Et innocentiae labem - Oculto

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Gam em Sex Jan 11, 2019 7:00 pm

Kurusha sai por detrás das arvores olhando sem entender nada, de qualquer forma alguém estava lhe oferecendo uma joia de mandrágora!

Ele posiciona-se austero:
- Quem é você criatura?

- Eu-eu-eu posso devorá-lo em um piscar de olhos! Deixe a joia ai mesmo e fuja antes que eu me enfureça!



Ele não o reconhece. Para Damaru, isso pode significar duas coisas: Seus planos a partir de agora se sairão muito bem ou mal demais.
Talvez as coisas dêem tão errado que Kurusha sequer tenha a chance de quebrar a ampulheta para retornar. Ou pior, talvez ele o traia no fim.

Bom, pensar nessas coisas agora não ajudará em nada. Só servirão para piorar essa incômoda dor nas têmporas.

- Ora, eu não conhecia esse seu lado. - Ele diz, sem acreditar em uma palavra do que lhe soa como um blefe assustado. - Eu não vou largar a joia. Ela pertence a você por todo o direito sagrado da roda do ka, e é a você que entregarei.

- Em outro tempo que já não existe mais, nós somos aliados. Venha, eu lhe conto tudo.


Kurusha continua não crendo:

- Quem o enviou? Eu não irei retornar àquele lugar nem que eu tenha que me esconder na tempestade, voltarei em Estígia e provarei meu valor!

- Se quer me dar a joia então jogue-a para mim!

- Mas você não fará isso, não é mesmo? Por que tem uma armadilha me aguardando. Não sou idiota!



- Muito bem, então. - Ele lança a joia em um folgado arco. Enquanto ela está no ar, ele já começa a enumerar o que sua memória lhe permite. - Você já não se lembra há quanto tempo está aqui. Até agora, você possuía duas joias. Eu lhe dei a terceira e ainda faltará uma para que passe pelo guardião.

- Há uma estalagem antes da passagem. Você gosta de lá, considera dona Flor sua amiga íntima.

Ele dá alguns momentos para que Kurusha associe as coisas, mas não o suficiente para que racionalize de algum modo desconfiado.

- Vamos, eu já lhe dei algo de valor hoje. Permita-me o benefício da dúvida. Eu posso lhe dizer exatamente o que vai acontecer na estalagem hoje, mas temos de partir agora se não quisermos perder nossa janela de oportunidade.


Dados:1, 8, 3, 9, 1, 4, 7, 3, 1, 10

DAMARU rolou 10 dado(s) com dificuldade 6 para ganhar confiança e obteve 1 sucesso

Kurusha deixa joia cair, ele a observa! Então vagarosamente sem tirar os olhos de Damaru ele se agacha e pega ajoia.

- Quem é você? Como sabe tanto sobre mim?



- Me chamo Damaru e nós já nos encontramos aqui. Mas eu era ingênuo e despreparado. Você me salvou dessa mandrágora. E é por isso que esta joia lhe pertence. Caso eu ficasse com ela, estaria furtando teu destino.

- Acontecimentos interessantes me fizeram retornar ao passado. E, como disse, temos de partir agora se não quisermos perdê-los


- Do que você esta falando criatura? Nunca o vi!


- Não, não mais.

- Agora que já concordamos em algo, podemos ir? Há um longo caminho pela frente. Eu te conto tudo na trilha.


- É melhor me contar agora, eu sou muito perigoso se você me conhece!

- Não iremos a lugar nenhum se não disser como sabe tanto sobre mim e quem é você!



Damaru viveu tempo suficiente para entender o que está acontecendo agora. Existem pessoas - muitas, aliás - que não funcionam baseando-se em lógica ou mesmo benefício da dúvida. Elas acreditam no que querem acreditar e não acreditam no que é desconfortável acreditar. É simples assim.

Kurusha está com medo. Esta palestra já está dando voltas atrás do próprio rabo e Damaru não tem tempo para isso. A cada segundo que passa, o coletor e seu cachorro estão um passo mais perto da estalagem.

Talvez seja por isso que Kurusha não voltou, afinal. Talvez ele jamais tenha conseguido convencê-lo a ser seu aliado de novo. Mas Damaru tentará mais uma vez. Ele tentará uma técnica de persuasão que prefere evitar, mas reconhece sua praticidade.

A técnica da força bruta.

Ele respira fundo e apoia a lanterna no chão. É melhor que ela espere aqui por enquanto.

- Deixe-me tentar colocar de outra maneira.

E uma névoa densa repentinamente toma conta da floresta.


Kurusha percebe a névoa, isso o assusta amais ainda e ele começa a correr!


Um Damaru materializa-se na frente do homem assustado.

- Você não disse que era perigoso? - Sua voz agora é grave e ameaçadora. - Que ia me devorar vivo em sua temível fúria?


-Por favor, por favor não me devore!

Ele ajoelha-se em suplica.



Damaru desistiria deste aliado deplorável agora mesmo, se não soubesse que por trás de sua covardia se esconde um arqueiro ímpar.

- Percebe meu argumento? - Ele diz, seu timbre retumbante. - Se eu quisesse matá-lo, Kurusha, já o teria feito há muito tempo. Agora levante-se, você está se humilhando.

- Já lhe disse, temos um longo caminho pela frente e nosso tempo é precioso. - Ele sorri com a dualidade desta afirmação. - Os fatos provarão minha sinceridade por si só.


Humilhado e sem saida ele levanta-se, estava envergonhado!

Da primeira vez ele estava empoderado, havia salvo um ser indefeso das garras de uma mandrágora, a nova situação mostrou quem ele era realmente: Apenas um fugitivo covarde em busca de provar seu valor.

-Você quer que eu te leve para a estalagem?



Sim, um covarde. Mas Damaru está escondido nas sombras enquanto engana o homem que salvou sua vida com ilusões baratas, não é mesmo? Ele não se vê em posição de julgá-lo tanto assim.

No mais, aquela flecha certeira no coração da mandrágora há vários metros de distância não pode ter sido um golpe de sorte. Kurusha é um diamante bruto, mas ainda há de ser lapidado. (Natureza Guru)

- Caminhemos juntos. Ainda tenho coisas a lhe contar, amigo. - Ele finalmente volta ao tom brando e aprazível do bom velhinho.


-Bem, vamos então, fica naquela direção!

Ele segue, tentando sair daquela situação.



Damaru o acompanha. Ele casualmente direciona o caminhar na direção da lanterna, antes que rumem à estalagem. No caminho, ele conta a história sem pressa:

- Desculpe tê-lo assustado, mas não vi outra maneira de acelerarmos as coisas. A minha história é real, mas por hora eu só posso lhe dar minha palavra, Kurusha. Mas deixe-me contar-lhe o que acontecerá hoje, e então verá que falo a verdade quando digo que vim do futuro. - Ele diz. - Hoje, quando estivermos na estalagem, um coletor aparecerá com seu cão satânico. Ele passará buscando a marca ou o imposto de cada um, e um homem em especial tentará escapar. Ele deixará cair uma série de objetos interessantes. Um deles, em especial, é a ampulheta que me fez retornar a um ponto no passado. Desta vez eu estarei atento para pegá-la, contudo.

Damaru deixa Kurusha absorver a história.

_________________
... só pode ser os nóia!
avatar
Gam

Data de inscrição : 08/03/2010
Idade : 26
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Sex Jan 11, 2019 10:40 pm



Miles Keystone          Joseph Zedwards
PS 12/13; FV 7/7       PS 6/13; FV 7/7

dados:
Dados:3, 2, 10, 1, 9, 9
ZED rolou 6 dado(s) com dificuldade 6 ( raciocimnio + prontidão) para resistido contra a captura de olhar de miles e obteve 2 sucesso(s)
Dados:4, 5, 9, 6, 10, 8, 7, 7, 3
MILES rolou 9 (manipulação + intimidação) dado(s) com dificuldade 6 para resistido contra a captura do olhar de zed e obteve 7 sucesso(s)
Dados:8, 1, 8, 4, 1, 7
MILES rolou 6 dado(s) com dificuldade 7 para hipinotizar zed e obteve 1 sucesso(s)



O circo estava armado. Zed teria o favor dos atropeladores e garantiria sua carona para Nuiqsut, para ele e para Kut também! Seria perfeito se não houvesse um cainita na boleia daquela caminhonete.

O motorista, apesar de ser um homem rústico apressa-se em prestar socorro, mas acaba confuso quando a garota aprece e o atropelado levanta-se como se nada tivesse acontecido.

“– Você é cego ou algo do tipo? Eu fiquei te acenando de longe.... Mas já que você parou, nos de uma carona, tem lobos por aqui e você me deve uma depois de me atropelar.”

Miles que não perde tempo e prepara-se armando-se toma a frente quando consegue uma lanterna e a atenção de todos, já que os faróis acabaram voltados para outra direção após a colisão.

“- Calma aí parceiro. Sei que o Teddy aqui cometeu um erro. - Mas não sabemos quem é você, nem o que faz aqui. Quero ver pelo menos se você não tem nada escondido aí.

Pergunta Miles se aproximando e zed responde:

“– Tem espaço na frente ou eu vou atrás? Eu vou até em cima se quiser meu irmão. Só vâmo logo, eu falei, tem lobos por aqui, e eles não parecem felizes..Só leva criança na cabine, essa desastrada vai cair fácil.”

Zed tentata ir em direção do caminhão quando Miles baixa a lanterna capturando o olhar do vampiro e impondo, mesmo que de forma simples sua vontade sobre a mente do membro:

- Então, me diga se está sozinho com a criança... Desculpe o ocorrido, mas terei de ver se você não tá escondendo nada. A criança também.

Zed fica um pouco confuso e nem se da conta de que responde de imediato a pergunta:

- Estamos sozinhos eu e acriança, não há nada a esconder...

O motorista grita enquanto manobra o carro:

Está tudo bem aí? - Porém, antes mesmo que eles respondam os pneus do carro cantam, o motorista acelera e passa por eles em alta velocidade.

_________________
Rolador online: http://warleiramos.com/rolador/
avatar
Papa Paradise

Data de inscrição : 11/08/2011
Localização : São paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Zed em Sex Jan 11, 2019 11:06 pm

Enquanto gastava meu tempo discutindo com o motorista, seu acompanhante vinha me interrogar. – Cometeu um erro? Ele me atropelou! O que foi? Vai defender o namorado? – Não sabia o motivo pelo qual o estranho estava se intrometendo na conversa. Mas ele conseguia extrair algumas informações após uma troca de olhares. Talvez tivesse mais tempo para analisar a situação, mas rapidamente as coisas começavam a mudar quando o motorista acelerava o veículo abruptamente. – Que porra ele tá fazendo!? – Demorei alguns segundos para entender.

- FILHO DA PUTA! – Não podia deixar barato, em meio aos gritos, já disparava correndo atrás do veículo, antes mesmo de esperar o sangue fazer efeito. (-1PdS/Rapidez 3) Não deixaria o único veículo funcional simplesmente me abandonar. Não tinha tempo para lidar com o estranho deformado, ou de prestar auxílio a criança. – CUIDA DA GAROTA! – Berrava já a uma certa distância do estranho, confiando que ele fosse cuidar de Kut por hora.

Não sabia dizer se era capaz de alcançar o veículo, talvez sim, talvez não. Mas tinha de tentar. Uma vez que diminuísse a distância o bastante, tentaria um salto para me agarrar aos fundos da máquina. Assim poderia ir agarrado, tentando me aproximar da cabine e de seu condutor.

Tentaria entrar pela janela do carona, ao mesmo tempo que tentaria chutar o motorista pra fora do carro e assumir seu lugar no volante e então iniciando o processo de frenagem.
avatar
Zed

Data de inscrição : 08/04/2015
Idade : 23

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Fox em Sex Jan 11, 2019 11:28 pm

Seu controle sobrenatural surte efeito. O sujeito responde de imediato, revelando que realmente estava sozinho com a garota, o que evitaria mais problemas. Porém, antes que qualquer interação posterior aconteça, o motorista dá uma de esperto e acelera o veículo sozinho. Miles se surpreende, percebendo a traição. O motivo não importava. Só a tentativa de frustrar os planos do Cainita já era suficiente para enfurecê-lo. Ao escutar o som das rodas do veículo, ele se vira, sacando a arma.

- Filho da puta!

Miles não iria tentar se esquivar. A distância entre eles não era tão grande para o caminhão pegar tanta velocidade. O Guardião apenas confiava na sua resistência e utilizava seu sangue para melhorar suas capacidades físicas (1 Ponto de Sangue - Vigor), caso o choque fosse inevitável. Utilizando todo seu foco, ele dispara contra o motorista, descarregando todo o pente onde quer que ele consiga acertar. Com sorte, o caminhão bateria em uma árvore, seja pela morte do motorista ou pela perda do controle pela distração, e ainda poderia ser usado em seguida. Claro que depois ele teria que se preocupar com mais duas testemunhas, mas uma coisa de cada vez.
avatar
Fox

Data de inscrição : 10/03/2010
Idade : 24
Localização : Natal - RN

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jan 13, 2019 10:39 pm




Miles Keystone Joseph Zedwards
PS 11/13; FV 7/7 PS 5/13; FV 7/7

dados:
Dados:10, 1, 8, 1, 1
ZED rolou 5 dado(s) com dificuldade 6 para agarrar-se ao caminhão em movimento e obteve 0 sucesso(s)
Dados:6, 4, 1, 6, 1
ZED rolou 5 dado(s) com dificuldade 7 para agarrar-se ao caminhão em movimento e obteve falha crítica
Dados:7, 10, 5, 6, 3, 3, 2, 5
MILES rolou 8 dado(s) com dificuldade 6 para atirar e obteve 3 sucesso(s)
Dados:4, 2, 5, 6
MILES rolou 4 dado(s) com dificuldade 6 para dano letal em zed e obteve 1 sucesso(s)
mDados:9, 9, 10
ZED rolou 3 dado(s) com dificuldade 6 para absorver dano letal e obteve 3 sucesso(s)

“- FILHO DA PUTA!”
Essa é a reação de todos naquele momento! Provavelmente Teddy estava pensando o mesmo, “filhos da puta, fiquem aí, seus estranhos”!

Teddy era um bom motorista e estava com um veiculo de motor potente. Enquanto eles conversavam ele toma uma pouca distância manobrando e pisa no acelerador desviando de todos eles em uma manobra que faz o veiculo levantar levemente os pneus.

Zed não pensa duas vezes ativando sua velocidade e seguindo veiculo enquanto este tentava ganhar velocidade. Ele se aproxima e salta, consegue agarrar-se, mas suas mãos escorregam e ele cai no chão rolando. Isso não foi o suficiente para parar Zaza. Ele levanta-se rapidamente e corre mais o mais veloz que podia e salta...

Enquanto isso Miles inicia uma saraivada de tiros contra o veículo tentando acertar o motorista. Ele era um bom atirador e acerta vários tiros um deles inclusive na cabeça de Zed que estava em pleno ar.
Por fim Miles percebe que o veiculo era blindado, diferentemente da cabeça de Zed que ao levar o tiro desequilibra-se completamente em uma queda desastrosa enquanto o veículo toma distância...

Zed cai no chão rolando inúmeras vezes, sendo um humano normal estaria completamente destruído. Porem o vampiro havia conseguido absorver todo o dano, tanto o causado pelo tiro sem sua cabeça com pela queda que foi apenas contusão. Mas ate ele levantar-se e localizar-se o veículo já estava distante para mais uma tentativa.

-Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! - todos ouviram os uivos!

_________________
Rolador online: http://warleiramos.com/rolador/
avatar
Papa Paradise

Data de inscrição : 11/08/2011
Localização : São paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Zed em Seg Jan 14, 2019 12:06 am

Uma coisa ficava clara, eu era rápido o bastante para alcançar o veículo. Mas faltava habilidade ou sorte para conseguir me fixar apropriadamente a lataria. A primeira tentativa era um fracasso qualquer, podia até ser interpretado como um sinal. Mas era teimoso o bastante para ignorar e tentar novamente. Desta vez falhando com maior impacto. Além de errar o salto, me enfiava na trajetória de uma bala que atingia as costas da cabeça. Tropeçando, caia rolando desajeitadamente.

Levantava pela segunda vez, desenterrando a cabeça da neve e cuspindo gelo. – Retardado do caralho... – Reclamava a respeito do atirador deformado. – ”De que lado ele está? ” – As pessoas naquele dia pareciam estar aparecendo de forma mais randômica do que o normal. E as circunstâncias agora me faziam questionar se ele realmente queria matar o condutor ou se aquele tiro havia sido premeditado.

- Bom trabalho seu imbecil. Se não tivesse acertado minha cabeça eu tinha conseguido naquele segundo pulo. – Era apenas uma teoria, não tínhamos como voltar no tempo e testar esse segundo cenário diferente. – E afinal, por que você tem uma arma? – Perguntava despreocupadamente enquanto voltava a me aproximar do grupo.

Não que me importasse em ter que matar aquele estranho ali mesmo. Mas não via como isso seria benéfico no momento, com exceção de encher meu tanque de combustível. Um pistoleiro hábil poderia ser mais útil do que um pouco a mais ou a menos de sangue. Mas apenas no cenário onde ele fosse colaborativo. Depois de ser atingido na cabeça, minha confiança para com ele já estava abalada.

Caso durante minha aproximação fosse capaz de notar a intensão agressiva dele. Evitaria ficar em seu caminho. – Ei, tá maluco? Por que você está me atacando? Estamos no mesmo time seu retardado. Todos contra Teddy. – Qualquer que fosse o ataque, procuraria ficar fora da mira. Fosse procurando cobertura nas arvores para evitar disparos, ou apenas dar passos para trás, tentando ficar longe de um combate a curta distância. Ao mesmo tempo que usando de comentários aleatórios para parar com aquela Zona. – Para com esse porra, foca no objetivo rapaz. Vamos embora daqui antes que mais merda apareça.

Já em uma situação que não fosse capaz de notar sua reação. Provavelmente seria pego desprevenido, mas tão logo que notasse o agarrão, já iniciaria a me debater com força bruta, tentando me soltar. – Me solta maluco! Tira essa porra da minha cara, ta querendo me acertar!? – Um tiro a distância era suave demais para causar estranho, mas encostar a arma contra minha cabeça podia ajudar a causar algum dano. Ainda que não devesse ser fatal. – Pode não parecer, mas essa porra dói! Não mata, mas dói! Então para! – Considerando que ele fosse fazer a pergunta sobre o tipo de criatura que era: - O que você acha idiota!? Eu sou imortal!... Ou alguma coisa parecida, agora tira essa porra de perto de mim! – Não estava realmente assustado com a cena, mas as falas saiam apressada e em um tom mais agudo que o normal, talvez deixando mais difíceis de compreender com o sotaque britânico.


Última edição por Zed em Seg Jan 14, 2019 10:48 pm, editado 3 vez(es)
avatar
Zed

Data de inscrição : 08/04/2015
Idade : 23

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Fox em Seg Jan 14, 2019 12:12 am

A sequência de eventos se desenrola rapidamente. Como planejado, Miles saca sua arma e mira com destreza. O sujeito esquisito, ao mesmo tempo, partia na direção do caminhão e tentava se agarrar a ele duas vezes, tendo o azar de ser acertado pelos tiros do Lasombra, que nem sequer lamentava o dano colateral. O azar real era que o alvo verdadeiro dele, o motorista, estava protegido pelos vidros blindados do caminhão. Miles pragueja por não ter notado isso antes, enquanto assiste o veículo partir em alta velocidade.

Imediatamente, a mente do Guardião começa a trabalhar pra pensar em uma forma de achar Teddy novamente. Apesar de não ser seu objetivo principal, ele não ia deixar algo assim passar. Infelizmente, além de seu veículo chamativo e o destino da sua entrega, não se sabia de muito mais coisa. Porém, a atenção de Miles é tragada para o terceiro membro da cena, que acaba de se levantar como se nada houvesse acontecido após cair duas vezes de um caminhão em movimento e receber um tiro na cabeça. Por isso e pela velocidade anormal, ele não consegue deixar de concluir que o mesmo era uma criatura sobrenatural. Não havia como um humano sobreviver a tudo isso ileso. Talvez o Sombrio devesse ter suspeitado algo depois do atropelamento sem danos, mas não se podia ter certeza até agora. Os uivos soam na noite.

Miles sente que está em tremenda desvantagem ali. Além de estar sem transporte no meio do nada, estava ao lado de uma criatura desconhecida e prestes a se deparar com lobos, ou feras piores. Ele tinha que ser rápido e se assegurar de sua superioridade, mesmo que momentânea. Certo de que sua influência mental surtiu efeito anteriormente, podendo ser um trunfo a ser usado, ele aproveita a distração pós queda do sujeito e avança contra ele, ignorando qualquer tentativa de contato amistosa. Com uma derrubada, ele tenta imobilizar seus braços junto ao chão e manter seu olhar ao alcance, além de colocar a arma apontada junto a sua têmpora. Caso consiga, ele questiona em tom intimidativo.

- Que criatura é você? Responda!

Apesar de ser uma oportunidade perfeita para dobrar a mente do sujeito, Miles decide não fazê-lo. Naquele momento, ele preferia a obediência pelo medo do que forçar a resposta, além de que manter seus poderes sobre sigilo era algo sensato. Por fim, a resposta recebida iria definir suas próximas ações.
avatar
Fox

Data de inscrição : 10/03/2010
Idade : 24
Localização : Natal - RN

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Seg Jan 14, 2019 9:39 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20 (Projeção astral)


Damaru deixa Kurusha absorver a história.

- Entendi, então quer dizer que já nos encontramos antes. E como foi?
- Tudo bem, seguimos para estalagem e realmente talvez o cobrador passe por essas bandas. Essas coisas de voltar no tempo são muito complexas. Mas espere, E já li algumas coisas sobre artefatos como este, certamente deve haver algo em minhas coisas em Estigia. - Kurusha empolga-se.

- Talvez seja por isso que eu tenho a sensação de estar aqui a tanto tempo! E se esse acontecimento da taverna vem se repetindo, e repetindo englobando a todos os envolvidos? Se conseguirmos, seria incrível! É necessário saber como funciona...acredito que haja um raio de ação e também uma forma de regular o tempo! Muito, muito interessante!  Isso pode ser minha chance de concertar meu erro e pagar minha dívida, ou melhor, ela nunca existirá!

- Mas algo não está certo,! -Ele para.

-Por que eu não lembro de nada e você tem todas as lembranças?

_________________
Rolador online: http://warleiramos.com/rolador/
avatar
Papa Paradise

Data de inscrição : 11/08/2011
Localização : São paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Seg Jan 14, 2019 10:06 pm



Miles Keystone          Joseph Zedwards
PS 12/13; FV 7/7       PS 6/13; FV 7/7


dados:

Dados:2, 4
ZED E MILES rolou 2 dado(s) para iniciativa
ZED 8+2
Miles 8+4
Dados:5, 2, 6, 10, 4, 1
MILES rolou 6 dado(s) com dificuldade 6 para agarrar e obteve 1 sucesso(s)
Dados:6, 7, 3, 8, 9, 10
ZED rolou 6 dado(s) com dificuldade 6 para esquivar e obteve 6 sucesso(s)




Miles desconfiando da situação decide não deixar brechas para mais surpresas e parte para cima de Zed, quem ele já desconfiava ser também um vampiro. Miles vai de encontro sem hesitar chegando a encostar as mãos em seu alvo. Este porém, talvez ainda com resquícios de sangue nos músculos e pela suposta “adrenalina” da situação acaba por notar a tempo e esquivar-se com extrema facilidade.

– Ei, tá maluco? Por que você está me atacando? Estamos no mesmo time seu retardado. Todos contra Teddy! Para com esse porra, foca no objetivo rapaz. Vamos embora daqui antes que mais merda apareça.

- Que criatura é você? Responda! -Diz Miles.

- O que você acha idiota!? Eu sou imortal!... Ou alguma coisa parecida?

Kut interrompe os dois:

-Tio Zaza vamos embora, não quero comer suas entranhas chegar!



_________________
Rolador online: http://warleiramos.com/rolador/
avatar
Papa Paradise

Data de inscrição : 11/08/2011
Localização : São paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Gam em Seg Jan 14, 2019 10:37 pm

Finalmente seu pretenso aliado parece estar aceitando melhor a situação. Ótimo, isso quer dizer que em breve, quando a história de Damaru for comprovada, ele estará inteiramente a seu favor.

- É uma ótima pergunta. Mas não foi impune para mim. A experiência me foi traumática, isso lhe garanto. - Ele responde-lhe sinceramente. E então troca o assunto. - Está vendo esta lanterna e este frasco? Por que não os carrega para nós? Que sirva-lhe como uma prova de minha boa vontade. A lanterna armazena muitas almas, mas contenha-se. Não é minha intenção usar qualquer uma delas como moeda de troca. Já o frasco, é um presente. Está cheio de lágrimas de mortais, sei que são importantes para você.

E então, talvez valha a pena tentar explorar algo mais sobre o caçador.

- Você nunca contou sobre seu passado. Por que lhe baniram, Kurusha?

_________________
... só pode ser os nóia!
avatar
Gam

Data de inscrição : 08/03/2010
Idade : 26
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Zed em Seg Jan 14, 2019 10:47 pm

Depois do tiro pelas costas, uma investida surpresa. Era paranoia achar que ele não gostava de mim? Felizmente, consegui reagir a tempo e esquivar do ataque, mas não podia deixar a guarda baixa depois de sinal tão claro de hostilidade. – Ei, vamos com calma. – Levantava as mãos abertas. – Sem armas, só vamos conversar como adultos. – O que não era exatamente um pré-requisito pra conversar, a própria criança já parecia mais consciente do problema do que o próprio deformado.

- Viu? Até a criança já notou que é problema ficar por aqui. – Mantinha o olhar atento no agressor. Preparado para correr para a cobertura das arvores tentando evitar os tiros. Ou se ele insistisse em vir me agarrar, após tentar novamente me esquivar, responderia com o mesmo movimento, tentado jogá-lo ao chão agarrado. – Já deu, né?

Em um cenário onde ele concordasse em levantar a bandeira branca por enquanto. Seguiria com o discurso. – Olha, eu não quero confusão com você. Eu só queria uma carona por que parece perigoso por aqui, eu vou pra cidade agora, se quiser vir junto na paz fica à vontade. Agora se for para continuar assim é melhor cada um seguir seu caminho e fingir que nunca nos vimos. – Se ele fosse por outro caminho ainda devia servir como isca de lobo no melhor cenário. E minha reserva de sangue estava baixa para arranjar confusão tão longe de qualquer outra fonte de alimentação e tão próximo a outro perigo.

Como eu não queria gastar tempo, já iria logo me afastando da cena, mantendo o olhar atento aos arredores, a procura de lobos ou outro tipo de inimigo semelhante, e também o olhar atento no deformado, que poderia ou não estar me acompanhando. De qualquer forma, ele era perigoso o bastante para me deixar em alerta. Por mais útil que ele fosse, não dava pra confiar em alguém que te ataca em cada oportunidade. Manteria a criança nas costas e alguns paços de distância caso ele me acompanhasse. Provavelmente nenhum de nós se sentiria confortável para ir na frente, então lado a lado. O caminho deveria ser aquela estrada que esperava ser em direção a cidade mais próxima.
avatar
Zed

Data de inscrição : 08/04/2015
Idade : 23

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Fox em Seg Jan 14, 2019 11:53 pm

A investida não dera certo. O sujeito era rápido, tanto sua esquiva quanto seu impulso alcançando o caminhão demonstravam isso. Porém a atitude do Lasombra ainda lhe rendeu uma resposta. Imortal. O jeito como ele se referia a isso era tão banal que Miles não conseguia deixar de associá-lo com uma Criança da Noite ou um Sangue Fraco, afinal as características batiam. Sabia que, nas noites recentes, eles haviam se multiplicado bem mais, então não era novidade encontrar um. Ele tentava ser pacífico, além de que não portava nenhuma arma, então não havia tanto motivo para preocupação.

- Você toma um tiro na cabeça, sai ileso e ainda quer que os outros reajam de forma normal?! - Miles da um riso, quebrando um pouco a tensão - E essa garota? É como você ou é comida? Se é que é disso que você se alimenta.

A última pergunta finalizaria as dúvidas do Lasombra. Ele recarrega a pistola e religa a lanterna, apontando para a estrada e tentando ver até que parte do caminho sua vista alcança. Em parte, o Sangue Fraco tinha razão. Aquele lugar realmente parecia perigoso e ir até a cidade era o melhor a se fazer. Não havia porque perder tempo em um conflito inútil. Claro, isso não significava dar as mãos e ir trocando histórias durante o caminho, mas ali podia haver o mínimo de trégua até o necessário. Miles se põe a andar no mesmo ritmo que os dois, um pouco distante lateralmente. Só havia duas direções da estrada, então era só seguir o percurso do caminhão que uma hora estariam em Nuiqsut. Era quase impossível outro veículo passar por ali, tornado os uivos a maior preocupação. Ele tenta lembrar e identificar a direção do som, embora mantivesse a atenção em todos os lados.
avatar
Fox

Data de inscrição : 10/03/2010
Idade : 24
Localização : Natal - RN

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Qua Jan 16, 2019 10:37 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20 (Projeção astral)

Kurusha contempla maravilhado os itens que lhe são apresentado.

- Isso é uma lanterna incrível, veja esse símbolo, pertence a caravana da Dama risonha...mas você já deve saber tudo isso certo? – Ele contem -se segurando o recipiente com lagrimas de mortais. Ele abre e sorve o odor!

-Magnifico, você tem noção do quanto isso é valioso? È o suficiente para comprar uma casa em Estigia, deixe-me esconder isso antes que alguém perceba! Muito obrigado, saberei agradece-lo! Ele segura a lanterna e segue em dianteira convidando Damaru!

-Venha, é por aqui! -vão em direção a uma pequena estrada de terra batida rachada, de onde fluía uma gosma com um pálido brilho verde, pelo menos era o mais próximo de uma descrição no mundo real que aquilo podia chegar!

“-Você nunca contou sobre seu passado. Por que lhe baniram, Kurusha?”

- Ah! Isso! Eu fui um exímio arqueiro quando vivi, sabia? Eu era o melhor do meu exército, o grande capitão kurusha. Eu tive a infelicidade de nascer do lado errado de uma guerra. Meu povo enfrentava décadas de batalhas e apesar de lutarmos bem, a derrota foi inevitável, tenho certeza! Em uma das ultima batalhas eu fiquei encurralado, observando todos os meus companheiros morrerem, matei incontáveis também, mas no final desertei! Foi aí então que minhas mazelas começaram. Fui capturado, mas meu povo não intercedeu para tentar me salvar, apesar de eu ter salvado a vida de centenas deles em incontáveis situações! Fui torturado e por fim esquartejado vivo! Desde então vago por esse mundo a quanto tempo não saberia dizer.! Ainda guardo meu orgulho de guerreiro, mas este lugar pode intimidar você das formas mais cruéis possíveis. Nenhuma guerra pode comprar-se aos horrores deste lugar, sua mente as vezes se perde no desespero, a única coisa que o manter em sanidade é pensar que o vazio pode ser pior!

-Passei por muitas situações aqui, até que consegui estabelecer-me em Estigia. Aposentei o arco e consegui montar uma pequena loja de artefatos com os itens de minhas viagens por esta terra caótica, mas ela tem suas belezas, acredite! Eu fui requisitado por um nobre para guiar uma caravana de suas riquezas para terras distantes, modéstia parte eu conheço algumas rotas importantes nesse mundo, conhecimento adquirido em minhas viagens! Acontece que fomos saqueados e capturados, eu consegui escapar, mas ao chegar em Estigia fui condenado culpado a pagar de volta todo carregamento. Tive minha loja fechada e tive que fugir para não virar moeda. Preciso retornar e dar um jeito de pagar minha dívida agora que a poeira baixou!

_________________
Rolador online: http://warleiramos.com/rolador/
avatar
Papa Paradise

Data de inscrição : 11/08/2011
Localização : São paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Gam Ontem à(s) 4:19 pm

- Sim, você me disse. - Ele confirma. - A lanterna, contudo, não me pertence. Sua origem me é tão misteriosa quanto é para você.

Conforme caminham, Damaru confere em suas memórias se esse é de fato o caminho correto. Ele gosta de pensar que já conquistou a confiança de Kurusha, mas não exclui a possibilidade de estar redondamente enganado. Todo cuidado é pouco na estranha terra dos mortos.

- Pois muito bem. - Ele responde sobre o frasco. - Use para comprar sua casa depois que fizermos a passagem, então. - Ele faz pouco caso do objeto, que lhe foi uma conquista muito fácil em contraste com o que representa para o presenteado.

Pensando bem, quantas casas em Estígia Damaru compraria com as lágrimas de luto de todas as mães e viúvas de suas vítimas no decorrer dos séculos? Quantos daqueles homens não vagam por aqui agora, sofrendo como Kurusha ou trocados como uma moeda insignificante? Um calafrio lhe sobe a espinha diante desse pensamento.

- Uma história de vida e morte verdadeiramente fascinante. - Damaru comenta, caminhando calmamente a seu lado. - Mas me parece que sua punição foi absolutamente injusta. Que sistema falido é esse que lhe julgou? Sob qual lógica puniram o guia por um crime cometido por outrem?

_________________
... só pode ser os nóia!
avatar
Gam

Data de inscrição : 08/03/2010
Idade : 26
Localização : Rio de Janeiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum