O Véu Negro

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Sab Out 20, 2018 10:52 am

Stanislav Nottinghan

Os gritos ecoam nas paredes de pedra da câmara, dando-lhe uma leve impressão de confinamento. Era notória a dor do oficial. Stanislav, por um instante, analisa o estrago causado pela sua Taumaturgia. Pela posição da perna era provável que os ligamentos colaterais tivessem rompido, além de uma lesão no menisco, mas ele também não descartava uma possível fratura na parte superior da tíbia. Fato é que aquele homem não iria andar por um bom tempo. No entanto, exagerando ou não em suas ações, o Tremere agora conseguira uma abertura para escapar daquela situação.

Ele tenta sair sem atrair a atenção dos dois, mas o policial ferido, mesmo naquela situação, estando virado pra a saída, consegue notar a fuga. Quando Stanislav percebe isto, põe-se em disparada, passando pelo arco de pedra e subindo pela escadaria em espiral. O corredor ascendente não é tão estreito, permitindo que duas pessoas passem lado a lado sem dificuldades, no entanto a escuridão em que está imerso atrasa o Tremere, fazendo-o se mover sempre com a mão deslizando na parede. Ao subir, ele ainda escuta a voz masculina gritando.

- VÁ ATRÁS DELE! VÁ ATRÁS DELE!

Stanislav conta em torno de duas voltas de subida antes de sair no que parece um salão de igreja. O murmúrio que iniciara instantes antes permanece no mesmo tom e intensidade, dando a impressão de que ele não vem de algum lugar específico. Ao pisar fora da escadaria, o lamento sombrio aumenta e, em seguida, o vampiro escuta um som vindo da câmara, como se algo tivesse se chocado na rocha com força. Depois disso, todo o som cessa, apenas o cício do vento permanece.

O salão em que ele está agora é extenso, mas totalmente desgastado. A luz da lua entra por um grande buraco no teto alto e ilumina boa parte do lugar. Pilares grossos se erguem até uma escadaria revestida de cimento que leva a uma parte mais elevada. Lá descansa um púlpito de pedra rachado. A iluminação não alcança além disso. É possível ver que existem outras salas além do salão principal, algumas delas seladas por portas duplas de madeira que ainda resistiram ao tempo. Poeira e folhas secas dançam ao ritmo do vento que entra por janelas que, agora, não passam de uma abertura na parede em formato semi oval. Stanislav agora se questiona novamente como ele havia parado ali, ponderando se valia a pena continuar explorando o local, correndo o risco de ter que confrontar os oficiais novamente.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Sab Out 20, 2018 3:18 pm

Stanislav consegue se desvencilhar dos oficiais, seu truque de salão deu relativamente certo, porém ele se questiona da força aplicada, estava perdendo o jeito.
Por um momento fica preocupado com os danos causados e isso o aflige com culpa moderada, de fato Stanislav era um monstro bebedor de sangue, mas isso não implica que ele era um degenerado, um psicopata que causa dano de forma cruel e insensível, não era um animal, e nem um escravo da besta. Por tanto todo dano que ele causa é premeditado, calculado e a absolutamente controlado, às vezes isso sai do controle, mas é uma excessão, não a regra.
Ele foge, a policial não era páreo para ele, seria facilmente esmagada, assim como seu parceiro foi neutralizado, mas não se tratava disso, além de vulgar tais truques era a antítese das crenças de Stanislav, não que ele fosse um moralista, mas também não era degenerado.

Não por completo.


Ao ganhar o novo cômodo, bem iluminado pela fresta ele se prepara para investigar o lugar, observando cada nuance, em especial o púlpito, algo que pude revelar mais detalhes dessa intrincada rede de misterios que perturba o clã Tremere.

Apoia essa investigação, olhando detalhes, passando a mão observando tudo ele sobe, na esperança de encontrar algo, caso fosse interpelado pela policial, ela teria muito azar, iria esperar a ela sacar a arma, e se ela o fizesse novamente iria usar seu dom de sangue, movimento da mente para fazer a arma virar contra ela e disparar.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Seg Out 22, 2018 11:38 am

Stanislav Nottinghan

Stanislav preparava-se para investigar o grande salão. Não queria deixar escapar nenhuma pista que pudesse lhe ajudar a resolver o mistério em que estava envolvido. Cada passo seu espalha a poeira acumulada sobre o chão. Ele passa pelos pilares, observando com cuidado cada canto. As paredes do recinto possuem suportes de madeira e ganchos velhos. Uma das portas duplas da entrada principal, entreaberta, chama sua atenção ao ranger, mas ele logo nota que fora apenas uma lufada de vento movimentando a madeira velha. No lado oposto, o púlpito parece mais promissor. Stanislav sobe os quatro degraus longos, até chegar à estrutura de pedra. Ela é larga, quase como um altar, comum em igrejas tradicionais que seguem o catolicismo romano. A princípio não parece revelar nada de diferente, a não ser por um detalhe notado. Na base oposta à entrada, Stanislav consegue ver, com certa dificuldade pela falta de luz direta, um pequeno símbolo em coloração vermelha. Ele possui um círculo externo, com inscrições na borda, um círculo interno, com traços e inscrições que preenchem o centro, e cinco círculos nas interseções entre esses dois últimos. Dentre esses círculos interseccionais, três deles estão preenchidos em vermelho.

O Tremere, em seus estudos na Capela parisiense, já havia se deparado com símbolos semelhantes. Ele lembra que rituais elaborados, que exigem etapas a serem realizadas em locais e/ou datas diferentes, utilizam um Círculo Ritualístico de Preparação muito parecido com esse a sua frente. Esse círculo é elaborado antes do ato ritualístico tem o objetivo de unir as etapas anteriores à presente. Ao terminar de recuperar essas informações da sua memória, Stanislav ouve o som de uma sirene se aproximar. Provavelmente reforços solicitados por algum dos oficiais. Continuar naquela igreja se tornava cada vez mais perigoso, para si mesmo e para a Máscara. Ele conta as suas saídas visíveis, que, além da porta principal, são as janelas quebradas e o buraco no teto.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Seg Out 22, 2018 6:00 pm

As coisas pareciam começar a se esclarecer, uma pista surge diante seus olhos, um símbolo de interseção mágica usado para intercalar etapas ritualística, seja lá o que for e quem for estava apenas começando.
E sabe que Stanislav está na cidade, mas não quis o destruir, provavelmente quer uma aliança ou apenas me assustar, que tolice. Stanislav tira mais uma foto do símbolo. Em seguida vai até uma janela para estudar a saída daquele local, sairia por uma janela e tentaria se manter oculto dos mortais, tão logo consiga sair ele irá no caminho no sentido centro da cidade, quando estiver mais distante irá chamar um Uber, e fará pesquisas de pessoas ligadas a magia na cidade, não deve ser difícil afinal é Salém, a cidade das Bruxas.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Ter Out 23, 2018 9:42 pm

Stanislav Nottinghan

Stanislav tenta juntar as peças do quebra-cabeça quando o barulho da sirene interrompe suas conjucturas. Ele não tinha todas as respostas, mas era suficiente para iniciar seu próximo curso de ação. Com as últimas pistas coletadas, ele vai em direção a uma das janelas abertas. Olhando para o lado de fora, ele vê que a igreja possui um jardim mal cuidado com algumas poucas flores que ainda sobreviveram ao tempo, além de arbustos e ervas daninhas que já ocupam a maior área. Protegido por grades de ferro e literalmente vizinho à estrutura, é a rota de fuga perfeita.

As luzes azul e vermelha da viatura já colorem o ambiente. Stanislav remove de seu caminho um pequeno pedaço de madeira, parte da antiga janela que ainda pendia no arco vazio, e salta no chão de terra seca do jardim. Ele se move para os fundos, enquanto os arbustos lhe fornecem a cobertura suficiente para não ser visto. Lá, uma fenda na grade enferrujada permite sua passagem para fora do terreno até a rua traseira. Por ora, sua liberdade estava garantida.

O Tremere percorre as ruas desconhecidas da cidade. Não precisa andar muito até que ache uma placa que confirme sua localização: “Salem, MA. Holly St.”. Salem é uma cidade predominantemente suburbana, com casas de médio porte, geralmente de dois andares. As ruas são estreitas e repletas de árvores, o que diminui a iluminação em geral. Depois de alguns minutos de caminhada, o Tremere chega a uma zona mais comercial, de avenidas mais largas. Logo, ele encontra um táxi parado próximo de um Coffee Shop. Ao entrar no veículo, o homem negro de boina e luvas que terminava de tomar alguma bebida quente pergunta.

- Boa noite. Pra onde vamos?

- - - - - - - - - -


O relógio no painel do carro marcava 02:33 quando chegam de fronte ao North Hotel. A fachada é simples, porém bem cuidada, coisa difícil de se ver nos hotéis que não eram de luxo. A estrutura de sete andares também não impressiona, no entanto o motorista dava garantia de que o local era bom. Ele agradece e se depesde após receber o pagamento do Feiticeiro.

Ao entrar, Stanislav se surpreende. Apesar de pequeno, o ambiente era bem limpo e aconchegante, com um hall de entrada com dois sofás de estofado bordado roxo e uma mesa de centro ornamentada. A atendente loira de cerca de vinte anos o recebe de trás do balcão, informando sobre os quartos disponíveis, a alimentação inclusa e a área social de uso livre, a qual dispõe de livros e computadores.

O Tremere passa suas horas restantes até o amanhecer usufruindo do computador. Não leva muito tempo até que ele levante alguns nomes. As primeiras famílias que aparecem são os Mather e os Seawall, famílias essas ligadas à condenação das bruxas na conhecida caçada do século XVII, porém ninguém com esses nomes consta nos registros públicos encontrados. Pelo menos não na região. O nome seguinte que aparece é o de Sarah Good, acusada e condenada por bruxaria na mesma época. Pesquisando um pouco mais, Stanislav descobre que Sarah possui uma descendente cidadã de Salem. Ela atende pelo nome de Beatrice Good e trabalha no fórum de justiça local como assistente. Em um blog local, ele encontra um post acusando Beatrice de seguir os passos de sua ancestral, enquanto o jornal municipal fez um artigo há mais de um ano atrás noticiando ataques pessoais injustificados à senhorita Good, que sofria de esquizofrenia. Além desses nomes, pesquisando um pouco mais fundo, o Feiticeiro acha rumores sobre uma praticante de xamanismo em Salem. Conhecida como Madame Impaki, ela atua em algum lugar no extremo sul da cidade, atendendo aqueles que a conseguem encontrar.

O nascer do sol se aproxima. Stanislav se reclusa em sua suíte, pensando no que fazer na noite seguinte.

Stanislav Nottinghan:
Pontos de Sangue após o anoitecer: 7
Força de Vontade: 8
Ferimento: Nenhum

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Rebelk em Qua Out 24, 2018 11:18 am

Fox escreveu:
Franklin Oswald Walker

O corpo do mortal tomba aos pés do Gangrel, que ignora-o por alguns instantes. Seus olhos acendem como duas tochas, clareando sua visão na noite escura. Embora seu poder do sangue lhe dê certa vantagem nesse ambiente, no momento nada desperta sua atenção. Ele guarda a pistola que fez o ferimento em seu peito e, então, investiga o corpo do homem. Os documentos numa carteira sem dinheiro revelam o nome, a idade e nacionalidade do indivíduo: Dorey Stan, 43 anos, americano. Também havia uma licença internacional, indicando que seu trabalho o levava para fora do país. Tudo apontava que ele era um dos tripulantes do navio de carga. Mas nenhuma pista sobre os assassinatos e a situação da embarcação.

Ao perceber que era apenas um mortal, Franklin olha-o como se um pedaço de bife caísse no chão. Sem dar muita importância o cainita percebe que o saco de sangue que acabou de eliminar não foi o causador daquilo tudo, então o cainita se preocupa então saber se ainda tinha mais alguém ali o autor daquilo tudo poderia muito bem ainda estar no navio.

Fox escreveu:
Franklin olha ao redor novamente. O farol gira numa velocidade lenta uniforme. Os contêineres multicoloridos rangem de vez em quando. A lâmina ensanguentada de um machete repousa sobre a base da torre branca. Os corpos mutilados permanecem inertes.

Vai até o machete e sem o tocar Franklin observa atentamente para verificar se tem algum detalhe marcante, tipo um brasão ou mesmo um simbolo qualquer. Mesmo assim não perde muito tempo com aquilo e ainda sem o tocar vai a procura de mais pistas.

Fox escreveu:O Gangrel retorna até o paralelepípedo metálico em que estava. Havia no mínimo um mortal vivo nessa embarcação e ele não podia ser deixado assim. Franklin coleta suas coisas, não havia muito, na verdade, e então se volta para o homem careca e acima do peso. Apesar das palavras intimidadoras, ele não esboça reação, demonstrando estar num estado de semi consciência. Boa parte do seu sangue havia sido drenada, além de estar a quase um dia sem comer nada, portanto a fraqueza era esperada. No entanto, no momento em que o vitae escorre das veias do Cainita até sua garganta, ele aviva-se. Seus olhos adquirem um aspecto de compreensão e também de medo. Ele instantaneamente recua, mas quando Franklin remove suas restrições e reforça a ordem, ele obedece em silêncio.[/justify]

Fox escreveu:
Os dois percorrem as “vielas” mal iluminadas da embarcação. O mortal acompanha com extrema dificuldade, seja pela falta de iluminação, seja pela falta de energia que acomete seu corpo e seus sentidos. Franklin, por sua vez, procura por pistas. Toda aquela situação o deixava apreensivo e curioso, portanto tentava buscar alguma resposta mais satisfatória do que só “o cara enlouqueceu”. A busca o leva à ponte, local onde fica a sala de navegação e os dormitórios. Ele sobe as escadas e percorre os corredores semi labirínticos, para alguém que nunca esteve em um navio daquele porte. Passando por salas fechadas e paredes com respingos de sangue, enfim chega ao local planejado. Depois de alguns instantes, o careca acompanha-o ofegante.
- Ei Você! Vista alguma coisa!

O homem pega um casaco grande jogado sobre uma cadeira e amarra na cintura. Ao fazer isso, ele derruba um caderno pequeno no chão. Franklin apanha o pequeno objeto e o folheia. O caderno é aparentemente um diário de bordo, que resume os acontecimentos vivenciados, já que no século atual costuma-se gravar um descritivo em áudio com o mesmo propósito. O Gangrel vai para a data mais recente, encontrando um relato que se destaca:

05AM - Apesar da manutenção do material ter sido recente, as bobinas da hélice estavam todas danificadas. Por sorte, havia diversas bobinas reservas disponíveis.
04PM - A troca das bobinas levou quase o dia inteiro, o que atrasou a partida.
06PM - Após a partida, algumas luzes de navegação deram defeito. Teremos de retornar ao porto para manutenção.


Um som alto interrompe a leitura de Franklin. Um xiado vindo do aparelho de comunicação. A príncípio não é possível compreender as palavras, mas aos poucos a interferência vai diminuindo. A voz feminina é rouca e monotônica.
- Ce... Ka..... Ce... rio... ge... ka.....  Ce... rio... dge... Karen..... Cemitério Bridge Karen. – a transmissão encerra.

Rapidamente Franklin pede uma caneta e anota na caderneta com um ponto de interrogação no final.

*Cemitério Bridge Karen? De quem seria essa voz? Vou dar mais uma olhada nessa caderneta para ver se encontro algo, por que aparentemente no navio não tem nada para se encontrado.*
Franklin continua a leitura do ponto em que foi interrompido pelo radio indo até o ultimo registro e assim que termina continua em silêncio por 3s para organizar as ideias e finalmente olha para o mortal e diz:

- Você tem algo nome?

Sem esperar pela resposta diz:

-Sabe onde fica esse cemitério?

Após a resposta e independente de qual seja a resposta o cainita começa a ir em direção a saída e diz:

- Vamos sair logo daqui! Não demora muito para os corvos chegarem.

Segue para a saída que estiver mais próxima ao farol.

*Talvez tenha alguém lá. Uma testemunha quem sabe?*

OFF: Me desculpe a demora *Problemas pessoais*
Mais então... No caminho até a saída o Franklin vai usar de ladinagem hahaha.. pegar alguns trocados o que achar em 2 ou 3 corpos ali .. só pra não sair liso =D
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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Qua Out 24, 2018 4:54 pm

Stanislav segue os procedimentos noturnos para buscar abrigo e um local de onde possa usar internet, poderia fazer isso de seu telefone, mas preferirá esperar até chegar até um Refúgio.

Não foi muito difícil fugir da polícia, mas claro que estão a procura dele, afinal ele não só fugiu de uma cena de crime mas não prestou socorro e negou informações para um diligência policial.
A pista envolvendo os Good é promissora esse alguém se deu o trabalho de sair por para dizer que sofre de esquizofrenia é mais que o suficiente para Stanislav ir atrás dela.
Então após despertar ele antes vai se alimentar, sente que um empreitada longa vai ocorrer, e não gostaria de ser pego desprevenido. Stanislav vai até um clube underground, preferencialmente algo punk, lá iria esperar algum solitário sair da multidão e iria o seguir para se alimentar. Se aproximaria do mortal imobilizando seu corpo com movimento da mente e o levaria para algum canto escuro, preferencialmente beco ou algo assim, lá se alimentaria satisfatoriamente, não antes de apagar a mente do mortal.

Em seguida com uma cópia da notícia na mão iria atrás da senhorita good,a pista mais razoável é o hospital ou médico que atestou sua insanidade.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qui Out 25, 2018 11:08 am

Franklin Oswald Walker

Depois de escutar a estranha transmissão, Franklin retorna a ler o diário de bordo. No entanto os relatos seguintes são detalhes técnicos de navegação que ele não consegue compreender. Quando se volta para o mortal, vê que ele treme de medo, encolhido num canto da sala. Não saberia dizer se era por sua aparência monstruosa, com olhos brilhantes e garras expostas, ou pelo que acabara de acontecer. De qualquer forma, após suas perguntas, ele responde com voz trêmula:

- Me-meu nome é Armando. O Cemitério Bridge Karen é ao sul do porto, no subúrbio, meio afastado do centro.

Os dois retornam ao convés do navio. Armando, com o casaco cobrindo a região pélvica, ainda andava com dificuldade, sempre encolhido sobre si mesmo. Franklin nota, pela distância de onde está encalhado até o farol, que seria impossível alguém ver os detalhes que aconteceram no navio, a não ser que tivesse um binóculo, e mesmo assim iria ter grandes dificuldades devido ao escuro. O que não eliminava a possibilidade da guarda costeira aparecer para verificar o que acontecera. Para retornar à terra firme de Salem, o Cainita tinha duas opções. A primeira era ir nadando, uma vez que sua condição imortal permitia fazer tal proeza sem se afogar, além de que algumas sacolas impermeáveis presentes na embarcação garantiriam seus pertences secos. A segunda era procurar um bote, o que o permitiria levar o mortal e ser mais rápido em água, indo do jeito convencional. Medindo com os olhos, que atravessam a escuridão, mais de 1 km o separa do farol.


Off: tenta usar menos quotes/citações. Deixa o post mais enxuto. Abs.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qui Out 25, 2018 8:18 pm

Stanislav Nottinghan

O Tremere desperta. O ambiente sem iluminação do banheiro servira perfeitamente como refúgio durante o dia. Ele remove os lençóis que usara para cobrir a banheira, usada como cama, e as frestas da porta. O quarto, com a cortina fechada, está intacto. Lembrando-se da noite passada, Stanislav percebe que a polícia já deveria estar em seu encalço. Eles provavelmente já teriam emitido algum retrato falado, mas as chances de alguém reconhecê-lo talvez fossem poucas, a não ser que fosse um dos oficiais que o confrontaram antes. De toda forma, não adiantava perder tempo com tais pormenores. Depois de se organizar, ele sai do hotel.

A noite é calma e fria. Ainda é cedo e algumas pessoas andam pelas ruas. Antes de sair, Stanislav verificou os endereços de um clube punk da cidade e do Salem Hospital, local onde o médico que fez o diagnóstico de Beatrice Good trabalha. Planejava ir ao segundo após conseguir alimento no primeiro. Depois de algumas quadras, ele chega. O clube ficava no subsolo de um frigorífico, um pouco irônico levando em conta o que o vampiro procurava ali. O Feiticeiro entra numa porta de serviço e desce por uma escadaria de metal, até chegar na entrada de porta dupla guardada por dois seguranças de roupas pretas. O visual de Stanislav passava despercebido naquele local. Ele apenas paga a taxa de entrada e os dois brutamontes o deixam passar.

O clube por dentro não é grande, o que aumenta ainda mais o som dos instrumentos da banda de punk rock que toca no pequeno palco. Além da música alta, a iluminação dos holofotes rodopiantes de cores pálidas deixa o ambiente ainda mais confinante. A maioria das pessoas grita e dança, enquanto alguns se pegam, bebem, se drogam, ou fazem alguma combinação das três coisas. Mais de uma hora se passa sem que ninguém saia e, enquanto isso, Stanislav faz o que pode para se misturar aos mortais dali. Depois dos recém chegados começarem a lotar os espaços vazios, um homem sai pelas portas duplas. Seguindo-o, é possível perceber que os efeitos do álcool ou de alguma outra droga se fazem presentes. O humano vai até um beco e começa a mijar, nesse momento o vampiro ataca. Sua Taumaturgia prende seus braços e empurra-o escuridão adentro, enquanto o pobre jovem tenta entender o que acontece. Com rapidez, o Taumaturgo se aproxima e, tapando-lhe a boca com a mão, crava suas presas no pescoço exposto.

O sangue percorre os lábios do Cainita, o sabor é revigorante. O mortal grita imediatamente, embora o som seja abafado pela mão do vampiro posta sobre a boca. A maldição de Stanislav manifesta-se no seu Beijo e ele sente o corpo contido por seu poder mental contorcer-se em desespero. O gosto da vitae e o berro de aflição enevoam a mente do Tremere, como se todo aquele sofrimento o tirasse de si mesmo. Sangue, dor, grito, sangue, choro, grito, sangue, lágrimas, desespero. Ele tenta se controlar, sabendo que se continuasse a drenar a vítima, ela não iria sobreviver, mas aquela sensação era ótima. Um calafrio lhe percorre a espinha. Stanislav se afasta bruscamente do corpo, tentando conter seus impulsos. Suas presas, que ainda estavam cravadas no pescoço, rasgam a pele, deixando uma ferida que continua a sangrar quando o corpo cai inerte no chão. A cena terrível lhe causa uma aversão e um arrependimento imediato. Era a segunda vez, desde que havia chegado em Salem, que o vampiro abusava da força nas suas ações. Estaria sua Besta tão fora de controle assim?

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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Sex Out 26, 2018 6:22 pm

Estava feito, a caçada gerou frutos e ele atacou de forma natural, instintivamente sua presa mortal em algum beco sujo e solitário, a presa se debate, contorce com a dor de seu beijo amaldiçoado, Stanislav sente pena do mortal, mas compreensível que para um predador sobreviver uma presa precisa sofrer.
Após se alimentar do mortal ele causa um dano colateral, preocupado com os desdobramentos daquela ferida, que podem incluir caçadores de bruxas e quem sabe até uma infecção que facilmente poderia alertar as autoridades locais.
Ciente disso ele, aproveitando que sua presa ainda está inerte diante de seu controle mental, ele lambe as feridas e apaga aente do mortal.

- você veio aqui nesse beco e adormeceu de tão bêbado. Procure um médico, tome medicamentos com ferro.

Em seguida ele vai até o hospital chamando um Uber de seu telefone.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Sab Out 27, 2018 12:37 pm

Stanislav Nottinghan

Stanislav dobrava a mente do mortal, fazendo-o esquecer do encontro traumático e dando ordens posteriores. Esperava que o homem acordasse vivo, mas dada sua situação não tinha certeza se isso aconteceria. Apagando os vestígios de sua passagem por ali, ele abandona o beco e consegue um táxi que lhe leva ao Salem Hospital. Não leva muito tempo até chegar lá. O prédio tem um arquitetura antiga e uma área alongada de um piso só que comporta diferentes alas de tratamento, o Tremere supõe. Devido ao horário, o hospital parece vazio, com poucas luzes acesas, e a entrada tem apenas uma funcionária de cabelos longos e acima do peso que lê um livro na recepção, sem prestar atenção na entrada de alguém.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Rebelk em Sab Out 27, 2018 5:14 pm

Franklin continua sua leitura que se mostra um tanto infrutífera e ao perceber que se tratam de dados técnicos e sem valor para a atual situação o cainita guarda a caderneta em sua mochila. Ouvindo as informações do mortal diz:

- É para lá que nós vamos então. Más no caminho veja se consegue uma muda de roupa melhor, NÃO QUEREMOS CHAMAR ATENÇÃO NÃO É MESMO? {Intimidação na ultima frase.} Espero que você não me cause problemas, eu terei problemas contigo?

Assim que termina sua conversa com o mortal, Franklin olha ao seu redor para verificar se não deixou nada passar. Procura por câmeras de segurança ou algo do tipo. Se não encontrar mais nada vai em direção da saída e analisa sua situação, percebendo que ninguém no farol poderia lhe ajudar já que a distancia era muito grande o cainita descarta a sua ida até o farol, sua meta agora é sair dali o mais rápido possível.

*Humm... Ir nadando é tranquilo para mim, mais o mortal não vai aguentar... preciso dele para alguma coisa?... Bom ele sabe o caminho para o cemitério o que já é um começo.*

Olha para o Mortal e diz:

- Olhando para você creio que não é um bom nadador, nesse caso vamos procurar um bote e sair logo daqui.

Sua intensão é ir para terra firme em um lugar sem iluminação ou pouco iluminado, ele vai desativar seus olhos da besta assim que estiverem em terra.
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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Dom Out 28, 2018 1:45 pm

Franklin Oswald Walker

Franklin define seu caminho enquanto intimida o mortal para mantê-lo nos trilhos. Quando escuta as palavras do Gangrel, ele baixa a cabeça e sinaliza negativamente com as duas mãos espalmadas.

- Não, não. Nenhum problema.

Após a resposta, Armando imediatamente começa a procurar alguma peça de roupa mais adequada, saindo da visão de Franklin. O Gangrel, por sua vez, pondera sobre suas opções de saída da embarcação. Olhando ao redor, não há nenhuma câmera que possa ter registrado suas ações. Sabia que a única pista que a polícia teria quando chegasse até ali seriam os corpos, mas apenas um deles foi obra do Cainita e dificilmente isso levaria até ele. Apesar disso, ele ainda carregava uma arma usada na cena do crime. Assim que termina de vasculhar o local, certificando-se que não teria nada de útil, o mortal volta, usando um macacão surrado com o casaco por cima. Agora ele está bem mais composto e parece estar mais ativo. Os dois seguem, saindo da ponte e seguindo para o convés novamente. Andando pelas bordas não demora muito até que encontrem um bote reserva. Franklin joga suas coisas dentro e puxa a alavanca, que solta as cordas de sustentação. A madeira faz um som alto ao chocar-se com a água, que ainda cobre o fundo nessa parte. Ambos descem por uma escada de ferro na embarcação grande e partem viagem para terra firme.

As águas são calmas e os olhos de Franklin os guiam perfeitamente na noite. Armando, vasculhando nas provisões do escaler, encontra alguns doces e água. Ele oferece inocentemente antes de comer alguns. Apesar do olhar exausto, ele ainda permanece ativo e ajuda a remar tanto quanto pode. Quando se distanciam do grande navio, ele questiona, vencendo o medo evidente.

- Quem é você?



Off: se quiser interagir, fique à vontade. Se não, especifique suas ações quando chegar em terra firme e se vai direto para o cemitério ou fazer outra coisa.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Wolverine Heart em Ter Out 30, 2018 6:57 pm



Azmaliel raramente sorri, mas ao interrogar o investigador,  que mostrara capacidade sobre-humana  a suportar dor, ao mesmo tempo que isto o deixava intrigado, uma certa excitação crescia, seus lábios esboçam um sorriso, o cainita se matinha abaixado, olhando fixamente nos olhos de sua vítima, seu olhar se alternava entre “extremamente focado” nos momentos que induzia dor , e longínquo “distante” nos momentos que tentava entender de onde vinha a resistência daquele homem que estava prestes a morrer.

“Ele é muito forte para um humano! e apesar de ser apenas comida, merece uma morte rápida.“

Quando o investigador começa a falar, a atenção do cainita é voltada para boca do homem, sua voz já estava fraquejando.

- Investigamos o homem que se esconde aqui. Ele é como você, um servo do demônio.- ele faz uma pausa para recuperar o fôlego - A família Miller, eles...
Antes que o jovem complete suas palavras, algo voa pela janela, rasgando a cortina que a cobria, e crava no lado direito do crânio do interrogado. Uma flecha. O corpo amolece imediatamente e os olhos congelam em uma expressão aterrorizada.

“Merda!" o salubri busca cobertura na parede, e observa o vazio de onde veio a flecha

“Alguém estava me observando a todo este tempo?! e porque não agiu antes?! Esta flecha foi perfeita, porque não atirou em mim?! um Arco, isto é serio?!”

Azmaliel guarda os pertences que retirou dos investigadores na mochila, mantem as “estacas” presas a cintura, próximo a sua espada, descrava a flecha do crânio com intuito de analisar posteriormente, junto com os pertences saqueados, aquela casa não era mais um local seguro. Imerge na escuridão novamente, se afasta da casa, ao assumir distância considerável e segura, para por alguns momentos para analisar os documentos, o diário encontrado e traçar seus próximos passos.

“Depois que eles checaram a casa do Morgan, iriam até o teatro, mas o que eles estão buscando no teatro? Família Miller? Tenho uma visita para fazer a esta família, mas antes o Teatro. “  

Busca no diário algo a respeito da família Miller, analisa os documentos encontrados com investigadores, olha no mapa onde fica o teatro, escolhe a rota mais fácil evitando por agora as ruas sublinhadas (marcadas em vermelho), se move sempre por locais com pouca iluminação que facilitem sua ofuscação.

Azmaliel não gosta de ser percebido.
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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Qua Out 31, 2018 8:11 am

Stanislav chegou ao seu destino, o hospital onde emitiram a suposta insanidade de Goodman, ele buscava duas coisas, primeira a localização da mulher, se eles a registraram possivelmente colocaram dados dela em algum prontuário médico ou coisa parecida, tendo acesso Stanislav acha a garota. Segundo, se foi um subterfúgio e tudo indica para que simpoderia ser descoberto ali, com a aplicação dos poderes corretos ele revelaria a trama. E se tudo mais falhar iria chamar a atenção dos mágicos da cidade, mas isso fica para Futuro plano B.
Por hora ele procura uma entrada pelos fundos, margeando a construção, não iria se revelar para a recepcionista, isso chamaria atenção por enquanto, então ele parte para alguma entrada dos fundos, se mantendo furtivo e escondendo de algum olhar, seja de qualquer funcionário, visitante ou paciente.

Presumindo que tenho entrado ele procura por uma sala de arquivos, caso não consiga localizar ele vai até alguem da limpeza, geralmente pessoas mais simples, não se interessam por alguém que faz perguntas e pergunta onde fica a sala de arquivos, e antes de partir ele olha nos olhos do faxineiro(a) e dobrando a mente do mortal ele apaga resquícios de algum encontro.
- Você não vai se lembrar deinha aparência ou o que te perguntei. Isso dificulta a investigação caso alguém esteja no encalço de Stanislav.
Dentro do arquivo, ele vai procurar, imaginando que esteja em ordem alfabética.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qua Out 31, 2018 7:49 pm

Azmaliel

Azmaliel se surpreendia com a morte de sua fonte de informações. De fato, o caminho estava aberto para que a seta alvejasse ele tanto quanto o mortal, então por quê este último? E como conseguiu um tiro tão certeiro naquela escuridão? Depois de esperar alguns instantes por qualquer movimentação estranha, ele decide sair dali. Era perigoso manter aquela localização e, agora, não havia nada mais que pudesse ajudar em suas investigações. Ele coleta todos os itens que restaram e sai, deixando os cadáveres ensanguentados para trás. Atento e com um manto de sombras sobre si, o Cainita segue para longe daquela região. A noite ainda o aguardava.

Azmaliel percorre as ruas de Salem com cautela, sempre observando se não estava sendo seguido. Ele aproveita as vias menos iluminadas, tentando manter-se longe dos olhares curiosos. Não é difícil, já que a zona de onde ele vem é repleta delas, além da estrutura natural da cidade bem arborizada ser naturalmente escura. No entanto, ao mesmo tempo que isso era uma vantagem para o Salubri, também era um problema, uma vez um perseguidor que transpusesse sua ofuscação seria menos propenso a ser descoberto por ele. De toda forma, após algum tempo caminhando, Azmaliel se reclusa em um beco de uma loja de conveniência iluminado por uma lâmpada fraca. Ele retira os itens da sua bolsa para analisá-los.

A primeira coisa a ser verificada é a flecha. Ela é ornamentada com pinturas e com alguns desenhos cravados na madeira, nada que lhe remeta a algo. O sangue do mortal ainda deixa seu cheiro forte na ponta metálica. Ele passa o olhar, também, pelos documentos de identificação coletados e, como checara anteriormente, confirma que são identificações de investigadores do governo. As fotos batem com os respectivos portadores (ou ex portadores), nada de anormal. Por último, Azmaliel confronta o diário com o mapa, confirmando que as anotações citam apenas os endereços e nada de Miller ou qualquer outro detalhe. Ele verifica os locais listados não sublinhados e coincidentemente um deles é o Teatro Awake Sea. Era quase certeza que era o local citado na conversa dos homens e agora era o seu destino.


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Já era madrugada quando Azmaliel chega ao teatro. O percurso foi um pouco longo e, como planejado, ele evitou as ruas destacadas pelo antigo portador do diário. Na vinda, ele cruzou com alguns humanos, carros e umas duas viaturas de polícia, mas, aparentemente, sua ofuscação foi o suficiente para manter os olhares distantes. A fachada do Teatro Awake Sea ainda mantém o anúncio de uma peça que estreou há mais de uma semana: "The Fae". As luzes principais estão apagadas e o guichê na proteção de vidro para venda de ingressos está fechado. As portas duplas para entrada do público à direita e à esquerda também estão cerradas. Azmaliel também consegue ver um portão lateral de metal gradeado com topo pontiagudo, trancado por um cadeado grande.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Sex Nov 02, 2018 10:01 am

Stanislav Nottinghan

Stanislav tinha um bom plano em mente. O prontuário da paciente Beatrice Good certamente conteria seu endereço e, quem sabe, algum indício de fraude, o que lhe daria um bom indício de sua real condição. Sendo ela louca ou não, ele descobriria algo de útil ali para continuar sua empreitada. No entanto o Feiticeiro encontrava algumas dificuldades em seu curso de ação. Ele contorna o prédio por uma área murada interna, passando pela lateral e chegando até os fundos. O local é amplo e parece vazio, com dois grandes contêineres metálicos de lixo e, mais afastado, um reservatório de água erguido por alguns suportes de madeira resistente. Ele sobe alguns degraus de acesso e verifica uma porta para trânsito de funcionários, mas a mesma está trancada. Também há um portão deslizante vertical com o chão elevado alguns metros para a esquerda, provavelmente para carga e descarga de materiais (medicamentos, maquinário, etc.). Antes do Membro decidir como fazer sua entrada, ele escuta um som alto de um veículo grande se aproximando e vê luzes da direção de onde ele veio. O ritmo é lento e Stanislav ainda tem tempo para tentar se esconder ou fazer alguma outra ação.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Ter Nov 13, 2018 1:39 pm

Amaya Takenouchi

Nas últimas noites
Amaya havia chegado a Salem algumas semanas atrás. Suas últimas noites antes disso foram passadas na selva de pedra, New York, no entanto sua estadia lá não foi tão frutífera quanto esperava. Viajava norte, então, pela costa leste, na esperança de que o contato com novas terras fosse a iluminação que faltava para seus novos caminhos. Foi isso que lhe levou à cidade das bruxas, embora a Gangrel não soubesse dizer certamente o que a atraiu lá. Talvez o bioma novo, que excitava sua natureza pesquisadora, ou quem sabe a distância com os jogos de poder dos Membros que aparentemente ainda não haviam fincado suas garras na região. De toda forma, era uma oportunidade que Amaya não pretendia deixar escapar. Alugara uma pequena casa no entorno do parque municipal Salem Woods que servia perfeitamente aos seus propósitos. Seriam longas noites a partir daí.

Na noite atual
A noite é fria. Amaya coleta materiais para pesquisa no contorno da floresta. Não costumava ir muito além disso, pelo menos não em noites escuras como a de hoje. A mata fechada de troncos finos e pouco espaçados era difícil de transpor, e, mesmo com seus Dons do Sangue eliminando parte das dificuldades na escuridão, ela sentia como se a floresta não quisesse ser explorada nessas ocasiões. Isso não a incomodava, porém. Sentia-se à vontade ali, onde passava a maior parte do tempo.

O vento passa pelas árvores, trazendo o som de galhos e folhas, que balançam em seu percurso. No entanto, algo mais acompanha o vento, vindo de dentro da floresta. Movimentos rápidos e descuidados remexem o solo e quebram galhos secos caídos. Amaya reconhece o som. Por trás de alguns arbustos, surge Hera sozinha. Seu olhar é penetrante e a Cainita não precisa usar seu Poder do Sangue para perceber que há algo de errado. A loba ergue a cabeça, fitando a sua suserana, então dá meia volta e parte, como se esperasse ser seguida. Hera era a mais perspicaz dentre as três feras e a Gangrel sabia que não devia ser ignorada. Contrariando seu costume, ela embrenha-se floresta adentro.

Embora seja rápida, Hera segue a uma velocidade que permita Amaya a acompanhar. Além disso, os sons de suas patas na serrapilheira espessa que começara a se formar ajudam na localização. Após poucos minutos, a loba para ao lado de um grande carvalho que ergue-se próximo ao um olho d'água. A Membro usa uma pequena lanterna que carrega consigo para iluminar o local. Um silêncio inquietante prevalece. Ela contorna a grande árvore para, então, ver, suspenso sobre a folhagem, um antebraço humano. Apesar de inerte, ele está elevado, lembrando a cena de alguém tentando manter-se vivo ao ser engolido por areia movediça. A manga de um casaco velho cobre-o até o pulso e no dedo indicador há um anel prateado.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Amaya Takenouchi em Qui Nov 15, 2018 2:26 am

Salem. Quem diria.

Não estava nos meus planos iniciais vir até aqui, porém eu acreditava que aqui, eu teria um pouco mais de paz do que em New York. Longe de toda esta questão da Jyhad. Apenas focando no que era realmente importante. Todo o presente de Gaia que estava ao meu redor. Nos tempos de hoje, era raro viver em um local que não tivesse qualquer coisa que envolvesse o embate entre Camarilla e Sabá.

Sabá, um bando de carniceiros assassinos irremediáveis. O que não queria dizer que a Camarilla era, exatamente, muito melhor.

Eu queria ficar longe de tudo isso. De todo este derramamento de sangue sem sentido. Eu queria que me dessem uma justificativa melhor do que: "Você é uma cainita e a Besta está dentro de si. Um dia, esta Besta irá te levar a matar, e não há nada que você possa fazer quanto a isso."

Pode ser. Mas eu estava disposta a seguir com os meus valores, ou morrer tentando. Meu objetivo não era agradar ninguém. Tampouco, lutar contra alguém. Eu só faria isso quando uma certa quantidade de vidas estivesse em perigo. Essa era a missão que fiz para mim. Fazer com que esses dons que recebi pela bênção e maldição de Ennoia, que recebi de minha finada mestra Elisa, sirvam para alguma coisa.

Mesmo que por vezes, minha sede de sangue queira manchar muito do que eu faço.

De qualquer forma, diferente do que muitos possam pensar, eu aceitava a minha condição. Plenamente. Os vampiros se integraram à natureza do mundo moderno. O que podemos fazer para aplacar um pouco da nossa condição é fazer com que a Besta possa convergir e coexistir com esta natureza, para que ela não se descontrole com poder destrutivo. Era assim que eu lidava com a minha.

Enfim, seguindo com a noite de hoje...

A sensação de fazer novas pesquisas relacionadas à natureza era algo que me fazia sentir mais próxima da Humanidade e ainda por cima, continuar útil para a mesma. Meu contato com a Bioquímica era um laço que eu julgava de certa forma, inquebrável. Afinal, essa era uma desculpa perfeita que eu tinha para passar horas na natureza.

Mesmo que no momento, aquela floresta em questão parecesse às vezes, intocável, por qualquer humano ou vampiro ali.

Enquanto coletava e fazia minhas pesquisas e anotações mentais, eu pude observar na hora, atitudes incomuns vindas de uma de minhas fêmeas-alfa, a Hera. O que me deixou um tanto ressabiada. Geralmente quando ela fazia esse tipo de coisa, era porque existia algo que eu precisava ver.

Quando dei por mim, ela começou a partir para dentro da floresta, como se eu quisesse que a seguisse. Eu tornei o meu olhar para Amaterasu e Fenrir, meus outros dois lobos:

- Vamos. Não iremos perder tempo aqui.

Assim, eu seguia Hera, de forma a chegar depois de algum tempo, no destino final.

Apesar deste tipo de coisa já ter sido vista por mim por mais vezes do que eu gostaria, sempre me deixava um tanto... desapontada.

- Eu... achava que não iria precisar lidar com este tipo de coisa aqui.

Mesmo que eu não precisasse fazê-lo, suspirei. Um antebraço suspenso entre as folhagens, que parecia ter sido um dia humano, era algo que a minha lanterna iluminava. Poderia ver que aquela floresta era um lugar muito bom para ocultar crimes.

Mas não perfeito. E só o fato de que usavam a floresta para fazer este tipo de coisas me deixava... mal. Agora que eu encontrei, tinha a obrigação moral de saber de onde isso veio. Provavelmente, poderia ser apenas algum tipo de enfrentamento humano, não lhe passava pela cabeça algum confronto sobrenatural que pudesse gerar aquilo. O fato é que precisava levar isto aos contatos que havia conhecido naquele pouco tempo em que estava na cidade. E ver como este contato poderia agir diante de tal fato, é claro.

Dessa forma, por mais que isso me causasse um tanto de desgosto, pegava um pouco do pano que cobria o antebraço e o anel prateado, para ver se conseguiria algum tipo de identificação posteriormente. E dessa forma, fiz um sinal para meus lobos, para que saíssemos da floresta.

O meu intuito, era voltar para casa, e de lá, fazer contato com alguém que julgasse mais confiável naquela cidade. Ou no mínimo, menos suspeito. Alguém com quem eu pudesse ser aberta, sem precisar da Máscara, de preferência. Mas quem seria?
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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qui Nov 15, 2018 7:14 pm

Amaya Takenouchi

A morte é algo natural, parte do ciclo da vida e necessária a toda existência. A morte dá sentido muitas vezes, mas qual a linha entre a naturalidade e a artificialidade desse evento. Aquele corpo era algo que levantava esse questionamento. Por bem ou por mal, apenas o antebraço estava à mostra. Alguns boatos dizem que dá azar olhar nos olhos de um cadáver. Era óbvio que essa superstição era ignorada a cada esquina, mas ainda assim, para alguém tão "humana", era um detalhe a ser considerado. Apesar disso, algum tipo de senso de dever compelia Amaya a tomar alguma atitude. Ela mexia no braço, primeiramente no casaco que o cobria. A parte que não estava coberta pela terra revelava um tecido grosso e desgastado de tom esverdeado, que, mesmo no seu estado de velhice, não cedia ao manuseio simples da vampira. Talvez com uma faca ou outro instrumento cortante fosse possível fazê-lo. Com isso ela julga que a peça deveria pertencer a um caçador, um mecânico ou algo parecido. O anel, por sua vez, sai com facilidade. Ele está em perfeitas condições, sem um arranhão sequer, e possui algo gravado em sua parte interna, ao que parece um 'M' num formato alongado e curvado. Por fim, verificando a mão, seu estado indica uma morte relativamente recente, algo de no máximo duas noites.

Certamente incomodada com parte da situação, após investigar superficialmente e guardar o que julgou útil, Amaya retira-se do local. Ao seu comando, seus lobos dispersam-se, saindo de sua vista, embora ela saiba que eles estão por perto. Rumando a sua casa, a Gangrel pondera sobre seus possíveis rumos de ação. Podia recorrer às autoridades locais abertamente, o que iria lhe ligar diretamente às investigações, ou de forma sigilosa através de uma ligação anônima. Outra forma seria contratando um detetive particular, muito embora seria difícil alguém aceitar investigar um suposto assassinato sem o conhecimento da polícia, ao menos sem algum tipo de incentivo a mais. Alguém fora desse espectro ou não seria de ajuda alguma, ou não teria motivos para se meter nesse problema. De uma forma ou de outra, todos estariam sob o jugo da Máscara, a não ser que fosse do interesse de Amaya quebrá-la.

Ela, enfim, retorna da floresta escura à sua casa. As três feras, por bom senso, não seguiam-na até lá e ficavam nas imediações. Agora, a vampira precisava tomar sua decisão.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Amaya Takenouchi em Sab Nov 17, 2018 10:27 pm

Dessa forma, eu seguia até a minha casa.

Não havia muito o que pudesse ser feito. Não conhecia muitos Membros por ali, e de certa forma, não poderia contar com algo que viesse a ser algum tipo de apoio ali.

O fato é que lembrava-se de como a sua Sire morreu. As circunstâncias eram parecidas, porém ela era cainita. E de certa forma, um cainita (ou qualquer outra criatura) invadindo um domínio Garou desavisado, era atrair o caos para si.

Não que necessariamente, houvessem Garous aqui. Chegou há pouco tempo, não tinha como saber. Poderiam ter sido apenas criminosos humanos.

E se esse problema era entre humanos, o que a probabilidade mais plausível indicava, humanos tinham que resolver isso entre si. O fato é que era bastante complicado falar sobre isso, sem se envolver diretamente no tal assassinato.

Mas no fundo, ela não temia. Não tinha feito nada contra aquele homem. Ou o que restou dele. Provavelmente, teria uma dor de cabeça ou outra. Dessa forma, pegou um celular, antigo para a época, aparentemente Nokia, mas que funcionavam bem para o que ela queria. Detestava os tais "smartphones" de hoje.

- 911? Quero denunciar um homicídio, nas proximidades de minha casa. - Ela falava, enquanto esperava para dar as próximas coordenadas. Ela poderia fazer uma denúncia, porém, queria fazer algumas colaborações, com seus conhecimentos sobre Química, talvez fosse útil em alguma coisa e isso a aproximaria da sociedade humana, uma forma de manter sua humanidade, de certa forma. Já que estava com partes das provas em mãos.

Percebera então, seu erro ali. Talvez não devesse ter mexido na cena do crime. Mas foi o que o seu instinto permitiu fazer no momento.
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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous Ontem à(s) 3:33 pm

Stanislav se esgueira pela noite em busca de pequenas pistas que podem elucidar a atividade mística que está perturbando o Regente, curiosamente desde que chegou exceto por ter sido nocauteado, ele não viu nenhum sinal de atividade de Membros da Família.
E a essa altura ele começa a se questionar se de fato são vampiros que estão causando essa atividade na cidade das Bruxas.
Sua primeira pista o trouxe até esse "manicômio" uma pequena pista que pode ou não, levar algum fato interessante, mas Stanislav acostumado com intrigas das noite sabe que o oculto, as maquinações estão escondidas por trás de fachadas e fachadas, como se fossem uma boneca russa, isso de longe frustra o vampiro, ele sabe que aquilo é parte do modus operandi, afinal se fosse fácil tinham enviado algum idiota com sobretudo preto Katana atirando bolas de fogo por aí.....

Ao perceber a luz ele rapidamente tenta se esconder, se desse tempo saltaria dentro de um contêiner,caso não dê tempo ele irá se esconder atrás de algum objeto. Presumindo que ele escape dessa batida ele irá arrombar a porta, imprimindo força na maçaneta.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox Hoje à(s) 11:10 am

Amaya Takenouchi

Amaya fazia ponderações. Não descartava outras possibilidades, mas seu palpite era que o crime tinha sido feito sem influência sobrenatural. Não tinha nada concreto que provasse sua teoria, mas era o que seu instinto falava. Por sorte ou azar, ela havia descoberto o corpo primeiro e, humano ou não, não havia como deixar de se envolver, até certo ponto. Pelo menos que fosse útil, então. Uma forma de aproximar-se da sociedade e mostrar compaixão com o sujeito que partiu.

Enfim, ela chegava a sua casa. Não era muito luxuosa e possuía apenas quatro cômodos internos: uma sala, uma cozinha, um quarto e um banheiro. Além disso, havia um sótão, um porão e uma varanda externa de madeira. Ela passava por esta última e adentrava pela porta simples com pequenas rachaduras que apareciam devido ao tempo. Ao fazer a ligação, uma voz feminina atende e responde segundo o procedimento, fazendo os questionamentos referentes.

- Delegacia de Polícia de Salem.
- Como se chama, senhora?
- Qual o seu endereço?
- Poderia relatar o que ocorreu, por favor?
- Obrigada, uma viatura já está a caminho. - a mulher do outro lado da linha por fim encerra.

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