Diana Russo - Brujah

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Diana Russo - Brujah

Mensagem por StainedB em Dom Set 30, 2018 3:11 am

PERFIL:

Nome: StainedB
Personagem: Diana “Russo” Alexyev
Clã: Brujah
Natureza: O Samaritano
Comportamento: O Diretor
Geração: 13ª
Refugiu: Posto-Bar
Conceito: Punk
Saldo de XP: 0/0

ATRIBUTOS:

Físico: (Primário: 7 Pontos)
Força: 1+ 2
Destreza: 1+ 3
Vigor: 1+ 2

Social: (Secundário: 5 Pontos)
Carisma: 1+ 2
Manipulação: 1+ 1
Aparência: 1+ 2

Mentais: (Terciário: 3 Pontos)
Percepção: 1+ 1
Inteligência: 1+ 1
Raciocínio: 1+ 1

HABILIDADES:

Talentos: (Primário: 13 Pontos)
- Prontidão: 2
- Esportes: 2
- Briga: 3
- Esquiva: 2
- Empatia:
- Expressão: 1
- Intimidação: 1
- Liderança: 2
- Manha:
- Lábia:

Pericias: (Secundário: 9 Pontos)
- Empatia c/Animais:
- Oficio: 2 (Mecânica)
- Condução: 3
- Etiqueta: 1
- Armas de Fogo:
- Armas Brancas: 2
- Performance:
- Segurança:
- Furtividade:
- Sobrevivência: 1

Conhecimento: (Terciaria: 5 Pontos)
- Acadêmico:
- Computador:
- Finanças: 1
- Investigação:
- Direito: 1
- Linguística: 1
- Medicina: 1
- Ocultismo:
- Política: 1
- Ciências:

VANTAGENS:

Disciplina: (3 Pontos)
- Rapidez: 1
- Potência: 1
- Presença: 1

Antecedentes: (5 Pontos)
- Contatos: 1 (Tatuador Claude)
- Mentor: 3 (Juggler)
- Recursos: 1

Virtudes: (7 Pontos)
- Consciência: 1+ 2
- Autocontrole: 1+ 2
- Coragem: 1+ 3

DEMAIS INFORMAÇÕES:

Humanidade: 7
Força de Vontade: 10
Pontos de Sangue:

QUALIDADES E DEFEITOS:

Qualidades:
- Brigão (1 Ponto)
- Vontade de Ferro (3 Pontos)
- Senhor de Prestigio - Juggler (1 Ponto)
- Peregrino - Motociclista (2 Pontos)

Defeitos:
- Vicio – Nicotina (3 Pontos)
- Chamas do Passado – Lauren (2 Pontos)
- Senhores Rivais – Alaster e Juggler (2 Pontos)

PRELÚDIO:


PRELÚDIO:

É um clique, a bala se coloca contra o vento, viaja tão rápido que é impossível ver seu caminho, mas quando acerta, quando perfura a carne e mergulho dentro do corpo de uma pessoa... Sabemos que ela existe. Eu tinha doze anos, eu senti o “click” e então me tornei uma bala, sem rumo, apenas correndo contra o vento, sendo pigmentada e polida antes de me destruir contra um crânio.

Quando pessoas ficam juntas o tempo todo, muitas coisas acontecem, elas riem, choram... Vão encontrar o melhor e o pior um do outro, mas cada um é individual, somos colocados no mundo com apenas uma consciência, uma para nos servir de comparativo as outras. Quando duas consciências individuais não concordam então existe uma discussão, e nenhum dos lados vai compreender o outro porque são... Individuais. Meus pais brigavam, é natural que acontecesse. Porem não foi um divorcio que os separou. O termo de casamento fez jus a própria frase, e em um inverno, a neve derreteu no vidro dando inicio a um novo dia para muitos, como se o frio fosse embora e trouxesse-se o verão, seriam dias para se alegrar e sair para tomar sol. Mas o inverno levou meu pai consigo, e então... “click”.

Um peso foi colocado em volta do meu pescoço, o nome dele pendurado por uma corrente e gravado em uma placa. No meu sangue corre o fogo de um soldado, um homem que não pode se desculpar das discussões, e todo dia ao me esticar para ver o espelho eu via seus olhos nos meus; castanhos como mel.  Seu nome era Vladmir Alexyev.

Existem acidentes no mundo, tudo é pré-determinado por ações, e uma corrente de fatos irá se multiplicar de formas negativas e positivas igual galhos de uma árvore. Quando terroristas precisaram proteger sua fé, então optaram pelo ataque, então outros tiveram que se defender e nesse momento um fuzileiro foi atingido, e o que houve depois disso? De um lado uma nação foi protegida por um homem esquecido, e do outro lado eu perdi um pai. Viu? Correntes e galhos. Você deve imaginar que o certo seria minha mãe e eu termos algum beneficio, entretanto o melhor que tínhamos era um seguro que cobria uma causa mais especifica de morte, e tudo o que foi pago desapareceu.

Foi questão de tempo até ela perder minha guarda, talvez não fosse o melhor exemplo de mulher para quem visse. As pessoas gostam de criticar os outros ao seu redor, fazem características se transformarem em defeitos e depois, depois contam esses “defeitos” para seus amigos, e assim minha mãe foi vilanizada pelas outras mães da minha escola. Quando pequenos, estamos em uma sala de aula ouvindo um professor dizendo coisas e coisas, ele nos ensina a aceitar verdades sem questionar, e então somos parabenizados por imitar suas palavras através de números; notas. Quando uma fofoca chega aos ouvidos de outra pessoa, é como aprendesse uma verdade, então ela aceita e passa a palavra adiante se sentindo superior, especial, como se as pessoas a sua volta fossem suas alunas. Minha mãe me amava, mesmo com as manchas de vinho por seus lábios.

Uma bala, sem rumo, estava contra o vento, contra todas as incertezas ela só sabia que estava seguindo reto como a única trilha que restava. Fui levada para longe, para fora da Europa, e deixada em um orfanato. Evitei as outras meninas, não importava o que cochichavam porque não conhecia sua língua, era um ótimo motivo para não abrir a boca e ouvir mais, começar a aprender algo útil por minha conta.  Nesse orfanato conheci uma garota, a cama de Nicole ficava logo ao lado da minha, ela era sonhadora demais, como se a fantasia estivesse a um passo. Pessoas vêm e vão em nossa vida, o que determina a aproximação vai ser literalmente a própria aproximação, um colega de trabalho por exemplo, que todos os dias fica ao seu lado acabara por simpatizar com você, mas se ele mudar de setor irá te esquecer, vai desviar o olhar sempre que te ver e fingir que não foram amigos. Nicole e eu estávamos lado a lado, foi inevitável nossa conexão. Com catorze anos, eu havia me tornado biligue, diferente de estudar algo novo, eu estava vivendo a nova língua, sendo obrigada a aprender de forma inconsciente, acho que isso acontece quando se tem convívio com o aprendizado.

Finalmente escolhida, com certeza eu não era a mais popular afinal, eu era a russa, um sangue ruim. Porem não era as órfãs que decidiam quem era mais especial no final, mas sim os pais adotivos. Infelizmente eu era especial demais, não sei o que eu tinha, se era minha linhagem, minha introspecção ou se foi somente por estética, entretanto logo descobriria. Já conheceu um “lobo em pele de cordeiro”? Existem tipos de mau-caráter no mundo, e temos o costume de confundir traidores com ilusionistas. Um traidor é alguém que você confia, ama e daria sua vida por ela, mas quando o coração apertar ele te negará, vai te deixa para trás ou no pior dos casos te vende... A outra figura é tão pior quanto, talvez não tão deprimente, mas com toda certeza é um verdadeiro monstro, ele já te conhece no intuito de te iludir, vai dizer o que você quer ouvir, lutar por você mesmo não querendo e no fim tudo estava armado para te derrotar, te tirar tudo que tem e a culpa dele ter esse sucesso normalmente é sua.

De paletó e gravata, um sorriso branco poderia convencer qualquer um, era a referencia proposta do cavalheiro contemporâneo, um verdadeiro anjo diante da luz, e seu nome era Alaster. Seja quem fosse, eu nunca aceitaria me renovar, não que o orfanato fosse bom, mas estava basta de mudanças. Foi Nicole quem me tirou de lá, me convenceu a aceitar e depois disso a cada segundo eu só ficava mais insegura, sabia que tinha escolhido errado, era uma certeza, porem mesmo assim... Eu me apegava que talvez não fosse, já tentou medir forças com a certeza? Uma das primeiras coisas que ele me disse, foi que um dia eu teria a idade perfeita.

Se havia algo de bom em meu adotante, eu não encontrei. Fui uma válvula de escape para as energias dele, nada mais do que uma propriedade para ele quebrar e usar como desejasse. E meu nome foi arrancado, ele tinha esse direito, eu era sua, fui rebatizada com o estereótipo de “Russo”. Talvez a maldade esteja no coração do ser humano, se cada pessoa tivesse uma arma, provavelmente as usariam assim que se sentissem reprimidas, ou no mínimo no entusiasmo de ver como é machucar o próximo.  Não me conformei, e fugi como pude, mas talvez tenha deixado alguma marca... Talvez uma ferida, ou pior no momento em que me desesperei, não quis olhar para as chamas atrás de mim que encobriram aquela enorme casa.

Não recomendaria essa vida para ninguém, nunca sabia o que iria ter para comer no dia seguinte ou onde eu arrumaria um lugar para dormir, eu me tornei uma arruaceira. Nunca fui tão só, como se não pertencesse a nenhum lugar e não existisse em nenhum lugar, como se cada dia não mudasse em nada, nem mesmo se fosse para mudar a vida de outra pessoa, minha própria existência era em vão. E em um dia num pequeno mercado, clientes vem e vão, dentre várias pessoas que passaram pelo caixa, eu soltei uma pilha de moedas para compra um maço genérico e me vi frente a Nicole, e como de se esperar, era como se eu fosse só mais alguém que passou ali naquele dia, naquela semana, naquele mês.

Homens são diferentes de mulheres, eles não as veem como da mesma forma. Garotas acham que eles são príncipes e eles acham que elas são troféus. E em meio á minha roda de conhecidos, quando o fumo passava de mão em mão, eu percebi como eles se olhavam e queria me sentir assim, desejada por alguém, afinal príncipe e troféu podem ser comparados a simplesmente desejos. Quatro jovens, Jonathan, Lauren Vincent e eu, girando uma Leonoff vazia. Mas não queria ser olhada como um troféu, não igual o jeito que Vincent me beijou na roda, não para ser acrescentada na lista que aquele adolescente fazia das meninas que ele beijou. Eu queria ser especial como única, e me encontrei assim na boca de Lauren.

Eu conseguia ficar sentada por horas assistindo ela pintar becos com spray, com o pouco que tinha ela viajava em meio a tintas nos tijolos de casas abandonadas. Linhas retas de vermelho laranja e amarelo, ela estava recriando o pôr do sol, a mesma imagem que se via do alto daquele prédio. Acabando ali por fugir de policiais, Lauren tinha mais disposição para correr do que eu, deve ter feito isso outras vezes quando pega grafitando. É um enorme infortuno o que aquela pintura significa, pois toda vez que volto para ver, aquela é a ultima imagem que eu tive do sol.

Em um mundo com tantas faces, o que eu era? O sol desapareceu já se fazia uma hora, quando minha vida ficou em um impasse, havia fugido o mais longe para ficar longe de Alaster, mas hoje eu sei o que ele era, e poucas vezes eu ouvi o nome ”La Sombra” dês de aquela noite. Ele me queria de volta, reclamar o que comprou, entretanto, não era ele o único a espreita. Então vi pela primeira vez o Juggler, não havia vindo por mim, o que eu adiante reconheceria como “Brujah” devia estar muito incomodado com a presença do outro vampiro na região. Não sabia o que estava acontecendo, só queria fugir, mas quando Lauren se tornou um escudo nos braços de Alaster, então eu congelei, nunca que uma garota fraca como eu era seria escolhida para fazer parte da Mascara. Quando se viu em desvantagem, o La Sombra se conformou em desistir de mim só por aquela noite e levou o que podia, levou a Lauren. E depois disso, o Brujah podia ter me matado, quem se lembraria?

Ele não era imprudente de simplesmente me transformar em algo novo, tinha um senso enorme com as regras... Ou pelo menos as regras do seu mundo. Primeiro Juggler me fez a proposta, e a verdade: eu nunca escutei o que ele disse, até hoje não me lembro de uma palavra, só do meu choro, afinal, Lauren foi sequestrada pelo meu ex-padrasto abusivo e o tempo todo achei que eu seria morta ali mesmo. De fato, fui morta. E por dias eu fui deixada sozinha, a sete palmos eu não tinha ar, não tinha espaço, tentava sair enquanto algo gritava dentro de minha carne, me rasgava de dentro para fora como um enorme parasita. Foi o tempo que Juggler levou para me incluir na Mascara, se eu fosse recusava o próprio teria me matado no tumulo, essa era sua garantia.

Não sei quanto tempo se passou, porque chegou um momento em que minha própria consciência não era mais do que um estalar continuo pedindo por algo, como se fosse químico, uma droga. No inicio acreditei que era a nicotina, depois eu já não sabia o que era fumar, o medo constante de estar presa em um cubículo foi substituído por essa abstinência. Em algum momento a chuva se misturou na terra, e por sorte foi quando eu de dentro pra fora conseguir sentir o vento em meu rosto. Por quanto tempo estive enterrada? Semanas? Meses? Ou mais? E meu novo mentor estava me esperando, me deixou cair nos braços dele tremula, nunca senti tanto frio como aquela noite de chuva. Ele me agasalhou, me deu do que beber porque sabia que eu precisaria, só que eu... Eu não fazia ideia de que era isso que meu corpo precisava, não sabia nem o que era no momento.

Tinha um nome na lapide, não era o meu, quis perguntar de quem era, mas ele não respondeu. Estava mais preocupado em me informar da situação depois que me estabilizou, e não foi difícil acreditar que Alaster era um monstro, sempre duvidei... Talvez não dessa forma. Juggler me levou para o bar, e me deu uma nova família era um lar, um de verdade. Lá eu comecei a trabalhar de garçonete, via outros Brujash fazendo drinks, e recebendo clientes que mal duvidavam, eles eram como pessoas normais. Durante o dia, haviam humanos para cuidar de tudo, podia falar deles, mas... Falar “Humanos” já parece falar de outra coisa.

Era uma família, estou repetindo porque era confortante ter uma, achei que a partir disso eu não teria do que sofrer, poderia até com o tempo voltar pra Europa e descobrir se minha mãe ainda morava na mesma rua de Petersburgo. E logo me veio um vazio, percebi que não estava presa por trás de um balcão, existia um mundo lá fora. Fiz alguns outros amigos, conheci um vampiro tatuador chamado Claude, outro Tremere  que frequentava igrejas pela arquitetura, um Toreador mulherengo, todos diferentes de personalidade e clã, e mesmo assim era como se tudo fosse tão natural pra eles. Por outro lado eu conheci um Malkaviano que achava que era a Mary Poppins, e agora eu tenho medo deles, esquisitões... Sem julgar, claro.

Um ano depois, eu ganhei um presente, não era meu aniversario, mas para um dos Brujahs no bar era, como se eu tivesse nascido de novo. Era uma Choper 1941, e eu mal tinha equilíbrio pra andar de bicicleta. Daquele dia em diante, um deles se responsabilizou por me ensinar a pilotar, e também me passou tudo que conseguiu sobre mecânica. Outra, um tempo mais pra frente viu na necessidade de me ensinar auto-defesa depois de um problema que tive no bar, e ela não foi uma professora dócil. E quando chegou a hora, Juggler quis me aprofundar com a política da Mascara, eu fui uma aluna deles, isso significa que sou formada na universidade dos Brujah? Tudo isso se tornou esporte pra mim.

Acho que eu poderia resumir dizendo apenas que eu sou uma garçonete no bar, mas qual seria a graça sem contar a parte que tem um La Sombra louco querendo me matar? Ou minha vida solteira buscando por alguém? Ou que algumas vezes eu perco a paciência e bato em alguém sem querer? Bem, acho que não contei essa parte, ou aquela outra... Ou algumas vezes em que eu voltei e tive que pedir pra uma colega dar ponto em mim até ela ficar fula e falar para eu fazer sozinha. Talvez isso seja o motivo de eu estar sozinha.

Terminamos aqui? Falta alguma coisa? Nossa, como eu sinto que falta alguma coisa... Ah, meu cabelo tá azul, você gostou?


DESENHO:


Diana "Russo" Alexyev



Última edição por StainedB em Dom Set 30, 2018 3:24 am, editado 1 vez(es)
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Re: Diana Russo - Brujah

Mensagem por StainedB em Dom Set 30, 2018 3:16 am

Queria aproveitar o post da minha ficha pra me apresentar, não achei um tópico pra fazer isso, se existir peço desculpas por postar aqui mesmo, mas qualquer coisa eu excluo depois. Meu nome é Stained, estou rolando dados desde meus 12 anos. Não gosto de garantias, eu bem que queria entrar afundo no fórum, mas as vezes o clima muda e eu desisto, espero que não aconteça, desejo conseguir interagir com pessoas novas. Queria avisar que não sabia ao certo quantos pontos de sangue colocar pra começar, então deixei vazio.

E também queria dizer que me sinto muito inexperiente, eu já joguei vampire, mas foi com “regras da casa” para facilitar. Imagino que aqui no fórum deve ser muito mais complexo e regrado com várias características dos livros que eu não conheço. Eu já tive experiência em outro fórum de RPG, posso estar enferrujado, porem ainda devo saber como interpretar por textos, meu único mal talvez seja ser perfeccionista e por vezes demorar pra postar.

Eu escolhi essa personagem que eu usei na minha roda de conhecidos, eu já tenho uma ideia de como usa-la, também tenho um afeto por ela, e tentei misturar o que ela viveu na campanha com o prelúdio, mas sem citar NPCs que ela conheceu, que fizeram parte do grupo, ou até o romance que ela teve, deixei só os nomes relevantes, afinal nenhum narrador tem que ficar com a imaginação dependendo do que o player quer.

Então é isso, acho que se eu ficar pelo fórum vou futuramente dar uma mexida estética na ficha, talvez só dar uma cor. Sei que deve ter algum erro em algum lugar da ficha, talvez mais de um, ou talvez a ficha toda, porem eu estou super a disposição de arrumar qualquer coisa em relação aos pontos desde que eu tenha um auxilio. Obrigado ^^
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Re: Diana Russo - Brujah

Mensagem por Arcebispo Altobello em Ter Out 09, 2018 8:07 pm

Natureza: Samaritano - Esse Arquétipo é de qual livro de 3ed?

Linguística: 1 - Defina os idiomas que você é fluente. Você tem direito a um idioma mãe e um adicional.

Contatos: 1 - Esse Antecedente tem duas aplicações distintas. Primeiro, representa um grupo de pessoas. Um nicho, melhor dizendo. (Exemplo: Policiais, Repórteres, Mendigos etc) Além disso, você tem contato direto com um membro importante desse nicho. Esse membro importante deve ser necessariamente um mortal. Vampiros não são abarcados nem em Contatos e nem em Aliados, apenas na Qualidade: Velho Companheiro, já que contar com a ajuda de um outro Cainita representa uma ótima vantagem.

Mentor 3 - Representa um vampiro poderoso. Um ancião que poderia muito bem ocupar uma cadeira da Primigênie de uma cidade grande. Anciões assim costumam ser de Geração baixa (Até a 10ª, estourando), e serem rigorosos no Abraço. Eu sinceramente não compreendi o motivo do Abraço. Você mesmo disse: Ele poderia ter matado Diana e ninguém se importaria. Por que ele a Abraçou? Aproveite para posicionar seu Mentor melhor na política vampírica. O que ele fez para se tornar um "Senhor de Prestígio"?

Força de Vontade: 10 - Um nível tão alto de vontade seria o mesmo de um treinado Monge Shaolin capaz de ignorar condições extremas, fome, sede, tortura e etc. No Fórum, o máximo para fichas iniciais de neófito é 8. Ainda assim, o prelúdio não apresenta razões convincentes para a personagem manter um nível maior que 6 de Força de Vontade. (Médio-alto)

Briga: 3/Condução: 3/Ofícios: 2/Armas Brancas: 2 - Quando se fala de Habilidades, tenha em mente o seguinte. 0 - você não tem nada em especial nesse campo e acompanha o senso comum; 1 - você se dedicou um pouco nesse campo, e pode ser considerado como um hobby seu (a maioria das pessoas para por aqui); 2 - você gastou parte considerável de seu tempo nesse campo estudando e treinando (você já está acima da maioria esmagadora das pessoas nesse campo); 3 - você é um profissional na área e poderia muito bem tirar o seu sustento disso; 4 você é reconhecido até mesmo dentre os profissionais, tornando-se uma referência no seu campo de atuação; 5 - você faz parte de um seleto grupo de pessoas considerada as melhores de sua geração nesse campo.

Tendo isso em vista, me parece exagerado que algumas aulas de defesa pessoal e de direção tenham alçado a habilidade da personagem até o nível profissional (Briga e Condução) e semi-profissional (Mecânica e Armas Brancas).

Prelúdio - Não ficou claro se sua personagem é uma vampira da Camarilla ou Anarquista. Se já foi apresentada ao Príncipe ou não. Se tem objetivos ou se está apenas interessada em sobreviver como vampira. Conte-nos esses detalhes também.

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E lá, mais alto que as nuvens, serei como o Altíssimo." 
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Re: Diana Russo - Brujah

Mensagem por StainedB em Qua Out 17, 2018 2:03 pm

Diana "Russo" Alexyev

Nome: StainedB
Clã: Brujah
Natureza: O Samaritano
Comportamento: O Diretor
Geração: 12º
Refúgio: Um Apartamento
Conceito: Punk
Saldo de Xp: 0/0



Atributos:

Físico: (7) Primário.
Força: 1+2
Destreza: 1+3
Vigor: 1+2

Social: (5) Secundário.
Carisma: 1+2
Manipulação: 1+1
Aparência: 1+2

Mentais: (3) Terciário.
Percepção: 1+1
Inteligência: 1+1
Raciocínio: 1+1



Habilidades:

Talentos: (13) Primário.
Prontidão: 2
Esportes: 2
Briga: 2 (Kickboxing)
Esquiva: 2
Empatia: 0
Expressão: 2
Liderança: 2
Manha: 1
Lábia:0

Pericias: (9) Secundário.
Empatia com animais:0
Oficio: 2 (Mecânica)
Condução: 2 (Motociclista)
Etiqueta: 1
Armas de fogo: 1
Armas brancas: 1
Performance: 0
Segurança: 1
Furtividade: 0
Sobrevivência: 1

Conhecimento: (5) Terciário.
Acadêmico: 0
Computador:0
Finanças: 1
Investigação: 1
Direito: 0
Linguística: 1 (Vernáculo: Russo + Inglês)
Medicina: 1
Ocultismo: 0
Política: 1
Ciências: 0



Vantagens:

Disciplinas: (3) Terciário.
Rapidez: 1
Potência: 1
Presença: 1

Antecedentes: (5) Secundário.
Aliados: 0
Contatos: 0
Fama: 0
Geração: 1
Rebanho: 0
Influência: 0
Mentor: 1 (Juggler)
Recursos: 2
Lacaios: 0
Status: 1

Virtudes: (7) Primário.
Consciência: 1+2
Autocontrole: 1+2
Coragem: 1+3

Demais Informações:
Humanidade: 7
Força de Vontade: 4
Pontos de Sangue:



Qualidades e Defeitos:

Qualidades: (7 Pontos).
- Brigão (1 Ponto)
- Valentão (2 Pontos)
- Senhor de Prestigio - Juggler (1 Ponto)
- Veterano (1 Ponto)
- Velho Companheiro - Claude (2 Pontos)

Defeitos:
(-7 Pontos).
- Vicio - Nicotina (-3 Pontos)
- Chamas do Passado - Lauren (-2 Pontos)
- Senhores Rivais - Alaster e Juggler (-2 Pontos)



Lista de Adquiridos:


- Um apartamento pequeno de quinto andar.
- Uma moto, modelo Chopper 1941.

Armamentos:


Pistolas Leves:
- SigSauer P226:
Calibre: 9mm
Dano: 4
Cadencia de Tiro: 4
Pente: 15
Ocultabilidade: J
Alcance: 25

Outros:
- Soco Inglês
Um conjunto de anéis grandes tem o mesmo efeito que essas armas. Elas aumentam a Parada de Dados de dano para socos em um dado. Custam $10 o par.





Prelúdio:

Prelúdio:

É um clique, a bala se coloca contra o vento, viaja tão rápido que é impossível ver seu caminho, mas quando acerta, quando perfura a carne e mergulho dentro do corpo de uma pessoa... Sabemos que ela existe. Eu tinha doze anos, eu senti o “click” e então me tornei uma bala, sem rumo, apenas correndo contra o vento, sendo pigmentada e polida antes de me destruir contra um crânio.  Quando pessoas ficam juntas o tempo todo, muitas coisas acontecem, elas riem, choram... Vão encontrar o melhor e o pior um do outro, mas cada um é individual, somos colocados no mundo com apenas uma consciência, uma para nos servir de comparativo as outras. Quando duas consciências individuais não concordam então existe uma discussão, e nenhum dos lados vai compreender o outro porque são... Individuais. Meus pais brigavam, é natural que acontecesse. Porem não foi um divorcio que os separou. O termo de casamento fez jus a própria frase, e em um inverno, a neve derreteu no vidro dando inicio a um novo dia para muitos, como se o frio fosse embora e trouxesse-se o verão, seriam dias para se alegrar e sair para tomar sol. Mas o inverno levou meu pai consigo, e então... “click”. Um peso foi colocado em volta do meu pescoço, o nome dele pendurado por uma corrente e gravado em uma placa. No meu sangue corre o fogo de um soldado, um homem que não pode se desculpar das discussões, e todo dia ao me esticar para ver o espelho eu via seus olhos nos meus; castanhos como mel.  Seu nome era Vladmir Alexyev.

Existem acidentes no mundo, tudo é pré-determinado por ações, e uma corrente de fatos irá se multiplicar de formas negativas e positivas igual galhos de uma árvore. Quando terroristas precisaram proteger sua fé, então optaram pelo ataque, então outros tiveram que se defender e nesse momento um fuzileiro foi atingido, e o que houve depois disso? De um lado uma nação foi protegida por um homem esquecido, e do outro lado eu perdi um pai. Viu? Correntes e galhos. Você deve imaginar que o certo seria minha mãe e eu termos algum beneficio, entretanto o melhor que tínhamos era um seguro que cobria uma causa mais especifica de morte, e tudo o que foi pago desapareceu.

Foi questão de tempo até ela perder minha guarda, talvez não fosse o melhor exemplo de mulher para quem visse. As pessoas gostam de criticar os outros ao seu redor, fazem características se transformarem em defeitos e depois, depois contam esses “defeitos” para seus amigos, e assim minha mãe foi vilanizada pelas outras mães da minha escola. Quando pequenos, estamos em uma sala de aula ouvindo um professor dizendo coisas e coisas, ele nos ensina a aceitar verdades sem questionar, e então somos parabenizados por imitar suas palavras através de números; notas. Quando uma fofoca chega aos ouvidos de outra pessoa, é como aprendesse uma verdade, então ela aceita e passa a palavra adiante se sentindo superior, especial, como se as pessoas a sua volta fossem suas alunas. Minha mãe me amava, mesmo com as manchas de vinho por seus lábios.

Uma bala, sem rumo, estava contra o vento, contra todas as incertezas ela só sabia que estava seguindo reto como a única trilha que restava. Fui levada para longe, para fora da Europa, e deixada em um orfanato. Evitei as outras meninas, não importava o que cochichavam porque não conhecia sua língua, era um ótimo motivo para não abrir a boca e ouvir mais, começar a aprender algo útil por minha conta.  Nesse orfanato conheci uma garota, a cama de Nicole ficava logo ao lado da minha, ela era sonhadora demais, como se a fantasia estivesse a um passo. Pessoas vêm e vão por nossa vida, o que determina a aproximação vai ser literalmente a própria aproximação, um colega de trabalho, por exemplo, que todos os dias fica ao seu lado acabara por simpatizar com você, mas se ele mudar de setor irá te esquecer, vai desviar o olhar sempre que te ver e fingir que não foram amigos. Nicole e eu estávamos lado a lado, foi inevitável nossa conexão. Com catorze anos, eu havia me tornado biligue, diferente de estudar algo novo, eu estava vivendo a nova língua, sendo obrigada a aprender de forma inconsciente, acho que isso acontece quando se tem convívio com o aprendizado.

Finalmente escolhida, com certeza eu não era a mais popular afinal, eu era a russa, um sangue ruim. Porem não era as órfãs que decidiam quem era mais especial no final, mas sim os pais adotivos. Infelizmente eu era especial demais, não sei o que eu tinha, se era minha linhagem, minha introspecção ou se foi somente por estética, entretanto logo descobriria. Já conheceu um “lobo em pele de cordeiro”? Existem tipos de mau-caráter no mundo, e temos o costume de confundir traidores com ilusionistas. Um traidor é alguém que você confia, ama e daria sua vida por ela, mas quando o coração apertar ele te negará, vai te deixa para trás ou no pior dos casos te vende... A outra figura é tão pior quanto, talvez não tão deprimente, mas com toda certeza é um verdadeiro monstro, ele já te conhece no intuito de te iludir, vai dizer o que você quer ouvir, lutar por você mesmo não querendo e no fim tudo estava armado para te derrotar, te tirar tudo que tem e a culpa dele ter esse sucesso normalmente é sua por deixá-lo entrar em sua vida. De paletó e gravata, um sorriso branco poderia convencer qualquer um, era a referencia proposta do cavalheiro contemporâneo, um verdadeiro anjo diante da luz, e seu nome era Alaster. Seja quem fosse aquele homem, eu nunca aceitaria me renovar, não que o orfanato fosse bom, mas estava basta de mudanças. Foi Nicole quem me tirou de lá, me convenceu a aceitar e depois disso a cada segundo eu só ficava mais insegura, sabia que tinha escolhido errado, era uma certeza, porem mesmo assim... Eu me apegava que talvez não fosse, já tentou medir forças com a certeza? Uma das primeiras coisas que ele me disse, foi que um dia eu teria a idade perfeita.

Se havia algo de bom em meu adotante, eu não encontrei. Fui uma válvula de escape para as energias dele, nada mais do que uma propriedade para ele quebrar e usar como desejasse. E meu nome foi arrancado, ele tinha esse direito, eu era sua, fui rebatizada com o estereótipo de “Russo”. Talvez a maldade esteja no coração do ser humano, se cada pessoa tivesse uma arma, provavelmente as usariam assim que se sentissem reprimidas, ou no mínimo no entusiasmo de ver como é machucar o próximo.  Não me conformei, e fugi como pude, mas talvez tenha deixado alguma marca... Talvez uma ferida, ou pior no momento em que me desesperei, não quis olhar para as chamas atrás de mim que encobriram aquela enorme casa depois que derrubei o candelabro.

Não recomendaria essa vida para ninguém, nunca sabia o que iria ter para comer no dia seguinte ou onde eu arrumaria um lugar para dormir, eu me tornei uma arruaceira. Nunca fui tão só, como se não pertencesse a nenhum lugar e não existisse em nenhum lugar, como se cada dia não mudasse em nada, nem mesmo se fosse para mudar a vida de outra pessoa, minha própria existência era em vão. E em um dia num pequeno mercado, clientes vem e vão, dentre várias pessoas que passaram pelo caixa, eu soltei uma pilha de moedas para compra um maço genérico e me vi frente à Nicole, e como de se esperar, era como se eu fosse só mais alguém que passou ali naquele dia, naquela semana, naquele mês.

Homens são diferentes de mulheres, eles não as veem como da mesma forma. Garotas acham que eles são príncipes e eles acham que elas são troféus. E em meio á minha roda de conhecidos, quando o fumo passava de mão em mão, eu percebi como eles se olhavam e queria me sentir assim, desejada por alguém, afinal príncipe e troféu podem ser comparados a simplesmente desejos. Quatro jovens, Jonathan, Lauren Vincent e eu, girando uma garrafa vazia. Mas não queria ser olhada como um troféu, não igual o jeito que Vincent me beijou na roda, não para ser acrescentada na lista que aquele adolescente fazia das meninas que ele beijou. Eu queria ser especial como única, e me encontrei assim na boca de Lauren.

A garota me disse que conhecia um cara, disse que ele poderia me tatuar com desconto se fossemos juntas, foi assim que Lauren me apresentou o Claude. De primeira vista, os olhos do tatuador me pareciam sombrios demais, como os de um predador analisando uma presa, ele me dava arrepios, no dia eu considerei que fosse o medo da primeira tattoo. Não demorou muito para conhecê-lo melhor, e Claude foi tão amigável, ele é como uma figura paterna que te dá conselhos e te coloca no caminho certo, conversar com ele é como ter o próprio Senhor Miyagi.

Eu conseguia ficar sentada por horas assistindo Lauren pintar becos com spray, com o pouco que tinha ela viajava em meio a tintas nos tijolos de casas abandonadas. Linhas retas de vermelho laranja e amarelo, ela estava recriando o pôr do sol, a mesma imagem que se via do alto daquele prédio. Acabando ali por fugir de policiais, alguém devia ter nos visto. Lauren tinha mais disposição para correr do que eu, devia ter feito isso outras vezes quando pega grafitando. É um enorme infortuno o que aquela pintura significa, pois toda vez que volto para ver, aquela é a ultima imagem que eu tive do sol.

Em um mundo com tantas faces, o que eu era? O sol desapareceu já se fazia uma hora, quando minha vida ficou em um impasse, havia fugido o mais longe para ficar longe de Alaster, mas hoje eu sei o que ele era, e poucas vezes eu ouvi o nome ”Lasombra” dês de aquela noite. Ele apareceu e me queria de volta, reclamar o que comprou, entretanto, não era ele o único a espreita. Então vi pela primeira vez o Juggler, não havia vindo por mim, o que eu adiante reconheceria como “Brujah” devia estar muito incomodado com a presença do outro vampiro na região. Não sabia o que estava acontecendo, só queria fugir, mas quando Lauren se tornou um escudo nos braços de Alaster, então eu congelei, nunca que uma garota fraca como eu era seria escolhida para fazer parte da Mascara. Quando se viu em desvantagem, o La Sombra se conformou em desistir de mim só por aquela noite e levou o que podia, levou a Lauren. E depois disso, o Brujah podia ter me matado, quem se lembraria?

Ele não era imprudente de simplesmente me transformar em algo novo, tinha um senso enorme com as regras... Ou pelo menos as regras do seu mundo. Primeiro Juggler me fez a proposta, e a verdade: eu nunca escutei o que ele disse, até hoje não me lembro de uma palavra, só do meu choro, afinal, Lauren foi sequestrada pelo meu ex-padrasto abusivo e o tempo todo achei que eu seria morta ali mesmo. De fato, fui morta. E por dias eu fui deixada sozinha, a sete palmos eu não tinha ar, não tinha espaço, tentava sair enquanto algo gritava dentro de minha carne, me rasgava de dentro para fora como um enorme parasita. Foi o tempo que Juggler levou para me incluir na Mascara, se eu fosse recusava o próprio teria me matado no tumulo, essa era sua garantia.

Não sei quanto tempo se passou, porque chegou um momento em que minha própria consciência não era mais do que um estalar continuo pedindo por algo, como se fosse químico, uma droga. No inicio acreditei que era a nicotina, depois eu já não sabia o que era fumar, o medo constante de estar presa em um cubículo foi substituído por essa abstinência. Em algum momento a chuva se misturou na terra, e por sorte foi quando eu de dentro pra fora conseguir sentir o vento em meu rosto. Por quanto tempo estive enterrada? Semanas? Meses? Ou mais? E meu novo mentor estava me esperando, me deixou cair nos braços dele tremula, nunca senti tanto frio como aquela noite de chuva. Ele me agasalhou, me deu do que beber porque sabia que eu precisaria, só que eu... Eu não fazia ideia de que era isso que meu corpo precisava, não sabia nem o que era no momento.
Tinha um nome na lapide, não era o meu, quis perguntar de quem era, mas ele não respondeu. Estava mais preocupado em me informar da situação depois que me estabilizou, e não foi difícil acreditar que Alaster era um monstro, sempre duvidei... Talvez não dessa forma. O Brujah me agasalhou, disse que eu estava atrasada para ver o príncipe, eu já tinha que acreditar em vampiros, imagina descobrir que eles tinham um príncipe?

Depois de tudo aquilo, Juggler me levou para o Flaming Horn,um bar de otros Brujahs como eu era, acho que ele acreditava que por isso eles iriam me aceitar de braços abertos. Ele me apresentou Beth e Bobby: ela era do tipo “pequena, mas perigosa”, está sempre procurando uma briga, já o Bobby, pode parecer que ele é grandão, mas lá no fundo eu sei que ele tá pedindo um abraço. Juggler me deu uma nova família era um lar, um de verdade. Lá eu comecei a trabalhar de garçonete, via outros Brujahs fazendo drinks, e recebendo clientes que mal duvidavam, eles eram como pessoas normais. Durante o dia, haviam humanos para cuidar de tudo, podia falar deles, mas... Falar “Humanos” já parece falar de outra coisa. Era uma família, estou repetindo porque era confortante ter uma, e uma família sempre será diferente de amigos, eles te aceitam como é, nunca te descartam e fazem o que for para te ajudar até mesmo se não aceitarem suas decisões, é uma amor incondicional ligado pelo sangue. Achei que a partir disso eu não teria do que sofrer, poderia até com o tempo voltar pra Europa e descobrir se minha mãe ainda morava na mesma rua de Petersburgo.

Um ano depois, eu ganhei um presente, não era meu aniversario, mas para Bobby era, como se eu tivesse nascido de novo. Era uma Choper 1941, e eu mal tinha equilíbrio pra andar de bicicleta. Quando eu disse que eu não sabia pilotar, ele se sentiu na obrigação, afinal, do que valeria a moto se eu não fosse usar? Já fez isso? Deu um presente inútil para alguém? Posso te assegurar que a Choper não foi inútil. Ele tirou meus pés do chão e colocou em cima dela, contou até três e eu já estava implorando para ele não pisar no pedal. Bem, eu cai... Não vou dizer aquele clichê sobre cair e se levantar mais forte, todo mundo já deve ter escutado isso, mas a ideia funcionou nesse caso. Ninguém nasce sabendo nada, é idiotice uma pessoa pensar que não vai conseguir ser bom em algo porque não sabe o básico, pensar que já não tem idade pra aprender algo novo. Foi desse jeito que aprendi a pilotar a Choper, caindo muito.

Sabe como dizem? “O álcool liberta quem somos por dentro e blá blá blá” ou alguma coisa assim. Cada pessoa tem o seu jeito quando fica alterada, e em algum momento no bar eu acabaria em problema com os clientes, por sorte, minha colega Beth não deixaria de me proteger, como eu disse e digo de novo: uma família. Acabou que fechamos mais cedo aquela noite, pois ela queria me passar o que sabia, mas eu era tão desequilibrada para aquilo... Ela não foi uma professora dócil, não parou de me pressionar até conseguir virar o pé esquerdo, levantar o joelho direito, acertar ela e ainda fazê-la cair. Nunca vou esquecer meu primeiro “roundhouse kick” de tão rígida que Beth foi comigo, acho que ela não queria que eu esquecesse mesmo. Eu estava feliz de conseguir, mas a Beth, ela não queria acabar somente por aquela noite.

Um dia meu senhor me disse, que estava na hora de me incluir na Camarilla como um soldado, ele disse que seria uma oportunidade de honrar o homem que estava na tag que eu usava. Me levou em seu carro de volta para o cemitério, queria me mostrar novamente a lápide que me enterrou, ele deixou uma garrafa sobre ela e me apontou para o nome “Helena”. Quem diria que vampiros também podem amar e ainda mais alguém do mundo mortal, ele me contou do dia em que ele a perdeu, e também disse que eu era uma filha que Helena nunca poderia ter tido com uma criatura morta como ele. Na noite de meu renascimento, Juggler me viu perder uma amiga para Alaster, ele me disse “Diana, ninguém merece se sentir impotente, naquela época você não tinha a força para proteger ninguém, mas agora você pode ter...” e colocou uma colt 1991 na minha mão, segurou minhas mãos e empurrou meu dedo no gatilho. “Click” e a garrafa sobre a lapide se tornou cacos. Ele estava me preparando para ser um soldado.

Juggler me adicionou na equipe dele, e eu sabia que disso em diante eu iria me ferir, mas eu também iria machucar alguns vampiros e até mortais... Quando se machuca alguém por acidente, nós podemos nos culpar como se fosse irreparável, mas quando vemos que a outra pessoa diz “Está tudo bem” parece que nunca cai estar, que essa ferida seria incurável, pelo menos era assim que me sentia antes do abraço, talvez fosse um sentimento de divida. Entretanto, quando a pessoa ferida te culpa, você pode se indignar porque sabe que não por querer, vai tentar arrumar desculpas para se justificar e ganhar o controle da situação. Agora imagine como é matar alguém... Imagine como é machucar alguém de propósito, machucar muito, sentir seus dedos impactarem contra um rosto, sentir seu punho afundando na pele e alcançar os ossos, espancar e espancar até que na sua frente não exista nada além de um objeto sem vida, ele nunca cai poder te culpar ou te perdoar. Algumas pessoas vão se deitar a noite e vão ficar se questionando se aquele cadáver iria perdoa-lo por isso em outra vida, já outras vão poder dormir como um bebê sem nenhuma preocupação. Sempre que ame envolvo em qualquer decisão que poderia afetar meu senso, prefiro acreditar que faço pela missão que Juggler me pós.

Demorei a perceber como tudo havia se tornado trabalho, eu estava sempre me ocupando com alguma coisa para não perder o apego em minha própria vida. Sabe? Quando se descobre que vai viver Por muito tempo, você não tem mais o medo de perder as oportunidades da vida, quero dizer, e daí que você não visitou aquele pais que você tanto queria ver? Vai ter uma eternidade pra fazer isso. Eu precisava de algo novo para me apegar, para ter medo de morrer. Havia um boato na cidade, algo que estava na boca de um “rato de esgoto”, Juggler pediu para investigar e calar a boca desse fofoqueiro. A ideia dessa missão era proteger uma mulher de fama, o Xerife disse que seria arriscado toda essa falácia cair no ouvido da mídia. E foi assim que eu conheci a Beatrice. De inicio eu posso não ter simpatizado com ela, a ruiva fazia muita pose pro meu gosto, porem, com o andamento da minha procura pelo Nosferatu fofoqueiro eu acabei me apegando a ela, talvez eu tenha reparado tanto nas coisas que a Beatrice fazia que me incomodavam que eu passei a gostar delas, porem, eu só cai mesmo na teia dela quando ela fez o gesto de me acender um cigarro, foi quando eu consegui olhar nos olhos que se escondiam atrás daquele par de óculos. Eu achava que o sangue Brujah era raivoso de natureza, agora eu acredito que ele é sentimental, acho que ele está próximo pode estar próximo da raiva assim como pode estar próximo da paixão. Pode ter combinado bem a minha paixão ardente de Brujah com o desejo por fogo que a Toreadora tinha. Mas também acho que podemos ser água no azeite, como uma menina de rua como eu daria certo com uma certinha como ela? Vou estar sempre a procura de uma novidade, e estou com medo de desgastar ela...

Acho que eu poderia resumir dizendo apenas que eu sou uma garçonete no bar, mas qual seria a graça sem contar a parte que tem um La Sombra louco querendo me matar? E também de que eu faço tarefas pro Juggler? Ou sobre o meu relacionamento que deve ser platônico? Ou que algumas vezes eu perco a paciência e bato em alguém sem querer? Bem, acho que não contei essa parte, ou aquela outra... Ou algumas vezes em que eu voltei pro bar e tive que pedir pra Beth dar ponto em mim até ela ficar fula e falar para eu fazer sozinha.

Terminamos aqui? Falta alguma coisa? Nossa, como eu sinto que falta alguma coisa...




Informações Do Personagem:

Diana nasceu na década de 70 e foi abraçada jovem aos vinte anos. Sua falta de paciência faz jus ao seu signo de Áries, mesmo tentando ser o mais simpática possível, as vezes cai para seu lado Brujah pouco mais violento e termina em alguma discussão normalmente por liderança. . Sua mãe não citada no Prelúdio, essa se chamava Raissa que significa “Descendente de Hera”, ela também quis nomear a filha com algo que soasse como uma deusa grega, Raissa morreu antes da virada do milênio. Diana perdeu contato com seus amigos de adolescência, provavelmente se perderam nas ruas com exceção de Lauren que se tornou uma La Sombra. Depois do abraço, seu senhor Juggler prendeu a jovem em um tumulo, pois ainda precisava da autorização para incluí-la na Camarilla, se fosse negado ele.

Sobre Juggler, sendo ele xerife, ele não podia deixar a aproximação de um La Sombra em uma região da Camarilla, foi isso que o levou até Alaster e assim encontrar Diana. Depois de afugentar o La Sombra, ele pode dar atenção para o desespero de Diana e sentir que ele merecia saber o que havia acontecido naquela noite, acreditou que ela merecia poder se defender de Alaster a altura na próxima vez que ele a atacasse, e com essa ideia ele à incluiu em seu pelotão.

Não é galanteadora de correr atrás de pretendentes, mas dá muito valor as pessoas próximas. Algo que compartilha com Beatrice é o habito de fumar. Não esperasse muita formalidades da Brujah, até tenta se comportar quando sente que a ocasião pede, porem se sente mais confiante de coturno à salto alto. Também não é cheia de conhecimentos estudantis, sua vida a tirou cedo de escolas. Carrega para onde vai, seu colar com a tag de seu pai, morto ainda quando Diana era pequena.  Suas tatuagens foram feitas por um vampiro chamado Claude, a mais visível é a rosa espinhenta de seu pescoço. Apesar de seu vigor, Russo tem o habito de fumar desde antes do abraço.

Mais a fundo, na personalidade de Diana existe uma ânsia por liderar, em seu inconsciente ela tem pavor de se sentir imponente e não poder lidar de forma alguma com a situação, por isso ela prefere que as coisas estejam sob seu controle.


Desenhos:

Diana "Russo" Alexyev:


Juggler:


Bobby "Bob" Baker:


Bethany "Beth" Sweeney


Claude Whitewood


Beatrice Glassman


Alaster


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StainedB

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Re: Diana Russo - Brujah

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