Lobisomem (Universidade dos Lobos)

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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Nov 09, 2018 7:22 pm

O Roedor sentia que a atenção da plateia era toda sua. Ele sorri mentalmente diante do controle que suas palavras adquiriam no meio dos seus. Ele escuta as palavras de Marcos, as ditas em alto e bom som e as que são cochichadas. Pedro sabia muito bem porque não poderia tomar a liderança do grupo mais uma vez... ele sabia que a tal da Nação Garou tinha suas leis e que colocar-se no centro das atenções como um líder poderia ser arriscado para a manutenção do Véu. Por vezes, ele até se questionava se estava sendo responsável o suficiente ainda andando com os seus colegas. E se entrasse em Frenesi? E se matasse todo o grupo num acesso de raiva? E se atraísse a atenção dos lacaios da Wyrm até os refúgios dos Órfãos? Eram questões que matutavam na sua cabeça diariamente.
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O grupo de Marcos se vai. Estavam a salvos, ao menos por um tempo. Ele se volta para Astuto, quando o mesmo lhe dirige a palavra. Pedro olha para arma, olha para o líder. O Roedor nesse momento não sabia o que fazer. Ele olha pra Astuto mais uma vez, hesitando no que fazer. Por mais alguns segundos, que pareciam uma eternidade, ele se silencia. E então fala:
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'- Não.'
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A persuasão ainda rondava o edifício e Pedro poderia sentir toda a atenção em si. Tinha que aproveitar o momento.
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'- Vamos primeiro resolver essa merda com o Jair... depois vemos se ela fica ou não. Ela já ajudou a gente pra caralho hoje, acredito que não precisemos mais desse tipo de ajuda, mas podemos conversar.' - ele se desvencilha de Astuto e vai até Jair, que parecia emburrado, e pergunta a ele: '- Agora, tira essa cara de quem parece que comeu bosta azeda, e desembucha: De onde tu tirou essa merda dessa arma? Quem foi que te deu isso? E porque raios essa tua cabeça achou que seria uma ideia do caralho levar isso pra um roubo? E se o outro cara também tivesse uma arma? E se alguém atirasse na gente... no Rufino, porra?! O moleque tá assustado, caralho, tu não pensou nisso? E se a polícia pegasse um de nós, você chegou a pensar nessa possibilidade? Eles iriam adorar, não acham? Meter porrada em novinho de rua e talvez conseguir a localização de todos nós?'
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Ele faz uma pausa, dando uma boa olhada em todos e terminando em Rufino.
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'- Enquanto tu corria feito uma criança mijona, eu tive que ajudar o Rufino a fugir! Se os fardados de merda tivessem encostado nele, meu irmão, eu juro... mas eu juro com todas as minhas forças, que quem ia te encher de porrada não ia ser o Marcos, ia ser eu mesmo!'
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Pedro para mais uma vez. Seu peito arfava, raivoso. Ele sentia um rosnado preso em sua garganta. Precisava controlar-se.
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'- Só me responde, cara, por favor. Tu sabe que enquanto eu tava aqui eu sempre te dei carta branca, véi! Tu sabe, não é? Que enquanto neguinho falava mal de ti pelas costas, eu tava aqui, te defendendo, te dando banca. É assim que tu me agradece? Porra, Jair, tu é esperto... tenta usar essa esperteza mais vezes.'
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Pedro “Pedra-no-seu-Caminho”
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Nov 12, 2018 9:31 am

NICOLAS - GRANDE-TRONCO









      Mais um show era realizado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. A banda "Ratos do subúrbio" estava terminando seu último concerto enquanto ouviam os aplausos de dezenas de estudantes (muitos deles totalmente embriagados ou sob efeitos de entorpecentes). O que nenhum deles sequer imaginava é que todos os membros da banda eram o que os humanos costumam chamar de "lobisomens" ou Garou, como eles próprios se intitulam, e que o nome da banda também era o nome da "matilha", assim como os nomes artísticos dos membros também eram seus nomes Garou:

Diego: Ronco-de-motor (vocal):

Brianna: "Língua-de-veludo" Vocal:

Alexandre: "Arame-farpado" guitarra:

Lucas: "Grande-tronco" bateria:


      Enquanto Lucas ainda estava no palco, uma roupa de baixo feminina era arremessada contra ele por alguma fã da plateia. Diego e Alexandre riam da situação, enquanto Brianna lhe lançava um olhar fulminante. Sua alta estatura, porte avantajado, traços exóticos, combinados com seu magnetismo animal o tornava praticamente irresistível para as fêmeas bêbadas da plateia. Uma delas chegava ao ponto de levantar a blusa e mostrar os seios para o rapaz, gritando para que ele a visse mais tarde no banheiro dos fundos.

***




      Após o show, o grupo se reunia no micro-ônibus que chamavam de casa, dividiam o dinheiro e comiam algumas bobagens. Diego, Brianna e Alexandre dividiam alguns salgadinhos, uma pizza e uma garrafa de coca-cola. Isso não agradava muito o paladar de Nicolas, que devorava diversos espetinhos com algumas latas de cerveja.

- Então, Nicolas, alguma daquelas meninas conheceu o "grande-tronco" ou você negou fogo? - provocava Alexandre aos risos.

- Deixa o cara em paz, Arame-farpado, cê tá é com inveja pq nenhuma daquelas patricinhas jamais te daria uma chance! - dizia Diego.

      Alexandre ficava furioso, largava seu saco de batatinhas-fritas e jogava-se contra Diego, e ambos começavam a se rolar pelo chão como dois cães de rua brigando.

- Querem parar com essa criancice, que ridículo! - desaprovava Brianna.

      Quando os dois se separavam, o celular velho de tela rachada de 10 prestações de Diego tocava. Ele atendia, respondia de forma monossilábica com alguns "aham", "sim", "ok chefia". e se dirigia ao grupo.

- Seguinte, macacada, os playboyzinhos da Serpente do Brejo querem ter uma conversa com a gente. Pelo tom não parece ser nenhum tipo de bronca nem nada, mas acho que aqueles pelêgos querem nos dar alguma missão ou algo do tipo. Como sempre, só lembram que existimos quando precisam de alguém para fazer o trabalho sujo! Querem nos ver agora mesmo na sala do Joelson Fonseca!


OFF: Postagem introdutória, pode interagir com a cena como desejar.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Nov 12, 2018 9:34 am

PEDRO - PEDRA-NO-SEU-CAMINHO


      Pedro respondia "não" para Astuto, que apesar de não parecer surpreso com a resposta, não escondia o rancor.


- Pedro, você sabe que somos uma equipe. Não tente dar uma de espertinho como o Jair, você pode acabar ferrando com todos nós!


- Vamos primeiro resolver essa merda com o Jair... depois vemos se ela fica ou não. Ela já ajudou a gente pra caralho hoje, acredito que não precisemos mais desse tipo de ajuda, mas podemos conversar.' - ele se desvencilha de Astuto e vai até Jair, que parecia emburrado, e pergunta a ele: '- Agora, tira essa cara de quem parece que comeu bosta azeda, e desembucha: De onde tu tirou essa merda dessa arma? Quem foi que te deu isso? E porque raios essa tua cabeça achou que seria uma ideia do caralho levar isso pra um roubo? E se o outro cara também tivesse uma arma? E se alguém atirasse na gente... no Rufino, porra?! O moleque tá assustado, caralho, tu não pensou nisso? E se a polícia pegasse um de nós, você chegou a pensar nessa possibilidade? Eles iriam adorar, não acham? Meter porrada em novinho de rua e talvez conseguir a localização de todos nós?

      Jair mantinha a cara emburrada e procurava não olhar nos olhos de Pedro.  Pedro faz uma pausa e continua:

- Enquanto tu corria feito uma criança mijona, eu tive que ajudar o Rufino a fugir! Se os fardados de merda tivessem encostado nele, meu irmão, eu juro... mas eu juro com todas as minhas forças, que quem ia te encher de porrada não ia ser o Marcos, ia ser eu mesmo!



     O jovem Roedor percebia sua fúria selvagem tentando se manifestar, então respirava fundo para não acabar libertando sua fera interior ali mesmo e continuava dando bronca. Astuto não gostava nem um pouco disso.

- Mermão, você deu uma ajudinha com o Rufino e com aquele safado do Marcos, mas já chega de ficar cantando de galo, aqui somos todos uma equipe, se você não está pronto para receber ordens do líder, talvez seja melhor se virar sozinho!

- Astuto, pega leve, ele salvou o Rufino e impediu que nós caíssemos nas mãos do Marcos sem que nenhuma gota de sangue fosse derramada, deixa o cara falar! - Dizia Juninho.


- Fica na tua, pirralho. Eu poderia ter rasgado o bucho daquele safado do Marcos e terminado com tudo isso se não fosse o Pedrinho querendo bancar o pacifista! E você, seu traíra do caramba, use essa língua para falar antes que eu arranque ela -
Gritava agora para Jair.

      Astuto via sua posição ameaçada, e como bom animal encurralado, tentava provar que ainda era o chefe e impôr respeito. Os olhos de Jair começavam a marejar e ele falava.

- Eu... eu achei isso num beco, eu já disse. Eu atirei no cara por que... por que eu estou cansado de passar fome todo dia, nós roubamos essa comida de passarinho todo dia para quê? Naquela caixa devia ter dinheiro suficiente para nos alimentar por uma semana, talvez até para comprar umas roupas legais, darmos uma volta no centro como adolescentes normais, irmos ao cinema, sairmos com garotas que não riam de nós por sermos pobres...- Então as pernas do menino fraquejavam e ele caia sentado no chão e desatava a chorar - Por que nós temos de viver assim? Eu odeio essa vida, eu odeio todo mundo que tem dinheiro e eu odeio vocês por serem um bando de covardes e se pudesse voltaria atrás e mataria aquele cara de novo e ainda mijaria no buraco da bala! Nós poderíamos ganhar rios de grana como aqueles bandidos que vivem aparecendo no jornal, mas vocês insistem nessa vida ruim de pobre. E daí se formos presos? Aqueles grandes bandidos tem todo mundo no bolso, tem rios de grana, mulheres e sempre dão um jeito de evitar a prisão, apenas ladrõezinhos de galinha como nós vamos pra cadeia e mesmo assim eu duvido que seja pior do que essa vida, pelo menos lá tem comida de graça e um teto para se esconder da chuva! Muito melhor do que viver nesse lixo, ou com um irmão mais velho que volta bêbado para casa e pensa que você é uma menina, EU ODEIO TODOS VOCÊS!

      Todos então se entreolhavam. O que fariam com aquele menino perturbado? Pedro podia perceber que ele estava sendo sincero, exceto na parte em que dizia ter encontrado a arma num beco.


Última edição por Krauzer em Seg Nov 12, 2018 5:08 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Seg Nov 12, 2018 1:42 pm

entao eu saio da forma de galabro e vou tentar entrar em contato com a matilha
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Qui Nov 15, 2018 11:46 am


RYAN - BICO-DE-ÁGUIA


Ryan voltava à sua forma hominídea e saia para procurar algum rastro de seus companheiros que tenham ficado para trás. Por incrível que pareça, a busca não demora muito.

Quando passava por um beco, ouvia um "psiu" vindo de dentro dele. Ao se aproximar, via Raul, também em forma hominídea, escondido em um canto escuro. O suspeito também estava lá, desacordado no chão.

- E agora? Não tenho nem ideia de como vamos fazer para tira-lo daqui. A esta hora a polícia deve estar procurando por toda a cidade seus sequestradores. Mais cedo um mais tarde chegarão até aqui, e se sairmos com esse cara nos ombros, obviamente vão nos encontra!

Caso pergunte se ele viu Vivian, ele diz que também não faz ideia de onde ela esteja. O suspeito parecia ter sofrido uma contusão grave na cabeça, mas ainda respirava e poderia acordar a qualquer momento. Ali não haviam cordas nem nada para prendê-lo. Se ele acordasse e começasse a gritar, eles estariam ferrados.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Qui Nov 15, 2018 12:19 pm

Pedro estava definitivamente se cansando de Astuto... mais uma vez. Ele não queria colocá-lo de novo no seu devido lugar, era arriscado demais para o grupo a existência de um antigo Alfa sobrepujado... um Alfa que não aceitava ser um Beta. Mas o problema não era o Jorge, não naquele momento. Pedro revirava o olhos para o líder e se voltava para o Jair. Esse sim era o seu dever da noite. As palavras do mesmo lhe atingem a boca do estômago e o Roedor percebe que havia atingido o jovem revoltado. Fraquejado, Jair se prostrava e jogava para fora todos os seus demônios. Pedro respira profundamente, seria difícil lidar com aquela opinião.
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Ele sabia que, após enfraquecer o alvo, era necessário reerguê-lo. O momento de xingá-lo havia passado, agora era necessário estender-lhe a mão e mostrar como sua opinião de merda não servia nem pra jogar na lata do lixo. Pedro se ajoelha, ficando olho a olho com Jair, obrigando-o a olhá-lo nos olhos. Ele sentia todos os telespectadores de seu "espetáculo" fuzilando. Ele precisava continuar:
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'- Jair... Jair... A fonte nunca é eterna, meu irmão. Olhe pra essa molecada aqui, olhe pra cada um deles. Tu acha que o que tinha dentro daquela caixa ia dar jeito na vida de todos nós? A bufunfa ia acabar, íamos ter que roubar de novo de todo jeito... Eu entendo tu odiar os granfino de merda dessa cidade de merda...'-  nesse momento ele pousa suas mãos nos ombros do companheiro. '- ...Eu odeio eles tanto quanto você! Mas matar um funcionário que tem duas notas de dez a mais que nós não vai fazer diferença nenhuma, cara! Me chame de covarde por isso, eu aceito o codinome com prazer. Se isso significa que eu não tô matando gente pobre feito a gente, então eu sou um covardão do caralho, meu irmão! Eu sou o rei dos covardes!'
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Pedro interrompe a fala depois do fim do relato do companheiro. O irmão o estava molestando? Era isso? Aquilo enchia o peito do Galliard de Fúria. Ele não podia deixar que aquilo continuasse.
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'- Jair, você não pode deixar que o ódio te consuma, meu irmão. Não se deixe enganar por essa ilusão de vida fácil... gente como a gente sempre tem o mesmo fim, então precisamos ser fortes. Mas, por favor, não se deixe levar pela raiva. Isso vai te cegar e vai te levar pra merda muito rápido... e eu não vou poder te defender se isso acontecer de novo. -' ele falava essas últimas palavras aos cochichos, só para o companheiro escutá-la.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Nov 19, 2018 2:58 pm

PEDRO - PEDRA-NO-SEU-CAMINHO


      Em um ato de compaixão por seu colega das ruas, Pedro usa de toda a sua empatia para tranquilizar o jovem revoltado. Sobre a fala final do garoto, Pedro se pergunta se teria ouvido corretamente. O irmão mais velho de Jair estaria molestando-o? Ele preferia não falar sobre isso na frente do outros e não naquele momento, mas se este fosse o caso, isso teria de ser resolvido rapidamente.

      Ao final da fala de Pedro, Jair o abraça como se este fosse seu pai, e volta a chorar novamente, molhando a camiseta de Pedro com lágrimas salgadas.

- Me desculpa por ter dito aquilo, Pedro, eu não odeio você!

      Os órfãos permitem que o garoto permaneça chorando por alguns minutos, até que Astuto finalmente se pronuncia:


- Bom, pelo menos nada de ruim aconteceu. Ninguém foi preso, despistamos os policiais. O garoto apenas fez uma burrada, acredito que deixar ele uma semana "de castigo" cuidando da torre seja o suficiente... mas se voltar a fazer outra bobagem, já sabe, pé na bunda do nosso bando! Quanto a essa arma, eu como líder do bando proponho uma votação para decidir o que faremos com ela. Eu sugiro que a guardemos! E vocês?


- Eu sou a favor de nos livrarmos disso. Se a polícia chegar a nos pegar com uma dessas vai ser ainda pior! - Diz Juninho.

- Eu também, isso já nos causou muita encrenca por hoje! - Diz Rufino.

- Afff, certo, se livra dessa coisa logo, Pedro! E por falar nisso, onde você e Rufino estiveram esse tempo todo? Pensei até que a polícia tivesse pegado vocês e após uma ou duas bofetadas tivessem entregado todo mundo!

***

      Após a discussão, o grupo divide o que conseguiram roubar para comer antes de dormirem. Em situações como esta, o grupo costumava se revezar para que pelo menos um deles permanecesse vigiando da torre à noite para poder acordar os outros em caso de perigo. O primeiro vigia da noite seria Jair, que permaneceria atuando como vigia por duas horas, então acordaria outro para ocupar seu lugar pelas próximas duas horas e assim por diante.

OFF: Se assim desejar, pode usar este tempo para interagir ou fazer o que desejar em seu horário de turno.

***

      Na manhã seguinte, Pedro acordava empolgado para encontrar-se novamente com Tito em seu beco. Astuto já ia organizando o grupo para aplicarem golpes neste dia, dividindo-o em duas duplas. Jair ficaria cuidando da "base", Astuto e Rufino iriam praticar furtos no bairro de Consolação enquanto Pedro e Juninho iriam para o centro (Pedro poderia utilizar este tempo para ir até Tito, resta saber se ele levaria Juninho consigo ou não).
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Qua Nov 21, 2018 6:35 pm


HUNTER LOCKWOOD - ÁGUIA-DE-SANGUE











     Aquela era mais uma noite comum para Hunter, que estava fazendo um bico como segurança de uma badalada boate de SP. Ultimamente, suas noites eram sempre as mesmas, trabalhar para dar segurança a hedonistas embriagados que se divertiam em sua frente, enquanto tinha de ficar 8 horas de pé, cuidando para que nenhum deles iniciasse uma briga. Não que ele estivesse reclamando, o dinheiro pago até que era razoável, principalmente se levar em conta a crise no país, e o fato de poucas boates toparem contratá-lo ultimamente. Será que seu rosto afugentava clientes? Será que achavam ele muito jovem ou "pequeno" para o trabalho?! Seja lá como for, sua namorada, Alice, ganhava bem mais, mas o fato de trabalharem em turnos opostos fazia com que passassem muito pouco tempo juntos durante a semana.

      Enquanto estava de olho em homem que havia acabado de sair do banheiro falando de forma estranha (muito provavelmente após ter usado alguma droga lá dentro), seu celular vibrava. Ele o olhava rapidamente e não era outra senão sua tia, Lorraine. Hunter não costumava se distrair com telefonemas durante o horário de trabalho, mas se ela estava ligando a essa hora, é bem provável que fosse importante.

      Hunter segue para o banheiro e atende:

- Alô, Hunter? Pelo som imagino que esteja em horário de expediente, desculpe mas é importante!

      Após uma pequena pausa, ela continua.

- Lembra do Joelson Fonseca Filho, o líder do Caern da USP? Bem, ele entrou em contato comigo hoje cedo. Eu estava ocupada em uma missão e apenas fui ver a mensagem agora. É o seguinte, parece que uma nova matilha de novatos está se formando, você deveria estar entre eles, mas como não pude te avisar a tempo, você não participou da reunião. Liguei novamente para Joelson para me desculpar, e ele disse que você ainda pode se juntar ao grupo, inclusive eles já estão em sua primeira missão e é bom que você participe. Ele me disse para mandá-lo até o bosque de Biologia para vê-lo. Por favor, compareça ao local, será uma grande oportunidade para você se tornar um legítimo soldado de Gaia. Até mais!

      Ao desligar o telefone, Hunter percebe que ainda faltam duas horas para seu trabalho terminar.

OFF: Aqui há duas opções, você pode esperar duas horas para seguir até o Bosque de Biologia da USP (possivelmente deixando Joelson desapontado) ou de alguma forma, sair antes da hora e ir direto ao local (deixando uma má impressão nos seus contratantes, mas chegando no horário até a USP). Independente de sua escolha, segue a cena:

***




      Não era difícil para Hunter adentrar o bosque à noite, e para sua surpresa, ele não era o único perambulando por lá. Ele podia ver dois ou três estudantes universitários seguindo até uma clareira onde estava um homem sentado... fumando um baseado.







      Vários estudantes esgueiravam-se até o homem para comprar maconha. Hunter já havia ouvido falar que haviam muitos noiados nas áreas verdes da USP aproveitando-se do fato da polícia não poder invadir o campus para revistá-los. Essa seria a futura elite intelectual do país?!

      Enquanto os jovens saiam após fazerem a compra e fumarem ali mesmo, o traficante aproximava o rosto dos pacotes de erva e conversava com eles:

- Não se preocupem, menininhas, o papai vai fumar vocês todinhas!- Então ele enrolava um enorme baseado e começava a fumar como uma chaminé.



      Hunter então foi distraído por uma visão infernal que só poderia ter sido vomitada direto do útero da própria Wyrm. Uma criatura humanoide (que mais tarde constatou tratar-se de uma mulher nua, totalmente fora de forma, com a cabeça raspada, pernas mais cabeludas que as suas, enormes tufos de pelos pintados com as cores do arco-íris nas axilas e na genitália, com seios balançando na altura do umbigo e o umbigo pendendo na altura das coxas, com uma frase escrita em sua barriga flácida "Jane Foster Vive") Os presentes pareciam não se importar com a mulher, mas Hunter achava isso extremamente difícil. Ele tentava não olhar quando ela passava, mas podia ver que havia algo escrito em suas nádegas. Era difícil distinguir a escrita das enormes estrias e celulites da mulher, mas acreditou ter lido algo como "Não" em sua nádega direita e "Ele" em sua nádega esquerda.

     A mulher então caminhava em direção ao homem vendendo baseados. O homem a via de longe e dizia algo em voz baixa. Lendo o movimento labial dele, Hunter acredita que ele disse alguma coisa parecida com "lá vem o disco voador". Então ela finalmente chegava até ele e o abordava com uma voz esganiçada.

- Não costumo comprar maconha de homens cis-gênero, mas como hoje estou de bom humor, vou abrir uma exceção!

- Noite, Minazzi! Visual novo hein?! Tu não podia ter feito escolha melhor, essa daqui é a melhor erva da região, eu próprio cultivei! 100% natural, coisa da boa!

      "Minazzi"? Seria esta mulher a tal "Fernanda Minazzi", professora de sociologia de quem a irmã de Hunter havia mencionado tempos atrás?!

- Eu vou querer esse grandão aí!- Dizia, apontando para o enorme baseado que ele fumava.

- Ah me desculpe, donzela, mas esse aqui vai servir para alegrar minha noite! Da última vez que fumei um bagulho desse tamanho, vi até dinossauros voando no campus, hehehe.

- Hum, sabia que não deveria ter vindo comprar aqui, não vai me vender só por que vim aqui "ao natural" né?! Homens odeiam mulheres guerreiras, confiantes e corajosas como eu. Tão patéticos, nunca subestime a carência do ego masculino!

- Gorda!

      Ao ouvir essas palavras, Minazzi reagiu como se tivesse levado uma bofetada no rosto. Instantaneamente, seus olhos começaram a marejar de lágrimas e ela sai correndo e gritando com as mãos esfregando os olhos. Seu grito horrível em meio às árvores do bosque noturno parecia o de uma assombração em algum filme de terror.

      Após o ocorrido, Hunter procura por algum sinal de Joelson no bosque, mas tudo o que encontra são meia dúzia de estudantes fumando baseado, alguns tendo relações sexuais atrás de moitas, e o traficante fumando seu baseado gigante.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Black Thief em Qua Nov 21, 2018 11:01 pm


O Cria estava de terno e gravata, era assim como normalmente os seguranças "leão-de-chácara" se vestiam para esses ambientes a fim de manter um pouco do luxo e do Glamour, embora o rosto de Hunter fosse o total oposto de luxo ou Glamour. Era difícil encontrar alguém que não olhasse para aquela enorme cicatriz nojenta que marcava seu rosto, mas Hunter estava acostumado, sabia como o estômago das pessoas eram frágeis, e ser um monstro de uma espécie que escravizou e aterrorizou a raça humana por uma Era não ajudava. A Fúria exalava dos póros de qualquer Garou e Hunter gostava disso, era bom que as pessoas soubessem o seu lugar na escala evolutiva. Claro que nunca pôde e nem sentiu vontade de transformar-se num enorme monstro meio homem e meio lobo e aterrorizar algumas pessoas, mas não pode deixar de dar risada da ideia quando viu alguns babacas por ai, muitos dos quais já arrumaram confusão em sua carreira como segurança, mesmo sendo tão novo.

Hunter se mantinha em seu posto e o alternava conforme o cronograma da boate, ele sempre mantinha uma postura ereta e reta e sempre olhava feio para alguém que parecia estar querendo arrumar confusão, as vezes isso ajudava, as vezes não, e então tinha que entrar em ação, na maior parte das vezes metendo a cabeça do meliante em alguma superfície dura e fazendo seu nariz sangrar, fazia parte do trabalho, a parte divertida, é claro, acidentes podem acontecer nas horas de confusão e tudo sempre pode ser evitado quando o meliante sai pacificamente da boate.

O Ragabash não se importava dos hedonistas embriagados na boate, na verdade era bem o contrário, ele se divertia com eles, era divertido ver o lado patético do ser humano, auto destrutivo, hipócrita, dentre todos os outros pecados que eles podem ter, mas a vaidade era o mais divertido deles. Hunter tinha vaidade, era verdade, Hunter tinha hipocrisia, é verdade, quem não tem? Mas ainda não deixava de ser divertido observar. Hunter observava as garotas, não com o olhar de atração sexual, mas procurando ver se elas aparentavam estar bem, afinal o bem estar delas era trabalho de Hunter.

O rapaz nunca sabia se era o seu rosto que poderia afugentar clientela, deixar as garotas desconfortáveis, ou por ser muito jovem, que não era chamado com tanta frequência quanto gostaria, por isso tentava fazer o seu melhor no trabalho e fazer tudo direito, conforme era instruído pelos donos das casas noturnas e supervisores de segurança, nunca desobedecendo uma solicitação. Ele precisava dos trabalhos e como um "freela" ele precisava que as pessoas viessem até ele, então era um bom profissional nesse ramo, ao menos tentava ao seu maximo ser.

Nunca observou em Alice se ela se importava com esse emprego dele, mas ela sabia que ele não tinha faculdade, ou curso técnico para mudar de emprego e não eram muitas as empresas que iam levar uma cara assustadora como "plus" na carreira profissional. O youtube está aí, é verdade, mas Hunter era bom de briga, porque não usar? Era besteira mudar o rumo, nunca observou a reação de Alice quanto ao seu trabalho, mas ela precisava confiar nele nisso. No final, nada disso importava, o Ragabash sentia falta de sua namorada, queria poder passar mais tempo com ela e faria assim que visse uma brecha. Ele observa o celular a fim de checar se havia mensagens de Alice, se não houvesse, ele mandaria uma para ela.

"A noite estaria melhor com você."

Hunter então colocava o celular no bolso e olhava na direção do banheiro masculino, viu um cara estranho que poderia talvez estar meio chapado, se ele estivesse podia fazer a noite de Hunter para dar umas porradas em malandro baderneiro, mas Hunter apenas observava o meliante, veria se ele iria se comportar com as meninas ou com os outros clientes, até que seu celular vibrava, ele tirava o mesmo e via Lorraine e depois procurava novamente o meliante possivelmente drogado saído do banheiro. Hunter vai a passos rápidos a qualquer colega segurança perto de seu posto e fala para ele no ouvido para que ele possa ouvir.

- Telefonema de família, vou ter que atender. Fica de olho num cara pra mim? (descrição do meliante), acho que ele deve ter cheirado pó no banheiro, pode arrumar confusão. Não demoro.

Hunter então vai para o banheiro, e atende o telefone.

- Alô, tia?

Enquanto falava, Hunter procurava por sinais de drogas escondida, ou uso de drogas, para caso achar, ele pegar e guardar pra levar ao seu supervisor depois. Ter drogas ali podia causar problemas.

Tia Lorraine escreveu:- Alô, Hunter? Pelo som imagino que esteja em horário de expediente, desculpe mas é importante!

- Achei que era. O que foi?

Tia Lorraine escreveu:- Lembra do Joelson Fonseca Filho, o líder do Caern da USP? Bem, ele entrou em contato comigo hoje cedo. Eu estava ocupada em uma missão e apenas fui ver a mensagem agora. É o seguinte, parece que uma nova matilha de novatos está se formando, você deveria estar entre eles, mas como não pude te avisar a tempo, você não participou da reunião. Liguei novamente para Joelson para me desculpar, e ele disse que você ainda pode se juntar ao grupo, inclusive eles já estão em sua primeira missão e é bom que você participe. Ele me disse para mandá-lo até o bosque de Biologia para vê-lo. Por favor, compareça ao local, será uma grande oportunidade para você se tornar um legítimo soldado de Gaia. Até mais!

Hunter respondia:

- Ah tá beleza, tudo bem, fala pra ele que assim que terminar meu turno estou indo pra lá. Até mais.

E assim ele encerra a ligação, se sua tia decidisse contrariá-lo ele iria interrompe-la dizendo que tinha que voltar pro seu posto agora e apressadamente desligaria a chamada. Hunter então coloca o celular no bolso e voltava a procurar sinais de droga escondida, ou sinal de uso de drogas no local. Se achasse as drogas só as guardaria consigo e levaria para o supervisor. Se apenas achasse sinais de uso de drogas colocaria isso em seu relatório (mensal? Semanal? Diário?). Logo Hunter saía do banheiro e retomava seu posto agradecendo ao colega com um tampinha no ombro e dizer à ele que aproveitou pra ver se achava algo de drogas no banheiro, e assim voltava a seu posto pra terminar o seu turno.

O Líder da seita podia ficar bolado com isso? Podia, mas que se foda ele, não seria o Caern ou o Fonseca que iria pagar suas contas no fim do mês ou por comida quente na sua mesa todo dia, então Hunter dava prioridade ao que lhe era prioridade, sobreviver. Hunter não era tão chamado quanto queria e sair assim do nada só iria queimar seu filme e ser menos recomendado.



Hunter estava com sua moto preta, um capacete de motocicleta preta, uma jaqueta de couro preta de gola alta, calça jeans larga e surrada e um coturno preto bem firme. Roupas dedicadas para uma possível diversão como um monstro de mais de 3 metros destruindo tudo o que é permitido destruir. Hunter descera da moto no estacionamento e não fez cerimônia ao tirar seu capacete e levá-lo consigo numa das mãos. Abriu a jaqueta de couro que esvoaçava levemente com a sua passada rápida e firme ao estilo bad boy do rock'n roll, se não fosse noite ainda estaria usando um óculos escuros. Passava por aquela mata com universidade cheio de drogados e vagabundos sem nada pra fazer o dia todo, a vontade do Cliath era de ir lá e começar a chutar aquele bando de inúteis pra que eles começassem a viver como gente de verdade ao invés de viverem como parasitas. Eles chamam isso de "Elite intelectual do país", Hunter dava risada pensando aquilo, queria saber porque sua tia Lorraine tinha se mudado pra esse lugar de merda, com gente merda, só fazendo merda. Hunter decidiu seguir caminho quando então... Por Fenrir... o que era aquilo? Ele não tinha como não ficar horrorizado com a versão do inferno, uma criatura... Da maior profundeza do Malfeas... E aquilo ainda era para ser considerado "humano", um poço de depressão gorda, colorida e peluda.... Hunter pensou em voz alta:

- Talvez não seja má ideia deixar a Wyrm destruir tudo, afinal de contas...

A frase saiu quase sussurrada para si mesmo, e não era supersticioso, mas lhe bateu uma vontade de bater na madeira três vezes. Hunter não conseguiu não olhar para aquela coisa e ainda ouvir a conversa, e então que ele arregalou os olhous quando ouviu de quem se tratava "Fernanda Minazzi"? Professora de Sociologia? Hunter então pensou, pra estudar uma sociedade merda só sendo um merda também... As peças estão começando a se encaixar, e mais uma vez: "Talvez REALMENTE não seja má ideia deixar a Wyrm destruir tudo". No final das contas Hunter decidiu seguir quando aquela "coisa" começou a emitir seu gemido de morte, e quando aquele bando de porcos no cio começou a se comer. Hunter torcia pra que todos morressem de AIDS, tinha nojo só de ficar no mesmo ambiente dessa "gente". Hunter então gastava mais um pouco de tempo procurando Joelson, até que se não encontrasse iria até a universidade diretamente procurar a sala do acessor do Reitor, que era o cargo que ele ocupava na universidade, caso também não o encontrasse lá ligaria para Lorraine para que ela passasse o telefone dele.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Qui Nov 22, 2018 3:54 pm

O Roedor se surpreende quando Jair desaba sobre seu ombro. Imaginava que teria um resultado positivo de sua estratégia, mas aquilo ia além do que o lua gibosa realmente acreditava serem seus atributos sociais. Ele apenas conforta o companheiro com uns tapinhas nas costas dele, já observando Astuto tentando tomar a atenção novamente. Era engraçado como humanos metidos a Alfa gostavam de tentar provar-se a todo instante, principalmente quando pensavam que suas respectivas lideranças estava sendo confrontadas... Pedro não queria ser mais líder dos Órfãos, mas Astuto parecia estar obcecado com essa possibilidade. O Cliath havia aprendido que os lobos eram mais simplistas e havia até gostado do modus operandi deles. Se um lobo se achava mais forte e capaz de liderar a matilha, ele desafiava o Alfa. Simples assim. Sem rodeios.
.
Ele pedia votação sobre a arma e, no fim, a opinião de Pedro mais uma vez sobrepõe a de Astuto. Aquilo deveria deixá-lo mordido, mas o Galliard pouco se importava com isso. Quanto ao questionamento de Jorge, Pedro apenas olha para Rufino, logo depois falando:
.
'- A gente se meteu dentro de um beco sujo e esperou a poeira descer...'- de certa forma, o menino não mentia.
.
Ele olha para Rufino, balançando com a cabeça afirmativamente, como se quisesse que o mesmo apenas confirmasse seu relato. Assim, eles rumam pra comer o que tinham. Era pouco, mas era o suficiente. Ele come, já vendo que a vigia ia começar enquanto os outros dormiam. Como Jair seria o primeiro, ele apenas se aproxima do companheiro e diz:
.
'- Pode me acordar daqui a duas horas que eu faço a vigília depois de tu.' - assim, Pedro segue seu caminho. Ele obviamente não dormiria. Primeiro, o garoto se dispõe a colocar os menores pra dormir, contando umas histórias meio malucas de ações dos Órfãos... obviamente ele aumenta os causos e aquilo levava os pequenos a loucura. No fim, com todos dormindo, caso sentisse uma fraqueza de sua energia espiritual, ele meditaria num quarto sozinho para repô-la. Caso não fosse necessário, ele iria apenas aguardar o tempo, isolado. Utilizaria o mesmo para analisar a arma; tiraria as balas restantes com todo o cuidado e depois daria um jeito de quebrá-la, a fim de conseguir colocá-la dentro de sua Mochila Esportiva.
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Uma meia hora antes de terminar a vigília de Jair, Pedro sobe até a torre e se junta ao companheiro.
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'- E aí, cara, tudo nos conformes?'- ele dá uns tapinhas na costa do garota, se apoiando num canto enquanto observava o céu escuro daquela noite. '- Então... eu sei que tu mentiu sobre a arma... sei que tu não encontrou ela num beco, mas eu também não vim aqui pra te obrigar a me falar de onde essa porcaria veio. Tu me conta se tiver vontade e quando tiver... eu só quero que saiba que, quanto ao que tu falou do teu irmão, eu vou dar um jeito. Eu só peço que não volte pra lá, por enquanto.'
.
Independente da resposta do colega, ele mandaria-o largar o ponto mais cedo e tomaria o posto do mesmo pela meia hora restante. Com o fim do tempo dele e do seu, ele chamaria mais um para tomar o posto e iria dormir, afinal o dia seguinte seria tumultuado.
.
***
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No outro dia, os grupos se dividem para agir e Pedro fica com Juninho. Ele precisava encontrar com o velho Tito e tinha já um plano em mente. Os dois garotos pegam uma "carona" no metrô e depois de terem que correr ao menos uma vez dos seguranças da linha, eles finalmente chegam pelo centro. Entretanto, antes de se afastarem muito da linha, ele para e pede para Juninho parar.
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'- Cara, eu posso desenrolar isso sozinho... se tu quiser ir bater numa birosca pra curtir o tempo, eu tô de boa. Desenrolo fácil, fácil esse rolê, tu sabe, né?' - ele sabia que Juninho era um folgado de primeira, que gostava de curtir o bem bom. Era a oportunidade perfeita pra despistá-lo e ir se encontrar o velho Tito.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Nov 23, 2018 9:47 am

HUNTER LOCKWOOD - ÁGUIA-DE-SANGUE





      Muitas palavras poderiam definir Hunter. Frio? Misantropo? Quem se importa, o mundo está cheio de pessoas com defeitos e falhas de caráter ainda piores que adoram apontar os defeitos dos outros. Hunter, como seu nome indicava, era um predador, um ser que nos primórdios da humanidade predou a raça humana e controlou seus números. Alguém saberia dizer por que o Impérgium terminou? Seja lá quem foi o espertinho que decidiu deixar que os humanos se procriassem livremente, fez um péssimo trabalho. O lado bom é que algo em Hunter os fazia se lembrar dos tempos obscuros onde eles eram o gado de feras selvagens, algo em seu DNA?, um medo instintivo e primitivo, algo subconsciente talvez?, de qualquer forma, isso os fazia temerem Hunter mais do que a cicatriz em seu rosto.

      Durantes horas de pé, ocasionalmente o tédio tomava conta dele, e junto com o tédio, pensamentos como estes. Quando ele pensava em outra coisa, a imagem de Alice vinha à sua mente. Estaria ela sentindo sua falta? O que ela pensava de seu emprego? Ela nunca havia reclamado, e também sabia que ele não possuía curso superior e ganhava menos que ela, mas ainda assim estava com ele. O que ela pensava sobre o fato dele ser uma criatura que se transforma em um monstro de três metros de altura quando bem entende? Os pensamentos o fazem pegar instintivamente seu celular e checar se haviam mensagens dela. Até o momento não, mas ela chegava cansada em casa, a esta hora deveria estar dormindo, então ele próprio deixa uma mensagem para o caso dela acordar no meio da madrugada.

      Ao colocar o celular no bolso, ele percebia um suspeito saindo do banheiro, quase ao mesmo tempo em que seu celular tocava. Ele pedia a outro segurança para cuidar do homem enquanto ia ao banheiro atender o telefone. Enquanto falava, procurava sinais de drogas. Não conseguia encontrar nenhum vestígio, aquele homem ao menos era mais cuidadoso do que a maioria dos outros que ele costumava pegar em flagrante.

      O restante da noite foi tranquilo e sem muitos incidentes, mas quando seguia de moto até o Bosque de Biologia da USP, pôde ver um acidente de trânsito não muito longe da boate. A batida foi feia demais para haver algum sobrevivente. Uma olhada de relance indicava que o motorista não era outro senão o homem que ele havia visto saído do banheiro na boate duas horas atrás (apenas o reconheceu por sua roupa, pois seu rosto desfigurado estava totalmente irreconhecível) ao seu lado uma garota que também estava na boate e saiu com ele. Não havia muito tempo para parar e olhar e se o fizesse, é bem provável que uma ambulância ou carro da polícia chegasse e o parasse para interrogá-lo, então era melhor seguir até a USP.

***


      A visão dos tais estudantes universitários enojava Hunter. Será que sua irmã convivia com esses tipos? O pensamento era perturbador, mas ele precisava encontrar logo Joelson e pelo visto, ele havia cansado de esperar (ou não quis permanecer na presença desses noiados) e decidiu ir embora. Hunter já estava se virando para procurar a reitoria, quando o traficante o chama.






- Hey, yo, yo, yo, você não seria um tal de... como é aquela palavra em inglês mesmo... Huntsman... não... Hunter, sim, eu tenho certeza que é isso! É... sim, sim, é você não é?! O cabeça branca me pediu para esperar por você, ele me disse que eu poderia reconhecê-lo por uma cicatriz no rosto, mas não pensei que fosse tão feia, heh heh, sem ofensa é claro, pode ir chegando, quer um pouco? É natural, o melhor presente que Gaia deixou para nós! - Dizia, oferecendo a ele um baseado.

      Caso Hunter se aproxime, segue a cena:

- Hey brow, tudo beleza? Acho que ainda não nos conhecemos, sou o Rei da Erva, Theurge Ahtro dos Roedores de Ossos a seu dispor! - e oferecia a mão para apertar.

- É o seguinte, o barrigola me disse que... - então ele fechava os olhos como se estivesse se concentrando para lembrar - Droga, o que foi que ele me disse mesmo... ah sim, ele me disse que tem uma missão para você, tem um grupinho de fedelhos que também está nesta missão, e é bem provável que vocês se encontrem no caminho, e você deve entrar para a matilha deles, mas nem me pergunte quais são os nomes deles pois aí já é forçar a barra, eu não lembro nem do meu nome às vezes quando acordo da larica, heh heh. Ah sim, a missão? Hum, deixa eu ver... ah sim, o papai-noel nanico disse que tem algo a ver com uma empresa gringa de sanguessugas... uma tal de Nightfanf... é, é isso, eu tenho certeza que era esse o nome, e parece que eles querem f#d%r com a Secretaria do Meio Ambiente, mas não no bom sentido, querem é acabar com ela mesmo. Ele me deu mais alguns detalhes, mas não me lembro de nenhum, hehe hehe hehe.


- Hey, já assistiu aquele filme, O Senhor dos Anéis? veja o que eu consigo fazer!
- Então sugava profundamente de seu baseado gigante e soprava um anel de fumaça no ar.


- Legal né?! Agora veja a melhor parte! - Então tragava novamente e soprava outra forma, que lembrava um pênis de fumaça, que voava contra o anel e passava por dentro dele.

- Fantástico né?! Eu sou um gênio, heh heh heh. Pena que eu nunca tenha assistido toda a trilogia, eu sempre choro quando vejo o Darth vader matando o Dumbledore! Hey, não ligue para essas bobagens que dizem sobre a erva, ela não vicia, veja meu exemplo, eu fumo ela todos os dias há 40 anos e não estou viciado. Além do mais, eu acredito que ela cura o câncer... se bem que Bob Marley morreu de câncer... estranho, talvez ele não fumasse o suficiente para fazer efeito! - Então ele começava a tragar novamente, e quando terminava, olhava confuso para Hunter.

- Hey, você é aquele tal de Hunter, né?! O cabeça branca me pediu para esperar por você, ele disse que tinha uma missão para você... e... ah droga, me esqueci, se me der um tempo para dar uma fumada acho que vou me lembrar, heh heh heh. Quer um pouco? É natural, o melhor presente que Gaia deixou para nós!


Última edição por Krauzer em Sex Nov 23, 2018 10:16 am, editado 1 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Nov 23, 2018 9:52 am


PEDRO - PEDRA-NO-SEU-CAMINHO



      Pedro contava histórias até que os pequenos dormissem em seus colchões velhos e mofados no chão, meditava por cerca de meia hora, então seguia até a torre para conversar com jair. Ele encontrava-se sentado na beirada do teto, olhando para o vazio. Quando percebe que não está sozinho, o menino enxuga os olhos com a manga. Pedro se senta ao lado dele e começa a conversar.

- E aí, cara, tudo nos conformes?'- ele dá uns tapinhas na costa do garoto, se apoiando num canto enquanto observava o céu escuro daquela noite. '- Então... eu sei que tu mentiu sobre a arma... sei que tu não encontrou ela num beco, mas eu também não vim aqui pra te obrigar a me falar de onde essa porcaria veio. Tu me conta se tiver vontade e quando tiver... eu só quero que saiba que, quanto ao que tu falou do teu irmão, eu vou dar um jeito. Eu só peço que não volte pra lá, por enquanto.

      O menino apenas olhava para o chão, cerca de 20 metros abaixo. Pedro então diz que ele pode ir dormir e que assumirá seu turno. Jair se levanta sem dizer nada, mas quando já estava quase deixando o campo de visão de Pedro, volta-se para trás.

- Quanto ao meu irmão... aconteceu apenas uma vez faz algum tempo, ele chegou bêbado em casa à noite e... na manhã seguinte, quando já estava sóbrio ele pediu desculpas, chorou, se mostrou arrependido, disse que nunca mais tomaria uma gota de alcool, mas eu jamais vou esquecer, e muito menos perdoar. Pra lá eu não volto e torço para que ele leve um tiro em alguma ronda... por isso eu roubei a arma dele, aposto que o imbecil nem deu por falta. Quando ele precisar dela, ela não vai estar em seu coldre, então eu torço para que algum bandido qualquer meta ele numa vala. Só lamento não estar lá para ver a cara dele, pois pra casa eu não volto mais!- ele não olhava nos olhos de Pedro quando falava - E... pode me fazer mais um favor? Não conta isso pra mais ninguém, beleza? - Então descia para dormir.



***







      Pedro e Juninho pegavam carona em um metrô na manhã seguinte. Aquele não era apenas o meio de transporte mais eficiente que eles dispunham, aquilo era diversão, e Juninho amava aquilo. Seu sorriso era o de um menino ao receber o presente de natal, ver isso alegrava o dia de Pedro, eram estes pequenos momentos que faziam a vida de garotos como eles valer à pena. Mais tarde eles tinham de fugir dos seguranças de linha é verdade, mas aquilo fazia parte da aventura. Era como brincar de pega-pega, só que na vida real.

      Mais tarde, quando já haviam despistado os guardas e estavam seguros, Juninho ainda gargalhava. Pedro achou aquele um bom momento para despistar o colega.

- Cara, eu posso desenrolar isso sozinho... se tu quiser ir bater numa birosca pra curtir o tempo, eu tô de boa. Desenrolo fácil, fácil esse rolê, tu sabe, né?

      Juninho olhava desconfiado, embora ainda sorrindo, para pedro.

- Tem certeza? Por que você... ahhhh entendi, aposto que tem alguma mina na parada né?! - dizia ele com um sorriso malandro no rosto - Tá bom, Don Juan, pode deixar que não vou atrapalhar seu encontro, só não esquece de conseguir alguma comida, não vai deixar todo o trabalho pra mim, hein!

      Então eles combinavam de se encontrarem horas depois e Juninho seguia para curtir a manhã no centro, enquanto Pedro seguia até o misterioso beco.



***


      Após caminhar por algumas quadras, Pedro encontrava o beco e ao entrar nele, dava de cara com Tito urinando em uma parede.

- Ei garoto, não te ensinaram que é feio ficar olhando quando outros usam o banheiro?- Então ele terminava e virava-se para Pedro, estendendo a mão fedendo a urina para ele.

- Então, pronto para começar seu treino? Tenho algumas notícias para lhe dar, minha aula hoje terá de ser curta pois tenho um trabalho pra você, o que me diz?

      Assim que Pedro responde, ele continua:

- É o seguinte, tem um bando de filhotes inexperientes como você enrascados em uma missão. Meus bichinhos me disserem que eles sequestraram um servo da Wyrm, mas estão encurralados em um beco, sendo perseguidos pela polícia e não têm nem ideia de como sair desta enrascada. Preciso que dê uma mão para eles, aqui, tome isso - diz ele, lhe entregando seu cobertor fedorento  - Minha capa da invisibilidade, eu já ativei ela, você só precisa se identificar com ela, toque nela, sinta ela, cheire ela, isso, esse aroma de mijo de cachorro, então você cobre o grupo com ela e juntos levam o prisioneiro para algum lugar seguro. Mas não esqueça de voltar aqui e me devolver a capa Cazzo! Assim que terminar sua tarefa, vou lhe dar umas aulinhas sobre como se comunicar com os pulguentos das ruas. Seja cordial com os dois manés, eles estão formando uma nova matilha e você pode fazer parte dela. Agora chispa daqui, seja rápido!

      Então ele lhe passa as coordenadas do beco onde a dupla está se escondendo. Não era muito longe dali, mas se indagado por que o próprio Tito não fazia isso, ele dava de ombros e dizia que "queria evitar a fadiga".


Última edição por Krauzer em Sab Nov 24, 2018 8:08 am, editado 2 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Nov 23, 2018 6:03 pm

Pedro se desvencilha de Juninho, conseguindo seguir até o seu "encontro". Ele se certifica que não é seguido pelo moleque. No caminho, ele matutava sobre as últimas palavras de Jair na noite passada.A porra do irmão devia aprender a nunca mais fazer aquilo de novo. Por hora, já era ótimo que o companheiro não o fosse visitar mais. Ele, então, finalmente chega no beco e se encontro com um Tito mijando em uma das palavras. Ele ouve a repreensão do mesmo e apenas sorrir, apertando sem hesitar a mão do velho... ele também havia acabado de mijar numa outra esquina mesmo.
.
Ele entretanto via o seu treinamento ser rapidamente adiado. Aparentemente, a sua provável futura matilha estavam encrencada e ele precisava ajudá-los. Ele recebe o Fetiche das mãos do mendigo e segue suas instruções, tentando harmonizar-se com a mesma. Pedro sabia onde deveria ir e o que fazer.
.
'- Pode deixar, Tito! Missão dada é missão cumprida!'- o Galliard, então, se cobre e segue pelas ruas atentamente, evitando ao máximo andar próximo a outras pessoas ou perto da entrada dos prédios. Não poderia ser detectado ou aquilo poderia gerar um grande rasgo no Véu! Ele se aproxima do local, tentando situar-se da situação. Entraria no beco caso a situação estivesse favorável.
.
[Caso nada interrompa Pedro]
.
Dentro do beco, ele se aproxima do mais fundo possível do mesmo, chamando atenção do outros moleques como um 'Ei!', até que eles virassem em direção ao som da sua voz. Ele permaneceria parado, falando ainda sem se revelar:
.
'- Qual dos dois aí é que conhece o velho Tito e anda com os Órfãos?' - ele tentava reconhecê-los. Se de fato um deles fosse um dos Órfão, como havia dito Tito, ele deveria reconhecê-lo.
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Nicolas Flanagan - Grande Tronco

Mensagem por xKraven em Sex Nov 23, 2018 6:46 pm

Aquela agitação deixava Nicolas um pouco desconcentrado. De certo modo, ainda não estava totalmente acostumado a rotina de ensaios e apresentações da trupe. Vivenciava experiências que nem mesmo compreendia, a cidade grande parecia perigosa, mas excitante. Ali sentado e tocando a bateria, acompanhando em ordem a visão do público as das garotas que pareciam estar ... Obcecadas pelo rapaz. Quando lhe jogavam uma peça intima, ele observava vendo a cor vermelha brilhando, o riso dos companheiros o deixavam mais solto. Logo percebe o olhar da irmã, e dava uma piscadela a ela, seguido de um gesto identificando que ele não tinha culpa. -- Eu dou para você, relaxa! E voltava a rir continuando sem problemas. Ouvia o que podia com exatidão, era desconfortável se encaixar no espaço, seu corpo grande acaba sempre sobrando. Um sorriso crescente demonstrava a satisfação do garou no que via ali embaixo, se tinha algo que ele gostava, eram garotas. Ele piscava para a menina que o chamou ao banheiro, aquilo lhe fazia esquecer do ambiente e enfim tomar foco dando tudo de si no resto do show.

-- Ai galera, vou só resolver uma coisa aqui no banheiro e ... volto já. Fica fria, maninha, tem Nicolas pra todo mundo.

No banheiro ele devia encontrar a garota e certamente diante da penumbra se mostrava participativo, Nicolas não era do tipo que selecionava ou exigente, gostava da sensação de excitação, do prazer e da adrenalina. Tinha algo que não conseguia negar era a natureza incontrolável dos Fianna. Se mostrava solicito e dava a garota o que ela pediu antes, até demais, nunca entendeu o motivo, mas em momentos assim seu corpo se alterava, Nicolas tinha que ser esperto ou facilmente perceberiam o aumento de tamanho, por isso sempre dava um jeito da parceira não estar olhando, era um trabalho cuidadoso, mas se tornava única forma de ter o que queria.

De volta ao veiculo, o rapaz comia sorrindo de cada comentário e ao escutar a pergunta, movia a cabeça negativamente. Dificilmente falava sobre, quem come quieto, come duas vezes. Ainda rindo, nem confirmava ou discordava e quando os dois bolavam no chão ele apenas pegava uns salgadinhos, e imaginava quem ganharia a briga. Quando escutava a voz da irmã, parava de rir e acompanhava com o olhar os movimentos dela, era grato por toda a ajuda então se punha a obedecer algumas ordens, além do que tinha um carinho especial por ela. Quando se levantava, o telefone do companheiro tocava e ele esperava ansiosamente para identificar o que seria. Quando este explica a situação, Nicolas confirma com a cabeça e coloca uma blusa e algum sapato surrado. Era hora de cair fora.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Black Thief em Sab Nov 24, 2018 9:15 am


Hunter procurava e não estava com muita paciência vendo a gonorréira e a sífilis ganharem proporções de serem transmitidas pelo ar, quando é interrompido por um vagabundo qualquer.

Maconheiro escreveu:- Hey, yo, yo, yo, você não seria um tal de... como é aquela palavra em inglês mesmo... Huntsman... não... Hunter, sim, eu tenho certeza que é isso! É... sim, sim, é você não é?! O cabeça branca me pediu para esperar por você, ele me disse que eu poderia reconhecê-lo por uma cicatriz no rosto, mas não pensei que fosse tão feia, heh heh, sem ofensa é claro, pode ir chegando, quer um pouco? É natural, o melhor presente que Gaia deixou para nós!

O Cria poderia reagir àquilo de diversas formas todas muito bem justificáveis, estranhar o coisa estranha por ser estranho, puxá-lo pela gola da blusa por falar mal da sua cicatriz, ou se afastar com nojo por oferecer uma erva. Mas a verdade é que apesar de o Ragabash ser um ranzinza, ele não era o tempo inteiro, ou ao menos não se demonstrava, e muitas vezes gostava de tratar a vida como um grande e forte sarcasmo, assim como a vida sempre nos trata. Não era dificil saber que aquele cara era um Garou, ou o no mínimo um Parente muito ousado.

"Até que esse cara é engraçado"

Não quer dizer que gostou dele, só que achou ele engraçado, Hunter não gostava de pessoas com facilidade, na verdade ele só gostava de alguém quando conseguia rir da pessoa, por suas próprias desgraças. O Cria deu uma leve risada e disse:

- Vou aceitar um pra viagem como compensação por você ter sido tão rude e falado mal da minha cicatriz.

Fumar unzinho não ia fazer mal, Hunter não era avesso à drogas, era avesso à usá-las de um jeito que te deixava patético, tal como esse cara mesmo, e claro, não ia fumar ali e agora, precisava estar focado pra "Quest" que a nação Garou estava querendo passar pra ele, que nem nesses jogos de mesa escrotos que só gente virgem e sem auto estima jogava, como era mesmo o nome? "RPG?". Hunter o cumprimenta.

Rei da Erva escreveu:- Hey brow, tudo beleza? Acho que ainda não nos conhecemos, sou o Rei da Erva, Theurge Ahtro dos Roedores de Ossos a seu dispor!

- Saudações majestade... Águia de Sangue, Ragabash Cliath dos Crias de Fenrir. Aqui tudo de boa, mas podia estar melhor.

Rei da Erva escreveu:- É o seguinte, o barrigola me disse que... - então ele fechava os olhos como se estivesse se concentrando para lembrar -

Hunter pensava com um sorriso satírico no rosto "Não Serás Fardo Para Teu Povo"

Rei da Erva escreveu:Droga, o que foi que ele me disse mesmo... ah sim, ele me disse que tem uma missão para você, tem um grupinho de fedelhos que também está nesta missão, e é bem provável que vocês se encontrem no caminho, e você deve entrar para a matilha deles, mas nem me pergunte quais são os nomes deles pois aí já é forçar a barra, eu não lembro nem do meu nome às vezes quando acordo da larica, heh heh. Ah sim, a missão? Hum, deixa eu ver... ah sim, o papai-noel nanico disse que tem algo a ver com uma empresa gringa de sanguessugas... uma tal de Nightfanf... é, é isso, eu tenho certeza que era esse o nome, e parece que eles querem f#d%r com a Secretaria do Meio Ambiente, mas não no bom sentido, querem é acabar com ela mesmo. Ele me deu mais alguns detalhes, mas não me lembro de nenhum, hehe hehe hehe.

Patético... Simplesmente patético, ninguem mais segue o mandamento  "Não Serás Fardo Para Teu Povo"? Esse cara não deve servir pra mais nada, a menos que ele esteja fingindo pra um teste. Esses Theurges gostam de dar uma de mestres dos magos das formas mais bizarras.

- Tá, faz assim...

Hunter dizia botando a mão pesada no ombro do Roedor e se aproximando do corpo dele.

- Me passa o contato do bom velhinho lá que eu ligo pra ele e pego os detalhes, eu vou precisar deles e você não precisa mais esforçar a cabeça e aí pode continuar fumando seu bagulho.Eu vou fumar o meu antes de dormir.

Caso o Rei da Erva esteja de alguma forma impossibilitado de me passar o contato, falo pra ele me dizer onde o Joelson está. Depois de responder, o Roedor dizia:

Rei da Erva escreveu:- Hey, já assistiu aquele filme, O Senhor dos Anéis? veja o que eu consigo fazer!- Então sugava profundamente de seu baseado gigante e soprava um anel de fumaça no ar.

Hunter sorria por fora mas estava revirando os olhos por dentro... Queria ir embora logo, mas até que ficou impressionado com o que o Roedor podia fazer com a fumaça, poxa o cara realmente tinha talento, mas ainda assim um talento muito inútil ao qual Hunter já se viu enjoado de perder tempo. Queria terminar logo essa merda e ir pra casa ver Alice. Depois que ele começa a falar de Star Wars com Harry Potter, Hunter interrompe dizendo:

- Um dia vou vir pra fumarmos um e aí a gente troca ideia com mais calma, por agora tenho que ir se não o bom velhinho lá me dá de presente pra morte. Falou Rei da Erva, depois a gente se esbarra.

Independente se Hunter conseguir o contato ou a localização de Joelson ou não, Hunter vai sair, pois se não ficaria perdendo muito tempo lá, caso o Rei da Erva não passasse nenhum dos dois, ele ligaria para sua Tia Lorraine para pedir o contato dele.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sab Nov 24, 2018 10:07 am

PEDRO (PEDRA-NO-SEU-CAMINHO)/ RYAN (BICO-DE-ÁGUIA)


Ryan:

Raul:

      Ryan e Raul viam-se ilhados naquele beco sem saída. O desespero começava a tomar conta deles, e quando já estavam pensando em tomar alguma atitude precipitada, ouvem um som indicando a entrada de alguém no beco. Raul faz sinal para que Ryan fique em silêncio e caminha silenciosamente para se certificar de que não era algum policial.

      Raul se surpreende ao dar de cara com um garoto negro, com cabelo afro, segurando um cobertor velho.

Pedro: - Ei, Qual dos dois aí é que conhece o velho Tito e anda com os Órfãos?

      Ainda surpreso, Raul olha para Ryan, depois para o garoto, antes de responder.

Raul: - Você conhece o Tito? Eu já fui membro dos Órfãos da Sé, mas hoje não tenho mais tanto contato com eles. E você, quem seria?
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sab Nov 24, 2018 11:29 am

NICOLAS - GRANDE TRONCO








      Inicialmente, Nicolas se sentia desconfortável com a rotina da banda, como um peixe fora d'água. Ele viveu a maior parte de sua vida em um ambiente rural, sem tanto movimento, sem tantas pessoas, era um choque cultural para o jovem Garou. Felizmente, isso durou pouco, o sangue Fianna em suas veias falava mais alto que sua inibição. O som, a adrenalina, o cheiro de hormônios no ar, os olhares lascivos das garotas, os aplausos, a excitação, em instantes ele passava de um caipira tímido para um rockstar.

      Assim que o show terminava, Nicolas ainda tinha a visão da menina mostrando os seios para ele. Ele guardava a calcinha vermelha que outra garota havia jogado para ele e notava que nela havia uma estampa, um velho barbudo e um símbolo que lembrava uma foice e um martelo cruzados, "rs, cada doida". Então ele enxugava o suor do rosto e dava um recado aos companheiros da banda/matilha.

- Ai galera, vou só resolver uma coisa aqui no banheiro e ... volto já. Fica fria, maninha, tem Nicolas pra todo mundo.

      Ao caminhar pela multidão ele sentia mãos passando sua camisa, lhe dando tapinhas nas costas, gritos como "arrasou", mas seus olhos, como os de um predador espreitando sua presa, estavam fixos nela, e ela, como uma fêmea no cio o esperava, com seu olhar revelando suas intenções de uma forma muito mais eficiente do que palavras poderiam fazer. Quando o vê, joga-se em seu colo, com braços e pernas cruzando-se em suas costas e mordendo seu lábio com força suficiente para tirar sangue. Essa prometia ser uma rapidinha e tanto!


Spoiler:



      Ambos entrava em um boxe do banheiro (ele nem havia percebido se o banheiro era masculino ou feminino, mas isso pouco importava). Haviam diversos pacotes de camisinha rasgados no chão, no lixo e até mesmo dentro do vaso que parecia entupido com tiras de papel higiênico pendendo para fora. Nicolas rapidamente fecha a tampa do vaso para não estragar o momento e começava o ato ali mesmo.

      Ele precisava coloca-la de costas para ele, pois a excitação sempre acabava impelindo uma transformação parcial, e desta vez não seria diferente. Seus músculos inchavam, pelos ruivos cresciam rapidamente em seu peito, costas, e os pelos já existentes tornavam-se mais grossos. Seus caninos se alongavam, suas unhas se tornavam garras e ele precisava ter cuidado para não feri-la. Por sorte, a garota bêbada não parece ter percebido nada de anormal, pelo contrário.


***


      Nicolas saia do box fechando o ziper da calça. Sorte que eles se lembraram de trancar a porta do banheiro, pois os sons emitidos lá de dentro poderiam fazer com que alguém pensasse que dois lutadores de MMA estivessem se matando lá dentro. A garota, ainda semi-nua e com um sorriso no rosto, lhe entregava seu numero de telefone, então corria de volta para o box para vomitar todo o álcool que havia consumido, e pelo visto, permaneceria ali por horas.



***




      De volta ao minibus, Nicolas se divertia com seus companheiros de matilha, embora o olhar de sua irmã de criação o fizesse fingir-se de sério momentaneamente. Enquanto os dois vira-latas bípedes se engalfinhavam no chão, o celular de Diego tocava.

      Nicolas colocava uma blusa e sapatos, e o minibus velho já se locomovia até próximo da Reitoria da USP. Diego dirigia ao lado de Alexandre e os dois já estavam sorrindo e cantarolando ao som de Mamonas Assassinas, indicando que não havia nenhum tipo de ressentimento com a briguinha anterior.





      O grupo estacionava o minibus caindo aos pedaços em algum local próximo ao prédio e seguia a pé até ele. Algumas pessoas ficavam olhando para o automóvel e cochichando, mas isso era normal.

Reitoria USP:


      Em alguns minutos eles encontravam a sala de Joelson que estava lá esperando por eles.




      Após o tedioso momento dos apertos de mãos, "podem sentar", "querem um copo d'água", o Ancião seguia ao ponto:

- Muito bem, como uma banda eu suponho que já tenham ouvido falar da boate "Masquerade", não?!

      O nome não era estranho a Nicolas. Alguma boate frequentada por esses tais góticos de SP. Não parecia ser muito famosa na cidade e ele nunca havia visto-a pessoalmente.

- Então, temos fortes motivos para acreditar que esta boate é um antro de sanguessugas. Pior ainda, acreditamos que um fetiche antigo e muito poderoso está em posse dos donos da boate. Uma Cliath muito promissora dos Andarilhos do Asfalto foi ordenada a penetrar o local e trazer de volta o fetiche. O nome desta Garou é Cintia! - Então mostrava ao grupo uma foto da garota, digna de ser uma modelo profissional.

Cíntia:

- A Cliath nunca mais foi vista desde então. Como já devem imaginar, a missão que tenho para vocês é a de se infiltrarem no clube, descobrirem o que puderem sobre ela e se ainda estiver viva, resgatá-la. Isto não vem ao caso, mas Cíntia é... minha sobrinha, e muito querida por toda a tribo, então peço que façam o máximo possível para terem sucesso. Ainda acreditamos que o fetiche se encontra lá, então, se puderem resgatá-lo, podem ter certeza que isso traria enorme renome para vocês. O que me dizem?


Última edição por Krauzer em Sab Nov 24, 2018 11:31 am, editado 1 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sab Nov 24, 2018 11:29 am


HUNTER LOCKWOOD - ÁGUIA-DE-SANGUE
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sab Nov 24, 2018 12:11 pm

Pedro fica feliz em conhecer um irmão de tribo e de antigo irmão de grupo... aparentemente, ele não se lembrava muito bem da cara do moleque, mas talvez já tivesse algum tempo que ele havia se retirado ou ele poderia fazer parte da outra facção. Com o cobertor já em punhos, ele aperta a mão de Raul, que com certeza sentiria o leve aroma ácido de mijo seco.
.
'- Sou o Pedro, mano, a pedra-no-seu-caminho e no caminho de qualquer filho da puta que se meter conosco. Tô aqui pra ajudar, o velho lá me mandou.' - ele estende a mão para cumprimentar Ryan também, logo continuando: '- Bem, a coisa tá feia preta pro lado de vocês e acho que eu posso ajudar com essa belezinha aqui...'
.
Ele balança o lençol, já analisando se caberiam os três, mais o moribundo desacordado, sob o mesmo. Provavelmente não.
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'- Bem, eu sou o grupo de resgate. Cês precisam levar esse riquinho aí, certo? Bora amarrar ele, eu devo ter alguma coisa aqui.'
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Ele abre a mochila que levava consigo e enfia quase que o braço inteiro dentro dela. Para quem não conhecia a Mochila Esportiva, aquilo com certeza seria uma surpresa. O Roedor retira de dentro umas cordas e um pedaço de pano, jogando eles para o outro Roedor.
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'- Amarra esse mané bem firme e tampa a boca dele direito... a capa do Harry Potter aqui só nos deixa invisível, não silenciosos.'
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Logo quando o mesmo acaba, Pedro iria propor alguma solução para a pequena missão. Caso o lençol fosse, de fato, grande o suficiente para levar os três garotos segurando o homem, assim o fariam. Caso contrário, ele levaria primeiro um deles até um ponto pré-determinado pela dupla, depois levaria o desacordado e, por último, o que havia sobrado no beco.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Nov 26, 2018 8:31 am

HUNTER LOCKWOOD - ÁGUIA-DE-SANGUE


      Esse tal de Rei da Erva até que era um cara engraçado. Na verdade parecia até patético. Tão patético que chegava a ser engraçado. Como esse cara conseguiu chegar a um posto tão alto?! Bom, isso não interessava no momento, e sim falar com Joelson e resolver os assuntos que o Rei não era capaz de lhe explicar.

      Quando Hunter pedia a ele o telefone de Joelson, o Roedor novamente fechava os olhos e começava a se concentrar, quando terminava a tragada, voltava a falar.

- O Joelson?! Quem é...? Ah sim, o Seu Barriga grisalho, bom mencionar ele, pois o velho cintura de ovo tem uma missão para você! Que coincidência né!? Então, é o seguinte, ele está formando uma matilha com novatos, você é um deles, mas parece que se atrasou ou algo assim. Os outros filhotes já foram enviados para a missão. Segundo ele, tem uma tal de empresa lá, Nightfang eu acho, controlada por sanguessugas. Esses morcegões querem destruir a Secretaria do Meio Ambiente, então os fedelhos foram enviados para investigar a parada. Parece que tem mais uns três pirralhos nessa matilha. Ah sim, ele também me deu o endereço da casa onde um deles está hospedado, só um minuto que vou consultar o Tico e o Teco e já te passo as coordenadas! - Então fechava os olhos novamente, tragava, se concentrava, e finalmente pegava um lápis velho e um pedaço de papel amassado (que usava para enrolar baseados) e escrevia em garranchos horríveis (porém, compreensíveis) o endereço de um dos Cliath da matilha.

- Feito, agora é com você, parça! Boa sorte, agora vaza, pois estou a fim de ter um momento de privacidade com esse baseado lindo e quanto mais minha boca precisar falar, mais tempo vai ficar longe dele!

      E assim, o "Rei" se despedia de Hunter.








Última edição por Krauzer em Seg Nov 26, 2018 9:04 am, editado 1 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Nov 26, 2018 8:35 am

PEDRO/RYAN


- Sou o Pedro, mano, a pedra-no-seu-caminho e no caminho de qualquer filho da puta que se meter conosco. Tô aqui pra ajudar, o velho lá me mandou.' - ele estende a mão para cumprimentar Ryan também, logo continuando: '- Bem, a coisa tá feia preta pro lado de vocês e acho que eu posso ajudar com essa belezinha aqui...


      Raul apertava sua mão, respondendo com um largo sorriso no rosto:

- Tito mandou você?! Quando juntar uma grana preciso comprar uma pizza para aquele velho safado, haha. Prazer, sou Raul, Lobo-de-Rua, Ragabash dos Roedores de Ossos e este é Ryan/Bico-de-Águia, Filodox dos Filhos de Gaia!

- Bem, eu sou o grupo de resgate. Cês precisam levar esse riquinho aí, certo? Bora amarrar ele, eu devo ter alguma coisa aqui.- Então abria a mochila, enfiava o braço inteiro lá e tirava cordas e um pedaço de pano, deixando os dois Garou boquiabertos.

- Amarra esse mané bem firme e tampa a boca dele direito... a capa do Harry Potter aqui só nos deixa invisível, não silenciosos.

      O grupo então analisava o tamanho da coberta. Com algum esforço, era possível que duas pessoas agachadas mais o corpo amarrado coubessem nela. Seria desconfortável caminhar daquela forma por um trajeto muito longo, mas melhor do que nada. Raul dá a seguinte ideia, ele e Pedro iriam dentro da capa, carregando o empresário, enquanto Ryan os guiava do lado de fora até sua casa (pois dentre os três, ele era o único vestido de forma que não chamaria muito a atenção da polícia).

OFF: A estratégia que vão usar fica a cargo do grupo, pode ser esta acima, dada por Raul, a anterior, dada por Pedro, ou alguma outra.


Última edição por Krauzer em Seg Nov 26, 2018 12:36 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Black Thief em Seg Nov 26, 2018 8:47 am


Hunter pegava o baseado da compensação com um sorriso satisfeito no rosto deformado. Ele então guarda em segurança no bolso da jaqueta do zíper pra dar um trago depois. Quem sabe não ia compartilhar com a matilha temporária pra ajuda a se enturmarem mais.

Aquele cara ia fazer Hunter perder todo o tempo do mundo. Ele podia corrigí-lo e dizer "atrasaram comigo, você que dizer", não queria levar a culpa pelo erro da tia, se ela tivesse avisado mais cedo poderia ter se programado melhor, mas se falasse mais alguma coisa aquele baseado de pernas poderia segurar ele mais tempo lá.

Assim, Hunter se contenta com o endereço de um dos filhotes da matilha , e pega o papel com o garrancho, os outros cliaths teriam que passar a ele os detalhes, e ver no que está dando. Hunter esperava que aquele cara estivesse passando o endereço certo, caso contrário Hunter ia ligar pra Lorraine pra pegar o telefone do Joelson de uma vez, e se enchesssem o saco dele pq ainda não estava no andamento da missão ele ia dizer pra parabenizar o sábio líder da seita que deixou informações importantes nas mãos de um velho que não lembrava nem o próprio nome. Tanto renome em sabedoria deveria significar alguma coisa.

- Tá tá beleza, valeu. Depois a gente troca ideia.

E assim, o Ragabash segue o caminho de volta para sua moto a fim de ir pro endereço que o Rei da Erva tinha passado.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Ter Nov 27, 2018 11:47 am

Bah obrigado Pedro vou fica te devendo essa

Poxxa nunca tinha ficado de frente com uma situaçao dessas

voces sabem algum caminho assim pra sair daqui sem que possam nos ver???
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Ter Nov 27, 2018 5:59 pm

Apenas complementando a sua apresentação, logo após a dos dois garotos, Pedro fala:
.
'- E eu sou o Galliard mais foda que os Filhos do Rato poderiam ter!' - o garoto sorri, diante de sua brincadeira, já voltando a seriedade do assunto e respondendo Raul diante da nova opção: '- Se o guri aí tem uma casa, pode ser uma boa a tua ideia, cara. Eu tô com o Lobo-de-Rua! Bora desenrolar isso, antes que os fardados nos encontrem'
.
Ele já se posicionava para colocar o lençol sobre ele, Raul e o capturado, caso o Filho de Gaia não se contrapusesse a ideia. Precisavam ser rápidos.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Qua Nov 28, 2018 9:13 am

HUNTER LOCKWOOD - ÁGUIA-DE-SANGUE


      Apesar de achar o tal "Rei" engraçado, Hunter não tinha mais tempo para perder com suas baboseiras, então se despedia e rumava para sua moto. Aqueles garranchos eram um tanto quanto imprecisos, e o Fenrir levou mais tempo tentando decifra-los do que procurando a casa, embora tenha ido parar no bairro errado algumas vezes e gastado gasolina à toa, até que finalmente a encontrava, quando o sol já estava nascendo.





      Hunter toca a campainha para se certificar de que é mesmo a casa, sendo atendido por um homem de meia idade.


Spoiler:


- Boa noite, posso ajudar em alg...
- Então ele fareja no ar alguma coisa.

- Ah sim, você deve ser o filhote atrasado da matilha de meu filho, não?! Pode entrar!

      Enquanto leva-o para a sala e pede que sente no sofá, ele se apresenta como Fernando, Olhos-de-Águia, Ahroun dos Filhos de Gaia, e lhe diz que esteve em uma discussão com os líderes do Caern da USP até o início da noite, e quando chegou, percebeu que seu filho e os outros membros da matilha estiveram por ali, esvaziaram a geladeira e foram embora, sem deixar rastros. Ele também lhe explica mais detalhes sobre a missão (ver na primeira página da crônica), e enquanto conversavam, a campainha toca novamente.



***





PEDRO/RYAN


      Ryan vai guiando Pedro e Raul furtivamente pelas ruas (que a esta hora já começavam a ficar movimentadas, o que de certa forma era até melhor, pois o ajudava a se camuflar na multidão). O empresário resmunga algumas vezes no caminho, mas não chega a acordar. O sangramento de seu nariz parece ter cessado. O caminho é tortuoso e parece muito mais longo e demorado do que realmente é, mas Ryan finalmente se alivia quando veem a casa.

      Ryan toca a campainha e é atendido por seu pai.

- Finalmente, onde vocês... onde estão os outros? - Então farejava o ar e olhava na direção onde o resto do grupo estava coberto - ... Entendi, podem entrar! Tem mais alguém esperando por vocês aqui!

      O grupo era conduzido para o interior da casa. Lá dentro havia um jovem com uma enorme cicatriz no rosto, sentado no sofá.

- Ryan, este é Hunter, Hunter, este é Ryan, e estes dois são...?

      Após as apresentações, ele pergunta sobre o paradeiro de Vivian, sobre o homem amarrado, então diz para levarem-no para o quarto de Ryan, fechando as janelas e deitando-o na cama.

- Podem me colocar a par da missão?
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

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