Lobisomem (Universidade dos Lobos)

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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Sab Set 22, 2018 1:28 pm

suave mano vamos nos recupera e voltamos ...pelo menos conseguimos nos comunicar com vivian
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Ter Set 25, 2018 2:17 pm

Através da cidade Umbral, o grupo caminha furtivamente até o local onde no plano terreno seria o bairro onde Ryan morava. Após duas horas de procura, eles finalmente encontram a contraparte da casa. O grupo retorna à forma hominídea e Ryan os leva para dentro quando voltam ao plano terreno.







      O pai de Ryan não estava em casa. Ambos ajudam a colocar vivian em uma cama para que esta repouse, então Raul vira-se para Ryan.

- Não querendo ser folgado nem nada, mas tem algum rango aí? Eu ainda não comi nada hoje e Vivian precisa se recuperar!

      Caso Ryan aceite, os três fazem um lanche rápido com o que estiver disponível na geladeira.


- Então, o que acha que devemos fazer, deixamos Vivian aqui e seguimos só nós dois investigar o suspeito ou esperamos até amanhã para irmos os três?
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Sex Set 28, 2018 8:52 am

podem pegar o que tiver na geladeira

vamos esperar ela
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Ter Out 02, 2018 12:04 pm



O grupo lancha e descansa por algumas horas. Pelo visto o pai de Ryan estava em alguma missão importante, pois ainda não havia chegado em casa.

Após algum tempo de descanso, Bico-de-Águia já se sentia melhor e Vivian já podia se mover. O grupo então decide continuar a missão e segue em direção à casa do suspeito.

Já estava escurecendo (o que poderia ser benéfico ao grupo, pois ajudaria a não serem vistos). Assim que veem a casa, os três se mantém ocultos atrás de um edifício.

- Então, qual é o plano? - Pergunta Raul a Ryan, enquanto olham a casa de longe.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Qua Out 03, 2018 10:12 am

Entao nos caminhamos ate o local e investigamos,vamos investigar por fora e por dentro,temos que cuidar pra ninguem enxergar nos


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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Out 05, 2018 11:14 am



Raul então tem um plano, ele investigaria a casa a partir da Umbra, Vivian e Ryan (em suas formas lupinas) investigariam a casa pelo lado de fora, como se fossem dois cães de rua, então o trio se reuniria e discutiria o que viram.

O grupo segue até um beco escuro onde não seriam vistos pelos transeuntes, Ryan e Vivian assumem suas formas lupinas e Raul desaparece, adentrando o mundo espiritual.

Spoiler:


Os dois lobos perambulam em volta dos muros que cercam a casa, farejando e ouvindo. Ryan ainda não estava muito acostumado com esta forma. A visão era acinzentada, os sons muito mais altos e os odores mais fortes. Os ruídos dos automóveis há quadras distantes atrapalhavam sua audição, e o odor de fumaça vindo das ruas fazia o mesmo com seu olfato, então ele percebe poucas coisas úteis. Vivian porém consegue ouvir ruídos de passos dentro da casa, possivelmente uma única pessoa, uma voz masculina falando ao telefone, mas não foi capaz de distinguir o conteúdo da conversa. Ela tinha quase certeza de que era o suspeito dentro da casa.

Os dois então voltam ao beco onde combinaram de se encontrar novamente. Raul demora alguns minutos para retornar da Umbra, estava ofegante e suando. Suas roupas pareciam ainda mais rasgadas.

- Droga, não consegui ver nada dentro da casa, mas percebi que este é um terreno da Wyrm. Fui perseguido por alguns espíritos malignos e tive de despista-los, por isso demorei um pouco mais do que planejei, descobriram alguma coisa?

Após trocarem as informações coletadas, eles chegam à conclusão de que o suspeito é um servo da Wyrm e está sozinho em casa. Eles deveriam agora discutir qual ação tomar.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Qua Out 17, 2018 9:12 am

nos descobrimos que tinha uma pessoa dentro da casa e é provavel que seja um suspeito
eii raul voce esta certo deve ser o wyrm mesmo por que tinha uma voz masculina
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Out 22, 2018 1:46 pm

Pedro: Pedra-No-Seu-Caminho


"- PRÍNCIPE DAS RUAS

Oi vc, menininho
Que corre
Busca
Foge
Que carrega em seus ombros
A carencia
Os sonhos
A fome
Que tantas vezes persegue
O aconchego
O calor
O alimento
Acredite,menininho,
O céu te guarda
O universo
É seu ninho
Seu trono,
As calçadas,
Seu cetro,
As esmolas.....
E a sua coroa,
Está com Deus.
Dorme Príncipe!....
A poesia vela seu sono!"

- Ivone Zuppo -

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


      Pedro, Astuto, Juninho, Rufino e Jair corriam como se não houvesse amanhã, com dois policiais em seu encalço, quando o jovem Garou das ruas se lembra com um misto de sentimentos em como se meteu nesta situação.

       Aquele parecia um dia qualquer para os Órfãos da Sé. Astuto e Juninho distraiam o atendente da loja, enquanto Rufino e Pedro afanavam a comida que preencheria o vazio de seus estômagos por mais um dia. Jair ficaria do lado de fora e os avisaria se visse algo suspeito. Tudo ia bem até que do nada, Jair surge dentro da loja, com uma máscara de meia envolvendo seu rosto, apontando uma arma para o caixa e gritando para que ele lhe passasse todo o dinheiro ou levaria um tiro no meio dos olhos.

      No que esse moleque inconsequente estava pensando? Pedro e Rufino já estavam quase saindo de fininho com o rango do dia, ninguém ia perceber nada, quando o jovem resolve apontar uma arma para o caixa. O homem entra em pânico e não sabe o que fazer. O mundo parece congelar, uma gota de suor escorre da testa do caixa e seus olhos arregalados, apontados para a arma parecem marejados de água, mas ele não se move. Antes que qualquer um possa fazer algo, o som do disparo ecoa nas paredes da loja, enquanto uma bala penetrava no olho esquerdo do atendente, atravessando sua nuca e atingindo a parede logo atrás dele, acompanhada de muito sangue e fragmentos de encéfalo.

      O homem estava morto antes mesmo de cair no chão, e Jair gritava para Astuto carregar a caixa do supermercado enquanto fugissem. Gritos ecoavam dentro da loja e na rua do lado de fora. Astuto gritava para Pedro e Rufino largarem tudo e fugirem. Rufino estava paralisado, com olhos arregalados, olhando para o rosto agora desfigurado e encharcado de sangue do homem no chão. O menino estava em choque, e Pedro precisa agarra-lo por um braço enquanto o grupo corria para fora da loja. Enquanto corriam, podia ouvir uma sirene de polícia há algumas quadras de distância...


Juninho: - POR QUE VOCÊ FEZ AQUILO? ONDE CONSEGUIU AQUELA ARMA? - Gritava o menino para Jair enquanto corriam desesperadamente.

Jair: - APENAS CALA A BOCA E CONTINUA CORRENDO!

Astuto: - DROGA, SEPAREM-SE! - Gritava o líder do grupo, em uma estratégia para despistar os policiais.

      Cada um correu para um lado, mas Pedro não é capaz de abandonar Rufino, que ainda parecia em estado de choque e não havia dito uma palavra desde o ocorrido. Astuto corria para dentro de um beco sem nem olhar para trás, Juninho corria para entre a multidão na rua, Jair retirava a máscara do rosto, escondia a arma nas calças e corria para o outro lado da rua, desviando de carros que freavam bruscamente, buzinando e xingando, quase provocando um acidente, o que ajudou a distrair a atenção dos pedestres. Pedro, ainda segurando o braço de Rufino corria na direção oposta de Jair, mas o fato de estar "arrastando" o menino consigo o atrapalhava e ele não conseguia correr na mesma velocidade dos outros meninos. Consequentemente, os policiais escolheram a dupla como alvos da perseguição.

      A dupla entrava em um beco. Apesar de conhecer as ruelas da cidade como a palma de sua mão, este beco parecia de certa forma estranho a Pedro. Ele podia ouvir os passos dos policiais se aproximando, não conseguiriam fugir. Pedro teria de fazer uma dura escolha, abandonar o menino para conseguir escapar, se entregar à polícia, ou assumir sua forma de crinos na frente do colega, estripando policiais que apenas faziam seu trabalho. Nenhuma das opções pareciam atraentes para o garoto de rua, quando do nada surge um velho mendigo com um cobertor esfarrapado nos ombros.



- Aqui, cubram-se com isso! -
Dizia o velho, jogando o cobertor por cima deles.

      Parecia uma manobra ridícula, mas por incrível que pareça, os policiais passaram pelos três (que estavam tapados pela coberta suja e fedorenta), os ignoraram como se não os vissem, e foram embora.

      O velho esperava alguns instantes e finalmente retirava a coberta da cabeça do grupo.

- Ufa, essa foi por pouco, não é, pirralhos?! O que os Órfãos da Sé andaram aprontando dessa vez?

      O velho então olhava nos olhos de ambos os meninos, e estudava demoradamente Pedro. Ainda olhando nos olhos deste, o velho continuava.


- Ah, mas que mundo pequeno hein. Como esta pedra acabou ficando no meu caminho?!
- Dizia o mendigo, com um leve sorriso formando-se em seus lábios.

OFF: Você não se recorda de ter visto o mendigo antes. Pode interagir com a cena introdutória como bem entender.


Última edição por Krauzer em Seg Out 22, 2018 1:47 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Out 22, 2018 1:47 pm

RYAN - BICO-DE-ÁGUIA


Raul: - Certo, temos que dar um jeito de pegar o cara e fazê-lo abrir o bico!

O grupo então planeja alguma forma propícia de capturarem o homem. Eles poderiam invadir a casa ou espera-lo sair e embosca-lo. Ambas opções tinham suas vantagens e desvantagens:

1) Invadir a casa pela Umbra seria muito fácil, mas a casa está cercada por espíritos vis da Wyrm e eles já foram alertados quando Raul tentou entrar por esta rota, então o Roedor não a recomenda.

2) Invadir a casa à moda antiga, o que poderia ser muito arriscado, pois uma casa como esta deveria ter alarmes e talvez até mesmo câmeras de segurança.

3) Esperar o indivíduo sair e capturá-lo. O problema é que ninguém sabia quando ele iria sair. Agora eram 22:00 da noite, e se ele apenas saísse na manhã seguinte para ir ao trabalho, eles esperariam a madrugada inteira? Ele provavelmente sairia de carro, como o grupo faria para segui-lo? Caso ele saísse de casa durante o dia, e o grupo tentasse captura-lo, é óbvio que a cena chamaria a atenção dos pedestres.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Seg Out 22, 2018 3:57 pm

Os sentimentos eram mistos no peito do Roedor. Ele sentia raiva, tão inerente a sua raça; sentia também indignação - "eu depositei todas as minhas fichas naquele filho da puta e ele me faz uma merda dessas, porra!". Ele sentia fome também, obviamente, mas tinha algo que despontava lá dentro do seu peito, algo que ele não sentia a muito tempo, desde que havia sido jogado naquela sua sub-vida secreta: ele sentia a necessidade de proteger os seus. Era com essa intenção que o garoto corria puxando o mais novo do grupo, na certeza de que um irmão nunca abandonaria o outro... tampouco um lobo à sua alcateia. Ou matilha, segundo seus novos ensinamentos. A merda tinha sido grande demais e, com certeza, havia sido demais para a cabeça juvenil de Rufino, que havia entrado naquela vida miserável a muito menos tempo que ele. "Droga!", pensava o lua gibosa ao mesmo tempo em que insistia naquela corrida insana de polícia e ladrão. Gato e rato.
.
'- O Rato nunca desiste... o rato não fraqueja...' - ele repetia para si mesmo, conseguindo forças para puxar Rufino junto a si.
.
Ele olhava vez ou outra para trás, tentando calcular a distância e o tempo que tinham até que os caras pegassem ele. Estavam fodidos. Sem mais ideias, Pedro puxa o pequeno para dentro do beco que aparece diante deles. Ele sente um arrepiar na espinha ao entrar ali, não parecia um beco comum. Aquilo lhe parecia estranho, mas ele não tinha tempo para investigar. Os policiais se aproximavam e ele precisava tomar uma decisão rápida: abandonar Rufino era a opção que logo descarta, ficando com apenas outras duas opções. Entregar-se também não era algo que Pedro gostaria de fazer, mas a ideia de estripar aqueles policiais não lhe parecia certa, além do fato que garantiria ao pequeno companheiro uma passagem só de ida para um manicômio. O Roedor rosna, quase que instintivamente, empurrando Rufino para trás de si.
.
'- Não mexe comigo que eu não ando só... eu não ando só... eu não ando só... não mexe não...' - ele cantarolava o verso que conhecia dos terreiros, como se pedisse ajuda aos espíritos dos Orixás, como se talvez algum deles pudesse de fato ajudá-los ali.
.
E como ajudaram!
.
A imagem do mendigo assusta de início o Galliard, mas ele logo se tranquiliza. Irmãos de rua precisavam se ajudar. O mendigo os convida a se cobrirem por debaixo de seu fedorento coberto; aquela ideia parecia ridícula para qualquer pessoa... mas não havia outra opção. Pedro e Rufino se escondem com o velho e, magicamente, despistam os policiais. O jovem Garou sabia que não era fácil enganar como havia sido, talvez o arrepio estivesse certo e aquele beco realmente não fosse normal.
.
O velho retira o cobertor e eles estavam livres novamente, sem perseguições. O mendigo pergunta o que tinha acontecido, analisando os dois jovens atentamente. Os olhares de Pedro se cruzam com o dele e o lua gibosa escuta as últimas palavras do ancião, que parecia conhecê-lo. Como ele sabia o seu nome de guerra, aquele que havia recebido a tão pouco tempo, logo após seu ritual de iniciação? Pedro se senta no chão, tira a mochila das costas. A Mochila Esportiva, assim como aquele cobertor, poderia esconder mais coisas do que se imagina. Ele a abre e joga no chão as coisas que estavam na superfície: havia um pacote de pão de forma e dois sacos de amendoim que havia conseguido roubar da loja de conveniência. Ele passa o saco para o mendigo, como forma de agradecimento:
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'- Obrigado, senhor... estaríamos lascados se não fosse a sua ajuda...' - ele puxa Rufino, para que o mesmo se sentasse ao seu lado, dando a ele um dos pacotes de amendoim enquanto continuava a conversa: '- Estávamos atrás do almoço, mas algo não deu muito certo... não foi nada legal, pra mandar a real... Ah, eu me chamo Pedro e ele é o Rufino...'
.
O garoto colocava uns amendoins na boca, enquanto olhava para os lados para ter a confirmação que a polícia havia ido embora. Ele continua:
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'- Mas acho que você já ouviu falar de nós, não é? Eu deveria lembrar de você?'
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Qua Out 24, 2018 12:01 pm

Vamos ter que dar um jeito de entrar nao vamos deixar ele escapar
vamos entrar pela porta mesmo e nao ha mais tempo a perder
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Out 26, 2018 1:11 pm

PEDRO; PEDRA-NO-SEU-CAMINHO


      Ainda desconfiado, embora aliviado, Pedro se senta no chão e retira a mochila das costas. Não era uma mochila qualquer, e assim como o cobertor sujo e esfarrapado do mendigo, era mais do que aparentava. O Roedor retira a comida que conseguiu surrupiar da loja antes do incidente e lança um pacote de amendoins para o velho, que o pega no ar com surpreendente agilidade.

'- Obrigado, senhor... estaríamos lascados se não fosse a sua ajuda...' - ele puxa Rufino, para que o mesmo se sentasse ao seu lado, dando a ele um dos pacotes de amendoim enquanto continuava a conversa: '- Estávamos atrás do almoço, mas algo não deu muito certo... não foi nada legal, pra mandar a real... Ah, eu me chamo Pedro e ele é o Rufino...'

      Rufino também se sentava, mas ainda se mantinha em silêncio, com uma expressão vazia em seus olhos, como se ainda não acreditasse no que viu. Pedro enchia a boca com amendoins enquanto olhava para os lados.

'- Mas acho que você já ouviu falar de nós, não é? Eu deveria lembrar de você?'

      O mendigo abre o pacote de amendoins, ainda sorrindo:

- Não se preocupe, este macaco velho despistou aqueles dois! Ah, obrigado pelo rango!

      Ainda olhando para Pedro e sorrindo, o mendigo continua:

- Desculpe não me apresentar apropriadamente, meus amigos me chamam de Tito. Acho pouco provável que tenhamos nos trombado no passado, mas "sacumé", o que acontece nas ruas voa rápido, e eu tenho ouvidos e olhos por todos os lugares!

      Vendo a expressão de Pedro, Tito prossegue:

- Sou um velho conhecido da véia Tereza, tivemos um rolo no passado, quando você provavelmente ainda nem estava no saco de seu pai, mas "sacumé", a comida dela era uma droga. Na verdade ainda é, estive por lá esses dias e não melhorou nem um pouco, e sabe de uma coisa?! Aquele casarão não mudou nada, me lembro de quando uma instituição religiosa tomava conta de lá. A dona Tereza foi uma órfã criada lá, senti seu cheiro há quilômetros e soube que ela era uma "parente", se é que você me entende. Com o tempo, a igreja foi ficando cada vez mais pobre e a instituição teve de ser abandonada. Foi aí que ela passou a viver comigo. Ela sempre desejou ter filhos, e eu queria povoar essas ruas com pequenos "roedores", mas a coitada descobriu que era estéril. Foi um golpe e tanto, mas hoje ela é mãe de muitas crianças sem pais, e decidiu reerguer aquela casa para acudir seus filhos das ruas. O coração da dona Tereza é muito grande e sempre tem espaço para mais um filho, uma pena que não se possa dizer o mesmo de suas habilidades culinárias, mas enfim...

      O velho comia um punhado de amendoins e olhava para Rufino.

- E aí, garoto. Escaparam por pouco, hein! Uma hora dessas te dou umas dicas de como fazer os policiais comerem poeira!

      O garoto olhava para baixo, fitando o vazio. Ele apenas olhava para o velho por uma fração de segundo, mas não respondia.

- Não se preocupe, garoto, isso vai passar! - O velho parecia ter percebido que algo muito ruim havia acontecido, então decide não falar sobre isso na frente de Rufino e muda de assunto.


- sabe, eu já conheci outro membro dos Órfãos da Sé. Curiosamente ele também é "um de nós". Posso apresentar você a ele uma hora dessas, ele tem mais ou menos a sua idade. Recentemente ele se integrou com aquele pessoal da Serpente do Brejo. Não sou muito fã daqueles almofadinhas, mas seria bom para você fazer parte de uma "matilha".


      Enquanto conversavam, um cachorro de rua magro e sarnento adentra o beco. Ele vem feliz até Tito, que o acaricia e dá alguns amendoins.






- Este é Goldberg, um dos meus olhos e ouvidos nas ruas. Sabe, a habilidade de falar com cães de rua é algo único para nossa "tribo". Assim como Tereza, eu também tenho muito apreço por órfãos, especialmente os de quatro patas, tanto que eles estão entre as poucas criaturas que tem a permissão de conhecerem meu castelo. Ah sim, este beco é meu castelo, apenas aqueles que eu permito podem me achar aqui. Este cobertor é minha capa da invisibilidade, para ativa-la eu apenas preciso urinar um pouco de Gnose nele, por isso ele fede tanto. E o principal, esta é minha coroa - Diz Tito, juntando uma coroa suja do Burger King de dentro de uma caixa velha de papelão - Eu a achei no lixo e a transformei num poderoso Fetiche, hoje ela faz de mim o rei das ruas. Nós somos realmente uma espécie magnífica, enquanto nossos irmãozinhos Andarilhos da USP gastam centenas de verdinhas para limparem a bunda com papel cheiroso e pagam para comer lixo, nós prosperamos com suas sobras e fazemos isso de graça. Nunca deixe que um destes playboyzinhos digam que você é inferior, nós somos o ápice da adaptação Garou!

      Por sorte, Rufino parecia não estar prestando muita atenção na conversa, e de qualquer forma, ele provavelmente acharia que Tito é apenas um velho excêntrico, como muitos outros encontrados nos becos. Tito colocava a coroa na cabeça e o cobertor nos ombros e se parecia com um verdadeiro maluco das ruas, embora Pedro pudesse notar um certo ar de sabedoria em sua esquisitice. As inúmeras rugas em torno dos olhos do velho pareciam ter muitas histórias para serem contadas, cada uma delas carregando consigo uma aventura. Tito poderia ser um bom mentor para o jovem Roedor, ele parecia conhecer muitos de sua espécie e poderia conseguir novos aliados para Pedro neste novo mundo que ele conhecia há tão pouco tempo, tudo dependeria das escolhas que o jovem faria daqui para frente.


Última edição por Krauzer em Sex Out 26, 2018 1:19 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Out 26, 2018 1:12 pm

RYAN: BICO-DE-ÁGUIA


O grupo então decide entrar na casa pela porta da frente mesmo. Assim, os três seguem até o portão e tocam o interfone. Uma voz soa por ele:


- Quem deseja?

Raul olha para Ryan como se esperasse que ele respondesse algo.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Out 26, 2018 3:54 pm

Tito. Era esse o nome do velho. Pedro faz questão de gravar o nome, ainda mais depois da história que ele conta. Se fosse mesmo verdade, as vidas de ambos os Roedores tinha em Dona Tereza o elo em comum. De fato, a comida da velha era uma gororoba, mas era inegável a sua habilidade em acolher os necessitados. O mendigo conhecia o casarão onde supostamente ele havia sido "sequestrado", como havia falado para os outros Orfãos. Ele olha para Rufino pelo canto do olho, mas percebe que o garoto ainda estava traumatizado demais para perceber um palmo a sua frente. Ele volta sua atenção, assim, para a história do velho, que tudo indicava ser um Rato como ele. O coroa até tenta alegrar o pequeno Rufino, mas percebe que é em vão.
.
'- Ele vai melhorar, podexá... um Orfão nunca fica pra trás!' - o guri comenta, dando umas palmadinhas nas costas do garoto.
.
O assunto segue para temas mais tribais e Tito revela ao jovem Cliath que havia outro Roedor nas fileiras dos Orfãos. Pedro se sobressalta, visivelmente surpreso pela história; ele fica interessado quando o assunto se foca no tema "matilha" e o tal no Caern dos almofadinhas universitários. Havia falado do lugar, mas ainda não havia metido o pé lá, parecia mais um daqueles locais cheio de gente velha e chata que não sabe se divertir.
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'- Sério? Eu vou querer conhecer esse moleque, sim! Bom saber que existe outro que possa ajudar com os moleques... tamo precisando de apoio mesmo. E eu já ouvi falar sobre essa galerinha granfina; quer dizer então que o nosso companheiro tá numa matilha de lá? Sabe quem são? Eu realmente não conheço a cara de nenhum deles de lá...'
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A ideia de participar de uma matilha empolgava Pedro, que via a oportunidade como uma forma de mostrar o seu valor.... mostrá-lo duplamente, como já haviam alertado a ele. O jovem Galliard sabia que os Ratos nunca eram bem-vindos, mas isso não tirava a sua força de vontade de provar-se. Diferente de muitos dos seus, que preferiam viver a margem das Seitas, Pedra-no-seu-Caminho se via compondo odes das aventuras de seus futuros irmãos, batalhando contra as verdadeiras forças da Wyrm. Ele devaneava em sua mente com todas as possibilidades, quando um vira-lata se aproxima de Tito e ele os apresenta. Pedro volta a si, cumprimentando o cão enquanto escutava o outro Garou. O discurso de Tito infla o peito do lua gibosa, ele sabia que eram sobreviventes e não deveriam ter vergonha disso! Se tivesse num local reservado, com certeza uivaria.
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Ele escuta sobre o seu castelo e seus Fetiches e percebe que o mesmo deveria estar nessa vida a muito tempo. O quanto aquele coroa deveria ter vivido? Quantas aventuras não deve ter enfrentado? Aquilo fascinava o menino de rua, que queria se inteirar de todas essas possíveis histórias.
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'- Você precisa me inteirar dessas histórias, Tito... não sei se tá ligado também, mas esse é o meu dever para com os meus, eu nasci numa noite de lua gibosa e estou destinado a narrar nossas histórias... e acredito que aprender um pouco a como compreender os orfãos de quatro patas seria um ótimo começo; se um dia estiver disposto, estou a disposição a ser teu aluno.'
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Ter Out 30, 2018 10:03 pm

PEDRO: PEDRA-NO-SEU-CAMINHO


      Tito percebe que Pedro apreciava boas histórias, e o fato de ser um Galliard reforçava isso, então passa algumas horas contando ao jovem Cliath um pouco de sua vida, enquanto sentavam e comiam.

      Por incrível que pareça, Tito não era um brasileiro nato. Ele havia nascido na Itália. Sua transformação foi tardia, quando já estava na idade adulta e tinha uma mulher e filha... que foram as primeiras vítimas do que ele acreditava ser sua maldição. Assim que tomou conhecimento sobre sua condição, ele praguejou contra os Garou, fugindo e tornando-se um Ronin. Ele viajou por todo o mundo, como um penetra em porões de navios e trens, da mesma forma que o animal que representa o totem da tribo (o rato, que povoou o mundo inteiro pegando carona com os colonizadores). Ele aprendeu e viu muitas coisas, conheceu pessoas interessantes, fez amizade com os indivíduos mais extravagantes, ladrões, traficantes, mendigos, imigrantes, ciganos, até que finalmente, sua consciência Garou lhe trouxe juízo e ele resolveu fazer as pazes com a mãe terra. Há algumas décadas se instalou no Brasil, que segundo ele, é a última esperança de Gaia e de todas as raças metamórficas, com seus abundantes recursos ainda inexplorados, sua diversidade de espécimes, quase como um último bastião que ainda não foi tomado pela Wyrm ou pela Weaver.
      Apesar de tudo, ele não é um guerreiro ("deixe as matanças na Amazônia para os sanguinários de Fenris e os Ahrouns alfas, deixe que eles sirvam de bucha de canhão contra as aberrações da Pentex enquanto fazemos nosso trabalho fora do campo de batalha"), não, ele preferia ajudar jovens lobos a encontrarem seu lugar no mundo. Quando perguntado sobre sua idade, Tito (ou Macaco-Velho para os íntimos) diz que estava chegando nos 100 (ele parecia ser velho, mas nem tanto, porém a herança Garou pode prolongar a vida de um ser humano por um tempo ligeiramente maior que o normal).
      Até mesmo Rufino parece se esquecer do ocorrido há algumas horas para dar atenção às histórias do velho maluco do beco. Ele não entendia muitas coisas que ele falava. Palavras como "Cliath", "Ahroun", "Galliard", "Fenris", "Wyrm", "Weaver", parecia algum tipo de código, mas como Pedro entendia tudo, ele acreditava que se tratasse de algum tipo de código ou gíria das ruas.

      Então, finalmente estava começando a escurecer e o velho olhava para o céu.

- Bem, já está chegando a hora de eu alimentar meus filhotes sarnentos e tirar um cochilo. Gostei mesmo de conhecer vocês, garotos. Podem passar no meu castelo sempre que precisarem, e sim, posso lhe ensinar a se comunicar com os vira-latas, podemos começar quando você quiser. Sei que o outro Roedor acabou de se juntar a uma matilha há alguns dias, posso procura-los e apresentar você. Se tiver um tempo, passe aqui amanhã à tarde. No momento, acho que seus companheiros devem estar querendo saber onde vocês se meteram!

      E assim, Tito se despedia dos garotos com um ar cordial.

      OFF: Se topar o convite de Tito, pode acrescentar o antecedente Mentor 2 à sua ficha!
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Ter Out 30, 2018 11:28 pm

OFF: Apesar do foco principal da crônica tratar-se dos Garou, decidi permitir personagens de outras raças de feras brasileiras: Ananasi, Bastet (preferencialmente Balam e Bubasti, mas outras tribos também podem ser aceitas se suas histórias forem congruentes), Mokolé, Nagah e Ratkin. Rokea também estão liberados, mas um Rokea que vive fora do mar é considerado um proscrito entre os seus, sendo caçado pelos da mesma espécie, e precisará enfrentar muitas dificuldades na superfície.

Ananasi:

Bastet:

Mokolé:

Nagah:

Ratkin:

Rokea:


Última edição por Krauzer em Qua Out 31, 2018 12:09 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Qua Out 31, 2018 9:43 am

entao eu respondo ao servo da wyrm se ele podi me dar um copo de agua
assim nos vamos conseguir ver o rosto do sujeito ou ate mesmo capitura-lo
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Nov 02, 2018 10:08 am

A história de vida de Tito parecia um verdadeiro ode heróico dos tempos urbanos. Ele realmente havia vivido muito, como sua idade e seu nome Garou prenunciavam. Pedro estava maravilhado com cada estrofe do que parecia ser uma epopeia das boas... mesmo ele nem sabendo o que diabos é uma epopeia! O velho termina seus contos e faz um convite para o lua gibosa, que abre um largo sorriso sincero. '- Estarei aqui amanhã à tarde, senhor!'- ele bate continência de maneira zombeteira e continua: '- Agora nós realmente temos que ir... como tu lembrou, os outros devem estar preocupados. Até amanhã, Tito!' - ele cumprimenta o velho, faz um carinho na cabeça do cachorro e sai dali puxando Rufino pelo braço. Estava feliz, encontrar um dos seus novos irmãos lhe enchia o coração de orgulho e entusiasmo. As histórias haviam sido boas e Pedro já estava ansioso para aprender aquilo que poderia lhe ser muito útil nas suas batalhas urbanas.
.
Pedro se afasta mais ainda do local do incidente. A medida que deixavam o beco, ele ia se lembrando da merda que aconteceu, sendo acometido pela raiva mais uma vez. Levava Rufino até um dos prédios ocupados da Sé, onde os Orfãos mais conhecidos as vezes iam pra comer o sopão solidário ou descansar o corpo num colchão velho. 
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Nov 05, 2018 9:58 am

RYAN - BICO-DE-ÁGUIA




      Assim que Ryan pedia um copo d'água, a voz no interfone falava um palavrão e desligava.


Raul: - Pelo jeito vamos ter que invadir o local mesmo!


      Raul olhava para os lados da rua até que visse uma oportunidade onde não houvessem pedestres por perto, então assumia a forma de Galabro, indicava para Ryan o seguir e Vivian ficar do lado de fora vigiando.

      Ryan rapidamente assumia a mesma forma e pulava facilmente o muro. Assim que adentravam o gramado da casa, um alarme soava.

Raul: - Droga, precisamos ser rápidos!

      Ambos então corriam em direção à casa. Raul na frente, saltava para dentro pela janela, estilhaçando-a. Dentro da sala, Raul dava de cara com Luis Carlos Peixoto lhe apontando um revolver, então antes que pudesse agir, era atingido no peito. A bala o atingia em cheio, mas mal causava dano, por sorte não era de prata. O homem então olhava apavorado para os dois garotos lobos à sua frente, sem saber o que fazer. Ambos precisariam agira rápido, pois o alarme ainda estava tocando e a polícia chegaria em breve.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Nov 05, 2018 10:39 am

PEDRO - PEDRA-NO-SEU-CAMINHO


      As histórias de Tito eram um prato cheio para Pedro. O velho Roedor provava que até mesmo os párias entre os Garou poderiam deixar seus nomes gravados na história e protagonizar contos que deixariam muitas odes sobre Presas de Parata e Crias de Fenris no chinelo. Ainda empolgado com as façanhas de Tito e mais empolgado do que nunca para um dia ter um acervo tão grande para contar em rodas de Roedores jovens, Pedro e Rufino caminhavam até os prédios gêmeos abandonados onde os Órfãos se encontravam nas últimas semanas.

      Rufino tirava Pedro de seu transe enquanto dobravam uma esquina.

- Aquele velho devia ser estudado hein! Como um maluco daqueles consegue se virar sozinho nas ruas?

      Então ambos chegam até as "torres gêmeas", o atual "QG" dos Órfãos da Sé.






      Aproximando-se da entrada, a dupla podia ouvir uma discussão. Pedro não gostava nada disso, eles raramente tinham a oportunidade de permanecer em um mesmo local por muito tempo, e uma discussão alta como essa durante a noite podia atrair a atenção da polícia para o local.






      Cada prédio servia como morada de uma facção dos Órfãos. O térreo era pouco mais do que um depósito de lixo, mas cada andar servia como abrigo para um órfão. A discussão ocorria no quarto andar, e Pedro podia ouvir as vozes de Astuto e Marcos (líder da facção de Órfãos que residiam no prédio ao lado).

Marcos:

      A discussão estava acalorada, Marcos gritava com Jair, dizendo que ele deveria ser expulso do grupo por quase ter trazido a polícia até as Torres Gêmeas. Astuto rebatia, dizendo que ele próprio comandava sua facção e portanto ele é quem deveria escolher se os membros de seu grupo seriam punidos ou não. Jair permanecia calado, com uma expressão emburrada no rosto, a arma que ele havia utilizado estava agora sobre um colchão no centro do corredor. Ninguém sabia como ele havia conseguido-a, segundo o próprio, ele "achou num beco por aí". Marcos e Astuto agora passavam a trocar insultos, Marcos dizendo que Astuto acobertava Jair, e Astuto dizendo que Marcos devia cuidar de seu bando. Tudo indicava que um racha era iminente, até que os membros de ambos os grupos notam a presença de Pedro e Rufino.

      Juninho vai correndo abraça-los, mas Astuto e Marcos continuavam a se ofenderem mutuamente, agora aos gritos.

Juninho: - Graças a Deus, pensei que vocês tinham sido pegos, onde estiveram nesse tempo todo?

      A conversa do trio era interrompida pelo som de um soco desferido no rosto de Astuto. Todos se viravam para a dupla em conflito, e um silêncio tomava conta do corredor.

Marcos: - Você não merece ser líder de droga nenhuma, eu te desafio a um duelo de adagas, quem ganhar é o novo líder dos dois bandos!

      O desafio parecia ter pego Astuto de surpresa, mas seu rosto demonstrava uma imensa fúria pelo golpe recebido e era evidente que aceitaria o desafio. Pedro não gostava muito de Astuto, mas Marcos era um jovem perigoso. Tão revoltado quanto Jair e tão maquiavélico quanto Astuto, muitos diziam que ele e seu bando estavam envolvidos com o tráfico de entorpecentes e segundo boatos, até mesmo de armas. Apesar de ambos os bandos conviverem próximos, as atividades do bando de Marcos eram cercadas de mistérios, e Marcos parecia estar vendo uma oportunidade de expandir seus negócios com as falhas do bando de Astuto.
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Mensagem por xKraven em Qua Nov 07, 2018 7:43 am

ainda tem vagas, colega mestre? adoraria fazer parte da crônica!
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Qui Nov 08, 2018 1:23 am

Na volta, Pedro ia silencioso, ainda degustando as histórias que acabara de ouvir. Entretanto, a medida que se aproximava das torres gêmeas, o Garou sentia o peso dos problemas que se avizinhavam. Ele escuta o comentário descontraído do companheiro e ri debochadamente, feliz por ver que Rufino encontrava forças depois do que havia ocorrido. O Rato os havia levado até Tito como sinal de benevolência e isso era bom... ele sempre estava com os seus filhos. Infelizmente, os problemas já eram grandes demais para serem intercedidos pelo Totem. Ao se aproximar das torres, Pedro ouvia a barulhada de dentro e já sabia o que lhe esperava... ele pega Rufino pelo braço e o puxa correndo para o interior. Assim que chega, ele lança uma frase de efeito para chamar a atenção e aliviar os ânimos:
.
'- Eu já ouvi putas pagas que gemiam mais baixo que as três madames... Que porra tá acontecendo aqui?' - ele sorri diante da aproximação de Juninho que os abraça, mas logo o afasta quando percebe que Astuto leva um soco bem dado de Marcos. '- Depois a gente conversa, mano... eu preciso dar um jeito nesse ataque de pelanca aí...'
.
Ele se aproxima a tempo de ouvir o desafio levantado por Marcos. Ele percebe a surpresa de Astuto e sabia o que aquilo poderia simbolizar... e não era nada bom. Marcos sempre tentava comer pelas beiradas e, pelo visto, agora queria abocanhar o meio da bolacha! *Puta que pariu!*, pensa o jovem Cliath. Ele se interpõe entre os dois, encarando o líder da facção rival nos olhos. Nesse meio centésimo de segundo, ele se concentra nos dons aprendidos durante o seu treinamento... ele havia aprendido com um outro lua gibosa a arte de persuadir  de maneira sobrenatural e não pensa duas vezes ao tentar utilizá-la ali (Ativação do dom Persuasão). Ele levanta a mão pedindo silêncio de Astuto antes que ele ousasse falar qualquer coisa. Pedro já havia liderado aquele grupo, já o havia tomado das mãos do antigo novo líder... não deixaria que outro, ainda mais Marcos, roubasse a liderança dos seus colegas Órfãos. Não seria o seu grupo um antro de aviõezinhos de traficantes aproveitadores!
.
'- Vamos lá, garotos... não estamos no momento de nos amontoar feito cachorros raivosos atrás da merda de um pedaço de osso já mordido! Isso aqui é uma família e, apesar de sermos grupos diferentes, nascemos da mesma boceta fodida: a da mãe das ruas! Questionar a liderança um dos outros só trará mais desavença entre as facções e isso nos separará...'- ele então tira o seu olhar do de Marcos e começa a percorrer por entre os outros Órfão, fazendo o seu discurso. '- ... somos filhos das ruas... como os ratos são! E assim como eles, somos uma família. Diferente pra caralho, com nossas opiniões diferentes, mas apesar das facções, todos nós somos Órfãos. Os tempos são difíceis, irmãos... nunca foram fáceis, pra mandar a real pra vocês! Se começarmos a nos atacar, seremos presa fácil na boca desses fodidos do caralho que sempre nos perseguem! É isso que vocês querem? Ver cada um daqui fodido, morto, ou pior... preso? Querem que nossa liberdade seja roubada? Então vão lá, se esfaqueiem feito bichinhas fodidas e iniciem o desmonte desse grupo...'
.
Ele buscava apoio dos seus companheiros mais próximos, a fim de tumultuar os presentes e aumentar o seu clímax. Ele tinha a plateia, precisava da atenção de todos. Ele, assim, volta, olhando mais uma vez nos olhos de Marcos. No caminho, ele pega a arma no colchão, a analisa um pouco e continua o percurso até os líderes. Assim, ele finaliza:
.
'- Eu vou me livrar dessa porcaria... essa merda não dorme uma noite no teto dos Órfãos! Agora, Marcos, fica na tua... Do Jair, cuidamos nós, que somos seus irmãos! Cuide dos seus, nós cuidamos dos nossos!'
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Ele termina sem piscar os olhos, fitando o outro líder de maneira fria.
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Pedro “Pedra-no-seu-Caminho”
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Kakuzu em Sex Nov 09, 2018 10:22 am

entao nos tomamos o revolver do luis carlos e tentamos desmaiar ele para capiturar e logo depois vamos sair correndo da casa para depois interrogar
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Nov 09, 2018 3:02 pm

PEDRO - PEDRA-NO-SEU-CAMINHO


      Percebendo o perigo que essa briga poderia causar, Pedro decide interferir, antes que algo pior acontecesse. O jovem Garou chegava colocando ordem na casa, com o auxílio de um Dom ensinado por um espírito ancestral. Todas as cabeças se voltam instintivamente para ele, enquanto o garoto caminha entre os presentes, recolhe a arma e olha desafiadoramente nos olhos de Marcos.

Testes:
Teste: Ativar Dom: Persuasão: 7 dados, dificuldade 6:

Resultado: 2,4,9,8,1,10,1 = Sucesso

Teste: Carisma + Lábia dificuldade 7:

Resultado: 8,2,2,7,7,9,6 = 4 sucessos.

      Com a ajuda de seus dons Garou, os argumentos de Pedro atingiam todos os presentes como uma balde d'água. Astuto, que parecia prestes a voar para cima do rival ali mesmo, repentinamente voltava a si. A expressão furiosa de Marcos mudava para um ar mais sério, porém, um leve sorriso se formava em seu rosto enquanto ele caminhava até Pedro.

- Falou bem, jovem! às vezes me pergunto por que não é você quem está na liderança deste bando?!

      Então contornava lentamente Pedro e cochichava em seu ouvido.

- Você tem futuro, rapaz! Não se continuar sob a asa de perdedores, você teria muito mais possibilidades do nosso lado, pense nisso! Além do mais, Astuto não é quem vocês pensam!

      Então, com um sorriso, Marcos caminha até o centro do corredor se dirigindo a todos:

- O jovem aqui tem razão, vocês são problemas seus, mas lembrem-se, quer queiram ou não, nós convivemos lado a lado. Fiquem espertos, pois se trouxerem problemas para nós, vão se ver conosco. Bora, rapaziada! - Dizia ele, fazendo um gesto para seu bando e indo embora, não sem antes ascender um cigarro de maconha improvisado e dar uma última olhada nos olhos de Pedro.


Gangue de Marcos:

      Assim que eles saem, todas as atenções se voltam para Pedro. Jair continua emburrado em um canto. Astuto parecia levemente  retraído pelo fato de ter demonstrado fraqueza ante outro líder e precisar "ser salvo" por outro membro do grupo. A expressão de Juninho mudava de tensão para felicidade e Rufino continuava cabisbaixo.

      O gelo era quebrado por Jorge que dirige-se até Pedro, apontando para a arma em sua mão:

- Espere, não se livre disso. Suas digitais estão nela agora, além do mais, ela pode ser útil no futuro! Dê-me ela!

      Astuto se aproximava em um tom cortês, mas a última frase era dita como uma espécie de comando. Talvez para recuperar um pouco da reputação de liderança que fora ofuscada pelo Roedor aos olhos dos Órfãos.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Nov 09, 2018 4:20 pm


RYAN - BICO-DE-ÁGUIA


Luiz fica pasmo, a bala parece ter penetrado no peito dele e até sangrado, o que elimina a possibilidade dele estar usando colete à prova de balas. Pior ainda, olhando os rostos dos indivíduos que invadiram sua casa, ele percebia que eles nem mesmo pareciam humanos, e sim animais selvagens bípedes.

Spoiler:



Sim, ambos haviam rasgado o véu, mas com um pouco de sorte poderiam contornar a situação. No momento, o mais importante era desarmar o homem, nocauteá-lo e fugir antes que a polícia chegasse.

Raul segura o pulso do homem e o torce. O estralo é horrível, bem como o grito de dor que o acompanha, mas a arma é largada no chão. Ryan o golpeia com um soco, derrubando-o, mas ele ainda mantinha-se acordado, agora mais nervoso do que nunca. Raul então o chutava no rosto, talvez com um pouco mais de força do que o esperado.

Finalmente o homem estava no chão, seu nariz e mandíbula pareciam deslocados e ele sangrava, mas não havia muito tempo, então Raul o coloca nas costas e diz para Ryan correr. Ambos correm até o muro da parte traseira da casa. Sirenes de polícia eram ouvidas se aproximando. Ryan conseguia saltar facilmente, já Raul, por estar carregando o homem ferido, tinha mais dificuldades. Eles não viam Vivian em lugar algum, mas precisavam correr.

Repentinamente Ryan pensou o quão atrapalhada foi sua primeira missão, eles teriam de sair correndo pelas ruas de São Paulo à noite, em forma de Galabro, carregando um moribundo e sendo perseguidos pela polícia. Seria quase um milagre se isso terminasse bem. De repente, uma luz como a de um farol ilumina a dupla. A polícia já os havia visto. Raul grita:


- RÁPIDO, VAMOS NOS SEPARAR, VOCÊ VAI PELA DIREITA E EU PELA ESQUERDA!


Então a perseguição começava. Ryan corria por becos desconhecidos na tentativa de despistar os policiais, enquanto esperava que Raul estivesse tendo sucesso. O Filho de Gaia rapidamente deixa os policiais para trás.

Ryan então se vê em um beco, sozinho. O som das sirenes policiais já não é mais ouvido, mas não há sinal do restante de sua matilha.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

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