Philadelphia by Night — 1950

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Philadelphia by Night — 1950

Mensagem por Lipe em Sex Set 28, 2018 7:31 am

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Philly - A Cidade do Amor Fraternal

Mensagem por Lipe em Sex Set 28, 2018 11:48 am

Prólogo

Situação em 1º de Setembro de 1950



  Filadélfia, a quinta cidade mais populosa dos Estados Unidos, e a mais populosa de seu Estado, onde também é a capital.

  Em 1950, alguns anos após o fim da Segunda Guerra mundial a população da cidade passava de dois milhões, mas silenciosamente sofria por causa da superpopulação de vampiros. O que atraía, já por muitos anos, atenção indesejada de outras forças ocultas. A Lei da Máscara precisava mais do que nunca funcionar perfeitamente, para que a passagem de vampiros por ali fosse a mais discreta possível!

  Novos Abraços estavam suspensos, por causa da quantidade absurda de Vampiros nessa cidade tão importante para a história da nação Americana, e qualquer outra quebra da Máscara seria punida com severidade. O que causava descontento em alguns Primogênitos. Mas ajudava a equilibrar a proporção de um vampiros para cada centena de milhar de habitantes mortais.

  O Movimento Anarquista controla as coisas por ali, e a Camarilla está mais escondida do que nunca, manipulando os negócios e deixando os Anarquistas assumirem a responsabilidade. O que é bom para os dois! O Sabá tem seu espaço respeitado, e eles também têm sua utilidade para o equilíbrio das coisas. Pois, geralmente, são os primeiros à caírem nas armadilhas dos Caçadores.

  A cidade tem uma população muito variada etnicamente, desde brancos (que são minoria), a chineses, italianos, irlandeses, alemães, espanhóis, mexicanos, afro-americanos, jamaicanos, e outros. A religião é diversa, movimentos hippies ganham força, anarquistas, pacifistas, extremistas e todo tipo de fé surgem em cada esquina da cidade. A Guerra do Vietnã está só no começo e a Guerra Fria corre a todo vapor, a ameaça comunista é um perigo real para os patriotas e donos de grandes fortunas nas terras da Liberdade.

  A criminalidade e o desemprego são grandes, e a quantidade de turistas e estrangeiros pela cidade dificulta saber quem é dali, está só de passagem ou acaba de se mudar para a vizinhança. Movimentos sindicais, ONGs de ajuda humanitária e instituições religiosas ajudam de todas as formas possíveis os menos afortunados. Os ricos se dividem entre diferentes escolas filosóficas, como Marx e Engels, Mise, Adam Smith, Weber e outros.

  A televisão se populariza cada vez mais entre a classe média, a ficção e o faroeste são dois estilos que estão bem infiltrados na cultura e se tornam uma grande atração para os americanos, servindo como escape da pressão que sofrem na economia e trabalho de longas cargas horárias, e forma de alienar suas mentes da verdadeira origem dos problemas... Tanto no cinema como no rádio as novelas falam sobre alienígenas e pistoleiros vingativos. Mas o perigo da guerra, e a moda - que muda muito a cada nova estação - são assuntos corriqueiros. As mulheres ainda sofrem muito com o machismo, mas aos poucos vêm ganhando seu espaço, timidamente.

  O que ocorre na Família, com outros seres sobrenaturais, e se há ou não Caçadores da Santa Inquisição, ou apenas curiosos supersticiosos brincando de "caça às bruxas", na Filadélfia, em 1950, caberá a cada um descobrir!


Os Conhecimentos do personagem influenciarão o que ele sabe sobre o enredo do cenário, das tramas, sobre o mundo à sua volta.
Após o termino da ficha, o Narrador disponibilizará ao jogador mais informações sobre a Crônica!
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Ato Um - Máscaras

Mensagem por Lipe em Sex Set 28, 2018 12:20 pm

Capítulo I







  Uma série de assassinatos recentemente deixou a policia local (PPD) numa situação complicada diante da mídia, que a acusava de ineficiente, o Governado do estado da Pensilvânia, pressionado pela opinião pública, deslocou agentes da PSP (policia militar estadual) para cuidarem pessoalmente do caso!

  Por a PPD se tratar da mais antiga companhia policial da história dos Estados Unidos, uma corrida competitiva entre o Comissário da policia civil da Filadélfia (PPD), e o da Policia militar da Pensilvânia (PSP) foi iniciada, e quem fosse o primeiro a trazer um culpado diante dos flashs das câmeras dos jornais e gravadores das rádios, ganharia os louros, e, quem sabe, uma promoção do Presidente Trumam!
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Re: Philadelphia by Night — 1950

Mensagem por Lipe em Qui Out 04, 2018 9:08 am

Tipo de aventura: Política, Estratégia e Investigação.
Número de vagas: 3
- Han
- Crowley (Lapa)
- Rebelk (Kleber)
Seita: Camarilla e Anarquistas
Tipo de ficha: Neófito e Ancilla

Neófitos terão automaticamente UM ponto em Mentor e a Qualidade Bom Senso
Ancillae estarão jogando por conta e risco
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Re: Philadelphia by Night — 1950

Mensagem por Lipe em Sex Out 05, 2018 11:37 am

Dante Bonasera




A cidade da Filadélfia é uma mescla de etnias e guerras de gangues. A emigração elevou a população para incríveis dois milhões de cidadãos, e tem mais os turistas que chegam todos os dias, misturados com as construções bucólicas, a modernidade dos novos tempos pós guerra, e o espirito crescente dentro da nação pedindo por paz, e que os soldados voltem do Vietnã.



Dia primeiro de setembro de mil novecentos e cinquenta, Dante desperta de seu longo sono, revigorado e repleto de energia para sua noite que inicia agora. Ele se ergue da cama e olha em seu relógio para se localizar no tempo, vê a data, e que são vinte para as seis da noite. Olha em volta e se vê sozinho em seu quarto seguro, longe dali ele consegue ouvir os ruídos de passos, e olhando para a fresta inferior da porta que o separa do resto da mansão ele percebe que ainda há luz solar, e que ele ainda não deve sair do quarto pois a sala do outro lado não é segura, não por pelo menos uma hora, até o sol se pôr.

Em seu quarto ele vê que as coisas estão organizadas e no seu lugar, exatamente como ele deixou no fim da noite anterior. Exceto por um jornal do dia que terminou, sobre uma mesa do outro lado do quarto, que ele consegue ver graças à uma pequena luminária apoiada sobre alguns livros de economia.

Dante sai da cama, veste-se, e vai em direção de seu pequeno escritório particular e recluso de seu quarto escuro. As páginas de economia e política atraem a sua atenção, e ele aproveita aquele tempo antes de sair para se atualizar sobre os acontecimentos locais.



Na página de políticas ele vê uma foto do Prefeito Barney, já em seu terceiro mandato. A reportagem é uma crítica do jornal contra o fracasso do prefeito em manter a paz na cidade, que a presença de agentes da polícia do estado prova que está na hora da população eleger um novo prefeito! E que nesses últimos três anos a ineficácia da administração pública com as recentes imigrações e novos áreas de habitação resultaram nas atuais guerras entre gangues e êxodo de muitas famílias ricas, deixando para trás uma cidade que vê a criminalidade aumentar mais rápido do que a polícia consegue correr. E que os polícias estão sedentários e gordos, como o prefeito, e por isso não são capazes de prender o assassino em série que tem aterrorizado as noites da Filadélfia!

Dante vira as páginas e no caderno de economia ele encontra a situação financeira da cidade, e da nação. Em uma reportagem sobre o impacto da guerra no Vietnã na economia americana, ele vê uma citação à Pensilvânia, e que o estado tem contribuído pouco com a guerra, não pelo envio de soldados, que foi sim considerável, mas por ainda não estar acompanhando a industrialização e crescimento como outros estados têm feito já antes mesmo da guerra, mas logo após a Segunda Guerra. Que o crescimento desorganizado de algumas fábricas tem causado os surgimentos de áreas muito perigosas, e poluição sobre bairros que eram antes exclusivamente residenciais. E mais uma vez culpam o prefeito da cidade pelas políticas evasivas que cobram leis mais duras e taxações sobre o impacto negativo da industrialização.

Após terminar sua leitura, Dante abre uma agenda de anotações, e na data do dia de hoje, ele acha uma carta fechada, com um selo vermelho de cera, com a cruz ansata da Camarilla marcada, selando a carta. E o seu nome escrito com uma bela grafia. Ao abrir e ler a carta, ele se depara com um convite para um grande evento da Camarilla, que poucos devem estar presentes, e que ninguém de fora deve saber. O evento deve contar com a presença apenas de quem estiver na cidade, e foi deixado para ser avisado em cima da hora, para evitar penetras ou vazamento de informação.

A data do evento é hoje, e a hora marcada é à meia noite, no Museu de Arte. A entrada de carniçais, proles, ou visitantes está vedada. E a não presença deve ser justificada, ou medidas punitivas serão tomadas. A carta vinha assinada com o nome do secretário oficial da Camarilla na cidade, Marco Vitale, e mais nenhuma outra assinatura.





O telefone vermelho permanecia em silencio em cima da mesa, e o rádio e a televisão desligados. Agora apenas o barulho dos carros passando na rua do centro da cidade quebravam a calmaria daquele momento.


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Última edição por Lipe em Sex Out 05, 2018 9:01 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Philadelphia by Night — 1950

Mensagem por Lipe em Sex Out 05, 2018 12:10 pm

Samael Welasker




Filadélfia, a terra do amor fraternal, uma grande mistura de todas as raças, mentes, loucuras e culturas! A cidade tem crescido muito nos últimos anos, e atraído todo tipo de pessoa. Desde famílias de trabalhadores à turistas de outros países que vêm conhecer uma das cidades mais históricas dos Estados Unidos, e entre esses, muitos criminosos. Por isso a segurança nas ruas tem aumentado, e quem pode pagar tem feito o que for preciso para assegurar proteção em suas propriedades privadas.



Dia primeiro de setembro de mil novecentos e cinquenta, Samael desperta de seu longo sono, revigorado e repleto de energia para sua noite que inicia agora. Ele se ergue da cama e olha em seu relógio para se localizar no tempo, vê a data, e que são sete horas e dez minutos da noite. Olha para os lados, ainda em sua cama e se certifica de estar sozinho, cheira o ar e tenta sentir algum aroma diferente, mas tudo está como na noite anterior. Ao constatar que está tudo seguro por ali, ele levanta-se e estica seu corpo morto, estralando sua coluna e ossos das mães e braços. O vampiro se sente revigorado pelo dia de sono, e está ansioso para descobrir o que a noite lhe reserva!

Ele se dirige até a saída de seu quarto seguro, desativando pesadas travas de segurança que mantem uma porta de metal fechada. Ao sair, ele ainda está cercado de paredes de metal, e portas com travas, mas em corredores que levam à inúmeras galerias e salas, cada uma com sua própria porta e travas. Samael tranca a porta atrás de si, e segue até a galeria central, onde ele pode subir para a área superior de seu esconderijo, na superfície.



Ao atravessar mais uma porta, ele pode ver um relógio de pêndulo, e um dispositivo mecânico que indica se há luz solar do outro lado, em uma grande e aconchegante salão, apesar de precisar de limpeza e cuidados, e ele, observando rapidamente o indicador, constata que ainda não é seguro seguir além daquela sala. Então ele se senta em uma confortável cadeira reclinável, ao lado de uma mesa, e na frente de uma televisão de tubo. Ao lado há, ainda, um grande rádio de madeira, e sobre a mesa papeis, revistas e um jornal.

Samael se inclina e pega o jornal, a data é de hoje, e procura o caderno de economia, onde lê sobre as empresas que estão abrindo por todo o país, e algumas até próximas da Filadélfia. Algumas empresas chamam a atenção do vampiro, pois os equipamentos para elas funcionares são inovadores. Mas o que realmente lhe interessa são os donos dessas empresas, e como tirar proveito desse fervor na economia graças à guerra. A indústria armamentista, de veículos terrestres, navais e aéreos são promissores. E lendo mais, Samael lê que uma grande empresa de válvulas pretende abrir uma filial bem na Filadélfia, e que isso tem a ver com os tais computadores, aquelas maquinas gigantescas que fazem exatamente o que um papel e uma caneta nas mãos de uma pessoa inteligente são capazes de fazer, mas que todo mundo está criando expectativas sobre.

Após terminar de ler, Samael pega o gancho do microfone sobre a mesa, e liga para seu lacaio que à essa hora espera a ligação:

— “Tudo sob controle do lado de fora?” Pergunta Samael.

— “Sim, senhor... Uma patrulha acabou de fazer mais uma ronda no perímetro inteiro, e está tudo seguro... Os últimos pontos cegos, e áreas sem coberturas, já estão vigiadas, e os walkie-talkies estão funcionando perfeitamente... Eu deixei um relatório sobre a eficiência do uso de cães no patrulhamento e segurança de propriedades privadas, senhor, sobre a sua mesa... (suspiro) Ah, e há uma carta fechada para o senhor, um mensageiro mandou entregar... Houve um pouco de confusão, mas depois dele muito insistir os seguranças permitiram que ele viesse falar comigo..., e resolvi pegar a carta depois que ele revelou saber seu nome, senhor. Eu verifiquei o interior sem abrir, e parece que não há nenhuma substância tóxica no interior, senhor.” Responde Ivan, seu lacaio.



Samael desliga o telefone sem dizer nada, e então vê a carta, sobre a mesa, isolada dos outros papeis, delicadamente virada na direção dele. Ela era preta, com um selo dourado, fácil de romper. Havia uma marca sobre o selo, na forma de uma cruz ansata, e mais nada. Ao abri-la, no interior ele encontra uma folha dobrada ao meio, com uma mensagem redigida por máquina de escrever, e diz:

“Seus serviços são requisitados esta noite. Não informe a ninguém sobre isso! Esteja às 22:00 no Museu de Arte da Filadélfia. Sem atraso, e sem falta. O não comparecimento implicará em punição. Destrua este após ler. Hiperião.”

Era uma carta, apesar de uma aparência extremamente formal e impessoal. Hiperião, o próprio, deve ter mandado escrever essa carta, o Zelador do Elísio e leal cão da Camarilla. Mas Samael sabe que não foi o próprio que digitou na máquina, seus dedos não foram feitos para tamanha sensibilidade! Algum lacaio ou mesmo um vampiro mais fraco foi usado para o serviço. De qualquer forma, a carta não parecia falsa, tinha a cara do Hiperião, e o assunto parece ser sério.






Após esse momento de leitura, e outro de reflexão, o vampiro Samael, que mantinha o controle por enquanto, observa que o dispositivo acusa que já é seguro atravessar a porta para o lado de fora da área escura.


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Re: Philadelphia by Night — 1950

Mensagem por Han em Sab Out 06, 2018 10:43 pm

Meus olhos se abriam para mais uma noite, outra vez eu me levantava para compor as engrenagens que movimenta aquela cidade. Ainda é cedo, e sair do quarto pode ser arriscado. Meio sonolento, caminho até a suíte onde lavo o meu rosto pálido e gelado enquanto me auto observava pelo espelho. Seco minha face numa toalha macia e volto mais desperto para o meu quarto. Tudo estava como sempre, exceto pelo jornal de hoje, que foi cuidadosamente deixado à minha espera.

Apanho o jornal e a passos lentos caminho até meu escritório. Sento em minha cadeira como atrás da mesa e começo a folear o jornal. Tirando toda trivialidade contida naquelas páginas, eu consigo me atualizar sobre o cenário político e econômico regional e nacional. A guerra é bom para os negócios, aliás, a guerra é excelente. A demanda por novas "peças" (maneira polida e profissional do qual Dante trata os órgãos) aumenta consideravelmente. Isso me faz lembrar de ligar para Victor e saber como andam os pedidos.

Enquanto discava os números no telefone, continuava a folear as páginas até chegar em um envelope selado a moda antiga, porém refinada. Se tratava de uma convocação para uma reunião no museu a meia noite. Ainda era cedo, e eu tinha muito tempo para me planejar. Com certeza minha presença será garantida, não gosto de ficar por fora dos assuntos. Mas por agora, eu ainda tinha tempo para me dedicar as atividades para qual fui delegado. Acabo de discar o último número e aguardo ser atendido do outro lado da linha.
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Re: Philadelphia by Night — 1950

Mensagem por Lipe em Qua Out 10, 2018 12:42 pm

Franklin Oswald Walker



A tecnologia avançou muito no século XX, tanto da transmissão de informação, como na locomoção. Cidades como a Filadélfia abraçaram logo os ventos de mudanças. Mas tiveram que abrir mão de certas coisas aprendidas com a história, e que foram deixadas para trás.
Um amante das coisas naturais entende o que vê diante de si, e ele não despreza essas coisas, ele apenas sabe o porque elas foram colocadas ali, para condicionar as pessoas à fraquezas e dependências.



Dia primeiro de setembro de mil novecentos e cinquenta, Franklin desperta de seu sono diurno ainda cedo, ele pode sentir o calor do sol aquecendo o ar, e ao abrir os olhos ele vê os raios solares que passam distantes, por uma pequena e estreita brecha no teto do esconderijo subterrâneo de seu barracão. O local é aconchegante, úmido e tem terra. O acesso é fácil, descendo uma escada de madeira vertical, abaixo de sua academia de boxe montada em um antigo e abandonado galpão, que servia para armazenar antigas peças mecânicas. Ainda é possível sentir o cheiro de óleo pelos cantos, mesmo que a chuva já tenha se infiltrado algumas vezes por ali e lavado tudo o grosso da sujeira.



No esconderijo há algumas plantas que crescem do solo, e pequenas poças de lama, típico de um lugar que não deve receber a visita de ninguém. Ali é o verdadeiro santuário do vampiro, seu refúgio do Refúgio. Há uma portinhola que ao ser trancada por dentro não tem como abrir por fora, mas ela não é tão resistente assim, é feita apenas de uma madeira forte, maciça, e serve para o pretendido: esconder o lugar. Mas o que mais faz o local ter cara de lar para Fanklin são os objetos que ele guarda, coisas de anos e séculos atrás, que lhe fazem lembrar de tudo o que ele passou até ali, suas armas, armaduras, pergaminhos, pinturas, e traços de que um dia ele já teve uma humanidade.

O Gangrel, como típico do Clã, é cauteloso, e depois de uma ligeira, mas cuidadosa observação do local, sente a presença apenas de três seres, e são familiares. Cuidando de seu sono. A reforma do galpão ainda não está concluída, e por isso ainda não é seguro ele sair dali, olha em um relógio que só está ali por insistência de Lilian, sua leal carniçal, e constata que são dezessete horas e quinze minutos da tarde. A hora costumeira que ele acordar. Felizmente, o dia não afeta tanto assim o sono dele, mas o sol ainda o queima como fogo, e o fogo como a destruição eterna! E, pelas suas contas, ainda faltam mais de duas horas para o sol se pôr.

O momento deve ser aproveitado de alguma forma, então Franklin se levanta, e vai para uma mesa velha, e empoeirada, onde tem algumas anotações e verifica o que ele agendou para hoje:

"Hoje é um dia livre", pensa consigo mesmo. E voltando sua atenção para os papeis, ele vê seus esquemas e desenhos do porto que ele controla. Abre uma gaveta e ali tem mais anotações, como o horário, nome e destino de embarcações. A letra é bonita, e tudo está muito bem organizado, mas é porque foi sua lacaia quem fez esse. Ela o atualiza sempre que pode. E olhando para aquilo, ele entende que hoje é um dia calmo no porto.

Ele então guarda tudo, se levanta e vai até a portinhola, e abre ela, faz um assovio, e logo vê seu cão, um dobermann grande e forte, pois a vitae da Besta o tornou muito melhor do que um cão comum, se aproximando, ele vem ligeiro, mas não correndo. Um barulho de cadeira arrastando para trás é ouvido, deve ser Lilian se levantando e preparando para vir em encontro de seu amo desperto. O pássaro está muito longe, mas é possível ouvir o bater de suas asas descendo do alto do telhado do barracão.

Ao se aproximar do amo, o cão abaixa a cabeça, e coloca o rabo entre as pernas, demonstrando submissão. E logo ele pode ver a mulher também, em pé, parada, de frente para ele, com as mãos unidas. E o corvo desce e pousa sobre os ombros dela. Ambos aguardam permissão do amo para se aproximarem. E Franklin nota que Lilian está com um semblante um pouco diferente, parece preocupada, ou escondendo algo!


Logo entra no campo de visão do vampiro um homem alto, com roupas compridas e escuras, com as mãos juntas, e para ao lado de Lilian. A presença daquele homem vai contra tudo o que é possível, pois Franklin não conseguiu sentir seu cheiro, e isso o deixa incomodado. Ele não reconhece o homem, nem sua aparência se assemelha à de alguém conhecido, nem seu cheiro, e nem o jeito de andar!

E ali está, Franklin, ao lado de seu cão, e avistando de longe, depois de um corredor, junto com a luz do sol sua carniçal Lilian, seu corvo, e um homem sem rastros!



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Re: Philadelphia by Night — 1950

Mensagem por Crowley em Qua Out 10, 2018 8:25 pm

Samael despertava para mais uma noite, em seu refúgio super Seguro ele passa os dias a dormir e hoje se passou mais um e o fato de despertar significava que sua existência estava garantida por hora, todo cuidado é pouco a cidade está um caos. Ele saia de seu quarto, iria até o próximo cômodo que dava acesso para saída do refúgio que seu mecanismos de segurança informava que ainda não era seguro, então aguardava no salão, pode ver que o local precisava de uma limpeza, então se sentava em sua cadeira confortável e olhava para a mesa enquanto passa o noticiário na tv, então pegava o jornal procurando o caderno de economia, então via uma notícia promissora de algumas empresas estarem abrindo próximo de “seu” território, e umas bem inovadoras...

“Preciso começar a sondar por onde essas empresas vão se instalar e descobrir os donos delas antes de outro vá em minha frente, preciso me movimentar”

Então Samael ligava para seu lacaio que de imediato respondia, o megalomaníaco queria sair logo dali e começar a mover suas peças no tabuleiro, Ivan passa o relatório por ligação deixando Sam a parte de tudo, ter militares em se negócio foi a melhor ideia e nesse momento durando o relatório ele pensava...

“Preciso tirar proveito desse cenário atual, com abertura de novas empresas vai aumentar o número de serviços de segurança privada, vejo oportunidades...”

Ivan também fala sobre uma correspondência que chegou com uma certa urgência o mesmo disse ter se certificado que não era uma ameaça, Sam ficava curioso e desligava o sem dizer nada, então ao abrir ele via que era o zelador do Elísio, ele refletia sobre a convocação, a cidade estava um caos e já estava na hora deles fazerem algo.
Então o dispositivo infirmava que já era seguro passar, então ele ligava para Ivan...

--Ivan, pegue nosso melhor carro e dois dos melhores seguranças, temos um evento a participar!

Então Sam ordenava seu lacaio, saia pela porta, e fazia sua higienização como de costume mortal, vestia um de seus ternos e pegava suas armas( favor descrever armas próximo ao da fichas já que estamos em 1950), durante todo esse seu processo ele pegava seu gravador de bolso e começava a descrever os pontos altos desse desperta, pois sabia que Luci poderia dar as caras já que ele poderia essa  noite como tem feito nas outras, era tanta violência que já estava começando a perder suas forças para Luci, mas Sam sabia que as vezes ele era preciso.

Então depois de pronto ele encontrava com Ivan e dois carros partiram para o endereço da carta cujo qual atirou fogo momentos pós ler!
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Re: Philadelphia by Night — 1950

Mensagem por Rebelk em Sab Out 13, 2018 4:27 am

Lipe escreveu:
Franklin Oswald Walker







No esconderijo há algumas plantas que crescem do solo, e pequenas poças de lama, típico de um lugar que não deve receber a visita de ninguém. Ali é o verdadeiro santuário do vampiro, seu refúgio do Refúgio. Há uma portinhola que ao ser trancada por dentro não tem como abrir por fora, mas ela não é tão resistente assim, é feita apenas de uma madeira forte, maciça, e serve para o pretendido: esconder o lugar. Mas o que mais faz o local ter cara de lar para Fanklin são os objetos que ele guarda, coisas de anos e séculos atrás, que lhe fazem lembrar de tudo o que ele passou até ali, suas armas, armaduras, pergaminhos, pinturas, e traços de que um dia ele já teve uma humanidade.


Aos poucos o cainita vai se tornando mais consciente do ambiente ao seu redor. Ele sabe bem que ainda é de dia pois em todos esses anos de não-vida não teve um dia sequer que ele acordou só após o sol se por como seus irmão ou mesmo os demais de sua especie que Franklin já conhecera. Já que o cainita tem um tempo livre até poder realizar suas atividades externas ele aproveita sempre para adiantar todos seus negócios ou estudar alguma questão de seu mundo ou ainda treinar alguma habilidade que ache necessária.

Lipe escreveu:O Gangrel, como típico do Clã, é cauteloso, e depois de uma ligeira, mas cuidadosa observação do local, sente a presença apenas de três seres, e são familiares. Cuidando de seu sono. A reforma do galpão ainda não está concluída, e por isso ainda não é seguro ele sair dali, olha em um relógio que só está ali por insistência de Lilian, sua leal carniçal, e constata que são dezessete horas e quinze minutos da tarde. A hora costumeira que ele acordar. Felizmente, o dia não afeta tanto assim o sono dele, mas o sol ainda o queima como fogo, e o fogo como a destruição eterna! E, pelas suas contas, ainda faltam mais de duas horas para o sol se pôr.

Sentando-se na cama o Gangrel olhar ao redor e mesmo sem precisar respira fundo afim de sentir o aroma do local, sempre esteve em lugares e refugios assim, e para ele tudo bem, gosta que Lilian tenha um pouco mais de conforto só pede descrição se esse for o caso.

Lipe escreveu:O momento deve ser aproveitado de alguma forma, então Franklin se levanta, e vai para uma mesa velha, e empoeirada, onde tem algumas anotações e verifica o que ele agendou para hoje:

"Hoje é um dia livre", pensa consigo mesmo. E voltando sua atenção para os papeis, ele vê seus esquemas e desenhos do porto que ele controla. Abre uma gaveta e ali tem mais anotações, como o horário, nome e destino de embarcações. A letra é bonita, e tudo está muito bem organizado, mas é porque foi sua lacaia quem fez esse. Ela o atualiza sempre que pode. E olhando para aquilo, ele entende que hoje é um dia calmo no porto.

Procura seus documentos de seus negócios apenas para dizer a Lilian que ele deu atenção aquilo, pois sabia que Lilian sempre organizava e conduzia melhor até que ele próprio em muitas ocasiões. Ao perceber que realmente Lilian já tinha realizado a organização dos documentos e que nada ali precisava da sua atenção o Gangrel decide chamar seus serviçais.

Lipe escreveu:Ao se aproximar do amo, o cão abaixa a cabeça, e coloca o rabo entre as pernas, demonstrando submissão. E logo ele pode ver a mulher também, em pé, parada, de frente para ele, com as mãos unidas. E o corvo desce e pousa sobre os ombros dela. Ambos aguardam permissão do amo para se aproximarem. E Franklin nota que Lilian está com um semblante um pouco diferente, parece preocupada, ou escondendo algo!

Ao avistar Bob Franklin estende a mão para fazer um carinho atrás das orelhas como o cão sempre gostou e, assim que vê Lilian o cainita esboça um sorriso pois sempre gosta de ver a mulher, entretanto desta vez ela estava estranha, Franklin a conhecia como a palma da sua mão e havia algo incomodando a mulher.

Lipe escreveu:Logo entra no campo de visão do vampiro um homem alto, com roupas compridas e escuras, com as mãos juntas, e para ao lado de Lilian. A presença daquele homem vai contra tudo o que é possível, pois Franklin não conseguiu sentir seu cheiro, e isso o deixa incomodado. Ele não reconhece o homem, nem sua aparência se assemelha à de alguém conhecido, nem seu cheiro, e nem o jeito de andar!

E ali está, Franklin, ao lado de seu cão, e avistando de longe, depois de um corredor, junto com a luz do sol sua carniçal Lilian, seu corvo, e um homem sem rastros!
Lipe escreveu:

Ao visualizar a cena o Gangrel tem que se esforça para não deixar sua Besta comandar.

*MAIS QUE...* Pensa, e dispara em seguida:

- MAIS QUE MERDA É ESSA?

Passa seu olhar de Lilian ao homem misterioso, seus olhos queimam em furria.

- Lilian venha!.
- Bob venha!.{Animalismo}
- Joy venha!.{Animalismo}

- Quem é você e o que pensa que esta fazendo aqui? Isso não é um clube. Você tem 30 seg...

Olha para o relógio em seu pulso.

Off: Intimidação. E caso necessario gasto um pto de Força de vontade pra não perder o controle...
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