O Véu Negro

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O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qua Set 19, 2018 7:37 pm

O Véu Negro


Ao erguer as cortinas, o quarto está vazio, iluminado apenas pelo luar que se esgueira por duas janelas altas na parede de trás. O quarto é majestoso, de certa forma até proibido. Tábuas de tamanhos aleatórios formam as paredes, no entanto o esquema caótico parece ter certo padrão ao olhar. À esquerda, uma porta leva ao lado de fora. À direita, há duas portas que levam ao interior da casa, onde a reunião está acontecendo. Acompanhado de uma risada insana, os gritos de injúria podem ser ouvidos:

"Uma chama, uma chama está ardendo. Eu escuto os passos do demônio, e eu vejo seu rosto! E é o meu rosto, e o seu! Para aqueles que recuam em tirar o homem de sua ignorância, como eu recuei, e como vocês recuam agora quando sabem dentro dos seus corações negros que tudo isso é uma mentira - Deus amaldiçoa sua raça, e todos nós iremos queimar, iremos queimar juntos!"

[...]

O céu enegrece em torno de Salem. Os presságios atormentam as mentes daqueles que lembram, enquanto as almas esquecidas voltam para cobrar o preço pelo erro cometido. Lamente, sim, lamente, pois é chegada a hora.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qui Set 20, 2018 8:13 am

Capítulo I - Princípio e Inverdades

"O poder corrompe tanto quanto a palavra, transforma fortuna em desgraça, fé em aflição e verdade em ilusão."
- Autor Desconhecido.

Trilha Sonora:

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Stanislav Nottinghan

Nas últimas noites
Dotado de dever, e ainda em débito ao clã por acontecimentos passados, Stanislav continua sua longa escalada pela pirâmide Tremere. Empenhado em provar-se digno de confiança novamente e se juntar às fileiras seletas dos renomados Astores, sua última empreitada consistiu em dar cabo de uma Ancillae Malkavian que representava uma ameaça a seu clã, missão esta que obteve êxito. Porém, este era apenas o início de uma trama muito mais complexa. Não leva muito tempo até que Nottinghan é chamado à Boston, pelo Regente local. Sua presença havia sido requerida para investigar uma cidade ao norte, no estado de Massachusetts: Salem. Segundo informações, as últimas tentativas da Camarilla de tomar o território para si haviam sido infrutíferas, com o desaparecimento de dois batedores, embora não houvesse sinal de outro grupo de Membros na cidade. Apesar disso, devido a constatações de espiões mortais pessoais, o Regente acreditava que rituais taumatúrgicos estavam sendo efetuados na cidade, embora não pudesse confirmar o fato. Tudo isso o levava a crer na existência de um possível Tremere desgarrado ou, no mínimo, um Taumaturgo poderoso em Salem interferindo nos esforços da Camarilla. O Clã precisava tomar uma providência e Stanislav estava sendo encarregado desse propósito.

Na noite atual
O primeiro sentido que destaca-se é o olfato. O cheiro forte de incenso invade o nariz de Stanislav, que aos poucos começa a sentir o chão de pedra com a palma das suas mãos e com sua nuca. Os olhos se abrem, revelando o teto de rocha esculpida iluminado por uma fonte de luz trêmula de tom alaranjado. Ele ergue seu torso, sentado-se sobre o piso, agora visto e não apenas sentido. À sua frente, uma parede de rocha irregular semelhante, cortada por pilares semicirculares embutidos. Cada pilar exibe pequenas rachaduras na base e no topo, indicando uma estrutura de certa idade. O Tremere não reconhecia o lugar. De fato, nunca estivera ali antes, mas como havia chegado, então? Suas últimas memórias eram de um banco de ônibus, de árvores de galhos finos retorcidos e folhas secas à beira da estrada, e de uma placa grande escrito "Salem 5 milhas". Ele havia chegado ao seu destino?

Stanislav põe-se de pé pouco antes de perceber um filete de sangue que escorre até a sola de seu sapato. Ele vira-se para procurar a origem do líquido rubro, e então se depara com um corpo tombado e inerte. Um manto de tecido totalmente negro cobre-o da cabeça aos pés, deixando à mostra apenas mãos brancas. Uma delas segura contra o chão algumas folhas rasgadas de um papel envelhecido, enquanto a outra permanece espalmada para baixo. É possível ver a mancha de sangue expandida por sob o tórax do corpo, se dividindo em pequenos filetes e se espalhando por várias direções. Ao lado do corpo, está um conjunto de seis velas negras, das quais apenas duas estão acesas e emitem uma fumaça fina de cheiro forte. Elas estão dispostas sobre desenhos ritualísticos bem elaborados, feitos com talvez tinta ou giz de cores vermelha, branca e preta, embora as velas apagadas estejam derrubadas e não sigam um padrão de organização condizente com as demais. Stanislav tenta fazer o possível para entender aquela situação, no entanto, um som de passos rápidos chama a sua atenção. Neste momento ele atenta para a câmara como um todo. Apesar das paredes confinantes, ela não é totalmente fechada, possuindo duas saídas visíveis: uma escada de madeira em espiral com um suporte metálico ergue-se à sua direita até entrar por uma abertura circular e ser coberta pela estrutura rochosa do teto; à esquerda, por sua vez, uma escadaria de pedra larga, também em espiral, ergue-se, escavada na parede lateral da câmara como parte da estrutura. O Tremere não consegue ver o destino de nenhuma das saídas, porém o som começa a se aproximar, ecoando cada vez mais alto, enquanto que uma iluminação diferente da do local começa a se distinguir nas curvas da parede rochosa da escadaria. Ele não tinha muito tempo, suas ações deveriam ser bem pensadas e rápidas.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Qua Set 26, 2018 2:41 pm

"Tudo isso é uma grande merda"
Pensa Stanislav quando recebe a intimação do Regente de Bosston, ele gastou as últimas noites ajudando uma anarquista a fugir de sua cidade natal, alguém estava perseguindo a garota, era bem simples, Stannis devia um favor para a garota, ele pagou o favor, está quitado o debito, a última coisa que ele iria querer é uma pária indo até algum Elísio pomposo para espalhar que Stanis era um tratante, isso acabaria com sua honra, e a vezes é preciso ter um pouco dela para lidar com os Kindred.
Feito isso ele passou as demais noites ates de ir até Boston alimentando seus rituais, ele preparava a lâmina de sua bengala com o seu sangue e pedaço de carne, fazendo assim dela uma arma mortal para qualquer criatura desse plano, enquanto encantava alguns lenços azuis e a banhinha da lâmina com poderosas proteções, lembrando claro de harmonizar seu sangue, seria péssimo tocar na lâmina e receber o escruciante toque da morte da lâmina, ele sse conectou novamente com seu talismã, a bengala espada, era quase uma conexão telepática, porém mais profunda, a arma denominada Razbunatta era sua aliada leal e fonte de poder mágico.

A caminho de Boston Stanislav se acomodou na poltrona do seu meio de transporte, ainda estava preocupado com a quantidade de Regentes o chamando para cumprir tarefas que deveriam ser assunto de suas respectivas Capelas, " ah que se dane se alguém sumiu, se a porra de um gato subiu em uma árvore ou se ele perdeu seus óculos de descanso", Stranislav era um Agente do Pontífice americano e já era a segunda vez em menos de um mês que algum Regente o chama para alguma missiva.

Ainda no caminho ele enviar uma mensagem criptografa via Telegran, uma daquelas que após ser lida é automaticamente apagada, a mensagem e linguagem hermética e hieroglifos, levaria algumas horas para ser traduzida, claro que o Pontifice iria decorar o texto ou escrever ele em algum papel o traduzir na sua biblioteca.

A mensagem

Reverendíssimo Pontificius,

Tem se tornado comum Regentes me acionarem para cumprir tarefas que a priori são da responsabilidade de suas Capelas, me fazendo perder um tempo precioso, tenho investigado uma conspiração interna, que envolve o Regente Johann Strauss de Nova Orleans, ele cedeu apoio e informações para Katrina, a Anciã Malkaviana que entrou em meu caminho e agora é apenas cinzas, Joseph Lanner foi o Regente mandante, eu fui o executor, agora meu senhor parto para Boston, aparentemente o regente de lá está com problemas em Salém, logo Salém, a Salém das bruxas, e de toda a confusão causada no século XIX, eu era apenas uma criança da noite, mas soube que a Máscara quase ruiu naquela ocasião, e agora o Regente que me enviar para restaurar a paz e derrtorar um inimigo invisível e aparentemente poderoso, ora meu senhor, aponto junto com minha lealdade minha insatisfação, sobretudo e porém irei, mas a que pese o custo disso tudo, gostaria de poder censurar o regente por me ativar sem as devidas considerações, visto que ele poderia enviar um grupo de aprendizes.

Saudações
SA.



Ao despertar Stanislav observa bem o lugar, não é um tolo, caira em uma armadilha, armada por alguém de fato muito hábil, ele analisa minuciosamente o ritual, pega lentamente os papeis enquanto ouves o passos vindo em sua direção, caso tenha algo escrito ele lê, fotografa a cena do ritual de todos os ângulos, toca no sangue e leva a boca. Ele invoca seus dons de sangue e busca informações a respeito daquela Vitae (Linha do sangue 1, Um gosto para o Sangue) Então ele toca o corpo e como um médium ele busca informações do cadáver( Auspícios 3 Toque do Espirito.) queria ver o que aquele corpo viu antes da sua morte. Ele faz isso acariciando a face da vitima.
Por último ele espera os passos se aproximarem, não obstante ele alça voo ao teto, flutuando como um vampiro das lendas( Usando Movimente da mente 3) Enquanto isso tranquilamente lê a cena, buscando saber que Ritual era aquele, magia celta, Taumaturgia negra, magia pagã eslava...........ad infinitum ars magica.

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" Seu tolo, entregou sua lealdade para mestres profanos, agora sinta a dor da traição, não precisar implorar por perdão, eu sou o arauto da morte, nosso clã já te julgou culpado, e pouco me importo, tudo o que sei é que você é uma ameaça, e será expurgada da pirâmide."
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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qui Set 27, 2018 12:30 pm

Stanislav Nottinghan

Stanislav sentia uma sensação ruim, que assemelhava-se ao gosto amargo que sentia quando ainda possuía a capacidade de alimentar-se de comidas comuns. Ele estava em um lugar que não queria, levado até ali por interesses alheios. Realmente era uma grande merda. Esperava que sua reclamação ao Pontífex lhe rendesse uma resposta satisfatória e, quem sabe, noites mais agradáveis rumo a seus objetivos principais. Mas enquanto esses detalhes não se resolviam, o Tremere tinha outros problemas em suas mãos.

Seu palpite era que toda aquela situação tinha sido armada. Ele posssuia alguns inimigos pessoais e a lista ainda aumentava se incluísse os inimigos jurados de sua linhagem. Porém, quem teria tanta influência? E qual seu objetivo? Não havia tempo para conjecturas. Stanislav retira os papeis da mão do corpo e olha rapidamente. As palavras, de uma língua estranha a ele, não fazem sentido, por isso, ele guarda em seu bolso e, então, puxa um pequeno celular e usa-o para registrar o local. Ele concentra-se no mais importante, o corpo, o sangue e as inscrições no chão, tirando uma foto de cada um. Logo após, ajoelha-se, levando a mão até o líquido rubro e então a seus lábios. Seu Poder do Sangue é invocado, revelando que aquele era sangue humano e que de sua fonte não restava muito mais. O Tremere conclui o óbvio: que a vítima aos seus pés é a fonte do sangue e que a mesma morreu por um golpe fatal que causou uma grande hemorragia.

Agora, mais próximo da cena, é possível ver que o corpo é de um homem, pelas mãos grandes e por parte do rosto revelada por sob o capuz negro. Matendo-se na mesma posição, Stanislav toca a cabeça da vítima, utilizando sua sensibilidade sobrenatural não sobre o cadáver, uma vez que não era possível analisar as impressões espirituais sobre a carne morta sem valer-se de algum tipo de Necromancia, mais sim sobre o manto negro que o cobria. Seus olhos reviram enquanto entra em transe, embora o som dos passos estivesse cada vez mais próximo, atrapalhando sua concentração. Sua visão enevoa-se, parecendo que a fumaça de incenso tomasse completamente seus olhos. Ela tremula, adquire forma e cor, mostrando um rosto de um homem de meia idade com olhos castanhos e cabelos loiros. A expressão dele é de dor, como se sua vida se esvaísse, porém Stanislav consegue detectar algo mais em seu olhar, ganância. A névoa tremula mais uma vez, as cores misturam-se como se estivessem prontas para adquirir uma nova forma, porém um som forte interrompe o transe.

- AFASTE-SE DO CORPO COM AS MÃO PARA CIMA! – grita um policial a plenos pulmões.

O homem, de cerca de 1,90 de altura, segura um revólver apontado para a cabeça de Stanislav, enquanto que uma lanterna presa no bolso da camisa foca em seu rosto, atrapalhando sua visão. Seu uniforme azul escuro indica sua profissão. Ele põe a mão esquerda em um rádio próximo ao ombro e se comunica com alguém.

- 22, solicito reforço, temos mais uma daquelas ocorrências. Dois suspeitos. Um consciente aparentemente desarmado e um aparentemente desacordado ferido. – ele segura novamente a arma com as duas mãos e fala lentamente em tom onstensivo – Senhor, coloque suas mãos para cima, afaste-se do corpo e deite-se do chão.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Sab Set 29, 2018 6:38 pm

Stanislav guardara as informações daquele caso, homem, morto de forma violenta, ritual desconhecido, língua desconhecida usada naqueles transcritos, em breve enviaria para algum aliado para tentar traduzir, ou quem sabe no tradutor de seu celular se fosse algo mais sofisticado Halia ou a Capela poderia ajudar, um assassinato cruel ocorrera ali, não era de se esperar menos que isso, magia ritualística geralmente era visceral, dor, prazer, violência e qualquer sentimento mais efusivo era parte da mecânica, e nenhum sinal de magia de sangue, Stanislav reconheceria.
Mas.......



Ele pretendia se elevar ao teto, porém calculou mal o tempo dispendido, um mortal surge, um gerdame risco potencialpara a Máscara e talvez até para Stanislav, e ele rapidamente chamou por reforços, as coisas iriam ficar feias a partir dali.
Ou nãooooooo.

- Sou um detetive particular, esta investigando sobre crimes para um pesquisador, por tanto baixe a arma . Uso de Dominação na parte em negrito.
- Não ofereço perigo oficial.Diz Stanislav de forma suave, porém firme.

Off lembrando que Stanislav é bem convincente quando fala Líder nato.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Seg Out 01, 2018 8:03 pm

Stanislav Nottinghan

Stanislav saía de uma situação adversa para outra. Preocupava-se com si mesmo e, também, com a Máscara naquele momento, pois era um agente, ou no mínimo um membro, da Camarilla no fim das contas. As suas investigações no local e suas perguntas sobre o ocorrido tinham que ficar em espera por enquanto. O policial em sua frente era ostensivo. Claro, um assassinato havia ocorrido ali e ele era o único suspeito presente. O Tremere decidia, então, lidar com a situação de uma maneira mais sutil e persuasiva, primeiro tirando a arma apontada para a sua cabeça.

- Sou um detetive particular, estou investigando sobre crimes para um pesquisador, por tanto baixe a arma.

A manipulação sobrenatural de Stanislav sobrepuja instantaneamente a vontade de seu alvo, que abaixa o revólver lentamente. Não havia como negar que os poderes da Dominação eram úteis, mesmo em situações de perigo iminente. O policial, porém, ainda permanecia focado. Nottinghan resolve não lhe dar tempo para racionalizar, ou não, sua ação forçada. Apesar de esconder seus poderes sob seu discurso, era crucial deixar bem claro seu propósito ali, ou pelos menos seu suposto propósito, para que não houvesse suspeitas.

- Não ofereço perigo oficial.

Com a frase final, a face intensa do policial se desmancha, pelo menos em parte. Ele parecia ter engolido a história. Agora, com parte da tensão quebrada, Stanislav consegue observar o homem melhor. Ele é alto e possui um cabelo curto castanho por baixo do quepe escuro. Seu rosto é arredondado, sem barba e com sobrancelhas finas.

- Desculpe detetive. - ele pigarrea - Tenho que lhe revistar, porém. Procedimento padrão. Você entende, certo?

Ele faz uma revista rápida. Por sorte, Stanislav não carregava nada á vista que levantasse suspeitas e seu talismã se passava facilmente por um objeto comum.

- Sou o oficial Brenham. Qual o seu nome, detetive? - ele pergunta, enquanto se volta para o cadáver, colocando a mão sobre o pescoço semi exposto para certificar-se do estado do sujeito - Então, como você veio parar aqui? Viu alguma coisa?

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qua Out 03, 2018 12:07 pm

Franklin Oswald Walker

Nas últimas noites
O último encontro com o Arcebispo Albert Benezri, em Montreal, fora perturbador , mas ao mesmo tempo revigorante. A missão recebida dava a Franklin uma sensação de utilidade e pertencimento à seita. Desde que voltou da Inglaterra para os EUA, após seu Abraço, não havia tido a oportunidade de provar seu valor, a não ser pelas incursões anti Camarilla desempenhadas por seu antigo bando. Todos encontraram a morte final. Por sorte, ou talvez habilidade, o Gangrel sobrevivera e mantinha-se ativo, agora se fixando em um novo objetivo.

A carta que agora carregava consigo tinha sido designada para ser entregue ao agente da Espada de Caim Hiley Dake, que supostamente estava infiltrado na Camarilla local em Liverpool. O conteúdo da mensagem ainda permanecia selado. Depois de sair da metrópole canadense, Frankiln seguiu sul para sua cidade natal, Manchester, New Hampshire. Lá, ele usou seu conhecimento local para descobrir sobre uma embarcação mercante com destino a Blackpool, a poucos quilômetros de seu destino final. Era a maneira mais segura de viajar, e não precisaria ir muito longe, uma vez que o porto de partida ficava próximo, em Salem.

Na noite atual
Franklin desperta alerta. Um barulho forte dispara seus sentidos e seu instinto de sobrevivência. Ele ergue a lona negra que o cobre e liga a lanterna que havia trazido consigo para sua viagem. O aparato ilumina o interior do contêiner de metal azulado e é possível ver a poeira que paira sobre o ar pelos mais de três metros de altura que o confinam. Os grandes caixotes de madeira que comportavam Deus sabe o quê davam um pequeno espaço para o Gangrel acomodar a si mesmo e ao homem amarrado e amordaçado que havia trazido para ser seu lanche durante o percurso. O sujeito careca e seminu, que já passava dos cinquenta anos de idade, tentava, em vão, livrar-se das cordas que o continham e, com os olhos esbugalhados, gritava a plenos pulmões, emitindo um som mínimo por causa de sua restrição. Dava pra saber que ele não era o motivo de seu despertar.

Um novo som era emitido do lado de fora, algo como um grito histérico. Era noite, Franklin podia dizer, mas o navio, que já devia ter partido há horas, não estava em movimento. Ele mexe na trava de segurança que havia deixado no contêiner para sua fuga, desligando antes sua lanterna, até que a porta cede. Com cuidado, ele empurra o metal enferrujado até que o exterior da embarcação é revelado. A área de carga era vasta, com uma série de contêineres, semelhantes ao seu, presos ao chão, criando um emaranhado de corredores escuros sob o luar coberto por nuvens. Seus ferimentos, tecnicamente recentes, incomodam bastante, mas a passos furtivos, o Gangrel explora o local, aproveitando-se dos pontos cegos para se manter oculto. De repente, já próximo à área espaçada da torre de luzes de navegação na proa, ele vê algo no chão. A iluminação não ajuda, mas aproximando-se mais é possível distinguir um polegar humano arrancado. Olhando mais à frente, como se fosse uma trilha que levasse a algum lugar, dedos humanos alinhados seguem na direção da área livre. Gotas de sangue espalhadas ainda colorem o mosaico sinistro.

Apesar da intrepidez, Franklin sente um calafrio que lhe percorre a espinha, como se ainda mantivesse esses resquícios de humanidade. Ele segue o caminho desenhado pelas partes do corpo até chegar em uma área ampla, sem contêineres. A torre alta e branca que ergue-se no meio do pátio sustenta as luzes que fornecem ao condutor do navio, normalmente, a iluminação necessária em seu caminho pelo oceano. Parte dessa luminosidade clareia imediatamente abaixo, mas ela tremeluz, como se estivesse com defeito. No convés, diversos corpos estendem-se, inertes e completamente ensanguentados. As roupas indicam que são os trabalhadores da embarcação. A extensão livre dos dez metros de largura por seis de comprimento está repleta de dedos decepados. O cheiro forte do sangue invade as narinas do Gangrel, enquanto seus ouvidos captam um som baixo. Algo como uma mescla de choro e riso vem de uma figura coberta de sangue, sentada na base da torre. Seu corpo treme no ritmo dos "flicks" de luz e seu perfil exibe um sorriso macabro.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Rebelk em Qua Out 03, 2018 2:44 pm

Fox escreveu:
Franklin Oswald Walker

Na noite atual
Franklin desperta alerta. Um barulho forte dispara seus sentidos e seu instinto de sobrevivência. Ele ergue a lona negra que o cobre e liga a lanterna que havia trazido consigo para sua viagem. O aparato ilumina o interior do contêiner de metal azulado e é possível ver a poeira que paira sobre o ar pelos mais de três metros de altura que o confinam. Os grandes caixotes de madeira que comportavam Deus sabe o quê davam um pequeno espaço para o Gangrel acomodar a si mesmo e ao homem amarrado e amordaçado que havia trazido para ser seu lanche durante o percurso. O sujeito careca e seminu, que já passava dos cinquenta anos de idade, tentava, em vão, livrar-se das cordas que o continham e, com os olhos esbugalhados, gritava a plenos pulmões, emitindo um som mínimo por causa de sua restrição. Dava pra saber que ele não era o motivo de seu despertar.
Naturalmente Franklin desperta assim que a noite cai quando sua vitae percorre por todo seu corpo ativando-o novamente para mais uma noite, porem, no exato momento que sua vitae percorria seu corpo Franklin tem seu despertar natural interrompido por forte barulho e faz com que o Gangrel acorde com suas garras e presas a mostra, sempre fora um sobrevivente e se orgulhava disso. Pega sua lanterna e ilumina o contêiner procurando a fonte do seu despertar atípico. Visualiza seu lanche e se lembra de suas feridas.

* Onde é que esse navio parou? Não deu tempo ainda de chegar! Que merda e esse barulho? Não vou jogar com a sorte, não posso me dar ao luxo de entrar em combate na minha atual situação.*

{Off: Vou assimilar que para esse tipo de viagem o meu PJ estava full e levou o mortal para a viagem. Então 1 pds para o despertar, 3 pds para me curar e mais 1 pds para Garras.}

O Cainita cura seus ferimentos e repõe sua vitae se alimentando o mortal e lambe a ferida para preservar o mortal vivo. {4 pds}

*Agora sim. É melhor deixar o gado vivo para o caso da viagem ser mais longa que o esperado.*

Fox escreveu:Um novo som era emitido do lado de fora, algo como um grito histérico. Era noite, Franklin podia dizer, mas o navio, que já devia ter partido há horas, não estava em movimento. Ele mexe na trava de segurança que havia deixado no contêiner para sua fuga, desligando antes sua lanterna, até que a porta cede. Com cuidado, ele empurra o metal enferrujado até que o exterior da embarcação é revelado. A área de carga era vasta, com uma série de contêineres, semelhantes ao seu, presos ao chão, criando um emaranhado de corredores escuros sob o luar coberto por nuvens. Seus ferimentos, tecnicamente recentes, incomodam bastante, mas a passos furtivos, o Gangrel explora o local, aproveitando-se dos pontos cegos para se manter oculto. De repente, já próximo à área espaçada da torre de luzes de navegação na proa, ele vê algo no chão. A iluminação não ajuda, mas aproximando-se mais é possível distinguir um polegar humano arrancado. Olhando mais à frente, como se fosse uma trilha que levasse a algum lugar, dedos humanos alinhados seguem na direção da área livre. Gotas de sangue espalhadas ainda colorem o mosaico sinistro.

Seus pensamentos são interrompidos pelo mesmo som que o acordou, trazendo-o para a realidade. Tinha que descobrir o que estava acontecendo ali desliga a lanterna e vai para fora.

Fox escreveu:Apesar da intrepidez, Franklin sente um calafrio que lhe percorre a espinha, como se ainda mantivesse esses resquícios de humanidade.

Fica ainda mais atento ao ter essa sensação, pois há muito tempo não sentia nada disso.

*Mais que merda está acontecendo aqui? Que porra é essa? Que tipo de monstro temos aqui?*

Fox escreveu:Ele segue o caminho desenhado pelas partes do corpo até chegar em uma área ampla, sem contêineres. A torre alta e branca que ergue-se no meio do pátio sustenta as luzes que fornecem ao condutor do navio, normalmente, a iluminação necessária em seu caminho pelo oceano. Parte dessa luminosidade clareia imediatamente abaixo, mas ela tremeluz, como se estivesse com defeito. No convés, diversos corpos estendem-se, inertes e completamente ensanguentados. As roupas indicam que são os trabalhadores da embarcação. A extensão livre dos dez metros de largura por seis de comprimento está repleta de dedos decepados. O cheiro forte do sangue invade as narinas do Gangrel, enquanto seus ouvidos captam um som baixo. Algo como uma mescla de choro e riso vem de uma figura coberta de sangue, sentada na base da torre. Seu corpo treme no ritmo dos "flicks" de luz e seu perfil exibe um sorriso macabro


Sempre que possível o cainita usa das sombras para avançar o mais furtivo possível e ao se deparar com a cena da "figura" coberta de sangue com o sorriso sinistro Franklin tenta se ocultar nas sombras afim de poder obter mais informações sobre o que está acontecendo.

*Cainita? Garou? Ou apenas mais um mortal lunático?*

Franklin fareja o ar, tenta prestar atenção aos ruídos e também aos movimentos.

Off:{Caso o Franklin não perceba nenhum outro ser vivo ou não-vivo no local cena que segue}

Após alguns instantes depois de coletar as informações percebendo que o individuo está sozinho, caminha calmamente em sua direção, e assim que é percebido diz:

- Nossa foi um belo estrago aqui heim? O que diabos aconteceu?

Mantem um boa distancia e em modo defensivo, olhando de vez em quando para os lados e de novo para ele.

- Tem um cigarro aí?

Tateia os bolsos como se procurasse nele mesmo.
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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Sex Out 05, 2018 12:50 pm

Azmaliel

Nas noites anteriores
Depois de algumas incursões na Europa, Azmaliel enfim retornava ao novo continente. Acompanhado de seu Senhor, que tinha assuntos a tratar com a liderança Sabá local, eles dirigiram-se a Montreal, Canadá. Era uma oportunidade para o Salubri interar-se novamente sobre os assuntos da seita na região e renovar seus propósitos. Após algumas reuniões com o Bispo Benezri e outros Cainitas influentes, Razuriel retornava com as novas até sua cria. De acordo com um Sacerdote local, um membro do seu bando havia desparecido há duas semanas em Salem, uma cidade alguns quilômetros ao sul, nos EUA. Antes do desaparecimento, esse vampiro havia enviado informações ao Sacerdote, com suspeitas de que um Tremere estava elevando sua influência na região. Salem era conhecidamente um território neutro, mas agora estava sobre um possível erguimento da Camarilla, algo perigoso.

Razuriel aprensentava a missão a Azmaliel. O Salubri deveria viajar até Salem e retomar as investigações do Filho desaparecido. Caso confirmasse a existência do Tremere, deveria decidir entre dar cabo do Usurpador ou contatar seu Mentor, para que ele o faça ou reúna um bando em seu auxílio. Azmaliel sabia que não só suas habilidades, mas também a sua capacidade de julgamento estavam em teste. Era a oportunidade para orgulhar seu mentor, trazer justiça a sua linhagem e mostrar seu valor para o Sabá. Ele partia em viagem.

Na noite atual
As cortinas pesadas balançam ao bater do vento forte. O pequeno quarto de assoalho escuro era iluminada apenas pela luz da lua, que entrava pelas fretas das janelas nuas, e pelo pequeno abajur aceso sobre uma escrivaninha. Além destes objetos, só uma cadeira de madeira e um colchão velho e empoeirado mobiliam o local. Sentado sobre esta primeira, Azmaliel analisa o diário deixado no último refúgio conhecido do Sabá desaparecido. O local estava abandonado e sem pistas aparentes, mas os papéis, cobertos por uma capa de couro, à sua frente talvez lhe dessem o necessário para continuar sua busca.

As primeiras páginas pareciam inúteis. Alguns nomes riscados, provavelmente alvos de meses ou até anos atrás. As mais recentes parecem mais promissoras. Embora não houvessem relatos ou descrições detalhadas (talvez esse fosse o máximo de organização que um Filho conseguiria), há uma lista de dez locais, juntos a um mapa da cidade dobrado. Segundo sua noção, Azmaliel estava no extremo sul de Salem, em uma área de terrenos espaçados pouco habitada. As ruas descritas no diário, em sua mairoia, circulavam o centro da cidade, e duas delas estavam sublinhadas. O pouco tempo que ele estava ali não lhe dava dica alguma do que seria aquilo, por isso sua dúvida crescia. Porém, o silêncio é interrompido por som de passos vindos do lado de fora. Alguém ou algo se aproximava.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Sab Out 06, 2018 12:27 pm

Franklin Oswald Walker

Franklin preparava-se para o pior, ou talvez ele já estivesse esperando o que viria em seguida. Havia se alimentado de sua presa, sua única fonte garantida de alimentação para a viagem claramente inconcluída. Não importava. Sua sobrevivência era mais importante e ele sempre podia dar um jeito depois, caso as coisas saíssem do planejado. Com seus ferimentos curados e suas garras para fora, ele investiga a embarcação com cautela, até chegar ao local chave do que estava acontecendo. A cena é amedontradora, só não para o Gangrel, que estava acostumado com violência e carnificina. O Poder do Sangue é invocado e as sombras emcobrem-no em um instante. Nenhum indício de mais algum sobrevivente no barco.

Após alguns instantes, Frankiln se desfaz da Ofuscação e pisa na área iluminada. Com uma expressão descontraída e casual, o que contrasta totalmente com seu visual amedontrador de garras à mostra, ele indaga o sujeito, porém algo ainda o deixava com uma pulga atrás da orelha.

- Nossa foi um belo estrago aqui heim? O que diabos aconteceu? Tem um cigarro aí?

Ao escutar as palavras, o homem para de se mover por um instante e vira o rosto para Franklin. É difícil distinguir alguma feição daquela distância por trás da grande mancha de sangue que cobre sua face, mas seus olhos esbugalhados destacam-se. As luzes começam a piscar freneticamente agora. Em um movimento só, o sujeito levanta-se, revelando uma pistola, segurada em sua mão esquerda. Sem espera, ele dispara contra Franklin, que tenta desviar com um movimento rápido para a direita, mas sem sucesso. O tiro percorre os cinco metros que separam os dois e choca-se contra o peito do Gangrel, ferindo-o, apesar de sua resistência sobrenatural (Machucado). Fora pego desprevenido, talvez fosse hora de uma ação mais incisiva.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Wolverine Heart em Dom Out 07, 2018 6:55 pm

A informação de que havia um tremere em ascensão na região, faz o salubri vibrar internamente, sua fúria estava controlada e adormecida a muitos anos, mas algo o alertava que ela estava prestes a despertar. Azmaliel sabe que não pode desapontar seu mentor, cumprir a missão é a única opção, ele sabe que isto trará prestigio ambos.

Descobrir o que houve com seu irmão de seita e rastrear um possível tremere são seus novos objetivos, nada melhor que começar procurando no último refúgio do desaparecido.

“Falhar não é uma opção, nunca foi.”

Azmaliel analisava atentamente o diário, procurando algo útil entre as informações aparentemente desconexas, localizou alguns endereços e nomes, que apesar de não significarem algo ainda, merecem ser checados, seu novo destino é o centro da cidade.  

“Encontrar um celular aqui, não seria nada mal.“

O salubri estava pensativo e tentando conectar as pontas soltas, mas ao perceber que alguém se aproxima, desembainha sua espada em um movimento rápido e silencioso a mantendo sobre as pernas, apaga a luz do abajur, imerge na escuridão do quarto (Ofuscação), aguardando alguém entrar.
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Re: O Véu Negro

Mensagem por Rebelk em Seg Out 08, 2018 8:46 am

Fox escreveu:
Franklin Oswald Walker

Ao escutar as palavras, o homem para de se mover por um instante e vira o rosto para Franklin. É difícil distinguir alguma feição daquela distância por trás da grande mancha de sangue que cobre sua face, mas seus olhos esbugalhados destacam-se. As luzes começam a piscar freneticamente agora. Em um movimento só, o sujeito levanta-se, revelando uma pistola, segurada em sua mão esquerda. Sem espera, ele dispara contra Franklin, que tenta desviar com um movimento rápido para a direita, mas sem sucesso. O tiro percorre os cinco metros que separam os dois e choca-se contra o peito do Gangrel, ferindo-o, apesar de sua resistência sobrenatural (Machucado). Fora pego desprevenido, talvez fosse hora de uma ação mais incisiva.

O disparo não surpreende o Gangrel, mais mesmo assim Franklin se irrita a ação do desconhecido. Por puro reflexo de combate faz seu vitae trabalhar para aumentar seu poder de combate. 1 pds para destreza Sem tirar os olhos de seu agressor o Gangrel tateia seu ferimento e diz:

-CARALHO! Essa doeu!

Enquanto fala o Gangrel já está partindo para cima do individuo. Ataque com Garras.
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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Ter Out 09, 2018 10:06 am

Franklin Oswald Walker

Franklin se irrita, enquanto seu sangue fervilha, melhorando suas capacidades físicas. Ele parte para cima do homem como uma locomotiva desgovernada, ignorando a pistola apontada em sua direção. Em desespero, o sujeito larga a arma e tenta fugir, mas seu perseguidor é mais rápido. Com um golpe rápido, o Gangrel acerta a lateral do abdômen, que espirra sangue, empoçando ainda mais no convés. O cheiro férrico eleva-se além do já presente no ambiente. O corpo, preso as suas garras, desfalece em poucos instantes. Um mortal afinal de contas. Teria sido ele mesmo o autor de toda aquela carnificina?

As luzes deixam de piscar e as sombras tomam conta do ambiente. Ainda é possível distinguir bem as formas e as cores com certa dificuldade, mas alguns detalhes são perdidos pelos olhos. As nuvens, que encobrem boa parte do luar, movem-se pelo céu numa dança lenta e monótona. Franklin consegue ver o brilho leve de uma lâmina grande, que repousa na base da torre, onde o homem sentava-se segundos atrás. Olhando ao redor, para fora da embarcação, ele consegue identificar uma pequena ilha, onde o navio encalhou. Na outra direção, ao longe, é possível ver um farol destacando-se no ambiente noturno. Ele lembra-se que Salem, sua cidade de partida, possuía um farol semelhante.


Última edição por Fox em Ter Out 09, 2018 11:55 pm, editado 1 vez(es)

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Ter Out 09, 2018 10:58 am

Azmaliel

Debruçado sobre o mapa, Azmaliel traçava seu novo caminho quando um ruído o alerta de intrusos. A lâmina sai com rapidez de sua bainha, num movimento silencioso, enquanto o abajur é desligado. Ele se questiona se a luz foi notada antes disso. Os passos que se aproximam são lentos e cautelosos, por sorte o Salubri notara-os a tempo. Um manto de sombras cobre-o instantaneamente, permanecendo como uma névoa sobre seu corpo imóvel. Da posição que ele está, o som vem da direita, mas logo ele muda de direção, como se a fonte estivesse dando voltas na casa. Uma... duas... a terceira volta é interrompida. O canto de sua visão percebe o diário deixado sobre a escrivaninha, que talvez devesse estar guardado consigo. A porta de entrada da casa range levemente até ser interrompido por uma voz baixa.

- D, a casa está vazia, já é a quarta vez nessa semana.

- Cale a boca. - outra voz responde.

- Vamos investigar os outros locais, talvez no teatro... Os outros já devem ter encontrado algo.

O silêncio reina por um instante. Azmaliel aguarda pacientemente, com sua katana em punho. A porta range novamente e é fechada. O som de passos, agora menos cautelosos, começa a se distanciar da casa.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Rebelk em Ter Out 09, 2018 11:24 am

Fox escreveu:
Franklin Oswald Walker

Franklin se irrita, enquanto seu sangue fervilha, melhorando suas capacidades físicas. Ele parte para cima do homem como uma locomotiva desgovernada, ignorando a pistola apontada em sua direção. Em desespero, o sujeito larga a arma e tenta fugir, mas seu perseguidor é mais rápido. Com um golpe rápido, o Gangrel acerta a lateral do abdômen, que espirra sangue, empoçando ainda mais no convés. O cheiro férrico eleva-se além do já presente no ambiente. O corpo, preso as suas garras, desfalece em poucos instantes. Um mortal afinal de contas. Teria sido ele mesmo o autor de toda aquela carnificina?


Assim que aplica um golpe mortal e percebe que seu atacante nada mais era do que um gado insano, Franklin ativa um de seus dons de caim {Olhos da Besta} para observar tudo ao seu redor.

Fox escreveu:As luzes deixam de piscar e as sombras tomam conta do ambiente. Ainda é possível distinguir bem as formas e as cores com certa dificuldade, mas alguns detalhes são perdidos pelos olhos. As nuvem, que encobrem boa parte do luar, movem-se pelo céu numa dança lenta e monótona. Franklin consegue ver o brilho leve de uma lâmina grande, que repousa na base da torre, onde o homem sentava-se segundos atrás. Olhando ao redor, para fora da embarcação, ele consegue identificar uma pequena ilha, onde o navio encalhou. Na outra direção, ao longe, é possível ver um farol destacando-se no ambiente noturno. Ele lembra-se que Salem, sua cidade de partida, possuía um farol semelhante.

Assim que avista o Farol percebe que não chegou sequer a sair do ponto de partida.

* Por Caim! o que aconteceu? Um mortal surta logo no inicio da viagem? Muito estranho... É melhor eu dar no pé antes que a policia chegue, afinal um navio desse tamanho perto do farol não deve demorar muito pra policia chegar.*

Recolhe a arma revista o mortal atrás de alguma informação. Se tudo estiver normal, volta para o seu container pois ainda tem uma ponta solta, afinal seu lanche agora é uma ponta solta.

*Uma pessoa morta não servirá de alimento no futuro.* Franklin tem isso enraizado dentro de si. *Tenho que resolver isso, ele viu demais sabe demais, não quero ninguém na minha cola por um linguarudo... Pense Frankiln, pense!

Assim que entra no container começa a pegar suas coisas sem dar muita atenção para o mortal e quando termina de se arrumar olha para ele e diz:

- O que eu faço com você? Pausa - Já sei! Franklin diz isso como se a ideia acabasse de lhe ocorrer.

Vai até o homem e antes de tirar a mordaça diz:

- Um único ruído seu e eu te mato! {Intimidação + Olhos da Besta que ainda está ativo}

Tira a mordaça do homem e despeja um pouco de seu vitae na boca do gado.

*Se a intimidação não funcionar pelo menos o poder do sangue deve deixa-lo mais dócil as minhas ordens.

Espera alguns segundos para ver se ele vai continuar a se debater ou algo do tipo. Se não, Franklin retira as cordas que limitam os movimentos do homem e diz:

-Siga-me em silencio! Seu tom é imperativo e não deixa ambiguidades. Siga ou morra...

No meio do caminho para fora do Navio o Cainita pensa.

* Aquele mortal... Por quê? Não foi ele, com certeza não...*

Observa a movimentação externa ao navio e se ainda tiver tempo tenta procurar por pistas do real causador de tudo aquilo.

- Ei Você! Vista alguma coisa!

{Off: Se ele não estiver colaborando vai deixa-lo desacordado com a arma do crime onde o outro mortal estava. Se ainda hover tempo continuo assim:}

Procura por qualquer pista e de quebra algo rato ou animal que posso estar no local.
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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Ter Out 09, 2018 2:46 pm

Aparentemente deu certo a manobra de quebrar a mente do policial, ele imediatamente se torna menos hostil, e o simples fato dele não querer arrastar Stanis para a delegacia já era por si só uma vitória.

- Sou de Nova Orléans estou no encalço de um assassino, o caso é meio nebuloso, não tenho retrata falado, apenas sei que ele está envolvido em cultos de bruxaria, e um contato me informou que um ritual semelhante do que foi usado havia ocorrido aqui nessa cidade. O vampiro faz uma pausa relaxando os músculos, internamente ele agradeceu por não ter que matar esse mortal.

- Vi uma movimentação aqui, quando cheguei fui nocauteado e acordei aqui, ao descer vi o cadáver aqui. Diz Stanislav tentando ser o mais convincente possível naquela meia verdade.

- Parece pagão. Diz Stanislav olhando o corpo.
- Aliás posso ir ou estou preso. Indaga ele sorrindo.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Wolverine Heart em Ter Out 09, 2018 9:01 pm

“Da posição que ele está, o som vem da direita, mas logo ele muda de direção, como se a fonte estivesse dando voltas na casa. Uma... duas... a terceira volta é interrompida.”

“São dois!? talvez três. Canitas ou bolsas de sangue?  ”

Azmaliel se mantem imóvel, aguardando seja lá quem for, estar a seu alcance.

“A porta de entrada da casa range levemente até ser interrompido por uma voz baixa.
- D, a casa está vazia, já é a quarta vez nessa semana.
- Cale a boca. - outra voz responde.”

“Quarta vez? Mas porquê? Não sou o único a procurar ele.”

“- Vamos investigar os outros locais, talvez no teatro... Os outros já devem ter encontrado algo.”

“Outros.. um bando possivelmente?! mas não com tanta pressa D, tenho algumas perguntas!”

Quando o salubri percebe que os passos estão se distanciando, guarda o diário em sua mochila, abre a porta com cuidado, se move o mais rápido possível para fora do local evitando chamar atenção, ao chegar a parte externa da casa, faz uma busca rapidamente com os olhos para ter certeza que eram somente os dois e conta com a escuridão do ambiente (presença invisível) para se aproximar dos indivíduos que estavam se retirando.

{Off: Se o Az tiver certeza que são apenas os dois, vai se aproximar ofuscado, usar o sangue para ativar “vingança de Samiel” antes de entrar em combate, e arrancar a cabeça de um deles com um golpe de espada, de preferência o que representar maior perigo para ele. Depois conversar com o outro ou oque sobrar dele.}
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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qua Out 10, 2018 11:40 am

Franklin Oswald Walker

O corpo do mortal tomba aos pés do Gangrel, que ignora-o por alguns instantes. Seus olhos acendem como duas tochas, clareando sua visão na noite escura. Embora seu poder do sangue lhe dê certa vantagem nesse ambiente, no momento nada desperta sua atenção. Ele guarda a pistola que fez o ferimento em seu peito e, então, investiga o corpo do homem. Os documentos numa carteira sem dinheiro revelam o nome, a idade e nacionalidade do indivíduo: Dorey Stan, 43 anos, americano. Também havia uma licença internacional, indicando que seu trabalho o levava para fora do país. Tudo apontava que ele era um dos tripulantes do navio de carga. Mas nenhuma pista sobre os assassinatos e a situação da embarcação.

Franklin olha ao redor novamente. O farol gira numa velocidade lenta uniforme. Os contêineres multicoloridos rangem de vez em quando. A lâmina ensanguentada de um machete repousa sobre a base da torre branca. Os corpos mutilados permanecem inertes.

O Gangrel retorna até o paralelepípedo metálico em que estava. Havia no mínimo um mortal vivo nessa embarcação e ele não podia ser deixado assim. Franklin coleta suas coisas, não havia muito, na verdade, e então se volta para o homem careca e acima do peso. Apesar das palavras intimidadoras, ele não esboça reação, demonstrando estar num estado de semi consciência. Boa parte do seu sangue havia sido drenada, além de estar a quase um dia sem comer nada, portanto a fraqueza era esperada. No entanto, no momento em que o vitae escorre das veias do Cainita até sua garganta, ele aviva-se. Seus olhos adquirem um aspecto de compreensão e também de medo. Ele instantaneamente recua, mas quando Franklin remove suas restrições e reforça a ordem, ele obedece em silêncio.

Os dois percorrem as “vielas” mal iluminadas da embarcação. O mortal acompanha com extrema dificuldade, seja pela falta de iluminação, seja pela falta de energia que acomete seu corpo e seus sentidos. Franklin, por sua vez, procura por pistas. Toda aquela situação o deixava apreensivo e curioso, portanto tentava buscar alguma resposta mais satisfatória do que só “o cara enlouqueceu”. A busca o leva à ponte, local onde fica a sala de navegação e os dormitórios. Ele sobe as escadas e percorre os corredores semi labirínticos, para alguém que nunca esteve em um navio daquele porte. Passando por salas fechadas e paredes com respingos de sangue, enfim chega ao local planejado. Depois de alguns instantes, o careca acompanha-o ofegante.

- Ei Você! Vista alguma coisa!

O homem pega um casaco grande jogado sobre uma cadeira e amarra na cintura. Ao fazer isso, ele derruba um caderno pequeno no chão. Franklin apanha o pequeno objeto e o folheia. O caderno é aparentemente um diário de bordo, que resume os acontecimentos vivenciados, já que no século atual costuma-se gravar um descritivo em áudio com o mesmo propósito. O Gangrel vai para a data mais recente, encontrando um relato que se destaca:

05AM - Apesar da manutenção do material ter sido recente, as bobinas da hélice estavam todas danificadas. Por sorte, havia diversas bobinas reservas disponíveis.
04PM - A troca das bobinas levou quase o dia inteiro, o que atrasou a partida.
06PM - Após a partida, algumas luzes de navegação deram defeito. Teremos de retornar ao porto para manutenção.


Um som alto interrompe a leitura de Franklin. Um xiado vindo do aparelho de comunicação. A príncípio não é possível compreender as palavras, mas aos poucos a interferência vai diminuindo. A voz feminina é rouca e monotônica.

- Ce... Ka..... Ce... rio... ge... ka.....  Ce... rio... dge... Karen..... Cemitério Bridge Karen. – a transmissão encerra.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qua Out 10, 2018 2:55 pm

Stanislav Nottinghan

Stanislav responde às perguntas do oficial tão bem quanto pode. Ele não sabia até quando sua história ia ser convincente, então tentava usar sua lábia para sair dali o mais rápido possível.

- Sou de Nova Orléans estou no encalço de um assassino, o caso é meio nebuloso, não tenho retrato falado, apenas sei que ele está envolvido em cultos de bruxaria, e um contato me informou que um ritual semelhante do que foi usado havia ocorrido aqui nessa cidade. Vi uma movimentação aqui, quando cheguei fui nocauteado e acordei aqui, ao descer vi o cadáver aqui.

- Não é a primeira vez que isso acontece, mas é o primeiro caso com vítimas. - o rosto do oficial parece pensativo.

- Parece pagão. Aliás posso ir ou estou preso?

- Você não está preso, mas também não pode ir. Teremos que checar seu ID e fazermos algumas perguntas. Mas não precisará ir à delegacia se estiver tudo ok.

As coisas complicavam-se, Stanislav não sabia até onde poderia levar aquela mentira. Mas antes que ele possa tomar alguma atitude, outra pessoa chega na cena com pressa. Uma mulher, também trajando uniforme policial. Ela é bem mais baixa do que Brenham, traços latinos e com cabelos negros presos num coque. Ela segura uma pistola e se dirige ao seu parceiro logo quando desce a escadaria de pedra.

- Brenham, o que houve? - fala ela em tom surpreso.

- Este é o detetive... preciso que você verifique as credenciais dele com a central enquanto eu olho o corpo. Ele aparentemente tem investigado um caso que tem relação com o nosso. Acabou chegando aqui antes de nós e foi apagado.

Ela acena positivamente com a cabeça, guardando a arma no coldre. Então, se aproxima de Stanislav, enquanto usa o rádio para se comunicar com alguém. O outro oficial põe um par de luvas de plástico e continua a investigar o cadáver.

- Central, aqui é 22. Preciso confirmar as credenciais de um detetive. - ela volta-se para o Tremere - Como é mesmo o seu nome? Preciso dos seus documentos.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qui Out 11, 2018 11:18 am

Azmaliel

Azmaliel percebe que não era o único investigando a região, porém as informações da suposta dupla poderiam ser suas também. Ele pega o diário da escrivaninha, fechando-o junto com o mapa, e guarda em sua mochila. Quando os passos se distanciam o suficiente, ele se esgueira e sai da casa em silêncio. A rua é escura, poucos postes e poucas casas com luzes acesas para clarear o caminho, era o ambiente perfeito. As sombras o encobrem mais uma vez, à medida que ele usa os locais mais escuros para se aproximar de seus alvos. Realmente eram só dois, ambos homens, um levemente mais alto que o outro. Eles caminham juntos no acostamento, em direção ao centro da cidade, ambos usando sobretudo e chapéu.

Os passos de Azmaliel são precisos e silenciosos, aproximando-se cada vez mais da dupla. Ele se faz valer do dom da casta guerreira de Samiel, fazendo seu sangue fervilhar. Seus músculos contraem-se e enrijecem, sua cicatriz na testa abre-se num terrível olho que brilha como uma chama acesa. Com seu objetivo em mente, era como se seu corpo se movesse sozinho. Sua espada, já fora da bainha, é segurada com as duas mãos, e num movimento semi circular de perfeição plástica, girando o quadril em seguida do tronco, o Salubri acerta o pescoço do sujeito de maior estatura. O golpe é certeiro, porém não possui força suficiente para decepar o homem, que cai morto com sangue jorrando e sua cabeça ainda presa ao corpo.

O segundo alvo se assusta, pulando para longe da cena. Ele olha para o seu companheiro e depois para o assassino, e então tenta puxar uma arma de dentro do seu sobretudo. Esse momento de hesitação é suficiente para Azmaliel girar sobre seu próprio corpo e chutar a pistola para longe de sua mão. O homem então puxa uma estaca e ataca o vampiro, que tenta desviar. O movimento não é completo, mas suficiente para mudar o local atingido de seu coração para seu ombro (Escoriado). Então, aproveitando a distância entre os dois, o Salubri desfere uma joelhada no estômago e logo em seguida uma rasteira, caindo sobre o seu inimigo com a katana posta lateralmente sobre seu pescoço. Agora, o sujeito com ódio no olhar estava sujeito à vontade do Cainita.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Wolverine Heart em Sex Out 12, 2018 10:23 pm

Azmaliel costuma agir de maneira raciocinada e contida, mas as circunstancias o forçaram a agir impetuosamente, foram alguns segundos, um dos inimigos caiu no primeiro golpe, o segundo esboçou uma reação mas foi contido.
“Ele tinha uma maldita estaca!?”

--Vamos lá! Puxe outra estaca de madeira! Esboça um sorriso sarcástico e diabólico.

--O que você está fazendo aqui? E porquê? Quem são os outros? E o que estão procurando?  
Antes que seu oponente responda algo, Azmaliel pressiona sua Katana contra o pescoço o suficiente abrir um pequeno corte.  

--Não enrole! ou arranco sua cabeça!

Olha para os lados para se certificar que ninguém se aproxima.

0ff:
Se ele responder qualquer coisa que não seja o que o Salubri perguntou, as ações seguem abaixo:

-Vai ser uma longa e dolorosa noite para você.

Bate com sua cabeça bem no meio do rosto de seu oponente, forte o suficiente para arrebentar o nariz e quebrar alguns dentes, se uma não for o suficiente para o deixar desacordado, bate novamente até ele desacordar (não matar). Revista os dois corpos, procurando armas (guarda as estacas consigo), telefones celulares, carteira, documentos, chaves etc. Primeiro arrasta o que está desacordado para dentro da casa, usa o sobretudo ou qualquer outro pedaço de pano para amarrar e amordaçar o oponente desacordado. Sai de dentro do local por alguns minutos, se mantem em silêncio e ofuscado observando em volta, para se certificar que não havia mais ninguém, arrasta o outro corpo para dentro. Volta para o oponente ainda amordaçado, o Salubri encosta sua mão no rosto do adversário, e olhando calmamente em seus olhos diz:

--Queime! (usa Toque Ardente)

Usa o suficiente para que sua vítima se urine ou volte a desmaiar, retira sua mão, aguarda alguns minutos e faz as perguntas novamente.

“Vamos ver quanto tempo você aguenta, quem são esses dois? para quem estão trabalhando?“

--Me diga oque quero saber, e você não vai mais sofrer. Oque você estava fazendo aqui? E porquê? Quem são os outros? E o que estão procurando?
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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Seg Out 15, 2018 6:44 pm

Stanislav já esperava por algo assim, é o procedimento operacional padrão, identificar suspeitos e ou envolvidos nas cenas de crime, bom, ele já lidou antes com policiais humanos e com oficiais da camarilha e do Sabá, no primeiro caso, não entregando o que lhe era pedido seria interrogado no distrito policial, e como esperado não encontrariam nenhuma identificação possível, as digitais não o levariam a nada, e isso geraria uma ameaça a máscara.

Bom aí entraria os oficiais da camarilla, se o príncipe soubesse disso e ele saberia, afinal a maioria dos príncipes e líderes tem olhos nas delegacias de suas cidades. Tendo tudo isso em conta Stanislav decidiu agora por conta própria não iria querer atenção indesejada.

- Acredito não poder ajudar nesse sentido, parece que fui roubado também. Diz ele enfiando as mãos nos bolsos.

Stanislav então traça um plano para aquela dupla de mortais, iria tentar não causar nenhum ferimento que fosse permanente, mas deveria proteger a máscara e sua investigação.

- Mas acho que sei onde está. Diz ele indo em direção onde a policial entrou, presumindo que o policial masculino resolva deter ele, imediatamente ele usa Movimento da mente 4 para torcer a perna do policial, ao fazer isso ele grita em um profundo tom de preocupação.

- Cuidado, aí está escorregadio. Se tudo desse certo ele quebraria a perna do policial impondo um campo de força mental e dissimularia como se o próprio policial estivesse escorregado.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Ter Out 16, 2018 4:00 pm

Azmaliel

A precisão e habilidade do Salubri o colocavam em uma situação de vantagem. Após a queda, o chapéu do homem cai, revelando um rosto jovem, com sobrancelhas e lábios finos. Seu olhar é uma mistura de ódio e medo, dois dos sentimentos humanos mais fortes. Azmaliel concentra-se em deixar claro seu poder e em minar a confiança de sua presa.

- O que você está fazendo aqui? E porquê? Quem são os outros? E o que estão procurando? Não enrole! ou arranco sua cabeça!

O homem permanece calado. Lágrimas vertem em seu rosto enquanto um filete se sangue desliza sobre seu pescoço cortado pelo fio impecável da katana. A noite permanece silenciosa...

Não havia porque continuar interrogando o homem ali no meio da rua. O Salubri tinha tempo para fazer isso, a noite inteira. Ele desfere um soco que quase desloca a mandíbula do jovem, espirrando mais sangue sobre a rua e desmaiando-o. Os dois sujeitos portavam vários objetos: uma estaca cada, uma faca cada, uma pistola cada, um molho com três chaves, e documentos. Estes últimos eram documentos de investigadores do governo com suas respectivas fotos (morto e capturado) e os nomes de Nolan Kay e Oldec Herman. Depois de vasculhar seus pertences, Azmaliel carrega o homem desacordado até a casa, usando lençóis velhos para amarra-lo à única cadeira no recinto. Ele, então, se distancia e observa de longe a casa e a rua. Alguns minutos se passam, mais o ambiente continua o mesmo.

Ele retorna até a rua e carrega o corpo restante para a casa. O sangue que sai do pescoço semi decepado já havia feito uma enorme poça e espalha-se à medida que Azmaliel move o cadáver. Por fim, ele se volta para o mortal ainda vivo. Era hora de obter respostas. O vitae flui em seu corpo, invocando seu dom sobrenatural. O jovem desperta com uma dor excruciante, e um grito de desespero é emitido sob a mordaça. O Salubri retorna a fazer as mesmas perguntas, mas o alvo da tortura é forte e se mantém calado...

O processo já durava mais de meia hora e o homem já havia desmaiando duas vezes antes de concordar em dizer alguma coisa. Azmaliel já pensava em outra forma de fazê-lo falar quando a dor sobrenatural quebra a vontade do mortal. Ele baba e seus olhos parecem ter dificuldade em se manter abertos, mas o movimento com a cabeça era um sinal de que concordava em ceder. Quando sua mordaça é removida, ele balbucia alguns segundos antes de palavras concretas se formarem em sua boca.

- Investigamos o homem que se esconde aqui. Ele é como você, um servo do demônio.- ele faz uma pausa para recuperar o fôlego - A família Miller, eles...

Antes que o jovem complete suas palavras, algo voa pela janela, rasgando a cortina que a cobria, e crava no lado direito do crânio do interrogado. Uma flecha. O corpo amolece imediatamente e os olhos congelam em uma expressão aterrorizada. Azmaliel rapidamente usa a cobertura da parede ao lado e, movendo a cortina, ele olha de relance para o local de onde veio a seta. Apenas um campo de grama e arbustos vazio, que leva até um bosque de árvores sem folhas. Nenhum sinal da origem do ataque.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por Fox em Qua Out 17, 2018 11:00 am

Stanislav Nottinghan

Stanislav analisa sua situação, pesando entre as ações que poderiam ser feitas contra os policiais e uma possível quebra da Máscara caso tentasse levar sua mentira adiante. Ele tinha que ser cuidadoso, já que estava em um território estranho, mas sua sobrevivência e seu objetivo tinham igual importância. Ele decide, então, tomar um curso de ação mais ousado.

- Acredito não poder ajudar nesse sentido, parece que fui roubado também. Mas acho que sei onde está.

Ao se dirigir à entrada, a policial com quem conversava tenta impedi-lo, pondo a mão sobre o seu ombro. Neste mesmo momento, o policial masculino, que averiguava o corpo, se ergue. Stanislav aproveita esse instante e invoca seu Poder do Sangue, impondo um controle mental sobre a perna do homem, torcendo o joelho. Brenham cai imediatamente no chão, gritando de dor, com o osso deslocado e a parte inferior de sua perna esquerda virada levemente para fora do seu eixo natural. A policial olha assustada.

- Cuidado, aí está escorregadio.

- AAAAI, MINHA PERNA!! QUEBREI MINHA PERNA!!!

A mulher corre para socorrer o seu parceiro, que tenta resistir à dor. Stanislav, porém, em meio aos gritos, começa a escutar um murmúrio. É difícil distinguir de onde vem e os policiais parecem não notar, mas o som do lamento rouco incessante começa a se erguer lentamente.

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Re: O Véu Negro

Mensagem por @nonimous em Qua Out 17, 2018 11:09 pm

O plano segui como planejado, o policial sofre uma torção no joelho, provavelmente rompeu seu menisco e com um pouco de sorte nenhum osso foi quebrado, mas mesmo o Tremere não poderia garantir isso, afinal ele impôs uma quantidade absurda de força mental no joelho do mortal, aquilo seria o suficiente para erguer ele do chão.

Aproveitando se dá situação Stannis prepara sua saída é notório que a policial ficaria para prestar socorro a seu parceiro, isso seria o mais humano a se fazer, e por um momento ele pensa se fosse uma dupla de imortais.

Saindo furtivamente o vampiro então se depara com murmúrios, e decide não ignorar essa pista, aguçando sua audição ele busca o ponto fulcral só barulho e o segue, de forma cuidadosa, lamentando pelo oficial.

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