Carnaval Macabre

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Carnaval Macabre

Mensagem por @nonimous em Dom Jan 06, 2019 2:07 pm


Nova Orleáns é reconhecidamente a cidade dos vampiros, assombrada por fantasmas que andam livremente rangendo em dor e desespero, nas ruas, bruxas leem as mãos de turistas embriagados pelo clima de misticismo. Nos Pântanos lobisomens lutam contra horrores que parecem ter saído de algum pesadelo de Lovecraft, e isso enquanto creoulles cantam freneticamente Jazz em frente alguma igreja profana.

A cidade transpira o sobrenatural, imersa em magia e histórias de horror, se sai por aí, vai ouvir muito que cada casa do French Quarter é assombrado por um espírito, que cada sombra esconde um segredo terrível.

E nesse clima de misticismo, mistério e horror que a Família existe, por aqui a Máscara é facilmente testada, claro que os mortais ou aceitam o sobrenatural como algo "normal" ou apenas veem isso como parte da atmosfera da cidade.


Dont treat on us


Embora a cidade seja imersa em diversidade cultural, existe uma herança ainda da guerra civil, uma espécie de segregação racial oculta, brancos e negros estão juntos mas separados pela cor e status social, uma forte misoginia está presente, muitas mulheres foram linchadas, estupradas, enforcadas até recentemente sobre o pretexto que eram bruxas, quem nunca ouviu falar em madame Marie Laveau, a misteriosa praticante voodoo e outras bruxas.

No seio da família o racismo é algo fortemente incorporado, a cidade é antiga e possui o príncipe mais antigos dos estados unidos, não em idade, mas em tempo de cargo, ele se tornou príncipe a mais de 200 anos, e se tornou fortemente autoritário, racista, misógino e altamente elitista, suas práticas caminham de execuções de sangue fraco e caitiffs até perseguições de clãs de culturas exóticas, como Ravnos.

Curiosamente a cidade possui forte presença de culturas diversas, os clâs Assamita e Lasombra possuem uma forte presença na cidade, os Ravnos vivem a margem da cidade, enquanto já se ouviu falar de linhagens misteriosas.


Mulas de sangue Fraco


Uma questão delicada é que a cidade possui a maior população de sangue fraco e Caitiffs da américa, são como mendigos, rastejando por aí, se alimentando do que sobra dos bem demarcados domínios da cidade, não é muito raro algum deles ser executado por grupos mais tradicionalistas, semelhante ao que a Ku klux klan fazia décadas atrás, desmembrando, queimando ou enforcando( o vampiro não morre, mas agonia por uma noite inteira, com o pescoço e vertebras quebradas) até o sol nascer e dar cabo dele.

O príncipe da cidade, o Ventrue Marcell Gibreax faz vista grossa, o que fortalece movimentos radicais contra minorias como caitiffs, sangue fraco e clãs exóticos.



A queda dos antigos


Nas noites atuais misteriosamente no último Madia Gras, fervereiro de 2018, a maioria dos anciões da cidade desapareceram, boatos dizem sobre uma magia antiga que os fez migrar para o oriente médio, outros dizem que vampiros muito mais antigos, com milênios de idade convocaram eles, o medo, pavor logo se tornou algo como, " não falamos sobre isso" e qualquer um que fale sobre isso é altamente desacreditado e ridicularizado em público.

Curiosamente, Marcel Gibreax e St John estão na cidade, Marcel é o príncipe, suspeita se que ele tenha quase um milênio, talvez mais, St John o conselheiro e braço direito do principado, é um Tremere que foi abraçado em Constantinopla, e nenhum dos dois parece ter sido afetado pelo chamado dos antigos.

Narrador : Anonimous
Seitas: Predominantemente Camarilla, Sabás são imediatamente como infiltrados e independentes são amigáveis da Camarilla ou infiltrados.
Número de jogadores 03
Tema: Horror moderno, politica como racismo e autoritarismo, racismo e misticismo, fantasia moderna.

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" Seu tolo, entregou sua lealdade para mestres profanos, agora sinta a dor da traição, não precisar implorar por perdão, eu sou o arauto da morte, nosso clã já te julgou culpado, e pouco me importo, tudo o que sei é que você é uma ameaça, e será expurgada da pirâmide."
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Re: Carnaval Macabre

Mensagem por @nonimous em Seg Jan 07, 2019 12:17 am

Rezek



Rezek deslizou lentamente pela casa em uma área verde próximo ao pântano, o ar noturno de Nova Orleáns era no mínimo assombrado, era sem duvida a cidade dos vampiros e outros monstros, Rezek se sentia em casa, aqui não precisava de Máscaras, era ele mesmo, um feiticeiro vulgar, na verdade ele não era o único, pela a cidade afora existiam diversos bruxos, voodoos, satanistas, naturebas e até mesmo herméticos, caminhavam por aí vendendo segredos, fazendo favores a turistas e a quem quisesse pagar, alguns deles eram charlatães, alguns eram reais. Uma minoria.



Rezek chegou no bosque vallée de brouillard por uma embarcação via Mississipi, no barco tinha uma cartomante e um ghostguide, um médium que contava histórias de fantasmas, por todo o Rio, Rezek via fantasmas caminhando, e um imenso turbilhão de almas, provavelmente era a Tempestade, um evento sobrenatural que servia de passagem entre os mortos inquietos e os espectros. A natureza e origem da Tempestade era algo que tomava noites de discussões entre os entendidos, o que era raro, poucas pessoas sabiam sobre o mundo espiritual, Rezek tinha dois " amigos" que eram profundos conhecedores, Papa Etron um feiticeiro Voodoo e Arya uma metamorfo de uma tribo chamada Dançarinos da Espiral Negra, o primeiro é um tutor e amigo a segunda é insana e geralmente protege Rezek.

A dupla resolveu acompanhar Rezek, depois de algumas encrencas a qual ele se envolveu, Papa por companheirismo e porque Rezek seria uma perda de conhecimento se fosse destruído, Arya porque se sente no dever de proteger o vampiro.





Rezek veio para o bosque em busca de uma pista para encontrar A fonte da Vida, uma espécie de magia que restaura o caos da magia, isso porque sua magia começava a falhar miseravelmente, Papa Etron diz que sua Mágika começa a falhar também, Arya porque sua Colmeia ( o grupo de metamorfose) desapareceu no encalço de uma mortal que pesquisava essa Magia da Vida, o trio então depois de fazer algumas perguntas, descobriu que o espirito de Marie Leveu uma voodoo poderia saber a respeito, Rezek antes conseguia enxergar os mortos inquietos tão bem quanto os vivos, agora ele vê como uma televisão mal sintonizada e com um delay infernal, ele inclusive enxerga a assombração de uma menina negra morta no pântano, porém a garota caminhava e desaparecia, e sua própria habilidade de traduzir enigmas também está comprometida.



Em um celeiro o trio percebe uma movimentação, mata densa esverdeada, noite escura e nevoa, o navio partiu faz algums minutos, para voltar teriam que usar outro meio.



Eles se entre olham, a movimentação suspeita em uma fazenda no bosque, rodeada de espíritos e sofrimento é no mínimo suspeito, ao se entre olharem eles sem dizer uma palavra sabem que encontraram o que buscavam, uma pista sobre a fonte da vida.

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Re: Carnaval Macabre

Mensagem por @nonimous em Seg Jan 07, 2019 1:10 am

Jack Hunter





Jack Hunter foi dispensado com apenas uma menear de cabeça da rainha branca, a mulher mantinha a cara fechada, e a tentativa de sondar a mente dele se mostrou absolutamente inútil, a mente daquela mortal era tão fechada quanto uma prisão de segurança máxima, ele sente a ponte ser criada entre sua mente e a da Rainha Branca, mas algo impede o vínculo mental, ela é um daqueles mortais as quais se fala por aí, imunes a controle de mente, influencia de emoções e podem ver através dos dons de ofuscar. Faz sentido, ela não seria a líder da organização mais poderosa de caçadores de vampiros se um neófito pudesse dominar ela ou ler sua aura e mente.





Ela se levanta, muitas perguntas e nenhuma resposta concreta, exceto que uma segunda inquisição aponta no horizonte, que o governo e a igreja se uniram, e agora a Camarilla enfrentaria um inimigo que derrotou 500 anos atrás, derrotou com inteligência e desinformação. Mas agora era a era da informação, vídeos sobem pela internet em segundos, um fato que ocorreu em Mumbai se torna notícia em Charlotte, tudo era transmitido instantaneamente, as trevas não existiam mais, a eletricidade, o vapor e a informação fluem como sangue em um organismo vivo.



O mundo mudou, e os Membros estão perdidos, a menos que façam algo rápido. Agora Jack poderia ajudar, mas antes tinha que entender porque estava sendo usado como peão da Sociedade de Leopoldo, e dada a paranoia dos anciões o que impediria de ser empalada e entregue ao beijo do sol como um pária traidor.



Essas perguntas martelavam em sua cabeça quando entrou no carro blindado, trafegou pela rodovia federal por alguns minutos e foi deixado no centro de Nova Orleáns, mais necessariamente no Quarter French.

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Re: Carnaval Macabre

Mensagem por @nonimous em Qui Jan 10, 2019 2:28 am

Giulio Rosemberg

5Th ave com E 84Th St

Nova Iorque, NY
07:43PM

De volta ao Lar

Faz algumas noites que giulio voltara para seu lar, as coisas em Chicago ficaram bem complicadas, pela primeira vez depois do abraço ele esteve perto da morte final, lutou contra anarquistas e aliados do príncipe de Chicago, o intuito de obter maior reconhecimento não funcionou muito bem.
A imagem dos corpos retorcidos pela violência, o som da explosão, ainda ecoa na mente de Giulio.
Desde então ele não consegue pintar ou esboçar qualquer traço artistico, é como se sua musa inspiradora estivesse morrido e virado uma casca morta, sem o brilho da originalidade e fugacidade de criação artistica.
Passara as últimas noites desde que chegou de Chicago, dormindo, ou estático, relembrando os horrores daquelas noites, o rosto de Megan ainda inspira medo, pela retorção de sua herança de sangue e pela situação caótica a qual os dois foram introduzidos.
Ele está de pé para um quadro em branco, tintas estão expostas, mas sem sua genialidade e inspiração tudo o que ele tem é frustração e raiva, sua conexão com a maldade e com a besta parece suplantar a sensibildiade necessária para produzir artes, isso o faz lembrar das primeiras lições do conde Esteban sobre uma divisão política que vitimiva o clâ das Rosas, de um lado os Arteiros, que segundo eles próprios são a alma e o coração do clã, herdeiros dos valores mais elevados e originais da linhagem, enquanto isso, como um disparo ferino da lingua mais aguçada e maldosa estão do outro lado os Blefadores, poseurs fracassados que nada produzem ou representam se não uma tendência morta, ultrapassada ou apenas uma estética semi aceita e grosseira, Giulio suspira fundo em ter que enfrentar a Guilda local diante de sua nova condição.
E os eventos em Chicago parecem ter gerado uma onda de reverberação, embora ele esteja meio " down" o mundo exterior continua, ele recebeu algumas ligações e bilhetes, Pineold parece continuar, Camile fez uma apresentação que encantou anciões da cidade e de outras regiões, Sharon se embrenhou por uma nova tendência, influenciadora digital, sua conta no Twiter tem milhoes de seguidores.
Nova iorque continua tão cruel como de costume, uma cidade vibrante, visceral, um convite para uma recepção em nome da Primigênie Toreador da cidade foi deixada debaixo da porta, céus, como eles conseguem descobrir o refugio tão facilmente, se o Sabá atacar, tomara que eles não abram o bico tão facilmente.
Enquanto isso uma mensagem na secretária eletrônica deixava Giulio realmente pertubado.
Era Megam.

" Garoto vou precisar daquele favor que me deve, salvei sua vida, agora vc vai salvar a minha"

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Re: Carnaval Macabre

Mensagem por Detective Comics em Qui Jan 10, 2019 12:56 pm

Três reis magos a procura da novidade divina, por experiência adquirida, dessa vez para sacrifica-la em altar de deuses estranhos. Degolar a mãe enquanto pari e rancar genitália do 'pai' deixando-o morrer de sangramento - morte de mulher. O que foi que nos tornamos?

Ultrapassamos a fase de dar importância aos seres, transcendendo ao egoísmo nobre que impede a loucura de salvar o mundo, extirpando chance de sermos sequestrados por pensamentos malignos de redenção. Missionários malditos, professando uma verdade dolorosa demais para que acreditem, e, tendo consciência disso, não exigimos que dobrem joelhos e se convertam... para realizar nossa missão, lhes basta sair do nosso caminho.

Lidero a kabhala de heróis improváveis até a porta, onde não bato... Quem quer que seja já sabe da nossa chegada.

- Marie leveau era como eu, saber ouvir e ludibriar era o poder verdadeiro, a magia é um subterfúgio para distrair os ineptos... tal qual ilusionista fazem. Ela não era a mais poderosa de seu meio, mas com certeza a mais inteligente... por isso insisti vir aqui.

Rezek massageava o ego dos mortos, era parte do show.
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Re: Carnaval Macabre

Mensagem por giulio em Sex Jan 11, 2019 8:48 pm

Após o acontecido em Chicago, Giu lio se pega em Devaneio... "Chicago não foi uma boa para mim, nunca havia passado por isso... Aqueles malditos Ralé, a corja do príncipe, os babões dele..." Toda aquela agonia no chão, fazia com que a cabeça de Giulio não raciocinasse muito bem... Estava frustado por não conseguir o Reconhecimento, a busca para o respeito pela Camarilla e principalmante o Clã da Rosa... Não conseguia Durmir durante o dia todo, graças a sua cabeça lembrando da cena do "KABOOM"....

Graças a todo esse acontecimento Giulio perderá algo que levava a sua não vida para a frente, o seu Dom de artista... havia nascido com aquele Dom, como que em um momento desses perderá algo tão valioso...

Após ,mais um dia mal durmido, Giulio apenas levanta olha para o espelho Sem camisa apenas com uma calca jeans cabelos solto e desgrenhado, e vê o rosto destruido gélido e sem reação, o Toreador sempre manteve suas sensações mortal viva, ou ao menos tentava...

Mas naquele momento não queria sentir , medo, raiva... eram sentimentos que levavam o toreador a não obter inspirações... " Como será que o Conde iria reagir ao saber como o toreador estava ?"  Doia só de pensar isso... Levando-o em devaneio até o quadro branco, que hà noites está ali sem nada pintado.. se sentia de certa forma uma criança retardada, presa em uma manicomio onde não obtinha nada em sua cabeça com uma camisa de força amarrada e mantendo o Toreador preso... De herdeiro de uma grande herança que vinha do Clã das Rosas para Fracassado Blefador, ao qual o Seu mentor havia dito em algum momento de sua não vida, até então não havia conhecido ninguém que passará por isso... mas la estava ele, na multidão dos fracassados... Não iria conseguir ser visto da forma que estava, pessoas iriam zombar de sua condição ...

Estava parado no tempo, ao menos somente ele, a tempos não atendia telefones, não mantinha contato com membros ou mortais ao menos para sua alimentação com garotas de programa, nãoi tinha nem animação para caçar preferia contratar as putas da cidade...

Nova Iorque era barulhenta, incomodava o Toreador de certa forma, preso na melancolia de sua não vida... pior era pensar uma eternidade naquela condição... ao ver a carta... indaga para si mesmo...

--Como esses malditos conseguem uma localização tão rapido assim? olhando a carta em sua mão ouvi a mensagem...

Era Megam.

" Garoto vou precisar daquele favor que me deve, salvei sua vida, agora vc vai salvar a minha"

" Só o que faltava, essa agora... Talvez essa seja a oportunidade que o toreador precisava para se descobrir na sociedade cainita... Provar o valor que tem dentro da Seita... então vai até a secretária e retornar para Megan...

ao atende-lo ele indaga...

--O que você precisa? já falo que não estou com tanta influência no momento...
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Re: Carnaval Macabre

Mensagem por @nonimous em Seg Jan 14, 2019 2:02 am

Rezek



Rezek olhava para os lados, de um lado, Papa Etron, um homem negro usando roupas brancas, largas em seu corpo musculoso, porém de estatura mediana, cabelos curtos e crespos, mãos longas com adornos de magia voodoo, pequenos pedaços de ossos, dentes de vampiros e presas de licantropos, o magus era um desperto, como um Hermético, a Cabala original a qual todos os Tremere descendem, mas diferente de um Hermético ele era um desconectado da realidade política das tradições mágikas, era livre de presunções ideológicas e estilos mágicos, como ele costumava dizer, " Sou um homem livre" isso em uma clara referência a seu povo, escravizado por séculos, ele próprio um escravo, que sobreviveu por séculos usando poderosos feitiços para se manter vivo, mas agora sua magia começa a falhar, e ele teme desaparecer ou ser cobrado pelo paradoxo magico.



Do outro lado Arya, ela era como uma lutadora profissional, seu corpo musculoso, bem definido, usava jeans rasgados e um top escuro, deixando seu abdômen nu e pequenos seios em evidência, seu rosto era carrancudo, fechado com algumas marcas e rugas, parecia esta na casa dos 40, mas Rezek sabia que ela também era bem mais velha, em uma noite de conversa ela revelou ter sido uma carniçal no final do século XIX, e a magia da corruptora que a mantém viva, ela perdeu toda a sua Colmeia para quem quer que esteja atrás da fonte da vida, e isso novamente coloca vampiros no caminho dela.



Rezek a seu turno se imagina como um improvável herói, ele internamente, sabe que não o é, ele jurou lealdade a camarilla, mas traiu seus princípios mais básicos, corrompeu a ética dos vampiros quando se juntou a grande corruptora, aquilo entre os amaldiçoados tinha um nome, infernalíssimo.

E mesmo entre os monstros era proibido, por ser nocivo e altamente degradante.



O trio caminha pela clareira no pântano em direção ao celeiro, entram sem bater ou sem pudor, o celeiro é obviamente um santuário, abarrotado de feno, um cheiro forte de sangue e algo podre, Rezek sentia a quintessência mágica pulsar, ele ouvia os murmúrios dos mortos, com certeza tinha uma passagem para o mundo das sombras ali.



Marie Laveau era uma espécie de mito que vez ou outra se misturava com a realidade, tropeçava em mentiras bem elaboradas, sempre tem charlatães e pretenders, imitando ícones, Rezek já ouviu dezenas de aparições de Caim, antediluvianos, falsas possessões, e encontrar alguém se passando por Marie Laveau , não seria surpresa alguma.



- Marie Laveau foi uma magus muito poderosa, ela em pouco tempo alcançou grandes níveis de poder, mas ela não era alguém que usava isso com leviandade, seu maior trunfo era o medo e sedução. Diz o Papa Negro.



- Sinto uma presença aqui. Diz a Dançarina da Espiral Negra. - E não me refiro aos fantasmas que vem até aqui para tentar vir a nosso mundo.



O trio segue pelo celeiro até uma porta que leva para o porão de uma casa, curiosamente eles não tinha visto nenhuma casa ao lado do celeiro, Rezek percebe que alguém que consegue esconder uma construção inteira dos olhos de bruxos poderosos como eles, é alguém que ou é um bom charlatão ou existe algum nível de verdade nisso, ele ansiava pela primeira opção, mas temia estar se aproximando cada vez mais da segunda.



- Estamos no limite entre os dois mundos. Completa O papa Negro.



Era uma casa antigas sem mobília, no porão Rezek vê mais fantasmas, agora eles estão translúcidos, pálidos, como se o pathos deles estivesse esvaindo.



- Isso é uma armadilha, seja lá quem construiu isso, atrai seres para cá, como uma aranha faz com insetos. Diz a mulher rosnando entre os dentes.

Rezek percebe que caminham para uma armadilha, mas sabe também que Arya daria sua vida por ele, Papa estava enfraquecido, mas dentro da Mortalha ele ganharia poderes incríveis.



A casa é vazia e escura, um ar gélido açoita o rosto pálido de Rezek, que começa a sentir muito frio, seus braços doem, mesmo seus músculos não sendo irrigados pelo sangue, ele sente um frio congelante, e não só ele, Arya aperta os braços na vã tentativa de se aquecer, seus lábios agora estão roxos, Rezek sabe que embora seja poderosa a Lupina ainda tem organismo vivo nela, ela poderia por exemplo morrer afogada, a seu turno Papa também sente os efeitos do frio.



Eles saem no hall de entrada, todo feito de madeira escura, uma escada para o segundo andar.



- Precisamos sair daqui. Diz Papa.



Rezek sente uma vibração vindo de um quarto na parte de cima, talvez seja o que procuram, mesmo ainda não sabendo do que se trata.







Neil Consterdine



Havia sangue nas paredes e no chão, escritos em latim arcaico, a cabeça de um bode, de uma menina de no máximo sete anos, e a cabeça de uma boneca de porcelana em um altar, abaixo das três cabeças decepadas tinha uma bacia com sangue, velas negras acessas, com a luz negra de uma pequena lanter tinha um outro fluído identificado como esperma, alguém provavelmente se masturbou naquele altar.



Nas paredes inscrições em sangue e tinta negra, tudo estava ainda muito fresco, tinha talvez nem uma hora que o local fora abandonado, no chão dois cadáveres, nus, um homem e uma mulher, ambos de meia idade, pelo enrijecimento, haviam sido mortos algumas horas atrás, a mulher tinha marcas de violência sexual, o homem teve o pênis arrancado e inserido na sua boca, aquilo tudo tinha um profundo simbolismo mágico, e atraiu a atenção de Neil de uma forma profunda.



Na entrada uma foto de uma mulher negra usando turbante, roupas antigas, uma foto em preto e branco, parecia algum tipo de rainha do voodoo.



- Estamos na pista certa. Diz Mitchel desligando a lanterna com luz negra.



A dupla viajou até Nova Orleáns, procuram por sinais de corrupção nas fileiras do clã, a própria Alto Regente da Capela dos Cinco Distritos os enviou, Mitchel é um exímio investigador, e detém vasta influência no clã Tremere e na Camarilla, pela primeira vez envolver Neil em algum de seus trabalhos, geralmente ele era apenas o tradutor, agora está em campo. Sobre o pretexto que precisaria de todo a ajuda necessária.



- Não parece ser algo dos Seguidores de Set, e reconheço esses símbolos como sendo da Ordem da Wyrm, cultistas de uma entidade obscura. Diz ele se abaixando perto do cadáver do homem.

- Pobre coitados, não parecem ser cultistas, provavelmente sequestrados e torturados, o esperma do chão é de outra pessoa, vou investigar os mortos, conheço alguma pessoas que podem me ajudar, Neil, fique com a foto e os símbolos, vá até até a Capela e veja se o padre Mark sabe de algo.

Neil a principio sente um certo prazer naquilo tudo, toda aquela ritualística é definitivamente magia negra, infernalismo puro e simples, mas algo tão poderoso que transcende a ideia cristã, algo mais antigo, mais perverso.



- Neil, está me ouvindo? diz Mitchel ao perceber que sua criança está absorvida pelas imagens.


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Re: Carnaval Macabre

Mensagem por Guest em Seg Jan 14, 2019 7:44 am



Às vezes me pergunto se sou monstro pelo simples fato de ser. Eu acho que não. Mas há monstros piores que eu, o que é tranquilizante para minha dúvida. Porque o que a eternidade nos reserva? Fogo num inferno dantesco? Diante daquele altar de magia negra das brabas me perguntava que mau fiz. Seria só por causa pelo o que me tornei? Um vampiro. Ou seria pelos maus que ainda não fiz? Dizem que esses são os piores - tenho minhas dúvidas. Quem é mais mau: o que pensa em matar ou aquele que mata? Poderia perguntar para quem arrancou a cabeça da garotinha, como também para quem matou o cara e ainda decepou o pau enfiando na boca dele ou para quem matou a mulher e ainda trepou com ela - não sei se nessa ordem, tenho certeza que responderia que é quem mata. Mas, alguns dizem que não, e, que o pior é aquele que pensa em matar, porque mata com o espírito. O corpo - eles dizem - é matéria, já o espírito… Eu sei lá que porra é o espírito. Os ‘hindu’ dizem que pensar em matar alguém é matar seu espírito pela eternidade. Imagino-me esfaqueando alguém eternamente. Isso é uma loucura pior que o inferno. Só um monstro faria isso. Ah, é verdade, esqueci que sou um. Só podia perguntar:

- Estamos?

Mitchell é um cara de influência dentro do nosso poderoso Clã, como na porra da Camarilla também. E eu? Foda-se, eu. Minha primeira missiva. Não sou o xis da questão. Tem gente pior do que eu por aí e quero saber quem são. Fiquei curioso.

-Sei lá quem fez isso, mas pra boa coisa não parece, Mitchell.

Pobres? Mitchell às vezes era um cara sentimental demais. Eu acho que somos apenas objetos animados. Acho que ele não é um monstro como eu. Aquilo tudo estava dando um tesão para esse cara morto que vos escreve. Vendo a cabeça da menininha, os corpos no chão como o da mulher, até pensei que aquele esperma pudesse ser meu. Sei lá, vai que bati uma sem perceber. Mas me perguntava se ainda gozava, quando Mitchell me pediu pra ir na Capela atrás de um padre. Padre?

-Porra, Mitchell. Ir atrás de um padre? Tu não sabe que… Vai exorcizar defunto?

Puta que pariu, só faltava essa agora. Eu tinha que desabafar minha insatisfação. Foda-se, o que Mitchell pensava. E lá estava eu como um filho pródigo obedecendo ao papai. Andando pela cidade com umas paradas muito estranhas para uns no bolso. Imagina se sou abordado por um tira. Puta que pariu. Até explicar se a zebra é preta ou branca. Agora veja esta cidade. Andar por ela me irrita. Toda essa gente me irrita. Qualquer coisa é motivo de carnaval, até pela morte se fazem oba-oba. Mas duvido que queiram mesmo a morte, se divertem na morte dos outros. Eu acho que iria me divertir na morte deles. Foda-se, Camarilla. Me esconder desses comedores de big Mac feliz? Isso é uma coisa que esses filhos da putas podem ter certeza que não farei. E é melhor esses homo saco-de-bostas não pertubarem a paz da minha eterna solidão, senão... Ah, como terei o prazer de enfiar uma faca no bucho deles e depois puxar; e, depois enfiar de novo; e, depois girar; e, abrir o rasgo com minhas mãos; e, arrancar seus órgãos, um por um. Desse jeito, acho que vou me tornar algo pior que um monstro. Um demônio? Já não basta o Azirafale, aquele demônio desgraçado. Foda-se, Azirafale também.

(Na Capela)

E Mitchell? Bem, ele é outro quinhentos. Veja agora, por exemplo, pelo simples fato de ser sua cria olhos me perseguem e alguns cochicham ao me ver. Fodam-se, eles. Nunca vi esse padre. Não gosto de padres, pastor, missionário etp. Mas tinha que perguntar se alguém ali na Capela sabia dele.

- Hey, você, onde acho o padre Mark?

O que eu tinha que falar quando o encontrasse? Sei lá. Só espero que não seja um fanático ou desses que conseguem realmente expulsar demônios. Mas acho que:

- Por desgosto meu precisamos de um padre e pelo jeito é você, Mark.

Com uma porra dessa tinha que logo dizer o que estava fazendo ali, senão ia dar merda. Tinha que mostrar a foto e os símbolos logo, e dizer:

- Nada pessoal, Mark. Ta vendo essas coisas? Mitchell pediu pra te mostrar. Ele ta precisando de você.

Porra, só Mitchell mesmo pra precisar de um padre.
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Re: Carnaval Macabre

Mensagem por @nonimous Hoje à(s) 2:03 am

Giulio Rosemberg





A resposta veio rápido, mas não muito clara, era algo, como tudo no mundo dos amaldiçoados; Sigiloso.



Diante da melancolia profunda da perda de inspiração e rumo ao ostracismo social, o Toreador começa a pensar que não conseguiria descer mais fundo naquele poço a qual foi atirado graças a suas peripécias em Chicago.

Ainda sentindo um vazio existencial que anula completamente qualquer fagulha criativa ele resolve mergulhar novamente no insidioso e cruel mundo de tramas e intrigas dos Kindred.



Recebeu orientações de onde seria o local do encontro, um túnel abandonado no metro debaixo da Broadway, Giulio reside em Nova Iorque tempo o suficiente para saber que aquele é o território dos Ratos de Esgoto, embora o clã Toreador local não tenha nenhum desavença com os Ratos, poderia ser perigoso, mas Megam garantiu a segurança de Giulio, as coordenadas foram passadas para ele, com um gps ou através de um mapa ele chegaria no lugar de forma precisa. O grande problema não era chegar lá, mas o que fazer quando chegar por lá, poderia ser uma armadilha, embora se quisessem ferir Giulio teriam o feito no seu próprio refúgio, e o clã Nosferatu de NY é conhecido como um dos clãs mais honrados, o próprio príncipe da cidade é um Rato de Esgoto.





Com as coordenadas em mãos ele arrasta sua carcaça para o lugar combinado, por todo o trajeto ele sente estar sendo seguido, olhos furtivos o acompanham pela cidade, ele também percebe uma forte presença policial, inclusive na 5ª avenida, Times Square e por fim Broadway. Toda a região está apinhada de gente, pessoas andam e correm, carros lançam luz sobre a noite brilhante de neon e fumaça da cidade.

A paisagem urbana é um deleite aos olhos de Giulio, e melhorou muito nos últimos 30 anos, a cidade nos anos oitenta era um pesadelo, a cidade era controlada pelo Sabá até recentemente, violência, assassinato e caos social era a marca da cidade, algo que pode ser facilmente identificado nos gráficos da segurança publica e no documentário American Killers.



Mas tudo mudou recentemente, a Camarilla através de peões humanos e alianças duvidáveis retomou a cidade das mãos dos monstros da Espada de Caim, e agora luta para manter ela, falando no Sabá, faz bastante tempo que Giulio nem sequer ouve falar desses bastardos, e toda a liderança da Camarila local é de jovens em Ascenção, nenhum grande ancião está na cidade. Ele desce para o subterrâneo do metro da cidade, passando pela plataforma apinhada de pessoas, um forte esquema de segurança, bem estanho, está parecendo a cidade pós 11 de setembro de 2001, policiais, militares e agentes do FBI estão por toda a parte, e na entrada do metro eles revistam pessoas com uma espécie de detector de metais com luz negra.

A luz derrama feixes pela multidão e acerta os olhos de Giulio que se incomoda um pouco, mas consegue descer da plataforma do metro lotado, atravessa os trilhos e segue por uma passagem que mais parece uma galeria de esgoto desativada com pichações com cheiro de urina.



Ele caminha por um túnel desativado até o ponto de encontro, ao chegar ele se vê no escuro, até um som sinalizador ser disparado, ele percebe uma figura com roupas rasgadas, curvada com mãos longas e garras, careca, rosto deformado e inchado.



- Me siga, diz a voz. Você está nos domínios de Harth, e sua segurança é garantida pelo meu povo.







Neil





Capela Tremere de Nova Orleáns



A Capela Tremere de Nova Orleáns é um casarão antigo que já foi a biblioteca municipal, anexo da prefeitura, museu de musica e hoje é apenas uma casa de cultura, com exposições sobre a cultura creoulle, sala de musica, objetos de agricultura da época da fundação, a Capela fica na famosa royal Street, no entroncamento do bairro francês com o Gardem District, é uma casa antiga, de dois andares, funciona melhor durante o dia, a noite é só um lugar mal assombrado por fantasmas e vampiros.



Quando Micthel foi checar a pista dos mortais na policia, ficou a cargo de Neil verificar na Capela Tremere com o Padre, que na verdade é um Tremere de uma antiga seita neo cristã do século XIX. A Capela está misteriosamente vazia, apenas um segurança guardava o lugar, Afonse, um homem de meia idade que possivelmente era um carniçal da Capela, curiosamente não é a primeira vez que Neil sente a ausência de Tremeres nas Capelas, pelos ao menos nas duas últimas que passou foi assim. O Padre é um homem velho, calvo, magro e feições incrivelmente pálidas, até mesmo para um vampiro.

Não foi difícil encontrar ele na exposição da cultura religiosa da Capela, ao caminhar pelo casarão Neil pode jurar que ouvira vozes, gemidos e passos pela casa, se ela tem a fama de assombrada, bom Neil para estar sendo alvo de sua mente condicionada ou de fato a capela é assombrada por espíritos.

Mitchel parace ter ignorado toda e qualquer manifestação de sua criança quanto a se encontrar com um padre, ele apenas partiu para investigar na policia, e isso faz Neil questionar quem de fato contratou a dupla para essa investigação se nenhum Tremere fora visto nas ultimas noites, exceto os três.



A principio os quadros com imagens de passagens bíblicas, bustos de anjos e principalmente o imenso crucifixo causa uma repulsa terrível no Tremere, que sente se profundamente desconfortável com tudo isso. em um corredor, com itens da cultura cristã Neil fica de frente com o Padre.



- Me parecem coisas bastantes sombrias essas as quais você está revelando filho de Mitchel. Diz o Velho.

Ele arqueia a sobrancelha:



" E no fim dos tempos coisas sombrias irão borbulhar do solo" Diz ele olhando para Neil.

- Um tempo de sangue fraco virá, quando os sem clã governarão, e vampiros incapazes de procriar existirão.



- Interessante! Diz ele coçando o queixo enrugado. - Isso não é cristão, não da mitologia básica, Lucifer, Deus ou demônios de religiões abraanicas, é algo mais antigo, um mal ainda mais antigo e perigoso, um Dragão. O velho parece ter perdido a sanidade, pois fala coisas desconexas. Você deve procurar o Olho do Dragão dos Tremere para encontrar respostas filho.


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" Seu tolo, entregou sua lealdade para mestres profanos, agora sinta a dor da traição, não precisar implorar por perdão, eu sou o arauto da morte, nosso clã já te julgou culpado, e pouco me importo, tudo o que sei é que você é uma ameaça, e será expurgada da pirâmide."
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Re: Carnaval Macabre

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