"Daktylus" - Nosferatu

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"Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Gui Eurípedes em Ter 2 Out - 12:18

Nome: Gui Eurípedes
Personagem: “Daktylus“
Clã: Nosferatu
Natureza: Trapaceiro
Comportamento: Capitalista
Geração: 13
Refúgio:  Esgotos
Conceito: Espião

Saldo de XP: 0/0

________________________________________

2. Atributos

Físicos (Terciário 3)
- Força: 1+0
- Destreza: 1+2
- Vigor: 1+1

Sociais (Secundário 5)
- Carisma: 1+2
- Manipulação: 1+3
- Aparência:  0

Mentais (Primário 7)
- Percepção: 1+2
- Inteligência: 1+3 (Autoridade em Segurança da Informação)
- Raciocínio: 1+2

________________________________________

3. Habilidades

Talentos (Terciário 5)
- Prontidão:  1+1(2PB)
- Esportes:  1
- Briga:
- Esquiva:
- Empatia:
- Expressão:
- Intimidação: 1
- Liderança:
- Manha:  1
- Lábia: 1+1 (2PB)
- Leitura de Lábios: +2 (5PB)

Perícias (Secundário 9)
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:
- Condução: 1
- Etiqueta:
- Armas de Fogo: 2
- Armas Brancas:
- Performance:
- Segurança: 3
- Furtividade: 3
- Sobrevivência:

Conhecimentos (Primário 13)
- Acadêmicos: 1 (História)
- Computador: 3
- Finanças: 1
- Investigação: 3
- Direito:
- Linguística: 1 (Espanhol)
- Medicina:
- Ocultismo:
- Política: 2
- Ciências: 1 (Matemática)
________________________________________
4. Vantagens

Antecedentes
Aliados: 1 – Irmão do Partido Progressista e diretor do Orfanato

Código:
• Nome: Rick Carter: Senador pelo Partido Progressista, ex-morador do Orfanato da Santa Casa, hoje diretor.

• Atributos

Físicos (Terciário 3)
- Força: 1+1
- Destreza: 1+1
- Vigor: 1+1

Sociais (Primário 6)
- Carisma: 1+3
- Manipulação: 1+2
- Aparência:  1+1

Mentais (Secundário 4)
- Percepção: 1+1
- Inteligência: 1+2
- Raciocínio: 1+1

Habilidades

Talentos (Secundário 7)
- Empatia: 2
- Liderança: 3
- Manha:  
- Lábia: 2

Perícias (Secundário 4)
- Empatia c/ Animais: 0
- Condução: 2
- Etiqueta: 2

Conhecimentos (Primário 11)
- Acadêmicos: 1 (História)
- Computador: 1
- Finanças:  2
- Investigação: 1
- Direito: 2
- Linguística: 2 (Espanhol e Francês)
- Política: 3

• Antecedentes: Fama 3, Influência 2
• Virtudes: Consciência 3, Autocontrole 3, Coragem 4

Contatos: 2 (1º Partido Republicano – 2º FBI)
Recursos: 2


Disciplinas
Ofuscação: 3

________________________________________

5. Virtudes

Virtudes
- Consciência: 1+2
- Autocontrole: 1+2
- Coragem: 1+3

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4

________________________________________

Qualidades e Defeitos

Visão Noturna (2PB)
Propósito Maior (1PB) – Obter Recursos para seu Orfanato
Aptidão com Computadores (2PB)
Informante (3PB) - Nosferatu Antitribu do Sabá - Decameron
Reflexo Falso (3PB)
Memória Eidética (2PB)

Total 12 Pontos Gastos
___
Deficiência Visual (-1 ponto)
Presas Permanentes (-3 pontos)
Exclusão de Presa (Deformados e Deficientes Físicos graves) (-1 ponto)
Segredo Sombrio (-1 ponto) – Mantém um Orfanato (Orfanato)
Imagem sem Reflexo (-1 ponto)

Total 7 Pontos Ganhos

Observações
-
-
-

________________________________________

6. Prelúdio

Prelúdio:
Eu não me lembro de quando eu nasci e fui abandonado pela minha mãe nas escadarias da Santa Casa de Misericórdia de Nova Iorque, mas é apenas isso que não me lembro... O que eu vou contar agora é um grande resumo da minha vida até o momento. A versão integral dos fatos eu venho escrevendo há décadas é algo que um dia talvez eu publique por puro capricho, mas vocês gostariam de ler...


Nova Iorque, 1946
Primeiro ano do Baby Boom pós-guerra. Teria sido tudo maravilhoso para meus pais biológicos, assim como estava sendo para todos os vizinho e amigos que estavam tendo seus bebês, se não fossem as escaras em meu rosto, o formato da minha cabeça e meus dentes, os dedos magros e excessivamente longos, as chagas em minha pele, o defeito em minha coluna e a protuberância caudal da minha última vértebra me transformavam em uma cria demoníaca. Um pequeno ser horripilante aos olhos de todos. Menos de papai.

Quando eu falo “papai”, eu falo de Padre Alexander, responsável pelo Orfanato que fazia parte do grande complexo da Santa Casa de Misericórdia de Nova Iorque, uma instituição da Igreja Católica Apostólica Romana onde funciona um grande Hospital-Escola, um Orfanato e logicamente, uma Igreja.
Quando eu fui abandonado nas escadarias de lá, foi ele quem me acolheu e cuidou de mim como se fosse seu próprio filho. Claro que ele também chamava de filho cada um dos meu irmãos adotivos de lá, mas algum tipo de atenção especial ele dava para mim. Apesar de eu não acreditar muito, ele dizia que Deus não havia me amaldiçoado com aquela condição. Pelo contrário, ele havia me abençoado com uma mente rápida, uma memória mágica e uma inteligência sem igual. Ele me fez acreditar que eu tinha dons, e que o meu corpo não era um impedimento, mas sim uma plataforma para que eu pudesse me concentrar em minhas potencialidades reais. Nessa parte eu acreditei.

Durante minha infância e adolescência eu pude crescer rodeado de conhecimento. Como não era muito bom em outras atividades mais corporais e não perdia meu tempo com as coisas normais dos jovens adolescentes, eu pude focar minha energia em coisas como tecnologia e leitura. Durante a noite era meu período preferido, pois não precisava me esconder da presença das outras pessoas na claridade e o silêncio imperava para que eu pudesse ler ou então andar por ai. As muitas vantagens tomar hábitos noturnos também abarcavam flagras muitas cenas que seriam de grande valor para mim e meu pai. Padres violando seus votos de castidade, roubando medicamentos e equipamentos do hospital e segredos que eram contados as paredes eram os melhores. Graças a eles meu pai pode, através de muita chantagem e politicagem, conquistar o posto de mais provável sucessor da Santa Casa de Misericórdia.

E com grandes poderes vem grandes... Inimigos. Mas meu pai tinha a mim para sempre estar a frente no campo das informações e num dia eu acabei descobrindo sua sentença de morte.
Padre Charles era um desses que aproveitavam de sua posição para ganhar dinheiro sujo vendendo materiais e serviços especializados do Hospital. Como responsável por essa parte, ele lidava com toda a contabilidade e modificava os registros ao seu bel prazer. Com a morte do ex diretor, as eleições para presidente seriam feitas internamente entre os vários Padres de alto escalão daquela instituição. Meu pai era o maior deles e uma figura certa para assumir o posto, mas Charles estava de conluio para envenená-lo e assumir o posto. A Igreja nunca fora santa, mas aquilo era demais. Eu havia encontrado o veneno, mas não sabia como eles fariam para usá-lo. Sem pensar em outra solução, roubei o frasco e envenenei ambos. Dessa maneira eliminei os possíveis assassinos de meu pai e o coloquei na posição de Bispo.
Mas eu havia cometido um erro... Ao mata-los eu trouxe a atenção para meu pai que acabou dias depois sendo preso preventivamente acusado de assassinar seus rivais. Apenas eu sabia desse segredo, de que eu era o assassino. Com ele atrás das grades eu não soube como agir. Desesperadamente na tentativa de salvar meu pai eu tentei usar meu irmão e amigo, Rick Carter, para plantar falsas provas, mas ele acabou falhando e sendo pega no ato. O resultado foi meu pai, por minha culpa, sendo sentenciado a prisão que culminou em sua morte. Bem como a minha. Deus havia novamente me castigado, agora através do que supostamente era meu dom.
O remorso me atingiu de maneira visceral. Eu havia matado a única pessoa que me acolheu e me ensinou tudo o que sabia. Que me fez enxergar meu valor. O sentenciei a morte por causa dos meus erros. Sem ele, Rick e as crianças do orfanato também ficaram desamparadas. Centrado em minha loucura, fugi deixando meus irmãos e amigos. Uma fuga curta, pois na mesma noite tive a graça de ser encontrado por um monstro ainda mais horripilante que eu. Seu nome era Ebenezer. Um Vampiro.

Quando ele me encontrou num beco sujo não teve medo de mim, pelo contrário. Disse-me ter observado muitos de meus passos dentro da Santa Casa, pois lá havia sido seu refúgio por muito tempo, quando o movimento ali era muito menor. Ele sempre esteve de olho nas crianças do orfanato, em especial as duplamente rejeitadas pelo universo. Disse que via potencial em mim e me oferecia uma segunda chance antes que o remorso fizesse eu me matar. Parecia que ele lia minha mente, pois era justamente nisso que pensava. O Suicídio. Eu não tinha medo de sua aparência horripilante como a minha, e fiquei seduzido por suas palavras. Quem não quer uma segunda, ou melhor, terceira chance? Dessa vez eu faria direito. Eu assumiria o legado do meu pai e cuidaria para que os rejeitados tivessem uma vida melhor. Daria tudo por isso, mesmo a minha humanidade.
Ao expressar minha aceitação, o Abraço veio rápido e terrivelmente doloroso. Sentia meu sangue verter rapidamente, e isso era bom, mas logo depois veio a parte ruim. Imagens de dor e sofrimento vinham a minha mente e voltavam até que eu percebesse que era a realidade sendo distorcida pela minha cabeça e voltando ao seu lugar. Era uma gota de sangue amaldiçoado que circulava pelo meu corpo já previamente poluído. Eu queria que aquilo fosse um pesadelo passageiro apenas, mas durante muitos dias eu sofri com a transformação. Minha forma ficou ainda mais horripilante com cada um dos meus detalhes desgraçados sendo aumentados. Dentes, pele, cabeça, ossos, e uma cauda cresciam em mim como se eu fosse um animal geneticamente modificado. Um diabo. Mas isso foi gradativo, pois antes veio a fome descomunal. A fome de sangue.
Sob a tutela de meu novo senhor, um mundo de novidades se desvelava ante a mim, enquanto eu me velava nos esgotos de Nova Iorque. Poderes sobrenaturais emergiram de meu âmago e naturalmente aprendi a me ofuscar da visão dos outros melhor ainda do que já fazia antes. Franzino, não conseguia desenvolver os poderes de outros irmãos de Ninhada, como a potência, mas desenvolvi largamente minhas capacidades mentais a ponto de perceber coisas que os outros não conseguiam. Num mundo onde eu não conseguiria me defender com unhas e dentes, me dediquei a aprender a usar armas de fogo. E desde sempre elas me foram úteis em momentos onde me esconder não havia sido o suficiente.

Minhas habilidades mentais e investigativas foram gradativamente aumentando e fiz bom uso delas através do advento da computação. Amei aquilo tanto quanto amava a biblioteca da Santa Casa e fiz muito bom uso de meus conhecimentos e de maneira ardilosa fiz meu nome no submundo da Internet. Aprendi a invadir computadores e até mesmo outros dispositivos eletrônicos. Através do roubo de dados e informações eu me tornei ligeiramente importante e os favores que ganhei através da chantagem me puderam ajudar a estar sempre perto daqueles garotos que um dia abandonei, em especial Rick.
Mesmo que ele nunca soubesse que fosse eu, através de meu pseudônimo me ocultei e de diversas maneiras o contatei para auxiliar ele em seu caminho. Mal sabe ele que até o dinheiro extra que entra lá é graças a mim. Maquinei junto a ele sua ascensão como político e como diretor do orfanato em que sempre vivemos. Para isso, fiz contatos com seus inimigos para que assim eu tivesse como descobrir segredos e usar isso ao favor de meu aliado. Meus longos dedos chegam hoje até o FBI e o Partido Republicano. Odeio ter que sair da minha toca pra ganhar alguns segredos fora da internet, mas me sinto seguro com minhas habilidades de ocultação e minha Glock 17, se for pra lidar com meros humanos burros.

Mas meu maior alcance foi ainda mais longe. No Sabá. Através da internet eu conheci um vampiro também Nosferatu que, assim como eu, usa seus conhecimentos para obtenção de dinheiro e poder. Tão bom em acesso a dados como eu, Decameron, como é chamado na Deep Web, é perito em roubo e uma vez o ajudei a zerar a conta bancária de um idiota republicano. Nas trocas, sigo conseguindo informações do Sabá que me fazem ter uma boa moeda de troca vez ou outra na Camarilla. No fim das contas, não estamos tanto ai pra essa coisa de Seita, mas temos nossos próprios objetivos em mente. Assim vivemos como Ratos de Esgoto.

Ah, meu nome... Esquece isso. eu já esqueci. Me chame de Daktylus. Apenas.
________________________________________

7. Banco de Dados
Gui Eurípedes
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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Padre Judas em Ter 9 Out - 20:53

Natureza: Trapaceiro - Esse Arquétipo é de qual livro de 3ed?

Leitura de Lábios: 2 - Essa Habilidade Secundária é de qual livro de 3ed?

Habilidades - Você distribuiu 12/9/5 pontos. Ainda pode alocar mais 1 ponto em Conhecimentos.

Aliado: 1 - Um Aliado de um ponto tem poder e influência moderados. Ou seja, esfera de poder dele seria no máximo municipal. Um Senador iria requerer Aliado: 5. 

Propósito Maior - É de qual livro de 3ed?

Pontos Bônus - Você comprou 2 pontos em Leitura de Lábios por 5PB, mas na verdade custa 4PB. Sendo assim, ainda tem 1PB pra gastar.

Prelúdio:

"mas desenvolvi largamente minhas capacidades mentais a ponto de perceber coisas que os outros não conseguiam."

- Me parece que esqueceu de retirar essa parte depois de retirar Auspícios. Estou correto?

- Como o seu negócio é a chantagem, penso que seria interessante níveis mais altos de Intimidação e Lábia.

- Como é a sua relação com a sociedade vampírica? Faz parte da Camarilla? Fica isolado? Conte-nos um pouco sobre isso.

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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Gui Eurípedes em Qua 17 Out - 11:20

Ficha Completa:
Nome: Gui Eurípedes
Personagem: Willian Black - “Daktylus“
Clã: Nosferatu
Natureza: Trapaceiro
Comportamento: Capitalista
Geração: 13
Refúgio:  Esgotos
Conceito: Espião

Saldo de XP: 0/0

________________________________________

2. Atributos

Físicos (Terciário 3)
- Força: 1+0
- Destreza: 1+2
- Vigor: 1+1

Sociais (Secundário 5)
- Carisma: 1+2
- Manipulação: 1+3
- Aparência:  0

Mentais (Primário 7)
- Percepção: 1+2
- Inteligência: 1+3 (Autoridade em Segurança da Informação)
- Raciocínio: 1+2

________________________________________

3. Habilidades

Talentos (Terciário 5)
- Prontidão:  1+1(2PB)
- Esportes:  1
- Briga:
- Esquiva:
- Empatia: 1 (2PB)
- Expressão:
- Intimidação: 1+1(2PB)
- Liderança:
- Manha:  1
- Lábia: 1+1 (2PB)

Perícias (Secundário 9)
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:
- Condução: 1
- Etiqueta:
- Armas de Fogo: 2
- Armas Brancas:
- Performance:
- Segurança: 3
- Furtividade: 3
- Sobrevivência:

Conhecimentos (Primário 13)
- Acadêmicos: 1 (História)
- Computador: 3
- Finanças: 1
- Investigação: 3
- Direito:
- Linguística: 1 (Espanhol)
- Medicina:
- Ocultismo: 1
- Política: 2
- Ciências: 1 (Matemática)
________________________________________
4. Vantagens

Antecedentes
Aliados: 1 – Irmão do Partido Progressista e diretor do Orfanato

• Nome: Rick Carter: Prefeito de Nova York, ex-morador do Orfanato para Crianças com Mobilidade Reduzida e outras Deficiências.

• Atributos

Físicos (Terciário 3)
- Força: 1+1
- Destreza: 1+1
- Vigor: 1+1

Sociais (Primário 6)
- Carisma: 1+3
- Manipulação: 1+2
- Aparência:  1+1

Mentais (Secundário 4)
- Percepção: 1+1
- Inteligência: 1+2
- Raciocínio: 1+1


Habilidades

Talentos (Secundário 7)
- Empatia: 2
- Liderança: 3
- Manha:  
- Lábia: 2

Perícias (Secundário 4)
- Empatia c/ Animais: 0
- Condução: 2
- Etiqueta: 2

Conhecimentos (Primário 11)
- Acadêmicos: 1 (História)
- Computador: 1
- Finanças:  2
- Investigação: 1
- Direito: 2
- Linguística: 2 (Espanhol e Francês)
- Política: 3

• Antecedentes: Fama 3, Influência 2
• Virtudes: Consciência 3, Autocontrole 3, Coragem 4


Contatos: 2 (1º Partido Republicano – 2º FBI)
Recursos: 2


Disciplinas
Ofuscação: 3

________________________________________

5. Virtudes

Virtudes
- Consciência: 1+2
- Autocontrole: 1+2
- Coragem: 1+3

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4

________________________________________

Qualidades e Defeitos

Visão Noturna (2PB)
Aptidão com Computadores (2PB)
Informante (3PB) - Nosferatu Antitribu do Sabá - Decameron
Reflexo Falso (3PB)
Memória Eidética (2PB)
Madrugador (1PB)
Sentido Aguçado (Audição) (1PB)

Total 13 Pontos Gastos
___
Deficiência Visual (-1 ponto)
Presas Permanentes (3 pontos)
Exclusão de Presa (Deformados e Deficientes Físicos graves) (1 ponto)
Segredo Sombrio (1 ponto) – Mantém um Orfanato (Orfanato)
Imagem sem Reflexo (1 ponto)

Total 7 Pontos Ganhos

Observações
-
-
-

________________________________________

6. Prelúdio

Eu não me lembro de quando eu nasci e fui abandonado pela minha mãe nas escadarias da Santa Casa de Misericórdia de Nova Iorque, mas é apenas isso que não me lembro... O que eu vou contar agora é um grande resumo da minha vida até o momento. A versão integral dos fatos eu venho escrevendo há décadas é algo que um dia talvez eu publique por puro capricho, mas vocês gostariam de ler...


Nova Iorque, 1946
Primeiro ano do Baby Boom pós-guerra. Teria sido tudo maravilhoso para meus pais biológicos, assim como estava sendo para todos os vizinho e amigos que estavam tendo seus bebês, se não fossem as escaras em meu rosto, o formato da minha cabeça e meus dentes, os dedos magros e excessivamente longos, as chagas em minha pele, o defeito em minha coluna e a protuberância caudal da minha última vértebra me transformavam em uma cria demoníaca. Um pequeno ser horripilante aos olhos de todos. Menos de papai.

Quando eu falo “papai”, eu falo de Padre Alexander, responsável pelo Orfanato que fazia parte do grande complexo da Santa Casa de Misericórdia de Nova Iorque, uma instituição da Igreja Católica Apostólica Romana onde funciona um grande Hospital-Escola, um Orfanato e logicamente, uma Igreja.
Quando eu fui abandonado nas escadarias de lá, foi ele quem me acolheu e cuidou de mim como se fosse seu próprio filho. Claro que ele também chamava de filho cada um dos meu irmãos adotivos de lá, mas algum tipo de atenção especial ele dava para mim. Apesar de eu não acreditar muito, ele dizia que Deus não havia me amaldiçoado com aquela condição. Pelo contrário, ele havia me abençoado com uma mente rápida, uma memória mágica e uma inteligência sem igual. Ele me fez acreditar que eu tinha dons, e que o meu corpo não era um impedimento, mas sim uma plataforma para que eu pudesse me concentrar em minhas potencialidades reais. Nessa parte eu acreditei.
Durante minha infância e adolescência eu pude crescer rodeado de conhecimento. Como não era muito bom em outras atividades mais corporais e não perdia meu tempo com as coisas normais dos jovens adolescentes, eu pude focar minha energia em coisas como tecnologia e leitura. Durante a noite era meu período preferido, pois não precisava me esconder da presença das outras pessoas na claridade e o silêncio imperava para que eu pudesse ler ou então andar por ai. As muitas vantagens tomar hábitos noturnos também abarcavam flagras muitas cenas que seriam de grande valor para mim e meu pai. Padres violando seus votos de castidade, roubando medicamentos e equipamentos do hospital e segredos que eram contados as paredes eram os melhores. Graças a eles meu pai pode, através de muita chantagem e politicagem, conquistar o posto de mais provável sucessor da Santa Casa de Misericórdia.
E com grandes poderes vem grandes... Inimigos. Mas meu pai tinha a mim para sempre estar a frente no campo das informações e num dia eu acabei descobrindo sua sentença de morte.
Padre Charles era um desses que aproveitavam de sua posição para ganhar dinheiro sujo vendendo materiais e serviços especializados do Hospital. Como responsável por essa parte, ele lidava com toda a contabilidade e modificava os registros ao seu bel prazer. Com a morte do ex diretor, as eleições para presidente seriam feitas internamente entre os vários Padres de alto escalão daquela instituição. Meu pai era o maior deles e uma figura certa para assumir o posto, mas Charles estava de conluio para envenená-lo e assumir o posto. A Igreja nunca fora santa, mas aquilo era demais. Eu havia encontrado o veneno, mas não sabia como eles fariam para usá-lo. Sem pensar em outra solução, roubei o frasco e envenenei ambos. Dessa maneira eliminei os possíveis assassinos de meu pai e o coloquei na posição de Bispo.
Mas eu havia cometido um erro... Ao mata-los eu trouxe a atenção para meu pai que acabou dias depois sendo preso preventivamente acusado de assassinar seus rivais. Apenas eu sabia desse segredo, de que eu era o assassino. Com ele atrás das grades eu não soube como agir. Desesperadamente na tentativa de salvar meu pai eu tentei usar meu irmão e amigo, Rick Carter, para plantar falsas provas, mas ele acabou falhando e sendo pega no ato. O resultado foi meu pai, por minha culpa, sendo sentenciado a prisão que culminou em sua morte. Bem como a minha. Deus havia novamente me castigado, agora através do que supostamente era meu dom.
O remorso me atingiu de maneira visceral. Eu havia matado a única pessoa que me acolheu e me ensinou tudo o que sabia. Que me fez enxergar meu valor. O sentenciei a morte por causa dos meus erros. Sem ele, Rick e as crianças do orfanato também ficaram desamparadas. Centrado em minha loucura, fugi deixando meus irmãos e amigos. Uma fuga curta, pois na mesma noite tive a graça de ser encontrado por um monstro ainda mais horripilante que eu. Seu nome era Ebenezer. Um Vampiro.
Quando ele me encontrou num beco sujo não teve medo de mim, pelo contrário. Disse-me ter observado muitos de meus passos dentro da Santa Casa, pois lá havia sido seu refúgio por muito tempo, quando o movimento ali era muito menor. Ele sempre esteve de olho nas crianças do orfanato, em especial as duplamente rejeitadas pelo universo. Disse que via potencial em mim e me oferecia uma segunda chance antes que o remorso fizesse eu me matar. Parecia que ele lia minha mente, pois era justamente nisso que pensava. O Suicídio. Eu não tinha medo de sua aparência horripilante como a minha, e fiquei seduzido por suas palavras. Quem não quer uma segunda, ou melhor, terceira chance? Dessa vez eu faria direito. Eu assumiria o legado do meu pai e cuidaria para que os rejeitados tivessem uma vida melhor. Daria tudo por isso, mesmo a minha humanidade.
Ao expressar minha aceitação, o Abraço veio rápido e terrivelmente doloroso. Sentia meu sangue verter rapidamente, e isso era bom, mas logo depois veio a parte ruim. Imagens de dor e sofrimento vinham a minha mente e voltavam até que eu percebesse que era a realidade sendo distorcida pela minha cabeça e voltando ao seu lugar. Era uma gota de sangue amaldiçoado que circulava pelo meu corpo já previamente poluído. Eu queria que aquilo fosse um pesadelo passageiro apenas, mas durante muitos dias eu sofri com a transformação. Minha forma ficou ainda mais horripilante com cada um dos meus detalhes desgraçados sendo aumentados. Dentes, pele, cabeça, ossos, e uma cauda cresciam em mim como se eu fosse um animal geneticamente modificado. Um diabo. Mas isso foi gradativo, pois antes veio a fome descomunal. A fome de sangue.
Sob a tutela de meu novo senhor, um mundo de novidades se desvelava ante a mim, enquanto eu me velava nos esgotos de Nova Iorque. Poderes sobrenaturais emergiram de meu âmago e naturalmente aprendi a me ofuscar da visão dos outros melhor ainda do que já fazia antes. Franzino, não conseguia desenvolver os poderes de outros irmãos de Ninhada, como a potência, mas desenvolvi largamente minhas capacidades mentais como forma de compensar. Num mundo onde eu não conseguiria me defender com unhas e dentes, me dediquei a aprender a usar armas de fogo. E desde sempre elas me foram úteis em momentos onde me esconder não havia sido o suficiente.
Minhas habilidades mentais e investigativas foram gradativamente aumentando e fiz bom uso delas através do advento da computação. Amei aquilo tanto quanto amava a biblioteca da Santa Casa e fiz muito bom uso de meus conhecimentos e de maneira ardilosa fiz meu nome no submundo da Internet. Aprendi a invadir computadores e até mesmo outros dispositivos eletrônicos. Através do roubo de dados e informações eu me tornei ligeiramente importante e os favores que ganhei através da chantagem me puderam ajudar a estar sempre perto daqueles garotos que um dia abandonei, em especial Rick.
Mesmo que ele nunca soubesse que fosse eu, através de meu pseudônimo me ocultei e de diversas maneiras o contatei para auxiliar ele em seu caminho. Maquinei junto a ele sua ascensão como político e como diretor do orfanato em que sempre vivemos. Para isso, fiz contatos com seus inimigos para que assim eu tivesse como descobrir segredos e usar isso ao favor de meu aliado. Meus longos dedos chegam hoje até o FBI e o Partido Republicano.
Mas meu maior alcance foi ainda mais longe. No Sabá. Através da internet eu conheci um vampiro também Nosferatu que, assim como eu, usa seus conhecimentos para obtenção de dinheiro e poder. Tão bom em acesso a dados como eu, Decameron, como é chamado na Deep Web, é perito em roubo e uma vez o ajudei a zerar a conta bancária de um idiota republicano. Nas barganhas, sigo conseguindo informações do Sabá que me fazem ter uma boa moeda de troca vez ou outra na Camarilla. No fim das contas, não estamos tanto ai pra essa coisa de Seita, mas temos nossos próprios objetivos em mente. Gosto dessa vida mais virtual do que a real. Talvez por isso eu prefira usar máscaras reais quando tenho que sair pra fazer algum trabalho pela superfície. Até porque ninguém gostaria de apreciar esse meu lindo rostinho né. Quem me dera se a Camarilla me deixasse em paz e não me importasse tanto, mas fazer o que... Assim vivemos como Ratos de Esgoto.

Ah, meu nome... Esquece isso. Eu quase me esqueço dele. Me chamo Willian Black, mas na internet sou conhecido como Daktylus. Prefiro assim.

________________________________________

7. Banco de Dados



Modificações executadas:

1. Retirada de Leitura Labial e Propósito Maior: Ganho de 5 pontos bônus
2. Inclusão de 1 ponto em Empatia (2PB) e 1 em Intimidação (2PB)
3. Inclusão de 1 ponto em Ocultismo, para completar os 13 válidos
4. Inclusão das Qualidades Sentido Aguçado - Audição (1PB) e Madrugador (1PB)
5. Mudança do Cargo do Aliado para Prefeito Municipal
6. Pequenas adequações na história (nome do personagem, relação com Camarilla, etc)


Última edição por Gui Eurípedes em Qua 17 Out - 12:59, editado 1 vez(es) (Razão : ajuste de pontos)
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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Gam em Sab 5 Jan - 15:22

Desculpe pela demora!
Houve um empasse na avaliação, mas agora arrumamos uma equipe nova pra agilizar as coisas.
Você ainda tem interesse em terminar essa avaliação?

_________________
... só pode ser os nóia!
Gam
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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Gui Eurípedes em Qua 9 Jan - 17:42

Boa tarde!

Olha... confesso que tinha desistido haha.

Mas já que houve o interesse na avaliação, eu gostaria de continuar sim.

Fico no aguardo.

Até mais!
obs: Vi a MP, mas não carece de responder, acredito.
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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Bahamut em Qui 10 Jan - 10:37

Saudações Gui, seja bem vindo ao fórum! Eu serei o seu novo avaliador de agora em diante então, vamos lá.

Para começar vamos para o seu aliado. Ele possui 12 pontos em conhecimento ao invés de 11 e seus atributos estão contabilizados de forma incorreta, porém, deixarei da forma que está mas você deve explicar ao seu futuro narrador esse detalhe pois ficará a cargo dele usar ou não essa pontuação.
Continuando, de acordo com os meus cálculos, você ainda possui um ponto de bonus para poder gastar na ficha. Você colocou o defeito deficiencia visual mas não me lembro de ter lido sobre isso na história. Caso tenha, copie o trecho em que especifica isso. Caso contrário corrija por gentileza, seja adicionando isso na historia ou retirando o defeito. Quanto ao defeito segredo sombrio, se não me engano ele diz respeito a algo que o constrangeria na sociedade cainita, caso o segredo fosse revelado. Eu não vejo como o fato de você dirigir um orfanato seria constrangedor. Então peço que corrija esse ponto ou... me convença! Ah sim, a qualidade reflexo falso não faz sentido pois você já colocou o defeito imagem sem reflexo, uma vez que o defeito faz com que a sua imagem não apareça em superfícies reflexivas, fotos e gravações, então... Ou escolhe um ou outro.

A sua história está muito boa, seu personagem traz muita bagagem e a jogabilidade dele vai ser muito boa. Se quiser adicionar imagens na ficha, fique a vontade.

Pra fechar, a sua especialiação em inteligencia mais me parece em uma especialização na perícia "segurança". Escolha uma especialização mais adequada por gentileza e não esqueça de colocar uma especialização em manipulação!

Qualquer duvida tamos ae! Espero que se divirta muito por aqui. Flw e vlw!
Bahamut
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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Gui Eurípedes em Qui 10 Jan - 16:01

Ficha Ajustada:
Nome: Gui Eurípedes
Personagem: Willian Black - “Daktylus“
Clã: Nosferatu
Natureza: Trapaceiro
Comportamento: Capitalista
Geração: 13
Refúgio: Esgotos
Conceito: Espião

Saldo de XP: 0/0

________________________________________

2. Atributos

Físicos (Terciário 3)
- Força: 1+0
- Destreza: 1+2
- Vigor: 1+1

Sociais (Secundário 5)
- Carisma: 1+2
- Manipulação: 1+3 (Convincente)
- Aparência: 0

Mentais (Primário 7)
- Percepção: 1+2
- Inteligência: 1+3 (Autoridade em Segurança da Informação)
- Raciocínio: 1+2

________________________________________

3. Habilidades

Talentos (Terciário 5)
- Prontidão: 1+1(2PB)
- Esportes: 1
- Briga:
- Esquiva:
- Empatia: 1 (2PB)
- Expressão:
- Intimidação: 1+1(2PB)
- Liderança:
- Manha: 1
- Lábia: 1+1 (2B)

Perícias (Secundário 9)
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:
- Condução: 1
- Etiqueta:
- Armas de Fogo: 2
- Armas Brancas:
- Performance:
- Segurança: 3
- Furtividade: 3
- Sobrevivência:

Conhecimentos (Primário 13)
- Acadêmicos: 1 (História)
- Computador: 3
- Finanças: 1
- Investigação: 3
- Direito:
- Linguística: 1 (Espanhol)
- Medicina:
- Ocultismo: 1
- Política: 2
- Ciências: 1 (Matemática)
________________________________________
4. Vantagens

Antecedentes
Aliados: 1 – Irmão do Partido Progressista e diretor do Orfanato

• Nome: Rick Carter: Prefeito de Nova York, ex-morador do Orfanato para Crianças com Mobilidade Reduzida e outras Deficiências.

• Atributos

Físicos (Terciário 3)
- Força: 1+1
- Destreza: 1+1
- Vigor: 1+1

Sociais (Primário 6)
- Carisma: 1+3
- Manipulação: 1+2
- Aparência: 1+1

Mentais (Secundário 4)
- Percepção: 1+1
- Inteligência: 1+2
- Raciocínio: 1+1


Habilidades

Talentos (Secundário 7)
- Empatia: 2
- Liderança: 3
- Manha:
- Lábia: 2

Perícias (Secundário 4)
- Empatia c/ Animais: 0
- Condução: 2
- Etiqueta: 2

Conhecimentos (Primário 11)
- Acadêmicos: 1 (História)
- Computador: 1
- Finanças: 2
- Investigação: 1
- Direito: 2
- Linguística: 1 (Espanhol)
- Política: 3

• Antecedentes: Fama 3, Influência 2
• Virtudes: Consciência 3, Autocontrole 3, Coragem 4


Contatos: 2 (1º Partido Republicano – 2º FBI)
Recursos: 2


Disciplinas
Ofuscação: 3

________________________________________

5. Virtudes

Virtudes
- Consciência: 1+2
- Autocontrole: 1+2
- Coragem: 1+3

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4

________________________________________

Qualidades e Defeitos

Visão Noturna (2PB)
Aptidão com Computadores (2PB)
Informante (3PB) - Nosferatu Antitribu do Sabá - Decameron
Reflexo Falso (3PB)
Memória Eidética (2PB)
Madrugador (1PB)
Sentido Aguçado (Audição) (1PB)

Total 14 Pontos Gastos
___
Deficiência Visual (-1 ponto)
Presas Permanentes (-3 pontos)
Exclusão de Presa (Deformados e Deficientes Físicos graves) (-1 ponto)
Segredo Sombrio (-1 ponto) – Mantém um Orfanato (Orfanato)


Total 6 Pontos Ganhos

Observações
-
-
-

________________________________________

6. Prelúdio

Eu não me lembro de quando eu nasci e fui abandonado pela minha mãe nas escadarias da Santa Casa de Misericórdia de Nova Iorque, mas é apenas isso que não me lembro... O que eu vou contar agora é um grande resumo da minha vida até o momento. A versão integral dos fatos eu venho escrevendo há décadas é algo que um dia talvez eu publique por puro capricho, mas vocês gostariam de ler...


Nova Iorque, 1946
Primeiro ano do Baby Boom pós-guerra. Teria sido tudo maravilhoso para meus pais biológicos, assim como estava sendo para todos os vizinho e amigos que estavam tendo seus bebês, se não fossem as escaras em meu rosto, o formato da minha cabeça e meus dentes, os seis dedos magros e excessivamente longos, as chagas em minha pele, o defeito em minha coluna e a protuberância caudal da minha última vértebra me transformavam em uma cria demoníaca. Um pequeno ser horripilante aos olhos de todos. Menos de papai.

Quando eu falo “papai”, eu falo de Padre Alexander, responsável pelo Orfanato que fazia parte do grande complexo da Santa Casa de Misericórdia de Nova Iorque, uma instituição da Igreja Católica Apostólica Romana onde funciona um grande Hospital-Escola, um Orfanato e logicamente, uma Igreja.
Quando eu fui abandonado nas escadarias de lá, foi ele quem me acolheu e cuidou de mim como se fosse seu próprio filho. Claro que ele também chamava de filho cada um dos meu irmãos adotivos de lá, mas algum tipo de atenção especial ele dava para mim. Apesar de eu não acreditar muito, ele dizia que Deus não havia me amaldiçoado com aquela condição. Pelo contrário, ele havia me abençoado com uma mente rápida, uma memória mágica e uma inteligência sem igual. Ele me fez acreditar que eu tinha dons, e que o meu corpo não era um impedimento, mas sim uma plataforma para que eu pudesse me concentrar em minhas potencialidades reais. Nessa parte eu acreditei.
Durante minha infância e adolescência eu pude crescer rodeado de conhecimento. Como não era muito bom em outras atividades mais corporais e não perdia meu tempo com as coisas normais dos jovens adolescentes, eu pude focar minha energia em coisas como tecnologia e leitura. Durante a noite era meu período preferido, pois não precisava me esconder da presença das outras pessoas na claridade e o silêncio imperava para que eu pudesse ler ou então andar por ai. Já ouviram aquelas histórias da sua mãe ou avó dizendo eu ler no escuro faz mal? Pois é, não faz, só dá dor de cabeça. Mas pra melhorar minha condição, eu nasci com uma maldita miopia que me faz ter que usar uns óculos pra ver direito de longe. Não que eu ligue muito, afinal, eu prefiro ver bem de perto. As muitas vantagens tomar hábitos noturnos também abarcavam flagras muitas cenas que seriam de grande valor para mim e meu pai. Padres violando seus votos de castidade, roubando medicamentos e equipamentos do hospital e segredos que eram contados as paredes eram os melhores. Graças a eles meu pai pode, através de muita chantagem e politicagem, conquistar o posto de mais provável sucessor da Santa Casa de Misericórdia.
E com grandes poderes vem grandes... Inimigos. Mas meu pai tinha a mim para sempre estar a frente no campo das informações e num dia eu acabei descobrindo sua sentença de morte.
Padre Charles era um desses que aproveitavam de sua posição para ganhar dinheiro sujo vendendo materiais e serviços especializados do Hospital. Como responsável por essa parte, ele lidava com toda a contabilidade e modificava os registros ao seu bel prazer. Com a morte do ex-diretor, as eleições para presidente seriam feitas internamente entre os vários Padres de alto escalão daquela instituição. Meu pai era o maior deles e uma figura certa para assumir o posto, mas Charles estava de conluio para envenená-lo e assumir o posto. A Igreja nunca fora santa, mas aquilo era demais. Eu havia encontrado o veneno, mas não sabia como eles fariam para usá-lo. Sem pensar em outra solução, roubei o frasco e envenenei ambos. Dessa maneira eliminei os possíveis assassinos de meu pai e o coloquei na posição de Bispo.
Mas eu havia cometido um erro... Ao mata-los eu trouxe a atenção para meu pai que acabou dias depois sendo preso preventivamente acusado de assassinar seus rivais. Apenas eu sabia desse segredo, de que eu era o assassino. Com ele atrás das grades eu não soube como agir. Desesperadamente na tentativa de salvar meu pai eu tentei usar meu irmão e amigo, Rick Carter, para plantar falsas provas, mas ele acabou falhando e sendo pega no ato. O resultado foi meu pai, por minha culpa, sendo sentenciado a prisão que culminou em sua morte. Bem como a minha. Deus havia novamente me castigado, agora através do que supostamente era meu dom.
O remorso me atingiu de maneira visceral. Eu havia matado a única pessoa que me acolheu e me ensinou tudo o que sabia. Que me fez enxergar meu valor. O sentenciei a morte por causa dos meus erros. Sem ele, Rick e as crianças do orfanato também ficaram desamparadas. Centrado em minha loucura, fugi deixando meus irmãos e amigos. Uma fuga curta, pois na mesma noite tive a graça de ser encontrado por um monstro ainda mais horripilante que eu. Seu nome era Ebenezer. Um Vampiro.
Quando ele me encontrou num beco sujo não teve medo de mim, pelo contrário. Disse-me ter observado muitos de meus passos dentro da Santa Casa, pois lá havia sido seu refúgio por muito tempo, quando o movimento ali era muito menor. Ele sempre esteve de olho nas crianças do orfanato, em especial as duplamente rejeitadas pelo universo. Disse que via potencial em mim e me oferecia uma segunda chance antes que o remorso fizesse eu me matar. Parecia que ele lia minha mente, pois era justamente nisso que pensava. O Suicídio. Eu não tinha medo de sua aparência horripilante como a minha, e fiquei seduzido por suas palavras. Quem não quer uma segunda, ou melhor, terceira chance? Dessa vez eu faria direito. Eu assumiria o legado do meu pai e cuidaria para que os rejeitados tivessem uma vida melhor. Daria tudo por isso, mesmo a minha humanidade.
Ao expressar minha aceitação, o Abraço veio rápido e terrivelmente doloroso. Sentia meu sangue verter rapidamente, e isso era bom, mas logo depois veio a parte ruim. Imagens de dor e sofrimento vinham a minha mente e voltavam até que eu percebesse que era a realidade sendo distorcida pela minha cabeça e voltando ao seu lugar. Era uma gota de sangue amaldiçoado que circulava pelo meu corpo já previamente poluído. Eu queria que aquilo fosse um pesadelo passageiro apenas, mas durante muitos dias eu sofri com a transformação. Minha forma ficou ainda mais horripilante com cada um dos meus detalhes desgraçados sendo aumentados. Dentes, pele, cabeça, ossos, e uma cauda cresciam em mim como se eu fosse um animal geneticamente modificado. Um diabo. Mas isso foi gradativo, pois antes veio a fome descomunal. A fome de sangue.
Sob a tutela de meu novo senhor, um mundo de novidades se desvelava ante a mim, enquanto eu me velava nos esgotos de Nova Iorque. Poderes sobrenaturais emergiram de meu âmago e naturalmente aprendi a me ofuscar da visão dos outros melhor ainda do que já fazia antes. Franzino, não conseguia desenvolver os poderes de outros irmãos de Ninhada, como a potência, mas desenvolvi largamente minhas capacidades mentais como forma de compensar. Num mundo onde eu não conseguiria me defender com unhas e dentes, me dediquei a aprender a usar armas de fogo. E desde sempre elas me foram úteis em momentos onde me esconder não havia sido o suficiente.
Minhas habilidades mentais e investigativas foram gradativamente aumentando e fiz bom uso delas através do advento da computação. Amei aquilo tanto quanto amava a biblioteca da Santa Casa e fiz muito bom uso de meus conhecimentos e de maneira ardilosa fiz meu nome no submundo da Internet. Aprendi a invadir computadores e até mesmo outros dispositivos eletrônicos. Através do roubo de dados e informações eu me tornei ligeiramente importante e os favores que ganhei através da chantagem me puderam ajudar a estar sempre perto daqueles garotos que um dia abandonei, em especial Rick.
Mesmo que ele nunca soubesse que fosse eu, através de meu pseudônimo me ocultei e de diversas maneiras o contatei para auxiliar ele em seu caminho. Maquinei junto a ele sua ascensão como político e como diretor do orfanato em que sempre vivemos. Para isso, fiz contatos com seus inimigos para que assim eu tivesse como descobrir segredos e usar isso ao favor de meu aliado. Meus longos dedos chegam hoje até o FBI e o Partido Republicano.
Mas meu maior alcance foi ainda mais longe. No Sabá. Através da internet eu conheci um vampiro também Nosferatu que, assim como eu, usa seus conhecimentos para obtenção de dinheiro e poder. Tão bom em acesso a dados como eu, Decameron, como é chamado na Deep Web, é perito em roubo e uma vez o ajudei a zerar a conta bancária de um idiota republicano. Nas barganhas, sigo conseguindo informações do Sabá que me fazem ter uma boa moeda de troca vez ou outra na Camarilla. No fim das contas, não estamos tanto ai pra essa coisa de Seita, mas temos nossos próprios objetivos em mente. Gosto dessa vida mais virtual do que a real. Talvez por isso eu prefira usar máscaras reais quando tenho que sair pra fazer algum trabalho pela superfície. Até porque ninguém gostaria de apreciar esse meu lindo rostinho né. Quem me dera se a Camarilla me deixasse em paz e não me importasse tanto, mas fazer o que... Assim vivemos como Ratos de Esgoto.

Ah, meu nome... Esquece isso. Eu quase me esqueço dele. Me chamo Willian Black, mas na internet sou conhecido como Daktylus. Prefiro assim.

________________________________________

7. Banco de Dados

Vamos lá! Obrigado!

1. Aliado: Diminui um ponto em linguística, retirando o francês de seu vocabulário, ui?

2. Ponto Bônus: Eu notei que havia marcado errado na parte de Vantagens e desvantagens. Você pode checar novamente agora se depois da atualização tem algo de errado? Se eu tiver ainda pontos bônus, pode me ajudar indicando onde eu posso atribuir esse ponto pra não perder a até o próximo ganho de XP?

3. Deficiência Visual: De fato, eu omiti sem querer esse detalhe. Daktylus é míope e vê mal de longe. Um defeito de nascença. Agora está na história.

4. Segredo Sombrio: Veja bem... Daktylus faz de tudo para aquele orfanato. Sua ligação com a política, o Sabá, o submundo, tudo isso é para que possa melhor cuidar do orfanato por detrás dos panos. Se outros vampiros soubessem dessa fragilidade, poderiam muito bem usar isso como chantagem ou provocação, até mesmo podendo matar aquelas pobres crianças deformadas. Além de um segredo, é uma fraqueza. Pior que isso, é uma fraqueza por humanos descartáveis e inúteis aos olhos da sociedade, seja vampiresca ou humana. Muitos ali são ou se tornarão criminosos ou pior que isso, muitos acabam se desviando para a Igreja e se tornando cordeirinhos dos padres podendo um dia vir a se tornar inimigos pela Fé. Daktyus de certa maneira pode estar alimentado um ninho de cobras.

5. Reflexo Falso/Imagem sem Reflexo: De fato... Retirei portanto o defeito Imagem sem Reflexo.

6. Especialização em Inteligência: Nesse ponto eu preciso discordar. No livro diz que posso ser Autoridade em Áreas Específicas e Segurança da Informação é uma área específica. A perícia Segurança está bastante relacionada com a parte "física" da segurança e não a parte digital. Apesar de ser muito hábil com isso tudo de trancas, alarmes e afins, Daktylus é uma autoridade em Segurança Digital (invasão, proteção, criação, encriptação e decriptação de sistemas.


Enfim, pode checar agora se estou apto?
Gui Eurípedes
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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Bahamut em Qui 10 Jan - 23:06

Vamo lá

1. oui monsieur

2. Aqui eu devo dizer que cometi um engano na ficha anteriormente. Eu contei os pontos de qualidades baseados no total que foi distrito na ficha, total esse que você ajustou na ficha final. A contagem estava correta antes, mas agora como você retirou um defeito, você acabou gastando 1 pb a mais. Nada impede que você coloque outro defeito para suprir esse furinho.

3. Check!

4. Ok, eu entendi a situação do orfanato para o seu personagem, porém, o defeito não comporta essa situação. O defeito descreve um segredo constrangedor ou algo que faria você ser considerado um pária na sua sociedade, o que não é o caso do orfanato. Aliás, não há nenhum defeito que comporte a sua situação e ainda tem um detalhe que eu não havia me atento. O seu personagem precisaria ter no mínimo humanidade 7 para ter uma conduta como essa.

5. check

6. Beleza, vou liberar. Ae fica a critério do narrador.

Por enquanto é isso. Qualquer coisa entra em contato por mp.
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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Gui Eurípedes em Sex 11 Jan - 13:29

Ficha Atualizada:
Nome: Gui Eurípedes
Personagem: Willian Black - “Daktylus“
Clã: Nosferatu
Natureza: Trapaceiro
Comportamento: Capitalista
Geração: 13
Refúgio: Esgotos
Conceito: Espião

Saldo de XP: 0/0

________________________________________

2. Atributos

Físicos (Terciário 3)
- Força: 1+0
- Destreza: 1+2
- Vigor: 1+1

Sociais (Secundário 5)
- Carisma: 1+2
- Manipulação: 1+3 (Convincente)
- Aparência: 0

Mentais (Primário 7)
- Percepção: 1+2
- Inteligência: 1+3 (Autoridade em Segurança da Informação)
- Raciocínio: 1+2

________________________________________

3. Habilidades

Talentos (Terciário 5)
- Prontidão: 1+1(2PB)
- Esportes: 1
- Briga:
- Esquiva:
- Empatia: 1 (2PB)
- Expressão:
- Intimidação: 1+1(2PB)
- Liderança:
- Manha: 1
- Lábia: 1+1 (2B)

Perícias (Secundário 9)
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:
- Condução: 1
- Etiqueta:
- Armas de Fogo: 2
- Armas Brancas:
- Performance:
- Segurança: 3
- Furtividade: 3
- Sobrevivência:

Conhecimentos (Primário 13)
- Acadêmicos: 1 (História)
- Computador: 3
- Finanças: 1
- Investigação: 3
- Direito:
- Linguística: 1 (Espanhol)
- Medicina:
- Ocultismo: 1
- Política: 2
- Ciências: 1 (Matemática)
________________________________________
4. Vantagens

Antecedentes
Aliados: 1 – Irmão do Partido Progressista e diretor do Orfanato

• Nome: Rick Carter: Prefeito de Nova York, ex-morador do Orfanato para Crianças com Mobilidade Reduzida e outras Deficiências.

• Atributos

Físicos (Terciário 3)
- Força: 1+1
- Destreza: 1+1
- Vigor: 1+1

Sociais (Primário 6)
- Carisma: 1+3
- Manipulação: 1+2
- Aparência: 1+1

Mentais (Secundário 4)
- Percepção: 1+1
- Inteligência: 1+2
- Raciocínio: 1+1


Habilidades

Talentos (Secundário 7)
- Empatia: 2
- Liderança: 3
- Manha:
- Lábia: 2

Perícias (Secundário 4)
- Empatia c/ Animais: 0
- Condução: 2
- Etiqueta: 2

Conhecimentos (Primário 11)
- Acadêmicos: 1 (História)
- Computador: 1
- Finanças: 2
- Investigação: 1
- Direito: 2
- Linguística: 1 (Espanhol)
- Política: 3

• Antecedentes: Fama 3, Influência 2
• Virtudes: Consciência 3, Autocontrole 3, Coragem 4


Contatos: 2 (1º Partido Republicano – 2º FBI)
Recursos: 2


Disciplinas
Ofuscação: 3

________________________________________

5. Virtudes

Virtudes
- Consciência: 1+2
- Autocontrole: 1+2
- Coragem: 1+3

Humanidade: 6

Força de Vontade: 4

________________________________________

Qualidades e Defeitos

Visão Noturna (2PB)
Aptidão com Computadores (2PB)
Informante (3PB) - Nosferatu Antitribu do Sabá - Decameron
Reflexo Falso (3PB)
Memória Eidética (2PB)
Madrugador (1PB)
Sentido Aguçado (Audição) (1PB)

Total 14 Pontos Gastos
___
Deficiência Visual (-1 ponto)
Presas Permanentes (-3 pontos)
Exclusão de Presa (Deformados e Deficientes Físicos graves) (-1 ponto)
Vulnerabilidade a Prata (-2 pontos)

Total 6 Pontos Ganhos

Observações
-
-
-

________________________________________

6. Prelúdio

Eu não me lembro de quando eu nasci e fui abandonado pela minha mãe nas escadarias da Santa Casa de Misericórdia de Nova Iorque, mas é apenas isso que não me lembro... O que eu vou contar agora é um grande resumo da minha vida até o momento. A versão integral dos fatos eu venho escrevendo há décadas é algo que um dia talvez eu publique por puro capricho, mas vocês gostariam de ler...


Nova Iorque, 1946
Primeiro ano do Baby Boom pós-guerra. Teria sido tudo maravilhoso para meus pais biológicos, assim como estava sendo para todos os vizinho e amigos que estavam tendo seus bebês, se não fossem as escaras em meu rosto, o formato da minha cabeça e meus dentes, os seis dedos magros e excessivamente longos, as chagas em minha pele, o defeito em minha coluna e a protuberância caudal da minha última vértebra me transformavam em uma cria demoníaca. Um pequeno ser horripilante aos olhos de todos. Menos de papai.

Quando eu falo “papai”, eu falo de Padre Alexander, responsável pelo Orfanato que fazia parte do grande complexo da Santa Casa de Misericórdia de Nova Iorque, uma instituição da Igreja Católica Apostólica Romana onde funciona um grande Hospital-Escola, um Orfanato e logicamente, uma Igreja.
Quando eu fui abandonado nas escadarias de lá, foi ele quem me acolheu e cuidou de mim como se fosse seu próprio filho. Claro que ele também chamava de filho cada um dos meu irmãos adotivos de lá, mas algum tipo de atenção especial ele dava para mim. Apesar de eu não acreditar muito, ele dizia que Deus não havia me amaldiçoado com aquela condição. Pelo contrário, ele havia me abençoado com uma mente rápida, uma memória mágica e uma inteligência sem igual. Ele me fez acreditar que eu tinha dons, e que o meu corpo não era um impedimento, mas sim uma plataforma para que eu pudesse me concentrar em minhas potencialidades reais. Nessa parte eu acreditei.
Durante minha infância e adolescência eu pude crescer rodeado de conhecimento. Como não era muito bom em outras atividades mais corporais e não perdia meu tempo com as coisas normais dos jovens adolescentes, eu pude focar minha energia em coisas como tecnologia e leitura. Durante a noite era meu período preferido, pois não precisava me esconder da presença das outras pessoas na claridade e o silêncio imperava para que eu pudesse ler ou então andar por ai. Já ouviram aquelas histórias da sua mãe ou avó dizendo eu ler no escuro faz mal? Pois é, não faz, só dá dor de cabeça. Mas pra melhorar minha condição, eu nasci com uma maldita miopia que me faz ter que usar uns óculos pra ver direito de longe. Não que eu ligue muito, afinal, eu prefiro ver bem de perto. As muitas vantagens tomar hábitos noturnos também abarcavam flagras muitas cenas que seriam de grande valor para mim e meu pai. Padres violando seus votos de castidade, roubando medicamentos e equipamentos do hospital e segredos que eram contados as paredes eram os melhores. Graças a eles meu pai pode, através de muita chantagem e politicagem, conquistar o posto de mais provável sucessor da Santa Casa de Misericórdia.
E com grandes poderes vem grandes... Inimigos. Mas meu pai tinha a mim para sempre estar a frente no campo das informações e num dia eu acabei descobrindo sua sentença de morte.
Padre Charles era um desses que aproveitavam de sua posição para ganhar dinheiro sujo vendendo materiais e serviços especializados do Hospital. Como responsável por essa parte, ele lidava com toda a contabilidade e modificava os registros ao seu bel prazer. Com a morte do ex-diretor, as eleições para presidente seriam feitas internamente entre os vários Padres de alto escalão daquela instituição. Meu pai era o maior deles e uma figura certa para assumir o posto, mas Charles estava de conluio para envenená-lo e assumir o posto. A Igreja nunca fora santa, mas aquilo era demais. Eu havia encontrado o veneno, mas não sabia como eles fariam para usá-lo. Sem pensar em outra solução, roubei o frasco e envenenei ambos. Dessa maneira eliminei os possíveis assassinos de meu pai e o coloquei na posição de Bispo.
Mas eu havia cometido um erro... Ao mata-los eu trouxe a atenção para meu pai que acabou dias depois sendo preso preventivamente acusado de assassinar seus rivais. Apenas eu sabia desse segredo, de que eu era o assassino. Com ele atrás das grades eu não soube como agir. Desesperadamente na tentativa de salvar meu pai eu tentei usar meu irmão e amigo, Rick Carter, para plantar falsas provas, mas ele acabou falhando e sendo pega no ato. O resultado foi meu pai, por minha culpa, sendo sentenciado a prisão que culminou em sua morte. Bem como a minha. Deus havia novamente me castigado, agora através do que supostamente era meu dom.
O remorso me atingiu de maneira visceral. Eu havia matado a única pessoa que me acolheu e me ensinou tudo o que sabia. Que me fez enxergar meu valor. O sentenciei a morte por causa dos meus erros. Sem ele, Rick e as crianças do orfanato também ficaram desamparadas. Centrado em minha loucura, fugi deixando meus irmãos e amigos. Uma fuga curta, pois na mesma noite tive a graça de ser encontrado por um monstro ainda mais horripilante que eu. Seu nome era Ebenezer. Um Vampiro.
Quando ele me encontrou num beco sujo não teve medo de mim, pelo contrário. Disse-me ter observado muitos de meus passos dentro da Santa Casa, pois lá havia sido seu refúgio por muito tempo, quando o movimento ali era muito menor. Ele sempre esteve de olho nas crianças do orfanato, em especial as duplamente rejeitadas pelo universo. Disse que via potencial em mim e me oferecia uma segunda chance antes que o remorso fizesse eu me matar. Parecia que ele lia minha mente, pois era justamente nisso que pensava. O Suicídio. Eu não tinha medo de sua aparência horripilante como a minha, e fiquei seduzido por suas palavras. Quem não quer uma segunda, ou melhor, terceira chance? Dessa vez eu faria direito. Eu assumiria o legado do meu pai e cuidaria para que os rejeitados tivessem uma vida melhor. Daria tudo por isso, mesmo a minha humanidade.
Ao expressar minha aceitação, o Abraço veio rápido e terrivelmente doloroso. Sentia meu sangue verter rapidamente, e isso era bom, mas logo depois veio a parte ruim. Imagens de dor e sofrimento vinham a minha mente e voltavam até que eu percebesse que era a realidade sendo distorcida pela minha cabeça e voltando ao seu lugar. Era uma gota de sangue amaldiçoado que circulava pelo meu corpo já previamente poluído. Eu queria que aquilo fosse um pesadelo passageiro apenas, mas durante muitos dias eu sofri com a transformação. Minha forma ficou ainda mais horripilante com cada um dos meus detalhes desgraçados sendo aumentados. Dentes, pele, cabeça, ossos, e uma cauda cresciam em mim como se eu fosse um animal geneticamente modificado. Um diabo. Mas isso foi gradativo, pois antes veio a fome descomunal. A fome de sangue.
Sob a tutela de meu novo senhor, um mundo de novidades se desvelava ante a mim, enquanto eu me velava nos esgotos de Nova Iorque. Poderes sobrenaturais emergiram de meu âmago e naturalmente aprendi a me ofuscar da visão dos outros melhor ainda do que já fazia antes. Franzino, não conseguia desenvolver os poderes de outros irmãos de Ninhada, como a Potência, mas desenvolvi largamente minhas capacidades mentais como forma de compensar. Num mundo onde eu não conseguiria me defender com unhas e dentes, me dediquei a aprender a usar armas de fogo. E desde sempre elas me foram úteis em momentos onde me esconder não havia sido o suficiente. E é claro, como nem tudo são rosas, na verdade quase nada, Deus me castigou com uma repulsa gritante à Prata. Provavelmente para tentar me expurgar de ambientes como a Igreja. Irônico não? Não posso chegar muito perto do meu antigo lar, cujo me esforço pra proteger. Que se foda... Eles não iriam querer me ver de perto mesmo.
Minhas habilidades mentais e investigativas foram gradativamente aumentando e fiz bom uso delas através do advento da computação. Amei aquilo tanto quanto amava a biblioteca da Santa Casa e fiz muito bom uso de meus conhecimentos e de maneira ardilosa fiz meu nome no submundo da Internet. Aprendi a invadir computadores e até mesmo outros dispositivos eletrônicos. Através do roubo de dados e informações eu me tornei ligeiramente importante e os favores que ganhei através da chantagem me puderam ajudar a estar sempre perto daqueles garotos que um dia abandonei, em especial Rick.
Mesmo que ele nunca soubesse que fosse eu, através de meu pseudônimo me ocultei e de diversas maneiras o contatei para auxiliar ele em seu caminho. Maquinei junto a ele sua ascensão como político e como diretor do orfanato em que sempre vivemos. Para isso, fiz contatos com seus inimigos para que assim eu tivesse como descobrir segredos e usar isso ao favor de meu aliado. Meus longos dedos chegam hoje até o FBI e o Partido Republicano. No fim das contas, acho que faço isso mais por mim do que por ele e aquelas crianças, afinal, é sempre bom ter soldados fiéis para sua causa, caso tenha uma.
Mas meu maior alcance foi ainda mais longe. No Sabá. Através da internet eu conheci um vampiro também Nosferatu que, assim como eu, usa seus conhecimentos para obtenção de dinheiro e poder. Tão bom em acesso a dados como eu, Decameron, como é chamado na Deep Web, é perito em roubo e uma vez o ajudei a zerar a conta bancária de um idiota republicano. Nas barganhas, sigo conseguindo informações do Sabá que me fazem ter uma boa moeda de troca vez ou outra na Camarilla. No fim das contas, não estamos tanto ai pra essa coisa de Seita, mas temos nossos próprios objetivos em mente. Gosto dessa vida mais virtual do que a real. Talvez por isso eu prefira usar máscaras reais quando tenho que sair pra fazer algum trabalho pela superfície. Até porque ninguém gostaria de apreciar esse meu lindo rostinho né. Quem me dera se a Camarilla me deixasse em paz e não me importasse tanto, mas fazer o que... Assim vivemos como Ratos de Esgoto.

Ah, meu nome... Esquece isso. Eu quase me esqueço dele. Me chamo Willian Black, mas na internet sou conhecido como Daktylus. Prefiro assim.

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7. Banco de Dados



2. Resolvi colocando um Defeito de 2 pontos, Vulnerabilidade a Prata

4. Nesse caso, eu Tirei o Segredo Sombrio e pra compensar o Defeito coloquei Vulnerabilidade a Prata. O motivo dela foi colocado na história, como um castigo divino para que eu ficasse afastado daquele que um dia foi meu lar, a Santa Casa (uma Igreja com objetos de prata). Além disso, quanto a Humanidade, não quero subir ela pra 7. Meu personagem não tem assim tanto apreço pela humanidade e nem pelos outros. Coloquei na historia a justificativa de que o orfanato não é por pena ou dó, ou sua ajuda a Rick. Existem objetivos escusos por trás disso, como um futuro exército de lacaios ou abraçados Nosferatus que podem ajudar a sua própria causa.


Acredito que agora a ficha fique liberada! Diferente de alguns outros fóruns quais participo, não entendi muito bem como farei depois disso para entrar em aventuras, seja solo ou compartilhada.
Gui Eurípedes
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Re: "Daktylus" - Nosferatu

Mensagem por Bahamut em Sex 11 Jan - 23:39

Salve! Ficha revisada e liberada. Espero que se divirta muito por aqui. Qualquer coisa pode entrar em contato comigo via mp. Bom jogo
Bahamut
Bahamut

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Re: "Daktylus" - Nosferatu

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