Lobisomem (Universidade dos Lobos)

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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Black Thief em Qui Dez 13, 2018 11:22 pm



A frustração estava no âmago de Hunter, o Ragabash pretendia voltar para casa com a companheira perdida já a salvo. Começara a pensar que fora ingênuo, logo ele que sempre tinha preferência por ver a deformação mais escrota que seu rosto que o mundo era, resolvera criar uma fagulha de esperança de que não perderia um colega de matilha antes de conhecê-lo, e para quê? A vida é uma droga, a Wyrm vence cada dia mais e não é atoa, a Weaver também é inimiga e a Wyld parecia ser um Celestial mais burro que uma porta por não conseguir nem se cansar um pouco de produzir tanta merda de uma só vez.

Ok, agora estava botando a culpa nos Celestiais. Hunter então sentira seu estômago contrair e sua garganta ressecar, ele estava frustrado e com raiva, aquilo era muito claro e não precisava conhecer o Ragabash pra ver isso.

Raul escreveu:- Cara, não tenho muita ideia do que fazer. Depois do que vimos lá, temo que ela tenha sido capturada. E como ela estava próxima da casa do engravatado lá... bem, eu duvido que um cara que saiba tanto não seja vigiado. Precisamos saber se Pedro descobriu mais alguma coisa!

Hunter bufava com as duas mãos na cintura se apoiando em seu próprio corpo, era como se o estresse da situação, a fome e a sede estivessem esgotando suas energias físicas. Ele olhava para o vazio, parecia refletir um pouco, mas não conseguia pensar direito. Ele então diz:

- Nossa única chance é pedir conselho pra cachorro velho, e ver se cagão na casa do Fernando sabe quem cuidava da segurança dele. Isso se ele souber que tinha uma segurança.

Ele então parava um pouco, o suor era enervante, e ele então diz:

- Vem, vamo comê alguma coisa, eu pago.

Então iria levar Raul para uma padaria, ou restaurante mais próximo, pediria apenas uma garrafa de água e ia pedir apenas as carnes do menu. Hunter não conseguia aplacar sua fome com comida de Hammster e capim de cavalo, tinha que ser carne mesmo, de preferência mal passada. A ideia de pagar essa comida para o Raul era também ir criando laços com o Roedor, se iriam trabalhar juntos ele precisaria saber que o outro Ragabash também estava bem disposto a isso.

Só depois eles voltariam para a casa de Fernando e logo Pedro já estava lá para recebê-los. Pedro podia ver Hunter numa cara não muito boa, além da cicatriz, claro, ele já dizia indo pro sofá se sentar.

- Loucademia de Policia por todo o lado da casa. Parecia que estavam investigando/limpando a cena do crime. Achamos buracos de bala no lugar onde o Raul e o Ryan tinham deixado a Vivivan mas estava limpo, e por coincidência com cheiro de produtos químicos que diaristas devem conhecer bem. "Enquanto isso, no Lustre do castelo..."

Ele citava Castelo Ra-Tim-Bum

-... A casa dele está em volta numa aura corruptora da Wyrm, mas está tudo vazio, nem mesmo as cabeças de teia estavam por lá. O Raul disse que mais cedo eles se deram mal com elas, a Vivivan não deve ter arriscado ir pra Umbra, seria trocar 6 por meia duzia na escala do perigo. Pode ser que ela tenha sido levada.

Raul então começava a apagar as memórias do cagão, e enquanto isso Hunter se levantava e dizia:

- Aí preciso fazer uma ligação, não comecem uma festa sem mim, eu já venho.

Hunter então vai a um lugar mais afastado e privativo, e ligava para sua Tia Lorraine, precisava de um conselho sobre como lidar com essa situação.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Dez 14, 2018 12:35 am


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Pedro escuta o que Hunter tinha pra dizer e as notícias não eram muito boas. O mesmo se retira pra falar ao telefone, deixando os Roedores sozinhos. Enquanto os irmãos tribais estavam a sós, Pedro pergunta a Raul:
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'- A tal da Vivian foi raptada, então? A gente não pode esperar muito tempo; esses filhos da puta vão querer usar ela como cobaia pra testar essa merda de produto da Wyrm! Eu já ouvi falar de um ritual basicão pra encontrar coisas e pessoas... podemos tentar aprender essa parada pra achá-la. Achando ela, nós provavelmente encontraremos o laboratório e a fórmula dessa merda. Tu conhece alguém que saiba ele?'
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Dez 14, 2018 9:37 am

HUNTER/PEDRO



      A frustração era o próximo sentimento de Hunter nessa hora. Por que ele foi nascer justo do lado perdedor da batalha? Como os Garou foram deixar as coisas chegarem nesse ponto? Logo eles que controlavam o crescimento da humanidade através do Impergium e agora perdiam terreno a cada dia para a Wyrm e a Weaver.

- Nossa única chance é pedir conselho pra cachorro velho, e ver se cagão na casa do Fernando sabe quem cuidava da segurança dele. Isso se ele souber que tinha uma segurança.


- Tomara! Pobre Vivian, nem chegamos a conhecer ela direito. Sem falar que vai ser um fiasco perdermos uma companheira dessa forma!


- Vem, vamo comê alguma coisa, eu pago.

- Sério? Valeu cara, fico devendo essa!

      Os dois Garou param então em um boteco qualquer na beira da rua para comer alguma coisa. Fazia tempo que Raul não comia carne que não fosse de sobras, pelo menos o ânimo dele parecia um pouco melhor. Nesse meio tempo, os dois aproveitam para se conhecerem melhor. Raul lhe explica que não conheceu seus pais, foi criado por sua tia, uma prostituta viciada em crack que não dava a mínima para ele e teve de conviver com um rodízio de padrastos, um pior que o outro. Ele mostra algumas marcas de queimadura de cigarro no corpo e as palmas de suas mãos, que foram queimadas na boca de um fogão. Ele fugiu de casa aos 10 anos e foi morar na rua, onde foi "adotado" pelos Órfãos da Sé. Isso até que numa noite de lua nova ele se transformou em um monstro e devorou seus irmãos das ruas. Ele acordou nu, coberto de sangue, com gosto de carne humana na boca, em uma caçamba de lixo e ali permaneceu por dias, esperando que a morte o levasse. Mas em vez dela, quem apareceu foi Tito (sim, o dono daquela capa fedorenta que agora carregavam). O velho safado era um gozador e para levantar seu astral, inventou um monte de bobagens, como o fato de que a licantropia era uma DST transmitida apenas por homens (o que deixou o Roedor bastante encucado, será que seu pai também era um, ou algum padrasto pedófilo havia abusado dele quando ainda era um bebê e ele não se lembrava?! O pensamento era aterrador.). Raul acreditou nisso por dias até que o velho contou que apenas estava tirando uma com a sua cara...




***




      Pedro deixava Luís com Fernando e ia tomar um banho. Ele pensava em como era bom morar numa casa com água encanada e energia elétrica, mas se lembrou das palavras de Tito, esses luxos apenas servem para amolecer os Garou, a vida é uma selva e apenas os mais adaptados sobrevivem, e os Roedores de Ossos eram o ápice da adaptação, enquanto aqueles que zombavam deles se tornavam escravos de suas próprias posses e se ajoelhavam diante de uma barata.

      Após o banho, ele vai até a cozinha (com a mesma roupa) e prepara alguns sanduíches. Quando terminava, a campainha tocava. Pela expressão de Hunter e Raul, as notícias também não pareciam muito boas. Após ambos os grupos revelarem o que descobriram, parecia óbvio que Vivian havia sido capturada pelos homens da Nightfang e serviria como cobaia. Eles precisariam agir rápido, mas invadir uma empresa controlada por sanguessugar sem ter certeza de nada seria praticamente suicídio, ou no mínimo, uma enorme fenda no véu.

      Hunter se levanta para ligar para sua tia, enquanto Pedro fala sobre um ritual que ouviu falar no passado, no que Raul responde:

- Sim, já ouvi falar dele também, o Ritual da Pedra Caçadora ou algo assim, não?! Não parece ser muito complicado, tenho certeza que várias pessoas da Seita da Serpente do Brejo devem conhecê-lo. Tem um tal de "Rei da Erva" da nossa tribo, um Theurge malucão, mas ele é o Mestre dos Ritos da Seita, com certeza deve conhecer esse ritual. O problema é que aquele cara fede à maconha e vive me oferecendo um pouco, e eu já tive problemas com drogas na infância...






***





      Hunter pegava seu celular e de cara já via uma mensagem de sua namorada, enviada a poucos minutos.

"Amor, onde vc tá? Acordei e vi que vc ñ tava aqui. Oq aconteceu? Se estiver tudo bem, manda um tok."


      Em seguida ligava para sua tia. O telefone tocava várias vezes até que ela finalmente atendia:


- Alô, o que foi Hunter? Estou um pouco ocupada. Conseguiu falar com Joelson?

      Assim que lhe explicava a situação, ela se mostrava preocupada.

- Droga, os anciões mandaram a matilha iniciante de vocês para esta missão? Eles devem estar mesmo desesperados, principalmente pelos boatos que ouvi sobre Tormento de Gaia estar envolvido. Se bem que tenho ouvido muitas histórias por aí e o filme de Joelson anda bem queimado se o que dizem for mesmo verdade!

      Antes de desligar, ela alerta sobre o tal "Tormento de Gaia".

- Nos últimos tempos andei pesquisando bastante sobre vampiros e descobri algumas coisas. A linhagem de Tormento de Gaia é conhecida entre os outros cadáveres por ser contaminada com uma completa insanidade. Malakavianos ou algo assim. O nome exótico do indivíduo se dá ao fato dele se empenhar em uma cruzada mortal contra a própria Gaia, matando e destruindo tudo que seja benéfico à natureza. Também descobri algumas verdades e mentiras sobre os vampiros e suas fraquezas. Ao que tudo indica, eles não podem andar de dia, e podem ser mortos pelo fogo e decapitação. Eles não precisam de convite para entrar na casa de ninguém e alho é inútil, além disso, estacas no coração não os matam, mas segundo relatos, os paralisa. Eles podem regenerar membros com o tempo, mas nossas garras e dentes parecem ser eficazes contra eles. Ah sim, evitem sempre que possível olhar nos olhos deles, dizem que alguns podem controlar mentes. Tormento de Gaia também é conhecido por ser um arsenal ambulante. Os sobreviventes dos encontros com ele divergem sobre alguns detalhes de sua aparência, mas alguns deles são frequentes, como o fato de sempre usar uma máscara cobrindo todo o rosto. No mais, tome cuidado e boa sorte!
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Dez 14, 2018 3:06 pm


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O Roedor, ainda absorto em suas reflexões de sobrevivente, acaba sendo trazido pelas informações que Raul trazia. O ritual da Pedra Caçadora seria essencial para encontrarem Vivian e, encontrando a guria, encontrariam o laboratório. Eles teriam que tomar muito cuidado, mas não poderiam deixar a companheira sem amparo. Desejava ansiosamente o momento em que salvariam-a e poderiam colocar fogo naquele outeiro de merda da Wyrm. Ele, concordando com a cabeça, responde Raul:
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'- Cara, eu posso falar com esse Rei-da-Erva e aprender o ritual antes da Assembleia, se tu achar de boa. Depois posso passar pra vocês, parece ser um rolê importante... mas, diz aí, a capa deu certo? O velho matou a pau com esse fetiche do caralho... eu vou tentar pedi emprestado esse bagulho pra nossa missão de resgate, acho que pode ser um elemento surpresa!'
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Última edição por @nDRoid[94] em Sab Dez 15, 2018 11:28 am, editado 1 vez(es)
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Dez 14, 2018 4:52 pm

PEDRO - PEDRA-NO-SEU-CAMINHO


- Bem, não sei como funciona essa parada de rituais aí, mas também acho que devemos tentar algo antes da assembléia. Não sei se o cara tem alguma residência fixa, mas sempre que o vejo, está zanzando nos bosques de biologia da USP e arredores, seja na forma de lobo, que parece um cachorro sarnento de rua, seja catando latinhas jogadas no chão para vender, ou vendendo e fumando maconha. Você saberá quem é ele assim que o ver, ou sentir seu cheiro, confie em mim.




***




      Após comer os sanduíches, Pedro se dirige até o local indicado por Raul. Ao chegar lá, ele se surpreende, aquilo era enorme, seria como achar uma agulha em um palheiro.









      Por outro lado, uma sensação de bem estar o atinge ao adentrar a mata. Era realmente espantoso como eles puderam preservar um lugar como este em meio à enorme metrópole cinzenta de concreto e asfalto que era São Paulo. Um bastião da Wyld que resistia bravamente em meio às torres da Weaver.








      Após cerca de meia hora perambulando pelo local, ele encontra, perto de um tronco caído, o que poderia ser uma espécie de mini-acampamento onde algum grupo andou usando drogas recentemente. Se ele seguisse a trilha, talvez chegasse no lugar certo.



***




      Após passar por mais alguns pontos como o anterior (alguns com preservativos usados jogados no chão), ele finalmente avista um homem em meio a uma moita. Ele parecia estar numa espécie de transe enquanto fumava um baseado.










      Quando se aproxima do homem, ele parece acordar do transe e volta-se para ele.

- Hey brow, que que tá pegando?! Tem um trocado?


OFF: Caso se apresente como um Garou, ele continua.



- Ahhhhhh sim, você deve ser um daqueles fedelhos da matilha daquele tal de... p#rr@ qual é aquela palavra em inglês mesmo... ah tanto faz, o Freddy Krugger, aquele Fenris com a cara f#did@. Prazer, sou o Rei da Erva, Theurge Ahtro dos Roedores de Ossos a seu dispor. Quer um pouco? Ajuda a relaxar, acalma a mente! Principalmente hoje que teremos uma Assembléia e o Batatinha está com o c# na mão. Hoje a coisa vai pegar fogo, heh heh heh
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sab Dez 15, 2018 11:26 am


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O Roedor concorda com a proposta de Raul, ele também já estava agoniado de ficar ali parado sem poder fazer nada. Pedro pergunta o nome Garou de Vivian e se Raul tinha alguma coisa dela; qualquer coisa que pudesse facilitar a execução do tal ritual. Com ou sem as repostas, o Galliard seguiria seu rumo, despedindo-se do irmão tribal:
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‘- Pois eu tô indo, Raul. A gente se tromba lá na assembleia... avisa pro Hunter e pro Fernando  a nossa ideia.’
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Pedro pede a capa de invisibilidade de volta, caso precisasse. No fim, a chegada ao campus universitário não tem nenhum problema e Pedro se embrenha no meio daquela mata quase que selvagem em meio a robustez dos prédios e edifícios. Ali era notório o embate insano entre a Wyld e a Weaver, o lua gibosa conseguia sentir o impacto na sua pele. Ele se permite aproveitar o sentimento que lhe atingia antes de prosseguir... a vida nas ruas não permitia um contato tão profundo com as energias gaianas. Assim, o menino de rua segue o seu caminho à procura do Rei-da-Erva. Não é fácil, mas não demora muito para encontrar um primeiro acampamento que indicava um possível rastro do Garou. Ele o encontra, no fim do rastro de bitucas de becks e camisinhas, chapando suavemente. Pedro se aproxima e se apresenta:
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‘- Ih, cara, pode ficar relaxado que eu sou dos teus... eu sou a Pedra-no-seu-Caminho, nascido na lua gibosa sob as duas patas e acolhido pelo nosso Totem. Sou um dos novatos.’
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O Theurge então se apresenta e indica que já conhecia o Hunter. Pedro ri da confusão do lua crescente com o nome do seu companheiro de matilha, mas não aceita de pronto o convite feito pelo Ahtro:
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'- Tem como ficar pra próxima, cara? Eu tô aqui num meio d’uma missão meio pesada e não ia ser legal gastar essa erva cheirosa pra caralho numa bad vibe da porra... seguinte, uma companheira de matilha minha e do Raul se perdeu num meio de uma missão e estamos achando que os filhos da puta dos sanguessugas raptaram a guria pra usar ela de cobaia em algum experimento maluco deles. Eu e o Raul tivemos a ideia de usarmos a Pedra Caçadora, mas nenhum de nós conhece o ritual... aí ele me passou o B.O., me falando que tu era o Mestre dos Ritos da parada e que podia nos ajudar com esse pequeno problema. Será que rola? A gente ia achar do caralho e eu me comprometo a te pagar esse favor depois... estamos realmente com medo do que esse bando de filho da puta possam fazer com ela!'
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sab Dez 15, 2018 8:55 pm

PEDRO - PEDRA-NO-SEU-CAMINHO


      Raul sente muito, mas não possui nenhum objeto de Vivian, eles nem mesmo chegaram a conhecer direito a companheira. Tudo o que ele diz é seu nome Garou, "Sombra-da-Noite".




***





- Mas que sacanagem, os Theurge andam cada dia mais raros, né?! Que desgraça uma matilha sem um xamã. Certo, fedelho, eu posso quebrar o seu galho, mas como tenho que ir preparando o terreno para a assembléia, não tenho muito tempo. Tudo que vou te pedir... bem, eu sou um cara muito ocupado, sabe como é. O trabalho exige muito de mim e eu permaneço a maior parte do tempo neste bosque. O que eu tenho de lhe pedir é o seguinte, "mermão". Faz mó tempão que não tenho a oportunidade de... sabe como é, "molhar o biscoito", “pôr a jiripoca pra piar”, “dar um tapa na aranha” ou seja lá como vocês chamem hoje em dia. Essas franguinhas universitárias vivem me paparicando para que eu dê maconha de graça pra elas, mas x@n@ que é bom nada, elas preferem aqueles bombadinhos metidos a surfista que gostam de fazer a unha e dar ré no quibe. Não é uma tarefa tão difícil, deve ter um monte de cocotas e putas pagas vadiando pelas ruas não muito longe daqui durante a noite. Me consiga uma delas, de preferência uma que faça %$#@# e *&%$@##$ bem feito e vai me deixar felizão. Não precisa nem ser muito bonita, não ligo muito para essas coisas na minha idade. Me prometa conseguir uma dessas e trato feito!

      Caso aceite, então o "Rei" começa seu ritual. Ele saca um barbante que usava para amarrar pacotes de maconha, em seguida fuça em algumas sacolas e pega uma pedra de crack.

Spoiler:


- Essas não são minhas favoritas. As verdinhas sempre foram minha paixão, mas também dão pro gasto, heh heh heh.

      Então ele amarra o barbante na pedra, com muito cuidado e uma precisão cirúrgica para não esfarelar a pedra. Em seguida começa a tragar um pouco de seu baseado, cantarolar algo que parece uma canção indígena com baboseiras em português misturadas, soprar fumaça na pedra, e gira-la no sentido anti-horário.








- Tem algum objeto dela? Nada? Pelo menos sabe o nome Garou da cocota? Menos mal!


      Então o Roedor cantarola o nome da garota, dá mais uma tragada e se concentra como se estivesse novamente em transe. Aconteceu muito rápido, Pedro sentiu uma energia emanando de algum lugar até a pedra, que girou no eixo e apontou sua parte mais afiada para uma direção contrária ao vento.

- Feito, está prontinho! Tome cuidado pois a pedra é frágil. Ah, faça o que fizer, não fume essa pedra. Falo por experiência própria, fumar uma pedra usada em um ritual vai te mandar direto para o hospital, ou mesmo para o cemitério, jamais faça isso! Agora vaza, tenho de terminar meu serviço, e não se esqueça da minha thuthuca, minha virilha já está coçando!
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Black Thief em Seg Dez 17, 2018 10:09 am

Hunter ia conhecendo o outro sem lua e a medida que ele ia contando as estórias da vida miserável Hunter ficava sério mas não se impressionava, o mundo era uma merda, a pessoas eram um monte de merda de pernas, tudo o que mudava era que algumas eram merdas moles, outras duras, umas marrons, outras verdes de tão podres, e no final descontavan tudo em inocentes que na maioria dos casos tbm viravam um monte de bosta podre, mas Raul parecia ainda ser uma vítima, apesar de tudo ele ficava puto e não ia de forma alguma permitir que isso acontece novamente, alguém se aproveitar o SEU companheiro de matilha assim.

Ele então perguntava

- Você sabe luta bem?

Se ele dissesse que não, Hunter diria:

- Vai aprender. Ninguém nunca mais vai mexer contigo, e se mexer, vai se arrepender de ter nascido.

Hunter falava seriamente para Raul, e não ia aceitar um não como resposta, jamais ia permitir que alguém de sua matilha abaixasse a cabeça pra qualquer um após ser desrespeitado de alguma forma.

Quando Raul fala que Tito disse que Licantropia era uma DST Hunter caiu na gargalhada e quase engasgou com o pedaco de carne na boca, precisou engolir rapidamente a água pra se recompor, e quase chorou.

- Aí ai... Esse Tito é foda... Quero conhecer ele.

Agora o Fenrir contava um pouco da sua própria estória, ele contava que seus pais foram mortos por um Fomori na frente sua e de sua irmã, eles foram salvos pela tia que era uma Fenrir Ahroun bem a tempo e desde então eles tem crescido entre os Crias de Fenrir ja sabendo o que poderia vir o esperar. Ele falava que ele e a irmã sempre foram rivais e a tia Lorraine até encorajava essa competição que tinham, mas na real Joan não queria a vida de um Garou, ela queria seguir seu próprio destino e quando Hunter passou pela primeira mudança sua tia estava lá, então foi fácil dominar um filhote descontrolado. Ele então contou a estória da cicatriz no rosto, fora uma cicatriz de batalha que ele ganhou no ritual de passagem, um dançarino da espiral negra surpreendeu a matilha de ritual de Hunter, alguns dos filhotes morreram na batalha, mas eles conseguiram dar conta. A cicatriz fora mantida por Hunter de vontade própria, pra nunca esquecer daquele dia. E então, depois que imobilizaram o dançarino, Hunter aplicou a Águia de Sangue nele, o que lhe rendeu seu nome Garou posteriormente. Caso Raul não soubesse o que é Aguia de Sangue, Hunter iria explicar com visível empolgação e diversão a tortura antes de morrer que era para aqueles quando e cometeram os piores crimes entre seus antepassados. Ele tbm conta que no final o dançarino não ia pra Valhalla, já que gritou a beça. No final ele explica que aquilo era um aviso pro inimigo não mexer com os Crias, mesmo os filhotes.

Depois ele contava de como conheceu Alice, sua namorada e como estão juntos ainda apesar das dificuldades do mundo Garou. Também contou que ela era uma parente perdida. Hunter apenas poupou Raul de como fora a criação entre os Crias e como foi endurecido e até certo ponto ensandecido, desde jovem, para poder ser Fenrir promissor.

Eles então terminaram de comer e voltaram.

Off: Considerar que Hunter usava trocadilhos para se fazer entender e não ficar dizendo dialetos Garou em público

Quando voltaram e Hunter foi ligar pra Tia já viu a mensagem de Alice, um sorriso escapou de seu rosto e ele respondeu a mensagem:

"Desculpa amor, ocorreu uma emergência no Caern e estou resolvendo. Uma garota da minha nova matilha desapareceu e temos outras coisas mais. Não me espere que talvez eu não volte até o amanhecer, mas vou te mantendo informada. Amo você."

Alice era a pessoa mais importante da sua vida, odiava ter que ficar sem ela, mas ambos já tinham conversado sobre isso e era necessário que ambos precisassem desse sacrifício.

Quando Loraine atendeu ele respondeu:

- Fala tia. Beleza, vou ser rápido então. Pra começar, não foi com o Joelson, foi um cara tão chapado que não lembrava nem o nome. Ele ter me dado o recado e nada foi a mesma coisa, era melhor o chefão aí ter me mandado o endereço que no final eu descobri até o início da parada com a própria matilha e o Fernando.

Hunter então explicava de forma resumida o que aconteceu e então ela respondia e o Ragabash respondia denovo.

- Porque não estou surpreso? Esse cara parece que tem um parafuso a menos no cérebro pelo que tenho ouvido por aí. Só de ele mandar um cara que tinha mais maconha que cérebro na cabeça com a urgência toda para que eu me apressasse já me fez questionar quem pós esse cara na liderança. E ainda tem a parada dos sangue-sugas. Se ele quer usar esse caras pra mata-los depois, é uma boa ideia, mas se não for, o que parece que não é, entao é uma baita de uma merda.

A tia então falava um pouco mais sobre as fraquezas dos vampiros. Hunter tivera uma experiência com eles, salvando Alice. Ao final Hunter dizia:

- Certo, valeu, mas o que preciso saber, é se a senhora conhece alguma coisa que possa vir a me ajudar a encontrar a Vivian. Qualquer coisa serve, e então vou correr atrás. Estamos sem pistas.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Seg Dez 17, 2018 11:29 am


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O Roedor encontra com o Rei-da-Erva e, porra, ele realmente não tinha dado um trago naquela maconha? Se alguém tivesse lhe contado o que havia visto, ele com certeza riria. Acreditava que a maconha do Ahtro deveria vir da safra mais natural possível, mas e o crack? Pedro não era um conhecedor das drogas nem nada disso, mas sempre acreditou que crack era uma coisa da Wyrm... ele havia visto alguns garotos dos Órfãos que se meteram com aquela merda e o resultado havia sido destruidor. Um deles havia morrido e Pedro ainda conseguia rememorar o pesadelo que havia sido a cena. Felizmente, eles conseguiram tirar alguns poucos do vício... obviamente a abstinência às vezes era pior que a morte.
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Pedro observa todo o rito para gravar todo o procedimento. Provavelmente não usaria os mesmos instrumentos, mas um dia poderia ele mesmo precisar executar o ritual. Tiraria um tempo para aprendê-lo depois. Agora, ele precisaria ir pra assembleia. O Roedor pega a Pedra Caçadora feita para a companheira e a guarda numa caixinha metálica que ele retira de dentro de sua Mochila Esportiva. Ele toma muito cuidado no processo inteiro. Antes de sair ele agradece o Rei:
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‘- Valeu mesmo, Rei-da-Erva! Isso vai ser uma mão na roda do caralho! E, podexá que a gente vai arranjar uma xota quentinha pra tu se divertir. Palavra de Roedor!’
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O Roedor pergunta em que direção ficava o local onde se realizaria a assembleia. Talvez já tivessem alguns Garous por ali e ele poderia enfim conhecer quem eram alguns membros da Seita da Serpente do Brejo.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Dez 17, 2018 12:24 pm


HUNTER LOCKWOOD - ÁGUIA-DE-SANGUE



      Hunter sabia que o mundo era um lugar hostil e sujo, e colocaria você de joelhos a menos que você demonstrasse força. Tanto no reino animal quanto na sociedade humana, os indivíduos adoram se aproveitar dos mais fracos e a infância de Raul era o exemplo clássico disso. O Fenrir sentia um misto de empatia com frustração ao ouvir a história. Sua matilha não deveria possuir membros fracos, essa era a filosofia que colocou os Crias no topo da cadeia alimentar da Nação Garou.

Hunter: - Você sabe luta bem?

Raul: - Bom, digamos que sei me virar. Aprendi um bocado nas ruas, mas nada profissional é claro. Teve uma vez que peguei um turista gringo tentando me fotografar pelado enquanto eu tomava banho em uma sanga nos arredores da cidade. Dei uma surra no cara e tomei a câmera dele, depois vendi e me comprei uma faca e comida para toda minha gangue.

      Ainda assim, Hunter achava que o Roedor podia melhorar bastante e prosseguia:

Hunter: - Vai aprender. Ninguém nunca mais vai mexer contigo, e se mexer, vai se arrepender de ter nascido.

Raul: - Bem, já que você insiste. Seria interessante alguém para ensinar os truques dos brutamontes Crias de Fenris. Nunca vi nenhum deles, mas pelo que os Roedores falam, eles sempre abaixam a cabeça quando um deles aparece. Seria interessante impor respeito com eles, haha.

      Quando Raul conta sobre as piadas de Tito, Hunter quase engasga rindo.

Hunter: - Aí ai... Esse Tito é foda... Quero conhecer ele.

Raul: - Sim, o cara é uma figura, mas eu fiquei realmente puto quando ele me disse que estava só me zoando. Eu me lembro exatamente da cena, ele me disse que a Licantropia era uma doença tipo a AIDS, em que apenas os homens transmitem, então eu me levantei furioso e gritei para ele "Tá me tirando véio?! Eu sô macho! Ninguém nunca comeu meu c#!".

      Hunter também contava sua história, incluindo sua cicatriz. Raul achava algo bem diferente uma tribo que tem orgulho de suas cicatrizes, mas até que fazia sentido. Como uma prova de que você foi tocado pela morte, mas mandou ela de ferrar e continuou seguindo adiante. Tipo uma prova para guardar pelo resto da vida sobre seus feitos e de como a vida no campo de batalha pode ser dura.



***



      Quando Hunter ia ligar para sua tia, via a mensagem de sua garota e a respondia:

"Desculpa amor, ocorreu uma emergência no Caern e estou resolvendo. Uma garota da minha nova matilha desapareceu e temos outras coisas mais. Não me espere que talvez eu não volte até o amanhecer, mas vou te mantendo informada. Amo você."

      Alguns segundos depois a mensagem era visualizada e respondida:

"Hum, pobre dessa garota. Ela é da sua tribo? Tem mais alguma menina nessa sua matilha?"

      Hunter já conhecia bem sua namorada para entender que havia uma pontada de ciumes nas perguntas dela.



***




      Durante a conversa com sua tia, ela lhe falava sobre fraquezas dos vampiros, e Hunter lhe lembrava que já havia dado conta de um deles.

- Sim sim, mas não se engane, chutar o traseiro de um "neófito" é fácil, mas essas criaturas não envelhecem e tornam-se mais poderosas com o passar dos tempos. Há relatos de alguns com séculos de idade que governam cidades inteiras. Nunca os subestime e lembrem-se, eles não jogam limpo!

      Quando fala que Joelson deixou a tarefa para um "maconheiro" e que Joelson devia ter um parafuso a menos ela responde:

- Ele deixou o Rei da Erva? Deve ter alguma coisa errada, Joelson anda muito estranho nas últimas semanas!

      Por fim, quando pergunta sobre um método de encontrar a garota, ela diz que conhece um ritual chamado "A Pedra Caçadora" mas que não sabe realizá-lo.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Seg Dez 17, 2018 12:24 pm

PEDRO/HUNTER


      O Rei dizia a Pedro que a assembléia seria realizada em uma clareira logo atrás de onde eles estavam. A assembléia apenas seria realizada horas depois, mas Pedro decide dar uma olhada e ver se já havia alguém por lá. Ao investigar, ele  ouve uma estranha canção proferida por vozes femininas. Por algum motivo, essa canção o fazia se sentir desconfortável. Se aproximando mais, ele via um grupo de mulheres semi-nuas praticando uma espécie de ritual. A aparente líder delas era uma mulher gorda, careca e peluda, mas as outras até que pareciam bonitinhas, pelo menos à distância.

Fernanda Minazzi:

Ritual:


      As mulheres pareciam sob o efeito de algum entorpecente ou bêbadas, dançando em círculos e proferindo cânticos em uma língua estranha.









______________________________________________________________________________

Ahi hay Lilitu

Nachash el marhim arik no kofelo. Shelach no komair neshia aparm!
Bahari latwaa – Bahari latwaa. Baruk hamaat, baruk hamaat! Artri Lilhitu!
Lammanas! Lammanas! Kol fetu hattabus! Nachash no goash aral to ari. Yin soquaa ahni anaka. Lakhil ahlil Kataab. Yin soqua ali. Artri Lilhitu!

Di halla lilitu    
         

______________________________________________________________________________


      Elas faziam estranhos gestos, passavam terra no rosto e no corpo, e a mais gorda e feia trazia consigo uma bacia de sangue e fazia pinturas ao redor dos olhos das garotas e banhava o solo com ele. Por fim, ela se afastava do circulo e caminhava até uma sacola encostada a uma árvore e de dentro dela retirava um boneco com um órgão sexual masculino bastante pronunciado, levava-o até as garotas, e elas se atiravam sobre ele, arrancando o membro com unhas e dentes, como em uma castração ritual. Pedro subitamente tinha visões dele próprio nu e amarrado, com seu membro sendo devorado por enormes lobas negras furiosas. A visão estava lhe fazendo mal, por alguma razão, ele sentia-se culpado apenas pelo fato de ser homem, e sentia que sua presença não era permitida ali naquele momento e decide se afastar. Parece que elas resolveram fazer um ritual logo antes da Assembléia.

OFF: Ainda faltam algumas horas para a Assembléia, então Pedro pode fazer o que achar melhor neste período de tempo.




***




      Na casa de Ryan, o Filho de Gaia e Raul decidem dormir o que não conseguiram na noite anterior (Neste momento, Hunter tem liberdade para fazer o que desejar). Fernando retorna algumas horas mais tarde, os acorda, diz que largou Luís em um beco não muito longe de sua casa, mas não tem muitas esperanças de que ele seja mantido vivo. Como ele veio pela Umbra e tomou as devidas precauções , tem certeza de não ter sido seguido.


      Pouco antes do horário da reunião, Fernando opta por levá-los em seu carro (um fusca velho caindo aos pedaços mas com muita história pra contar).








No caminho, ele comenta que as reuniões são realizadas ao menos uma vez por mês, embora esta tenha sido marcada urgentemente, lhes explica algumas regras de boa conduta durante a Assembléia e como ela é realizada, então estaciona o carro próximo do Campus da USP e eles caminham até o Bosque de Biologia. As ruas estão mais escuras e silenciosas que o normal, e Fernando explica que os chefes da Seita tem seus próprios métodos de espantarem humanos do local durante as reuniões.




***




      O grupo finalmente chegava a uma grande clareira iluminada apenas pela luz da lua cheia. Lá haviam diversos outros membros da seita em diversas formas diferentes. Entre eles:

Zimbar, o Vigia.:


Dante Palmino:


Fernanda Minazzi:

Rei da Erva, Mestre dos Ritos:

Lorraine:

Tito:

Matilha Ratos do Subúrbio:








      O clima parece tenso no local, Zimbar (em sua forma lupina), Dante Palmino, Fernanda Minazzi (e suas parentes) permanecem isolados em um canto. Todos eles parecem muito sérios, e os olhos de Zimbar em especial, brilham com uma fúria assassina. Lorraine está lá, não muito longe do Rei da Erva, quase invisível na noite, coberto por uma densa neblina que olhando mais atentamente se revela a fumaça de um enorme baseado. Em outro canto encontram-se quatro Garous (três roedores e um Fianna) jogados em um canto, com latas e garrafas de cerveja jogadas aos seus pés. Tito está próximo deles, lhes contando uma de suas muitas histórias. Estranhamente, nem Joelson e nenhum membro dos Andarilhos do Asfalto encontram-se no local.

OFF: Podem interagirem com a cena como desejarem.


***



      Algum tempo depois, surge Joelson, acompanhado de seu braço direito, André Pantulha, e mais alguns Andarilhos jovens.

Joelson Fonseca Filho:

André Pantulha:



      Alguns membros parecem felizes com a chegada dos Andarilhos, mas não o grupo de Zimbar, cuja expressão de fúria assassina agora se dirige a Joelson. O líder da Seita sobe em um ponto mais elevado do terreno e faz um sinal indicando que a Assembléia começaria. Ele aponta para Fernanda Minazzi, e esta caminha até outro ponto elevado, muda para sua forma Crinos e inicia o Uivo de Abertura.








      O uivo em questão era um tanto exótico, parecia carregado de ameaça. Todos os outros membros locais precisam adotar uma forma de Lupina a Crinos para acompanhar o uivo.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Ter Dez 25, 2018 1:16 pm


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Pedro vaza dos domínios do Rei-da-Erva e decide ir dar uma olhada na área onde ocorreria a Assembleia. Ao invés de uma assembleia multitribal, o Roedor dá de cara com uma das coisas mais bizarras que ele já havia visto: um grupo de mulheres fazendo macumba seminuas e regidas por uma mulher feia e gorda. Pedro não entendia porra nenhuma do que elas diziam, mas parecia ser algum ritual maluco, afinal aquilo não estava lhe fazendo muito bem. Ele até pensou que poderia ter sido alguma coisa estragada que ele havia comido, mas o que ocorre logo em seguida define de vez o que ele sentia.

Ele vê as mulheres se degladiarem por um pênis de mentira, arruinando o mesmo como se aquilo fosse o motivo da vida delas. Como se já não bastasse, ele têm visões dele próprio sendo atacado por lobas negras ferozes. Naquele instante ele se lembra rapidamente de alguém ter lhe comentado sobre um tribo de Garous que só aceitava mulheres e que odiavam os homens... ele não sabia muito bem como elas faziam pra se reproduzir, já que odiavam a contraparte necessária para fazer os muleques, mas ele sabia que ainda era novo demais e logo, logo entenderia. Dessa forma, querendo de livrar do mal-estar, o garoto decide sair dali. Como ainda havia muuuito tempo pro caralho da Assembleia, Pedro decide adiantar seus próprios rolês. Como tinha tempo, e havia prometido a Juninho, ele tentaria arranjar grana ou comida para eles. Ele sai da USP, afinal não seria de bom tom cometer furtos dentro do Caern... isso poderia fuder com sua vida se não desse muito certo. A universidade era rodeada de bairros ricos e áreas um pouco turísticas... assim, Pedro decide atravessar o rio Pinheiros até o Jardim Europa, onde ele sabia existir alguns museus na principal rua do bairro.

Roubar de turista não era algo muito complicado, principalmente quando eles perambulavam por essas áreas ricas da cidade, onde eles acreditam não ocorrer nada de errado. Deveria ser engraçado para eles chegar em cantos como o Jardim Europa e vê pessoas pedindo esmolas na rua, como o próprio Pedro presencia no seu percurso. Aquilo era São Paulo, porra! Não um conto de fadas! Dessa forma, ele decide tentar afanar umas carteiras recheadas enquanto não dava a hora da assembleia (- 1 Fdv para teste, por favor.)

***

Com ou sem os louros, Pedro segue novamente para a USP. Lá, ele encontra já um grupo de Garous amontoado e sua própria matilha. Ele cumprimenta Tito com um sinal de joinha e se aproxima da sua matilha, cumprimentando-os com a cabeça e perguntando a Fernando:

'- E aí, cara? Deu jeito lá, no almofadinha?'

Ele já se instala no seu devido lugar, observando a aproximação do grande Alfa do Caern... que não era tão grande assim. O pequeno barrigudo não parecia inspirar muita liderança, talvez por isso as coisas estivessem como estavam. Ele indica o início da Assembleia e Pedro assume sua forma e batalha, a fim de seguir o uivo de abertura do Caern. Como lua gibosa, aquele era um momento agradável para o bardo, que se esforçava para dar o seu melhor uivo possível.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Ter Dez 25, 2018 5:02 pm


Smoking Snakes



We remember, no surrender
Heroes of our century
Three men stood strong and they held out for long
Going into the fight to their death that awaits
Crazy or brave, will it end in the grave?
As they're giving their lives
As their honor dictates
Far, far from home to a war
Fought on foreign soil and far
Far from known tell their tale
Their forgotten story
Cobras Fumantes, eterna é sua vitória
Rise from the blood of your heroes
You, were the ones who refused to surrender
The three rather died than to flee
Know that your memory
Will be sung for a century
Three took the blow while impressing their foe
Throwing dice with their lives as they're paying the price
Sent to raise hell, hear the toll of the bell
It is calling for you as the Wehrmacht devised
Far, far from home to a war
Fought on foreign soil and far
Far from known tell their tale
Their forgotten story
Cobras Fumantes, eterna é sua vitória
Rise from the blood of your heroes
You, were the ones who refused to surrender
The three rather died than to flee
Know that your memory
Will be sung for a century
Sent over seas to be cast into fire
Fought for a purpose with pride and desire
Blood of the brave they would give to inspire
Cobras Fumantes, your memory lives
Sent over seas to be cast into fire
Fought for a purpose with pride and desire
Blood of the brave they would give to inspire
Cobras Fumantes, your memory lives
Cobras Fumantes, eterna é sua vitória
Rise from the blood of your heroes
You, were the ones who refused to surrender
The three rather died than to flee
Know that your memory
Will be sung for a century
We remember, no surrender
Heroes of our century

(Smoking Snakes – Sabaton)



***




      Pedro decide cair fora daquele local ao ver o estranho ritual das mulheres, o problema é que ainda faltavam horas até o início da Assembleia. Sem muito o que fazer, ele se lembra de ter deixado Juninho na mão para ajudar os Garou, então pensa em arranjar algo para ajudar os Órfãos nesse meio tempo.

      Deixando a USP e passando pelo Rio Pinheiros, Pedro não deixa de apreciar o local. Próximo ao rio, ele podia ver uma família de Capivaras se alimentando próximo da rua.


      Algo porém chama sua atenção ainda mais que a família de mamíferos. O odor de poluição do rio. A cena era quase uma representação real da Weaver invadindo o espaço da Wyld.



      Cenas como essa lhe lembravam da importância dos Garou na terra. Era triste pensar que em alguns anos, era muito provável que animais como estes não fossem mais vistos na cidade devido a exploração humana.

      Bom, de qualquer forma, não era hora de divagar, e Pedro seguia até o Jardim Europa, área rica da cidade, repleta de turistas ingênuos com carteiras recheadas.



***


OFF:
6 dados + 1 sucesso automático = 3,1,8,7,3,9 + 10 = 3 sucessos.

      Após pelo menos uma hora "estalkeando" turistas, Pedro tem obtém seu prêmio: uma carteira com dólares americanos. O Roedor não sabia exatamente quanto eles valiam, mas pelo que ouvia, era bem mais do que o dinheiro brasileiro. Isso com certeza deixaria os Órfãos felizes da vida, a ponto de esquecerem que ele sumiu em serviço.

OFF: Se desejar continuar praticando furtos, ainda há tempo. cada teste representa aproximadamente uma hora, mas a dificuldade irá aumentando em 1 a cada teste e em caso de falha crítica, Pedro vai se meter em problemas.


***

Pedro via Fernando e seus companheiros Garou chegando no local da assembleia e se aproximava.

- E aí, cara? Deu jeito lá, no almofadinha?

- Sim. Bem, com a memória limpa ele ao menos não vai revelar nada sobre nós, mas tenho certeza de que seus mestres da Wyrm já devem ter uma boa ideia do que aconteceu.

      Enquanto conversavam, pedro finalmente via o ancião do Caern se aproximar e ficou um tanto desapontado com seu aspecto. Parecia mais um "vovô legal" do que o líder de uma Seita. Com ele, era iniciada a assembléia, e ao que parece, a Garou gorda era a Mestre do Uivo da Seita.




      Esse era um momento importante para Pedro, que ao se transformar, dava tudo de si para acompanhar o uivo da Garou.



Teste: carisma + Performance Diff 7:
9 Dados: 9,10,9,3,3,7,6,3,8 = +5 sucessos


      Pedro não deixava nada a desejar por seu augúrio, e seu uivo parecia ainda mais perfeito que o da própria Garou. Ele tinha a impressão de ter diversos olhares voltados para ele enquanto entoavam o uivo. Quem sabe ele não poderia ser o próximo Mestre do Uivo da Seita em um futuro próximo?!

      A Garou então se afastava e o Rei da Erva assumia seu lugar. Ele trazia consigo alguns objetos, como gravetos, um isqueiro, uma garrafa de cachaça e um baseado enorme. Em poucos minutos ele ascendia uma fogueira bem no meio do local, derramava um pouco de cachaça em volta, bebia um pouco, ascendia a ponta do baseado na fogueira, tragava e começava a soprar nuvens de fumaça no ar. Fernando cochicha ao grupo que este era o "Ritual da Cobra Fumante", criado pelo próprio Rei. Os garotos percebem que as pequenas nuvens de fumaça sopradas pelo Rei parecem se mover no ar, imitando os movimentos de uma serpente, então ele começa a entoar uma canção.


Sob a chuva e o vento nós caminhamos
Protegidos por Gaia
Guiados por Luna
Em nossos olhos brilhava a esperança
E o orgulho de batalhas ancestrais
No novo mundo, o Continente Verde
Onde encontraríamos, enfim,  a paz

Em nosso caminho
Uma serpente de luz
De beleza sem par
Refletindo o luar
Os mais jovens a temeram
Os Ahroun quiserem enfrenta-la
Mas os Theurge a entenderam
E todos
Sem exceção
A seguiram


E a serpente nos guiou
Nos protegendo dos perigos
Do misterioso Continente Verde
E a Serpente nos levou
Nos conduzindo ao abrigo
Onde saciamos nossa sede


Nem o mais velho de nós
Já havia visto lugar igual
De grandes árvores pendiam cipós
Da Wyrm não se via sinal


E os espíritos falavam
Em nossos ouvidos
Cantando belas canções
Despertando nossos sentidos


E purificamos nossos corações
E Aregampa entoou a Litania
Gaia não chorou
E um poderoso Caern se originou.

Ao final, o Rei fazia uma reverência, que era acompanhada por todos os Garou presentes. Após alguns momentos de espera, a fogueira acesa pelo Rei assume uma coloração azulada, lançando labaredas no ar, assustando alguns presentes. O Rei se afasta alguns metros, e uma criatura majestosa se materializa em frente a todos.


      Simplesmente fantástico, uma serpente luminosa com metros de comprimento. Seus olhos flamejantes refletiam sabedoria e ela se dirigia ao Rei.

- Honorável Serpente da Luz, aceite este presente em nome de seus humildes filhos mortais! - e lhe oferecia o enorme baseado.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Ter Jan 01, 2019 7:21 pm

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Imerso em suas reflexões sobre com a Wyrm se apropriava da Wyld por intermédio das teias da Weaver, Pedro atravessa até o Jardim Europa. Na sua cabeça, a família de capivaras permanecia presente e ele realmente se perguntava como elas conseguiam viver num local tão poluído como aquele rio... bem, ele era um sobrevivente da selva de pedra; talvez as capivaras o fossem também. Em meio a essas divagações, o Roedor analisa os seus alvos. Não demora muito para que ele consiga afanar a carteira de um turista que saia do Museu de Imagem e Som ainda animado pela exposição que havia visto... Pedro se perguntava o que diabos devia ter dentro desses lugares a ponto dos turistas saírem tão abobalhados deles? Provavelmente, ele nunca descobriria.

Com a carteira em mãos, ele vê as cédulas diferentes, escritas em outra língua. Ele já havia ouvido falar que aquilo dali valia muito mais que real, então talvez fosse fosse uma mão na roda pra todos. Pedro decide ser precavido e não tentar novos furtos ali, afinal um garoto preto perambulando chamava atenção demais! Ele não poderia perder a Assembleia porque estava preso; de jeito nenhum! Ele decide voltar para a USP e tirar um cochilo em algum canto enquanto esperava a hora. Talvez até descolasse uma boquinha...

***

Na Assembleia, ele escuta a resposta de Fernando e apenas concorda com a cabeça. Era triste, mas era como a vida o era. Eles não tem muito tempo para conversar, afinal a Assembleia logo começa com o Uivo de Abertura. A gorda careca e cabeluda, em sua forma de batalha, uiva e Pedro, entusiasmado com a ocasião, lhe acompanha como muitos outros o fazem. E ele estava inspirado! Suas cordas vocais vibravam exatamente como ele gostaria e ele sente seus pêlos escassos se eriçarem diante da sintonia. Ele também pressente que os membros da Seita percebiam o seu empenho; sentia inclusive como o seu uivo era mais potente e perfeito que o da própria Mestra do Uivo! Estava satisfeito consigo mesmo.

Após o uivo, a Mestra do Uivo dá lugar ao Mestre de Rituais e Pedro se lembra rapidamente da conversa que havia tido com ele. Com isso, ele comenta com os irmãos de matilha rapidamente aos cochichos, logo depois do comentário do Fernando:

'- Parece ser legal esse ritual... inclusive, eu consegui que o Rei-da-Erva fizesse a Pedra Caçadora pra guria... ele só me pediu uma coisa, mas eu conto pra vocês depois...'

Ele prestava atenção no rito, vendo a fumaça subir e movimentar-se feito serpentes ao passo que o Theurge recitava sua canção. O Galliard acompanhava com atenção, tentava memorizar cada verso do que era dito... o Roedor contava a todos uma história, a história do Totem daquela Seita. Obviamente, o lua gibosa estava interessado em conhecer essa e outras histórias! Entusiasmado com os versos, ele também se curva, erguendo o olhar a tempo de ver a grande serpente azulada de olhos flamejantes...

'- Puta merda...' - ele deixa sair, aos cochichos, para que apenas os membros de sua matilha escutassem.

A serpente era grandiosa e o Rei-da-Erva a presenteava com seu grande baseado. Ele aguardava a resposta do Totem, encarando fixamente a grande serpente. Ainda estava maravilhado com a imponência do Totem.
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Pedro “Pedra-no-seu-Caminho”
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Ter Jan 01, 2019 10:10 pm

TODOS



      Pedro se orgulha de seu uivo, e parece não ser o único. Ao final do uivo comunitário, Fernando olha para ele e faz um gesto com a cabeça indicando orgulho. Não muito longe, Pedro encontrava o olhar de Tito, agora transformado, e Tito piscava para ele. Quem parece não ter gostado muito foi a própria Mestre do Uivo, que por uma fração de segundo, lhe lançou um olhar assassino, provavelmente frustrada por ter sido superada em seu próprio campo por um mero Roedor de Ossos Cliath (e ainda por cima, do sexo masculino).

      O grupo então acompanhava o Ritual do Rei e ficavam impressionados com a aparência do majestoso espirito. Houve um pequeno momento de tensão quando o rei lhe oferecia o gigante baseado, e por alguns segundos que pareciam horas, ela o encara. Silêncio, parece que até mesmo os grilos e outros insetos haviam parado seus afazeres para observar o momento. Finalmente a serpente reage:

- Fico honrada por tal oferta, mas prefiro que me chame por meu nome!- A serpente falava na língua dos Garou.

- Nome?! Qual deles prefere, honorável espírito? Boitatá, Boiguaçú, Serpente do Brejo?

- ... Aquele que preferir. Trouxe algum tira-gosssto para mim?

- Tira... ah sim, sim, trouxe sim, espere aí, tenho certeza que está por aqui!- O Rei parecia se atrapalhar, então remexia em sua sacola, até tirar dela um vidro semelhante aos de pepinos em conserva que se compra em mercados. Dentro dele havia um líquido e algumas esferas boiando. Olhando mais de perto, os Cliath podiam perceber que se tratavam de globos oculares. - Aqui estão, honorável serp... digo... Batatão. Olhos fresquinhos de Bugio!

      O Rei retirava os olhos do pote e com a própria mão os estendia até a enorme boca da serpente. De certa forma parecia assustador. O espírito parecia aprovar a oferta, e o ambiente parece se tornar mais calmo.

      Fernando vê a expressão dos garotos olhando tudo aquilo e cochicha:

- Não é dos olhos que ela se alimenta, é da luz deles. Segundo lendas nativas, a última visão que todas as criaturas têm, fica gravada em seus olhos após sua morte. A última luz que eles viram antes da escuridão eterna. É destas visões que ela se alimenta!

      Uma cena inusitada ocorre. O Rei, após terminar de alimentar a serpente, lhe oferece novamente o cigarro... e ela aceita. A visão do enorme espírito animal de luz fumando poderia parecer cômica, mas ninguém ali se atreveria a rir.

      Na próxima etapa da assembléia, todos os Garou eram convidados a se aproximarem em volta da fogueira e fazerem um círculo, com a grande Serpente os contornando. O Rei se juntava a eles e agora era Tito quem se adiantava até a frente. Hunter e Pedro percebiam que durante este momento, havia uma certa agitação entre Zimbar, Fernanda e Dante Palmino, como se eles estivessem ansiosos para pularem esta etapa e irem direto ao final.

      Tito então sentava-se em um tronco e começava:

- Bem, como temos mais de uma matilha de novatos, sendo que uma delas mal foi abençoada por um Totem espiritual, me sinto no dever de explicar algumas coisas básicas que todo membro da Seita deveria saber! Ouçam com atenção, fedelhos!

      Neste momento, o velho Roedor começava a fazer um breve resumo da história do Caern e da Seita na cidade:


História do Caern e Seita:
Tudo começou no século XVI, na época da colonização, quando aportaram no Brasil os primeiros navios negreiros. Portugal já usava escravos negros na Ilha da Madeira,Açores e Cabo Verde. Depois que os primeiros navios foram mandados ao novo continente, rumores sobre um paraíso inexplorado começara a circular na Europa e Africa - e varios Garou europeus de diversas tribos resolveram vir para a America, como exploradores. Os Garou africanos (na maioria Garras Vermelhas e Roedores de Ossos) adotaram outra técnica: eles pegavam carona em navios negreiros.
Os Garras Vermelhas se dividiram em diversos grupos, juntamente com os Garou europeus, sendo que vários permaneceram na zona da mata e alguns fizeram expedições para o interior. Nessas expedições Garou outros licantropos que habitavam a região, em número muito maior: eram homens-jaguar e homens-jacaré, na maioria, e assim como os Metamorfos da América do Norte, não estavam muito satisfeitos em dividirem seu território. Uma aliança entre os Garou europeus garantiu o extermínio de quase todos os outros licantropos, que nunca os perdoaram por isso, e até hoje aguardam uma oportunidade para pular nas gargantas dos Garou. Hoje, contudo, eles acham-se em número reduzido demais para pensar nisso.

A Serpente de Luz

Uma pequena matilha avançou na direção do que se tornaria a cidade de São Paulo. Um dos Garou desse grupo, certo dia, viu a Serpente de Luz (um aspecto do Totem Serpente) que o guiou até o local onde hoje existe a Cidade Universitária- e ordenou-lhe que um Caern fosse "erguido" em sua homenagem naquele local. A antiga Canção da Serpente (cantada momentos antes, nesta mesma Assembléia), conta essa história.

0 Caern foi dedicado à Serpente e recebeu o  nome Serpente do Brejo. Esse Caern foi exclusivo dos Garras Vermelhas até meados do século XX, quando o aumento da população humana na região  e o pequeno numero de Caerns obrigou os Garras a  aceitarem a incômoda presença de Garou hominídeos. 0 Caern, apesar de ser regido pelos Garras, passou a contar com Garous de praticamente todas as treze tribos.

A Revolução de 30

Descontente com o autoritarismo do governo Vargas, a classe media paulista passou a exigir eleições livres e secretas, honestidade na contagem dos votos e direitos políticos plenos.
Os liberais paulistas (o grosso dos constitucionalizas) promoveram um levante armado conhecido como A Revolução de 30 ou a Constitucionalista, Essa revolução detonou violentos conflitos nos limites da cidade de São Paulo. Muitos desses confrontos serviram para encobrir sangrentas batalhas entre vampiros de diferentes seitas, onde mais de uma centena de Cainitas pereceram em todo pais. Num desses confrontos, em São Paulo, alguns anarquistas se refugiaram nas matas da então Fazenda Butantã, sendo perseguidos por um grupo de magos vampíricos, auxiliados por seus carniçais. Os Anarquistas se embrenharam mata adentro e tornaram sua captura praticamente impossível.
Os bruxos, exaustos e preocupados com a aproximação do dia, decidiram retornar. Entretanto, antes de atingirem a área urbana da cidade, os vampiros depararam com um grupo de Garou Garras Vermelhas, que não hesitaram em atacar aqueles que julgaram invasores. A maioria dos vampiros foi destruída - e os que restaram fugiram em pânico.

A Primeira "Blitz"

Ao tomar conhecimento da presença de lobisomens tão perto de seus refúgios em São Paulo, a alta cúpula do poder da seita dominante de vampiros da cidade decidiu esperar a da guerra contra os anarquistas para depois cuidar do problema dos Garou. A ameaça anarquista foi esmagada de forma relativamente fácil e rápida; era chegada a hora de acertar as contas com os lobos, que estavam entalados nas gargantas dos vampiros dominantes.

Missões foram enviadas para as matas da Fazenda Butantã para erradicar os Garou, mas encontraram resistência maior do que a esperada, e retornaram com muitas baixas e pouca moral. De fato, a cada investida contra os Lobos, a resistência se tornava maior: em numero e em fúria. Foi quando os sangue-suga suspeitaram que os lobisomens estavam contando com apoio logístico de outros Garou, vindos da região da Mata Atlântica (litoral paulista). Essa suspeita se confirmou quando carniçais interceptaram um grupo de Presas de Prata atravessando a cidade em direção a Fazenda Butantã. Um breve combate ocorreu em plena luz do dia, numa área urbana da cidade, mas os carniçais fugiram para alertar seus mestres assim que o sol desaparecesse.

A Decisão Pela Paz

Há muito tempo os cadáveres sabiam da existência de Lupinos no litoral paulista, e essa situação sempre foi apreciada com cautela, algo como: não mexa com eles e eles não nos importunarão. Na verdade, os vampiros paulistas acharam que o grupo de lobisomens encontrado da primeira vez "estava apenas de passagem por lá", talvez em busca de ou algo assim", mas os acontecimentos seguintes provaram que eles estavam errados. Os cadáveres, então, chegaram à conclusão de que deveria haver algo de muito valor para os Lobisomens na Fazenda Butantã. Mas seria quase impossível tira-los de Ia, já que as condições do terreno favoreciam enormemente o inimigo. Os Tremere decidiram que era melhor tentar conviver com a desagradável presença lupina na região.

A Dança dos Cadáveres

Preocupados com as constantes incursões dos vampires na mata da Fazenda Butantã, os Garras Vermelhas convocaram uma Assembleia Geral para decidir sobre o futuro da Caem. Líderes de todas as tribos compareceram, bem como muitos outros lobisomens interessados no assunto (a grande maioria). Os Garras Vermelhas propuseram uma retaliação imediata contra os vampiros de São Paulo. A proposta encontrou apoio, total dos Senhores das Sombras, Uktena, Furias Negras e Presas de Prata; os Filhos de Gaia e os Andarilhos do Asfalto se opuseram, tentando buscar uma solução pacifica para o problema - mas, como as tribos restantes recusaram-se a interferir, foram voto vencido. Decidiu-se .que os vampires pagariam o alto preço da destruição.

Às 7 horas da manha do dia 05 de outubro de 1933, centenas de lobisomens se espalharam pela cidade, procurando e invadindo os refúgios dos vampiros - que, com o sol brilhando no céu, pouco puderam fazer para se defender. A ação ficou conhecida como A Dança dos Cadáveres, pois a violência utilizada pelos lobisomens contra os vampiros sonolentos fazia parecer que as vitimas estavam executando uma macabra. Nem a chegada da noite impediu que os combates prosseguissem, mas obviamente eles se tornaram mais equilibrados: muitos vampiros encontraram seu fim nessa terrível noite, mas os Lupinos também sofreram muitas baixas.

0 Surgimento da Universidade

A Revolução Constitucionalista  acelerou o processo de criação de uma universidade paulista, há muito pleiteada  pelo povo de São Paulo. Depois de muita discussão e longas negociações, o interventor federal, Armando Salles de Oliveira criou, em 1934, USP (Universidade de São Paulo). Faltava, entretanto, um local para a instalação do campus. Para tanto, em 1935, Armando Salles de Oliveira nomeou uma comissão para definir onde seria erguida aquela que viria a ser a maior universidade da America Latina.

Há muito tempo os vampiros paulistas estavam interessados na criação de um grande centro de estudos científicos em São Paulo. Afinal, a ciência e a razão que ela envolve eram a  melhor ferramenta para a preservação da Máscara (lei que proíbe todo e qualquer vampiro de revelar sua natureza para mortais, semelhante ao Véu), pois a razão ridiculariza a superstição. Quando interventor federal nomeou a comissão para definir o local onde seria instalada a universidade, os Ventrue paulistas (vampiros de colarinho branco) encontraram a arma perfeita para erradicar os Garous de seu quintal, bastava obter uma forte influência nessa comissão par escolher a Fazenda Butantã como endereço da USP. A mata seria derrubada e o local seria invadido por centenas de operários trazendo máquinas barulhentas e poluidoras, além de toneladas de ferro, cimento, areia… Seria mais do que os Garous poderiam suportar.

Entretanto, influenciar essa comissão não foi tarefa fácil. As pessoas envolvidas no projeto possuíam extrema força de vontade e não se deixaram dominar facilmente. Os ventrue se esforçaram: chantagens, subornos milionários, desaparecimentos oportunos, foram apenas alguns dos recursos utilizados pelos vampiros. Mesmo assim, dez anos se passaram e nada foi resolvido.

A Ação dos Andarilhos

Os anos de dura negociação para a instalação da USP chamaram atenção dos lobisomens Andarilhos do Asfalto - que possuíam influencia, ainda que pequena, nos meios empresariais paulistas. Eles tomaram conhecimento dos planos para a Fazenda Butantã, embora não descobrissem que havia ali influencia de vampiros.
Os andarilhos convocaram uma assembléia para expor o problema aos outros Garou. Esta assembleia deveria se realizar no território dos Garras Vermelhas, próximo ao Caern. Nem é preciso dizer que os Garras Vermelhas odiaram ver uma tribo rival conduzindo uma assembléia em seus domínios.

Durante a assembléia, ao mesmo tempo em que expunham o problema aos outros Garou, os Andarilhos propunham uma solução: eles próprios tentariam infiltrar um ou mais de seus lobisomens na comissão. Não seria difícil, uma vez que alguns Andarilhos eram ambientalistas renomados  (claro que o uso de alguns Dons seria imprescindível…). Os Garras Vermelhas começaram a protestar mesmo antes que os Andarilhos terminassem a explicação: para eles, todos os membros da comissão deveriam ser mortos, bem como engenheiros e operários que se  aproximassem do Caern. Mais uma vez uma votação foi realizada e a proposta dos Garras Vermelhas foi considerada absurda, tendo apenas o apoio dos Senhores das Sombras. Os garou decidiram que os Andarilhos teriam carta branca para lidar com a situação: eles deveriam tentar infiltrar agentes na comissão. Essa pequena contenda política e a consequente vitória dos Andarilhos do Asfalto acirrou ainda mais a rivalidade entre eles os Garras Vermelhas.

Em 1946 um Andarilho começou a integrar a comissão, depois de um infeliz acidente ocorrido com um dos membros originais. Os primeiros relatórios enviados pelo garou infiltrado davam conta de que a ideia da construção na Fazenda Butantã já estava fortemente enraizada na comissão, e os poucos membros que se mostravam contra o projeto já estavam ficando sem argumentos.

Durantes dois anos, os Andarilhos fizeram tudo que estivesse ao alcance deles para mudar os planos da comissão. Para seu desespero, nada conseguiram (o poder de manipulado dos vampiros era extremadamente maior).

Só em 1949 os Andarilhos decidiram adotar uma estratégia: "já que a universidade será mesmo construída na Fazenda Butantã, façamos com que a área em torno do Caern seja preservada através de um projeto ambiental que privilegie a natureza no campus da USP. Esse projeto incluirá criação e manutenção de novas áreas verdes, bem com PRESERVAR INTOCADAS outras já existentes no local."

Partindo desse nova ideia, os Andarilhos passaram a obter mais sucesso na comissão. Infelizmente, o mesmo não aconteceu perante os outros Garou, que não gostaram nem um um pouco da ideia de ter um Caern no meio de uma universidade.

Lobisomens de várias tribos "uivaram" ferozmente, muitos até se mostraram arrependidos por não terem apoiado a radical proposta inicial dos Garras Vermelhas. Mas, como os Andarilhos foram designados para cuidar do problema (o que, na época, foi muito cômodo para a maioria das outras tribos), nada podia ser feito.
Finalmente, em 1951 fica definitivamente estabelecido que a área da Fazenda Butantã iria servir de sede para a USP, com um arrojado projeto ambiental…

A Reviravolta Política

Absolutamente inconformados com o rumo que a situação havia adquirido, os Garras Vermelhas ensaiaram alguns ataques a operários que trabalhavam na construção da universidade. Entretanto, eles foram rigorosamente advertidos pelos outros Garous, uma vez que a incidência constante de "animais selvagens" na região poderia por fim à ideia de manutenção de extensas áreas verdes no local. Apesar de resignados,os Garras Vermelhas aceitaram a paz forçada.

Durante a construção do campus da USP, os Garras Vermelhas demonstraram um claro descontentamento em permanecer ali, ameaçando inclusive abandonar o Caern. Os Filhos de Gaia
desempenharam importante papel no sentido de acalmar os Garras e convencê-los de sua função como guardiões do local. Mas, com o término das obras, a situação ficou insuportável; os Garras Vermelhas não conseguiram mais conviver com a constante movimentação de humanos (com suas vozes irritantes e modos nojentos) à sua volta. Mais uma vez uma Assembléia foi convocada, e cada uma das tribos presentes foi convidada a assumir a responsabilidade sobre o Caern.

Os Senhores da Sombras se ofereceram prontamente, recebendo o apoio imediato dos Garras Vermelhas. A situação pegou fogo mesmo quando os Andarilhos do Asfalto também se apresentaram como candidatos. Os Garras Vermelhas queriam briga, os Senhores das Sombras, mais diplomáticos, afirmaram que os Andarilhos já haviam cometido erros demais e não tinham sequer o direito de se candidatarem.

Como nenhuma outra tribo se mostrou interessada em disputar o controle do Caern (devido às condições peculiares do local, e não por um nobre desejo de paz), mais uma vez os Garou paulistas viram-se diante de um impasse.

Nova votação foi convocada e os Andarilhos venceram mais uma vez , mas três condições foram impostas: todo e qualquer garou teria acesso permitido ao Caern; os Senhores das Sombras teriam o direito especial de supervisionar as atividades do Caern: e a função de Guardião do Caern seria reservada preferencialmente a um Garra Vermelha (se a tribo dispusesse de um Ahroun com vocação para mártir, para habitar aquele "inferno de cimento").

A situação toda acabou desgastando os Garras Vermelhas, além de realçar a importância dos Andarilhos do Asfalto perante todos.

Essa situação política é a que perdura até hoje em São Paulo, um dos locais do mundo onde a rivalidade dos Garras Vermelhas com os Andarilhos do Asfalto é mais intensa. Mas os Senhores das Sombras e os Garras trabalham neste exato momento para "restabelecer a ordem natural das coisas"…

FONTE: revista Dragão Brasil n. 13 - 1995

      Um pouco da história do Totem guardião do Caern:

História da Serpente da Luz:
Reza a lenda dos antigos nativos que a Serpente da Luz já foi um animal, como muitos outros espíritos. Em seus dias na terra, ela presenciou um grande dilúvio, muito provavelmente o mesmo relatado na Bíblia, e em diversas culturas por todo o mundo, desde a Ásia até os antigos Nativos Americanos, da antiga Babilônia até a Índia, Europa, Hawaii, Austrália, Polinésia, Egito entre outros espalhados por todo o globo, sendo inclusive confirmado por descobertas científicas modernas. Foi um tempo de chuvas sem fim, e uma enorme escuridão. Assustados, os animais correram para um ponto mais elevado a fim de se protegerem. A boiguaçu, uma cobra que vivia numa gruta escura, acordou com a inundação e, faminta, decidiu sair em busca de alimento, com a vantagem de ser um bicho acostumado a enxergar na escuridão. Foi difícil encontrar presas vivas, então ela teve de mudar sua dieta. Os olhos dos animais mortos. De tanto comê-los, foi ficando toda luminosa, cheia de luz de todos esses olhos. Seu corpo transformou-se em ajuntadas pupilas rutilantes, bola de chamas, clarão vivo, boitatá, cobra de fogo. Quando deixou o mundo mortal, Boitatá voltou como um espírito defensor da natureza.

      Por fim, Tito fala sobre diversos antigos Garou de renome que fizeram parte da Seita e seus feitos. Muitos deles tiveram seus restos enterrados na clareira onde estavam agora sentados e seus espíritos os vigiavam e guiavam o Caern e a Seita nos momentos mais escuros, como estrelas no céu.

      Com o final do momento de Histórias e Canções, agora se iniciaria a Quebra do Osso, momento que o trio Zimbar, Fernanda e Dante esperavam ansiosamente, enquanto Joelson e os Andarilhos pareciam querer evitar.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Black Thief em Qua Jan 02, 2019 11:17 am


Hunter responde a Alice brevemente

"Só existe essa garota, muito feia pro meu gosto, podia ter investido esse tempo de procura estando com você. Gata, vou precisar ligar pra minha tia, descansa bem porque você tem trabalho, e depois no nosso tempo livre vamos treinar e ver algum filme depois. Te mantenho informada. Amo você"

Assim Hunter ia parar de responder Alice mesmo que ela continue mandando mensagens, mas as leria mesmo assim.




Quando Tia Lorraine falava que os vampiros não jogavam limpo, Hunter dava um sorriso perverso e dizia:

- Ué... Eu também não.

Guerra é guerra, jogar limpo quando é vida ou morte é burrice. De certa forma numa competição amistosa também. Ao final, ele diz:

- Tem sim, esse cara ser o líder da seita, pra começar, mas posso estar me equivocando, vamos ver como o papai Noel vai sair dessa chaminé... Vai ser engraçado ver ele se entalar.

E solta um risada divertida. Depois disso, ele se despede de sua tia e apenas se atenta a qualquer outra coisa que ela possa querer falar. Se fosse uma represália sobre ter cacoado do líder da seita, ele apenas ia gesticular com a mão uma boca falando, ia revirar os olhos e imitar o som de "blá blá blá" com os lábios, ia ouvir o que ela diria mas dificilmente levaria aquilo em consideração. E no final ele apenas diria: ok, e desligaria.

Quando conseguisse o tempo livre, se não se sentisse cansado, ele apenas ia pegar um livro e começaria a ler visto que os outros estavam descansando. Se Raul não se demonstrasse cansado, ia chamar ele pra treinar, não adiantava de nada treinar o cara cansado, todo atleta sabe que o descanso eh essencial pro progresso do treino.

Fernando se oferece pra levar o pessoal em seu fusca, Hunter diz que aceitaria porém estava com sua moto, e não podia deixá-la pois depois não teria como voltar pra casa. Assim Hunter acompanha o grupo em sua moto, não tinha preconceito no fusca, é claro que sua moto era melhor bem cuidada, mais moderna, mais estilosa, mas realmente era melhor ele ir com seu próprio transporte. Sendo assim, ele não escuta a instruções no caminho, porém Hunter pergunta assim que chegam se ele tinha alguma dica já que era a primeira vez que participava de uma assembléia. Com as instruções dadas.

A lua era dos Ahroun hoje, mas não mudava que todo Garou se sentia mais eufórito nessa lua, ele via um grupo de Garou mais elitizado chegar, sua Tia estava no meio, Hunter não fazia nenhum gesto à ela, como não se conhecessem, a menos que ela o fizesse primeiro. Todos pareciam desgostosos, principalmente o Lupino, Hunter esboça um sorriso de canto e pensa:

"Estava louco por esse dia, não é pulguento?"

Tinha o doidão também que tinha a onda de fumaça, não sabia como Tia Lorraine conseguia respirar com aquilo enchendo seus pulmões. Depois tinha um outro grupo, um bando de porquinhos jogando lixo no chão, Hunter não aprovava aquilo, apesar de ser um cretino, Hunter ainda era um cretino consciente, não só porque era um Garou, mas porque o mundo realmente estava uma merda, não precisava de merdas com pernas também.

Pedro logo chegou no grupo perguntando se haviam conseguido apagar a vítima, Fernando respondeu e Hunter ficou em silêncio, estava analisando o pessoal que chegava.

Depois de um tempo chegavam as vítimas, quer dizer, o líder e sua trupe. Pareciam um bando de meia idade gaga e sem noção. A todo momento, o Pulguento gostava de mostrar seu descontentamento, ele era muito idiota, se ficasse mostrando assim suas intenções todo mundo podia levar o julgamento dele como parcial, e aí só ia diminuir suas chances... Mas no final, a maioria dos Lupinos é idiota, mas eram a melhor companhia em campo.

Assim que a a chupeta de Moby Dick começa a uivar, Hunter, assim como os outros, mudava para sua forma de Crinos, ele era um Lobisomem com jaqueta de couro, calças jeans surrada e coturno, suas roupas se moudaram conforme o seu corpo. Era o Lobisomem mais estiloso do lugar.


Hunter então uivava, ele não era muito de uivar, não gostava, achava escroto em momentos assim, ele uivava mais em batalha quando se empolgava, mas no geral, por incrível que parecesse, ele ficava muito acanhado, como se fosse um desenho animado, talvez fosse porque não era bom nisso que ele ficava acanhado.

Porém, Pedrinho era muito bom no Uivo, Hunter olhou para o lado e balançou a cabeça positivamente aprovando o mesmo, ele então observou todos aprovando à volta e ficou muito satisfeito de ver um membro da sua matilha impressionando, viu então a rolha do posso da Samara ficar com raiva de Pedro que fez um uivo mais sensacional que o dela... E então disse em cochicho para o Pedro ao lado:

- Fiquei todo arrepiado, a gordilícia também. Ela quer seu corpo Nú...

Hunter soltou uma leve risada misturada com ganido.



Seria muito bom se eles conseguirem chutar a bunda daquela montanha de banha e por Pedrinho no lugar dela. Hunter vai ver as possibilidades disso acontecer. Depois, Pedro dizia:

Pedro escreveu:- Parece ser legal esse ritual... inclusive, eu consegui que o Rei-da-Erva fizesse a Pedra Caçadora pra guria... ele só me pediu uma coisa, mas eu conto pra vocês depois...

Hunter dizia:

- Ótimo, a Lorraine me falou desse ritual também, saindo daqui vamos iniciar a busca. E já aviso que se o que ele quer é que demos um banho nele, não vai rolar.

Logo que a Serpente era invocada, Hunter fica tão boquiaberto quanto os primeiros que veem a Serpente, e ele deixa escapar:

-É do caralho...

Logo então, ele oferecia o baseado pro espírito, Hunter dessa vez ficava incrédulo que ele havia feito aquilo, tudo ficou em silêncio e Hunter dessa vez segurou a risada, e era incrível como um espírito podia ser educado. Porra, o Rei esqueceu que espíritos não tem pulmão e cérebro pra conseguirem ficar doidões?

Hunter então novamente se perguntava porque aquele mico ambulante era de um posto tão alto e o mantinha, queria ver aquele cara fazer algo realmente impressionante, mais do que arrancar olhos, porque aquilo até um filhote pode fazer.

Fernando escreveu:- Não é dos olhos que ela se alimenta, é da luz deles. Segundo lendas nativas, a última visão que todas as criaturas têm, fica gravada em seus olhos após sua morte. A última luz que eles viram antes da escuridão eterna. É destas visões que ela se alimenta!

- Muito poético, gostei. Parece que não são só lendas então. Os olhos normalmente são de quem?

Queria saber se matavam um aleatório na rua, ou se eram de prisioneiros de guerra, etc. Então é que via a Serpente fumar, o Ratinho nunca esteve tão certo ao dizer tantas vezes "A cobra vai fumar" e era exatamente o Ratinho gritando isso que Hunter imaginava e se continha pra não gargalhar ali, ele presava muito pela sua vida.

Depois, começaram a explicar a historia do caern e do totem dela, Hunter apenas se atentou em silêncio e via três dos garous, o Pulguento, o Chubaca Obeso, e um outro Garou estarem ansiosos para ver sangue ser derramado... Ai ai... A hipocrisia humana, não importa a raça, a autodestruição está no coração de todas os seres vivos, um louco para ferrar o outro... Não que Hunter fosse diferente, ele também era culpado, apenas achava tudo aquilo algo teatral e cômico. De certa forma, ele gostava...
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Qua Jan 02, 2019 12:00 pm

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Pedro acompanhava silenciosamente a conversa entre a Serpente-totem e o Mestre dos Rituais da Seita, por vezes olhando para os outros membros da Assembleia. Ele havia captado os sinais de receptividade pelo seu caloroso uivo de seus conhecidos, mas também havia captado a fúria no olhar da Mestra do Uivo, que provavelmente não gostaria de ver seu cargo em risco... Ele olha constantemente para ela rapidamente, tentando se certificar que a mesma não pularia em seu pescoço de tanta raiva. Ele escuta as palavras de Hunter e com um sorriso mostrando todos seus dentes, enquanto cochichava:

'- Infelizmente, ela não faz o meu tipo... ainda bem...' - o tom era cheio de ironia.

No resto do tempo, ele acompanhava o rito, principalmente quando o Rei-da-Erva retira um pote com olhos de sua sacola e revelava a todos do que a cobra se alimentava. Pedro se contorce meio incomodado com a cena, mas escuta as palavras de Fernando e a pergunta do Cria de Fenrir. Esperava muito que não fossem olhos humanos, esperava mesmo. O desconforto desse pensamento só se apazigua quando eles, literalmente, vêem a cobra fumar.

*Puta que pariu, mermão... que parada louca!*

Logo após esta parte da assembleia, todos são convidados a se aproximarem da fogueira num círculo. O grande Boitatá os envolve enquanto Tito toma a atenção de todos para contar as histórias da Seita, do Totem e dos grandes guerreiros que já haviam corrido por entre aquelas árvores. Pedro se mantinha atento a cada detalhe, é claro; ele era um lua gibosa e provavelmente um dia teria que repeti todas essas histórias. Mesmo atento, ele percebe uma movimentação vinda entre a Mestra do Uivo e outros dois Garous... eles pareciam ansiosos para o fim das histórias. Quando as mesmas terminam, a Quebra de Ossos é aberta e Pedro, ainda novato no rolê, pergunta a Fernando:

'- Que que rola nessa tal Quebra de Ossos?'

Os Garous que outrora estavam impacientes pareciam contentes com a chegada daquele momento. Não era difícil imaginar o que ele representava, mas gostaria de escutar a resposta.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Qua Jan 02, 2019 6:44 pm

TODOS



Hunter: - Muito poético, gostei. Parece que não são só lendas então. Os olhos normalmente são de quem?

Fernando: - Ao que tudo indica, o Rei os colhe de animais já falecidos, como no mito!


Pedro: - Que que rola nessa tal Quebra de Ossos?

Fernando: - Ah sim, esqueci que vocês dois não vieram no carro comigo e não ouviram a explicação. A Quebra do Osso é o estágio mais importante de todos, mais tarde explico melhor, apenas peço que prestem atenção e não falem fora de hora neste momento!- Fernando parecia sério ao dizer isso, aumentando ainda mais o clima de tensão no ar.

      Joelson em sua forma Crinos (que não era tão formidável assim) era o primeiro a falar. Zimbar trincava as presas e era possível ver saliva espumante correndo por seu pescoço. O Líder da Seita começava agradecendo à serpente e se dizendo orgulhoso do Caern ainda permanecer firme e forte mesmo com os desafios impostos a ele em todos estes anos. Em seguida iniciava um discurso apaziguador enorme e emocional, mas que parecia surtir pouco efeito nos descontentes. Por fim, dizia que  para que a Seita sobrevivesse, ele faria qualquer sacrifício, pois para algo tão importante, os fins justificam os meios, então ele passava a fala para quem desejasse continuar.

      Antes mesmo de Joelson deixar seu lugar, Zimbar se levanta e sobe em uma parte mais elevada do terreno. Sua forma era muito mais impressionante que a de Joelson, um enorme lobisomem negro de três metros de altura saído dos piores pesadelos de qualquer um.


      Ele falava na língua dos Garou, dirigindo-se a Joelson:

- Nosso "líder" disse que está disposto a fazer sacrifícios pelo bem da seita. Eu concordo com a parte dele fazer sacrifícios, pois aliar-se com criaturas da Wyrm é exatamente isso, sacrificar todos nós para salvar sua própria pele!

      Silêncio. A tensão era palpável no ar.

- Aí eu me pergunto, é isso que conseguimos com a liderança dos Andarilhos? Humanos construindo suas casas impuras sobre terreno verde e despejando lixo tóxico na mata, alianças com cadáveres ...- A fala de Zimbar era interrompida pelo próprio Joelson.

- Não fale do que não entende, Zimbar. Por esta mesma razão os Garras Vermelhas não foram escolhidos como líderes da Seita, vocês nunca estiveram dispostos a sacrificar nada! Nunca estará disposto a fazer escolhas difíceis para o bem da Seita

- Escolhas para o bem da Seita? A quem você acha que está enganando, Andarilho? Eu sei por que você topou se aliar com aqueles vermes!

      Joelson então caminhava em direção a Zimbar, ficando frente a frente com ele (Era visível que mesmo em sua forma Crinos, Joelson não devia passar de dois metros de altura, sendo atarracado e de aparência pouco ágil, além de ter diversos pelos grisalhos manchando sua pelagem castanha).









- Meça suas palavras, Garra Vermelha, você está falando de seu líder!

- Meu líder? Como alguém que não é nem capaz de proteger a própria sobrinha teria condições de proteger o Caern? Sim, eu sei que ela foi capturada pelos sanguessugas e agora você se alia a outro bando deles para ajudarem a recuperá-la, por que não diz isso a todos aqui?

- COMO OUSA FALAR DE MINHA SOBRINHA DESTA FORMA?  

- Da mesma forma que eu ouso lhe desafiar pelo posto de líder da Seita, você não é digno desta posição!

- Você ficou louco? Desça do pedestal, Ahroun, você é um Adren, não tem permissão para me desafiar. Além disso, deveria saber que o desafiado é quem escolhe o desafio. Acha que teria chance em um duelo intelectual, lupino?

- Desafio intelectual? Sempre se escondendo atrás de estratagemas, não é? Da mesma forma que se escondeu mandando uma matilha de Cliaths resgatarem aquela cadela após ser sequestrada por sua c...


      Novamente a fala de Zimbar foi interrompida, desta vez por um golpe de Joelson, juntamente com um rugido indicando que ele havia sucumbido ao frenesi. O golpe com garras atinge a face de Zimbar. As garras de Joelson raspam no pelo de seu rosto e mal parecem causar dano, apenas enfurecer ainda mais o Garra, que agora também entrava em frenesi e jogando-se contra ele com as mandíbulas abertas.

      Um flash de luz parece cegar todo mundo temporariamente, então a Serpente de Luz falava:

- Parem com esssta vergonha. Joelssson, estou desapontada com você. Como um Ancião tão controlado pôde sssucumbir à sua fúria desssa forma como um filhote ao ssser provocado? Zimbar, você não tem vergonha de ameaçar um Garou de posto sssuperior, principalmente o Líder da Ssseita? Recolha-se à sua insssignificância, e volte a desafiá-lo quando tiver tanto renome quanto ele!

      Ambos haviam sido separados pela Serpente e se levantavam demonstrando um misto de ódio e vergonha. Os dois, então, se ajoelham para a Serpente.

- Perdoe-me, honorável Boitatá, isso não se repetirá!

- Eu realmente essspero!

- Honorável Boitatá, sei que sou novo aqui, mas gostaria de um momento para falar! – Dizia Dante Palmino. A serpente o encarava por alguns segundos, então lhe dava a oportunidade.








- Eu reconheço a liderança e habilidades diplomáticas de Joelson mais que qualquer um aqui, e tenho muita admiração por ele, mas convenhamos, um líder não pode governar se não é aprovado pelos membros da alcateia! Não desejo usurpar a posição de ninguém até pelo fato de não ter renome suficiente para desafiar um ancião, mas com sua permissão, gostaria de pedir uma votação para que todos os presentes dessem sua opinião se aprovam ou não a forma de Joelson governar!

      A serpente mais uma vez o encara longamente, então olha para Joelson e finalmente aprova sua solicitação.

- Bem, com a sua permissão, peço que dê um uivo quem concorda que Joelson não tem sido uma boa liderança para a Seita!

Votos até o momento:
Votos contra Joelson: Até o momento 3
- Zimbar
- Dante Palmino
- Fernanda Minazzi

Votos a favor de Joelson: Até o momento 4
- André Pantulha
- Três Cliath Andarilhos

Por enquanto indecisos: Até o momento 8
- Rei-da-Erva
- Lorraine
- Tito
- Fernando
- Matilha dos Ratos do Subúrbio


      Os personagens devem agora votar. Se achar necessário, podem até fazer um discurso tentando convencer os ainda indecisos.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Black Thief em Qua Jan 02, 2019 9:51 pm


Colher de animais mortos era bem simples e inofensivo, sem graça também, mas nada podia ser perfeito, muito menos quando se trata da Nação Garou. O grande lobisomem de jaqueta de couro, calça jeans surrada e coturno mantinha os braços cruzados enquanto observava também a resposta de Fernando para Pedro, nada esclarecedor, mas aquele também não era o momento de falar. O Cria fica em silêncio, apenas observando aquele lobisomem barrigudo e quase sem pelo nenhum... Sério que "aquilo" era o nosso líder? O nosso ancião, nosso Alfa, a face da Seita? Hunter não esperava ver grande coisa de um hominídeo que mais parecia um tiozinho de meia idade que não sabia nem mexer num smartphone, mas aquilo ali era pior do que pensava, e Hunter sempre se superava em imaginar o pior... Ele fez uma leve expressão de repulsa ao ver o que era seu líder, e quando ele agradecia a serpente por ser firme e forte por esses anos, Hunter segurou a risada/ganido de escárnio... Aquele velho era mesmo um cego por empenho... Então veio o blá blá blá... Ah sim... O blá blá blá não podia faltar... O que seriam dos entediantes sem o Blá blá blá? Os outros Garous mais velho também apreciavam bem esse momento... O negócio ia ficar feio e Hunter estava esperando ansioso pra ver no que ia dar, torcia pra que alguém se pegasse.

Quando ele falava que faria qualquer sacrifício e os fins justificavam os meios, Hunter segura uma gargalhada, ele levanta a mão levemente até o fucinho pra fingir que estava coçando o mesmo, mas a verdade era que estava tapando o leve risinho que começava a escapar.

"Pros fins justificarem os meios, os fins tem que ter bons resultados, sua mula!"

Já que ele faria qualquer sacrifício podia começar abdicando do posto de Líder da seita, mas bem... Duvidava que ele faria isso de bom grado, afinal frases de efeito são apenas cosméticos. Logo depois era o Pulguento que iria falar, não estava surpreso, sempre quando o assunto é ferrar um Hominídeos esses quadrupedes vem com a calda abanando como se fosse uma bolinha atirada. As merdas da Nação Garou eram realmente muito divertidas...

Ao contrário do velho, Zimbar era de merecer respeito, bastante até... O Bicho era porreta. Hunter balançava a cabeça levemente em aprovação, mas agora ia ver se ele era tão esperto quanto aterrorizante. Ele então começou a falar em lingua Garou, e aquilo foi... Interessante... Uma acusação direta e bem comprometedora, Hunter segurou levantar o canto superior do sorriso novamente, o negócio tava pegando fogo, e agora observava a reação do Líder, mas aí ele começou com um papo bem ao estilo capitão planeta, começou a ficar entendiante, e tocou nos assuntos dos vampiros e aí pegou na ferida do velho barrigudo.

Joelson havia sido pego, seu ponto fraco foi tocado, a aliança com os sanguessugas... Interessante... Ele então começava a se justificar e falar de decisões difíceis, quer dizer que estamos em um momento claramente desesperador, mas o nosso líder não vê saída a não ser quebrar nossas próprias leis... Por um momento Hunter parava pra pensar, se gostava mais de Joelson ou se sentia muita pena dele... Aquilo parecia realmente um impasse para Hunter agora... Voltamos a verdadeira intenção da Assembléia, apontar dedos. "Garras Vermelhas vocês também são culpados, Andarilhos, vocês são mais, e blá blá blá... Por isso a Wyrm ganha... Ela não precisa fazer nada, a Nação se mata sozinha... Genial!"

Joelson ganhou alguns pontos quando foi peitar o Garra, mas logo os perdeu quando usou da "carteirada" pra impor respeito... Pelo amor...

No final de todo aquele debate, o velho tinha perdido toda a moral com Hunter... Não tinha o que dizer... Ele era muito passional, velho, covarde, se agarra apenas no seu posto e na clara desvantagem que a raça dos Lupinos tem em acompanhar um raciocinio complexo para ganhar, é como querer lutar com um cadeirante... Se aquele pançudo tivesse se mantido em forma durante os anos ao invés de ficar com a bunda sentada comendo pudim e brincando de Monópolis com vampiros, não teria tanto motivo pra se acovardar de um desafio daquela forma. Hunter dessa vez não segurava a risada, mas seu focinho evidenciava um nojo ao ver aquela cena e ver que aquilo era seu líder...

Então uma briga começava e Hunter esboçava um sorriso, o Garou se segurou pra não uivar lá mesmo pra incentivar os ânimos da briga, até que um flash cegante se acendeu, Hunter imediatamente virou os olhos pra direção oposta levando as patas/braço em direção à eles para protegê-los. Aquilo foi como um banho de água fria que tirava todo o ânimo da coisa e quando tudo voltou a ser enchergável, lá estava a cobra fumante parando tudo como aqueles diretores de colégio chatos apartando uma boa briga.

Boitatá escreveu:- Parem com esssta vergonha. Joelssson, estou desapontada com você. Como um Ancião tão controlado pôde sssucumbir à sua fúria desssa forma como um filhote ao ssser provocado? Zimbar, você não tem vergonha de ameaçar um Garou de posto sssuperior, principalmente o Líder da Ssseita? Recolha-se à sua insssignificância, e volte a desafiá-lo quando tiver tanto renome quanto ele!

"Porque? Tem medo que o de posto menor mostre o quão ruím seu Caern é por ter um líder tão patético?"

Ele pensou na resposta, e quase revirou os olhos ao ver que Zimbar realmente parecia alguma coisa envergonhado. Depois viera Dante e começara a falar, ele botava tudo de forma muito clara e objetiva, levando em conta que isso não era para tirar o cargo de Joelson, apenas uma declaração formal de que ele pode virar a sofrer um Impeachment, visto que a votação era para dizer que não concordavam e não de que ele não devia mais ser o líder, o que deixou Hunter desgostoso, primeiro porque era uma votação, democracia é uma merda e um bando de idiotas concordando em uma merda em comum não quer dizer nada, mas é o jeito como as coisas são hoje e segundo, porque a votação não era pra tirar ele do cargo, apenas pra ele seguir as coisas de outro modo. Assim sendo, Hunter também demonstra seu descontentamento com a situação uivando junto com Zimbar, Dante e a Bola de Carne Oleosa que queria dar para o Pedro. Olhou então para Tia Lorraine, não ouvira o uivo dela ainda, ele olhou firme para ela, com quem quisesse que ela uivasse também. Hunter queria pontuar ali o porque todo mundo devia uivar, mas não seria um Ragabash se fosse idiota e não soubesse suas limitações. Muita gente acha Hunter radical, abusado e patife, ele achava divertido concordar com isso, mas não era hora de ser engraçado ou provocar, por mais que adorasse, ele não sabia falar algo tão longo e dar seu ponto de vista sem deixar alguém realmente puto e provocado, por isso era melhor ficar de fucinho calado.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Qui Jan 03, 2019 12:21 pm

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Pedro escuta a resposta de Fernando e faz apenas um sinal de 'joinha' para o mesmo. Ele sabia que não iria gostar de chamar mais atenção indesejada do que já havia chamado... na próxima, a Mestra do Uivo talvez arrancasse suas cordas vocais na esperança dele nunca mais superá-la. Na Quebra de Ossos, Joelson toma a frente. Era um Garou peculiar, diga-se de passagem. A forma de batalha poderia ser considerável sofrível e provavelmente não daria trabalho nem a uma mosca. Também não era um líder com discurso inflamável, que inspirava. Pedro, recém-saído de seu Ritual de Passagem, conseguiria fazer muuuuuuuito melhor do que a meia dúzia de palavras que o Andarilho usa pra tentar conciliar os ânimos visivelmente exaltados.

E ele não consegue.

*É, a coisa vai ficar preta agora...*

Zimbar se anuncia usando de toda sua ferocidade e bradando todas as falhas de Joelson. O Andarilho o interrompe, mas o Garra Vermelha estava pouco se fodendo com qualquer coisa e jogava a merda no ventilador, anunciando a todos que a aliança do Ancião havia uma intenção não reconhecida antes. A sobrinha de Joelson havia sido sequestrada pelos vampiros e ele teria se aliado a um outro bando como forma de consegui reavê-la. Motivos escrotos para uma aliança escrota. A situação cansava o Roedor. De um lado, um lobo sem cérebro querendo colocar a pica na mesa e se mostrar como o fodão; do outro, um Ancião se usando de suas ressalvas para manter-se no poder. Apesar de não se preocupar o bastante com postos e hierarquias, Pedro entendia e sabia todas as leis da Nação de cor e salteado. Ele era um Galliard, porra! Era seu dever saber todas as histórias, tradições e cantá-las!

Zimbar não estava apto para desafiá-lo pelo seu posto e Joelson tinha todo o direito de escolher um desafio que lhe favorecesse... alguém realmente acreditaria que um gordinho baixinho sairia nos tapas com um negão anabolizado? Óbvio que não. A cena piora de cenário quando o Garra Vermelha revela as ações do líder de Seita ao mandar uma matilha de jovens reaver sua sobrinha. Um click instantâneo acende uma lâmpada sobre a cabeça do lua gibosa que cochicha:

'- Ele fala de nós?'

Seria essa a missão que a matilha estava desempenhando quando os encontrou? A resposta não viria logo pois logo o Roedor percebe que Líder de Seita e o Guardião do Caern se atacam fisicamente abalados pelo Frenesi. A própria Boitatá separa-os e pede ordem aos seus filhos, que prontamente se ajoelham pedindo desculpas. Nesse instante, uma voz ainda desconhecida se apresenta e toma a atenção de todos. A pelagem negra e a forma traiçoeira como ele propunha uma 'inocente' votação evidenciavam sua origem.

*Senhores das Sombras não são nenhum pouco confiáveis....*

Alguém lhe havia falado isso uma vez e as palavras pareciam socar seu cérebro naquele instante. Para que diabos serviria uma votação que não deliberaria nada, apenas fragmentaria mais ainda uma Seita repleta de dificuldades? Dante tinha planos, como todo o filho do Avô Trovão tinha. Eles não eram conhecidos por agirem sem pensar duas, três, quatro vezes... O que ele queria com aquilo? Pedro não sabia, mas estava curioso para descobrir.

O Roedor não acompanha o uivo, ele não faria parte dos joguetes das outras Tribos como massa de manobra. Ele apenas cruza o braço e, vendo que Hunter acompanha o uivo, apenas comenta:

'- Eu não faço parte de joguete de Senhor das Sombras, não mesmo...' - se Dante queria de alguma forma mudar os ventos que regiam aquele lugar, ele teria que arranjar outra forma se dependesse do Roedor.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Qui Jan 03, 2019 10:21 pm


AMBOS



      O jogo parecia virar, mas a maioria ainda permanecia indeciso. Joelson novamente se adiantava para falar.

- Com sua permissão, Boitatá. Obrigado! Eu me desculpo por minhas ações, tanto pela perda de controle, quanto alianças indesejadas, mas eu jamais fiz algo que pudesse prejudicar a Seita. Pelo contrário, eu devotei 40 anos de minha vida à Serpente do Brejo e a USP. Por anos investi recursos e trabalhei duro para formar alianças, mesmo com prováveis inimigos, desde que elas fossem benéficas à seita. Poupei inúmeras vidas que poderiam ter sido ceifadas em conflitos, apenas com uma canetada ou uma aliança sábia. Sim, eu admito que minha sobrinha foi sequestrada e posso ter perdido a cabeça por isso, mas quem de vocês não teria quando algo assim ocorresse com um ente querido? Nós não somos apenas lobos, mas também somos humanos, nós erramos e eu não deixo de ter minha metade humana, falível e emocional. Peço perdão se ofendi alguém com minhas escolhas, mas digo novamente, não prejudiquei a Seita e nenhum de seus membros com esta escolha!  

      Nisso, Fernanda Minazzi se adiantava e fazia uma referência à serpente.

- Grande Boitatá, gostaria de me manifestar quanto às últimas colocações de Joelson, e para tal, gostaria de convocar a matilha dos Ratos do Subúrbio!

      Nisso, os quatro Garou que aparentavam estar bêbados seguiam em direção a ela.

- Digam-me, é verdade que Joelson ordenou que vocês invadissem o Clube Masquerade (um clube controlado por sanguessugas, diga-se de passagem) apenas para libertarem sua sobrinha?

      Um dos Garou fazia sim com a cabeça, e ela continuava:

- Então, poderiam relatar como foi tal missão?

      Neste momento, o mesmo Garou começava a falar, um pouco tímido. Eles não tinham muita ideia de como se infiltrarem no clube e o fizeram pela Umbra. Foram atacados por diversos malditos e quase mortos, precisando fugir pelo plano terreno, chamando a atenção dos vampiros.

- Um fracasso, mas não culpo os filhotes, e sim Joelson por mandar uma matilha iniciante até o covil dos leões para arrumarem uma bobagem feita por ele próprio!

- Não fale do que não entende, Fernanda...

- E você pare de fazer Manterrupting, eu não concluí meu raciocínio, seu dever como macho é me escutar, não me dirigir a palavra! Sempre tão prepotentes!

- Calada, Fernanda!- Dessa vez, a voz vinha de outra fêmea, Lorraine. Assim como ao ser ofendida pelo Rei, Fernanda olhou para Lorraine como se tivesse levado uma bofetada no rosto, mas não conseguiu se manifestar. Lorraine então continua.






- Eu também concordo que Joelson cometeu muitos erros, mas o que alguns membros aqui desejam é utilizar do ocorrido para alavancarem a si mesmos sobre o fracasso de outrem. Prestem atenção, quem iria assumir caso Joelson perdesse seu posto? Dante? Não me leve a mal, mas você é um forasteiro, nem mesmo faz parte da Seita. Zimbar? Nada contra, mas seu tipo de liderança não condiz com nossos modos. Eu pessoalmente não me sentiria à vontade massacrando todos os professores e funcionários da Universidade.

- E quem seria uma opção melhor, você? - Dizia Dante.

- Isso quem deveria decidir são os membros da Seita, apenas faço um adendo, pensem em quem se beneficiaria com a queda de Joelson!

- Eu faço a ssseguinte proposssta. Decidam quem seriam os nomes maisss indicados, e na próxima Assembléia decidiremos sobre issso! Os ânimos já estão muito exaltadosss, o máximo que vocêsss conseguirão hoje é causar um racha na Seita e não é isso que desejamosss, não é?!- Pronunciava-se a Serpente.

      Então, a Serpente se dirigia aos Cliath acompanhados de Fernando.

- Soube que esta matilha ainda não possui um totem espiritual. Temposss escurosss se aproximam, e precisamosss de todas as matilhas completasss. Rei-da-Erva, poderia guiar estesss garotos perdidos até seu guia espiritual?

- Eu ficaria honrado, grande Batatão! E aew garotos, preparados para a maior viagem de ácido de suas vidas?






      Fernando não parece muito satisfeito com as palavras usadas pelo Rei, então olha para os garotos para saber qual era a opinião deles.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Jan 04, 2019 9:52 am

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O Roedor percebe que muitos não uivam, ainda indecisos... talvez não com o seu voto, mas com as intenções de Dante diante daquela sua proposta. Joelson se pronuncia e revela realmente sobre o rapto de sua sobrinha, pedindo que cada um se colocasse no seu lugar. Nesse instante, Pedro se imagina na situação dele, na situação que poderia ter se colocado a algumas manhãs antes. Se Rufino tivesse sido pego pelos policiais? Ele com certeza moveria montanhas e tudo o que estava a sua disposição para ajudá-lo. Aquilo, de certa forma, fortifica mais ainda o seu não-uivo. A conversinha da Mestra do Uivo também. Ela revela que a matilha dos Roedores havia sido a matilha que havia sido mandada até uma tal boate, onde provavelmente a jovem estaria. Eles relatam rapidamente a missão e a Garou continuava seu discurso... ao menos até uma outra fêmea calá-la de vez. O Roedor apenas comenta:

'- Gostei da tia aí...'

Ela abre os olhos para exatamente aquilo que Pedro pensava, o que o faz balançar a cabeça em concordância. A Serpente, então, decide que eles deveriam trazer nomes para a próxima Assembléia. Mas trazer de onde? Nenhum outro nome ali parecia tão habilitado para tal, nem ter posto suficiente para substituir Joelson, a não ser que ele próprio se colocasse fora do posto, o que era bem impossível. Mas a Serpente ordena e logo o próprio Totem passa para o próximo tópico. Ele olha diretamente para a matilha e anuncia que a falta de Totem deles precisava ser resolvida, pedindo o auxílio do Rei-das-Ervas. O Roedor faz uma pergunta e, aparentemente, Fernando não gosta muito da brincadeirinha com "ácido". Pedro apenas  dá dois tapinhas no ombro do Filho de Gaia e comenta:

'- Relaxa, relaxa... vai dar tudo certo.' - ele olha pros outros três membros da matilha e depois para o Rei-da-Erva, já indo pro centro do círculo formado pela serpente: '- Eu tô pronto... quem mais vem comigo?'
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Black Thief em Sex Jan 04, 2019 11:14 am


Pedro escreveu:- Ele fala de nós?

- Não, nossa missão era outra.

Logo era hora de mais dos Garou se manifestarem, ou não se manifestarem, e então Pedro falava chochichando.

Pedro escreveu:- Eu não faço parte de joguete de Senhor das Sombras, não mesmo...

Hunter solta uma risadinha:


E fala:

- Isso é bem discutível...

E era mesmo, quando tivessem um tempo livre, ia levar esse debate com Pedrinho, e até com o resto da matilha, tinha alguns pontos de vista sobre esse assunto, mas o debate não era a prioridade depois da assembléia, e sim acharem a Garou perdida da Matilha deles. Então é que Joelson resolve se defender, após ver que a maioria ainda estava contra ele, por mais que a diferença de números fosse pouca, indeicando que ainda havia chão para se percorrer.

Joelson escreveu:- Com sua permissão, Boitatá. Obrigado! Eu me desculpo por minhas ações, tanto pela perda de controle, quanto alianças indesejadas, mas eu jamais fiz algo que pudesse prejudicar a Seita. Pelo contrário, eu devotei 40 anos de minha vida à Serpente do Brejo e a USP. Por anos investi recursos e trabalhei duro para formar alianças, mesmo com prováveis inimigos, desde que elas fossem benéficas à seita. Poupei inúmeras vidas que poderiam ter sido ceifadas em conflitos, apenas com uma canetada ou uma aliança sábia. Sim, eu admito que minha sobrinha foi sequestrada e posso ter perdido a cabeça por isso, mas quem de vocês não teria quando algo assim ocorresse com um ente querido? Nós não somos apenas lobos, mas também somos humanos, nós erramos e eu não deixo de ter minha metade humana, falível e emocional. Peço perdão se ofendi alguém com minhas escolhas, mas digo novamente, não prejudiquei a Seita e nenhum de seus membros com esta escolha!


Naquele momento, Hunter soltou um leve rosnado, era um rosnado contido, só audível para aqueles que estariam literalmente ao lado dele, ou estivessem prestando atenção nele.

"Desgraçado..."

Hunter ficara raivoso porque Joelson havia tocado no calcanhar de Aquiles de Hunter: Alice. Se algo acontecesse com Alice, ele também faria algo desesperado, muito provavelmente não seria se aliar com vampiros, mas com certeza algo tão estúpido quanto, e isso despertara a Empatia de Hunter em Joelson, que logo começara a se arrepender de seu uivo, embora, ainda pudesse apontar uma brecha nessa votação, que era apontar o descontentamento com os modos de agir de Joelson, não para tirá-lo do posto, uma vez que isso ainda abria brecha para que ele ainda pudesse mostrar atitudes melhores, mas ainda assim Joelson não era um Líder que Hunter via com respeito, embora tivesse pego uma empatia do Cria de Fenris, ainda queria ele fora da posição de Líder.

Logo, a Roda Gigante de geléia começava a falar, a voz dela era irritante, e ela chamava alguns testemunhos, então eram esses os Cliaths que foram mandados para a missão de resgate? Um bando de bêbados Cliaths para salvar alguém que você ama tanto... Porque será que não deu certo? Novamente, a idiotice do líder da Seita se mostrava Ímpar. Joelson tentava se defender, da forma mais inútil possível, sem argumentos, ela o rebatia com O que??? Mani-o-que??? Que diabos era aquilo??? E então que Tia Lorraine mandava a Crosta de Manteiga Rosa calar a boca, e ao ver a cara daquela coisa, Hunter solta de forma bem discreta uma risadinha que não conseguiu conter.


Tia Lorraine escreveu:- Eu também concordo que Joelson cometeu muitos erros, mas o que alguns membros aqui desejam é utilizar do ocorrido para alavancarem a si mesmos sobre o fracasso de outrem. Prestem atenção, quem iria assumir caso Joelson perdesse seu posto? Dante? Não me leve a mal, mas você é um forasteiro, nem mesmo faz parte da Seita. Zimbar? Nada contra, mas seu tipo de liderança não condiz com nossos modos. Eu pessoalmente não me sentiria à vontade massacrando todos os professores e funcionários da Universidade.

Tia Lorraine tinha razão, e nesse momento Hunter se sentiu idiota por ter uivado de forma tão precipitada, apesar de que ainda podia argumentar as brechas que seriam muito bem ouvidas pelos "a favor de Joelson", ainda era um Cliath e podia não ser ouvido. Nenhum daqueles idiotas era um Líder admirável, o negócio era chamar alguém de fora, e não, o Dante não conta, porque? Porque Tia Lorraine tinha razão, o cara que teoricamente estaria aqui de passagem querendo metero o nariz em política de Seita que não era dele?

Dante escreveu:- E quem seria uma opção melhor, você?

Naquele momento, Hunter emitiu um leve rosnado de Fúria ao ouvir o verme falando de sua Tia com desdém. Ela era uma candidata mil vezes melhor que aquele narigudo imbecil, mil vezes melhor que qualquer um daquele bando de mulas maconheiras e extremistas, a mais ponderada, visto que ela quem apontou e fez todos repensarem suas decisões, até mesmo a Hunter, que com certeza ia repensar melhor as consequência do seu voto impulsivo.

Tia Lorraine escreveu:- Isso quem deveria decidir são os membros da Seita, apenas faço um adendo, pensem em quem se beneficiaria com a queda de Joelson!

Mesmo diante dos apontamentos de Tia Lorraine, o pensamento de Hunter ainda era: Todo Mundo. O problema é o próximo, quem usaria o poder pra fazer merda também, mas manter o menos pior realmente seria o objetivo da Seita? Porque se é, então estavam todos ferrados.

Então, depois a Cobra Fumante decide que deviam ter uma segunda assembléia para decidir a Liderança da Seita, e lógico que Hunter ia encorajar a Tia Lorraine a entrar nessa, quando então chama a matilha de Hunter para falar.

Boitatá escreveu:- Soube que esta matilha ainda não possui um totem espiritual. Temposss escurosss se aproximam, e precisamosss de todas as matilhas completasss. Rei-da-Erva, poderia guiar estesss garotos perdidos até seu guia espiritual?

Rei-da-Erva escreveu:- Eu ficaria honrado, grande Batatão! E aew garotos, preparados para a maior viagem de ácido de suas vidas?

Fernando parecia não gostar, não era atoa, seu filho fazia parte da Matilha, Hunter também dava um tapinha nas costas, assim como Pedro e dizia com uma pitada de humor negro:

- É... Se não a gente morre, e isso nenhum de nós quer.

Pedro escreveu: - Eu tô pronto... quem mais vem comigo?

Hunter esboçava um sorriso sarcástico e então nega com a cabeça e dizendo:

- Noops.

Quando então tem a atenção da situação, ele olha para o espírito e diz:

- Foi mal, grande Boitátá, mas nossa matilha não estaria completa nem se estivessemos com a benção do nosso Totem. A Vivian ainda está lá fora, sozinha, e com certeza precisando de ajuda, o Pedro aqui disse que conseguiu uma Pedra-Caçadora do Rei aqui, então, a benção do nosso Totem pode esperar, a vida da Vivian, não pode.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por @nDRoid[94] em Sex Jan 04, 2019 11:54 am

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O Roedor escuta a negativa do Cria de Fenrir e sua explicação ao Boitatá. Hünter estava afoito para encontrar a garota, realmente era um lado dele que ele ainda não havia conhecido. Se alguém lhe dissesse que o projetinho de sociopata tinha um coração piedoso, ele com certeza riria da cara do maluco. Mas ali estava Hunter, justificando sua negativa, dizendo que a vida da irmã era mais importante. E de fato era. Entretanto, as coisas não eram tão preto no branco como ele poderia achar que era. A missão não seria fácil e talvez o Totem que os escolhessem poderia os guiar. Por enquanto, eles ainda eram um bando perdido sem saber muito o que encontrariam no caminho.

Assim, ele olha para o companheiro e fala na língua Garou:

'- Águia-de-sangue, eu entendo sua preocupação e ela é louvável' - ele se vira para o Boitatá e explica melhor a situação: '- Sombra-da-Noite é nossa irmã de matilha e foi capturada durante a nossa última missão... acreditamos que ela esteja presa num dos covis da Pentex...' - ele se volta para Hunter e continua: '- e invadir esse lugar não será uma missão fácil... procurarmos o auxílio de um Totem talvez seja a melhor forma de nos fortalecemos para essa missão. A benção do Totem nos dará mais armas para combatermos os malditos sanguessugas e pode ser um auxílio necessário, além de possibilitar que nos unamos mais enquanto matilha.'

Ele olha para o Cria de Fenrir, depois para o Boitatá. O auxílio dos espíritos poderia ser fundamental para a missão; não adiantaria de nada se trouxessem Vivian, mas perdessem um outro irmão por causa do despreparo.
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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

Mensagem por Krauzer em Sex Jan 04, 2019 10:55 pm

HUNTER - PEDRO


      Fernando não via com bons olhos o Rei-da-Erva e sua proposta. Pedro estava pronto para sua missão, Hunter inicialmente não, Raul estava indeciso, e Ryan olhava para seu pai em busca de alguma dica. Por fim, Pedro explica como terem um espírito totêmico ao seu lado seria mais útil até mesmo para a missão de recuperarem Vivian, e acaba convencendo Hunter e Raul.

      O Rei parece ter percebido o mal estar que causou em Fernando e tenta quebrar o gelo:

- E aí brow, firmeza?! Tudo em cima? Não ligue para tudo o que esse maluco fala, eu jamais ofereceria estas belezinhas para menores de idade, principalmente menores de idade filhos de um Ahroun, eu tenho princípios! Pódeixa que eu vou trazê-los sãos e salvos para cá! Vou cuidar deles como se fossem minhas menininhas! - Dizia apontando para seus sacos de erva.

      Muito a contra-gosto, Fernando deixa Ryan seguir com o grupo, mas antes disso chama o Rei para um canto e cochicha algo em seu ouvido. Não é possível escutar, mas a expressão do Rei parece menos tranquila quando ele volta.

- Então, garotos, apertem os cintos pois vamos fazer uma viagem umbral. Todo mundo se concentrando!

      Os quatro Cliath se concentram e para sua surpresa, atravessam a película antes mesmo de abrirem os olhos. (Película 2, não é necessário nenhum teste). A sensação de "atravessar um muro d'água e sair do outro lado seco" está presente, mas agora parecia um tanto diferente. A travessia era mais suave, mais tranquila, muito provavelmente a primeira vez que tenham atravessado a película em um ambiente tão aconchegador.

      Eles ainda se viam em uma clareira, mas a mata à sua volta parecia ainda maior, mais fechada e de certa forma, mais primitiva. Odores de hortelã, entre outras folhas e flores eram abundantes, assim como sons da vida animal noturna.



- Galera, fiquem perto de mim. O tiozão já caiu fora, então se alguém quiser dar um tapinha é só avisar, mas nada de me dedar para o Ahroun marrento, hein!

      O Rei ascendia um novo baseado e oferecia aos garotos, antes de dar uma boa olhada nas estrelas.

- É o seguinte negada, sei de um espírito que seria o ideal para vocês, e de quebra ele ainda é amigo de Boitatá. Ah, e o melhor de tudo, ele não está embrenhado na Umbra profunda, embora já tenha me bicado algumas vezes com ele à caminho de Pangéia. O problema... bem, é que o lugar onde ele se encontra pode ser meio hostil!

      Caso alguém lhe pergunte que tipo de espírito se trata, ele apenas dá um sorriso levemente malicioso e diz:

- Vocês conhecem aquela tal de Nicki Minaj? Então tenho certeza que vão gostar dele!

      O Rei-da-Erva se senta e novamente faz o Ritual da Pedra (de Crack) Caçadora. O ritual dura apenas alguns minutos, então a pedra passa a indicar a direção do espírito.

- Sigam-me os bons!



***



      Os cinco Garou caminham por algumas horas em uma mata fechada, que lentamente vai dando lugar a um terreno pantanoso. Por diversos momentos os garotos sentiam estarem sendo observados por diversos olhos na escuridão.


- Finalmente chegamos ao local, mas onde ela estaria?!

      O Rei-da-Erva apertava os olhos na tentativa de encontrar o espírito, então finalmente o avistava, e apontava para um enorme tronco saindo da água.

- Ali, estão conseguindo vê-la?

      Os quatro Cliath olhavam para a direção apontada. No escuro era um pouco difícil enxergar, e inicialmente parecia apenas uma árvore. Mas quando eles finalmente percebiam, o susto era grande.

Anaconda:


      Uma serpente gigantesca que poderia facilmente esmagar qualquer um deles para depois engoli-lo encontrava-se enrolada em uma árvore parcialmente submersa e encarando-os.

Comparação de tamanho:


- Bem, ela valoriza Garous por sua coragem, entre outras características. O que vocês devem fazer é irem até ela e olharem no fundo de seus olhos sem demonstrarem medo. Como não sou eu que estou a procura de um Totem, ficarei bem aqui longe deste protótipo de filme de terror. Boa sorte!

      A cena era aterradora, mas se o que o Rei dizia era verdade, não passava de um teste de coragem. O rio parecia fundo, mas a serpente pre-histórica era o que despertava acima de tudo o medo nos jovens lobisomens. Porém, eles sabiam que era seguir adiante ou abandonar a missão, e um por um, os quatro adentram o rio e seguem em direção à enorme serpente.

Teste:
Teste: FDV diff 10 - antecedente Totem. Ao menos um dos personagens precisa conseguir 5 sucessos para chegar até a serpente. Se ninguém conseguir em 3 rodadas ou menos, a anaconda irá "brincar" com quem tiver menos sucessos.

Rodada 1:

Ryan: 8,1,4,5 (falha crítica)

Raul: 2,2,8 (0 sucessos)

Pedro: 4,9,5,5,6+ 10 FDV gasto (2 sucessos)

Hunter: 8,2,1,3,6,8,7 + 10 FDV gasto (1 sucesso)

Descrição: O quatro jovens caminham pelo rio. Eles avançam lentamente e podem perceber o quanto ele é fundo. A água já está em suas cinturas, e quando olham para a cobra, ela nem se mexe. Ryan se apavora com a visão da serpente e corre de volta para a margem. Raul por um segundo se pergunta se deveria continuar ou acompanhar Ryan. Os demais continuam avançando.

Rodada 2:

Raul: 3,8,9 (1 sucesso)

Pedro: 7,4,10,9,5  (4 sucessos acumulados, 2 nesta rodada)

Hunter: 5,1,8,7,1,9,8 (1 sucesso, 0 nesta rodada)

Descrição: Os três remanescente continuam seguindo adiante. A água já chega aos seus pescoços e se torna mais difícil caminhar. Hunter por uma fração de segundo para, pois percebe que nesta situação, a serpente poderia atacar qualquer um deles facilmente. Os dois Roedores superam o medo e seguem adiante.

Rodada 3:

Raul: 6,5,10 (2 sucessos acumulados, 1 nesta rodada)

Pedro: 3,1,5,7,4  (4 sucessos acumulados, 0 nesta rodada)

Hunter: 3,5,4,2,6,6,9 (2 sucessos acumulados, 1 nesta rodada)

Descrição: O nível da água é mais alto que qualquer um dos Garou e a partir daqui eles precisam nadar para continuar. A anaconda se cansa de esperar e mergulha lentamente na água.

Rodada 4:

Raul: 6,7,9 (3 sucessos acumulados, 1 nesta rodada)

Pedro: 6,9,9,8,9  (9 sucessos acumulados, 5 nesta rodada)

Hunter: 9,3,10,9,5,6,10 (6 sucessos acumulados, 4 nesta rodada)

Descrição: Apesar da visão aterradora da serpente mergulhando, os três remanescentes continuam seguindo adiante. Pedro e Hunter finalmente alcançam o local onde a Anaconda estava, mas o local agora está vazio. Ambos, porém, podem sentir uma movimentação na água ao seu redor, e quando procuram pela serpente, mais um susto, ela estava à sua volta.

      O silêncio local é quebrado quando Raul é puxado para dentro d'água. Hunter e Pedro se assustam, e a cabeça de Raul pode ser vista fora d'água. Seu corpo está completamente preso pelo abraço fatal da serpente. Ela o está espremendo a ponto de feri-lo, mas não de matá-lo, mas se desejasse, ela poderia. Raul não pode sequer falar, e mal consegue respirar. A serpente então encara os dois Garou que conseguiram completar o desafio e tenta se comunicar através de um som o qual eles não entendem.


      Do fundo eles podiam ouvir o Rei-da-Erva gritando.

- $%&#, CALMA, CALMA, NINGUÉM TOME NENHUMA ATITUDE BRUSCA! VOU TRADUZIR O QUE ELA ESTÁ DIZENDO. ELA DISSE NA NOSSA LÍNGUA ALGO COMO: "PARABÉNS AOS QUE CONSEGUIRAM. UMA PENA QUE ESTE TENHA SIDO MUITO LENTO. VOCÊS TEM ALGUM PRESENTE PARA MIM OU TEREI DE ME CONTENTAR EM DEVORAR A ESSÊNCIA DESTE AQUI?"
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Krauzer

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Re: Lobisomem (Universidade dos Lobos)

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