Revy Karth - Assamita - Sabá (Nova Ficha da Tama)

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Mensagem por Padre Judas em Seg Out 04, 2010 2:09 pm

Personagem: Revy Karth
Clã: Assamita - Saba
Natureza: Monstro
Comportamento: Fanático
Geração: 8
Refugio:
Conceito: Assassino
Experiência: 17
Idade: 22 anos
Idade real: Aproximadamente 200.
Tempo em Alamut: Aproximadamente 100.
FANÁTICO: Ensinamentos de Haquim, trilha do sangue.
Monstro: A frieza, não sentir nada diante da pertubação, medo, angustia de quem ela vai matar ou em relação a sentimentos sofrigos alheios.
Experiencia: 161/168

ATRIBUTOS (7 - 5 - 3)
Físicos
- Força: 3
- Destreza: 5 (Reflexos Rápidos, Velocidade)
- Vigor: 2
Sociais
- Carisma: 1
- Manipulação: 1
- Aparência: 4

Mentais
- Percepção: 2
- Inteligência: 2
- Raciocínio: 4 (iniciativa)

HABILIDADES (13 - 9 - 5)
Talentos
- Prontidão: 2
- Esportes: 3
- Briga:
- Esquiva: 3
- Empatia:
- Expressão:
- Intimidação:
- Liderança:
- Manha:
- lábia: 1

Perícias
- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:
- Condução:3
- Etiqueta:
- Armas de Fogo:
- Armas Brancas: 3
- Performance
- Segurança: 2
- Furtividade: 3
- Sobrevivência: 2

Conhecimentos
- Acadêmicos:
- Computador:
- Finanças:
- Investigação: 2
- Direito:
- Lingüística:
- Medicina:
- Ocultismo: 3
- Política:
- Ciências:

VANTAGENS

Antecedentes (0)
Geração: 5 (pontos de bônus)

DISCIPLINAS(4) (Ficha do modelo Sabá 4 pontos em disciplina)
Quietus: 4
Rapidez: 5 -> 60 de XP.
Ofuscação: 5 -> 60 de XP.
Potencia: 2 -> 31 de XP.
Fortitude: 1 -> 10 de XP.

Virtudes (5)
- Convicção: 1
- Autocontrole: 1 + 1 (2xp) = 2
- Coragem: 1 + 3 = 4


TRILHA DO SANGUE: 3

FORÇA DE VONTADE: 4 + 1 = 5 (ponto de bônus)

QUALIDADES e DEFEITOS
Sorte: (3 pontos de Qualidade)
Presente Especial: (3 pontos de qualidade)
Ás do Volante (1 ponto de Qualidade)
Temerário: (3 pontos de Qualidade)
Existência Abençoada: (5 pontos de Qualidade)
Sentidos aguçados(audição)(1 pontos de qualidade)


Intolerância: (1 ponto de Defeito) - Religião
Imagem sem reflexo: (1 ponto de Defeito)
Compulsão: (1 ponto de Defeito) - Fumar
Amnésia: (2 pontos de Defeito) - Revy teve sua memória perdida pelo choque enquanto ficava diante da casa em chamas.
Divida de Gratidão (2 Pontos de Defeito) - Seu Criador.

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Mensagem por Padre Judas em Seg Out 04, 2010 2:10 pm

O que nos faz humanos? O que é ser humano? E o que é humanidade? É aquilo que queremos ser, é aquilo que acreditávamos ser, é o que podemos ser...Mas não o que podemos ver... Dócil ainda que agressiva, amável ainda que feroz..Uma mente atormentada dividida entre a loucura, o medo e o ódio em um espírito vazio e infantil...

... Medo, amor e ódio, por fim, perderá seu lugar de paz...

As lágrimas escorriam dentre pequenas risadas. Eu fiquei fascinada. Algo queimava em meu peito, mas era um fogo que aprecia se apagar. Uma sensação de vazio estava preenchendo minha alma e aquilo doía. Doía quando as coisas não importavam mais, doía quando me sentia vazia. Meus olhos abriam-se a cada dia com um olhar cada vez mais apagado, mais desinteressado. Andava pela casa como alguém indiferente, se na época essa expressão existisse eu diria que fazia as coisas mecanicamente, sim, isso eu diria. Minha infância? Nunca me pareceu ser uma das melhores, nem uma única parte da minha vida...

“quero morrer! Por favor, me deixa morrer!”

Sua barriga se contraia na respiração, seus olhos viravam-se de um lado para o outro e o corpo tremia envolvido nos próprios braços, segurava o lençol... Seus olhos enchiam de lágrimas, os dentes trincavam. O punho fechado balançava no ar e socava a cama suja. Fechava os olhos com a esperança de que as lembranças fossem se apagar e conseguir dormir um pouco... Pelo menos um pouco.”

... Sua infância, tenha fé, fé...

Sorria um pouco, com um sorriso de uma criança, pois ainda o era.

- Pai, senhor Deus, - orava de joelhos aos pés de sua cama, - obrigada por ter uma casa onde ficar, pelos meus irmãos, por não sentir fome e ter um teto onde dormir – o vento frio passava pela janela quebrada, sua roupa ainda estava suja, mas ela não se importava, de alguma forma era feliz, - amo, meu pai, amor minha mãe...

Rezava em silencio, rezava, e por fim sorria ao se deitar na cama e cobrir-se com alguns trapos.
- Boa noite papai do céu, boa noite mamãe do céu, boa noite todos os anjos e santos... – sorria...

...
Orava. Ficava de joelhos a sua cama.

- Pai nosso que estás no céu... –rezava... – Avé Maria cheia de graça... – rezava... Deitava em sua cama e cobria-se a por rezar e por fim, de alguma forma, era consumida por uma grande alegria, -Anjinho meu, diz para Deus que pessoa pelo me papai e pela minha mamãe que me cria e por minha mãe que eu queria conhecer, que ela esteja bem... – olhava um pouco para cima, como se pudesse ver o céu ou realmente como se Deus estivesse ali, em cima dela a olhando. - Boa noite papai do céu, boa noite mamãe do céu,boa noite todos os anjos e santos...

...

Rezava... Orava...
Cada vez mais as palavras passavam. Eram anos, dias, meses e se tornavam tristes, mas não perdiam a fé,mesmo que uma dor gritasse dentro dela ainda sentia algum conforto, um mártir,deseja que acima de tudo sua família estivesse bem. Rezava antes de dormir,dava boa dia ao seu anjo e a Deus quando acordava, desejava que tudo e todo mau, ninguém sofresse, que Deus não castigasse sua mãe, nem seu pai, que os amava, que preferia que sentisse dor ao em vez deles, que morresse e adoecessem vez deles. Que os amava...

Mas aquelas orações com o tempo tornavam-se vazias e ela parava, mesmo quando se forçava, e com os anos a noite vinha e despedia-se apenas com “boa noite meu Deus, boa noite anjo”, embora ainda conversasse com seu anjo. E com o tempo, falar com Deus parava. Falar com seu anjo parava. E com o tempo eram esquecidos e a dor somente aumentava orar não lhe dava mais esperanças, orar não lhe dava mais paz. E com o tempo, cansada e maltratada, apenas... Dormia... Naquele tempo eu ainda conseguia dormir... Mas tudo era, ainda, passageiro.

...

Inútil, desgraçada, burra, fria,miserável... Quando eram as únicas palavras que ficavam em sua mente e dizia para si mesma... Quando seu pai vivia lhe chamando de puta e dizendo que um dia lhe botaria para casa, ouvia palavras que não se dizia a uma criança, inocente ainda para seus oito anos. Mas aquilo ainda era o começo de tudo. Quanto ainda podia piorar e o inferno crescer... Somente o tempo diria.

... Eu matei, e me libertei do pecado e da dor...

Coberta de sangue... Olhava minhas mãos, uma sensação de prazer absoluta e loucura vinha, prazer com a dor,prazer com o sofrimento, com a agonia, como o frio do vazio que ficava em meu peito. Explodia de exaltação por motivos doentios. Deixava a faca ensangüentada cair no chão.

Ainda sentia a sensação. Meu coração ainda batia forte e acelerado. Eu era tomada por uma sensação de estar atônica e atordoada, minha mente parecia estar revirada enquanto meu corpo parecia estar atordoado por alguma dor ou moleza, minha mente simplesmente parecia ter se quebrado com meu corpo, como um pedaço de vidro se estilhaçando, eu podia sentir isso com a sensação de algo dentro de mim se tornado vazio, algo ali tinha morrido, cada gota de humanidade e dignidade havia sido arrancada e agora parecia que algo estava faltando, mas não importava mais.

... Diante de meu pai...

- Não importa, - as palavras pareciam sair pesadas e cansativas, e ao mesmo tempo vazias, as coisas pareciam estar perdendo a importância e o sentido, minha cabeça doía muito, de alguma forma confusa. Olhos estavam fixos e vidrados, parados, congelados, e um sorriso começava a surgir, lentamente, doentio enquanto olhava minhas mãos cheias de sangue – é bom, haha, foi divertido não foi papai!? – Pegava sua boca e passava os dedos entre os lábios sentada em seu colo, seu olho direito tremia, mexia seu queixo de lado fazendo estralar. Sua cabeça balançava de um lado para o outro como um tic-tac de um relógio, seus olhos ainda estavam arregalados e a boca entre aberta, estralava seu pescoço e por fim repousava a cabeça no peito do corpo frio.

Uma gargalhada histérica saia, saia forte, sua mente parecia estar beirando a loucura completa, sádica, doentiamente.Gargalhava alguns segundos sentindo lentamente a excitação da descarga elétrica que percorrera seu corpo voltar ao normal. A tensão parecia se aliviar, mas somente isso, ela nunca passava, nunca...

Meu sorriso, meus olhos, a forma que eu rirá, pareciam que eram a de um demônio, meus próprios sentimentos eram ruins e cheios de ódio, meu riso era preenchido pela amargura e loucura que me assolavam e por todo mau que meu coração era consumido e que desejava. Era loucura, simples e destrutiva, apenas o desejo destrutivo impulsionava, queria fazer coisas doentias, ruins, e aquilo lhe deixava pervertidamente feliz, com uma sensação de prazer e felicidade, estranhamente, felicidade, era isso,prazer na dor na tortura, e na loucura que pareciam ainda mais fortes.

Parecia divertir-me no meu próprio inferno, um mundo fora da minha mente, corrompendo meus pensamentos e mudando minhas virtudes e depravando o certo e o errado... Era cada vez mais doentio... Como uma escada sem fim que me levava ao inferno e aquilo me trazia felicidade, desejava o mau, como ninguém desejava, desejava ser algo ruim, cada vez mais aquele desejo aumentava. E seu sorriso doentio crescia com uma mente que ensandecia devagar... Ou ate rápido demais.

...cada vez mais tomada por um vazio em seu peito e pela dor começava a ter seus pequenos acessos de loucura enquanto arranhava a cama com as unhas ou quanto acertava seu corpo contra a parede ou ria histéricamente...

Lixo... inútil...não passava de uma desgraça indesejada, onde iriam se livrar, cedo ou tarde iriam, o amor nunca fora um ponto forte ali e realmente....nunca seria... Caia de joelhos, as lágrimas escorriam dolorosamente... Eu sabia. Claro que eu sabia, não precisava repetir, jogar aquelas palavras amargas na minha cara, fazer meu peito doer ainda mais, amaldiçoar ainda mais minha existência, minha vida, a merda droga de uma vida, eu sabia e não precisava que ninguém me dissesse, lágrimas caiam fortes de meus olhos. Mesmo apertando a mão forte contra a face ainda não conseguia cessá-las, por mais que quisesse aquela dor e os abusos constantes não deixavam, não permitiam ser seguradas. A pele ainda ardia e queimava,quantas vezes tinha surrada daquele jeito, feito um cão, um bicho?

“Mesmo que isso nunca tenha acontecido com você seu destino estará envolvido.”

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Mensagem por Padre Judas em Seg Out 04, 2010 2:10 pm

...

“não vá, por favor... você não...”

Meu peito de alguma forma doía,eu o amava mais do que tudo, mais do que minha vida, para mim, nem minha própria vida importava mais, era tão vazia, tão inútil e desgraçada, não. “você não...”, ele queria, queria meu corpo e de alguma forma eu tinha medo de entregá-lo...E por isso eu via sua face se afastar, me deixava para trás com um adeus, uma desculpa

De alguma forma uma única lágrima escorria de meu peito, apenas uma e apenas uma única enquanto por dentro de mim algo parecia escapar, uma mistura de dor, amor e ódio, como estivesse perdendo a única coisa de boa e importante em minha vida, como se aquele fosse um ultimo adeus e que estivesse perdendo meu porto seguro, algo que me protegeria de mim mesma...

Minha face tomada pela dor ganhava um sorriso, de alguma forma eu sorria com algo que vinha de dentro há muito tempo contido, dor, dor, secava aquela única peça em meu rosto, e minha mente começava a odiar e ganhar nova forma, lentamente os laços começavam a ser quebrados de algo tão doentio que somente viria mais tarde, mas isso eu ainda não sabia, apenas um sorriso naquela hora brincava em meu rosto e uma pequena risada.

Um desejo de amor começava a mudar e simplesmente eu queria. Realmente eu queria... “morra... – um sorriso mantinha-se em meu rosto, - estou livre, livre... - minha mão tocava minha cabeça como se algo estivesse mudando e estava. Estava depravando minha humanidade e consciência. Não sabia por que, mas queria que ele morresse de alguma forma começava a desejar o mau de quem amara tanto, sentia uma dor no peito, mas em vez de chorar, começava a abraçar essa dor, começava a abraçar o prazer dela e senti-la como se aquilo estivesse lhe dando forças, forças para alguma coisa...

- O amor não é cego, - fala com a boca cheia de amargura, - o amor, é retardado... – Seus olhos enchiam-se de lágrima e não sabia mais se chorava de dor ou de raiva.

...laços...

- É so uma brincadeira! – Ele estava em cima de mim, pressionado seu corpo contra o meu, eu o empurrava e ele ria tocando ainda mais meu corpo à força.

- Eu não estou gostando disso,para! – Eu dizia, simplesmente dizia, mas ele continuava a rir e a se divertir com isso.

As duas empregadas que estavam conosco riam um pouco e diziam “calma, relaxa, é somente uma brincadeira, seu irmão estava so brincando”... Não... Não era isso. Ele não estava, pressionava forte meu corpo contra o dele, isso me magoava, doía dentro do meu peito, eu não sabia o que fazer, estava cada vez mais tomada pelo desespero, não estava gostando daquela brincadeira, a angustia me batia, sentia raiva, queria socá-lo, mas ele era muito mais forte que eu. Eu falava, dizia como se as palavras pudessem adiantar de alguma coisa, se pudessem, eu tinha me esquecido, mesmo assim,mesmo que eu não fosse filha dela, algumas vezes eu esquecia, era diferente, me tratava quase com amor, isso preenchia um pouco o vazio dentro do meu peito,mas eu às vezes eu preferia não ter dito aquilo...

- Para! Se não vou contar pra mamãe!

Aquelas palavras, pareciam, pareciam de alguma forma criar raiva no rosto do meu irmão e enche-lo de ódio, ele pegava minha garganta e enforcava com força, seus olhos no meu rosto, podia sentir a raiva que ele sentia enquanto apertava minha garganta, sentia a raiva na dor em me corpo e no ar que não vinha. Ele me esbofeteava. Doía e me jogava no chão. Mais uma vez as lágrimas caiam, caiam, chorava sempre... Tanta coisa vinha a minha mente, cada vez mais, e novamente um vazio vinha, um vazio que às vezes eu esquecia, uma dor que às vezes eu esquecia, uma dor que parecia mais um buraco em meu peito e que me fazia desejar morrer de tão insuportável que era.
Ele se afastava.

- Minha mãe! Não sua mãe! – ele era grosso, não sei por que, mas eu amava meu irmão, de alguma forma, mesmo quando brigávamos, quando ele me rebaixava, ou pisava no meu orgulho, embora pouco dele restasse para ser esmagado, eu o amava, como alguém que deseja ter uma família, como alguém que deseja encontrar um pouco de felicidade ou atenuar sua dor, como alguém que quer misericórdia. – Sua mãe era uma puta, não passava disso, demais um caso do MEU pai. Somente isso. Você não é nada, não passa de nada, nem mesmo tua mãe de quis!

Ele saia...


...Sinais...

Revy ria, ria com os braços soltos, moles, sem colocar força neles, nem mesmo tinha vontade, era como se a fossa fisica fosse arrancada pela força mental toma por falta de vontade de seguir em frente, com vontade de desistir, as coisas pareciam importar menos, pareciam cada vez mais doentias. Batia a cabeça contra a parede e deixava o corpo la encostado, como se faltasse força para até mesmo ficar de pé. E faltava...

As lágrimas doíam e queriam sair. Mas Revy tentava costelas, tentava não chorar, tentava segurar o grito de dor que sentia no peito. Do sofrimento infame que ela sofria, queria desabafar, mesmo que fosse com o vazio.

- Porque eu tive que nascer na merda dessa familia? - A voz saia rasgada por um grito de desespero enquanto o corpo escorregava pela parede lentamente - Eu so quero viver livremente, andar como todas as garotas normais!!!! - gritava para si mesma - É proibido isso, proibido aquilo, tudo é probibido!!!! Pai... você... você... - falava sem ar depois de tanto gritar - o que eu realmente desejo, eu realmente desejo que você pare de tirar fotos nuas do meu corpo todo ano! Com a droga da desculpa de ver meu crescimento!!!! - a voz era rasgada e fraca, sua garganta doía por ter gritado tanto. Tossia. E encolhia a cabeça entre as pernas. Quase parecia uma boneca que jogada ao chão ficava de qualquer jeito.

...

Ele a arrastava. Era mais forte...

Era mais forte que eu mais bruto,me puxou, me puxou com força da cozinha até a sala. Eu apenas me debatia e chorava, era arrastada pelo cabelo a força. Doía mais do que tudo, era uma dor mais do que física, essa, se fosse apenas essa.

Eu podia sentir meu cabelo ser arrancado e os fios se soltando e mesmo assim ele continua a me puxar, me arrastar, mesmo enquanto eu chorava e implorava. O medo consumia, o medo é como uma sombra, como um eclipse que vem lentamente até consumir tudo em completa escuridão, já vivi tempo demais sobre aquele falso sol para me lembrar como era seu brilho e ali, somente a agonia e o desespero tinham formas. Sentia medo, de novo não, ele me arrastava para o quarto e eu gritava, mas ninguém se importava, os que se importavam não estavam mais ali, e os que estavam não se importavam mais. O homem que devia ser meu pai jogava meu corpo sobre a cama e rasgava minhas roupas. Fechava os olhos na esperança de que acabasse rápido. Mas a esperança era para os tolos e para os fracos. Eu não teria paz, não ali, não agora, não naquela casa, não mais naquela vida, nem se minha alma renascesse o tormento iria ser esquecido. Apenas fechava os olhos enquanto minhas mãos seguravam com força os lençóis e esperando que as lágrimas comprimidas e os soluções calassem...


... O ódio era tudo que tinha em mim, aprendi a odiar, ódio é o que me fazia comer. O ódio era o que me fazia viver. O ódio era o que me fazia respirar...

Aqueles dias se passavam como um inferno que se fazia na terra. Por quê? Porque Deus a odiava tanto? Perguntava-se encolhida em sua cama... Sentia-se cada vez mais fria, mais distante, vazia,triste, sentimentos que lhe matavam por dentro. Apanhava como um cão,encolhida, era bom, sim, era, encolhia-se mais ainda no quarto frio de paredes secas e desgastas. Seu “pai” dava mais valor os empregados do que a ela, comiam melhor, vestiam-se melhor.

Uma lágrima escorria em seu rosto e ela sorria um pouco, pelo menos estava quente... Tocava a pele quase roxa e marcada pela violência com que tinha sido espancada... Quando sentia frio, esse frio era espantado pela dor de seu corpo e pela crueldade que ficava nele, mas o frio que ainda sentia dentro de si mesma era implacável e esse não cessava.

Revy começava a castigar a si própria, quando não a mais esperanças e quando começa a aceitar a realidade que lhe é dada, quando começa a odiar Deus, repetia para si mesma cansada de apelar para alguém que não lhe dava ouvidos: “Esperança, amor, implorar é algo que somente os fracos fazem, chorar e pedir a um Deus que não ouve, um Deus que não se importa, um Deus que é sádico e que não faz nada, não me importo, que ele se dane, no dia que eu morrer acertamos contas e vou dizer a ele tudo que tenho aqui guardado”, pensava ela para si mesma, talvez um dos primeiros sinais de loucura era falar para si mesma, odiar e suas palavras eram tomadas pela mágoa que sentia desse “criador”...

Revy começava a mudar, seus olhoscomeçavam a ficar frios e gélidos, nada mais importava, nem mesmo quando apanhava. Desculpas, por qualquer motivo era castigada como um animal e acuada nada podia fazer, era fraca e odiava isso, tinha medo e ódio, desejava mais do que tudo força para sair daquele inferno, do seu próprio inferno, o inferno que queimava dentro de sua alma e em sua mente, não se importava mais com nada nem com ninguém, os sentimentos começavam a se tornar vazios e descrentes, cada vez mais nada importava e aquele sentimento de vazio e descrença em um Deus que diziam ter sacrificado seu filho começava a ser questionado.

Rogava de uma forma louca, triste enquanto se encolhia em sua cama. Rogava que não agüentava mais, não tinha mais medo, não se importava mais com nada, que sua alma era amaldiçoada, que pertencia ao inferno, era uma desgraçada, cada vez mais acreditava nisso e isso lhe consumia. Consumia devagar como uma erva daninha que crescia e sealimentava sugando todo seu lado humano...

Cada vez mais deseja a morte,cada vez mais descrente de Deus era. Cada vez mais blasfemava contra ele em sua dor que se tornava raiva. Chegava a um ponto em que pedia ao diabo que lhe devasse que roubasse sua alma ou lhe desse poder, mesmo que isso lhe condenasse ao inferno, já não se importava mais com nada, aquele deveria ser seu lugar,uma alma condenada...

Não era mais religiosa nem fervorosa em suas orações, isso se tornara vazio como seu amor próprio... Começava a se julgar como um bicho que merecia sofrer e os maltratos não passavam de mais nada,

“eu mereço. Mereço toda essa merda, toda essa desgraça, filha de uma prostituta, de uma desgraçada, é isso que e mereço”, repetia a si mesma noite a após noite quando apanhava e aquilo se tornava mais intenso dentro dela, cada vez mais crente em suas próprias palavras e no que diziam. Cada vez mais vazia de si mesma...

Quer arrancas as esperanças de uma mente que já sofria, de um corpo que doía e de alguém que se perdia em um vazio? Tire-lhe tudo, para alguém que ainda não tem nada, sempre sobra alguma coisa, seu orgulho, seu amor próprio, sua vida?! Quando apenas o desejo decrescer e ir embora fica em seu corpo, mas ao mesmo tempo o medo lhe consome de ir embora e de uma vida incerta. Tire-lhe seu amor próprio, tire-lhe seu orgulho, pise nelas até que não lhe reste nada, nem o medo da morte nem seu amor próprio.

Quando mais nada importa, quando o medo de morrer se vai e quando o vazio fica em sua alma, quando não teme mais a morte e quando abomina a Deus. Quando não suporta mais alguém que ainda tenha fé.Quando prefere ir para o inferno mesmo que seja chamada aos céus. Quando diz a si mesma que merece ir para o inferno e odeia... Odeia...

Poucas coisas ainda restavam em sua alma além do próprio vazio e medo, mesmo, embora quando não temia mais o próprio inferno e o desejava.

A mulher de seu pai morria. As dividas aumentavam e com elas a violência de um fazendeiro medíocre. As brigas aumentavam, mas sempre era um monólogo onde apenas um ofendia e um calado era ofendido, aceitava apenas isso...

Era morrerá, a mulher, que mesmo não sendo sua mãe, mostrar mais “amor”, do que seu pai, mais amor que sua mãe,embora que não tenha se importado muito, embora somente tenha interferido uma vez enquanto era surrada, mas aquela vez lhe marcara, embora tenha sido somente aquela, um sentimento dentro do vazio de seu peito tinha crescido em adoração da madrasta, mesmo que, mesmo que ainda as palavras gritassem em seu ouvido,ainda as ignorava, mesmo que com tão pouco amor tenha dito na frente de todos que somente os filhos dela importavam: “Primeiro vem meus dois filhos, depois você”. Mesmo que fosse assim, ainda era muito e aquilo lhe era como um barco, como um único tronco de madeira que se agarrava, uma naufraga no meio de uma tempestade. Já longe demais da terra para se salva, mais ainda se segurava naquilo. E agora aquilo era perdido, como se Deus a quisesse ver sofrer mais e ele tinha conseguido roubara sua mãe e chorara tanto quanto não podia acreditar, consumida de uma dor que duvidava que fosse possível sentir...

E os abusos somente aumentavam,não um dia, nem dois, mas dois anos se passaram enquanto seu inferno aumentava e não tinha mais o amor de sua vida nem mesmo seu tronco para se segurar...

Odiava os homens, odiava, não agüentava mais ficar na presença deles, talvez o coração partido tivesse doendo demais, mesmo que ainda olhasse seu primeiro amor com olhos cheios de esperança, com o tempo vendo-o com outra, cada vez mais era consumida pela raiva e pelo rancor, “como ele pode?”, “por quê?”, era apenas isso. Já tinha aceitado o destino, acreditava nisso, era destino, já tinha aceitado os maus tratos, já tinha aceitado a dor e agora aceitava o completo abandono.

Quantas vezes tinha visto, visto aquele pai a sua frente e desejado matá-lo? Quantas vezes tinha desejado matar seus irmãos? Quantas vezes tinha sido consumida por ódio e raiva, apenas sentimentos que mascarava. Aprendera a fingir, aprendera a manter as aparências e a ficar calada como um bom bichinho de estimação. Mascarava toda dor e apenas ficava quieta.

Seu corpo não era mais seu templo, não era mais seu, tinha sido roubado o que lhe era precioso pelo próprio irmão e como se isso não bastasse era também tomada pelo pai que tanto odiava e esse mau lhe alimentava, como se o prazer da carne fosse à única coisa que pudesse apaziguar um sofrimento sem nem um Deus. Começava aceitar aquilo,como o mesmo destino de sua mãe promíscua.


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Mensagem por Padre Judas em Seg Out 04, 2010 2:10 pm

...

A noite trazia o pecado, o pecado para apaziguar a dor, já não se importava como as primeiras vezes forçadas.Estava doente, doente da alma, doente do coração. E tudo que lhe deixava humana era roubado e corrompido quando as idéias que amor já não existiam mais quando não se importava mais com isso...

“O amor, não existe, afeto, nada disso, humanos são bichos, animais, coisas que apenas mentem, não são sinceros,são apenas doentes, ao contrario de mim que sei o que sou. Não escondo nada nem engano como eles, sou quem sou, sou isso, essa coisa. Amor não existe, é apenas uma coisa inventada pelo homem para possuir o corpo das mulheres, eles apenas mentem e enganam. O amor é apenas uma mentira e um sentimento egoísta, um sentimento podre e ruim ao qual as pessoas usam para ficar próximas uma das outras. O amor, seja o que for, é ruim por natureza, as pessoas querem ficar juntas ficar juntas de quem dizem que amam, mas apenas é medo de ficarem sozinhas, então é egoísmo, o amor não devia ser egoísta as pessoas deveriam poder ficar com quem quiserem e não apenas para serem monopolizadas, é egoísmo,é fraqueza, não importa se você gosta ou não de alguém, nada importa, é podre é ruim é algo fraco”.

Sua mente já não sabia ou se importava com o certo e o errado. Não era algo que vinha do nada, era algo que era criado e consumido pelos anos de dor e vazio, era um conceito uma vida que se criava, era um monstro que criavam, dizia para si mesma isso. Já não se importava se os outros ficavam tristes ou sofriam, já não se compadecia, já não tinha a consciência de errar e se culpar.

Isolada em seu quarto, agora penas sai para fazer as tarefas como uma escrava... Uma boneca sem alma. Era assim que se via, assim que gostava de se ver, como algo que era vazio e gostava, adora esse vazio. Algo que havia lhe consumido.

E a noite procurava o quarto de seu irmão, sem se importar com nada, afinal, era uma coisa, afinal, eram animai se animais faziam sexo com os outros, não se importavam se eram irmãos ou irmãs,se eram pais ou mães, afinal eram bichos. E ela tinha uma mente suja ao qual decaia cada vez mais, e sentia que dentro de si a loucura crescia e parecia cada vez mais próxima. Afinal, isso, somos todos filhos de Adão e Eva?! Não!?Eram todos irmãos e animais da mesma espécie, essa coisa de irmãos, regras eles eram apenas o que os outros criavam e que ela não devia seguir e nem se importar.

Mesmo que o que lhe restava de humanidade e de consciência, as gotas, as ínfimas gotas que diziam que era errado, sucumbiam de ante do prazer e da raiva, nada mais importava, cada vez mais esmagava essa voz que dizia o que era certo ou errado, até que enfim, o certo tornava-se o que queria que fosse.

... corromper as ações a mente e os sentimentos...

- Me poupe seu merda, - olhava para uma capela e um homem que vestia roupa preta e branca, enquanto via o homem de batina falar e pregar sobre Deus, passava os canais e colocava em um filme, algo que era de terror e horror, que causava medo. Tinha uma peça sendo apresentada ali, sobre um assassino, ele matava, com certeza era bem melhor que aquele monte de besteiras.

Era assim, não lia nem gostava de romances, antes sua paixão, algo que consolava seu próprio eu sonhando com um príncipe encantado que nunca viria. Preferiu assim, o terror macabro e doentio. Aquilo era uma decisão que tinha tomado consciente disso, que ira matar esse lado bonzinho que ainda tinha dentro dela e substituir pelo prazer que vinha do medo e do mistério.

Se isso pudesse assustar? Mas não, com o tempo o medo daquilo tudo mudava e começava a gostar e sabia que havia mudado que estava mudando e isso lhe confirmou quando viu pela primeira vez o corpo de um homem morto, de verdade, em um assalto, o homem morrera e a multidão se acotovelava ao redor para olhar, as pessoas ficavam enjoadas com acena e os policiais as afastavam, mas ela apenas olhou e nada sentiu, nem pena nem nojo. Sua mente estava preparada para aquilo, tinha visto e se obrigado a sentir prazer ao ver um corpo trucidado.

Parava um instante, pensava que seria diferente do que via nos filmes que realmente iria passar mal diante da cena, que seria diferente do real e o imaginário, mas não foi e naquele instante Revy soube e sorriu e se afastou com a mão na cabeça tentando conter uma risada doentia de prazer ao saber que alguém tinha morrido de verdade e mesmo diante do corpo não sentira nada. Afastava-se da multidão, com algo macabro dentro dela...

Estava presa, trancada em seu próprio mundo, falando sozinha, rindo sozinha, criando suas próprias historia se lendo livros doentios ao qual pareciam ser seu novo refugio e lhe davam cada vez mais prazer e assim era tomada por uma felicidade demente por isso. Cada vez mais próxima de algo ruim, ao qual sempre soubera que era?! Ou que tinham criado! Erra assim que os monstros nasciam? Eram assim que os psicopatas eram criados? Quem se importava?! Ela não se importava, sua mente deturpada aceitava tudo.

Para ela uma mulher estrupada não sentira nada, não se importava quando lia algo assim no jornal. Não era nada demais. Quando alguém era assassinado ela fumava e brindava a mais um idiota que tinha escapado desse mundo de merda, afinal, a morte era uma salvação para aquelas almas fracas. Quando um padre era preso por abuso com crianças ela se dizia, vejam so, a verdade vem à tona, são assim, todos são assim, são doente se fracos, mostrando quem verdadeiramente são. Deviam ser assim, todos eles,deviam ser assim. Mostrar quem são. Não discutia mais religião, nem se importava mais com essa, se falasse, falava o quão manipuladora era para os fracos e como eles eram enganados e sugados, como eram burros por terem que se apagar a isso tudo e não terem a força necessária para lutarem sozinhos, fracos que pedem e imploram a Deus por ajuda, quando podem lutar por si mesmos. Quando uma guerra estourava e dezenas eram dizimados ela apenas pensava, que o mundo estava se salvando de muitos idiotas e que pelo menos assim sobrava mais espaço para os outros, mais riquezas e empregos. Ela via um lado bom em tudo de ruim e doentio que acontecia.

Incrível que pareça, ela não tinha nada, nem um tipo de preconceito em suas crenças doentias, por quê? Parecia tudo tão lógico em sua cabeça, ela não importava se crianças eram violentadas nem abusadas sexualmente, nem que mulheres ou homens fossem bissexuais, nem que brancos matassem negros. Mais incrível também não era racista, e não se importava também que negros matassem brancos.

“sangue inocente sendo dizimado”,hahahahaha era bom demais para ser verdade...

... eu não lembro quando o sentido das palavras começou a mudar...

Seu pai envelhecia... Ela envelhecia e crescia, e chegava aos vinte anos de idade, pareciam pouco, mas o suficiente para criar alguém como ela, que mostrava e sentia prazer na insanidade e na crueldade.

Era fria... Seu pai envelhecia e os anos pareciam trazer a ele a sabedoria que nunca teve, a violência diminuía e os abusos paravam, tanto físicos como sexuais. Mas o que importava? Já era tarde demais para ela, ela repetia isso para si mesma, estava bem como estava,estava feliz como estava, estava amando como estava. Ele não precisava convidá-la ao quarto ela mesma ia, sem se importar com nada. O ódio que tinha pelos homens madurará e agora ela apenas não se importava. Deixava a insanidade e o ódio consumir sua mente e sua alma. Era somente isso que importava. Iria matá-lo, mas ainda não...

Estava doente, precisava de ajuda. Dizia a se mesma, ainda um lado lutava, lutava para não cair, mas era tão fraca a resistência que crescia e fazia tomar forma de culpa, de uma consciência que não tinha, que queria voltar a ter, que desejava. E as ações e pensamentos pesavam em sua cabeça e a fazia chorar e odiar, se martirizar e se odiar, violentar o próprio corpo se ferindo enquanto chorava desesperada em seu quarto, de dor, de uma dor que queimava em seu peito, se julgando, culpando a si mesma, rogando novamente a Deus que voltasse a ser como era antes, como aquela garotinha que rezava com tanto amor aos céus.

Gritando a si mesma seus pecado se se vendo suja como algo que merecia sofrer ainda mais, cada vez mais via isso. Era isso. O inferno lhe esperava, não por quem tinha sido, mas sim porque e pelo que se tornará. Odiava, odiava, queria sumir ou se matar, mas faltava coragem.
E nesse lapso de sanidade que tinha mostrado a ela o quão podre e tinha se tornado, essa meretriz, se julgava. E isso foi o pior, toda a resistência caia por terra e como um cavaleiro nobre que assumia seus erros a ser julgado, via que não podia voltara trás, que tinha se tornado tudo aquilo que não era, tudo aquilo que tinha se julgado ser, tudo aquilo que não queria, e apenas, apenas assim, com um ultimo suspiro de uma sanidade profana, abraçava sua devassidão com alguém não podia mais voltar atrás e nem tinha o direito disso. Pois não tinha, não merecia, a consciência pesava e culpava e fazia com que ela abraçasse tudo de ruim que tinha se tornado, mesmo que não o tivesse sido e apenas acreditado ser.

E assim, tudo que ainda era bom mantido nela morria...

- A realidade é o que eu quero ser, a realidade é o que eu devo ser. – Dizia rindo histericamente para si mesma enquanto as lágrimas escorriam incessantes de seus olhos vermelhos e o peito sufocava de dor e sufocava e assim morria tudo dentro dela.

Aceitando tudo que ela era ela podia tornar-se livre. E liberdade é poder...
...

Respirava fundo e encostava seu corpo ao corpo de Daty, seu irmão. Enrolados nos lençóis. Passava a mão devagar pelo seu peito e se aquecia ali como se pudesse sentir algum amor, mesmo que fosse desprezo ou confusão, não sabia o que era mais não queria saber. Beijava seu peito e depois seus lábios.

Não sentia nada, não sentia amor,nem um tipo de afeição, os abraços eram vazios e os olhares eram opacos. Nada,não havia nada ali. Mesmo que Daty lhe amasse de uma forma doentia, não conseguia nem mesmo sentir afeição pelo rosto a sua frente. Nem como mulher,nem como irmã. Nada, apenas um vazio que parecia lhe consumir ainda mais diante daquele que não devia ser tratado como homem. A cada dia mais e mais uma parti sua morria e seu olhar já era frio e indiferente. Sua postura mostrava a de alguém ou de algo ruim. Se olhássemos com atenção, veríamos algo ruim...

Daty: - Revy, - falava e ela olhava nos olhos deles e em meus olhos vazios pude ver algo negro e vazio dentro de mim, mesmo tendo percebido isso, o que pareceu lhe deixar meio que transtornado, apenas se calou e pensativo colocou minha cabeça em seu ombro...talvez se, apenas se tivesse falado algo, poderia ter me salvado...

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Mensagem por Padre Judas em Seg Out 04, 2010 2:11 pm

... Vingança...

O sangue finalmente escorria entre minhas mãos, algo que não podia mais ser contido, algo que não podia mais ser saturado, algo que explodia a cada golpe violento entre histéricas gargalhadas de prazer que enchiam o seu mundo de loucura. E era assim que tudo acabava... Não... Era apenas o começo... E Revy matou, matou lentamente, cada um deles, cada empregado, cada irmão e por fim seu pai... Matou devagar, ainda lembrava, lembrava com prazer de sentir o fio da faca que passava devagar e,lentamente, abria o abdômen de seu irmão que ainda estava vivo. Como se lembrava do ódio e amargura de ser tratada pior que lixo diante daqueles empregados, que até eles tinham mais voz que ela, lembrava da raiva de apanhar,ser surrada por causa de uma das filhas deles, lembrava de como era tratada como uma estranha e algo a ser evitado. Lembrava do que era a solidão e a amargura enchendo-se de raiva enquanto os matava e o prazer que sentia em seus rostos atormentados, lentamente... Com um prazer desconhecido...

...Tortura, morte e lealdade...

E eu esperei... diante da minha casa em chamas eu esperei, esperei encolhida, sentada no chão, com a cabeça pesada dentre as pernas, com os braços me abraçando e esperando. Esperando que as chamas o trouxessem a mim novamente, ele viria, sim, tinha certeza disso.Ele viria me buscar, tinha dito isso. Eu esperava, com os olhos em lágrima, rindo, com um sorriso nos lábios sem saber o que esperar, sem conseguir pensarem nada. Apenas uma imagem decadente de alguém que perderá o juízo. Me visitava algumas noites, e era bom, parecia aplacar minha dor. Marquei minha pele por ele, era sua marca, como um símbolo, uma bandeira, uma crença, uma ideologia,algo assim, dizia que estava me preparando, e eu tinha sua marca, não era nem um pouco discreta, esta nas minhas costas estampada, ao contrario daquelas outras duas figuras que eu conheceria mais tarde, uma possuía “nossa” marca no ombro e o outro nas costas da mão, mesmo assim não escondiam que eram. Como uma bandeira, uma ideologia, ergueríamos com orgulho.

Olhei para o céu depois de chover... E eu me lembro o quanto doía... Eu seguia sem perceber um caminho que trilhava. Pensando “Eu quero ser mais forte”. A palavra obrigada agora desapareceu com o vento. Será que estou ficando mais forte? Ainda não sei a resposta. É por isso que continuarei seguindo em frente. Então, sem parar, eu vou continuar, porque eu quero me perder na voz dentro de mim, que esta sempre me sustentando.

Ele viria, meu porto, quem diminui a dor da loucura esses anos. Sim, a única pessoa em que eu podia confiar. A única pessoa que se importava comigo, a única pessoa que abrandava minha loucura, sim, sim, sim, ele viria. Meu sorriso demente estava estampado de esperança.

E eu esperei, esperei sua vinda,algo que não aconteceu, o fogo levantou a fumaça no céu e eu estava parada,estática, sem fazer ou falar nada, mal me mexia esperando, esperando... Mas o que veio a mim foram os oficiais, agentes se aproximaram e me viram, falavam comigo, mas eu não respondia somente ficava de cabeça baixa. Suja, cheia de fuligem e coberta de sangue com uma faca manchada de vermelho na mão. Eles se aproximaram, não tive reação, se aproximaram mais. Levante os olhos para encarar suas faces escuras pela falta de lua, mal visíveis, pois apenas tinha a luz que vinha das brasas da casa. Meus olhos cruzaram os deles, embora não os pudesse ver com exatidão, podiam ver em meus olhos arregalados um olhar amargo,cruel e minha feição tornava-se demoníaca com uma risada.

Arrastada, fui levada por eles.Perderam-me, me levaram para uma sala, tive os poucos objetos que carregava tomados, jogada com uma roupa velha e surrada de alguém que já havia sido presa estava ali, em uma sala, um homem de terno estava a minha frente, a luz se concentrava em mim e me ofuscava, afinal, fazia dias que não via o sol,trancada em uma sela escura e fechada, comendo apenas e mal o que me era dado.

Ele andava de um lado para o outro, colocava uma pasta negra me cima da mesa. Eu estava algemada. Olhava-o.Alguém ficava a porta nos observando. Eles faziam um aceno com a cabeça e o homem a porta saia.

O homem a minha frente parava e colocava as mãos na cintura, passava a mão na boca como se procurava o que deveria dizer, ou por onde começar. Colocava as mãos no bolso e tirava uma carteira de cigarros. Tirava um e colocava na boca, ascendia. Olhava para mim.E estendia a carteira.

- Aceita um cigarro?

Erguia a sobrancelha, sabia que ele queria começar a falar, e buscava uma maneira de começar, eles sabiam, os exames, os médicos haviam dito, eu era louca, deveria ser internada em um sanatório o resto da vida, mas mesmo assim ainda estava ali, presa e ele queria saber algo, queria algo de mim. Mas eu mantinha a sanidade mais do que aparentava, embora às vezes tomada por alguns impulsos de raiva tenha gritado ou me debatido contra a cela pequena. Parte da loucura havia passado, mas deixava as marcas de alguém doente e sem emoções, alguém que se tornava cruel.

- ehherrr. Não é todo dia que você consegue fumar, afinal já fazem seis meses... – seis longos meses naquele inferno... com o tempo... claro que não aceitei de primeiro, no começo ainda estava tomada por minha loucura. Primeiro foi o choque do que eu fiz, demorei três semanas para perceber o que tinha feito, depois fui tomada por uma crise histérica que durou alguns dias. Mas depois me acalmei e me já não sabia mais quando era dia nem quando era noite, as coisas pareciam girar e eu parada no mesmo lugar. Sorri para ele e peguei um cigarro, colocava na boca com certa dificuldade pelas algemas ele acendia.

- Posso chamá-la de Revy?

Fiquei calada, esperando ele parar de enrolar e dizer aonde queria chegar.

- Olha Revy, achamos algo interessante na marca em suas costas, algo que pode ser muito bom, estou tentando te ajudar, mas somente se você me ajudar, olha, não posso limpar sua ficha, mas se você tiver o que eles querem podemos ajudar, consegue entender o que eu digo?
Balancei a cabeça positivamente.E assim ele sentava-se a minha frente.

- Bom, bom, muito bom! Aqui diz que você deve ser transferida para um sanatório até esperar uma decisão oficial, na melhor das hipóteses ficara lá o resto da vida, na pior você pode ir para a cadeira elétrica pelo que fez. Eu posso ajudá-la. Você não quer isso quer?
Balancei a cabeça dizendo que não.

- Pois bem, - ele colocou algumas fotos sobre a mesa, - vê esse homem? Veja bem, você o reconhece?

Balancei a cabeça dizendo que sim.

- Bom, bom, se puder nos dizer qualquer coisa que posso nos levar até ele. Qualquer informação que seja útil.– Ele apagava o cigarro – qualquer coisa que possa ajudar minha investigação irá lhe ajudar também. Dois anos, dois anos na reabilitação e soltamos você, o que acha? Não é apenas um bom negocio, é ótimo. Sabe de alguma coisa? Qualquer coisa?

Sim... Eu sabia... Sabia muito...Era a quem eu esperara aquela noite, era quem eu fiquei esperando, era quem nunca veio me buscar... Mas eu apenas sorri e balancei a cabeça dizendo que não.

Ele levantou-se rápido, como se estivesse nervoso, parecia mais um teste de vontade para ele do que para mim,parecia que era mais um daqueles homens viciados no trabalho e dispostos afazer de tudo para conseguir o que quer, mais um daqueles que dizem que os fins justificavam os meios. Um sorriso brincava em meus lábios.

- Vamos lá garota, - ele colocava as mãos na cintura, parecia mais com um tique de quem estava nervoso. – nos dois sabemos que vocês se encontravam, foram vistos, não apenas uma nem duas vezes juntos. Vamos diga qualquer coisa e eu te tiro dessa.

Inclinei apenas a cabeça de lado como se ele falasse em outra língua. Minha mente não se importava mais com nada, meus conceitos eram meus, e ele me fizera feliz, me dera algo para acreditar mesmo diante da total e completa loucura. E assim, apenas inclinei a cabeça de lado e fiquei calada.

- Droga sua cadela, fale alguma cosia merda, eu sei tudo que você fez, juro que mando você pra cadeira elétrica! Dessa você não escapa! – Ele gritava. Estava com muita raiva e muito nervoso.– MERDA! – acertava um tapa com toda aquela raiva, tensão que tinha dentro dele, acertar na minha face. Eu podia sentir o gosto do sangue na minha boca e ele escorrer pelo canto do lábio. – Eu tenho contatos entende? Acho melhor você cooperar, não ache que vai escapar dessa, posso atrasar tanto sua transferência e fazer da merdinha dessa sua vida tranqüila um inferno e depois vou te mandar embora para a cadeira elétrica, e vou estar lá e vou ser a ultima face que você vai ver antes de morrer, entende?

Mesmo com o sangue em minha boca,eu sorri. Como se eu temesse a morte, nada para mim, nada, nada de nada, nada importava, tudo era nada e era vazio... E pela primeira vez eu falei...

- Não... Você não conhece o inferno! – Eu poderia ficar calada. Talvez tivesse sido melhor, sempre foi algo, como uma intuição minha, em situações como essa sempre que eu falo,sempre pioro tudo, e eu parecia ter provocado uma besta...

Sua face ficava vermelha de raiva e ele pegava minha cabeça puxando meu cabelo, parecia que ia arrancar ele fora,isso me fez lembrar de quando era arrastada a força para o quarto dele. Sorria apenas, senti vontade de rir. Uma, duas, três vezes ele acertou minha cabeça na mesa. Era assim, era essa a natureza dos homens, era essa natureza que eu conhecia e que tanto desprezei, era por isso que eu tinha feito o que fiz, era por isso que eu ficara assim. Eles eram assim, todos assim. Estava tonta, doía muito, minha face doía, minha boca doía, minha cabeça doía. A porta a minha frente se abria rapidamente, mas eu não podia ver a face de quem estava lá,meus olhos estavam cheios de água, não eram lágrimas, mas sim por ter batido o nariz violentamente três vezes contra a mesa.

- Não foi nada. Pode sair,somente estou dano uma lição e ensinando aqui quem é que manda, se perguntarem ela ficou violenta e começou a se debater na cela e acertar a cabeça na parede,ok?

O guarda olhava uma ultima vez.

- Ok. – ele saia.

- Viu? Tenho contatos, ninguém se importa, ninguém se importa com lixos como você, entende? Agora me diga, onde ele esta?!

Apenas cospe, cospe o sangue da minha boca no chão. E ele entendeu o recado. Mas eu somente entenderia o que fiz mais tarde. Ele me pegou e me levaram para uma sala afastada. Estavam em quatro. E pareciam não se importar comigo, aquele olhar, aquele olhar de sempre, que me dava ódio, o olhar que lançavam para mim como se fosse um bicho,um animal. Passavam por mais um guarda.

- Ela ficou na sala de interrogatório o tempo todo, certo?

Ele apenas assentiu e ficava calado.

- Se não se importa, temos muitas maneiras de fazê-la falar entende? Essa pessoa que queremos é alguém muito importante e você é apenas um empecilho, uma pequena pedrinha que ninguém vai prestar atenção, vamos faze-lá falar, não se preocupe.

Enforcada, afogada, a coitada,mordida por cobras ou picada por escorpiões. Parecia até divertido, apenas meu olhar doentio era sustentado. Aquilo tudo fazia me fechar mais ainda no meu mundo e atenuar o ódio. E esse ódio é o que me mantinha viva, e quando mais eu odiava, quando mais dor eu sentia mais eu sabia que estava viva, mais sabia que eu estava ali, mais sabia que eu existira. Eles não foram rápidos. Afinal, não queriam estragar a festa e estávamos nos divertindo tanto. Não durou apenas um mês, nem dois, foi o ano mais feliz da minha insanidade, eu me contorcia e gemia pelo veneno enquanto ria da dor cada vez mais histérica, no chão frio deitada dormindo de qualquer jeito, rindo, me encolhendo...

Mais uma vez eu me via sob a luz daquela sala, mas dessa vez não havia cortesia nem cerimônias, nem apresentações nem um cigarro era oferecido. O prazo havia acabado e chegado ao fim, eles não podiam me manter mais ali. Ele jogava de qualquer jeito em cima da mesa um papel onde dizia Ordem de Execução Judicial, ou algo do tipo, não me lembro bem.

- Olha, ainda podemos reverter isso, é so falar, me de o que eles querem e eu vou aliviar a barra para você.Você vai morrer se não falar, sua ordem saiu hoje, agora, dentro de trinta minutos você vai ser executada, na cadeira elétrica da sala ao lado. Você vai morrer é isso que quer? Quer morrer por alguém que não esta nem ai para você?Porque se importa tanto, é so dizer qualquer coisa, somente dizer qualquer coisa que sirva e vai poder se livrar dessa. – Ele parava, parecia mais cansado do que eu, embora eu estivesse mais acabada do que ele, estava magra, cheia deferidas e cortes pelo rosto e pelo corpo e as marcas da insônia presentes em minha pele e rosto.

Em um ano, um ano de dor, não falei nada, não abri a boca para falar nem uma palavra, nem para pedir ou implorar para pararem, nada. E diante da morte que estava na minha frente,diante do medo de morrer, diante de toda aquela dor e das lembranças que me atormentavam, diante do homem que fizera tudo aquilo comigo, sempre me oferecendo a chance de me salvar e eu que por puro orgulho ou teimosia me calava, apenas e apenas calava, sempre deixei a a chance de me salvar escapas, sempre, mas agora, diante da morte e da ultima chance de escapar daquele inferno, depois de um ano de silencio, meus lábios apenas de abriram para pronunciar uma única eu ma única palavra.

- não... – E essa palavra me condenava.

Ele levantava-se e eu voltava ao meu silencio. – Por favor, Revy, levante-se, - e assim eu o fazia, e o seguia,- Iremos agora para encontrar sua morte, espero que não se arrependa do que quis.

Se você esta lendo isso... São as lembranças de minha vida, do tempo que eu vivi e sofri... Se esta lendo isso...Eu morri!

E aqui a historia acaba e outra continua...

Eu andei, caminhei algemada, compassos lentos até a porta, devagar, e quando a porta se abriu eu via todos aqueles que encontrei, a medica, o guarda e os três agentes “federais” contando aquele ao meu lado o grande detetive Sherlock Holmes, também conhecido como Keiel, “hahahah”. Eles trajavam preto e o ambiente era diferente do que eu esperava. Havia comida, muita comida. Uma ultima refeição? Eles bebiam, bebiam algo vermelho, varri o ambiente com os meus olhos e pude ver alguém que fez meu peito saltar, ele estava lá, sorrindo para mim de braços abertos. Kahhryan,estava ali. As algemas eram soltas e por algum motivo eu corria em direção a ele e o abraçava, as lágrimas caiam. O abraçava forte.

- Calma minha criança. Sei que foi difícil, foi um teste difícil para mim também. Eu não queria que você sofresse mais, mas era a única maneira de você ganhar o direito de ser uma de nos. Somos uma irmandade, eles são meus filhos e agora seus irmãos.

Apontava para aqueles ao redor,de alguma forma parecia um ritual de iniciação, um deles, me lembro bem, era aquele “federal” que saia da sala de investigação no primeiro dia, ele sorria para mim e acenava, acho que se chamava Kahnan.

- Se precisar de ajuda, ou alguma duvida enquanto aprende é so falar comigo, afinal eu sou Deus! – Ele ria um pouco enquanto falava, era o mais simpático se fôssemos fazer uma escala.

A garota levantava a taça como se brindasse a minha vitória.

- É bom ter mais uma garota na família, já estava ficando cansada de cuidar sozinha desses macacos! Mya.

Roker, Hagky, Keiel. Esses três eu já conhecia. Sempre estavam me “interrogando”, testando...

- Bem, criança, a partir de hoje pode me chamar de pai, e esse eu serei, serei severo quando precisar, lhe punirei se precisar, estenderei a mão se merecer, mas lembrei, como uma boa filha deve obedecer seu pai. Pelos laços de confiança que nos unem pude ver em seus olhos e nos olhos de meus outros filhos sua força. É um presente. – Ele pegava uma foice e me mostrava, - ela é seu presente, como um presente de formatura por ser uma boa aluna. O nome dele, - falava da arma – é Tristh.

Aproximei minha mão lentamente daarma, queria tocá-la, de alguma maneira estava fascinada pelo objeto. Ele pegava-a e afastava de mim.

- Hoje não, hoje vamos apenas festejar por ter superado seu teste.

Era loucura, sim, era, mas simplesmente eu o abraçava e em mim saber que ele estava ali ao meu lado deixava-me feliz, eu não encarava aquilo como dor ou sofrimento, mas sim como um teste para estar perto dele, era isso, um teste para merecer. Poderia ser loucura pensar assim, mas eu não o era? Beirava as raias da insanidade já.
...

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Mensagem por Padre Judas em Seg Out 04, 2010 2:11 pm

Estávamos nos três parados diante de nosso pai. Já fazia quase três anos que eu era imortal. Estávamos ali, Keiel, Kahnan, eu tinha minha arma em minhas costas. Mesmo assim parecia haver uma intriga entre nos, uma pequena discussão. Algo haver com meus métodos que ele aprecia discordar, mas não era apenas isso, eu também discordava de sua pré-potência, “oh grande Deus”. Embora tivesse sido simpático naquele dia antigo, discutíamos bastante, Keiel dizia que parecíamos até um casal e eu o socava por isso.

Queríamos por um ponto ali,éramos assassinos, literalmente falando, não era uma renda ficha nem um trabalho com carteira assinada, mas era o que gostávamos de fazer. Hahahha! E cada um de nós tínhamos nossas peculiaridades, o que causava às vezes certas discussões. Kahnan havia sido grosseiro, tinha me enfurecido e eu tinha socado ele na cara, ele estava com raiva, não admitia o que eu tinha feito.

Kahhryan: – Revy, eu queria que refrescasse minha memória, pouco tempo depois do céu abraço, quem te manteve viva?

Me mantive calada, não respondi,não queria admitir, mas meu silencio falava por mim.

Kahhryan: – Kahnan, sabemos que já fizeram muitas coisas juntos e ela sempre foi suas costas quando estavam sozinhos...

Não éramos nem uma família exemplar nem melhores amigos, apenas digamos, “irmãos reservados”, os únicos que apreciam ter uma ligação realmente forte eram os outros três. Ok ok, não digo que tenho orgulho, reconheço que não agüento que ele fica dizendo que é Deus, me da vontade de socá-lo e ele sabe disso, e geralmente faço isso. Dou meu próprio passo a frente.

Revy: – Certo garoto, sejamos juntos, pode me dar um soco, - por um instante duvidei que ele o fizesse, mas sua mão voltou e me vi voando a alguns metros dali.

Keiel balançava a cabeça negativamente, era o mais sensato de nos três.

Keiel: - Não precisava exagerar tanto.

Kahnan: - Vou tentar da próxima vez – ele vinha até mim e estendia a mão, e me levantava com seu sorriso novamente.

Kahhryan: - Espero que melhorem seus gênios no futuro, embora ache que não vai ser tão fácil, ou simples. Vão crianças, fazer por agora.
Ganhei a chance de viver uma vida de liberdades e sem ter medo é o dom que recebi...

Todos somos gratos por ele entrar na nossa vida, todos somos gratos por ele estar lá, é como um divida a ser saldada, um sentimento em comum que temos,algo feito pela lealdade e admiração. Os outros não o compreendem, os outros julgam ele, mas não o conhecem como nós conhecemos, eles nos julgam, criticam,por isso não passam de porcos hipócritas. De ações e diretos de julgamento questionáveis.



Tatuagem

Revy Karth - Assamita - Sabá (Nova Ficha da Tama) Mary
...Possessão...


- Ele te quer Revy, te deseja! - Sorria - é meu presente para você, Tristh lhe aceitou. Vamos minha criança, estenda as mãos! - Levanta uma grande foice nas mãos, varrias correntes desciam de suas pontas.

As correntes pareciam vivas e a medida que me aproximava meio que hesitante eles vinham em minha direção como serpentes sorrateiras, que arrastavam-se e começavam a subir o meu corpo. Senti cada peça de metal gélido que tocava minha pele quase tão gelada. Ele parava, começava a se acumular ao redor de minha cintura, braços e pernas. Kahhryan indicou algo como protetores braçais, mas sua mão dizia que eu ainda não deveria me aproximar.

Senti a pele sendo roçada devagar e apertada pelas correntes, elas começavam devagar e depois moviam-se rapidamente, cada vez mais rápida me apertavam fazendo parecer que meu corpo ia queimar o despedaçar, paravam violentamente e como serpentes que estavam prestes para dar o bote, as pontas perfuravam minha carne e me faziam cair no chão gritando de dor, eu me contorcia e parecia que elas corriam dentro do meu corpo, pude sentir elas passando, saindo e entrando no meu corpo como se me costurassem por dentro, como se estivesse me explorando e esperando me conhecer. Finalmente ele se aproxima com os protetores dos braços, colocava-os em mim, na cintura, pernas e elas começavam a se encaixar sozinhas nas astes e prendiam-se nos lugares corretos. Me levantei de dor tremendo ainda que pouco, sorri.

- Vamos minha criança, vamos para casa, vamos para a terra sagrada dos nossos ancestrais, o seu lugar de direito onde vai treinar até dominar o uso de sua arma, tornando-a uno contigo, parte de seu corpo e aprendendo a dominar a força do sangue que vem de Haquim. Serão longos os anos que passara lá até tornar-se igual com Tristh, e aprender a domina-lo e ele a lhe servir. Lembro-me que aconteceu o mesmo comigo, quando o Império Romano ainda reinava, pareceu um sopro do destino ou do acaso, acredite, o mundo como mudou para mim irá mudar para você...

...

Fácil era ver uma arma saltar ou ser arremessada e atingir um alvo em cheio, parecia tão simples, tão fácil, mas de longe era. Parecia cada vez mais difícil, cada vez mais cansativo, mas eu não parava, não excitava e não descansava. O primeiro passo era se acostumar com o peso dela, o primeiro passo era treinar e entender sua forma e porque seu peso era ajustado para ângulos que somente permitiam golpes que seguiam por caminhos de uma mão experiente. Deveria entender a arma para usa-la, era muito mais que uma relação espada e soldado. O tempo passou e eu treinei, ele passou e eu superei os primeiro desafios, estava acostumada com seu peso, sabia para onde ele ia a cada movimento, sabia como acertar, mesmo que quase acertar.

E finalmente ele ligou-se novamente a mim, mas desta vez minhas carne não foi rasgada nem destroçada, ele apenas me envolvia e me dava uma sensação de respeito e isso era multo-o. Tornava-se uma extensão de mim, não, mais que isso, com o tempo eu podia sentir a cada vez que girava com a lamina no ar, ela cortar, ela mover-se, como se eu fosse parte dessa lamina... Podia sentir a sensação de segurar enquanto era segurada por suas correntes, presa a mim como eu era presa a ele. Podia sentir meu sangue correndo dentro dele como se fossem minhas próprias veias.

Saltar, girar no ar, pular, correr, era bem mais difícil que para os outros, existia treino especial para isso. Conseguir atingir a mesma distancia dos outros filhos de Haquim existia ganhar conhecimento, aprender mais, treinar mais, mais força e desejo. Deveria aprender com ela, aprender e entender que eram partes do mesmo corpo e assim sentir e saltar, desviar ou golpear. O tempo passava e podia sentir cada vez mais que Tristh tornava-se parte do meu corpo, com os movimentos que poderiam ser extranhos para alguém que não usava uma foice e até mesmo para quem usava. Era algo que precisava sentir-se, quando sentia as correntes percorrem seu corpo e alcançarem o limite ao mesmo tempo que inclinava o corpo e aumentava esses limites ou fazia diminuírem, fazendo-a percorrem por seu corpo como seu próprio sangue, usando seu peso para inclinar-se, e aprender como ele fazia parte dela e com o tempo aquilo que lhe era impossível tornar-se cada mais mais fácil era.

Quantas vezes tinha tentado saltar e caido? Quantas vezes tinha ficado no meio do caminho ou presa? Não sabia dizer, saltar era bem mais difícil do que parecia, mas ela treinava muito mais que os outros para alcançar o que queria e com o conhecimento que ganhava a cada erro saltava, queria quebrar a distancia que era seu limite e conseguir o que os outros também podiam. Corri e soltei, pude sem e emoção se encher em mim quando chegava ao outro lado, quando podia ver que os limites estavam sendo quebrados e por pouco tempo tive um fio de esperança de alcançar, mas mesmo tão perto eu cai, mas Tristh prendia-se jogada por mim, suas correntes giravam pelo meu corpo arremedadas as pontas como lanças ou adagas e prendiam-se na parede. Eu escalava com ele preso a minhas costas pelas próprias correntes, assim não precisava segura-lo.

Encarava-me uma figura que estava vendo meu treino, era Abd-Al-Aziz, ele criara Tristh junto de Rukuh a o-Din, dois irmãos, tão parecidos fisicamente, distinguiam-se apenas em sua personalidade. As vezes me confundia quando os via, mas eu deveria aprender, logo aprenderia a distinguir pela personalidade, embora para irmãos além da aparência física a personalidade ainda me doía a cabeça.

Abd-Al-Aziz:- O esforço é bom e será recompensado por sua propria pericia e pela benção de Haquim. Não desista, Tristh pode lhe ajudar a escalar, escapar, defender e prender vosso inimigo, seja espeta, seja como a agua e se adapte, não tente forçar se ao ambiente, você deve deixar-se envolver por ele, deixar-se fluir, deixar-se guiar e não seguir seus caminhos, deve tornar-se obediente e maleavel como a quando quando queremos que ela caminhe e siga.

Eu olhei o Assamita a minha frente, bem mais velho e experiente, tão forte e imponente que eu me sentia por um instante fraca diante dele, fraca até demais.

- Obrigada, honrarei seu conselho.

Ele mantinha a expressão calma enquanto andava, e olhava para a arma em minha mão.

Abd-Al-Aziz: - Você me lembra Rukuh quando tivera a idéia de criar Tristh, caçar bruxas, era isso que ele queria fazer, ainda não consigo esquecer o ódio que tivemos pelos malditos Tremeres nos privando dos ensinamentos de Haquim. Impedindo que cumpríssemos seus desejos e nosso dever. - Ele parava e seus olhos azuis me encaravam - quer aprender mais minha criança? Mais sobre os ensinamentos de Haquim?

E foi assim que aprendi e trilhei a Trilha do Sangue, com quem vive e aprendi e quem me mostrou a chave que me ensinava a unir-me com Tristh.

...

Revy olhava para Tristh, lembrava uma grande cimitarra sendo segurada pela mão de um gigante onde os ossos secaram mas parte dos músculos seguiram a te o a ponta do cabo. Podia sentir a beleza daquela arma e a onipotência. Revy a admirava, admirava a arma ao qual dormia ao lado, ao qual zelava com um carinho especial, para ela ela possuía uma beleza sem igual, única, como a de o anjo negro que sempre quisera ser, que dava a força que fazia parte dela. Uma arma feita para que a força do inimigo não pudesse usar, uma arma que quanto maior a força aplicada no golpe mais ela iria desviar o golpe, uma arma feita para quem possuía a pericia de um assassino e com a beleza mórbida que enchia o peito de Revy de orgulho e que a fazia desejar aprender ainda mais sobre Tristh... Ele possuía um peso absurdo e se igual, mais cinqüenta e menos cem, disso ela tinha certeza, mas quanto não tinha pesado ainda.

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Mensagem por Padre Judas em Seg Out 04, 2010 2:12 pm

IMAGEM DE REVY E TRISTH ->(FOTO)

Dano: Força + 4(letal)

Rukh a o-Din Khurshah criador do meu criador, pai do meu pai, um assamita feiticeiro criara de Tristh. Tristh uma arma de grande pericia e necessario treino para ser usada, além de ser teimosa, uma arma que precisava aceitar o usuário e assim se ligariam. Um dependendo da força do outro, compartilhando o mesmo sangue, compartilhando as oras que treinassem juntos, compartilhando o pensamento e a voz de suas mentes, compartilhando até mesmo a dor e a ferida que sofressem. Esse era o conceito de ser um, era nisso que Rukh a o-Din acreditava, a arma seria parte do guerreiro, como uma extensão de seu braço, algo que deveria mover-se quando o corpo era movido em ressonância e não apenas brandido e chacoalhado de um lado para o outro. Fazendo a arma ficar presa ao usuário, ela não o soltaria a mesmo que ele quisesse, poderia até estrangular um humano ou prender um inimigo. Podia rejeitar e escolher a quem servir, e assim tornava-se uno com ele, compartilhando os movimentos em sintonia se treinassem com afinco. Arma e Guerreiro compartilhando sangue e dor, defendendo um ao outro, sofrendo juntos. Correntes, muito mais do que correntes físicas, eram um elo, eram correntes do destino as quais união-se ao guerreiro que brandava a arma e lutava ao lado dele, para defende-lo e ferir seus inimigos. Mais do que uma mera corrente, é o elo que liga os dois, desgraça é uma arma perder o fio da lamina, mas não existe desgraça mais que um guerreiro cair sobre sua própria arma, por isso e não somente por isso essas correntes existiam. Feito dos conhecimentos antigos das forjas e pelo melhores armeiros, forjada com magia antiga da Alamut, este era Tristh. Rukh a o-Din passará seu presente a sua criança, Kahhryan Mohammed III, e este passava adiante...(Eu sou Revy assamita de 8 ao qual Tristh pertence, Hahhryan meu criador sétima geração, passou a mim, que por fim Rukuh a o-Din lhe passara, sexta geração)

É uma foice, que pode assumir outra forma, uma forma humana, tendo consciência. Ele pode transformar-se em arma em parte ou em todo...

Ex: Um braço virar parte da lamina. Essa habilidade funciona como metamorfose, demora 3 turnos para se transformar, ou pode-se usar 3 pontos de sangue para fazer uma transformação imediata.

Revy Karth - Assamita - Sabá (Nova Ficha da Tama) Tristh

Quando estamos ligados em contato físico, ou bem próximos um do outro podemos escutar os pensamentos um do outro, podemos nos sentir mesmo a distância, embora que não possa dizer exatamente onde, mas sim pelo menos a direção ou o local. Ele se alimenta do meu sangue e assim podemos sentir um ao outro, ligados como em um laço, mas muito mais profundo, caso Revy seja destruída a lamina quebrara e caso Tristh seja quebrado de alguma maneira Revy recebera 1 nível de dano agravado(esse nível somente voltara ao normal quando Tristh se recuperar).

Caso os Pontos de Sangue Tristh cheguem a 1 ele trinca e somente voltara ao normal após se alimentar de 12 pontos de sangue da Assamita. Se ferido na forma humana com um golpe, ele volta no mesmo instante a ficar na forma de uma Foice. Como um vampiro ele usa o sangue também para se recuperar, mas demora o dobro do tempo e é necessário o dobro do sangue. Revy pode passar seu sangue para ele simplesmente derramando em cima ou por um beijo. O sangue de Revy não é venenoso para Trish!!! As correntes que ficam presas no sinto e nas "manoplas" dos braços, vindo desde parte da Foice, seguindo passando por dentro das manoplas em tamanhos e terminado em cantos diferentes ou seguindo adiante ate o sinto. As correntes são fortes e fazem parte de Tristh, faz com que ela possa jogar a lamina e puxar, parar e girar a lamina aplicando mais força no golpe, pelo peso e forma, precisa da perícia para poder usa-lá, por causa da sua formação e distribuição de peso.(Esta na imagem como as correntes ficam ligadas ao arma e ao corpo, mostra que para mover a arma para frente o para o lado devia a distribuição do peso precisa ter uma forma aplicada em cada canto certo na hora certa, tanto para atacar quando para defender, cada perna, movimento de ombro e braço, as correntes correndo dentre as ástes e prendendo para dar força ao golpe, algo que faz com que o corpo assuma posições estranhas quase como a de um contorcionista a cada golpe).

A arma se torna bem pesada caso outra pessoa tente usar, o elo entre eles dois é único, um humano comum não conseguiria nem mesmo embainhar a arma, já outros teriam grandes problemas em usa-lá. dif(+2 para esquivar e +2 para atacar(Tristh não aceita ser usado por outrens, as correntes que prendem ele ao corpo do usuário dificultarão o movimento do usuário em vez de auxiliar e até mesmo pode prende-lo)).

Tristh possui uma habilidade ao qual é conhecida como "Caça as Bruxas", pois enquanto ele tiver usando sangue pode aumentar dificuldade (+1) de usar magia perto dela e testes que afetem a mente ou a vontade.

Ele consegue acumular sangue dentro dele (12), assim pode usar para transformar-se em humano, similar aos vampiros, em vez de usar pontos de sangue para ficar com a coloração corporal de um humano, usa para manter a transformação.

"Habilidade Especial", pode gastar-se até três pontos de sangue da Foice por turno. Até em (+2) para aumentar o dano ou para aumentar a dificuldade dos testes em (+2)[(Cada ponto de sangue usado fica guardado na lamina da Foice o que deixa cada vez mais rubra, esse dano somente é causado quando acerta o alvo, se a Assamita errar, o sangue não é consumido)(Tristh pode também usar seu sangue na forma humana, pois é claro ele é uma arma e não um homem de verdade)].


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Mensagem por Samuel em Qua Out 06, 2010 12:26 am

[Parte 2]

O quarto estava em silêncio.Estava deitada, ainda dormia. Kahanan se aproximava e olhava o ao redor, poderia dizer que estava um lixo, destruído, uma porcaria. Centenas de cinzeiros lotados e maços de cigarros jogados por todo lugar, uma cama toda suja. Ele aproximava-se revirando os olhos e chutava a cama, uma, duas vezes.

Kahanan: - Ei, ei, Revy, ele me disse para acorda - lá de uma vez.

Ele se encostava sobre mim e eu despertava um pouco. Puxava os lençóis sujos e cheios de cinza. Olhava de um lado para o outro e me mexia um pouco, quase desperta. Encolhia-me e dobrava os braços sobre a cabeça. Mexia no cigarro em minha boca, rolando ele entre os lábios.

Revy: - Que Droga.

Levantava-me virada para a janela negra enquanto ele sentava na cama.

Revy: - Trabalho de quem? –Falava chacoalhando os cabelos como alguém que força a cabeça a pensar quando acaba de acordar.

Começava a me virar para ele. Ele já tirava um isqueiro do bolso e acendia um cigarro que estava na minha boca desde a noite passada.

Kahanan: - De alguns amigos.

Revy revirava os olhos e coçava a cabeça, amigos quer dizer Máfia, drogados, Ganges, seja lá o que fosse para conseguir armas e dinheiro para o Sabá... Era isso que queria dizer... Mais uma das amizades de Keiel

...

Estávamos em nossa sala onde Keiel levava algumas vezes seus amiguinhos para encontros. Dinheiro nunca era demais, e é claro eu também adorava embora nunca conseguisse juntar. Era apenas para sustentar um vício maldito. Ir onde quiser e manter esse estilo de vida...Se é que era bem um estilo...

- Estive esperando algum tempo.Vocês nem me oferecem uma ficara de café? Você chama isso de serviço Keiel? –Ele fumava seu cigarro enquanto virava a cabeça para nos.

Eu olhei para seus dois macacos atrás dele. Ai, ai... Cocei a cabeça...

Revy: - Não sabia que estávamos num café... – Falei irônica me aproximando da janela para ver a rua.

Keiel levantava-se e ia em direção a maquina de café. Francamente, porque ele tinha que ser tão...


- Que frieza, Revy... – Falava o traficante. Ele tirava o cigarro da boca – fomos expulsos do nosso território e viemos direto para cá. Não é de natureza humana oferecer pelo menos uma xícara de café?

“não da minha...”

Olhei mais uma vez pelas gretas da janela.

Keiel: - Certamente foi uma tragédia, senhor Smile. Dizem que metade dos seus escritórios se forra!

Smile: - Eles pegaram um pouco pesado.

Keiel: - Foram os russos?

Smile: - Claro que não, sempre fomos amigáveis com a senhorita Veronika.

Revy fazia um gesto de mão como se fosse um oi, movendo a mão para trás. Era como se dissesse que as coisas simplesmente aconteciam por acontecer. Minha expressão era um pouco sonolenta ainda. Ele colocava uma maleta na mesa. E cruzava as pernas.

Smile: - Esse é o nosso motivo.Peguei isso de uns idiotas que trocava informações com a polícia para ganhar dinheiro rápido em nosso território. Eles estavam vendendo informação como se fossem camarões fritos em uma vendinha. E ele confundiu minhas advertências com piadas malucas e finalmente entendeu e fez um trato quando eu estava prestes a esmagar suas bolas feito nozes.


Eu começava a rir.

Smile: - Francamente, que imbecil. Mas voltando ao assunto, ele realmente tinha um trabalho interessante.Trabalhando para a inteligência. Nossa querida cidade também é confortável para esse tipo de pessoa. Normalmente, para nos um cara desse é bem útil, mas dessa vez essa brincadeira com fogo vai custar caro. – ele apontava para mala – e ele nos ofereceu isso em troca de suas bolas, Keiel. Papéis. O que nos leva a casa de um divertido e pequeno grupo. – Pegava novamente mais um cigarro – o verdadeiro trabalho do cara das bolas era com eles. Ai, ai, fracamente Keiel, o mundo é cheio de pessoas que querem com que o Smile desapareça. Não podemos permitir isso, não é? – Ele coçava o queixo um pouco preocupado. – eles me disseram para sair daqui antes que meu traseiro ficasse queimado. Da pra acreditar?

Keiel entregava o café ao Smile... Revirei os olhos e fui em direção a janela novamente.

Smile: - Então eu respondia que iria para outro lugar. E graças a isso meus “escritórios” explodiram por toda a cidade. E, como previsto, meu traseiro quase ficou queimado antes de eu chegar aqui. Eles realmente não estavam brincando. Então, Keiel esse é o trato. Quero que entregue um presente para eles – um dos homens que segurava um fuzil vinha e colocava mais uma maleta na mesa, – digamos que é um presente para uma festa,com diferentes destinos. A ganância às vezes sai caro!

Novamente eu olhava para a janela. Desconfiada por natureza.

Smile: - Aqui esta o pagamento de vocês, ouvi dizer que precisavam de armas para negócios? Não?

Keiel olhava o que ofereciam...

Keiel: - Isso é muito pouco,Smile...

Smile: - Como sempre é muito pouco, mas vamos dar um desconto dessa vez, não é? Posso ser bem mais generoso na próxima vez que nos vermos, Keiel. A explosão dos meus escritórios foi uma corrente que não podemos parar. Então o nosso plano começa!

Ele tinha a mão em seu queixo enquanto pensava. Eu mantinha meus olhos na rua e podia ver uma movimentação,carros paravam em frente ao local do ponto de encontro.

Smile: - Quero que eles terminem sua caminhada, seu chefe tem meus agradecimentos, diga isso a ele. O que me diz, Keiel? Veronika também veio até mim por que uma de suas casas explodiu.Conto com você, Keiel.

Keiel: - Sei que você trouxe o pagamento até aqui, mas ainda estamos calculando as despesas entende?

Smile: - Eu sei...

Pude ver, ainda estava de olho na rua... Quando...

Revy: - R.. – Gritava.

Meu corpo girava e eu saltava para longe enquanto gritava e por intuição os outros faziam o mesmo.

Revy: PG...

Todos se jogavam no chão para longe da janela e uma explosão atirava alguns corpos para longe. Estávamos todos bem. Por sorte?!

Smile: - Eles são bem rápidos hein?! Já estão aqui.

Alguns se acotovelavam, podíamos ouvir as escadas infestadas de ratos. Eles corriam para cima. Meu olhar se enchia de raiva, lá se ia mais uma roupa nova que eu tinha comprado.Desgraçados.


Smile: - Keiel, depois que sairmos daqui, deixarei o resto com vocês e meus rapazes. Vamos, acho que faz um tempo que não me divirto um pouco. – Ele tirava da jaqueta uma pistola. –Onde é a saída?

Revy: - Vou à sua frente, Sr.Smile.

Ele ascendia um cigarro.

Smile: - Obrigado, Revy.

Saiamos em passos lentos, naquele momento Keiel virava-se e ia em direção oposta a minha. Kahanan descia as escadas junto do traficante e seus capangas. Eu seguia em passos lentos enquanto ascendia meu cigarro. Smile atirava como um pistoleiro, quase que um Cowboy fazendo com que os idiotas rolassem mortos, escada a baixo. Parava e tirava Trish das correntes a minhas costas. Ia devagar, arrastando a lamina dele no chão com um sorriso doentio no rosto. Sangue, banhos de sangue, era tudo que importava.

Ainda pude ouvir quando os primeiros tiros começavam quase ao mesmo tempo em que minha foice balançava e era enfiada no pescoço do primeiro idiota que via. Continuava, seguindo devagar, Revy parecia curtir cada segundo daquela matança. Colocava os fones de ouvido, as balas eram a trilha sonora que precisava para completar sua musica,era como um ritmo que lhe guiava. Quanto mais avançava mais marcas de sangue ficavam aos seus pés. Cada vez mais pegadas ficavam por onde ela passava. Uma verdadeira trilha de sangue que espirava nas paredes manchando-as.

Revy: - Sou apenas seu anjo de chamas. Não corram garotos, vocês não vieram para brincar?

Revy continuava. Não parava. Eles também não. Atiravam como cães amedrontados. Amadores malditos. Era so colocar uma arma na mão de um idiota que qualquer um se sentia um soldado. Queria matá-los.

Revy: - É tudo culpa de vocês!Seus cães! – Revy sorria enquanto um deles era partido ao meio. – É tudo culpa de vocês! Ninguém vive pra sempre garotos! Voltem aqui!

Revy manchava mais ainda o chão de sangue. Alguns corriam diante do monstro que não parava mesmo que as balas lhe atingissem, parecia um demônio que corria para o fogo e lhes partia ao meio balançando uma foice que vinha levar suas almas ao inferno. Não parava,descarregavam cartuchos e as balas não pareciam acertar. Incompetentes. Eles corriam e um verme que caia ficava para trás.

Revy: - Vocês vão queimar no inferno, com todos aqueles porcos de lá. Fique de joelhos. – O empurrava com a mão em direção ao chão – Você tem uma boa cabeça sobre seus ombros... – Um sorriso largo enchia o rosto dela enquanto seus olhos pareciam estar sob uma sombra negra – Mostrarei sua miséria.

Aproximava-se do homem que estava quase chorando. Passava a arma na cabeça do homem lentamente, vendo-o soar em bicas, um fio de sangue descia. Seu rosto era meio trêmulo e parecia que ia chorar ou implorar pela vida a qualquer segundo, mas já era tarde demais para ele. Revy mantinha seus olhos inexpressivos. Ascendia o cigarro.


Revy: - Você fez confusão. Pelo amor de Cristo, esse mundo podre. – Falava irônica enquanto a lamina girava. - Merda azarenta vá com minha visão. – Ela gritava.

Podia-se ouvir um grito e mais gritos à medida que Revy derrubava as portas e tiros eram trocados. Gritos de homens que abandonavam a luta e somente queriam fugir. Realmente parecia que Keiel e Kahanan estavam se divertindo também, mas não tão cruel quanto ela. Era desespero para aqueles que ainda ficavam e tentavam acertá-la em vão. Patéticos,parecia mal sabiam segurar uma arma. Os tiros paravam... Revy se encostava e se sentava sobre um homem morto. Pegava os cigarros no bolso dele.

Revy: - Acho que você não vai se importar?!

“Revy... Alguém se movia”... Olhava... Ouvia o pequeno som e sua cabeça girava na direção.

- Espere, por favor! Espere. –Implorava.

- Nos somos empregados contratados de fora. Então, por favor.

Revy ficava em pé e acertava o cabo da foice na cara do homem fazendo-o cair. Ele sangrava. Os outros dois se afastavam com medo.

Revy: - Então? Então o que? Não me importa se são residentes ou não. – Olhava para os que se afastavam – Se for por seus companheiros, vá até o inferno! – Seus olhos enchiam-se de fúria.

Homens que trabalhavam no “bar”.Ela girava a lamina e acertava os dois fazendo-os sangrar. O primeiro caia e seus olhos ficavam fixados nela um segundo antes de se tornarem opacos. O segundo ainda parecia andar, mas não chegaria nem mesmo a escada. Ela sentava-se novamente no chão e apenas ouvia o “bác” surdo do corpo dele caindo estático. O homem que tivera a foice acertada na face ficava quieto e encolhido, tinha medo.

Revy: - Se vocês estão seguros não tem problema, certo? – olhava homem ao seu lado, pegava uma pistola no chão e colocava na cabeça dele – Bum, bum, bum. – Era sádica, sua voz era calma e os olhos frios. Era inexpressiva.

Ele tremia ainda mais. Kahanan se aproximava e chutava a arma da mão dela. Ele parecia, digamos, irritado.

Kahanan: - Revy. Que diabos esta fazendo?

Levantava ela a força e jogava contra a parede. Revy revirava os olhos e ficava parada. Ele pegava-a pelos ombros e colocava de pé. Meus olhos eram de quem tinha tédio, isso claramente estava estampado em minha face. Tédio.

Revy: - O quê? Droga, eu so estava começando, Ka. – Falava ela chamando-o como fazia quando estavam juntos.– Dar banhos de sangue é o que fazemos.

Ele se aproximava do meu rosto,serio. E falava como alguém quedava uma lição.

Kahanan: - Um assassino é um profissional. Alguém que mata conforme o seu humor é apenas um amador. – Falava serio. – Para de enlouquecer, droga. Se você ferrar com tudo, eu morro também. Então, Revy. Se você não pode agüentar com isso, vá na merda de uma igreja e mate todos os idiotas.

Meu olhar se fechava e minha expressão também, me aproximava ainda mais do rosto dele. Estava com raiva.Odiava quando ele falava aquelas merdas. Às vezes tinha vontade de socar ele.

Revy: - Vai me dar sermão também?Não me faça rir, Ka. – Minha mão deslizava para a pistola.

Kahanan, aproximava sua mão de sua pistola também. O clima entre nós ficava mais tenso. Seu olhar realmente me irritava.

Kahanan: - É claro. Eu...

Revy não o deixava terminar a frase, apenas soltava um “hah”, debochando dele e destravava a arma em frente ao seu rosto, olhando ficho em seus olhos. Apontávamos a pistola um para o outro... Nossas mãos giravam e abríamos fogo. Cada um dava três tiros. Dois idiotas caiam no chão. Humanos fracos, e pensar que ainda tinham soldados vivos naquela merda. Novamente eu me virava para ele empurrando devagar abrindo espaço e me afastando.

Revy: - Achei que você fosse me matar. – Falava com uma expressão irritada no rosto.

Kahanan: - Eu também, parceira.

Revy coçava a cabeça. E ascendia mais um cigarro.

Revy: - Confie mais em mim seu idiota. Francamente.

Kahanan: - Você não agüenta nem uma brincadeira, Revy.

Revy: - O que você quer? Eles me fazem querer agredi-los, não importa quem seja. Não da Ka. Simplesmente não dá.Sempre foi o inferno, desde dia em que nasci. Posso sentir na merda do meu sangue. – Colocava a mão no cabelo e jogava para trás com uma expressão mais relaxada. – Apenas faço o que acredito com dedicação.

Kahanan olhava para o homem caído no chão estático diante dos dois.

Kahanan: - Ok, cavalheiro.Estamos indo embora e você se manda.

Ele respirava fundo e levantava devagar, apoiando-se na parede.

- Estou salvo. – falava entre um misto de alivio e medo.

Revy se irritava por ele dizer isso e apenas avançava contra ele jogando e fazendo a cabeça bater contra a parede, para ela não existia salvação. Colocava a arma na cabeça dele.

Revy: - Porque esta relaxando,idiota? Seu merda. – Olhava com desprezo.

- Esta brincando? Ne?

Revy: - Cale-se.

Kahanan: - Revy, isso é tudo... –Falava como se pedisse para que eu parasse.

Revy: - Ka. Isso é um porre.Atire nos joelhos dele. Ele vai começar a cantar como um pássaro.

Kahanan: - Não é necessário,Revy. Esse sangue na cara dele é mais do que o suficiente.

Revy: - Ka. – Revirei os olhos. Aproximei-me dele, algo chamava minha atenção. Algo no bolso da camisa. Peguei. Kahanan também olhava.

Algo tinha chamado a atenção dele também.

Kahanan: - Quem é você cretino?–Pegava o homem pela camisa.

Revy empurrava Kahanan de lado e puxava o homem pelo palito.

Revy: - Ka. Cala a boca idiota. –Revy olhava com raiva para Kahanan - Quem faz as perguntas aqui sou eu. – Revy voltava seus olhos para o homem a sua frente – Quem é você cretino?

Kahanan revirava os olhos. – Não temos tempo pra isso Revy.

Revy: - Então, você vai vir com agente. – Revy empurrava o homem - Andando.

Kahanan: - Ai, ai, um dia gostaria de ter um trabalho que não colocasse minha vida em risco.

Revy: - Não relaxe, Ka. A melhor parte ainda esta por vir.

Kahanan: - Que pé no saco...

...

Um caro estava parado na nos fundos do lugar. Ele acelerava e vinha até nos. Eu tirava minha arma e levantava, Kahanan tirava sua cimitarra da bainha. Parava bem a nossa frente. Kahanan se aproximava apontando sua pistola para o vidro e batia duas vezes com a ponta da arma. O vidro automático descia.

- Os fiz esperar?

Revy: - Porque eu deveria responder isso? – Colocava as mãos na cintura.

- Calma.

Revy: - Parece que você trouxe uns cães com você... – Falava irônica chutando aporta do caro.

- O que têm eles?

Alguém lá atrás parecia se irritar por ter o carro chutado.

Revy: - Não é hora para piadas.Se você ficar de sacanagem, te dou um tiro na cara. – Falava com um olhar irritado no rosto apontando a arma.

- Ei, ei calma, não se esquente.Foi so uma piada para quebrar o gelo. Seu senso de humor é péssimo.

Revy ri um pouco. Estendi a mão para ele como um cumprimento. Davam-se as mãos.

Revy: - Você também acha?Exatamente imbecil. O que? Ria. É agora que você ri. – Colocava a arma na cabeça dele.

O clima tornava-se um pouco tenso e o homem que trazíamos conosco fica trás de Kahanan.

- Acho que peguei pesado. Lidando desse jeito com uma pirralha, patético.

Sorria para o homem a minha frente como um demônio enquanto ele apertava minha mão com força tentando esmagar meus dedos.

Revy: - Seu idiota você ferra com tudo! – Soltava a mão dele de uma vez e se afastava. Chutava uma pedra para longe.

As portas do carro abrem e saem um homem e uma mulher.

Mulher: - Acho que um tiroteio vai começar.

Homem: - Não quero... – Ele balançava a cabeça.

Mulher: - Ei! Você relaxa demais no trabalho.

Revy: - É você seu idiota? –Falava ela virando-se para o homem.

Homem: - E por acaso eu pareço à merda de um advogado?

Mulher: - Está atrasada sua vaca!

Revy: - Os planos mudaram um pouco. E esse idiota vem junto.

Mulher: - Patético.

A mulher puxava uma grande adaga.O homem empurrava a porta do carro.

Homem: - Não arranhem o carro, ok? Se for fazer isso fiquem longe do carro.

A adaga parava perto da minha garganta. Nem um nervo se movia.

Mulher: - Será que para você não é grande coisa ter a cabeça separada do pescoço?

Revy empurrava a adaga com força,mas ficava parada no mesmo lugar.

Revy: - Não quero ter que carregar um lixo com um babaca no volante.

- Dane-se. – Falava o cara que estava ao volante. – Sou um dos melhores no volante, sua vaca!

Revy: - Já estou enjoada de estar presa a idiotas. – Revy virava-se para o homem que tinha capturado. – Ouça,maldito fique quieto e entre dentro daquele carro. Se você fugir vou caçá-lo e matá-lo.E próxima vez, eu dirijo.

Mulher: - Vejam só. Ela diz coisas boas. Concordo completamente.

Uma rajada de risadas estourava. Mulher(Mya),Homem(Roker), Keiel ao volante saia e se aproximava de mim.

Keiel: - Francamente Revy, você nunca muda, hahahahhaa! Vamos garotos e garotas, entrem no carro.

Mya: - Estava com saudades da sua peculiar personalidade!

Roker mantinha-se discreto mais fazia um sinal positivo com o dedo.

Revy entrava abria as pernas e colocava os pés em cima de cada uma das poltronas e encolhia-se para frente ficando curvada. Alguém parecia pigarrear com a ação dela, mas se continha. Colocava um cigarro na boca. Kahanan estava sentado ao seu lado, cutucava Mya a
frente que estava com um isqueiro na mão. E ela ascendia o cigarro para Kahanan. Revy virava-se devagar para olhar Kahanan.

Revy: - Ka. Me passa o fogo.

Kahanan: - Fogo? Mya tem um isqueiro bem ai. – Falava indicando com o cigarro na mão.

Revy: - Do que esta falando? – Eu apontava para ele com o indicador e o chamava com o dedo. – Você tem um.

Ele colava dois dedos no cigarro e puxava o ar aumentando a força da brasa. Vinha com seu rosto em minha direção. Minha expressão estava cansada, olhos baixos com o rosto monótono.

Revy: - Que dia de merda.

Kahanan: - Não brinca.

Juntávamos os cigarros,aproximando-nos devagar um do rosto do outro. Roker cutucava devagar Mya. Ela com a mão na boca segurava um risinho. Meu rosto vinha e eu o olhava de baixo,Ka era um pouco mais alto que eu. Os dois cigarros se encostavam e eu ficava olhando o rosto dele, meu olhar era um pouco cansado e baixo, fichava os olhos no rosto dele e ficávamos ali parados alguns segundos olhando a face um do outro enquanto os dois cigarros encostados queimavam devagar, Ka mantinha os olhos em mim com uma expressão cálida. Francamente, aquele idiota, irritante.

Revy: - Estou tão cansada. –Falava pelo canto da boca ainda com os cigarros encostados - Cansada. Quero chegar em casa e deitar. – falava com a voz mansa e entediada.

Kahanan: - Claro. – falava ele como alguém que ouvia uma confissão, falava baixo.

Mya tossia um pouco e erguia a sobrancelha para Keiel. Roker dava uma cotovelada no braço de Kahanan. Algum engraçadinho colocava uma musica romântica para tocar. Isso me fez chutar varias vezes o banco do motorista, malditos filhos da mãe. Enquanto eu tinha mais um dos vários acessos de teimosia e raiva todos riam no carro que ia de lado a lado da estrada. Kahanan tentava me segurar enquanto eu chutava os bancos e tentava agarrar Keiel pelo pescoço. Desgraçado, foi ele que colocou a musica, tinha certeza.

Revy se debatia.

Revy: - Ahhhh – gruinha - Estou cansada, cansada, cansada! – Parava um segundo de se debater e olhava para kahanan, movia o pescoço de um lado para o outro estralando os músculos. E olhava para ele – Porque eu continuo presa a um idiota como você? Me deixa descer eu voltarei sozinha.

Kahanan: - Isso não vai acontecer Revy.

Revy: - Droga, Ka. Não se intrometa.

Keiel: - Que bom que vocês estão se dando melhor, parece que depois que foram obrigados atrapalharem juntos melhorou – ele falava destacadamente e soletrando – um pou-co. – provavelmente tinha outros significados nas palavras daquele idiota.

Chutei o banco da frente e cruzei os braços. Realmente eles riam...

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