Et innocentiae labem - Oculto

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Mensagem por Gam em Sex Jan 11, 2019 7:00 pm

Kurusha sai por detrás das arvores olhando sem entender nada, de qualquer forma alguém estava lhe oferecendo uma joia de mandrágora!

Ele posiciona-se austero:
- Quem é você criatura?

- Eu-eu-eu posso devorá-lo em um piscar de olhos! Deixe a joia ai mesmo e fuja antes que eu me enfureça!



Ele não o reconhece. Para Damaru, isso pode significar duas coisas: Seus planos a partir de agora se sairão muito bem ou mal demais.
Talvez as coisas dêem tão errado que Kurusha sequer tenha a chance de quebrar a ampulheta para retornar. Ou pior, talvez ele o traia no fim.

Bom, pensar nessas coisas agora não ajudará em nada. Só servirão para piorar essa incômoda dor nas têmporas.

- Ora, eu não conhecia esse seu lado. - Ele diz, sem acreditar em uma palavra do que lhe soa como um blefe assustado. - Eu não vou largar a joia. Ela pertence a você por todo o direito sagrado da roda do ka, e é a você que entregarei.

- Em outro tempo que já não existe mais, nós somos aliados. Venha, eu lhe conto tudo.


Kurusha continua não crendo:

- Quem o enviou? Eu não irei retornar àquele lugar nem que eu tenha que me esconder na tempestade, voltarei em Estígia e provarei meu valor!

- Se quer me dar a joia então jogue-a para mim!

- Mas você não fará isso, não é mesmo? Por que tem uma armadilha me aguardando. Não sou idiota!



- Muito bem, então. - Ele lança a joia em um folgado arco. Enquanto ela está no ar, ele já começa a enumerar o que sua memória lhe permite. - Você já não se lembra há quanto tempo está aqui. Até agora, você possuía duas joias. Eu lhe dei a terceira e ainda faltará uma para que passe pelo guardião.

- Há uma estalagem antes da passagem. Você gosta de lá, considera dona Flor sua amiga íntima.

Ele dá alguns momentos para que Kurusha associe as coisas, mas não o suficiente para que racionalize de algum modo desconfiado.

- Vamos, eu já lhe dei algo de valor hoje. Permita-me o benefício da dúvida. Eu posso lhe dizer exatamente o que vai acontecer na estalagem hoje, mas temos de partir agora se não quisermos perder nossa janela de oportunidade.


Dados:1, 8, 3, 9, 1, 4, 7, 3, 1, 10

DAMARU rolou 10 dado(s) com dificuldade 6 para ganhar confiança e obteve 1 sucesso

Kurusha deixa joia cair, ele a observa! Então vagarosamente sem tirar os olhos de Damaru ele se agacha e pega ajoia.

- Quem é você? Como sabe tanto sobre mim?



- Me chamo Damaru e nós já nos encontramos aqui. Mas eu era ingênuo e despreparado. Você me salvou dessa mandrágora. E é por isso que esta joia lhe pertence. Caso eu ficasse com ela, estaria furtando teu destino.

- Acontecimentos interessantes me fizeram retornar ao passado. E, como disse, temos de partir agora se não quisermos perdê-los


- Do que você esta falando criatura? Nunca o vi!


- Não, não mais.

- Agora que já concordamos em algo, podemos ir? Há um longo caminho pela frente. Eu te conto tudo na trilha.


- É melhor me contar agora, eu sou muito perigoso se você me conhece!

- Não iremos a lugar nenhum se não disser como sabe tanto sobre mim e quem é você!



Damaru viveu tempo suficiente para entender o que está acontecendo agora. Existem pessoas - muitas, aliás - que não funcionam baseando-se em lógica ou mesmo benefício da dúvida. Elas acreditam no que querem acreditar e não acreditam no que é desconfortável acreditar. É simples assim.

Kurusha está com medo. Esta palestra já está dando voltas atrás do próprio rabo e Damaru não tem tempo para isso. A cada segundo que passa, o coletor e seu cachorro estão um passo mais perto da estalagem.

Talvez seja por isso que Kurusha não voltou, afinal. Talvez ele jamais tenha conseguido convencê-lo a ser seu aliado de novo. Mas Damaru tentará mais uma vez. Ele tentará uma técnica de persuasão que prefere evitar, mas reconhece sua praticidade.

A técnica da força bruta.

Ele respira fundo e apoia a lanterna no chão. É melhor que ela espere aqui por enquanto.

- Deixe-me tentar colocar de outra maneira.

E uma névoa densa repentinamente toma conta da floresta.


Kurusha percebe a névoa, isso o assusta amais ainda e ele começa a correr!


Um Damaru materializa-se na frente do homem assustado.

- Você não disse que era perigoso? - Sua voz agora é grave e ameaçadora. - Que ia me devorar vivo em sua temível fúria?


-Por favor, por favor não me devore!

Ele ajoelha-se em suplica.



Damaru desistiria deste aliado deplorável agora mesmo, se não soubesse que por trás de sua covardia se esconde um arqueiro ímpar.

- Percebe meu argumento? - Ele diz, seu timbre retumbante. - Se eu quisesse matá-lo, Kurusha, já o teria feito há muito tempo. Agora levante-se, você está se humilhando.

- Já lhe disse, temos um longo caminho pela frente e nosso tempo é precioso. - Ele sorri com a dualidade desta afirmação. - Os fatos provarão minha sinceridade por si só.


Humilhado e sem saida ele levanta-se, estava envergonhado!

Da primeira vez ele estava empoderado, havia salvo um ser indefeso das garras de uma mandrágora, a nova situação mostrou quem ele era realmente: Apenas um fugitivo covarde em busca de provar seu valor.

-Você quer que eu te leve para a estalagem?



Sim, um covarde. Mas Damaru está escondido nas sombras enquanto engana o homem que salvou sua vida com ilusões baratas, não é mesmo? Ele não se vê em posição de julgá-lo tanto assim.

No mais, aquela flecha certeira no coração da mandrágora há vários metros de distância não pode ter sido um golpe de sorte. Kurusha é um diamante bruto, mas ainda há de ser lapidado. (Natureza Guru)

- Caminhemos juntos. Ainda tenho coisas a lhe contar, amigo. - Ele finalmente volta ao tom brando e aprazível do bom velhinho.


-Bem, vamos então, fica naquela direção!

Ele segue, tentando sair daquela situação.



Damaru o acompanha. Ele casualmente direciona o caminhar na direção da lanterna, antes que rumem à estalagem. No caminho, ele conta a história sem pressa:

- Desculpe tê-lo assustado, mas não vi outra maneira de acelerarmos as coisas. A minha história é real, mas por hora eu só posso lhe dar minha palavra, Kurusha. Mas deixe-me contar-lhe o que acontecerá hoje, e então verá que falo a verdade quando digo que vim do futuro. - Ele diz. - Hoje, quando estivermos na estalagem, um coletor aparecerá com seu cão satânico. Ele passará buscando a marca ou o imposto de cada um, e um homem em especial tentará escapar. Ele deixará cair uma série de objetos interessantes. Um deles, em especial, é a ampulheta que me fez retornar a um ponto no passado. Desta vez eu estarei atento para pegá-la, contudo.

Damaru deixa Kurusha absorver a história.

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Mensagem por Papa Paradise em Sex Jan 11, 2019 10:40 pm



Miles Keystone          Joseph Zedwards
PS 12/13; FV 7/7       PS 6/13; FV 7/7

dados:
Dados:3, 2, 10, 1, 9, 9
ZED rolou 6 dado(s) com dificuldade 6 ( raciocimnio + prontidão) para resistido contra a captura de olhar de miles e obteve 2 sucesso(s)
Dados:4, 5, 9, 6, 10, 8, 7, 7, 3
MILES rolou 9 (manipulação + intimidação) dado(s) com dificuldade 6 para resistido contra a captura do olhar de zed e obteve 7 sucesso(s)
Dados:8, 1, 8, 4, 1, 7
MILES rolou 6 dado(s) com dificuldade 7 para hipinotizar zed e obteve 1 sucesso(s)



O circo estava armado. Zed teria o favor dos atropeladores e garantiria sua carona para Nuiqsut, para ele e para Kut também! Seria perfeito se não houvesse um cainita na boleia daquela caminhonete.

O motorista, apesar de ser um homem rústico apressa-se em prestar socorro, mas acaba confuso quando a garota aprece e o atropelado levanta-se como se nada tivesse acontecido.

“– Você é cego ou algo do tipo? Eu fiquei te acenando de longe.... Mas já que você parou, nos de uma carona, tem lobos por aqui e você me deve uma depois de me atropelar.”

Miles que não perde tempo e prepara-se armando-se toma a frente quando consegue uma lanterna e a atenção de todos, já que os faróis acabaram voltados para outra direção após a colisão.

“- Calma aí parceiro. Sei que o Teddy aqui cometeu um erro. - Mas não sabemos quem é você, nem o que faz aqui. Quero ver pelo menos se você não tem nada escondido aí.

Pergunta Miles se aproximando e zed responde:

“– Tem espaço na frente ou eu vou atrás? Eu vou até em cima se quiser meu irmão. Só vâmo logo, eu falei, tem lobos por aqui, e eles não parecem felizes..Só leva criança na cabine, essa desastrada vai cair fácil.”

Zed tentata ir em direção do caminhão quando Miles baixa a lanterna capturando o olhar do vampiro e impondo, mesmo que de forma simples sua vontade sobre a mente do membro:

- Então, me diga se está sozinho com a criança... Desculpe o ocorrido, mas terei de ver se você não tá escondendo nada. A criança também.

Zed fica um pouco confuso e nem se da conta de que responde de imediato a pergunta:

- Estamos sozinhos eu e acriança, não há nada a esconder...

O motorista grita enquanto manobra o carro:

Está tudo bem aí? - Porém, antes mesmo que eles respondam os pneus do carro cantam, o motorista acelera e passa por eles em alta velocidade.

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Mensagem por Zed em Sex Jan 11, 2019 11:06 pm

Enquanto gastava meu tempo discutindo com o motorista, seu acompanhante vinha me interrogar. – Cometeu um erro? Ele me atropelou! O que foi? Vai defender o namorado? – Não sabia o motivo pelo qual o estranho estava se intrometendo na conversa. Mas ele conseguia extrair algumas informações após uma troca de olhares. Talvez tivesse mais tempo para analisar a situação, mas rapidamente as coisas começavam a mudar quando o motorista acelerava o veículo abruptamente. – Que porra ele tá fazendo!? – Demorei alguns segundos para entender.

- FILHO DA PUTA! – Não podia deixar barato, em meio aos gritos, já disparava correndo atrás do veículo, antes mesmo de esperar o sangue fazer efeito. (-1PdS/Rapidez 3) Não deixaria o único veículo funcional simplesmente me abandonar. Não tinha tempo para lidar com o estranho deformado, ou de prestar auxílio a criança. – CUIDA DA GAROTA! – Berrava já a uma certa distância do estranho, confiando que ele fosse cuidar de Kut por hora.

Não sabia dizer se era capaz de alcançar o veículo, talvez sim, talvez não. Mas tinha de tentar. Uma vez que diminuísse a distância o bastante, tentaria um salto para me agarrar aos fundos da máquina. Assim poderia ir agarrado, tentando me aproximar da cabine e de seu condutor.

Tentaria entrar pela janela do carona, ao mesmo tempo que tentaria chutar o motorista pra fora do carro e assumir seu lugar no volante e então iniciando o processo de frenagem.
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Mensagem por Fox em Sex Jan 11, 2019 11:28 pm

Seu controle sobrenatural surte efeito. O sujeito responde de imediato, revelando que realmente estava sozinho com a garota, o que evitaria mais problemas. Porém, antes que qualquer interação posterior aconteça, o motorista dá uma de esperto e acelera o veículo sozinho. Miles se surpreende, percebendo a traição. O motivo não importava. Só a tentativa de frustrar os planos do Cainita já era suficiente para enfurecê-lo. Ao escutar o som das rodas do veículo, ele se vira, sacando a arma.

- Filho da puta!

Miles não iria tentar se esquivar. A distância entre eles não era tão grande para o caminhão pegar tanta velocidade. O Guardião apenas confiava na sua resistência e utilizava seu sangue para melhorar suas capacidades físicas (1 Ponto de Sangue - Vigor), caso o choque fosse inevitável. Utilizando todo seu foco, ele dispara contra o motorista, descarregando todo o pente onde quer que ele consiga acertar. Com sorte, o caminhão bateria em uma árvore, seja pela morte do motorista ou pela perda do controle pela distração, e ainda poderia ser usado em seguida. Claro que depois ele teria que se preocupar com mais duas testemunhas, mas uma coisa de cada vez.

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Mensagem por Papa Paradise em Dom Jan 13, 2019 10:39 pm




Miles Keystone Joseph Zedwards
PS 11/13; FV 7/7 PS 5/13; FV 7/7

dados:
Dados:10, 1, 8, 1, 1
ZED rolou 5 dado(s) com dificuldade 6 para agarrar-se ao caminhão em movimento e obteve 0 sucesso(s)
Dados:6, 4, 1, 6, 1
ZED rolou 5 dado(s) com dificuldade 7 para agarrar-se ao caminhão em movimento e obteve falha crítica
Dados:7, 10, 5, 6, 3, 3, 2, 5
MILES rolou 8 dado(s) com dificuldade 6 para atirar e obteve 3 sucesso(s)
Dados:4, 2, 5, 6
MILES rolou 4 dado(s) com dificuldade 6 para dano letal em zed e obteve 1 sucesso(s)
mDados:9, 9, 10
ZED rolou 3 dado(s) com dificuldade 6 para absorver dano letal e obteve 3 sucesso(s)

“- FILHO DA PUTA!”
Essa é a reação de todos naquele momento! Provavelmente Teddy estava pensando o mesmo, “filhos da puta, fiquem aí, seus estranhos”!

Teddy era um bom motorista e estava com um veiculo de motor potente. Enquanto eles conversavam ele toma uma pouca distância manobrando e pisa no acelerador desviando de todos eles em uma manobra que faz o veiculo levantar levemente os pneus.

Zed não pensa duas vezes ativando sua velocidade e seguindo veiculo enquanto este tentava ganhar velocidade. Ele se aproxima e salta, consegue agarrar-se, mas suas mãos escorregam e ele cai no chão rolando. Isso não foi o suficiente para parar Zaza. Ele levanta-se rapidamente e corre mais o mais veloz que podia e salta...

Enquanto isso Miles inicia uma saraivada de tiros contra o veículo tentando acertar o motorista. Ele era um bom atirador e acerta vários tiros um deles inclusive na cabeça de Zed que estava em pleno ar.
Por fim Miles percebe que o veiculo era blindado, diferentemente da cabeça de Zed que ao levar o tiro desequilibra-se completamente em uma queda desastrosa enquanto o veículo toma distância...

Zed cai no chão rolando inúmeras vezes, sendo um humano normal estaria completamente destruído. Porem o vampiro havia conseguido absorver todo o dano, tanto o causado pelo tiro sem sua cabeça com pela queda que foi apenas contusão. Mas ate ele levantar-se e localizar-se o veículo já estava distante para mais uma tentativa.

-Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! - todos ouviram os uivos!

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Mensagem por Zed em Seg Jan 14, 2019 12:06 am

Uma coisa ficava clara, eu era rápido o bastante para alcançar o veículo. Mas faltava habilidade ou sorte para conseguir me fixar apropriadamente a lataria. A primeira tentativa era um fracasso qualquer, podia até ser interpretado como um sinal. Mas era teimoso o bastante para ignorar e tentar novamente. Desta vez falhando com maior impacto. Além de errar o salto, me enfiava na trajetória de uma bala que atingia as costas da cabeça. Tropeçando, caia rolando desajeitadamente.

Levantava pela segunda vez, desenterrando a cabeça da neve e cuspindo gelo. – Retardado do caralho... – Reclamava a respeito do atirador deformado. – ”De que lado ele está? ” – As pessoas naquele dia pareciam estar aparecendo de forma mais randômica do que o normal. E as circunstâncias agora me faziam questionar se ele realmente queria matar o condutor ou se aquele tiro havia sido premeditado.

- Bom trabalho seu imbecil. Se não tivesse acertado minha cabeça eu tinha conseguido naquele segundo pulo. – Era apenas uma teoria, não tínhamos como voltar no tempo e testar esse segundo cenário diferente. – E afinal, por que você tem uma arma? – Perguntava despreocupadamente enquanto voltava a me aproximar do grupo.

Não que me importasse em ter que matar aquele estranho ali mesmo. Mas não via como isso seria benéfico no momento, com exceção de encher meu tanque de combustível. Um pistoleiro hábil poderia ser mais útil do que um pouco a mais ou a menos de sangue. Mas apenas no cenário onde ele fosse colaborativo. Depois de ser atingido na cabeça, minha confiança para com ele já estava abalada.

Caso durante minha aproximação fosse capaz de notar a intensão agressiva dele. Evitaria ficar em seu caminho. – Ei, tá maluco? Por que você está me atacando? Estamos no mesmo time seu retardado. Todos contra Teddy. – Qualquer que fosse o ataque, procuraria ficar fora da mira. Fosse procurando cobertura nas arvores para evitar disparos, ou apenas dar passos para trás, tentando ficar longe de um combate a curta distância. Ao mesmo tempo que usando de comentários aleatórios para parar com aquela Zona. – Para com esse porra, foca no objetivo rapaz. Vamos embora daqui antes que mais merda apareça.

Já em uma situação que não fosse capaz de notar sua reação. Provavelmente seria pego desprevenido, mas tão logo que notasse o agarrão, já iniciaria a me debater com força bruta, tentando me soltar. – Me solta maluco! Tira essa porra da minha cara, ta querendo me acertar!? – Um tiro a distância era suave demais para causar estranho, mas encostar a arma contra minha cabeça podia ajudar a causar algum dano. Ainda que não devesse ser fatal. – Pode não parecer, mas essa porra dói! Não mata, mas dói! Então para! – Considerando que ele fosse fazer a pergunta sobre o tipo de criatura que era: - O que você acha idiota!? Eu sou imortal!... Ou alguma coisa parecida, agora tira essa porra de perto de mim! – Não estava realmente assustado com a cena, mas as falas saiam apressada e em um tom mais agudo que o normal, talvez deixando mais difíceis de compreender com o sotaque britânico.


Última edição por Zed em Seg Jan 14, 2019 10:48 pm, editado 3 vez(es)
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Mensagem por Fox em Seg Jan 14, 2019 12:12 am

A sequência de eventos se desenrola rapidamente. Como planejado, Miles saca sua arma e mira com destreza. O sujeito esquisito, ao mesmo tempo, partia na direção do caminhão e tentava se agarrar a ele duas vezes, tendo o azar de ser acertado pelos tiros do Lasombra, que nem sequer lamentava o dano colateral. O azar real era que o alvo verdadeiro dele, o motorista, estava protegido pelos vidros blindados do caminhão. Miles pragueja por não ter notado isso antes, enquanto assiste o veículo partir em alta velocidade.

Imediatamente, a mente do Guardião começa a trabalhar pra pensar em uma forma de achar Teddy novamente. Apesar de não ser seu objetivo principal, ele não ia deixar algo assim passar. Infelizmente, além de seu veículo chamativo e o destino da sua entrega, não se sabia de muito mais coisa. Porém, a atenção de Miles é tragada para o terceiro membro da cena, que acaba de se levantar como se nada houvesse acontecido após cair duas vezes de um caminhão em movimento e receber um tiro na cabeça. Por isso e pela velocidade anormal, ele não consegue deixar de concluir que o mesmo era uma criatura sobrenatural. Não havia como um humano sobreviver a tudo isso ileso. Talvez o Sombrio devesse ter suspeitado algo depois do atropelamento sem danos, mas não se podia ter certeza até agora. Os uivos soam na noite.

Miles sente que está em tremenda desvantagem ali. Além de estar sem transporte no meio do nada, estava ao lado de uma criatura desconhecida e prestes a se deparar com lobos, ou feras piores. Ele tinha que ser rápido e se assegurar de sua superioridade, mesmo que momentânea. Certo de que sua influência mental surtiu efeito anteriormente, podendo ser um trunfo a ser usado, ele aproveita a distração pós queda do sujeito e avança contra ele, ignorando qualquer tentativa de contato amistosa. Com uma derrubada, ele tenta imobilizar seus braços junto ao chão e manter seu olhar ao alcance, além de colocar a arma apontada junto a sua têmpora. Caso consiga, ele questiona em tom intimidativo.

- Que criatura é você? Responda!

Apesar de ser uma oportunidade perfeita para dobrar a mente do sujeito, Miles decide não fazê-lo. Naquele momento, ele preferia a obediência pelo medo do que forçar a resposta, além de que manter seus poderes sobre sigilo era algo sensato. Por fim, a resposta recebida iria definir suas próximas ações.

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Mensagem por Papa Paradise em Seg Jan 14, 2019 9:39 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20 (Projeção astral)


Damaru deixa Kurusha absorver a história.

- Entendi, então quer dizer que já nos encontramos antes. E como foi?
- Tudo bem, seguimos para estalagem e realmente talvez o cobrador passe por essas bandas. Essas coisas de voltar no tempo são muito complexas. Mas espere, E já li algumas coisas sobre artefatos como este, certamente deve haver algo em minhas coisas em Estigia. - Kurusha empolga-se.

- Talvez seja por isso que eu tenho a sensação de estar aqui a tanto tempo! E se esse acontecimento da taverna vem se repetindo, e repetindo englobando a todos os envolvidos? Se conseguirmos, seria incrível! É necessário saber como funciona...acredito que haja um raio de ação e também uma forma de regular o tempo! Muito, muito interessante!  Isso pode ser minha chance de concertar meu erro e pagar minha dívida, ou melhor, ela nunca existirá!

- Mas algo não está certo,! -Ele para.

-Por que eu não lembro de nada e você tem todas as lembranças?

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Mensagem por Papa Paradise em Seg Jan 14, 2019 10:06 pm



Miles Keystone          Joseph Zedwards
PS 12/13; FV 7/7       PS 6/13; FV 7/7


dados:

Dados:2, 4
ZED E MILES rolou 2 dado(s) para iniciativa
ZED 8+2
Miles 8+4
Dados:5, 2, 6, 10, 4, 1
MILES rolou 6 dado(s) com dificuldade 6 para agarrar e obteve 1 sucesso(s)
Dados:6, 7, 3, 8, 9, 10
ZED rolou 6 dado(s) com dificuldade 6 para esquivar e obteve 6 sucesso(s)




Miles desconfiando da situação decide não deixar brechas para mais surpresas e parte para cima de Zed, quem ele já desconfiava ser também um vampiro. Miles vai de encontro sem hesitar chegando a encostar as mãos em seu alvo. Este porém, talvez ainda com resquícios de sangue nos músculos e pela suposta “adrenalina” da situação acaba por notar a tempo e esquivar-se com extrema facilidade.

– Ei, tá maluco? Por que você está me atacando? Estamos no mesmo time seu retardado. Todos contra Teddy! Para com esse porra, foca no objetivo rapaz. Vamos embora daqui antes que mais merda apareça.

- Que criatura é você? Responda! -Diz Miles.

- O que você acha idiota!? Eu sou imortal!... Ou alguma coisa parecida?

Kut interrompe os dois:

-Tio Zaza vamos embora, não quero comer suas entranhas chegar!



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Mensagem por Gam em Seg Jan 14, 2019 10:37 pm

Finalmente seu pretenso aliado parece estar aceitando melhor a situação. Ótimo, isso quer dizer que em breve, quando a história de Damaru for comprovada, ele estará inteiramente a seu favor.

- É uma ótima pergunta. Mas não foi impune para mim. A experiência me foi traumática, isso lhe garanto. - Ele responde-lhe sinceramente. E então troca o assunto. - Está vendo esta lanterna e este frasco? Por que não os carrega para nós? Que sirva-lhe como uma prova de minha boa vontade. A lanterna armazena muitas almas, mas contenha-se. Não é minha intenção usar qualquer uma delas como moeda de troca. Já o frasco, é um presente. Está cheio de lágrimas de mortais, sei que são importantes para você.

E então, talvez valha a pena tentar explorar algo mais sobre o caçador.

- Você nunca contou sobre seu passado. Por que lhe baniram, Kurusha?

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Mensagem por Zed em Seg Jan 14, 2019 10:47 pm

Depois do tiro pelas costas, uma investida surpresa. Era paranoia achar que ele não gostava de mim? Felizmente, consegui reagir a tempo e esquivar do ataque, mas não podia deixar a guarda baixa depois de sinal tão claro de hostilidade. – Ei, vamos com calma. – Levantava as mãos abertas. – Sem armas, só vamos conversar como adultos. – O que não era exatamente um pré-requisito pra conversar, a própria criança já parecia mais consciente do problema do que o próprio deformado.

- Viu? Até a criança já notou que é problema ficar por aqui. – Mantinha o olhar atento no agressor. Preparado para correr para a cobertura das arvores tentando evitar os tiros. Ou se ele insistisse em vir me agarrar, após tentar novamente me esquivar, responderia com o mesmo movimento, tentado jogá-lo ao chão agarrado. – Já deu, né?

Em um cenário onde ele concordasse em levantar a bandeira branca por enquanto. Seguiria com o discurso. – Olha, eu não quero confusão com você. Eu só queria uma carona por que parece perigoso por aqui, eu vou pra cidade agora, se quiser vir junto na paz fica à vontade. Agora se for para continuar assim é melhor cada um seguir seu caminho e fingir que nunca nos vimos. – Se ele fosse por outro caminho ainda devia servir como isca de lobo no melhor cenário. E minha reserva de sangue estava baixa para arranjar confusão tão longe de qualquer outra fonte de alimentação e tão próximo a outro perigo.

Como eu não queria gastar tempo, já iria logo me afastando da cena, mantendo o olhar atento aos arredores, a procura de lobos ou outro tipo de inimigo semelhante, e também o olhar atento no deformado, que poderia ou não estar me acompanhando. De qualquer forma, ele era perigoso o bastante para me deixar em alerta. Por mais útil que ele fosse, não dava pra confiar em alguém que te ataca em cada oportunidade. Manteria a criança nas costas e alguns paços de distância caso ele me acompanhasse. Provavelmente nenhum de nós se sentiria confortável para ir na frente, então lado a lado. O caminho deveria ser aquela estrada que esperava ser em direção a cidade mais próxima.
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Mensagem por Fox em Seg Jan 14, 2019 11:53 pm

A investida não dera certo. O sujeito era rápido, tanto sua esquiva quanto seu impulso alcançando o caminhão demonstravam isso. Porém a atitude do Lasombra ainda lhe rendeu uma resposta. Imortal. O jeito como ele se referia a isso era tão banal que Miles não conseguia deixar de associá-lo com uma Criança da Noite ou um Sangue Fraco, afinal as características batiam. Sabia que, nas noites recentes, eles haviam se multiplicado bem mais, então não era novidade encontrar um. Ele tentava ser pacífico, além de que não portava nenhuma arma, então não havia tanto motivo para preocupação.

- Você toma um tiro na cabeça, sai ileso e ainda quer que os outros reajam de forma normal?! - Miles da um riso, quebrando um pouco a tensão - E essa garota? É como você ou é comida? Se é que é disso que você se alimenta.

A última pergunta finalizaria as dúvidas do Lasombra. Ele recarrega a pistola e religa a lanterna, apontando para a estrada e tentando ver até que parte do caminho sua vista alcança. Em parte, o Sangue Fraco tinha razão. Aquele lugar realmente parecia perigoso e ir até a cidade era o melhor a se fazer. Não havia porque perder tempo em um conflito inútil. Claro, isso não significava dar as mãos e ir trocando histórias durante o caminho, mas ali podia haver o mínimo de trégua até o necessário. Miles se põe a andar no mesmo ritmo que os dois, um pouco distante lateralmente. Só havia duas direções da estrada, então era só seguir o percurso do caminhão que uma hora estariam em Nuiqsut. Era quase impossível outro veículo passar por ali, tornado os uivos a maior preocupação. Ele tenta lembrar e identificar a direção do som, embora mantivesse a atenção em todos os lados.

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Mensagem por Papa Paradise em Qua Jan 16, 2019 10:37 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20 (Projeção astral)

Kurusha contempla maravilhado os itens que lhe são apresentado.

- Isso é uma lanterna incrível, veja esse símbolo, pertence a caravana da Dama risonha...mas você já deve saber tudo isso certo? – Ele contem -se segurando o recipiente com lagrimas de mortais. Ele abre e sorve o odor!

-Magnifico, você tem noção do quanto isso é valioso? È o suficiente para comprar uma casa em Estigia, deixe-me esconder isso antes que alguém perceba! Muito obrigado, saberei agradece-lo! Ele segura a lanterna e segue em dianteira convidando Damaru!

-Venha, é por aqui! -vão em direção a uma pequena estrada de terra batida rachada, de onde fluía uma gosma com um pálido brilho verde, pelo menos era o mais próximo de uma descrição no mundo real que aquilo podia chegar!

“-Você nunca contou sobre seu passado. Por que lhe baniram, Kurusha?”

- Ah! Isso! Eu fui um exímio arqueiro quando vivi, sabia? Eu era o melhor do meu exército, o grande capitão kurusha. Eu tive a infelicidade de nascer do lado errado de uma guerra. Meu povo enfrentava décadas de batalhas e apesar de lutarmos bem, a derrota foi inevitável, tenho certeza! Em uma das ultima batalhas eu fiquei encurralado, observando todos os meus companheiros morrerem, matei incontáveis também, mas no final desertei! Foi aí então que minhas mazelas começaram. Fui capturado, mas meu povo não intercedeu para tentar me salvar, apesar de eu ter salvado a vida de centenas deles em incontáveis situações! Fui torturado e por fim esquartejado vivo! Desde então vago por esse mundo a quanto tempo não saberia dizer.! Ainda guardo meu orgulho de guerreiro, mas este lugar pode intimidar você das formas mais cruéis possíveis. Nenhuma guerra pode comprar-se aos horrores deste lugar, sua mente as vezes se perde no desespero, a única coisa que o manter em sanidade é pensar que o vazio pode ser pior!

-Passei por muitas situações aqui, até que consegui estabelecer-me em Estigia. Aposentei o arco e consegui montar uma pequena loja de artefatos com os itens de minhas viagens por esta terra caótica, mas ela tem suas belezas, acredite! Eu fui requisitado por um nobre para guiar uma caravana de suas riquezas para terras distantes, modéstia parte eu conheço algumas rotas importantes nesse mundo, conhecimento adquirido em minhas viagens! Acontece que fomos saqueados e capturados, eu consegui escapar, mas ao chegar em Estigia fui condenado culpado a pagar de volta todo carregamento. Tive minha loja fechada e tive que fugir para não virar moeda. Preciso retornar e dar um jeito de pagar minha dívida agora que a poeira baixou!

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Mensagem por Gam em Qui Jan 17, 2019 4:19 pm

- Sim, você me disse. - Ele confirma. - A lanterna, contudo, não me pertence. Sua origem me é tão misteriosa quanto é para você.

Conforme caminham, Damaru confere em suas memórias se esse é de fato o caminho correto. Ele gosta de pensar que já conquistou a confiança de Kurusha, mas não exclui a possibilidade de estar redondamente enganado. Todo cuidado é pouco na estranha terra dos mortos.

- Pois muito bem. - Ele responde sobre o frasco. - Use para comprar sua casa depois que fizermos a passagem, então. - Ele faz pouco caso do objeto, que lhe foi uma conquista muito fácil em contraste com o que representa para o presenteado.

Pensando bem, quantas casas em Estígia Damaru compraria com as lágrimas de luto de todas as mães e viúvas de suas vítimas no decorrer dos séculos? Quantos daqueles homens não vagam por aqui agora, sofrendo como Kurusha ou trocados como uma moeda insignificante? Um calafrio lhe sobe a espinha diante desse pensamento.

- Uma história de vida e morte verdadeiramente fascinante. - Damaru comenta, caminhando calmamente a seu lado. - Mas me parece que sua punição foi absolutamente injusta. Que sistema falido é esse que lhe julgou? Sob qual lógica puniram o guia por um crime cometido por outrem?

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Mensagem por Papa Paradise em Seg Jan 21, 2019 9:50 pm



Miles Keystone Joseph Zedwards
PS 12/13; FV 7/7 PS 6/13; FV 7/7

Os ânimos se acalmam e o trio parece entrar em consenso sobre seguir o caminho em trégua. Tentando quebrar o gelo, ainda que de forma tosca, Miles segue atrás de Zed que carregava kut nas costas:

"- E essa garota? É como você ou é comida? Se é que é disso que você se alimenta?"

A neve cai coma mais força agora, o vento batia forte e kut tentava aquecer-se inutilmente no corpo morto de Zed. Os uivos cessaram, apenas a estrada estendia-se quase imperceptível a frente deles. Uma floresta se estendia dos dois lados da estrada. Por um momento Miles olha para trás e pode ver muito distante que o quer que os seguisse decidiu parar e ficar para trás juntamente com os uivos.


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Eles seguem por horas na estrada. A neve passa tornando mais visível a rodovia pela posição das arvores a beira. Quando eles avistam o caminhão de Teddy parado de forma tortuosa a margem da estrada. Ao se aproximarem veem que ele já não estava lá, nem a chave do veículo!

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Mensagem por Papa Paradise em Seg Jan 21, 2019 10:05 pm



Damaru
FV 5/10/ pds 8/20 (Projeção astral)

Kurusha fica extremamente animado com os presentes e com todas as possibilidades apresentadas por Damaru...

"- Mas me parece que sua punição foi absolutamente injusta. Que sistema falido é esse que lhe julgou?Sob qual lógica puniram o guia por um crime cometido por outrem?"

- Antes de fugir consegui salvar uma peça boba do carregamento, meu assistente encontrou e colocou na loja achando que fosse um suvenir qualquer. Por acaso descobriram e isso foi o suficiente para eu ser o culpado. Esta é uma terra sem leis para os fracos meu amigo!

Entre pausas de devaneios, e muitas conversas ele se aproxima da taverna, Damaru lembra ao enxergar o local antes mesmo de Kurusha o avise!

- Veja estamos quase lá!

-Espere!- a aparição para um pouco.

-Acho que temos que fazer com que a sequência de acontecimentos se repita. Segundo meus estudos qualquer ação pode fazer com que a história tome outro curso! O que acha? Eu não faço ideia do que houve, você terá que me guiar!

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Mensagem por Zed em Seg Jan 21, 2019 10:42 pm

O estranho deformado acabava por me acompanhar, mesmo depois de atirar na minha cabeça acidentalmente e deliberadamente me atacar. Obviamente não me sentia seguro na presença dele, e frequentemente checava para ver se ele não estava agindo de forma muito suspeita. Ele tentava quebrar o gelo com um pouco de humor negro, outro membro poderia ter se ofendido com tamanha falta de respeito pela forma que ele tratava a pequena mortal. Mas não era o meu caso. – Sei lá, eu conheci ela agora pouco. Não acho que ela seja como eu.... – Dizia de forma reticente, olhando para a criança inocente que provavelmente ainda não estava entendendo do que estávamos falando. – Talvez ela seja comida... Mas eu acho que vou deixar ela ficar mais velha antes de comer, sabe como é, pedofilia não é bem vista. E imagina a merda de pegar prisão perpetua quando sua vida é ilimitada, mó merda. – Como de costume, me deixava levar pelos pensamentos e falava muito mais do que o necessário, mas já tentando entrar em sintonia com o humor do sujeito.

- E você? Por que diabos veio pra esse fim de mundo afinal? – Ele certamente não era normal se tinha feito aquela escolha voluntariamente. E considerando suas reações, era bem difícil acreditar que ele simplesmente mais um membro do rebanho, principalmente quando ele capaz de deduzir tão facilmente do que me alimentava, devia estar no mínimo familiarizado com os membros.... Ou talvez ele fosse apenas um daqueles extremistas nervosinhos que perdem a calma fácil, saem atirando pra todo lado e ainda tinha uma ótima intuição. – Você também é um de nós, né? – Jogava o anzol vazio esperando fisgar alguma coisa ainda assim.

Seguindo pelo escuro caminho, arvores cobriam as laterais da estrada. Os uivos não mais pareciam se aproximar. “Um bom sinal?” Imaginava por um momento que estava livre dos perigos daquela terra congelada, mas não durou muito. Logo que o caminhão de Teddy surgiu na estrada abandonada o sentimento de que algo ruim poderia acontecer a qualquer momento voltava.

- Ele abandonou o caminhão depois de nos deixar no meio do nada? – Era suspeito demais, até inacreditável. Cautelosamente me aproximava do veículo, checando também os arredores, pegadas na neve ou qualquer outro rastro que pudesse indicar o caminhoneiro. Mas ele não era realmente minha prioridade, e sim verificar o estado do veículo. Mesmo sem uma chave, se ele aparentasse estar funcional já seria o bastante. Adentraria a cabine, arrancando parte do painel e mexendo na fiação diretamente tentando dar partida no veículo. Em caso de sucesso, deixaria Kut no banco do carona e voltaria a dar atenção ao Deformado. – Eu ainda não perguntei seu nome bundão, eu sou Zack, by the way. Sobe aí que deu bom, foda-se o Teddy. Bora sair daqui. – Assim que ele subisse, ou recusasse a carona, seguiria com o caminho, despreocupadamente, procurando na rádio alguma música agradável para a viagem, algo puxado para o Rock era normalmente minha preferência, mas como era uma viagem rumo ao desconhecido, o Contry também se encaixava bem na temática.

Seria cuidadoso em navegar pelo gelo, não excedendo os 100 km/h em retas, e durante as curvas reduzindo a uns 60 km/h, e só para tentar assustar o deformado, nas primeiras curvas puxaria o freio de mão ao girar o volante tentando derrapar as rodas traseiras. – Que foi? Estilo em primeiro lugar. – Justificaria de imediato a qualquer crítica.

No caso de encontrar qualquer tipo de rastro de sangue próximo ao caminhão parado. Imediatamente tentaria identificar a quem ele pertenceria, molhando a ponta dos dedos com o Sangue e então degustando do sabor ao mesmo tempo em que analisaria o que fosse possível. (Taumaturgia 1)
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Mensagem por Gam em Seg Jan 21, 2019 11:55 pm

Ele fica bastante desconfiado sobre a história de Kurusha. Uma peça boba? E então ele deixou-a largada por aí ao invés de entregar imediatamente às autoridades? Bom, a história pode ser um grande azar, mas também pode ser uma grande mentira. E Damaru sente-se inclinado à segunda alternativa. Se Kurusha for um ladrão veterano, ele não poderá tirar os olhos dele com essa lanterna nem por um segundo. Mas, por outro lado, isso significaria que suas habilidades são ainda mais promissoras para a missão que os aguarda.

Posteriormente, quando estão para chegar na estalagem, seu companheiro o interrompe. Damaru para, mas logo que ouve sua preocupação começa a andar novamente.

- Não pense nisso. Você agiu naturalmente da última vez, apenas aja naturalmente de novo. - Ele diz casualmente, conforme caminha rumo a taverna. - Haverá música e comida quando chegarmos. Cumprimente as pessoas, tire sua máscara, peça sua bebida. Você não tem de fazer nada em especial, só eu.

Enquanto caminha em direção a taverna, ele revê os acontecimentos em sua mente. A bolsa do homem rasgará em um prego. Cairão alguns objetos, sendo a ampulheta o mais importante. Ela irá rolar para as patas do cão e se estraçalhará sob elas. Se ele pegar a ampulheta, precisa substituí-la por uma cópia idêntica e fazer com que role em uma direção diferente do cão. Assim ela não quebra e, se não quebrar, o homem não saberá que é falsa. Mas há uma séria problemática! Damaru não pode pegar a ampulheta, ou não conseguirá manipular a maya neste mundo. Por alguma razão além de seu entendimento sobre o tecido da realidade deste lado, ele não consegue concentrar-se em quimerisar ao mesmo tempo em que manuseia objetos.

E então lhe ocorre que ele não precisa manusear objetos. Ele só precisa de algo que os manuseie por eles. Assim sendo, o Ancião busca por uma pedra qualquer na trilha, não maior que um dedo, e a carrega consigo para a estalagem.

O plano, sutil embora complexo, é este:

I) Entrarão dois Ravnos na estalagem. Um, o falso, fará o que Damaru fez da outra vez. Ele não teve chance de interagir com ninguém, mas talvez sua mera presença seja necessária para que as escolhas dos outros ao redor sejam as mesmas. Talvez alguém tenha que desviar de seu caminho, talvez Flor venha atendê-los antes por causa do forasteiro.

II) O outro Ravnos, o verdadeiro, estará ofuscado ao lado do prego em que o homem está destinado a rasgar sua bolsa. Quando o coletor aparecer e atrair todas as atenções para ele, Damaru irá sorrateiramente posicionar a pedra no chão, no caminho da ampulheta.

III) No momento em que a bolsa rasgar e os itens caírem, ele trocará as aparências da ampulheta e de uma das pérolas de mandrágora. Assim, a ampulheta/pérola irá bater na pedra e desviar, jamais passando sob as patas do cão. Enquanto isso a pérola disfarçada de ampulheta rolará para outro lado, onde inevitavelmente estarão grudados os olhos do homem. É também ao rasgar da bolsa que o falso Damaru começa a aproximar-se.

IV) Se bem se lembra, é neste momento da confusão que todos estão pulando sobre as pérolas para pegá-las. O falso Damaru já estará dois passos a frente e - sincronizado com o braço do verdadeiro Damaru - pegará a ampulheta/pérola para si. Neste momento dois Damarus juntam-se novamente em um só, que embolsa sua ampulheta/pérola e aproxima-se de Kurusha.


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Mensagem por Fox em Ter Jan 22, 2019 12:04 pm

A garota era identificada como mortal pelo Sangue Fraco. Ela em si não era o foco. Pouco lhe importava se o cara planejava cravar os dentes no seu pequeno pescoço ou brincar de babá na neve, mas o fato dele se referir a ela dessa forma confirmava sua natureza vampírica. Os dois pareciam uma dupla decente, o que não era necessariamente uma coisa boa. Pra eles, pelo menos. Pra o Lasombra, não passavam de isca caso os uivos se aproximassem demais. Miles não parava de pensar no seu azar de estar ali, com a possibilidade de terem Garous na sua cola. Seria uma droga se, ao final, suas expectativas sobre as premonições do Malkavian fossem frustradas.

De qualquer forma, o grupo seguia pela estrada coberta de neve. O sujeito parecia não segurar a língua e continuava a fazer questionamentos. Miles não tinha mais interesse nele e simplesmente ignora as perguntas seguintes após rebater a primeira de forma grosseira, ficando mais atento aos perigos nos arredores. Claro, também não revelaria sua natureza de forma tão banal e imprudente.

- Assuntos pessoais! Melhor não se meter, já que por sua estupidez acabei aqui.

A neve cai incessante. Por um momento, o Lasombra, com roupas apropriadas, imagina qual seria seu estado ali se não lhe fosse concedida a imortalidade. De certa forma, ele não precisava imaginar, apenas olhar para a situação da criança. Sua mente volta à realidade ao ver que seus "perseguidores" desistiram. Nesse momento, mais lhe parece verdade a teoria de Garous protegendo seu território e não apenas lobos em caçada, mas por quê pararam justo ali? A cidade não parece tão próxima e a floresta ainda continua. Ele também não via os lupinos como sendo tão cautelosos assim, mesmo que soubessem de alguma forma que seus inimigos eram dois Cainitas. Então qual a explicação?

- Apresse o passo, tem algo estranho por aqui.

Essas dúvidas ficam na mente de Miles por mais algumas horas de viagem, à medida que o tempo e a visibilidade melhoram. No entanto seu foco muda ao ver o caminhão de Teddy parado no acostamento. Ao confirmar que o mesmo estava vazio e que o Sangue Fraco tomava a dianteira para checar a funcionabilidade do veículo pelo painel, o Guardião se dirige à parte de trás. Quer seja arrombando habilmente ou na força bruta, ele adentra com pistola e lanterna em punho e começa a verificar o conteúdo da carga. Quem sabe isso não lhe desse alguma pista do paradeiro do motorista, pois ainda queria pôr as mãos nele, ou do que aconteceu ali.

- Espere. Tem algo aqui que eu ainda quero ver.

Miles queria ter certeza de não deixar nada passar despercebido antes de sair, mas caso o sujeito desse uma de espertinho e desse partida, pelo menos ele estaria dentro do veículo.

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Mensagem por Papa Paradise em Qui Jan 24, 2019 10:46 pm

Joseph Zedwards
PS 6/13; FV 7/7


dados:
Dados:5, 9, 1, 2
ZED rolou 4 dado(s) com dificuldade 8 para procurar teddy e obteve 0 sucesso(s)

Dados:7, 4, 10, 2, 7
ZED rolou 5 dado(s) com dificuldade 7 para fazer ligação direta e obteve 3 sucesso(s)


Zed e Milles trocam farpas açucaradas enquanto seguem a estada rumo a Nuiqsut, ou ao desconhecido, afinal eles não faziam ideia de onde estavam! Kut havia dormido um pouco nas costas de Zed e ele sentia o calor humano de perto como a muito não sentia!

Ao avistarem de longe o caminhão,  ele segue para junto do veículo inspecionando-o. Procura vestígios do motorista, mas não encontra nada que possa dar qualquer indício de seu paradeiro. Enquanto Miles segue procurando na parte de trás Zed entra conseguindo facilmente dar partida no carro! Durante esse tempo ele ouve o barulho de algo atrás, Miles deveria ter arrombado a traseira do veículo e grita:

“- Espere. Tem algo aqui que eu ainda quero ver”

– Eu ainda não perguntei seu nome bundão, eu sou Zack, by the way. Sobe aí que deu bom, foda-se o Teddy. Bora sair daqui.

De qualquer forma zed ainda teria mais um tempinho.

Zed olha para ver Kut e percebe que ela já havia pego no sono sobre uma mala com algumas etiquetas, certamente era de Milles, dava pra saber de onde ele tinha vindo agora. Zed arromba o cadeado e vasculha a bagagem rapidamente.  As únicas coisas que lhe chamaram a atenção foi um livro com uma linguagem a qual ele não entendia, e uma adaga!

Ao tocar na adaga ele sente os malditos acordarem!

- Não toque nisso! Solte, Solte, Solte, Solte!

Sua mão pareceu ter sido contaminada por algo! Uma mancha negra surge tomando rapidamente seu braço e espalhando-se pelo seu corpo. Era proveniente da Adaga! Os Espíritos malditos estavam frenéticos em seus ouvidos gritando!

- Solteeee isso, não se aproxime, não ouse! Nãooooooooooooo!

Ao mesmo tempo ele sentia seu sangue ferver, e sua tenebrosidade aflorar involuntariamente. A mancha agora já não parecia agressiva, e nem tomava mais seu corpo, parecia ter assumido outra postura. Ao mesmo tempo as vozes dos espíritos foram ficando cada vez mais distantes, apenas ecoavam levemente. A mancha agora tomava outra forma, saia de sobre sua pele e formava uma imagem no canto escuro do caminhão:

Et innocentiae labem - Oculto - Página 2 Shadow12

“- Ajude-me por favor! Finalmente encontrei alguém que tanto esperava! Meu querido salvador! Ajude-me!”

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Mensagem por Zed em Qui Jan 24, 2019 11:37 pm

Enquanto seguíamos a esmos, a criança em minas costas dormia tranquilamente. “Não tem a mínima noção... ” Era interessante de certa forma sua inocência, não conseguia ter a mínima noção de como ela reagiria no momento seguinte. Mas algo me deixava um tanto desconfortável, aquele calor e afetividade não era típico de minha pessoa. Os pensamentos eram suprimidos na presença do caminhão.

Ninguém por perto, o deformado ia aos fundos checar alguma coisa, enquanto eu checava sua bagagem após dar partida no veículo. Armas, substancias estranhas, nada de muito diferente do imaginado. Porém o livro e a adaga chamavam minha atenção de forma que não conseguia deixar de evitar. O livro era visto brevemente, apenas um bando de símbolos estranhos dos quais não era capaz de absorver conteúdo algum. Já a adaga de imediato ativava alguma coisa.

Vozes, estranhas sensações, sombras. Emitia sons involuntários temendo que isso pudesse alertar o deformado. Não seria bom saber que havia fuçado em suas coisas, principalmente em estranhos itens mágicos. A sombras tomavam uma forma mais amistosa.... Ou ao menos não agressiva. “Uma mulher? ” Deduzia pela silhueta formada. “Ajuda? Eu? Tá doidona? ” Tentava racionalizar, sem sucesso. “Consegue ler minha mente?.... Peitos, vermelho, quarenta e seis ” Esperei brevemente, tentando descobrir se aquilo era uma conexão telepática ou algo do gênero.

Se recebesse uma reposta, seguiria mentalizando as respostas. Do contrário, seria cuidadoso ao sussurrar para as sombras, evitando ser ouvido pela criança e pelo estranho armado. – Quem é você? Como eu te ajudaria? No que? E por que eu? E o que eu ganho com isso? – Eram minhas primeiras perguntas. As próximas não eram necessariamente para a forma sombroide. Conseguia agora segurar a adaga tranquilamente? Se sim, esconderia a lamina de ossos no interior do longo casaco, longe da vista dos curiosos e verdadeiros donos. “Esse livro deve ser importante... ” Começava a imaginar, decidindo também levar aquelas escrituras, ainda que não entendesse nada. Colocaria o livro preso entre o corpo e a calça, escondido pela camisa branca sem mangas. O que era uma vestimenta idiota de se usar naquele frio infernal.

- Qual é a sua relação com aquele esquisitão ali atrás? – Ela devia saber me informar alguma coisa, isso se estivesse disposta a partilhar, mas imaginando que eu era o tal Salvador, no mínimo merecia algumas explicações.

De forma a “disfarçar” meu furto, deixaria a mala aberta, jogada no piso com os itens esparramados pelo chão. “Não fui eu, foi o Teddy. ” Recitava querendo que aquelas palavras fossem o suficiente para me fazer acreditar tão fielmente na mentira que ele acreditasse no momento que precisasse dizê-la.
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Mensagem por Zed em Sab Jan 26, 2019 1:47 am

OFF: O post a seguir foi feito em uma sessão via WhatsApp com o Fox e o Papa Paradise. Como nota extra, coloco aqui a tentativa de mudança de narração para terceira pessoa. Desculpas antecipadas por qualquer erro de mudança de pessoa durante a narração, não revisei falo mesmo.




Na cabine daquele veículo, o Joseph, após tocar a adaga de ossos, tinha uma série de vozes disparadas em sua cabeça, dos malditos que estavam atrelados a ele, de que diabos que estivesse conectado com aquelas relíquias peculiares. Uma sombra na silhueta de uma mulher se formava no canto, ela falava diretamente conectada a mente do Caitiff. Ela queria ajuda para ser libertada daquela adaga.

O neófito não era interessado em pequenos e insignificantes detalhes, ele apenas queria saber o que precisava fazer, o que iria ganhar no processo. Ele era um idiota? Quando alguma criatura bizarra feita de sombras diz “Peça qualquer coisa que quiser”, você diria: ” – Tipo qualquer coisa?.... Sei lá, uma arma anti-vampiros? Seria útil... Eu sempre quis uma, eu até pedi no meu último pacto, mas disseram que isso viria depois... Nunca veio. – ” ?

A criatura de sombras concordava com o pedido facilmente, muito facilmente. Mas o preço seria apenas sacrificar a inocente criança que lhe acompanhava com uma apunhalada no peito. “Sacrificar ela? ” Até mesmo Zed hesitou por um momento quando ouviu a proposta. Mas ele seguiu com o jogo, concordando com a premissa por hora. Afinal, não podia fazer o sacrifício naquele exato momento, por mais que estivesse focado naquela reunião com as sombras, lembrava da presença de um estranho com a face queimada que estava nos fundos do veículo. “Eu vou precisar sair daqui primeiro, ficar longe desse cara. ” Guardando a adaga no casaco ele nem mesmo notou quando a sombra sumiu.

Tão logo, ele se via em dúvidas. “Porra... Sacrificar crianças não é um problema pra mim, mas tinha que se logo ela? A Kut até que é engraçadinha.” Em silencio, a criança dormia no banco do carona sendo vigiada pelo vampiro. “Eu esqueci de receber a resposta do nome dela... Na verdade eu esqueci de perguntar muita coisa pra ela... Porra... Eu concordei fácil demais na verdade! ” Antes que pudesse chegar a uma real conclusão, apesar do reflexo do retrovisor não mostrar nada, Miles chegava a janela como um vulto. – FILHO DA PUTA!! Avisa desgraça! - Saltando da cadeira com o susto, ele mal presta atenção nas palavras do deformado.

- Olha o que eu achei. – Com enorme satisfação “Zack” sorria. Na verdade, estava apenas esperando que seu “companheiro” descesse para que pudesse ir embora. Porém foi pego de surpresa com a furtividade do desgraçado. Em mãos, Joe mostrava a adaga de ossos, ainda que tivesse o livro escondido. – Falou ai otário! – Com um aceno de mão, ele pisava fundo no acelerador, cantando pneu tomando distancia da figura.

As suspeitas de que Miles era um vampiro não eram totalmente infundadas. Provas que comprovaram isso? Falta de reflexo, FUCKING TENTACULOS NEGROS que nasciam dentro da cabine. Dois, um vindo contra o volante e outro contra Zed que até aquele ponto não tinha notado que estava lidando com um Lasombra. – MERDA! MERDA! MERDA! – Em pânico, fervia o sangue se preparando para uma ferrenha batalha contra os tentáculos. Segurava o volante com o mínimo necessário de maestria para não subir uma pilha de neve. Enquanto competia com força com o tentáculo para segurar o volante, com a mão destra, apunhalava as sombras com a adaga e então elas se tornavam pó. O mesmo se repetia com o segundo tentáculo que era eliminado antes mesmo da Rapidez entrar em ação.

Quando achou que estava se livrando de um problema, outro surgia. Uma mortalha de sombras. Densas o suficiente para afogar Kut, que agonizava sem conseguir respirar. Joseph nem mesmo notou quando a garota acordou, provavelmente só quando começou a sufocar, já ele não tinha tanto problema com a falta de ar, mas ainda sofria sérias consequências visuais. Era ridículo dirigir às cegas, ele abre a janela e coloca a cabeça para fora como um cão. Entrando em “modo-palhaço” até mesmo a língua é posta para fora sendo agitada pelo vento enquanto conduz totalmente torto. Não era a melhor ideia, isso lhe deixava exposto a um tiro do Lasombra, que por mais desagradável que fosse admitir, tinha uma ótima mira. Um único tiro, um acerto na cabeça que era amortecido pelos dons sobrenaturais. – FILHO DA PUTA! – Berrava em dor queimando ainda mais sangue para curar a ferida. A menina continuava sofrendo enquanto a mortalha perdurava.

Dirigindo novamente ás cegas, agora as rodas eram alvejadas, novos tentáculos viam ao ataque ainda que o piloto não tivesse visão. Três das rodas eram agarradas, uma única ficava livre em uma curva de baixa velocidade que nem mesmo sabia estar entrando. A única roda que fica livre consegue fazer toda a força necessária para direcionar o carro na direção correta, é um milagre. – DRIFIF KING CARALHO! – Novamente o vampiro colocava a cabeça pra fora da janela gritando ao inimigo, que ainda tinha visão para uma última vez conjurar as sombras. Mais cinco tentáculos negros que agarravam e finalmente paravam o veículo.

“Tão perto, mas tão longe! ” Praguejou, abrindo a porta violentamente, agarrando a criança e partindo apressado para a floreta. O tentáculo que agarrava a roda vinha contra o Caitiff que evitava o ataque, correndo em altíssima velocidade, consumindo ainda mais sangue para ativar sua velocidade sobrenatural.

Deixava uma trilha para trás na neve que certamente seria seguida pelo Lasombra, dificilmente um deles se permitiria a ser roubado. Principalmente se tratando de artefatos mágicos. “Eu vou precisar refazer aquele pacto. ” Pensou com mais calma, uma vez que estava distante de Miles, e a princípio longe do perigo.

A criança era capaz de respirar enfim, ela chorava e pedia conforto de uma pessoa que era incapaz de retribuir. – O que importa é que a gente tá longe do perigo, para de chorar. – Ela vinha ao seu abraço, e ele permitia, a fome vinha à tona. Se abaixando e envolvendo a pequenina, Zed sentia a doce fragrância escapar do fino pescoço. O estomago vazio deixava a luta difícil, mas ainda assim era capaz de segurar à vontade. “Ela é o sacrifício.... Não é comida.... Não é importante... ” Ao menos assim ele tentava se convencer. Para evitar pensamentos demasiadamente profundos que pudessem atrapalhar na missão.

A criança queria voltar ao veículo mesmo após ser tragada pelas sombras, provavelmente não era capaz de lembrar do caos que havia vivenciado por lá. – Só fica quieta, não faz barulho, vai chamar atenção daquele cara. – Ou de qualquer outra coisa que pudesse estar a espreita naquela escuridão, como a criatura que uivava constantemente desde que Joseph havia acordado do bloco de gelo. “Puta merda, esse lobo do caralho não some.... ” O estomago continuava a roncar lembrando do quão vazio estava, ao menos assim imaginava. “Eu sei, eu sei...... Espera... É isso. ” Qual era o local mais seguro para ficar? Qual local um vampiro não se atreveria a ir?

Toda vez que Joseph havia ouvido falar sobre lupinos, eram retratados como perigosos, e muitos membros eram covardes a respeito. “Nunca vi um único filho da puta que tenha dito que peitou um desses. ” Então o perseguidor não devia ser imprudente o bastante ao ponto de persegui-lo até uma possível toca de lupinos. “E provavelmente pode ser só uma matilha de lobos mesmo, tanto faz. O que importa é ter sangue! Estou faminto! ” Tomando o controle sobre o corpo enfraquecido, começava a me direcionar até a origem dos sons. O que quer que fosse, seria alimento naquela noite. Com aquela adaga e a fome a meu favor, não tinha o que temer, nem condição para isso.

Lobos não eram a única coisa que procurava, qualquer saco de sangue servia. Um coelho qualquer já devia ajudar a aliviar a sensação de estomago vazio. Joseph não era um padre nem nada do tipo, mas naquele momento não queria beber da criança por temer que a sede fosse demais para ser controlada, ele não pararia com apenas um ou dois goles. E a menina ainda tinha de ser usada no ritual... Ela ainda não podia morrer. – Eu vou precisar comer alguma coisa, e então a gente vai pra cidade, eu compro a sua boneca, e depois tudo vai terminar. Tudo bem? – Aquelas palavras tinham significados ocultos, era ótimo manter a criança calma, e ela provavelmente tinha segredos a revelar, como sua história com Jack.

- Dizem que é ruim dormir durante uma nevasca, fale pra se manter acordada. Como é que você conheceu o Tio Jack mesmo? Você também falou de um tio de olhos azuis? – Eram tantos mistérios que nem mesmo sabia por onde começar. A criança estava relacionada ao deformado? Ou apenas ao espirito da adaga? Ou seria apenas uma grande coincidência?
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Mensagem por Fox em Sab Jan 26, 2019 3:34 pm

Off: Post a seguir contém as ações narradas durante uma sessão via Whatsapp com o Narrador e os Jogadores envolvidos.

_____________________________________________________________________________________________________________

De fato o caminhão estava vazio. Miles imaginava que Teddy havia saído por conta própria, uma vez que não havia sinal aparente de confronto e ele havia tido tempo de tirar a chave da ignição. Se o sangue fraco quisesse fazer uma ligação direta, iria levar algum tempo. Vendo isso, o Lasombra se dirige até a parte de trás. Dado o que aconteceu até então, ele ficara curioso a respeito do conteúdo da carga. Também havia a possibilidade do motorista estar escondido lá por algum motivo, então seria bom ser cauteloso. Com habilidade, ele destranca a porta, abrindo-a com lanterna e arma em punho. Iluminando o lugar uma surpresa: um carregamento de armamentos e drogas. "O desgraçado é um puta contrabandista". Miles sobe e começa a vasculhar tudo. Revólveres, pistolas, rifles, submetralhadoras, dinamites, além de caixotes com quilos e quilos de drogas. Agora já havia uma explicação do porquê ele aceitou tão facilmente fazer um percurso tão perigoso, mas a pergunta era: para quem ele levava aquilo tudo? Apesar da sorte de agora ter um veículo para atravessar a neve, eles poderiam rapidamente se tornar um alvo de suspeitas ou coisa pior no lugar para onde estavam indo. O carro liga e Zack chama por Miles.

- Espere. Tem algo aqui que eu quero ver.

O carro continua parado e o Lasombra começa a pensar no que fazer. Ele queria ao menos guardar algumas coisas daquele arsenal consigo para caso fosse atacado e precisasse revidar, afinal aquela região se mostrava pouco amistosa, porém lembrava que sua mala ainda estava na cabine. Caso ele fosse até lá, seria difícil esconder do sujeito o que tinha na carga. A melhor opção seria revelar e trazê-lo consigo, para evitar uma fuga. Tendo tomado a decisão, Miles fuça os caixotes, pegando uma submetralhadora, um revólver pesado, duas dinamites e algumas balas para suas armas. Ele guarda tudo nos bolsos e sob seu casaco, deixando a submetralhadora amarrada pela bandoleira voltada para suas costas e depois disso desce da traseira do veículo. Indo até a cabine pelo lado do motorista, o Lasombra chega na janela, dizendo:

- Encontrei algo.

De súbito, assustado, o sujeito revela a adaga de ossos e pisa no acelerador. Miles se enche de um desejo assassino. Não havia como aquele desgraçado saber da procedência daquele item maldito, mas a simples atitude de o deixar pra trás já havia o condenado. Do fundo de sua alma negra, o Lasombra trás à tona o abismo fazendo com que brotassem dois tentáculos dentro do carro. Ordenando que os remendos de sombras agarrassem o sujeito e o volante, ele tentava uma forma de fazer o veículo parar, quer fosse perdendo a velocidade, capotando na estrada ou batendo em alguma árvore. Para isso, ele também decide atrapalhar a visibilidade, fazendo surgir uma mortalha que cobrisse toda a cabine. Neste ponto, o caminhão começa a tomar certa distância.

Miles imaginava que os tentáculos e a falta de visibilidade seriam suficientes para que o sujeito perdesse o controle do veículo, mas aparentemente subestimou o inimigo. Em um instante, seu vínculo sobrenatural com os Braços do Abismo se desfaz e ele vê uma cabeça sair da escuridão, se guiando pelo lado de fora. O Lasombra imediatamente saca o revólver pesado e mira, mas percebe em um instante que o mesmo estava descarregado. Ele amaldiçoa sua sorte, enquanto carrega-o o mais rápido possível para efetuar o disparo antes que o veículo se distancie demais. Acertar as rodas não iria surtir efeito, uma vez que as mesmas também eram revestidas, então, usando sua habilidade aperfeiçoada durante a guerra, o Cainita efetua um disparo certeiro quase impossível, que atinge a nuca do motorista maluco. Se pondo a correr, ele percebe mais vez que nem o ferimento causado nem a escuridão foram suficientes para tirar o controle do volante. "Maldito de sorte".

Neste momento, não havia mais muitas opções. Miles não podia deixar o cara fugir com os seus pertences e lhe deixar às cegas naquela estrada. Ele concentra novamente seus poderes do abismo, fazendo tentáculos surgirem do chão e agarrarem as rodas do caminhão. Se isso não funcionasse, nada mais iria. Quatro braços sombrios brotam como vinhas espinhosas e agarram as rodas. Três deles conseguem segurar perfeitamente, mas um não, e a tração roda livre somada à velocidade já acumulada é suficiente para manter o veículo em movimento próximo a uma curva. O Lasombra olha a traseira aberta do caminhão indo embora e se concentra mais uma vez. Se falhasse novamente, o carro partiria da sua vista, deixando-o sozinho e derrotado. Com um movimento da sua mão direita, novos tentáculos poligonais são invocados. Desse vez cinco deles, que se atracam às rodas e, por fim, encerram o movimento do caminhão. Miles segue em disparada, imaginando como iria matar aquele insolente quando o pegasse.

Ao chegar no veículo, Miles vê a porta aberta. A mortalha ainda paira sobre a cabine, mas dentro dela não há mais ninguém. "Certamente fugiu e levou a garota, mas não por muito tempo".  Ele começa a olhar ao redor, percebendo que a neve revela um rastro de pegadas. A criança o atrasaria, então poderia ser achado facilmente. O Lasombra vai até a cabine e agarra o que restou da sua mala, verificando o que foi levado. Ele recarrega suas armas, enquanto começa a seguir o rastro quando o som alto e próximo o interrompe.

- Droga!!

De novo uivos. Seu dedo indicador, que estava posicionado ao lado do gatilho do revólver recém recarregado, treme, querendo disparar com raiva. Não. Ele não podia ser estúpido. Não tinha sobrevivido até ali agindo impulsivamente. Ainda havia uma missão à sua frente e além disso um objetivo muito maior que a adaga de ossos e aquele Sangue Fraco. Se sobrevivesse à floresta de lobos, o desgraçado certamente ia buscar alimento na cidade mais próxima, e seria lá que Miles estaria esperando-o. Seus passos param e voltam correndo para o caminhão, o qual seus tentáculos ainda permanecem rodeando. Ele vai até o compartimento de carga e tranca-o novamente, indo para a cabine depois. Ao entrar, ele fecha as portas, certifica-se de que está sozinho e desfaz a Mortalha de Sombras. Com um último olhar para a floresta ao redor, o Lasombra dá partida no carro e segue seu rumo, deixando os uivos para trás.

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Mensagem por Papa Paradise em Qua Jan 30, 2019 10:18 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20 (Projeção astral)




- Não pense nisso. Você agiu naturalmente da última vez, apenas aja naturalmente de novo. Haverá música e comida quando chegarmos. Cumprimente as pessoas, tire sua máscara, peça sua bebida. Você não tem de fazer nada em especial, só eu...

Damaru segue então com seu plano. Kurusha procede como ele havia dito, embora nitidamente mostrando atitudes forçadas como um adolescente sem talento forçando atuação em uma peça de teatro do ensino médio. Flor os atende, os bêbados bebem festejam e dançam. O cobrador de impostos entra, Damaru observa tudo desenrolar-se como anteriormente. Seu plano estava saindo exatamente como havia planejado. Não poderia dar errado. A menos que eles interferissem em alguma ação crucial que pudesse mudar o curso do futuro próximo previsto.

- Mostrem suas marcas ou paguem o imposto! Os cães irão conferir! - Diz o cobrador.

O cão inicia a checagem das marcas e a maioria dos indivíduos as tinha. Porém, alguém parecia estar em falta com os impostos. Um dos homens, tenta escapar com uma manobra digna de um herói de quadrinhos. Ele vira a mesa causando o caos enquanto tentava escapar pela janela. No percurso ele carregava uma bolsa que rasga-se ao prender-se em um prego solto na mesa que havia virado. Os objetos que carregava são espalhados. O homem nitidamente fica em um impasse, entre sair pela janela ou recolher os objetos. Dentre estes estavam, 3 perolas de mandrágora, algumas moedas, uma ampulheta, um punhal e alguns recipientes com líquidos brilhantes.

O caos toma conta da estalagem de Flor. Agora era um salve-se quem puder, talvez outros além do primeiro fugitivo estariam em dívida e aproveitaram a deixa para tentar fugir também. Flor gritava para que todos se acalmassem, mas obviamente estava apenas preocupada com a estrutura do lugar, aquele cão poderia destruir tudo. Além disso outros também cobiçaram os "drops" da sacola rasgada.

O cobrador ordena ao cão que capture o criminoso.

O cão era uma criatura realmente aterrorizante, de força e tamanhos consideráveis. Não tinha qualquer interesse nos itens da sacola. Seu único foco era consumir aquela alma que perdera a chance de fugir por preocupar-se com seus itens! Que valor aquilo teria para ser mais importante que sua fuga?

O animal avança em direção a sua presa irrompendo tudo a sua frente, seres e objetos! Espalham-se as joias ainda mais. Da última vez Kurusha havia se jogado ao chão na tentativa de pegar uma das pérolas, onde ele havia chutado a ampulheta que rolaria para debaixo do cão que quebrava o artefato desencadeando a volta no tempo. Desta vez kurusha permanece ao lado de Damaru que majestosamente manipula a realidade daquele mundo enganando o dono da ampulheta que se concentra em pegar uma perola disfarçada no item em questão.

Damaru então consegue pegar a ampulheta no mesmo momento em que desfaz todo o Quimerismo, deixando Kurusha boquiaberto e alguns poucos observadores confusos, incluindo o dono do item.

- Conseguimos! Grita eufórico Kurusha...

- Vocês, mostrem sua marca! -Diz o cobrador de impostos insvestindo na direção de Kurusha e Damaru.

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Mensagem por Papa Paradise em Qui Jan 31, 2019 10:52 pm


Miles Keystone
PS 9/13; FV 7/7






dados:

Dados:2, 7, 10, 6
MILES rolou 4 dado(s) com dificuldade 8 para conduzir caminhonete no gelo e obteve 2 sucessos

De volta ao veículo Miles decide seguir sozinho a estrada, seja pra qual inferno ela levasse. Não foi difícil religar o carro. No inicio ele teve alguma dificuldade, mas nada que não tivesse já observado ser feito e que não pudesse reproduzir. Uma engasgada na marcha aqui, uma pisada desencontrada de embrenharem ali, comicamente ele segue os primeiros km. A viagem dura algumas muitas horas até que ele veja sinal de civilização.


Et innocentiae labem - Oculto - Página 2 Welcom10



Nuiqsut seria o perfeito exemplo do que alguém quer dizer quando diz que vive em um lugar no fim do mundo. Longe, cerca de 1000km da vila mais próxima, a população era composta de 200 homens e 216 mulheres. Esperava-se que esse número mudasse em breve com o nascimento de uma criança cuja mãe estava no oitavo mês de gestação. A vila tinha apenas uma única hospedaria que também era um dos dois bares locais segundo informações colhidas na internet. Miles chegava ao seu destino dirigindo uma caminhonete cheia de explosivos roubada de um traficante desaparecido. Era noite e a neve havia parado de cair.

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