Et innocentiae labem - Oculto

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Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Qui Dez 27, 2018 11:01 pm

Et innocentiae labem - Oculto




Damaru
FV 5/10/ pds 8/20

Damaru tenta usar seus poderes além da parede invisível, mas não foi possível.

- Senhor David (nome falso de Damaru), por que saiu do veículo? - E vinha em direção Damaru...

- Por favor, continue! - Damaru grita, afastando-se e inventando qualquer coisa. - Eu vi um espécime, preciso estudá-lo! Vá salvar o homem, não se preocupe comigo!
A barreira é mais forte do que ele imagina. Ela não apenas barra o vampiro, como também qualquer efeito de sua vontade por através dela. Ele precisa buscar a fonte, ou nunca terá seu bendito osso.
David ainda tenta argumentar, mas Damaru desaparece no escuro...


Logo a frente Damaru vê alguém aproximar-se, vinha da direção da cidade...

Assim que Carlos perde-lhe de vista, Damaru mescla-se com as sombras. Mas há outra presença aproximando-se pela estrada. Desconfiado, ele analisa-a conforme ela aproxima-se. Vislumbra sua aura e tenta vasculhar sua mente.
A aura era nitidamente a coisa mais imprecionante que damaru ja vira, era um ser espiritual, estava calmo com tons de preocupação e certamente aquela aura revelava um demônio!

Ele aproxima-se cada vez mais...Agora Damaru reconhecia. Sim, era o velho Kolbi kashahall. Porém, definitivamente agora, ele não era o moribundo que ficava jogado na  sala da estalagem espantando moscas em frente a tv.

Confiando em seu ocultamento, Damaru aponta a espingarda para a pessoa que se aproxima. Ela não pode ver o cano duplo apontando para a sua cara, afinal. Mas conforme ele chega mais perto, Damaru leva um susto. Mais uma reviravolta, quem diria? Ele continua apontando o cano, contudo. Agora, por saber que qualquer ilusão é inútil, bem como seu ocultamento. Acabaram os joguetes. Antes que ele se aproxime demais, Damaru levanta a voz acima do som do vento.
- Boa noite, senhor Kashahall. - Ele o cumprimenta como um cavalheiro, a despeito da arma que lhe aponta.
- Quanto mais perto o senhor chegar, maior é o estrago que eu posso fazer com sua velha espingarda. Não prefere conversar dessa distância?
Dois senhores que são mais do que aparentam enfrentando-se na noite gelada. A tensão quase lhe sobe à cabeça, mas ele mantém o foco e endireita a mira. Algo lhe diz que está em séria desvantagem aqui.

- Baixe sua arma dominador da luz!

Damaru já ouviu essa voz antes. Era Durga dentro de kolbi.

- Sua hostilidade somente lhe afetará!
- Não sou seu inimigo mais do que você mesmo o é!
Ele continua andando a passa por Damaru em direção à parede
Vai fazer algo?

- Ah, Durga. - Ele relaxa. Como dizem os jovens? "Antes o demônio que você conhece" Ele abaixa a arma. Durga é agressivo, mas não uma besta selvagem. Não é como se Damaru pudesse fugir dele em qualquer dimensão, aparentemente.
- A sua barreira anda mais forte do que nunca, não é mesmo?

Um braço extra surge do lado esquerdo do demônio. A mão toca a barreira que reverbera empurrando-a pata trás.

- Ela é magnífica não é mesmo? Eu tinha asas imponentes como as de uma águia e tão fortes quando um boi. Elas foram o preço que paguei para fazer esta barreira.

- Sim, bastante eficiente. - Ele não se impressiona com o braço extra. Já o viu antes. - Da última vez eu conseguia atravessá-la no mundo físico, agora não mais. E as duas vezes ocorreram basicamente ao mesmo tempo, na verdade. Mas Damaru evita falar sobre isso, ainda não tem certeza se Durga também manteve as memórias da viagem temporal.

- Dei minhas asas e minha existência para proteger este lugar, e você, em um Ínfimo espaço de tempo desencadeia a destruição do meu trabalho!

- Eu só derrubei algumas pedras. Posso colocá-las de volta no lugar, se isso é importante para você.
- Não me insulte dominador da luz!

- Agora me diga, como você a viu? Como deixou que ela roubasse sua fé?

- O padre está vivo. Os cadáveres, intactos, e a barreira melhor do que nunca. Infelizmente eu de fato só consegui derrubar pedras, embora minha intenção tenha sido mais destrutiva.
- A serpente! – disse Durga.

- Fala da Falsa Deusa? Ela estava vigiando o padre. Me interceptou quando o alcancei. Mas minha fé prossegue intacta.

- Maculada eu diria! – diz durga!

- Ah, estamos falando do padre? Por um momento achei que eu era importante pra você, Durga. - Ele o provoca, pelos velhos tempos. Novos? Bom, que seja.

- Quem é Durga? Não pense que me conhece animal da noite!  Eu construí essa barreira! Agora sou vítima dela, prisioneiro de minha própria decisão! Ouça e entenda:

- A muitos invernos atrás, quando os homens eram crianças neste mundo, Eu e a serpente fomos ordenados a guardar o portão de Exilllph. Proibidos de saber o que havia do outro lado e sobre sua chave, nossa missão era evitar que o selo que o mantem fechado fosse rompido. Por isso eu criei a barreira que evita a entrada ou saída de qualquer força de fé celestial ou abismal.
Você conseguida ultrapassa-la porque não conhecia a verdade, agora que a viu e teve fé tomada, não mais conseguirá entrar.

- Todo esse tempo eu me escondi para não macular sua inocência, “Et innocentie laben”, mas o destino o levou a entrar novamente onde não devia. Eu assumo culpa por subestima-lo, mas também imponho a sua alma o dever de desfazer o mal que fez!

A serpente voltou-se contra seu dever e descobriu como quebrar o selo e libertar o que está trancado! Eu a tranquei dentro dos portais para que ela não alcance a chave e liberte o oculto!

- Agora me diga, Como você a encontrou vampiro?

- Durga é o nome que lhe dei, uma vez que se recusará a dizer o seu. Meus poderes vão além do que você imagina. Não sou nenhum Livro das Sombras - ele o provoca - mas tenho vislumbres do futuro e meios de retornar ao passado. Podemos negociar algo nestes parâmetros, se você me explicar exatamente que mal é este que causei. - Sua barreira, afinal - ele cutuca a barreira com a ponta da espingarda. - me parece mais saudável do que nunca.
Durga fita Damaru espantado quando ele menciona o livro das sombras!

- Você é realmente curioso!

Ele não se lembra. Damaru tem um passo a frente em relação a este Demônio. Um passo pequeno, é verdade. Mas o suficiente para prender sua atenção
- Conheço um modo de fazê-lo retornar até certo ponto desta noite, mas teríamos que começar a agir agora. Há algo de especial que você tenha perdido nas últimas horas? Ou, talvez, algo arriscado que queira tentar e saber que possui uma segunda chance? - Damaru mostra suas cartas.

-Criança! - diz o demônio - não é possível tal coisa neste mundo, eu estava aqui quando ele foi criado! Realmente me intriga você mencionar o livro das sombras, o que sabe sobre isso?
Minha intenção é usá-lo para resolver o problema que foi desencadeado por você!

- Você me subestima se pensa que estou atado a este mundo. Cada segundo conta, você tem interesse neste poder ou não? -diz damaru.

- Estas dizendo que é capaz de retornar no tempo criatura? Não insulte minha paciência!

- Cada segundo! - Responde o vampiro!

- Muito bem, se insistes nisso, faremos um acordo! Se estiveres a mentir me serviras até enquanto me convir, se não, concedo-te um pedido a qualquer momento em qualquer dia, em qualquer hora.

“É isso, Damaru. Quatrocentos anos de prudência e cá está você, fazendo um acordo com um Demônio. - Perfeitamente. - E lhe aperta a mão. - Mais uma coisa, eu vou precisar da sua lanterna.”

-Do que estas falando?

- De uma relíquia umbral. A lanterna atada a uma corrente, aprisionando dezenas de almas. - Ele possuía a lanterna antes de encontrar Damaru, será possível que o passado se alterou também? Não, isso não faria sentido. - Ela facilitará muito o meu trabalho!

- O farol do tormento! Você tem conhecimento do oculto criatura. Mas preciso que explique como sabe que ela está comigo?  Estas aliados a Serpente?- Durga assume uma postura agressiva, seus outros braços surgem e ele transforma-se na criatura que Damaru viu no mundo das sombras.

Damaru não se assusta. Ele é mais útil vivo do que morto para Durga. - Já lhe disse, eu vislumbrei o futuro. Eu já lhe encontrei antes, já passamos por agradáveis aventuras, e então acidentalmente descobri como voltar no tempo. É isso que irei fazer novamente. - Agora que o trato está feito, ele abre seu jogo. - E é por isso que devo agir rápido, para encontrar o portador do artefato que executa este efeito. Sabendo que está contra o tempo (em mais de um sentido), ele caminha para a neve afastando-se da estrada. - Pode ter a bondade de proteger o meu corpo enquanto estou lá? - E mais. - E, quando eu encontrar o artefato, você consegue me encontrar caso eu contate-o mentalmente? Sua amiga parecia conseguir.

Durga ouve com atenção e ri!

- Então fui ludibriado por um vampiro! -Devo parabeniza-lo pela astucia!

- Ora, não seja assim. - Ele sente-se verdadeiramente ofendido. - Eu falei a verdade e irei conseguir o que lhe disse, só não havia dito-lhe os métodos. Não pretendo deixá-lo na mão, Durga!

-Durga, então! Mais um nome, interessante! Tenho aguardado o momento de encontrar um espirito capaz de viajar pela umbra e resgatar o livro das sombras. Você então tem o poder de fazer isso!

- É, estou sabendo. – Damaru sorri. - Mas isso é assunto para outro trato. Talvez nosso artefato temporal seja útil para seus intentos. Damaru já está sentado na neve enterrando o próprio corpo enquanto conversa.

- A dobra temporal na umbra é diferente da que ocorre neste mundo! Seu plano seria voltar no tempo enquanto era capaz de ultrapassar a barreira?

- Meu plano é prover-lhe a capacidade de retornar ao passado. Você pode usá-la como lhe convir. - Ele deita-se, garantindo que está bem coberto. - Está pronto? Cada segundo, Durga...

Durga espana a neve no rosto de Damaru! É um artefato interessante, mas ele não funciona neste plano físico!

- Você pode utilizá-lo lá e observar-se retornando ao plano físico. Foi o que aconteceu comigo. Os poucos momentos que consegue ficar naquele plano lhe bastarão.

Não acredito que consiga adentrar la espiritualmente ou fisicamente! Assim o que quer que tenha voltado no tempo não foi algo nessas constituições! Preciso que consiga o livro das sombras!

Damaru levanta um pouco a cabeça, intrigado. - Você compreende que isso lhe força a cumprir sua parte do acordo sem que eu faça nada, não é? Eu lhe disse a verdade, levar a cabo era um ato de boa-fé minha. Ato este que você está dispensando. "Se estiveres a mentir me serviras até enquanto me convir, se não, concedo-te um pedido a qualquer momento em qualquer dia, em qualquer hora", ele gravou com cuidado cada uma das palavras. Não se brinca com acordos com Demônios.

- O artefato do tempo é algo interessante, mas não neste momento! Agora o que necessito é sabe como você foi maculado!

- Eu estive seguindo você desde que chegou aqui e atentou contra o guardião da passagem. Minha intenção era esperar o momento certo para envia-lo a umbra conseguir o livro das sombras, caso tivesse o poder para tal. Mostrar me a você seria maluca-lo e assim impedi-lo de entrar através da redoma de proteção, mas você de alguma forma foi maculado, e se não foi por mim foi por ela. Quero saber como você o fez se eu estive todo o tempo observando-o!

- Você aguardou o momento certo. - Ele lhe explica com calma. - Eu fui à Umbra por vontade própria, fui até a redoma de proteção e vi o que está preso ali dentro. Suponho que neste momento você notou que eu já estava maculado de qualquer maneira e se apresentou a mim. - Ele não lhe fala sobre o sequestro, não quer lhe dar ideias. - Neste momento me enviou para buscar o livro para você, e no caminho descobri o artefato de retornar no tempo. - Desta vez eu pretendia alcançar o guardião sem passar pela Umbra, tentando assim evitar esta tarefa do livro das sombras que não me diz respeito. E foi assim que nos encontramos de novo. Me parece que estamos destinados a ser melhores amigos, Durga. Não há nada que eu possa fazer para evitá-lo. - Ele sorri.

- Então realmente já nos encontramos antes! Você tem meu favor, vampiro!
Então você projetou-se para dentro do templo e encontrou a serpente? Não me diga que... Ela possuiu o guardião?

- Sou capaz de conectar-me com pessoas conhecidas, onde quer que estejam. Fiz isto com o padre para encontrá-lo. Suponho que a Falsa Deusa, sua Serpente, já estava vigiando-o neste momento. Ela percebeu minha aproximação e me enxotou. Isto ocorreu há muito pouco tempo. - Ele então olha na direção do templo. - Enviei um homem com um trator para tirá-lo de lá, talvez ainda não seja tarde demais.

- Entenda minha posição, Durga. Eu já consegui o que vim buscar aqui e não há mais qualquer motivo prático para me arriscar. - Ele levanta-se, batendo a neve de suas roupas. - Dito isso... Existem coisas em que acredito, e eu pretendo desfazer o mal que fiz àquele homem. Ele precisa ser recolocado em seu dharma, é uma história muito bonita para terminar assim. Ele me parece... relevante no grande caminhar de todas as coisas. - Podemos nos aliar por sua causa de guardar o Guardião e proteger seu portal. Mas preciso da sua garantia de que não irá me ludibriar enquanto eu estiver fazendo isto. Não quero, por exemplo, ser abandonado à própria sorte ou me ver forçado a gastar meu favor para ter sua ajuda. Pretendo utilizá-lo só mais tarde, quando tudo isto estiver acabado. - Precisamos trabalhar juntos de verdade aqui. - E então ele estica a mão para Durga. - O que me diz? Eu fiz um trato com um Demônio hoje. Você terá coragem de fazer um com um Ravnos?

- Um vampiro justo e altruísta, esta noite tem sido de grandes revelações. Aceito suas condições!

- Veja, se a serpente o está rondando significa que ele adentrou ao templo. Deve ter entrado em desespero após você tê-lo soterrado. Se ela conseguir sobrepuja-lo, terá o poder de destruir a barreira, conseguir a chave e abrir o portal.

- Não se engane, eu tenho um grande rastro de destruição. - Ele diz enquanto aperta novamente a mão do Demônio. - Mas existem certas pérolas de conhecimentos e experiências na vida. Virar as costas para elas seria tolice.
- Eu posso tentar acalmá-lo, se você possuir um jeito de impedir que a Serpente me intercepte.

- Como você faria isso?

- Conectando-me a ele como já fiz anteriormente. Mas, daquela vez, a Serpente me expulsou.

-Não será mais possível, sequer sua voz passa pela barreira agora que estas maculado. Dentro do tempo existem 4 pilares que suportam a barreira. Se ela conseguir possuir o corpo dele, certamente irá tentar destruí-los. Se ela se liberta, todo esse povo será consumido pelo tormento que ela carrega. Quando eu descobri que ela havia se voltado contra seu juramento de proteger o portal, descobrindo a chave que o abre e demonstrando interesse em ferir a humanidade abrindo-o. Eu a selei dentro da barreira e me tornei o guardião único.  Sua vinda aqui desencadeou todo o caos, mas os padrões do destino são uma faca de 2 gumes e eu vejo seu papel para o final de tudo isto.

- Aparentemente precisaremos de peões. - Damaru conclui. - Você deu sorte por se aliar a um vampiro, afinal.

- Temos que urgentemente retirar o padre de dentro do mausoléu! Porem, com suas informações devo precaver-me para o pior, e o pior seria ele ser possuído pela serpente! Se isso ocorrer nos teremos pouco tempo para intercepta-la antes que ela destrua os pilares! Você seria a pessoa ideal para entrar lá e consertar o problema que iniciou. Para isso você realmente precisa esquecer tudo o que sabe sobre o que lhe foi revelado sobre a barreira. Eu poderia apagar sua mente, mas isso o deixaria com sequelas permanentes!




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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Gam em Sex Dez 28, 2018 3:24 pm

- Perdoe-me, Durga. Mas isso está além de meus limites.

Damaru sente-se inclinado a confiar nos tratos que fez com Durga, partindo do princípio de que todos os folclores sobre tratos com o capeta tenham algum fundo de verdade. Mas daí para entregar sua mente para uma lavagem cerebral já é demais. Provavelmente o Demônio possa fazer isso sem a sua autorização, talvez só impedido pelo acordo de aliança que fizeram agora. Mas o Ancião jamais entregará seu bem mais precioso no mundo de bom grado.

Não, a verdade é que ele não se importa tanto com essa história a ponto de arriscar tudo.

- Sua colega utiliza-se de aranhas e cobras como seus espiões e mensageiros, não? Podemos trabalhar assim também. Influenciando os locais a nosso favor, convertendo seus cultos a nossos desígnios. Por exemplo, há uma equipe de mercenários armados e treinados a caminho para cá. Mas eu os chamei há algum tempo e realmente não entendo o que pode tê-los atrasado tanto. Talvez você possa acelerar as coisas?

- Ainda sobre as aranhas... Eu aprisionei duas delas. Acredita que podemos utilizá-las em algum tipo de vantagem ou é melhor eliminá-las o quanto antes?

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Sex Dez 28, 2018 3:55 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20

Durga senta-se em posição de lótus com uma das mãos dos quatro braços no queixo:

- Muito bem! Não quero força-lo! Entenda que a situação em questão não diz respeito somente a vida desses indefesos humanos, mas também a sua e quem sabe deste mundo. Aquilo que está para ser libertado do portão de Axillllth é um mal mais antigo que a própria criação e sim, você carregará todo o peso nas costas!

"- Ainda sobre as aranhas... Eu aprisionei duas delas. Acredita que podemos utilizá-las em algum tipo de vantagem ou é melhor eliminá-las o quanto antes?"

A serpente não tem qualquer poder aqui fora no momento! Ela não pode sair ou interagir assim como nós não podemos entrar! Quanto aos seres que você espera, talvez possa ser uma boa ideia! Quando eles chegam? São mortais? Acha que eles teriam poder suficiente para lidar com um demônio poderoso? Outra opção seria você conseguir o livro das sombras, assim eu poderia usa-lo para saber o paradeiro da chave e pega-la antes que ela consiga sair da redoma! O que você tem em mente?

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Gam em Sex Dez 28, 2018 5:25 pm

- Minhas costas permanecerão tão pesadas quanto sempre foram, obrigado. - Ele ousa. - Cada qual é responsável por seu próprio dharma, e o meu já é extenso o suficiente em meus poucos séculos para que eu comece a me preocupar com o de outrem.

- Mas sim, eu estou disposto a interferir no dharma de sua irmã-cobra. Não estou, contudo, disposto a violentar minha identidade para isto. Este mundo que me perdoe, mas ele é antigo o suficiente para responsabilizar-se por si mesmo.

- Bem, está dizendo que as aranhas não nos servem e não servem a ela de mais nada? Se é mesmo assim, prefiro libertá-las antes de exterminar suas vidas sem razão.

- Os humanos não possuem poder algum sobre um Demônio. Eles possuem, contudo, bastante poder sobre outros humanos. De acordo com o que compreendi, a irmã-cobra (a propósito, qual é o verdadeiro nome dela?) utiliza seus próprios peões para realizar seus intentos. Nós podemos neutralizá-los. E, acredito, podemos fazer isso de maneira discreta para que ela perceba apenas quando for tarde demais.

- Eu posso deixar a parte de atrasá-la no mundo físico com você, já que consigo viajar pela Umbra por mais tempo. Enquanto isso, tentarei encontrar o Livro o mais rápido que puder.

Ele fala como se fosse uma tarefa trivial, mas está fervilhando por dentro. A ideia de viajar pela Umbra novamente, mesmo aquela versão rasa e putrefeita, lhe excita como poucas coisas conseguiram nas últimas décadas.

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Ter Jan 01, 2019 8:32 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20

Eu existo antes deste mundo ser criado, vi os filhos de Adão crescerem em suas próprias filosofias, e acredite eles não são muito bons nisso. Humanos demoram aprender com os erros. Por isso eu entendo seu ponto de vista. Uma criança com sua experiencia tem prioridades ainda muito diferentes daquelas visualizadas por um ser como eu! Eu gostaria de encontra-lo novamente alguns invernos adiante, após você retornar da loucura, que mais cedo ou mais tarde, afeta aqueles que veem em demasia! Espero que viva até lá!

” - Os humanos não possuem poder algum sobre um Demônio. Eles possuem, contudo, bastante poder sobre outros humanos. De acordo com o que compreendi, a irmã-cobra (a propósito, qual é o verdadeiro nome dela?) utiliza seus próprios peões para realizar seus intentos. Nós podemos neutralizá-los. E, acredito, podemos fazer isso de maneira discreta para que ela perceba apenas quando for tarde demais.”
- Entendo, se conseguíssemos outros imortais talvez consigamos atrasa-la, controlando as defesas dos pilares, afinal eu os fiz sei como eles funcionam!

-Você não compreende o poder de um nome! Fomos escolhidos propositalmente por sermos desconhecidos e de casas diferentes. Assim não sabemos o nome um do outro.

"- Eu posso deixar a parte de atrasá-la no mundo físico com você, já que consigo viajar pela Umbra por mais tempo. Enquanto isso, tentarei encontrar o Livro o mais rápido que puder."

- Acho uma ótima opção! Não temos tempo a perder! Devo envia-lo ao caminho de Estígia, estas prontas? Lembre-se que não poderei ajuda-lo enquanto estiver lá apenas posso traze-lo de volta puxando-o pelo fio de prata!

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Qua Jan 02, 2019 1:16 pm


Miles Keystone  
PS 12/13; FV 7/7




Miles Keystone fora enviado pela Mão negra em direção a Nuiqsut. Segundo as informações que ele recebeu, um malkaviano tivera uma visão de que algo sobrenatural de dimensões catastróficas poderia acontecer naquele lugar! Miles foi enviado como batedor para analisar a situação, afinal havia a possibilidade de ser apenas um malkaviano sendo malkavino! A mão negra consegue que ele despachasse uma pequena bagagem 32kg sem problemas com o detector de metais. (definir o que levou)

A vila ficava em uma região remota do Alaska e o acesso era extremamente complicado. Não haviam voos com frequência e as estradas por terra dependiam do tempo tanto quanto o transporte aéreo. Miles chega ao aeroporto mais próximo possível e as noticias locais mostram um recente acidente a alguns dias atrás que fechou a estrada por causa de uma avalanche que acabou atingindo o ultimo comboio que seguia justamente para a vila que também era seu destino. Voos particulares estavam proibidos devido ao mal tempo e ao fenômeno de noite prolongada que acontecia naquela época, os dias eram muito curtos ou dependendo das nuvens a luz do sol sequer aparecia.  Miles tinha poucas opções ao chegar ao aeroporto: o próximo ônibus de linha somente no próximo dia dependendo das condições de tempo, haviam hospedarias no centro da cidade caso ele queira ficar um pouco. Anúncios mostravam locadoras de veículos e também uma empresa de táxi, ele poderia também se arriscar a ir a pé ou será que Miles encontraria outra solução?

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Qua Jan 02, 2019 2:20 pm






Joseph Zedwards
PS 7/13; FV 7/7



Talvez defeitos fosse um nome melhor para Joseph Zedwards. Mas veja o copo meio cheio e você terá uma caça tão habilidosa em sobreviver que transforma essa condição em sua melhor qualidade, mas até quando? Acontece que zed entou numa fria, literalmente. Fugindo, como de costume, ele procura um lugar distante, isolado, um lugar onde ninguém pensaria em procura-lo. Orientado por Caiphas Kew, ele então se aventura no Alaska, rumo a Nuiqsuit a procura de um lugar sagrado onde poderia encontrar algumas respostas. Na tentativa de alcançar a vila ele fica preso em uma nevasca e acaba congelado em um dia de inverno agressivo, permanecendo emblocado no gelo por 2 anos.

Seu torpor é quebrado por um estrondo! Algo desencadeia um desmoronamento no local onde ele estava soterrado, que era próximo a estrada para vila, expondo seu corpo e libertando-o de sua prisão. Logo ele pode ver o que na verdade o havia libertado! Um caminhão dos correios perdeu o controle e bateu em próximo de onde ele estava, ele supôs pelo menos que deveria ser pelos pedaços de correspondência que pairavam no ar, alguns ainda queimando, após a explosão que destruiu o veículo. Ainda descongelando seus músculos com o calor do fogo ele é surpreendido pela aparição de uma criatura em sua frente:





Oi tio Joseph, quer brincar? - A menina mostra uma boneca suja de fuligem com a cabeça quase caindo do pescoço!

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Zed em Qua Jan 02, 2019 5:19 pm

O que dizer sobre minha estadia em Nova Orleans?... Não havia sido COMPLETAMENTE horrível, okay, fui perseguido por caçadores, me envolvi em uma intriga muito acima de minhas capacidades, mas também havia conseguido tirar algum leite das pedras. O ponto alto daquela viagem definitivamente teria sido me livrar de Zakarys.

Ainda que não fosse trabalho meu, a intriga criada pelos agentes da Wyrm aparentemente permitiu que trocássemos de identidade, e ele fosse morto pelos Brujahs em meu nome. Claro, eu ainda tinha minhas suspeitas quanto a facilidade de sua queda. E principalmente, pendencias com os agentes da Wyrm. Que agora devolviam meu coração (Só depois de roubá-lo) em troca de servidão. Um pacto ao qual fui coagido a me submeter, e que obviamente era irritante e desagradável do meu ponto de vista.

Em busca de tentar cancelar o acordo, contatei Caiphas, que me indicou seguir ao Alaska. Talvez seguindo um rasto que me permitisse quebrar aquele maldito pacto com a Wyrm, e afastar aquelas vozes e alucinações que me perseguiam desde então. Mas como nada na vida era fácil, meus planos seriam atrasados por fatores climáticos.

Eu não sei exatamente quanto tempo eu fiquei preso naquele maldito pedaço de gelo, meses? Anos? De qualquer forma, um estrondo despertava minha consciência e por fim podia ver um caminho para a liberdade. Meus corpo ia aos poucos descongelado, mas também havia fogo por perto. “Merda! ” Sentia uma vontade eminente de sair correndo daquele bloco de gelo. Utilizando da potência do sangue e força bruta, pra tentar tirar qualquer entulho de gelo da frente e rastejar pra fora daquele buraco, rolando no chão para apagar qualquer resquícios de chama em mim.

Uma vez que estivesse a salvo finalmente poderia me concentrar no restante, deitar no gelo olhando para o céu, sorrindo discretamente, feliz pela readquirida liberdade, mas logo começando a ficar irritado. “Filho da puta, me mandou pra essa terra congelada do caralho... Eu quase morri antes de chegar na vila... Se eu soubesse usar a merda desses celulares já ia estar ouvindo merda...” Praguejava contra o Setita, ainda que ele não tivesse culpa de meu erro em ser congelado ... Vivo? Morto?

- E quanto a você... – Estava sinceramente me esforçando para tentar ignorar aquela criança, mas ela se destacava tanto na cena que era difícil fazê-lo. – Eu acordei agora e você me chama pra brincar? Vai perturbar outra pessoa. Não sou seu tio, e por favor, me chame de Zakarys. – Me colocaria de pé e olharia no horizonte a procura da cidade. Provavelmente na direção para onde o veículo seguia.

Colocava a mão no estomago, não estava necessariamente com fome. – Mas acho que tem espaço pra um lanchinho.... – Pensava em voz alta, seguindo o caminho, na passada pelo caminhão, checando as condições do veículo, e procurando por corpos ali no meio, vivos ou mortos. Se eles tivessem virado carvão junto ao fogo, iria apenas ignorar a cena e seguir caminhando tranquilamente em direção a cidade. Observaria se a criança ainda me acompanhava, e em afirmativo a isso, me prestaria a continuar a dialogar com ela. – Afinal, quem é você? Espirito? Assombração?.... – Após uma pausa eu começava a considerar até mesmo um cenário improvável. – Ou eu tô lucido e você tá aqui? – Para descobrir, tentaria tocar a cabeça da criança procurando por matéria física.
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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Gam em Qui Jan 03, 2019 7:30 pm

- Pois bem, confiarei em você para guardar meu corpo. - Confiando seu corpo a um Demônio. Talvez ele já esteja louco, afinal. - Enquanto eu estiver lá, há dois itens que farão toda a diferença. Primeiramente precisarei, como já disse, de sua lanterna espectral.

- O outro item é bastante específico, mas espero que seja trivial para conseguir-me com seus poderes. Lágrimas de mortais... Tantas quanto puder. - Sua cabeça arde quando pensa em seu passado dentro de um futuro que jamais aconteceu, mas ele não se esqueceu deste detalhe. - Pode entregar-me quando eu já estiver lá, se lhe for mais conveniente. Houve muitas mortes nesta região recentemente. - "causadas por mim", ele não se digna a concluir com este detalhe. - Mães e viúvas devem estar em prantos ainda agora.

- Estes dois itens serão vitais para que eu faça a passagem para Estígia. Eles, e um ou dois conhecidos daquele lado. Agora precisamos nos apressar se eu quiser ter alguma chance de encontrá-los antes que se percam no tempo. - Ele inspira fundo, invocando seu estado meditativo. - Está bem, Durga. Estou pronto.


Última edição por Gam em Qui Jan 03, 2019 10:54 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Qui Jan 03, 2019 7:32 pm

Off game:
Quando usar ponto de sangue deixar especificado, ex: (1pds força). “Utilizando da potência do sangue e força bruta, pra tentar tirar qualquer entulho de gelo da frente” aqui eu não entendi se vc usou ou não!

On game:

Joseph Zedwards
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Zed estava liberto, sua mente trabalhava nos próximos passos. Não foi difícil livrar-se do gelo, logo seus músculos já estavam descongelados e ele se movimentava livremente. Em um primeiro momento ele decide ignorar a criança.

“- Vai perturbar outra pessoa. Não sou seu tio, e por favor, me chame de Zakarys.”

-Zaza! -ela responde com um sorriso!

Verificando o local ele pode constatar que que o carro estava inútil e havia um corpo carbonizado lá dentro, pela localização era o motorista. Daquela localização a direção da cidade não era visível, haviam muitas arvores, mas pelo que ele lembra-se, a rodovia era muito próxima.

A criança, que insistia em o seguir, ao ver ele olhar o veículo diz:

- O carro virou, e o tio Jack “cabô”! – Ela fazia aquele gestinho que criança faz com as mãos e a boca quando não sabe onde algo está.

- A carina quase morreu olha ela! A menina mostra a boneca. - Mas ela me disse que quer brincar com você! Conserta o pescoço dela pra mim?


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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Zed em Qui Jan 03, 2019 10:30 pm

Após me libertar do gelo e tentar afugentar a criança, averiguava o estado do veículo. Inutilizável e com uma única vítima aparente. – Que merda... – Comentava por alto, tomando distância do acidente. – De qualquer forma, valeu pela ajuda amigão, graças a sua morte eu sai dessa... – Procurava a estrada, com o objetivo de seguir o caminho em direção a cidade. – Agora eu posso matar um bando a mais de pessoas inocentes... Bom trabalho. – Abria um sorriso imaginando o nível daquela piada cósmica.

- Então Zaza será... – A criança parecia não ter medo algum de mim, pelo contrário, parecia alegre e comunicativa. Inclusive sabendo minha identidade, mas uma vez que ela dizia o nome “Jack”, acabava por ter uma interpretação crível da historia. “O desgraçado apareceu por aqui pra me salvar?... Intrometido. ” Ele parecia ter tempo livre pra aparecer do nada e simplesmente ir embora sem dizer uma palavra. – Bem do feitio daquele punheteiro. – Resmungava sozinho antes de dar atenção a boneca semi-decepada.

- Eu pareço um médico de bonecas pra você?... Deixa eu ver isso. – Pegaria a boneca se me fosse permitido, chacoalhando-a bruscamente tentando pegar alguma impressão da mesma. Apenas por descargo de consciência. Por fim, lançaria o brinquedo em qualquer direção aleatória.

- Essa boneca me dá arrepios. E ela já está muito além do ponto, vamos pra cidade que eu te dou uma melhor. – Caso a criança se recuasse a me acompanhar, tentaria agarrá-la pelas roupas e vir puxando ela de arrasto ao logo do caminho, ou até que ela resolvesse me seguir por boa vontade. – Vamos logo, está frio aqui fora. – O porquê de levar a criança? Nem eu sabia dizer. Já que ela parecia disposta a vir comigo pra começo de conversa, não fazia tanto sentido abandoná-la só por ter jogado a boneca fora.

- Afinal qual seu nome, e por que estava ali? – Ela morava por perto?... Bom, agora eu devia uma boneca nova, e pretendia cumprir aquele débito. – E foi o tio Jack que disse quem eu era? – Novamente, apenas para descargo de consciência.

Durante o caminho, a princípio pela estrada, ficaria atento a passagem de outros veículos. Acenando da estrada esperando que alguma alma caridosa pudesse parar, nem que fosse para avisar que não poderia dar a carona. Ao menos assim eu poderia roubar o veículo.


OFF: Com “potência do sangue“ era só a disciplina potência mesmo. Deixarei indicado quando usar PdS.
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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Fox em Sex Jan 04, 2019 12:14 pm

Alaska. Era fato que esse lugar era estranho a Miles, que, apesar de ter viajado pelo mundo, ainda não havia explorado-o o suficiente para conhecer as terras nevadas do território americano. Não era um problema. Era só mais um lugar que abrigava sacos de sangue e escondia predadores noturnos. O tempo estava desfavorável. O Lasombra não era supersticioso, mas não podia evitar de ligar isso ao motivo dele estar lá. Nas histórias e mitos, as grandes catástrofes sempre eram anunciadas por eventos naturais extremos. Se esse fosse realmente o caso, ele estava no lugar certo. Se não, bem, esse só seria mais um contratempo que teria que lidar.

Ele chega até o aeroporto com um olhar atento. A noite escura contrastava com a neve alva no chão. A mala em suas mãos contém tanto itens utilitários, como as relíquias que havia se apossado: uma pistola leve, uma adaga, uma lanterna, cordas, ganchos de metal, uma estaca de madeira e, por fim, livro e adaga de ossos adquiridos na reunião da falha invasão de Chicago. Era mais do que ele costumava carregar, mas dado o caráter impreciso da missão, ele não podia deixar de se precaver. Caminhando, um jornal local confirma o tempo ruim e trás uma notícia pior, a de que uma avalanche comprometeu a estrada que o levaria a Nuiqsut. Além disso, voos particulares estavam proibidos, o que limitava mais ainda o transporte. Miles pragueja, irritando-se com sua falta de sorte. Não podia deixar, porém, que isso o atrasasse.

Ele analisa as possibilidades, ignorando de cara a de ficar e esperar, já que não queria contar com a sorte da melhora do tempo. Ir sozinho, apesar de tentador, não era muito inteligente. Uma nevasca forte poderia deixa-lo preso por dias e, sem alimento, não haveria muito a ser feito. Por fim, a opção restante escolhida é a de tentar conseguir um táxi. Além de ter um nativo como guia, também teria alimento para a viagem. Quem sabe algum velho ranzinza, conhecedor da região e sem medo do tempo ruim, não aceitaria o trabalho?

Indo até a empresa de táxi, Miles chega até um atendente ou algum motorista solitário, de preferência alguém que se encaixe no perfil que ele esperava encontrar, e começa um diálogo. Ele faz questão de usar um sotaque francês para parecer um estrangeiro desinformado. Se seu rosto desfigurado tivesse um efeito negativo, quem sabe sua fala convincente não igualasse as coisas.

- Bonne nuit, monsieur. Gostaria de contratar um taxista para me levar a Nuiqsut.
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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Sex Jan 04, 2019 11:39 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20

"-Está bem, Durga. Estou pronto!"

- Muito bem, assim será! Seu corpo estará seguro comigo!

Mergulhar na película nunca é algo simples. Projetar-se, exige em entrega total, exige moldar a própria alma, ou seja, seu próprio ser, em substância tangível ao nível da constituição da malha sobrenatural a ser ultrapassada. Quando mais distante profunda ou densa mais diferente, complexa ou dificultosa é a passagem.

Damaru estava no do outro lado! Ele já esteve ali próximo, em outro tempo, ele lembra! Antes que ele pudesse processar tudo seu fio é puxado. Arrastado em uma velocidade alucinante, ele rapidamente está em outra localização, levado por milhares de quilômetros até Durga! Eles seguem em direção a torre onde Damaru já sabia ficar a entrada do atalho para Estigia.




- Aqui estão os itens que me pediu! - Durga entrega a lanterna e também um frasco, parecido com uma garrafa de perfume, com aproximadamente 100 ml do que seria lágrimas de mortais.

- Boa sorte! - Diz o demônio.

Do outro lado Damaru enxerga um cervo de chifres luminosos, uma criatura belíssima como ele nunca vira em sua existência, ou será que já?


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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Gam em Sab Jan 05, 2019 12:14 am

- Para você também, companheiro. - Ele diz, prontamente caminhando pela trilha moribunda.

Enquanto caminha, sempre olhando para frente, vestimentas apropriadas materializam-se sobre seu corpo. Ele não as inclina ao luxo ou ao brilho. Cada peça é minuciosamente empoeirada ou amarrotada para que ele se misture com os locais. (Máscara das Mil Faces)


Uma sacola de pano toma forma ao redor da lanterna, que ele pendura no ombro. Seu poético perfume, ele espirra algumas vezes na palma da mão. E então, aproxima-se de seu predador.

- Saudações, nobre criatura. - Ele finge tentar comunicar-se com o cervo, como fez da última vez. - O que o traz a lugar tão fúnebre? (Sussurros Selvagens)

A criatura não vai responder-lhe, como bem sabe. Ele aproxima-se o bastante, fingindo deixar-se levar pela sensação que ela causa, e repentinamente enterra sua mão banhada em lágrimas mortais na face do suposto cervo.

- यहाँ अपने शिकार के दिनों को समाप्त करता है, दहलीज उन्मूलन! - De olhos arregalados, ele grita enquanto aperta a face falsa e enfia os dedos nos globos oculares do animal. - फिर कभी वह अपनी रोगग्रस्त शाखाओं में निर्दोष आत्माओं को निगल नहीं पाएगा! और नहीं! - Seu idioma natal transparece neste momento de adrenalina, os requintes dialéticos de mais de quatrocentos anos exclamados nas escuras florestas do mundo dos mortos.

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jan 06, 2019 7:41 pm


Joseph Zedwards
PS 7/13; FV 7/7

- Então Zaza será...

- Zaza, Zaza! - Ela fazia uma dancinha de contentamento.

“- Eu pareço um médico de bonecas pra você?... Deixa-me ver isso.”

- Essa boneca me dá arrepios. E ela já está muito além do ponto, vamos pra cidade que eu te dou uma melhor!

-Não! -A menina grita irritando-se e chuta a perna de zed cruzando os braços!

– Vamos logo, está frio aqui fora!

Zed carrega a menina que não se opõe a ir com ele, mas está nitidamente irritada pela boneca e começa a chorar!

- Afinal qual seu nome, e por que estava ali? E foi o tio Jack que disse quem eu era?

Soluçando ela responde:

- Meu nome é Kut. O tio Jack cuidou de mim quando minha vovó dormiu e não acordou mais no ônibus depois da avalanche! Mas depois ele foi malvado e o tio dos olhos azuis entrou com o carro na floresta e BUM tudo explodiu! Eu fiquei sozinha, mas a Carina me mostrou você - Ela começa a chorar novamente - Agora ela está sozinha e perdida na floresta! Buaaaaaaaaaaaa!

dados:
Dados:2, 10, 1, 8, 2
ZED rolou 5 dado(s) com dificuldade 6 para encontrar a estrada em noite escura e obteve 1 sucesso(s)
Re-rolar 10: não
Ignorar 1: não
Link: https://warleiramos.com/rolador/?q=52009

A noite estava escura e nevando, era época conhecida como noite longa, quase não pareceria luz do sol, o que eu era excelente para um vampiro porem o tempo era completamente desfavorável. Zed consegue avistar o que eu seria uma clareira e segue naquela direção, talvez ali fosse a estrada, não tinha certeza. Então eles ouvem algo!

-Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

Lobos, e estavam próximos!?

-Zaza o que foi isso? – pergunta kut!

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jan 06, 2019 8:02 pm

Miles Keystone  
PS 12/13; FV 7/7

- Bonne nuit, monsieur. Gostaria de contratar um taxista para me levar a Nuiqsut.

dados:
Dados:9, 3, 7, 10, 1, 9
MILES rolou 6 dados(s) com dificuldade 6 para manipular taxista e obteve 3 sucessos(s)
Re-rolar 10: não
Ignorar 1: não
Link: https://warleiramos.com/rolador/?q=52013

Miles não tinha uma fisionomia amigável, mas era bom manipulador e tinha alguma lábia! Acabou de alguma forma ganhando a simpatia do taxista:

- Bonsoir, você quis dizer! Não se preocupe, é normal forasteiros forçarem sotaque para não serem mal interpretados! De qualquer forma, infelizmente ir ate Nuiqsut não vai ser algo fácil! Soube do acidente? Uma avalanche soterrou boa parte do caminho!

O taxista se aproxima e cochicha:

- Agora dependendo do quanto está disposto a pagar acho que conheço alguém que pode levar você até lá! Ele assovia chamado alguém!

Um homem barbudo de aparência grosseira se aproxima e o taxista fala:

- Ted meu amigo aqui Está disposto a pagar 500 pra você levar ele ate Nuiqsuit pela estrada velha! Que acha?

Ted fita Miles de cima a baixo cospe no chão e estende a mão!

- Quem é você e por que quer ir para Nuiqsut nessa época do ano? Posso leva-lo por 500 dólares americanos! Naquela belezinha ali!



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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Zed em Dom Jan 06, 2019 10:19 pm

A criança realmente não parecia ter o mínimo de relutância em confiar e falar comigo. Ela justamente parecia feliz em me ter como companhia. Uma sensação rara, provavelmente fruto da juventude e inocência. “Seus pais não te ensinaram a não falar com estranhos? ” Pensei em dizer, mas não iria estragar o clima enquanto ele estava favorável... Claro, eu faria de qualquer forma, se não por um comentário impensado, pelo fato de arremessar o brinquedo da garota no meio do nada.

Ela demonstrava um outro lado, talvez a boneca realmente fosse importante para ela.... Mas não era para mim. – Para de chorar! Diabo. Eu já disse que vou te dar uma boneca melhor. – Tentava dialogar, e assim evitar de arrancar a cabeça dela. “Já matei por menos.... Bem menos. ” Me chutar e fazer barulho desnecessário, pra mim, esse tipo de coisa já justificava um homicídio. Principalmente sendo ela uma reles mortal, quanto tempo seria preciso pra fabricar outra igual? Alguns meses? Por qualquer que fosse o motivo, não a matei naquele ponto. Mas seria eu o único predador à espreita?

- Relaxa, ela não está perdida, só foi dar um passeio... – Mentia descaradamente, mas talvez ela fosse ingênua o suficiente para engolir a história, mas teria de dar atenção para isso depois. Uivos, possivelmente próximos, indicavam uma situação de perigo eminente. – E lá vamos nós de novo... – A garota demonstrava uma compreensível preocupação, ainda que não soubesse exatamente do que se tratava. – Quer uma mentira tranquilizante ou uma verdade assustadora? – Perguntaria a jovem, dando opção que ela escolhesse a resposta.

- São apenas cachorros perdidos, nada demais. – Responderia no primeiro cenário. – Lobos matadores de gente, eles provavelmente vão arrancar seus membros e comer suas entranhas com você ainda viva e agonizando. – Responderia ao segundo, ainda imaginando que aquele era um cenário ainda positivo aos meus olhos. “Por favor, não seja um lobisomem, não seja um lobisomem... ” Rezava mentalmente, pedindo ajuda de qualquer força superior que tinha me mantido vivo até hoje. Por que se fosse o caso, não seria apenas Kut quem estaria em perigo.

Levantaria a garota pelas roupas, mantendo ela longe do chão. Ao mesmo passo, procuraria me aproximar de alguma arvore alta o bastante para deixar Kut segura. – Espera aqui enquanto eu tento resolver isso. – Ordenava esperando que fosse ser obedecido. Do contrário a morte dela seria unicamente sua própria culpa.

Uma vez que não tivesse que me preocupar com aquele peso morto que me acompanhava. Podia começar minha caçada. “Eu nunca comi um lobo... Cachorros de rua são nojentos, mas um lobo? ” Por um momento me pegava imaginando o gosto do sangue. Se os Gangrel faziam isso, não deveria ser intragável.

Armas não eram necessárias, apenas meus punhos seriam o bastante para lidar com alguns lobos. Se fossem realmente o caso, claro.

Manteria a atenção nos arredores, procurando pela origem dos sons, mas ainda evitando me fazer visível. Lutar não era necessário, mas já havia escolhido como a rota mais simples. Ainda assim, preferia ter uma noção do que estaria enfrentando antes de simplesmente ir pra cima. Tentaria usar da paisagem como esconderijo, ficando atrás das arvores, e quando encontrada uma posição favorável para observar, ficaria imóvel e em total silencio, apenas encoberto pela noite e escuridão. (Ofuscação 1)

Em um cenário onde meu esconderijo fosse descoberto e o ataque já fosse começar. Minha primeira ação seria bombear o sangue pelo corpo inteiro, aguçando minhas reações e velocidade ( - 1PdS/Rapidez 3). Em seguida, procurar ficar com as costas encostada em uma arvore, limitando assim a linha de ataque dos lobos. Quando qualquer um deles se aproximasse para atacar, da mesma forma agiria, lançando um soco, esbanjando dos dons de sangue, tentando finalizar com a vida do lobo em um único soco contra a cabeça. E então dando atenção ao próximo animal que viesse ao meu encontro.*


*: Vou ficar socando os lobos, até que não tenha mais movimentos ofensivos nesse turno, ou até que não tenham mais inimigos.
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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Dom Jan 06, 2019 11:43 pm

Damaru
FV 5/10/ pds 8/20 (Projeção astral)


Damaru lia escrevia seu destino como poucas criaturas já puderam fazer no mundo mortal, isso era um façanha impagável que deveria ser contada através dos séculos!

O Ravnos, sabendo o ponto fraco de sua presa, faz com que a mandrágora de agouro revele sua verdadeira identidade, uma especie de planta-criatura adornada de caveiras ao invés de um lindo animal. As lagrimas de mortais conseguidas de Durga destroem a horrenda planta. Apenas uma gota já seria letal, Damaru usa varias dezenas de gotas em suas mãos destroçando a coisa ate revelar a gema preciosa guardada em sua raiz. Ali estava, a cintilante e pulsante, tão cobiçada, joia de mandrágora. Mais algumas e o ancião teria sua passagem garantida para o gargalo dos espinhos.

dados:
Dados:3, 7, 7, 10, 5, 8, 6, 7
DAMARU rolou 8 dado(s) com dificuldade 6 para perceber kurusha e obteve 6 sucesso(s)
Re-rolar 10: não
Ignorar 1: não
Link: https://warleiramos.com/rolador/?q=52119

Como esperado, da ultima vez que ele esteve ali havia uma criatura chama kurusha que salvara sua vida em seu primeiro encontro com a Mandrágora. desta vez ajuda dele não foi necessária. Mas Damaru percebeu que ao longe ele espreitava escondendo-se entre a vegetação.

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Gam em Seg Jan 07, 2019 3:21 pm

A besta sucumbe, ardendo em sua palma. A sensação de destruir um predador covarde sob disfarce deveria ser satisfatória, mas não é. Na verdade é como se o Ancião destruísse um igual. Não é ele o magnífico cervo do outro lado do Véu?

Damaru não precisava vê-lo para saber que Kurusha estaria ali. A roda do karma é implacável. E ele sabe o que tem de fazer.

- Não tema, Kurusha. - Ele diz, alto o suficiente para que o caçador o ouça. - Sou um amigo, embora ainda não tenha consciência disso.

Ele abaixa-se, pegando a pérola. É linda, brilhando entre seus dedos. E preciosa, neste mundo opaco. Mas não, não é sua.

- Venha, isto lhe pertence. - Ele estica a mão com a pérola, decidido a não interromper o dharma de Kurusha. - Vamos, não se intimide. Temos muito a palestrar e pouco tempo para fazê-lo.

E é nesse momento que a ágil mente de Damaru maquina um plano para maximizar suas chances. Ele irá reaver sua aliança com Kurusha. Eles irão à estalagem antes da passagem. Eles estarão posicionados quando o coletor chegar e o homem misterioso deixar cair a ampulheta. Eles a pegarão, e ali Damaru irá palestrar com Kurusha sobre o poder da ampulheta e convencê-lo da importância de sua missão de chegar até a Biblioteca. E neste momento ele fará um acordo com Kurusha. Se tudo der errado em algum ponto, o caçador terá de prometer quebrar a ampulheta e voltar para que eles tentem de novo. Damaru não pode fazer isso, sua mente já foi fragmentada.

Esse é o plano. Damaru o tem claro como a luz do Sol em sua mente. E, sabendo que fará isso exatamente deste modo, ele também sabe de algo importante: Este é o momento em que saberá se seus planos funcionarão ou não. Depende da reação de Kurusha. Será este o Kurusha inocente em relação a seus poderes e sua missão? Ou será o Kurusha que voltou após um plano fracassado?

A mente secular do Ancião está a mil conforme os pretensos aliados chegam cada vez mais perto.

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Fox em Ter Jan 08, 2019 12:44 am

Miles esboça um sorriso amarelo. De certa forma, sua estratégia tinha sido efetiva e o taxista o recebe de forma amigável, mas ele tinha que continuar no papel.

- Você me pegou. Desculpe por isso. Eu soube do acidente, mas imaginei que tivesse por aqui alguém corajoso o bastante pra enfrentar o tempo ruim.

Vendo que, de fato, havia um taxista disposto ali, ele decide seguir a linha imposta. O quanto ele ia pagar não fazia diferença, uma vez que o dinheiro podia muito bem voltar para o seu bolso no final da viagem. A aparência grosseira do homem barbudo realmente lhe dava o ar de alguém destemido ou, no mínimo, maluco, porém isso se encaixava bem nas expectativas do Lasombra. Ele retribui o aperto de mão e responde, ainda tentando manter a postura simpática.

- Pode me chamar de Roger. Não sou dessas bandas, vim ver uma tia que está muito doente. Não sei quanto tempo ela ainda tem, então gostaria de chegar a Nuiqsut o mais rápido possível. Quero pelo menos poder vê-la antes dela partir.
- Irei pagar o seu valor, contanto que me leve até lá.


Miles olha para o veículo, que à primeira vista parecia perfeito para a viagem, imaginando se era usado só em situações especiais como esta. De qualquer forma, com esta máquina, suas chances de ficar preso na nevasca iriam diminuir consideravelmente. Caso o motorista esteja pronto, ele pede que partam imediatamente.

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Off: esqueci de mencionar sobre os medicamentos calmantes (pílulas e injetáveis) que carrego em minha mala, espero que não tenho problemas adicioná-los ao conjunto.
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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Ter Jan 08, 2019 10:55 pm

Joseph Zedwards
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Zed agora Zaza, dava a menina duas opções de resposta aos uivos, por outro lado, ela não entende bem piada por detrás da pergunta e limita-se apenas a baixar a cabeça com as mãos para trás. Para um bom entendedor a criança merecia a resposta boa, mas Zed não tinha tanta humanidade:

"– Lobos matadores de gente, eles provavelmente vão arrancar seus membros e comer suas entranhas com você ainda viva e agonizando!"

A menina para um pouco olhando nos olhos de Zaza processando informação. Ela entende a afronta como brincadeira e faz cocegas na barriga de Zaza repetindo o que ele havia dito mas do seu próprio jeito:

- Comer suas estranhas, comer suas estranhas, comer as estranhas do Zaza...ela brincava.

Zed agarra a criança e sobe uma árvore alta, procurando uma posição para deixa-la a salvo! Ele estava realmente se humanizando? Nessa ação ele acaba por descobri algo importante, a estrada. Do alto da árvore ele pode avistar algumas saliências atrás de uma pequena colina que indicavam ser uma estrada e vejam só, haviam luzes em movimento, um veículo se aproximava!

Tio Zaza, porque estamos aqui, você é bem forte ne?

- Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!- Os uivos se apeoximavam.

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Zed em Qua Jan 09, 2019 12:02 am

Seguindo com a criança pela noite, não conseguia deixar de pensar que normalmente ela seria apenas uma refeição fácil de descartar os restos. Mas ela não era tão irritante quando parava de chorar e espernear, e talvez ela soubesse mais do que eu. Então parecia valido mantê-la viva... Por hora.

Do topo da arvore, conseguia ter uma melhor visão da região, da estrada logo ali. Do veículo que parecia se aproximar, e também os uivos que não cessavam. – Eu até que sou forte, mas sendo imprudente eu só me fodi até hoje. – Respondia, como um professor ensinando sobre a vida. Claro, de um ponto de vista que ninguém mais seria capaz de proporcionar. – Nem sempre dá pra matar todo mundo. As vezes correr é mais efetivo. – Agarrava Kut pelas vestes, tentando posicioná-la em minhas costas. – Por exemplo, será que eu consigo chegar na estrada antes daquele carro? – Era um desafio autoproposto. – Segura firme!

Bombeando o sangue e ativando os dons da Rapidez.(-1 PdS/Rapidez 3) Me colocaria a caminho da estrada. Descendo da árvore, de forma rápida, mas ao mesmo tempo segura. Uma vez que pousando ao chão, iria disparar para o caminho, de forma a tentar interceptar o veículo. A neve podia atrapalhar um pouco, mas a possibilidade de ser devorado por lobos servia como um ótimo incentivo para tentar ainda assim. – Eu tenho uma ideia tão idiota que pode dar certo. – Comentava para a garota.

Imaginando que conseguiria chegar com certa “folga” para a preparação daquele teatro, deixaria a menina à beira da estrada. – Isso vai doer... Mas vai ser divertido. – Em silencio, imóvel e oculto (Ofuscação 1), esperaria pela aproximação do que quer que estivesse passando com o farol ligado. Em uma estrada congelada, o motorista deveria ser prudente ao ponto de não ir excessivamente rápido. Com isto em mente, ficaria fora da visão dos faróis até o último segundo, para me jogar contra o veículo, tentando ser atropelado pela janela e assim me fazer ser visto.

- FILHO DA PUTA! OLHA POR ONDE ANDA! – Iniciaria uma série de gritos contra o motorista se este parasse para prestar auxílio. Provavelmente eu me machucaria no processo. Mas fazia parte do teatro, ao menos tinha a capacidade de me curar rapidamente usando meu sangue, o que já faria logo de imediato. De forma a parecer ter saído ileso do atropelamento.
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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Papa Paradise em Qua Jan 09, 2019 10:40 pm

Off game: medicamentos calmantes (pílulas e injetáveis) ok

On game:

Miles Keystone  
PS 12/13; FV 7/7

- Você deu sorte, eu já tenho um carregamento pronto para sair para aquelas bandas! Preciso apenas que me pague adiantado! Espero que não tenha muita bagagem, o caminhão já está com a carga organizada e não quero abrir aquela porta traseira antes do destino final! Você pode pagar para meu camarada aqui, enquanto isso eu vou fazer a manobra e já te pego aqui mesmo e partimos!
Com tudo acertado, Miles e seu companheiro de carga pesada Teddy seguem entre as montanhas gelada rumo a Nuiqsut.

O motorista não falava muito, mas hora ou outra tentava puxar conversa, provavelmente para espantar o sono:

-Então, você tem parentes por essas bandas eim? Desculpe, mas é que você não parece ser o tipo de cara de coração mole, aparência é uma merda! -Ele sorri! De onde você é? Me conte sua estória!
Eles seguem por muitas horas estrada adentro, florestas e paisagens cobertas de neve compunham o trajeto. Em dado momento do caminho o caminhão demonstra um problema e o motorista avisa que irá parar dar uma checada! Segundo ele era apenas um barulho estranho!

Antes mesmo que ale terminasse a explicação Miles pode ouvir um barulho também, mas esse barulho veio juntamente com um impacto!

Paaaaarck!

dados:
Dados:10, 6, 4, 6
TEDDY rolou 4 dado(s) com dificuldade 6 para controlar a direção do veículo e obteve 4 sucesso(s)

Teddy era um motorista experiente e não se deixou abalar por aquilo. Já havia atropelado muitos veados nessas estradas, deveria ser só mais um.

Logo a frente eles viram o corpo de um homem estendido no chão, mas ainda movimentava-se. Como se não bastasse, uma criança sai correndo de dentro dos matos gritando em direção ao corpo. Uma menina que aparentava 6 ou 7 anos de idade, com roupas características locais.

- Tio Zazaaaaaaaaaaa, nãooooooooo!

- FILHO DA PUTA! OLHA POR ONDE ANDA! – o corpo grita, estava vivo!





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Joseph Zedwards
PS 6/13; FV 7/7

dados:

Dados:6, 7, 5, 5, 4, 6, 1, 1, 8, 8
ZED rolou 10 dado(s) com dificuldade 6 para dano por contusão e obteve 5 sucesso(s)/2 =2 de dano contuso.
Dados:9, 4, 9
ZED rolou 3 dado(s) com dificuldade 6 para absorver dano e obteve 2 sucesso(s)

Zed era muito louco mesmo, apostando uma corrida consigo mesmo, carregando Kut ele segue entre os galhos, trampos e barrancos em direção a estrada que havia avistado. Aquele era uma estrada deserta no Alaska, no meio de uma nevasca, quais as chances de ele encontrar outra carona?

Bem, ele vence a si mesmo em sua aposta. Chega a tempo, deixa Kut um pouco distante e ofusca-se quando ela distrai-se.

O veiculo se aproxima e ele não hesita jogando-se de encontro!

- Paaaaarck! Ele é atropelado com sucesso!

Na verdade, doeu um pouco sim, mas nada que ele não pudesse tomar uma aspirina para aliviar. O problema era que sua aspirina era vermelha e sua reserva já estava ficando abaixo da metade.

Kut corre em direção a ele gritando em desespero, enquanto dois homem saem do carro que parecia não ter sofrido dano algum.


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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Zed em Qui Jan 10, 2019 8:11 pm

Carregando a criança nas costas, conseguia correr até a estrada a tempo de preparar minha armadilha, que funcionava perfeitamente. Ele provavelmente só tinha conseguido me notar quando me atingiu com aquela lata velha. A única diferença dentre o imaginado e o real, era a gravidade dos ferimentos. “Isso foi mais suave do que eu imaginava... ” Pensava comigo mesmo, enquanto me levanta, ainda que dolorido, sem nenhum ferimento que precisasse de cura. – Eu tô bem. – Afastava a criança antes dela conseguir me abraçar ou algo do tipo.

Olhando então para a dupla que descia do veículo, tinha minha atenção principalmente no motorista. – Você é cego ou algo do tipo? Eu fiquei te acenando de longe.... Mas já que você parou, nos de uma carona, tem lobos por aqui e você me deve uma depois de me atropelar. – Sem esperar exatamente por uma resposta, já começava a me aproximar casualmente do veículo. – Tem espaço na frente ou eu vou atrás? – Perguntava já imaginando que ele não recusaria aquela boa ação. – Eu vou até em cima se quiser meu irmão. Só vâmo logo, eu falei, tem lobos por aqui, e eles não parecem felizes. – Apressava o sujeito ao menor sinal de recusa na proposta. Já tentando subir em cima do veículo, deitando e olhando para o céu. – Só leva criança na cabine, essa desastrada vai cair fácil.

E se isso resolvesse meus problemas, ótimo. Quanto menos explicação tivesse que dar melhor, e a urgência era real. Não queria ter que matar aqueles dois para roubar o carro. Mas se tivesse que apelar, eu provavelmente faria. Contanto que eu pudesse chegar logo a uma cidade, já era mais do que o suficiente. – Vamos logo seus bundões. – Apressaria eles, novamente. Caso o veículo se permitisse a partir aquela interrupção, me focaria exclusivamente em não cair.
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Re: Et innocentiae labem - Oculto

Mensagem por Fox em Sex Jan 11, 2019 12:59 pm

Bem, ou o motorista era vivido ou ele deu sorte, indicando que Miles pagasse ao seu companheiro. Não havia o que fazer. Não estava tudo de acordo com seus planos, mas pelo menos ele chegaria em Nuiqsut. Só esperava que a grana não fizesse falta mais na frente. O Cainita levanta e mostra a mala, indicando que era seu único pertence e que pretendia levar consigo, e acena com a cabeça para dizer que estava de acordo com os termos. Depois de acertar tudo, os dois partem.

Durante a viagem, o Lasombra quebra um pouco o estereótipo que adotara na empresa. Já tinha seu transporte, então não precisava mais de simulações tão forçadas. Talvez até o desagradasse um pouco ter que manter esse teatro, mas ele era bom nesse tipo de coisa e não podia descartar tal habilidade. Quando o velho o questiona, ele responde de forma genérica sem querer muito se manter no assunto.

- Sou de uma cidade pequena da divisa Canadá-EUA, só tenho essa tia que se mudou pra cá já a um tempo. Minha vida é simples, não tenho muito o que contar.

Quando os dois tomam a estrada, Miles vê o quão seria difícil transpor aquela neve com um veículo comum. Ele toma um tempo observando a técnica de pilotagem do velho, afinal, se algo acontecesse no meio do percurso, seria bom não depender do humano para continuar a viagem. Apesar de não parecer algo de outro mundo, aquele caminhão podia ter alguns comandos próprios, que atrapalhariam um motorista comum. A viagem segue por algumas horas até que o impacto com algo interrompe-a, mas ao contrário de um esperado animal selvagem, o corpo acertado era de um homem. Miles abre a porta para ver o que ocorreu, não preocupado, mas curioso. Quem estaria numa estrada nevada no meio da noite?

O Lasombra era malandro. Sabia de saqueadores que espreitavam as estradas vazias e tentavam emboscar viajantes solitários. Mesmo que houvesse uma criança ali, a situação se encaixava perfeitamente. Quando o motorista desce do caminhão, distraído com o sujeito, Miles pega da sua mala a lanterna e, em seguida, adaga e pistola, as quais ele guarda na cintura sob suas roupas de frio. Então, ele sai do caminhão, escutando a explicação e observando o atropelado de cima a baixo.

- Calma aí parceiro. Sei que o Teddy aqui cometeu um erro. - interrompe Miles falando de longe - Mas não sabemos quem é você, nem o que faz aqui. Quero ver pelo menos se você não tem nada escondido aí. - conclui Miles, apontando a lanterna diretamente pra o sujeito e se aproximando dele.

Quando Miles chega perto o suficiente para fazer contato ocular, ele abaixa a lanterna, esperando que o homem olhe para seu rosto. Quando isso ocorre, ele faz o questionamento, impondo imediatamente sua vontade sobrenatural nas palavras e no olhar (Dominação 2 - Hipnotizar). Caso ele fosse responder naturalmente à pergunta, não notaria nada de estranho nas palavras saindo forçadamente de sua boca.

- Então, me diga se está sozinho com a criança... Desculpe o ocorrido, mas terei de ver se você não tá escondendo nada. A criança também.

Caso receba uma resposta de que os dois estão sozinhos, Miles faz uma revista simples em ambos e depois os acompanha até o veículo. Se estivesse sozinho, ele não hesitaria em deixar os dois ali congelando, mas deixaria o motorista decidir por conta própria pra não levantar suspeitas.

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Re: Et innocentiae labem - Oculto

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