, muito parecida com Phoenix. Ela apoiava o cotovelo na sacada e observava as praias, as pessoas passeando livremente, e agora ela e sua irmã eram mais dessas pessoas lá em baixo... Era uma pena só não poder ver o nascer do sol, naquela visão devia ser algo divino, mas não tinha problema... Abigail ainda podia filmar para ela essa cena desse mesmo ponto. Iria pedir à ela para gravar e poder ver na televisão grande na parede, ou quem sabe, comprarem um projetor para verem cenas assim. Ela suspirava com a ideia.

Finalmente, ela voltava, ia para o banho onde rapidamente se limpava e botava sua maquiagem de forma rápida, era tão acostumada a usar aquelas sombras fortes que fazia elas em menos de 5 minutos, a vida toda usou assim, desde os seus 13 anos quando começou a chutar o balde de verdade na familia e fazer o que lhe dava na telha. Depois de arrumada, a vampira saía de casa, mas antes deixava um bilhete para sua irmã na geladeira:


"Oi raios de lua!
Vou precisar dar uma saída, beber um pouco
e depois falar com o manda-chuva desse lugar pra não termos problemas.
Me liga qualquer problema.
Amo você. S2"


E ela pegava suas coisas, a sua glock, sua jaqueta (roupa reforçada - Armadura nível 1), seu canivete suíço de estimação, seu soco inglês, sua moto e por fim partia para as ruas deixando tudo bem trancado. Abigail tinha as chaves dela, mas já tinha conversado com ela sobre não sair do apartamento até ela fazer a apresentação do Príncipe, coisa que ela ainda pretendia fazer essa noite, não porque sentia-se no dever, achava um saco essas leis da Camarilla, mas queria evitar arrumar confusão que botasse Abigail em perigo. Assim, ela parte para as ruas, primeiro precisava se alimentar e procurava bares, lugares públicos, quem sabe shows na orlha, ou quiosques. Iria estacionar e depois, com sentidos aguçados ia procurar sangue fresco, estava sedenta e queria aliviar esse incomodo e manter-se em dia com seu vício.

OFF:
Como conversado no whats, uso Auspicios 1, sentidos aguçados, para ajudar no teste de caçada.

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Re: Miami By Night

Mensagem por Krauzer em Qui Jan 10, 2019 8:49 pm

JULIANE BLACK




      Juliane não sabia o que acontecia com ela. Não era uma apreciadora daquele tipo de leitura e muito menos sentimental. Com certeza eram esses malditos pesadelos pregando uma peça em seu subconsciente.

      A Malkaviana deixava a irmão dormindo no apartamento, pegava sua moto e seguia em busca de um local movimentado para se alimentar. Após alguns minutos, seus sentidos aguçados percebiam uma grande movimentação, e ao segui-la, chegava a um clube. "Clube Malibu" hein! Parecia ser uma boate mais voltada para a elite da cidade, mas Juliane não deixava a desejar neste quesito.







      As luzes de neon, os sons vindos de dentro da boate, os odores de perfumes importados, suor e feromônios sexuais, aquilo tudo provocava sensações sinestésicas na jovem, e aplacavam ainda mais sua sede.

      Estacionada ali, sua moto parecia risível perto de limousines e carros esportes dos figurões da cidade. Na entrada ela podia perceber que haviam clientes VIP (celebridades locais, atores e pessoas famosas) que entravam diretamente, e uma fila enorme (composta por playboys, ricaços e filhinhas do papai).

OFF: pode postar se decide esperar na fila, entra de outra forma, escolher outro clube, ou tomar qualquer situação que desejar.
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Re: Miami By Night

Mensagem por Black Thief em Qui Jan 10, 2019 10:00 pm




Aquilo era horrível. Julianne olhava do outro lado da rua tirando o capacete... Claro, as luzes eram bonitas, coisa e tal, as pessoas também eram lindas... Mas o tipo de ambiente barulhento, badalado, cheio de playboy e patricinha fazia a Malkavian sentir-se uma estranha fora do ninho. Boa parte dos seus colegas eram esse tipo de gente, playboys e patricinhas, muitos mimados, não todos é claro.... Mas ainda assim isso trazia certas recordações. Julianne não se sentia a vontade naquele tipo de ambiente, não sabia onde estava com a cabeça quando resolveu ir até ali.

A Vampira balançava a cabeça negativamente e colocava o capacete novamente. O jeito era caçar do método antigo... Espreitando a presa... Tinha muito mais haver com ela do que ficar de papinho furado com playboyzinho e patricinha... É claro que os hormonios e suor pareciam exalar o cheiro de sangue e isso era convidativo, mas a vampira sabia usar a cabeça, sabia onde tinha mais vantagem como uma caçadora e tinha que ser esperta. Ela então colocava no gps o caminho mais rápido para ir até o centro, normalmente centros são ótimos lugares, becos, avenidas, alguns lugares até isolados, sempre tem gente passando por lá de alguma forma, bastava dar uma olhada rapida na região pra saber onde era o melhor ponto pra caçar. Assim com o gps já configurado com o melhor caminho pro centro, a Malkavian seguia rumo à ele, e ao chegar lá, ela iria procurar um bom ponto, ou já presas em potencial a um caminho. Iria parar a moto em um lugar que parecesse adequado, guardaria o capacete embaixo do banco e começaria a procurar com seus sentidos aguçados.
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Re: Miami By Night

Mensagem por Krauzer em Qui Jan 10, 2019 11:07 pm

JULIANNE BLACK






      O odor de feromônios no ar lhe cheirava a presas fáceis, mas aquela definitivamente não era a praia da Malkaviana. Os flashes e o som alto incomodavam seus sentidos aguçados, e velhos ricos, playboys filhinhos de papai e patricinhas que se prostituem para frequentarem esses lugares estavam entre o pior tipo de companhia que ela desejava.

      Inconformada, Julianne sobe novamente na moto, coloca seu capacete e ruma para o centro da cidade. Ali as coisas pareciam mais fáceis. Ela estaciona a moto em um local propício, se afasta um pouco e se esconde em um beco.

      Sua primeira vítima era um jovem correndo com uma garrafa de água à noite. O jovem era atlético e poderia ser considerado atraente, mas isso parecia não chamar a atenção da vampira, que apenas interessava-se em seu sangue. Ele se assusta quando uma sombra pula sobre ele, vinda de um beco escuro. Muito provavelmente pensando ser um assaltante, até que presas são enterradas em sua jugular e a dor cede lugar ao prazer.

      Em poucos minutos, Julianne limpava os lábios enquanto deixava o homem desacordado no beco. Ela sabia que seria melhor continuar a caçada em outro bairro para não levantar suspeitas, então segue com sua moto até uma rua pouco movimentada, a estaciona e repete a tática. Desta vez ela via de cara um mendigo. Ele andava em passos incertos, de cabeça baixa, como que esperando algo que nunca virá. Julianne o segue furtivamente por algumas quadras até que ele chega em um terreno baldio e nem percebe o que o atacou.

      Temporariamente saciada, a neófita agora seguia com seu plano de encontrar a família Mason. Seguindo o endereço, ela acaba se vendo em um bairro de classe média bastante comum.


      Neste horário todos pareciam estar dormindo. Praticamente não haviam luzes acesas nas casa e os únicos movimentos visíveis na escuridão eram gatos curiosos. Acasa também era bastante comum, e pelo silêncio, seus ocupantes já deviam estar dormindo, mas Julianne não tinha nada a perder.


      Ela toca a campainha e espera. Nada. Toca novamente, e mais uma vez, nada. Até que após alguns segundos esperando, ouve uma voz feminina resmungando lá de cima, seguida por uma voz masculina reclamando. Sua audição apurada podia captar detalhes, mas não conseguia descrever exatamente o que ouvia. Aparentemente a esposa estava brigando com o marido para ver quem era.

      Ela ouve passos descendo a escada e o som de um homem bufando. Antes de abrir a porta, a clássica pergunta:

- Quem é?! Não tem mais o que fazer do que acordar os outros a essa hora?
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Re: Miami By Night

Mensagem por Black Thief em Sex Jan 11, 2019 12:01 am




A vampira estava num canto escuro, quase abaixo de uma escada de incêndio. Ela prendia seus longos cabelos louros a fim de que não atrapalhassem na dominação da presa. Sua boca começava a salivar só de lembrar do maravilhoso gosto do sangue escorrendo em sua garganta, queimando como ácido doce e viscoso. Ela inconscientemente tinha as presas afiadas expostas. Olhava para o relógio, logo começaria a ficar tarde, as pessoas iriam começar a se recolher, então se não conseguisse comida agora não teria melhores chances dali pra frente. Ela esperava, e esperava, com seus sentidos aguçados bem acentuados, e então ela ouvia a aproximação... Solas de borracha estalando no chão da calçada... Seus olhos ficaram vermelhos-sangue por dois segundos, eles denunciavam a ansiedade de Julianne em cravar suas presas em pele macia sua lingua sugar todo o liquido delicioso que escorreria das veias perfuradas... Seus dedos mechiam como se tivessem garras anciosas para agarrar algo. Ele se aproximava... Sentia o cheiro do suor... O cheiro das secreções humanas eram como sentir o cheiro da comida sendo servida... Ela olhava para o chão, estava nas sombras, mas onde ele passaria havia luz... A sombra dele se aproximava, o som dos passos também, o cheiro acima de tudo...

Não mportava para Julianne se sua presa era homem ou mulher, bonito ou feio... Sangue era sangue e não precisava de mais ninguem em sua vida, além da sua irmã. Esse tipo de anseio por companhia já era descartado pela Malkavian desde que tenha Abigail consigo. Quando ele passava, Julianne rapidamente saltava sobre ele, tão naturalmente quanto um lince pula no antilope, cravando suas presas no pescoço apertando a cabeça e as costas, uma com cada mão, para manter a prensa bem posta... Mas ele não resistiria, ninguem resistia ao seu Beijo. Ele era sublime, ele era extansiante, era a própria luxuria concentrada em apenas um ato e como a recompensa era boa para os dois. Julianne se estremecia toda sentindo o sangue passar por sua lingua e sua garganta, seus olhos estavam vermelhos como as de um demonio sedento, mas estavam fechados de todo modo. Ela então sentia o gosto e o anseio por secá-lo de uma vez, conseguir mais e mais, porém ela não podia deixar esse impulso dominá-la, então bruscamente ela largava do pescoço do rapaz, impedindo a si mesma saciar-se completamente às custas da vida daquele sujeito. Ela inspirava o cheiro do sangue, ele estava mole em seus braços, ela naquele momento o amava como um filho, um amante, por deus... Quando se alimentava de um humano parecia que o amava tanto quanto sua irmã, mas sabia que era o vicio do sangue falando... Provavelmente se havia algo tão precioso quanto sua irmã, seria a sensação de beber o sangue dos vivos para manter seu corpo morto forte. Ela então lambia o pescoço do rapaz a fim de fechar as feridas, impedindo mais sangramento e apagando as pistas de alimentação. Ela dava um ultimo beijo no pescoço dele, como querendo pegar os restinhos de mancha de sangue e então o solta. Ela olhava para o rapaz caído no beco, lambia os beiços e o que não conseguia tirar fácil com a lingua passava o braço e depois lambia as manchas de sangue no braço com o fim de não desperdiçar nada.

- Muito obrigada, amigão...

Dizia ela entre suspiros e o deixava num canto do beco fazendo a água do squeeze que ele tinha descer todo o resto pela garganta, para ajudá-lo um pouco a se recuperar, embora o que preciasse mesmo agora seria comer. Ele logo ficaria bem, havia tirado apenas o suficiente para que ele ficasse cansado mas recupasse as forças logo pra voltar pra casa. Entretanto não era o suficiente, Julianne queria mais, mais um pouco... E amanhã se alimentaria denovo para garantir que sua fome fosse mantida em cheque, seus olhos brilham vermelho mais uma vez refletindo o ainda existente desejo de consumir sangue quente. Ela voltava até sua moto e subia na mesma, novamente botando o capacete e mudando o território de caça para outro bairro. Não demora muito para ela chegar em outro bairro onde Julianne acha um bom lugar para estacionar a moto e guardar o capacete. Ela então começava a procurar outro bom lugar, até que um mendigo, sem muita fé na própria vida... Por um instante Julianne sente-se um pouco mal por tirar sangue de um sem-teto, o probre mal tinha nada... Teria ainda o sangue drenado... Porém... Ela não pretendia matá-lo, nunca ainda havia matado para consumir todo um ser humano, não tinha motivos pra tirar a vida de alguém nisso uma vez que sabia como se manter satisfeita se investisse o tempo certo na medida certa. Ela então seguia o mendigo a passos longos e silenciosos, olhava para os cantos para ver se não tinham mais ninguem os vendo. Ele nem estava atento à pessoas que podiam querer fazê-lo mal, o coitado não tinha nada de valor para se preocupar com assaltantes, ainda assim... Ele era presa boa para se alimentar. A Lunática então via ele entrar em um terreno baldio, não tinha lugar melhor... É nesse momento que ela se aproximava mais com passos silenciosos, eles estavam sozinhos num terreno escuro, Julianne então o abraçava por trás imendando suas presas perfurando as artéreas no pescoço do sem-teto e sugando-lhe o sangue quente e vivo. Julianne sentia o cheiro horrivel daquele mendigo, por isso ela parava de inalar os odores do ambiente, isso facilitaria um pouco. Não tinha como não deixar a sensação de nojo de abocanhar um mendigo no pescoço ser quase nula comparado ao gosto do sangue, e assim, da mesma forma que com o rapaz, ela largava-o de seu aperto condenado pra não matá-lo, ele não merecia isso e Julianne sentia-se mais saciada. Podia beber mais um desses e ainda sobrar espaço em seu apetite para um pouco mais, mas por hoje estava de bom tamanho. Ela lambera a ferida no pescoço do mendigo e suas enzimas na saliva fariam a magica de apagar rastros de sua alimentação.

Ela então recuava andando para trás enquanto o mendigo ficava zonzo, ela lambias os labios, limpava a boca com o braço e lambia o que conseguia pegar do resto do braço e então começava a voltar para a sua moto... Agora vinha a parte que sentia alguma vontade de procastinar... Os Masons... Julianne voltava para sua moto botando o capacete, olhava no GPS o endereço dos Masons pensando se realmente deveria fazer aquilo... Já vieram até aqui, pela Abigail, para conhecer os pais biológicos dela... Mas Julianne começou a se questionar se sua decisão realmente era o melhor para sua irmã, se o melhor realmente não eram deixar que eles não soubessem mesmo da existência dela, nem eles nem mais ninguem... Um peso começou a crescer em Julianne, olhou no relogio, estava tarde... A essa hora humanos já estavam dormindo... Mas num lapso repentina de se auto sabotar e confirmar que os Masons eram cretinos e não mereciam Abigail, a Malkavian acha que não pode esperar até amanhã mais cedo, pois o assunto era importante demais para se esperar, não importava se iria encomodá-los. A vampira então disparava em direção ao endereço da família e então ela chegava num bairro no suburbio. Como esperado, a vizinhança estava dormindo, mas não ligava, isso era importante demais para esperar e se os Masons eram boas pessoas e se arrependiam de terem doado sua filha para o orfanato (O que Julianne torcia para que não fosse o caso), eles iria ficar felizes e satisfeitos por ter incomodado o sono deles.

Ela chegava na porta, estacionava a moto em frente à rua da caixa de correios. Ela se aproximava da porta e tocava a campanhia. De começo nada e Julianne pensou em dar meia volta, mas não... Estava fazendo aquilo pela sua irmã mais velha, sabia que isso a deixaria feliz, embora Julianne começava a pensar se conhecer os pais não faria Abigail se afastar dela para repor o tempo perdido com a familia biologica, ela ficava receosa, mas apertava novamente a campanhia já em mente que se não atendessem era porque deveria tentar novamente outra noite, (na verdade era uma auto sabotagem, uma procastianação do que devia fazer) mas ela finalmente notou movimentação com seus sentidos aguçados, ouviu uma discussão de uma mulher, um homem, resmungando, irritado...Ele antes de abrir a porta, com certeza estava olhando no olho mágico e perguntando quem era. Julianne então responde:

- Senhor Mason? Desculpa incomodar o senhor e a sua esposa a essa hora. Meu nome é Julianne, e... Hum... Eu vim falar com o senhor e a sua esposa sobre... Um bebê deixado na porta do Orfanato Brookhaven de Detroit, há 25 anos atrás.

A voz de Julianne sempre fora um ponto muito forte nela... A maioria já elogiara a voz encantadora que ela tinha, diziam que dava vontade de interromper todos os outros sons só pra ouvir ela falando. A vampira desejava não ter uma voz tão bonita assim nesse momento. Com seus sentidos aguçados se atentava ao Sr. Mason, principalmente se atentava se conseguia ouvir seus batimentos cardíacos, se havia alteração no ritmo ao falar do Orfanato onde sua irmã foi deixada no nascimento.
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Re: Miami By Night

Mensagem por Krauzer em Sex Jan 11, 2019 1:15 pm

JULIANNE BLACK


- Quem é?! Não tem mais o que fazer do que acordar os outros a essa hora?

      Julianne podia sentir que o homem estava bem em frente à porta, a espionando pelo olho mágico.

- Senhor Mason? Desculpa incomodar o senhor e a sua esposa a essa hora. Meu nome é Julianne, e... Hum... Eu vim falar com o senhor e a sua esposa sobre... Um bebê deixado na porta do Orfanato Brookhaven de Detroit, há 25 anos atrás.

      Silêncio. O único som que a Malkaviana podia ouvir era o da respiração do homem mudando de ritmo, assim como seu batimento cardíaco. Isso até outro grito lá de cima quebrar o gelo.

- QUEM É, HARRY? MANDE IR EMBORA, SEU INÚTIL!

- CALE A BOCA E DESÇA, MARYSA!

      O homem então abria a porta. Um homem de cerca de 40 e poucos anos (bastante jovem para o pai de uma filha de 25) atendia, sem camisa, sem se importar de estar pouco em forma.

Harry Mason:


- Hã... entre, quer tomar alguma coisa?

      Então, da escada descia uma mulher furiosa, vestindo um roupão e uma máscara facial que parecia de lama. Apesar de seu rosto não ser visível, ela também aparentava estar na casa dos 40 anos.

Marysa Mason:


- O que está acontecendo aqui? Harry, seu imbecil, quem é essa vagabunda? - gritava com ele, apontando o dedo em riste para Julianne.

- Quer calar a boca, ela veio falar de... da nossa filha!

- Nossa filha? Nós não temos filhos, seu idiota!- dizia ela, ascendendo um cigarro. - O que você quer de nós? Se deseja nos chantagear por dinheiro veio à casa errada, saia daqui antes que eu chame a polícia!
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Re: Miami By Night

Mensagem por Melisa em Ter Jan 15, 2019 12:52 am

- Não diria que esconder é a palavra correta, mas eu espero aqui com certeza desde antes de você ter sido abraçada, neófita!
Melissa não ousou responder a antiga cainita. Mas novamente os insultos... Ser chamada de neófita era ruim de se ouvir embora verdade.
O odor vindo daquele lugar (o porão) era terrível, as moscas enormes... Era um lugar podre e Melissa tinha de cobrir a boca pois era um nojo estar ali naquele ambiente, ela sentia-se desconfortável.
Melissa pensava...  Não sei como essa cainita aguenta isso, esse fedor... e se faz tanto tempo assim que ela tá nessa casa... ô velha maluca.  

- Desculpe-me, criança, meus modos devem ter ficado para trás, junto com minha antiga vida humana, mas qual exatamente é seu clã?
- A neófita aqui é do clã Tzimisce. Respondeu Melissa.
Os Loas com certeza ouviram minhas preces! Como pode ver, estes corpos carecem de inteligência, mas compensam isso com sua total lealdade em cumprir qualquer ordem que lhes seja dada sem questionamento. O problema é que corpos putrefatos andando nas ruas podem chamar muita atenção, mas acho que com suas habilidades de moldar carne, podemos torna-los mais apresentáveis!
- Realmente uns corpos andando pela cidade nesse estado ia dar mer*** ... O cheiro deles é de um túmulo aberto... Se bem que não me importo muito com a quebra da máscara, isso é preocupação para os cachorrinhos fiéis da Camarilla! Essa gente não sabe mesmo o que é viver nossa não vida livremente!.
- Posso dar um jeito, faço qualquer coisa pra ver o Sabbat vencendo e ficando por cima outra vez.

Melissa se empolga ao saber de sua pequena importância na causa.
- Farei o meu melhor Tia Poulet! Tenho certeza que nossos objetivos são os mesmos... Temos algo em comum, eu acho... Certamente!  (diz melissa, mas duvidando da antiga cainita, pois por ela ser antiga melissa teme que não tenha muito em comum com a velha) ...  
Em seguida a antiga cainita repete seu ritual esquisito com um terceiro corpo e logo depois propõe que melissa vá encontrar uma família de Revenantes num bairro próximo dali, que costumava ser fiel ao Sabbat... Tia Poulet os vê como reforço para o exercito.
A antiga alerta Melissa ...
-Tome cuidado, criança, não sei se ainda permanecem leais à Espada de Caim! E mais... se eles não toparem nos servir em vida, ainda podemos fazer com que nos sirvam após a morte, embora seria um desperdício de suas habilidades serem transformados em zumbis!
Mais um ritual em um quarto corpo...
- Procure pela família Romero, eles possuem um abatedouro e uma funerária no bairro. Preciso me alimentar um pouco antes de continuar, que os Loas velem por você!
Melissa gosta da ideia e aceita a missão. Com endereço dado por Tia Poulet imediatamente se ajeita,  se preparando para sair em busca da família. Suas expectativas são grandes, pois espera logo de cara que aceitem se unir com a seita. Pega então sua moto, verifica o combustível munição de sua pistola preparando-se caso não abraçarem a causa.
Melissa chega ao bairro Little Haiti, do endereço dado pela cainita. Observa o bairro, quem tá por perto, as casas como são... Melissa tenta analisar cada espaço contando que não tenha problemas durante sua busca. Ela segue o caminho dirigindo procurando  por  um dos negócios (o abatedouro ou a funerária) da família que procura.
Ao encontrar  o abatedouro ela estaciona sua moto em um lugar meio furtivo mas próximo do local. Entrando no abatedouro ela verifica se há alguém ali que possa atende-la para lhe dar informações sobre a família Romero, onde ela pode encontra-los, se ainda comandam o abatedouro ou se mudaram-se e possível endereço novo, etc... sobre a funerária, onde  fica, etc

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Re: Miami By Night

Mensagem por Krauzer em Ter Jan 15, 2019 4:20 pm

MELISSA


      A Tzimisce se preparava e subia em sua moto para seguir em direção a Little Haiti. Ela já havia passado pelo bairro para chegar até o refúgio escondido de Tia Poulet, mas não havia reparado muito nele. Agora ela percebia que era um bairro bastante movimentado á noite, e com altos índices de criminalidade. Seus sentidos podiam captar sirenes policiais constantes no tempo em que dirigia por suas ruas.


      Em pouco tempo, Melissa localizava o abatedouro com o nome da família Romero estampado na entrada. Como o nome indicava, parecia um daqueles antigos Açougues familiares, com peças de carne à mostra. Algo não muito higiênico.


      O local estava aberto, mesmo a esta hora da noite. Ao adentrar o açougue, ela podia sentir no ar em todas as direções o cheiro de sangue fresco. Por sorte estava bem alimentada, pois tinha a impressão de em meio ao sangue de porcos, gado e galinhas, parecia também estar sentindo o doce aroma de sangue humano vindo dos fundos da loja.


      Sua percepção apurada captava um rato correndo escondido por entre as sombras, à espera de restos de carne para se alimentar. Parecia não haver ninguém lá para recebê-la, até que da sala dos fundos (onde provavelmente as carnes eram cortadas) surgia um homem sujo de sangue.


- Pois não, senhora?
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Re: Miami By Night

Mensagem por Melisa em Qua Jan 16, 2019 10:38 pm

Melissa toma bastante cuidado ao perambular pelo bairro Little Haiti pelo fato dele ser bem perigoso á noite. Tenta não chamar a atenção.
Entrando no abatedouro da família Romero, logo na entrada Melissa repara nas carnes da vitrine que por sinal estão aparentemente estragadas, o cheiro de sangue fresco vindo de dentro do açougue e ainda um doce aroma de sangue humano vindo dos fundos da loja.

Sua percepção apurada captava um rato correndo escondido por entre as sombras, à espera de restos de carne para se alimentar. Parecia não haver ninguém lá para recebê-la, até que da sala dos fundos (onde provavelmente as carnes eram cortadas) surgia um homem sujo de sangue.

- Pois não, senhora?
Melissa responde com tom de voz firme para não parecer uma perdida no bairro. Responde com cuidado educadamente já imaginando o pior, pois os açougueiros devem estar acostumados lidar com pessoas briguentas, enfim, pelo fato do bairro ser cheio de criminalidades devem assaltar aos montes lugares assim... (sei lá, Melissa teme pensarem que ela está tentando dar algum golpe... por outro lado ela nem pensa na hipótese de pensarem isso dela... mas desde já se prepara).
- Hola! Buenas noches... Que bom encontrar o lugar aberto altas horas da noite (Diz educadamente). ¿es de la familia romero??
- Procuro algum miembro de la familia. Como posso falar com ele ou ela... preciso hablar sobre um tema de su interés, interesse ... A propósito meu nome é Melissa. Como que faço, marco um horário para conversar... ou o dono (a) da loja se encontra na loja agora? Agradeço desde já.

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Re: Miami By Night

Mensagem por Krauzer Ontem à(s) 12:14 am

MELISSA


- Procuro algum miembro de la familia. Como posso falar com ele ou ela... preciso hablar sobre um tema de su interés, interesse ... A propósito meu nome é Melissa. Como que faço, marco um horário para conversar... ou o dono (a) da loja se encontra na loja agora? Agradeço desde já.

      O homem coberto de sangue olhava para a garota de forma desconfiada.

- Membro da família Romero? Eu sou Gildo Romero! O que você deseja falar conosco?

      Melissa pede para falar com o dono do estabelecimento, no que Gildo novamente pergunta "Falar sobre o que?". Melissa começava a perder a paciência, mas estava dando o máximo de si para não causar um confronto, impedindo a aliança com a família.

      A Tzimisce finalmente cita que foi enviada por "Tia Poulet", e a expressão do homem muda.

- Tia Poulet? - Então cuspia no chão - "Aquilo" ainda vive? Lembro que histórias de terror sobre ela já eram contadas quando eu ainda era um garotinho. Nosso pai, Pablo Henrique está aqui nos fundos, siga-me!

      Gido conduzia Melissa pelo corredor até os fundos da loja, onde o cheiro de sangue fresco a atingia mais forte do que nunca. Aqui, diversas carnes pendiam, penduradas no teto, sangrando livremente no chão. Um antigo aparelho tocava música clássica. Ao fundo, um homem parecia estar cortando em pedaços... um corpo humano?!









- Papi, temos visitas!

      Então, Pablo Henrique se virava. Assim como o filho, também estava coberto de sangue, e lambia os dedos.


      Melissa notava que atrás do homem havia uma porta, e por detrás dessa porta, ela podia captar sons de vozes humanas abafadas vindo lá de dentro.

- Gido, onde você está com a cabeça para me trazer alguém vivo e desamarrado para o abatedouro? Termine logo o serviço!

- Não, papi, ela disse que foi enviada pela bruxa haitiana da casa mal assombrada!

- Tia Poulet?! - Então repetia o gesto do filho e também cuspia no chão - O que aquela vaca deseja conosco?
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Re: Miami By Night

Mensagem por Melisa Ontem à(s) 5:31 pm

- Tia Poulet? - Então cuspia no chão - "Aquilo" ainda vive? Lembro que histórias de terror sobre ela já eram contadas quando eu ainda era um garotinho. Nosso pai, Pablo Henrique está aqui nos fundos, siga-me!
Melissa percebe que a aliança da família com Tia Poulet não era lá muita boa antigamente e agora não era diferente. Melissa teme que não aceitem se juntar ao sabbat mais uma vez. E com essa atitude de Gido ela já imagina o trabalho que irá ter pra convencer o tal Pablo Henrique...
Pensava consigo mesma...  *Mas que família einh...só o que falta não aceitarem... Bom Tia Poulet disse que se não forem uteis vivos serão mortos... Se bem que... o que Tia Poulet fazia pra família no passado?... Ela era o que da família... ok ok não interessa, vim aqui pra fazer com que essa podre família se junte ao nosso plano de esmagar os Giovani.
Melissa segue logo atrás de Gido para os fundos da loja onde seu pai está. O cheiro de sangue fresquinho era muito bom para Melissa, sorte de ela estar bem alimentada. A paisagem do lugar era a mesma... carnes penduradas no teto, sangrando... O cheiro de sangue cada vez mais forte a medida que iam se aproximando do local... Um antigo aparelho tocava música clássica. Ao fundo, um homem parecia estar cortando em pedaços... um corpo humano?!




Melissa se apavora um pouco. A música é muito boa e calma, parece até deixar o clima de terror mais leve...Melissa pensa que esse tipo de coisa não deveria acontecer ali no bairro, não pensava que a família fosse tão cruel. Na hora ela teme por sua segurança mas também lembra de sua missão, e decepcionar a cainita não estava em seus planos Ela ignora a cena.  
Gido diz ao seu pai que eles tem visitas.  Então, Pablo Henrique se virava. Assim como o filho, também estava coberto de sangue, e lambia os dedos.



Naquele momento Melissa vê o rosto de um sádico e psicopata. Ela espera conseguir o que quer por bem e sem violência, caso contrário, terá que apelar para a mesma.
- Gido, onde você está com a cabeça para me trazer alguém vivo e desamarrado para o abatedouro? Termine logo o serviço!

- Não, papi, ela disse que foi enviada pela bruxa haitiana da casa mal assombrada!
Enquanto se falavam Melissa permanecia em silencio observando o comportamento dos dois.  Ainda... notava que atrás do homem havia uma porta, e por detrás dessa porta, ela podia captar sons de vozes humanas abafadas vindo lá de dentro.
- Tia Poulet?! - Então repetia o gesto do filho e também cuspia no chão - O que aquela vaca deseja conosco?
Melissa responde:
- O senhor tem visto os acontecimentos recentes na cidade, todo o negócio bom e lucrativo que tínhamos estão indo por agua abaixo?! A cidade estava melhor antigamente antes dos necromantes aparecerem... Éramos mais livres para fazer o que quiséssemos... Tais notícias tem chegado ate sua casa?! O senhor, o que acha disso tudo, apoia os novos no poder ou simplesmente permanece neutro nem pra um lado nem pra outro?! Venho em paz, pedindo uma união entre sua família e nossa seita...  Acreditamos, junto com Tia Poulet, que vamos conseguir um bom progresso na expulsão dos necromantes da cidade...
- Tia Poulet me enviou para fazer esta aliança, não sei o que aconteceu no passado entre sua família e a antiga, o importante agora é fazer algo para defender nossos negócios e nossa cidade, pois muitos dos outros se beneficiam através dos amantes dos mortos, já noa chegava os mandões da camarilla, esses menso merosos nos privando da liberdade!
- A família tem interesse em fazer parte de nosso estratégico exército?
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Re: Miami By Night

Mensagem por Krauzer Ontem à(s) 8:20 pm

MELISA




      Melisa os falava sobre os planos do Sabbat em recuperarem a cidade dos necromantes e espera pela resposta do patriarca da família. Pablo Henrique limpa a faca de cortar carne com os dedos, e novamente os lambe antes de responder.

- Então aquela vaca haitiana decidiu mandar neófitos na espera de que a ajudemos, é?! Pois bem, mandaremos de volta seus ossos, depois de devorarmos sua carne fria e bebermos seu vitae. Já faz um bom tempo que não tenho a oportunidade de beber sangue vampírico. GIDO, PEGUE-A!


OFF: Não vou colocar aqui as jogadas pois foi uma luta muito extensa, e daria muito trabalho, fora que a descrição da cena em si ficou muito mais empolgante.


      Gido saca seu machete sujo de sangue, mas Melisa foi mais rápida e sacou sua pistola, acertando um disparo em seu estômago, e deixando-o sangrando profundamente no chão, à beira da morte. Furioso, Pablo a golpeava nas costas com sua faca de cortar carne, que mal a feria. Melisa reage disparando contra ele também, mas erra o tiro, atingindo o aparelho de música, que para de tocar. Pablo segura o braço que Melisa segura a arma, forçando sua mão a apontar para outra direção, errando outro tiro, enquanto com a outra, tenta golpeá-la novamente com a adaga, errando e atingindo a parede de madeira. A adaga havia ficado presa e não havia tempo de retirá-la, então Pablo tenta tirar o revólver de Melisa e ambos iniciam uma luta corporal, onde Pablo finalmente consegue retirar a arma das mãos da Tzimisce.

      Desarmada, Melisa procura o primeiro objeto que vê pela frente, e encontra outra faca sobre uma mesa, usando-a imediatamente para golpear Pablo. Ela atinge seu braço, fazendo um corte profundo que sangra profusamente. Pablo não desiste e dispara contra ela, atingindo seu ombro. Ela mal sentia o disparo e o golpeava novamente no estômago com a adaga.

      Pablo estava gravemente ferido. Melisa provavelmente havia atingido algum órgão vital, mas ainda assim ele não desistia e disparava novamente contra ela... sem causar qualquer dano. O último golpe de Melisa o atinge no rosto, ferindo um de seus olhos. Ele estava caído no chão, sangrando por múltiplos ferimentos, acabado. A cainita facilmente retira a arma de sua mão e aponta para ele, ameaçando-o de matar a ele, seu filho e toda a sua família se não topasse se juntar à causa do Sabbat.

      Pablo não parecia ser o tipo de homem que se entrega para não morrer, mas a visão de seu filho agonizando no chão falou mais alto. Era interessante como uma família de psicopatas canibais poderia nutrir sentimentos como este.

- Tudo bem... arf... eu topo, apenas salve meu filho. Um pouco de seu sangue será suficiente para curá-lo! Salve-o e minha família lutará ao seu lado nesta batalha suicida!

      Melisa confia na palavra do patriarca e se agacha em frente a seu filho, corta o pulso e lhe concede sua vitae em busca de salvá-lo.

      Em alguns instantes, o ferimento em seu estômago parecia sangrar menos, embora não tivesse sido totalmente curado. Era o suficiente para que ele não morresse de hemorragia e fosse punido por sua audácia em atacá-la.

      Pablo Henrique se levanta com dificuldade, apertando o ferimento no estômago com uma mão, e o olho perfurado com a outra. Era incrível ele pouco ligar para ferimentos como estes.

- Aquela velha ainda terá o que merece, mas não hoje. Sobre esta sua proposta de tomar a cidade. É apenas um ataque suicida como eu imagino ou vocês já possuem algum plano? Quantos homens vocês tem até agora? E quanto a armas?



Status:
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PS: 8/15
FDV: 5
Pistola .50: 3 balas
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