Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Samuka em Seg Jan 28, 2019 11:39 pm

Kalton

”Off”:

Auspícios 1 ativado

Não é difícil de acreditar que gente como Boris pudesse ter uma anotação de cada crime, até porque gente dessa índole com o tempo vai descobrindo os “macetes” do sistema e, então, deita-e-rola. Para que outros “paradas” não fossem anotadas no seu ID foi o que disse. Nessa altura, Kalton se perguntava se foi realmente boa idéia ter tirado seu sogro da cadeia. Uma coisa é certa, não há ônus que não possa ser desonerado.

Os dois atravessavam a rua e iam em direção ao beco. Kalton, porém, diminuía as passadas com o intuito de observar melhor o outro policial, um crioulo que estava no volante mexendo no celular, e a placa da viatura, que era: NY 4001-71. Que sorte, era bem fácil de memorizar.

Kalton também usava seus dons auspícicos e aguçava seus sentidos. Ele ouvia o motor da viatura ligado em baixa rotação, como o ar-condicionado da mesma ligado. Ele também ouvia o som do teclado do celular que o policial digitava, como rádio da viatura que, antes que pudesse entender o que dizia, após um som de “track” começou ouvir: “All d single ladies… (o negão repetia com voz afeminada)... All d single ladies… (negão repetia com voz afeminada)… All d single ladies… (o negão repetia com voz afeminada)… All d single ladies… (o repetia com voz afeminada)... Now put yur hands up…”.

Kalton, então, virava para o beco chutando sem querer uma garrafa vazia no momento em Campbell pedia o dinheiro. Boris assustado com os olhos estatalados dizia apontando para Kalton: - ”Está com ele, só um segundo. Kalton me dá o envelope, filho”.

Considerando que entregue, Boris repassava o envelope para Campbell. Ele abria e checava. Tirava o dinheiro e contava. Então, dizia: - ”Você sabe que isso é pouco, Boris. Quanto acha que valeria um julgamento de um réu que matou tiras?”. Um letreiro de propaganda de seguro de vida, o qual dizia: “Porque sua vida vale muito. Obs.: Nos primeiros meses de carência cobrimos 25 mil $”, iluminava pobremente o beco. Boris respondia meio tímido: - ”Que isso, cara. Não foi o combinado?”. Campbell sorria e seu sorriso se tornava assustador em meio as sombras que o tomava por causa da escuridão do beco. - ”Isso é o que gasto numa semana, Boris. Aliás, quem é o garotão ali me encarando?” - perguntava ele apontando para Kalton. Boris respondia: -”É o meu genro. Ele é um cara do bem, só veio para me dar o dinheiro”. Campbell então gesticulava chamando Kalton para mais perto dele. -”Chega aí, não dá pra te ver direito. Kalton? É isso?”.

Considerando que caminhe até próximo à eles, Kalton podia ver melhor as feições de Campbell, certamente ele também. Ele tinha o cabelo curto penteado para trás. O rosto quadrado, queixo grande e os olhos fundos. Ele parecia um daqueles “herois” da DC comics ao estilo Punisher. No unifotme policial, os dizeres: Campbell Jr. -”Então é esse que vai descabaçar sua filha, Boris? Porra, eu nem sabia que tu tinha uma filha. Isso muda as coisas” - dizia ele com um sorriso irônico fitando Kalton, que agora ouvia o motor do carro desligando e a porta batendo. Então, passos e: -”E aí, Campbell?”. Era o negão fã de Beyonce que vinha e parava próximo de Kalton, que se esperava uma oportunidade, para fuder com o filho da puta que estava fudendo com Boris, era agora. Sua condição vampírica certamente daria conta dos dois, o problema são armas e aquele troço que dá choque. E aí, Kalton, vai ajudar o coroa, de novo? Aliás, o que será que Campbell quis dizer com “isso muda as coisas”?
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Rian em Ter Jan 29, 2019 10:40 am

“- Sorte desse cara que entrou para a polícia, porque se dependesse de cantar para ganhar dinheiro seria um sem teto... inconvenientes do Auspícius...”
O crioulo cantando sugeria que ele estava tranquilo, enquanto rolava uma sujeira ali. Aquilo devia ser bem mais rotineiro do que Kalton tinha imaginado inicialmente.
-”Chega aí, não dá pra te ver direito. Kalton? É isso?”.
- É isso mesmo. Campbell, é isso? Imitava ao policial.
”Então é esse que vai descabaçar sua filha, Boris? Porra, eu nem sabia que tu tinha uma filha. Isso muda as coisas”
Kalton dava um sorriso irônico para o lado oposto ao de Boris. No entanto ele não achava graça daquilo, embora fosse engraçado o fato de que talvez Campbell nem imaginava o vampirismo suprimira os desejos da carne de Kalton. Ele estava clinicamente morto. Kalton percebia que as coisas estavam esquentando ali e assim que o motor do carro desliga ele já começa a pensar numa saída. Ele manteria sua audição aguçada para prever ações como tentativa de saque de arma. A partir do momento que isso ocorresse ele desativaria seu Auspícius para evitar escutar um tiro com seus tímpanos a flor da pele.

“- Eu sou um vampiro, mas sei muito bem que não sei nem dar um soco direito, muito menos manusear uma arma. Portanto não devo subestimar esses caras. Além disso esse Campbell parece ser bem durão. O melhor que eu posso fazer é tentar ganhar tempo... Sem contar que, não quero que Boris descubra sobre minha condição...”

Logo depois que o crioulo falava com Campbell, Kalton virava-se para o fã de Beyonce e dizia.
- Volte, para o carro. Isto é entre nós e Campbell.
Ele enfatizava a palavra “volte”, impregnando as suas cordas vocais com uma das maldições de Cain, legado do clã dos feiticeiros. Dominação
Após o crioulo voltar para onde não deveria ter saído, Kalton fica de frente para Campbell e numa tentativa de ganhar tempo, Kalton coloca suas mãos dentro dos bolos da blusa, esboçando tranquilidade.

- O que você quis dizer com “isso muda as coisas?”
Enquanto fazia a pergunta Kalton intensificava sua resistência física vigor +1 e fazia uma ligação discretamente no celular dentro de sua blusa: 911. Com a audição aguçada, certamente ele ouviria o momento em que a emergência atendesse.

--
Condição 1:
Caso a tentativa do Comando falhe, Kalton irá repetir:
- Eu disse: Volte para o carro, você não entendeu? Vou ter que desenhar? Desta vez, pensando em Lisa ele faz um enorme esforço para que a discipline funcione. FdV

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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Krauzer em Ter Jan 29, 2019 11:58 am

O uso de auspícius proporcionava a Mark uma visão nada agradável. Uma luz branca emanava do homem e inundava toda a gruta, então algo como um corvo gigante voava em sua direção, o engolia e ele se via imerso em uma escuridão onde apenas pontos coloridos como estrelas ou jóias podiam ser vistos. Apesar de conseguir se controlar, Leblanc não desejava tentar isso novamente.

      As respostas do índio eram inconclusivas, e seu domínio do inglês era ainda mais rudimentar do que o Tremere imaginou. O nativo então começava a desenhar algo no chão com um graveto. Mark se aproximava para ver melhor o que poderia ser.

- Bem... presumo que eu possa sair daqui quando eu quiser, não?!


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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Samuka em Qua Jan 30, 2019 11:33 pm

Kalton

Os três trocavam sorrisos quando o negão chegou e à ordem do vampiro, o policial retornava ao carro como se acabara receber ordens de alguém do alto escalão. Kalton podia ouvir a porta da viatura abrindo e fechando em seguida. O motor ligava, assim como o ar-condicionado. Campbell observou tudo aquilo sério tirando logo o sorriso da cara. Boris parecia muito nervoso e passava a mão na cabeça constantemente, talvez puxando os fios do cabelo.

Campbell, então, mexia no seu cinto. Boris arregalou os olhos dizendo: -”Que cê vai fazer? Cê já tá com o dinheiro. Qual é, Campbell. Deixa o rapaz em paz, a parada é comigo” -. Campbell olhava para Kalton com um olhar sério e desconfiado. O que ele mexia fazia um som de velcro abrindo. Estaria sacando a arma? Seria muito ruim se isso acontecesse, afinal Kalton não queria levantar suspeitas quanto a sua natureza vampírica. Na verdade, Campbell puxava um óculos escuro e o colocava. Boris ria de nervoso. Enquanto isso, Kalton discava do bolso para a… Polícia? Ela já não estava ali diante dele? Enfim, Kalton discava e podia ouvir a atendente da central de atendimento da polícia de NY dizendo: -”Alô? Departamento de Polícia de NY, me chamo Elizabeth, com quem falo?” -. O plano estava em curso.

Kalton pergunta:
- O que você quis dizer com “isso muda as coisas”?

-”Teu sogro me deve e não tem muito com que negociar. O que cê acha, Kalton?” - diz Campbell com os óculos escuros na cara. -”Mas por hora isso me satisfaz” - diz ele balançando o envelope e caminhando em direção à viatura. Campbell antes de entrar na viatura dizia sorrindo: -”Mas claro que isso não irá me satisfazer tanto quanto uma virgenzinha. Vamos negociar isso na próxima vez, tá okay Boris?” -. A porta fechava, a viatura andava e Campbell gritava pela janela abaixada: -”Só não fique com ciumes, Kalton. Vamos nos ver, gostei de você” -.

Você e Boris estavam no pé da entrada do beco vendo a viatura manobrando, a qual antes de dobrar na esquina Campbell deu uns toques na sirene dando tchauzinho.

Tão logo ela se foi, Boris se desesperou. -”Que merda. O que que esse filho da puta pretende fazer com minha filha?” -. Ele então virava para Kalton dizendo: -”E você… Por que tu fez aquilo com aquele hootie hoo? Ficou maluco?” -.

Considere que se ficar conversando com Boris no beco, uma outra viatura chega e pára. Dois policiais brancos normais.

-” Boa noite, recebemos um chamado do Call Centre. Foram vocês?” -. Considere que ao confirmar, um deles diz: -”E qual a ocorrência, Sir? Gostaria de ir até o Distrito fazer um registro? Podemos levá-los” -.

”Off”:

Não vou computar o gasto de PS porque não houve necessidade, a cena não se encaminhou para um combate, blz Rian?
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Rian em Sab Fev 02, 2019 6:42 pm



Dinheiro nenhum pagaria a satisfação de Kalton ver o sorriso de Campbell sumindo do rosto ao ver o seu comparsa voltando para o carro com uma simples ordem de Kalton. No entanto, Kalton havia se revelado para Campbell, talvez. Era possível que Campbell soubesse o que Kalton era depois daquilo. De qualquer forma, o feiticeiro alcançara o seu intento, que era não se envolver num combate com a presença de Boris, revelando sua verdadeira natureza e depois ver o velho criminoso berrando eu seu ouvido que não queria aquela aberração envolvida com sua filha.
"- Ótimo!" pensava o vampiro.

A situaçao ficava mais tensa quando Campbell removia um velcro de seja lá o que fosse que estivesse consigo. Kalton começava a ficar nervoso e quase podia sentir suas presas saltando para fora, no entanto ele ainda fazia um esforço para se conter perante o velho.
"- Ah... é só um óculos!" Ele pensava aliviado com um pequeno sorriso no rosto. No entanto logo o sorriso desaparecia e uma expressão de desconfiança surgia na face do vampiro... "- Espera aí... Será que?... Será que Campbell sacou o que aconteceu com o crioulo? Isso então quer dizer que... ele pode ser carniçal de alguém?"
O vampiro apenas permancia ouvinte enquanto Campbell falava feito uma maritaca. Ele apenas cerrava o cenho, em seriedade.

-”Que merda. O que que esse filho da puta pretende fazer com minha filha?” -. Ele então virava para Kalton dizendo: -”E você… Por que tu fez aquilo com aquele hootie hoo? Ficou maluco?”

- Vamos embora daqui, Boris! Você me deve uma explicação. Dizia desligando a chamada do celular. Em primeiro lugar me explica direitinho esse lance dessa dívida com Bóris, não me esconda nada! Faça de conta que eu sou seu advogado! Não tem como eu te ajudar se você não me contar tudo! Bradava Kalton cutucando o dedo indicador no peito de Boris, claramente irritado com a situação.
No meio do caminho e após ouvir tudo o que Boris tinha a falar Kalton esclarecia: - Eu não vou até em casa com você. Tenho outro compromisso.
Caso Boris perguntasse aonde Kalton iria, ele apenas responderia: - Evitar que Campbell chegue à Lisa!

E assim ele vai até alguma lan house. Encontrando uma, ele entra com o capuz da blusa tampando o rosto e mantem sua cabeça baixa como um garoto tímido sempre evitando olhar para cima, para não ser capturado por nenhuma camera. Pega um computador e inicia os trabalhos. Tentará descobrir toda a história de Campbell, endereço, familiares, bens materiais, se possível até a cor da cueca de Campbell.

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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Samuka em Seg Fev 04, 2019 10:52 pm

Leblanc

Ao sair da gruta e se aproximar do índio, o brilho da fogueira lhe chamava atenção.

”Autocontrole”:

Sucesso(s): 1
[7, 1, 8]

O fogo dançava sobre seus olhos emitindo além do brilho, um receio natural e iluminava as figuras que o índio desenhava na terra.

Leblanc pergunta:
- Bem... presumo que eu possa sair daqui quando eu quiser, não?

-”Sair para onde, cara pálida? Me não entender. Cara pálida não saiu da ustagalayi?”- responde o índio sentado na terra.

Leblanc em pé podia ver as figuras: uma figura com asas junto com uma outra que está próxima de um desenho retangular com labaredas de fogo e um rosto. Neste último, Leblanc via o índio escrever na terra: cara pálida. Ele, então, dizia: -”Me encontrar cara pálida aqui. Cara pálida parecia assustado” -.

Após dizer isto, o índio se calou observando o horizonte, que de onde estavam não dava para ver muito. Muitas árvores e uma escuridão tremenda. A única coisa que realmente chamava atenção era o céu com raios atravessando por uma imensa cumulonimbus que subia e parecia ir até ao espaço. Um vento atingia seu rosto e soprava em seus ouvidos.
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Guest em Seg Fev 04, 2019 11:17 pm

PS: 6/15
FV: 4/5
Ok

“Seja exigente. Escolha o melhor, pois só os melhores escolhem o melhor”. Por que não be loose? Por que não aproveitar tudo, até o(a) pior? Não precisa escolher algo como se fosse… Casar? Com aquilo. Mas, quem são os melhores? Talvez mude de idéia e pule para o barco deles. O quê? Um cara de cavanhaque com ray ban rosa e uma calça boca de sino? A década de 70 era uma merda. Melhor fechar a playboy.

- Opa, só for para o inferno - respondo estendendo a mão. - É sério, cara. Não ri. Preciso trocar uma palavrinha com o diabo - dizia me acomodando na pickup.
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Krauzer em Ter Fev 05, 2019 4:47 pm

Ao sair da gruta, a primeira coisa que chamava a atenção de Mark era uma fogueira. Com alguma dificuldade, ele se aproxima e vê os desenhos do índio.

      A criatura voadora com certeza era a gárgula. O retângulo em chamas seria seu carro após ser espatifado no chão? Talvez ele tenha sido vítima do Rotschreck, por isso não se lembre exatamente do que aconteceu após a queda.

      O nativo então se calava e olhava para o horizonte. O escuro e as árvores impediam que visse muito, além de um céu tempestuoso e uma imensa nuvem em formato de cogumelo que subia até onde ele podia ver.

- Entendo. Gostaria de lhe agradecer por ter me tirado de lá!

      Um vento súbito atingia seu rosto, e Mark se perguntava onde estaria.

- Desculpe-me por fazer tantas perguntas, mas estou em uma situação complicada. Saberia me dizer se estamos muito longe do lugar em que me achou? Digo, ainda estamos em Nova Orleans? Sabe o que é Nova Orleans, não?! E quanto a esta criatura voadora, sabe o que aconteceu com ela?



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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Samuka em Dom Fev 10, 2019 11:46 pm

Kalton



A rua deserta. Os letreiros acesos. Um trem passando. E Boris com os olhos arregalados ouvindo Kalton falar alto cutucando-o no peito. Ele, então, permanecia em silêncio por alguns segundos e olhando para o céu. Um carro passava. Boris puxava um cigarro e dizia enquanto acendia:

-”Você é um cara legal. A Lisa teve sorte, afinal tá cheio de filho da puta por aí. Não viu o Campbell?”- Boris expirava a fumaça que saía pela boca, pelo nariz e parecia preencher todo o espaço. Ainda bem que Kalton estava morto já, Boris estava se encaminhando para isso. Apesar de que seria uma puta ironia morrer por um cigarrinho. -”Quando Lisa nasceu estava na merda, mas na merda mesmo. Tive que fazer uns bicos e…”- Boris se pausava dando outra tragada no cigarro, novamente o expirava e prosseguia: -”Incluiu uns roubos e num desses acabei matando o parceiro de Campbell. E para não responder por isso, tenho que pagar a ele como hoje. Mas aprendi que o crime não compensa, posso dizer isso hoje”.

Os dois caminhavam em silêncio por algumas jardas. Boris parecia claramente consternado, talvez pela revelação.

Kalton diz:
- Eu não vou até em casa com você. Tenho outro compromisso.

Os dois paravam na esquina. Os trilhos suspensos tornavam ainda mais a rua escura. Alguns postes mal funcionavam direito. A rua estava num completo breu.

-”Ok. Vai pr onde?” - pergunta Boris jogando o cigarro no chão e amassando com tênis.

Kalton responde:
- Evitar que Campbell chegue à Lisa!

-”Faça isso, filho” - diz Boris com os olhos umidecidos. Ele se despedia e subia a rua. Kalton virava e descia por ela. Tinha o plano de usar um dispositivo dum cyber cafe para levantar a biografia de Campbell, evitando assim de localizarem o registro do seu IP, o que é bem inteligente.

Kalton caminhava pela calçada. Lâmpadas fluorescentes nas portas dos prédios pela rua banhavam sua face. Ele se lembra que não muito longe havia um, chamado Euphnet.

Após um tempo caminhando, ele finalmente chegava na Euphnet. Kalton colocava o capuz e abria a porta de vidro. Dentro, via várias mesas com computadores. Poucas pessoas, podia contar uns 2 ou 3. Ele sentava num e começava digitar e clicar.

Rolagem:

Dados:2, 2, 9, 7, 4, 7, 4, 4
KALTON rolou 8 dado(s) com dificuldade 6 para Pesquisa e obteve 3 sucesso(s)
Re-rolar 10: sim
Ignorar 1: não
Link: https://warleiramos.com/rolador/?q=64726

Seu rosto era banhado com a luz do monitor, que carregava vários tabs de jornais e até da Polícia de NY. A página da Polícia exibia um ID virtual de Campbell com os seguintes dados abaixo de uma foto sua uniformizado e com um sorriso forçado:

Nome: Scott Campbell Jr.
Tipo sanguíneo: O+
Situação: Ativo

Os tabs dos jornais abriam em notícias de páginas do New York Times, Washington Post, com seguinte título:

“Filho de Scott Campbell vai a tribunal acusado de corrupção:
NY - Hoje inicia o julgamento do processo conhecido como clean cops, o qual dentre os reus está o filho de Scott Campbell, conhecido ex-militar, veterano de guerra e atual conselheiro da ADN”.

“Scott Campbell Jr é absolvido no processo clean cops:
DC - Em decisão relâmpaga, o juiz responsável pelo processo que busca limpar a Polícia de NY, Scott Campbell Jr é absolvido e sai do tribunal pela porta da frente distribuindo tchauzinhos”.

Em meio a leitura, Kalton é surpreendido com o celular tocando. O número era conhecido, era da Alyce.


Última edição por Samuka em Dom Fev 10, 2019 11:50 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Samuka em Ter Fev 12, 2019 4:35 pm

Leblanc

Enquanto Mark continuava com suas questões, o índio se levantava. - Sim, cara pálida estava perto da estrada - afirma ele que caminhava em direção de uma trilha ao lado da gruta. - Me não saber do bicho de asa, me irmão saber. Ele lutar com bicho. Cara pálida acha que não está em Nova Orleães? Não consegue ouvir as vozes das adanatas nem sentir o cheiro de sangue no ar? - pergunta ele indignado.

Foi o índio falar e Leblanc começou a ouvir vozes lamentando de sabe-se lá donde.

- Venha, cara pálida - chamava o índio vendo a desatenção de Leblanc.

Os dois caminhavam pela trilha. Árvores. Apesar da noite e de não ser possível ver a Lua no céu, Leblanc observava que a escuridão e as sombras tinham um tom azulado que facilitava muito ver e caminhar, mesmo sem uma lanterna.

Considerando que tenha caminhado em silêncio, o índio assim também permaneceu, só até quando chegaram no lugar. - Cara pálida estava ali em pé como panaka - disse ele apontando para onde estava o carro completamente destroçado em meio a pinheiros derrubados.
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Samuka em Ter Fev 12, 2019 4:36 pm

Neil

Após subir, a caminhoneta disparava em direção ao portão. - Inferno? - perguntava um que se pôs a rir e alguns o acompanharam. - Mas é pra lá mesmo que vamos, não é pessoal? - que concordaram uníssonos.

O portão vinha abaixo, Neil se segurava em qualquer coisa até na antena do rádio, já que não tinha o puta que pariu no bagageiro. O carro seguia em alta velocidade pelas ruas e quase capotando nas curvas.

Depois de um tempo, já bem longe do QG,o motorista falou: - Aí, pessoal, novato no bando temos que dar as boas vindas, não? - do vidro podia se ver que estava rindo. Qual a graça?

Ele parava, a rua estava pouco movimentada, jovens estavam na calçada de uma pequena casa de show.

- É mesmo, boas vindas - disse um. - E como vai ser? - disse outro. - Olha ali, não lembra nada, não? - perguntou o motorista. Uns começaram a bater no teto do carro e a cair na gargalhada. - blitzkrieg - gritavam repetidamente.

Então, as portas se abriram, outros saltaram do bagageiro e todos foram correndo em direção do club. Neil via que uns estavam com garras enormes e as mãos como machadinhas. O que havia lhe dado a mão para subir, agora o empurrava para fora do bagageiro. - Deixa porra aí e vamos nos divertir - disse ele olhando pro livro.
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Guest em Ter Fev 12, 2019 8:17 pm

Pelo jeito vou me tornar um anarquista. Não vou saber o que quero, mas de algum jeito vou conseguir algo na base da anarquia. O que eu quero é destruir transeuntes? Pode ser ha, ha, ha, ha, ha. Não era um Sabá, mas se for preciso para ser um, por que não? Se pra entrar na parada tem que cair de cabeça, que caia algumas.

-Bora lá, brother - disse jogando o livro pra dentro do carro.

Neil primeiramente observará o modus operandi deles, pra só então acompanha Los na diversao.
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Samuka em Ter Fev 12, 2019 9:26 pm

Neil

Havia um grupo de jovens na calçada conversando e bebendo, enquanto que dentro do espaço uma banda tocava um rock pauleira. O grupo Sabá se aproximava, e nem levantavam suspeitas pois estavam como manda o figurino: vestidos de pretro, correntes, cabelos bem estilosos, coturnos etc.

Um conjurou uns tentáculos de sombra que envolveram a boca dos jovens, os dois casais ficavam impossibilitados de gritarem. Um de garras enormes se aproximava e decepava dois, enquanto que o da mão de machadinhas decepava outros dois. Um adolescente que voltava do beco, ao lado do pub, ao ver a cena arregalou os olhos desesperados e quando ia gritar, um tentáculo o impediu. Aquilo era assustador, desesperador, até mesmo para um vulgo satanista.

- Meu nome é Krueger - disse o motorista rompendo o silêncio enquanto se aproximavam pub.

Uma vez chegado, o que manipulava as sombras disse olhando para dupla: - Aí, Krueger, restou este aqui fora? -.

Os pés de Neil pisavam numa grande poça de sangue, aquilo mexia com sua natureza, com sua besta, as cabeças jaziam próximas dos corpos dos jovens, todas com uma expressão de pavor, descabeladas e sujas da rua. Os corpos estirados no chão. Sangue na parede, no carro estacionado próximo do pub. Uma cena de terror.

- Jayson guarda a porta do pub, ninguém sai - diz Krueger com certa autoridade, o tal Jayson, o cara das machadinhas, se posicionava ao lado do porta de grade, que leva para um corredor que vai até o fundo do pub, um casarão velho ocupado.

- Como que é seu nome mesmo, irmãozinho? - pergunta Krueger com um sorriso no rosto enquanto se aproxima do jovem preso no tentáculo. - Esse aqui é seu, irmãozinho - disse puxando o garoto pelos cabelos e o colocando de joelhos sobre a poça de sangue, de sangue de seus colegas. O garoto olhava desesperado para Neil, as lágrimas desciam o rosto, ele até se mijava de medo.
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Guest em Ter Fev 12, 2019 11:21 pm

As vezes me pergunto se somos realmente homo sapiens, ou nos tornamos algo como nossos primatas. Comer, fuder, comer, fuder, matar, comer e cagar. Selvagerismo moderno.

-Neil Capeta - respondo me aproximando do garoto. - Deixa comigo, que esse vai se arrepender de não ter escutado a mamãe -. Neil se aproxima do vidro do carro e o quebra com uma cabeça, ou a cabeça se quebra? Nesse caso, no chute. Com um caco de vidro em mãos aproximo dos olhos do muleque. -A mamãe deixou o filhimho sair de noite? - pergunto e então cravo vidro no pescoço do aborrecente.
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

Mensagem por Krauzer em Qua Fev 13, 2019 9:44 pm

A situação era estranha. As visões, as vozes, o índio, tudo aquilo nem parecia real...

      O nativo o levava pelas árvores até o local onde o achou. Até mesmo a caminhada parecia de certa forma um sonho. Existia algo diferente neste lugar e no índio que Leblanc não sabia responder.

- Cara pálida estava ali em pé como panaka.

      Então Mark ao menos sabia que ainda estava em New Orleans. Mas o que teria acontecido? O que teria afugentado o gárgula?

- Novamente, gostaria de agradecê-lo, Crow! Por acaso você sabe o que eu sou?

      Enquanto falava, Mark tateava seus bolsos para saber se sua carteira ainda permanecia consigo.
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Re: Em meio a cobras - Um jogo p/ Tremere

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