Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

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Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Qua Maio 30, 2018 2:24 pm

Desculpem pela demora. Estou fazendo um curso com 300mil matérias EAD online com fóruns vencendo um atrás do outro, provas, etc e fiquei até com cabelos brancos de tanto pouco tempo pra minha vida social e não social. Estou abrindo o tópico mas eu termino o curso só dia 08, então até lá a narrativa sofrerá alguns atrasos. Espero que isso não atrapalhe o game.
Ok, let's go!

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Qua Maio 30, 2018 2:24 pm

Gerrard Blackwood; PdS: 13/15; FdV: 08/08; Vitalidade: ok


Gerrard conseguia passar por uma fresta de uma janela aberta. Ele vagava pela casa tentando investigar o lugar. Era uma casa comum, e alguém parecia estar no banheiro tomando um banho. Algum tempo depois uma mulher de meia idade saía envolta em uma toalha. O vampiro estava ainda em sua forma de morcego escondido perto de uma moldura na parede. Aparentemente ela morava sozinha.

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Blackwood em Qua Maio 30, 2018 3:42 pm

Não enfrentei dificuldades para adentrar a casa daquela mulher que para mim era um mistério a ser desvendado. Enquanto ela se banhava, eu fazia uma varredura no local me certificando de que a casa não oferecia perigo. Durante minha inspeção, eu pensava nas ultimas palavras daquele moribundo... Meu devaneio era interrompido pelo cessar do constante barulho do chuveiro, a mulher tinha terminado o banho, e eu não queria estar lá dentro quando ela saísse, não queria assusta-la. 

Pelo mesmo lugar que entrei, eu saio voando e dou a volta na casa. Aproveito minha forma discreta para sondar as redondezas, e atestar que aqueles assassinos responsáveis por matar o homem naquele beco, não estariam também atrás da mulher... e isso também dará tempo para que a mulher possa se vestir antes de eu aparecer... Caso a barra esteja limpa, eu irei pousar em um local discreto, para que minha transformação para o meu estado natural, não seja detectada por algum curioso de plantão. Depois irei me dirigir até a porta da casa e tocar a campainha.



- Boa noite, me chamo Gerrard Blackwood, estou aqui para descobrir o que a srta sabe sobre este pedaço de papel. O homem que me entregou está morto, ele foi assassinado e suas ultimas palavras foi um pedido para que eu cuidasse de você. Mas como vê, eu não tenho muitas informações a respeito.

Agora era a parte em que ela ficaria estérica por ter perdido um ente querido, eu sinceramente não tenho mais paciência com essas emoções mundanas. Eu vi todos aqueles que eu amo sendo levados pela morte, e com eles, um pouco de minha compaixão... espero ela se acalmar, e prossigo com o meu interrogatório se possível, caso ela não coopere, por conta das emoções, utilizarei dos meus dons do animalismo para acalmar sua besta. [animalismo 3]


- Tenho muitas dúvidas a respeito do caso, como quem era ele? quem é você? Quem queria ele morto? E quem pode ter feito isso?
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Qui Jun 07, 2018 3:03 pm

Alex Troy; PdS.: 07/15; FdV: 04/10; Vitalidade: ok
Rapidez, destreza +1; vigor +1 (cena)




Certamente haveria um pouco de ação antes do abraço. Os vampiros ali presentes se surpreendiam com o treinamento daqueles ex-militares e suas presas saltavam imediatamente, quase que em uníssono. Logo vinha o primeiro estampido, jogando um dos vampiros de joelhos no chão, não pelo ferimento, mas pelo estampido que certamente havia estourado os seus tímpanos. Provavelmente o cainita estava fazendo uso dos sentidos aguçados.

Os humanos se movimentavam rapidamente e logo vinha mais tiros: Pá! Pá! Pá!

Karla, como a legítima Brujah que era se transformava apenas em um borrão, costurando um movimento de um lado para outro entre os humanos. Á medida que o combate avançava os militares se davam conta de que estavam lidando com algo incomum ali dentro daquele galpão.

Alex Troy sentia que precisava fazer algo. Um buraco surgia em suas roupas, juntamente com um impacto e uma força empurrava o para trás. Era um tiro lhe acertando o peito. Em seguida outro disparo e mais um buraco em sua roupa, o cheiro de pólvora chegando em seu nariz. Se Alex fosse um vampiro desprovido de Potência certamente ele seria forçado a dar um passo para traz em razão da força do impacto dos dois projéteis. No entanto, não era o caso. Além disso ele não sofria ferimento nenhum e os seus agressores se mostravam surpresos.

Então o Ventrue recorria ao poder do magnetismo sobrenatural. À medida que Alex começava a discursar a bagunça ia diminuindo. Ao mesmo tempo ele se preparava para um possível combate, tornando-se sobrenaturalmente veloz. Logo teria o controle das emoções daqueles militares. No entanto, algum dos que não foram afetados logo cortaria o efeito. Uma faca vinha arremessada e acertava a cabeça do Ventrue interrompendo o processo da Majestade.

Um borrão se movia na direção do militar que arremessara a faca e ele era jogado contra o teto do galpão. Suas costas acertava uma viga de metal que sustentava o telhado. A viga de metal emborcava, amassando, e rachava as telhas que estavam sobre ela. Os sons dos ossos do humano se quebrando eram escutados, ele vomitava sangue e caía morto no chão. Como uma legítima Brujah, Karla começava a ser tomada pelo frenesi da emoção e do sangue.

Com a Majestade interrompida, os militares começavam a reação novamente... E agora?

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Ignus em Ter Jun 12, 2018 3:59 pm

Alex Troy sentia que precisava fazer algo. Um buraco surgia em suas roupas, juntamente com um impacto e uma força empurrava o para trás. Era um tiro lhe acertando o peito. Em seguida outro disparo e mais um buraco em sua roupa, o cheiro de pólvora chegando em seu nariz. Se Alex fosse um vampiro desprovido de Potência certamente ele seria forçado a dar um passo para traz em razão da força do impacto dos dois projéteis. No entanto, não era o caso. Além disso ele não sofria ferimento nenhum e os seus agressores se mostravam surpresos.


Troy olha para baixo, onde furos apareciam em suas vestes. Provavelmente o atirador esperaria que ele caíssem em alguns segundos, mas não era isso que ocorria. O cainita abre um sorriso largo ao voltar seus olhos para cima, deixando suas presas aparecerem enquanto permanece estático em sua posição graças à Potência.


Então o Ventrue recorria ao poder do magnetismo sobrenatural. À medida que Alex começava a discursar a bagunça ia diminuindo. Ao mesmo tempo ele se preparava para um possível combate, tornando-se sobrenaturalmente veloz. Logo teria o controle das emoções daqueles militares. No entanto, algum dos que não foram afetados logo cortaria o efeito. Uma faca vinha arremessada e acertava a cabeça do Ventrue interrompendo o processo da Majestade.


"Alguém conseguiu resistir a minha Majestade a ponto de me atacar? Realmente notável. O sujeito deve ser um belo candidato ao Abraço..."


Um borrão se movia na direção do militar que arremessara a faca e ele era jogado contra o teto do galpão. Suas costas acertava uma viga de metal que sustentava o telhado. A viga de metal emborcava, amassando, e rachava as telhas que estavam sobre ela. Os sons dos ossos do humano se quebrando eram escutados, ele vomitava sangue e caía morto no chão.


"... ou pelo menos assim seria se ele não tivesse sido reduzido a um corpo alquebrado. Uma pena. Mas felizmente há muitos outros ainda inteiros."


Como uma legítima Brujah, Karla começava a ser tomada pelo frenesi da emoção e do sangue.


Troy não tinha como forçar a Brujah a pegar um pouco mais leve com seus candidatos, então ele decide tentar sutilmente conduzí-la a uma linha de ação que não implicasse destroçar aqueles militares.

-Vamos beber, minha irmã!

Com a Majestade interrompida, os militares começavam a reação novamente... E agora?

Troy rapidamente ativa os dons do sangue {Presença 3} enquanto avança como uma bala em direção aos militares próximos.

Caso haja dois próximos um do outro ele pretende agarrar cada um deles pelo pescoço com força e erguê-los do chão, um em cada mão. Caso não  haja ele fará isso com apenas um mesmo. O objetivo do cainita era o de apagar suas vítimas vítimas imediatas por falta de oxigênio decorrente da esganadura, que ele esperava que ocorreria em breve, já que os alvos provavelmente gastariam seu fôlego em vão tentando escapar. Além disso ele esperava que os demais humanos o vissem daquele jeito, emanando sua aura mística, com as pressas a mostra, demonstrando força sobrenatural e resistindo às balas que certamente viriam como se sequer as notasse.

{2pds em vigor}
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Ter Jun 19, 2018 12:03 pm

Gerrard Blackwood; PdS: 09/15; FdV: 08/08; Vitalidade: ok

O Gangrel sondava o ambiente e então se certificava de que o local era aparentemente seguro e a mulher estava sozinha. Em seguida ele assumia a forma humana em um canto da casa. Seu corpo ganhava tamanho novamente, em uma velocidade incrível. As asas desapareciam enquanto assumiam as formas de seus braços com seus sinais animalescos. Poucos segundos depois o vampiro estava batendo na porta da residência. Ele escutava lá de dentro um “- já vai!”

Aquele “já vai” demorava um pouco e o vampiro então se lembrava de como as mulheres humanas eram enroladas. Assim que o vampiro se apresentava e contava o que tinha acontecido a mulher arregalava os olhos e entrava em prantos. O vampiro teria que exercitar sua paciência naquela noite. Ele não conseguiria o que queria a menos que afastasse o sofrimento da mulher com seus dons sobrenaturais do animalismo e assim, sabiamente, o ancilae fazia.
Aos poucos a mulher recuperava a lucidez e a razão, conseguindo manter uma conversa sem prantos, embora ela estava em um estado apático, praticamente sem sentimentos.

- Tenho muitas dúvidas a respeito do caso, como quem era ele? quem é você? Quem queria ele morto? E quem pode ter feito isso?
- Meu nome é Lúcia, sou mexicana e ele era David. Serviu no Iraque e desde que voltou nunca conseguiu se reestabelecer. Ele trabalhava com alguns bicos, apenas o suficiente para se manter. A gente se conheceu quando eu estava sendo assaltada e ele me salvou.
Ela havia colocado a cafeteira para esquentar e assim que apitava a mulher retirava o café servindo uma xícara e perguntava se Gerrard aceitava a bebida. Em seguida, apática à resposta do vampiro, ela continuava:
- Eu não sei quem queria mata-lo. Mas eu estava suspeitando que algo estranho estava acontecendo. Ele estava diferente nos últimos dias, feliz, mas muito ansioso. Dizia que nossos problemas iriam se acabar, que compraríamos uma ilha no havaí, mas que antes ele precisava resolver umas coisas. Acho que ele não me deixou envolver justamente para me proteger... Eu acho que ele estava mexendo com algo perigoso.
Ela bebia o café e mantinha-se em silêncio. Não parecia esconder nada, apenas parecia ter dado por respondida as perguntas do vampiro.

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Ter Jun 19, 2018 12:19 pm

Alex Troy; PdS.: 05/15; FdV: 04/10; Vitalidade: ok
Rapidez, destreza +1; vigor +3 (cena)


Após ser atingido o ventrue esboçava seu sorriso sádico enquanto suas presas vinham à mostra, dando uma amostra do monstro que ele era. Agora mais ainda os soldados disparavam, 4, 5, 6 tiros. O peito do vampiro enchia de furos, fiapos de roupa e poeira levantavam. No entanto Alex era um vampiro com algumas centenas de anos de existência e muito resistente àquele tipo de ferimento, graças ao seu vigor incomum e sua resistência sobrenatural.
Um problema com a Brujah começava a surgir, mas Troy o contornava sutil e sabiamente:
-Vamos beber, minha irmã!
Um sorriso sádico surgia no rosto da vampira como uma afirmação, e ela voava no pescoço do humano, que ela mesma havia estragado. Aquilo deveria ser suficiente para contê-la.

Em seguida, com ela fora do caminho, o Ventrue podia concentrar nas suas ações. Como num risco ele se movia na direção dos dois militares que estavam disparando contra ele. Apanhava-os pelo pescoço e erguia os dois ao mesmo tempo, um em cada mão. Eles se debatiam bravamente, dentro de suas capacidades, mas inutilmente. Mais furos de bala surgiam nas costas do Ventrue, no entanto ele parecia nem sentir. Logo as armas de suas vítimas caíam no chão e eles apagavam.

Xingamentos vinham dos ex militares que ainda estavam de pé. Alguns já ficavam sem munição. Agora eles entendiam que não eram capaz de lidar com que estava ali dirigiam suas intenções para uma fuga. No entanto, com o galpão trancado não poderiam ir muito longe.

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Ignus em Qua Jun 20, 2018 11:44 am

Um sorriso sádico surgia no rosto da vampira como uma afirmação, e ela voava no pescoço do humano, que ela mesma havia estragado. Aquilo deveria ser suficiente para contê-la.


"Ótimo, deu certo. Ela deve parar de despedaçar meus recrutas agora. Seria um desperdício tremendo se eles ficassem quebrados demais antes do Abraço."


Em seguida, com ela fora do caminho, o Ventrue podia concentrar nas suas ações. Como num risco ele se movia na direção dos dois militares que estavam disparando contra ele. Apanhava-os pelo pescoço e erguia os dois ao mesmo tempo, um em cada mão. Eles se debatiam bravamente, dentro de suas capacidades, mas inutilmente. Mais furos de bala surgiam nas costas do Ventrue, no entanto ele parecia nem sentir. Logo as armas de suas vítimas caíam no chão e eles apagavam.


Troy repassa rapidamente em sua mente os números enquanto vê dois de seus candidatos apagarem.

"Inicialmente nós tínhamos aqui 17 candidatos. Na primeira investida cada um dos meus irmãos grudou em um deles, o que reduz esse número consideravelmente. Além disso temos pelos menos mais 1 morto por Karla e 2 apagados por mim agora. Não deve faltar muito para tirarmos todos de combate. Nesse contexto acho melhor não fazer nada muito violento para não assustá-los ainda mais. Eles tentando correr darão mais trabalho do que se não o fizerem. Não muito mais, mas algum. Melhor otimizar os recursos. Eu só preciso enrolar um pouco esses humanos para que meus irmãos drenem seu sangue."

Ainda irradiando os efeitos de sua Presença Alex fala para seus recrutas que ainda são capazes de ouvir.

-A essa altura vocês já devem ter percebido a futilidade de enfrentar vampiros - Ele deixa a última frase no ar por meio segundo antes de prosseguir - A sorte de vocês que ainda estão em pé é que era verdade que nós estamos recrutando colaboradores. Fiquem onde estão e aceitem de bom grado nosso convite para a imortalidade ou corram e sejam abatidos pelas costas como porcos. A escolha é de vocês.
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Qua Jun 20, 2018 1:55 pm

Alex Troy; PdS.: 05/15; FdV: 04/10; Vitalidade: ok
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A sorte de vocês que ainda estão em pé é que era verdade que nós estamos recrutando colaboradores. Fiquem onde estão e aceitem de bom grado nosso convite para a imortalidade ou corram e sejam abatidos pelas costas como porcos. A escolha é de vocês.

- Merda! Xingava um dos militares.
- Droga! Bradava outro com a pistola aberta após ser descarregada, que era descartada sendo jogada de lado, como um gesto de desistência.
Outros xingamentos vinham dos militares que ainda estavam de pé. No total ainda eram 8. Após descobrirem que estavam lidando com vampiros, constatarem que seus esforços eram em vão e enfeitiçados pelo poder da presença, eles desistiam.
- O que querem de nós, além de beber nosso sangue? Indagava um dos militares, barba ruiva, alto e forte.

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Ignus em Qui Jun 21, 2018 5:16 pm

- Merda! Xingava um dos militares.
- Droga! Bradava outro com a pistola aberta após ser descarregada, que era descartada sendo jogada de lado, como um gesto de desistência.
Outros xingamentos vinham dos militares que ainda estavam de pé. No total ainda eram 8. Após descobrirem que estavam lidando com vampiros, constatarem que seus esforços eram em vão e enfeitiçados pelo poder da presença, eles desistiam.


"Deu certo. Agora as coisas tendem a seguir um curso suave. Vou enrolar um pouco mais eles com palavras para que meus irmãos tenham tempo de drenar seus alvos atuais e então se ocupar dos que ainda sobraram.


- O que querem de nós, além de beber nosso sangue? Indagava um dos militares, barba ruiva, alto e forte.


Troy se permite simpatizar com o sujeito. Dada a situação em que ele se encontrava a atitude do barbudo demonstrava coragem. Alex internamente chegava a torcer para que ao final ele fosse um dos que conseguisse sair da cova.

-Se fosse apenas pelo sangue não haveria necessidade de convocar mais de um dúzia de ex-militares peritos em combate. Não. Beber o sangue é apenas a primeira etapa necessária para dar o dom da imortalidade a nossos recrutas. A verdade é que nós estamos recrutando soldados para lutar na verdadeira guerra contra o terror.

"Imagino que a menção à 'guerra contra o terror' irá no mínimo despertar a curiosidade deles"

O Ventrue passa os olhos ao redor, esperando que os demais cainitas continuem drenando os humanos.
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Qui Jun 21, 2018 7:00 pm

Alex Troy; PdS.: 05/15; FdV: 04/10; Vitalidade: ok
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-Se fosse apenas pelo sangue não haveria necessidade de convocar mais de um dúzia de ex-militares peritos em combate. Não. Beber o sangue é apenas a primeira etapa necessária para dar o dom da imortalidade a nossos recrutas. A verdade é que nós estamos recrutando soldados para lutar na verdadeira guerra contra o terror.

Curiosidade, ódio e indignação. Eram os sentimentos que o vampiro captava dos humanos. Não era difícil para alguém com algumas centenas de anos perceber as emoções que rondavam os corações humanos naquela situação. Outro militar, um rapaz de cabelos pretos e lisos, um pouco grandes para um militar, e bonito, sentava no chão e comentava com os demais:
- Parece que estão nos recrutando para lutarmos contra o capeta no inferno. Ao que parece nossa guerra ainda não acabou.
Entrando no clima o barba ruiva comentava, mas não antes sem proferir outro xingamento:
- Caralho! Alguém tem um cigarro?
- Você fuma? Se aproximava um loirinho tirando um malboro do bolso da camisa. - É o último, vamos ter que dividir! complementava.
- Não, nunca fumei! Atrapalha o rendimento físico. Eu curto mesmo é um lsd de vez em quando, mas não sou viciado.... só pra dar um grau mesmo. Aconece que eu acho que fumar combina com a nossa ruína, tipo o final de um soldado... Explicava o barba ruiva.
O soldado moreno então dizia:
- Esse lance de matar o capeta me lembra uma música que cantávamos na Marinha. Era assim: "Se um dia eu for pro céu..."
- Ah eu conheço essa! Também sou fuzileiro, porra! Um outro, um pouco acima do peso que estava mais longe dizia enquanto se aproximava, entrando junto na música:
-...lá de cima desço de rapel. Pego o FAL e a Beretta, vou até o inferno e dou um tiro no capeta!
- Hahahaha... eles riam.
O barba ruiva, após dar uma tragada e devolver o cigarro para o loirinho se aproximava de Troy dizendo:
- Qual é? Eu não tenho a eternidade toda! Será que podemos andar logo com isso?

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Blackwood em Qui Jun 21, 2018 9:41 pm

O dom do animalismo facilitava o diálogo. Sem ele talvez, as coisas poderiam ser mais complexas. A mulher me passava algumas informações, porém, não me levavam a lugar algum, não ainda. Na verdade, as respostas dela me fazia brotar novas perguntas na minha mente. 

- Meu nome é Lúcia, sou mexicana e ele era David. Serviu no Iraque e desde que voltou nunca conseguiu se restabelecer. Ele trabalhava com alguns bicos, apenas o suficiente para se manter. A gente se conheceu quando eu estava sendo assaltada e ele me salvou.

- Bela história Lúcia! Ele parece ter sido um verdadeiro herói. É uma pena que tenha acabado desse jeito, assassinado covardemente em um beco sujo e escuro. 

Mesmo sabendo que Lúcia estava apática pelo efeito do meu animalismo, eu encenava mesmo assim uma falsa preocupação com o caso, vestígios de uma vida de homem da justiça, a muito esquecida no tempo(...). Eu me aproximava dela e segurava suas mãos enquanto prendia o seu olhar distante e frio, ao meu.

- Saber disso só me dá mais vontade de vingar a morte de David. Sei que pode parecer estranho, nem nos conheciamos, porém, o modo que o destino cruzou nossos caminhos mexeu muito comigo.

Eu gastava a minha deficiente lábia com aquela mulher. Aquele caso me intrigou mais que o normal, confesso que quando me deparei com o moribundo, não esperava estar minutos depois na sala da casa dele, conversando com sua mulher. Mas a vida tem dessas não é mesmo? Nossa conversa era interrompida pelo apito da cafeteira. Lúcia ia até a cozinha parecendo um robô, confesso que usar este poder me deixava um pouco desconfortável, fazia eu me sentir um ventrue agrrrr... ela me oferecia a bebida, e eu é claro recusava, fazendo cara de quem estava ansioso para retomar a conversa.

- Eu não sei quem queria mata-lo. Mas eu estava suspeitando que algo estranho estava acontecendo. Ele estava diferente nos últimos dias, feliz, mas muito ansioso. Dizia que nossos problemas iriam se acabar, que compraríamos uma ilha no havaí, mas que antes ele precisava resolver umas coisas. Acho que ele não me deixou envolver justamente para me proteger... Eu acho que ele estava mexendo com algo perigoso.

- Acredito que sim, ele parecia se preocupar bastante com você. Inclusive, acredito que você pode estar em perigo, pois ele me fez prometer que cuidaria de você. Ele não pediria isso atoa. Tem algum lugar que considere seguro? parente distante com coisa do tipo?(...).

- Lúcia, você saberia me dizer para quem David fazia esses "bicos"? Algum cliente que você tenha achado estranho por qualquer motivo? Além disso, David tinha alguma espécie de agenda ou diário? Você tem acesso ao e-mail dele?
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Sex Jun 22, 2018 7:27 am

Gerrard Blackwood; PdS: 09/15; FdV: 08/08; Vitalidade: ok

- Não, eu não tenho ninguém e só tenho essa casa. E tudo o que eu sei é que ele fazia algum serviço como detetive particular, coisas do tipo. Ele nunca me contava tudo... E ele não tinha agenda, computador então... ele evitava.
Dizia a mulher sem sentimento nenhum em suas palavras, virando a xícara de café na boca mecanicamente.

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Ignus em Sex Jun 22, 2018 1:42 pm

Curiosidade, ódio e indignação. Eram os sentimentos que o vampiro captava dos humanos. Não era difícil para alguém com algumas centenas de anos perceber as emoções que rondavam os corações humanos naquela situação. Outro militar, um rapaz de cabelos pretos e lisos, um pouco grandes para um militar, e bonito, sentava no chão e comentava com os demais:
- Parece que estão nos recrutando para lutarmos contra o capeta no inferno. Ao que parece nossa guerra ainda não acabou.
Entrando no clima o barba ruiva comentava, mas não antes sem proferir outro xingamento:
- Caralho! Alguém tem um cigarro?
- Você fuma? Se aproximava um loirinho tirando um malboro do bolso da camisa. - É o último, vamos ter que dividir! complementava.
- Não, nunca fumei! Atrapalha o rendimento físico. Eu curto mesmo é um lsd de vez em quando, mas não sou viciado.... só pra dar um grau mesmo. Aconece que eu acho que fumar combina com a nossa ruína, tipo o final de um soldado... Explicava o barba ruiva.
O soldado moreno então dizia:
- Esse lance de matar o capeta me lembra uma música que cantávamos na Marinha. Era assim: "Se um dia eu for pro céu..."
- Ah eu conheço essa! Também sou fuzileiro, porra! Um outro, um pouco acima do peso que estava mais longe dizia enquanto se aproximava, entrando junto na música:
-...lá de cima desço de rapel. Pego o FAL e a Beretta, vou até o inferno e dou um tiro no capeta!
- Hahahaha... eles riam.


Troy não pode deixar de sentir certa satisfação ao notar aquela camaradagem entre seus futuros comandados. Era verdadeiramente uma pena que muito em breve eles iriam devorar uns aos outros enquanto saiam da coletiva em frenesi.


O barba ruiva, após dar uma tragada e devolver o cigarro para o loirinho se aproximava de Troy dizendo:
- Qual é? Eu não tenho a eternidade toda! Será que podemos andar logo com isso?


-Na verdade, é justamente o contrário. Toda a eternidade está diante de você agora. Mas não se preocupe, meus associados estão drenando a primeira leva de candidatos. Sua hora chegará muito em breve.

Aproveitando-se do momento de calmaria Alex procura sua 'secretária executiva'. Ele não pretendia transformá-la, mas sim se alimentar, mas como seus recrutas não sabiam disso achou melhor não ressaltar esse fato. Ele então dirá:

-Primeiro as damas.

E então beberá dela até se saciar.

Caso tudo corra bem, após todos os humanos -incluindo os 2 que Troy deixou inconscientes - serem abraçados eles levarão uma pancada com a pá na cabeça enquanto estão se transformando e então serão colocados na cova coletiva e então cobertos de terra.

A seguir Alex esperará ansioso para ver quais deles conseguem se erguer da terra.
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Blackwood em Sex Jun 22, 2018 8:48 pm

Talvez eu tenha exagerado no animalismo, a mulher parece um robô, e não dos mais inteligentes. Até quando será que isso vai durar? Estou começando a me sentir um pouco idiota pela encenação de preocupação segundos atrás, mas sinto que há um pote de ouro no final desse arco-íris. E pra piorar, ela não tem onde ir, e se o que David me falou é verdade, ela está correndo perigo, e eu não posso simplesmente virar as costas e sair. Maldita hora em que passei naquele beco.


- Ok, neste caso teremos que procurar por alguma coisa que nos de alguma pista sobre a merda que David estava envolvido. 

Digo isso já levantando do sofá e olhando em volta, esperando que ela me mostrasse onde ficava as coisas de David.

- ele tinha amigos? alguém em que ele confiava além de você?

Digo isso enquanto ando pela casa procurando algo de relevante a minha busca por pistas. Por um momento penso em minha coruja e se ela descobriu alguma coisa sobre aquele ventrue estressadinho de mais cedo...
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Sab Jun 23, 2018 9:17 am

Alex Troy; PdS.: 15/15; FdV: 04/10; Vitalidade: ok

Troy por fim satisfazia sua fome, transformando a secretária em um corpo seco e sem sangue. Após o vampiro se alimentar, voltava sua atenção ao recrutamento novamente. Agora faltava apenas os quatro ex-militares que haviam se entrosado. Sem que Troy percebesse, Larassa surgia atrás do cainita e comentava em um tom suave e em voz baixa próximo ao ouvido do vampiro:
- Percebi que você está querendo apostar suas fichas no barba ruiva. Qual sangue gostaria que corresse nas veias dele? Indagava Larassa deixando que Troy escolhesse o clã para aquele humano em específico.

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Sab Jun 23, 2018 9:23 am

Gerrard Blackwood; PdS: 09/15; FdV: 08/08; Vitalidade: ok

Digo isso já levantando do sofá e olhando em volta, esperando que ela me mostrasse onde ficava as coisas de David.
Afetada pelo animalismo a humana continuava apática, sem emoções, sem reações e distante da realidade. Ela não assimilava as atitudes do vampiro e continuava sentada bebendo sua xícara de café. Gerrard concluía que teria que fazer aquilo sozinho ou libertar a besta da mulher, correndo o risco de ver todas as emoções da humana explodindo como uma panela de pressão.

- ele tinha amigos? alguém em que ele confiava além de você?

- David não confiava em ninguém, apenas em mim. Embora a frase pudesse parecer uma presunção por parte de qualquer pessoa, vinda daquela mulher era apenas uma afirmação, neutra e vazia de emoções.

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Ignus em Sab Jun 23, 2018 2:40 pm

- Percebi que você está querendo apostar suas fichas no barba ruiva. Qual sangue gostaria que corresse nas veias dele? Indagava Larassa deixando que Troy escolhesse o clã para aquele humano em específico.

-Arguto e observador como de costume, Arcebispo. O Sr. tem razão. E eu acredito que ele atenderia muito bem aos interesses da Espada como um Gangrel.
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Seg Jun 25, 2018 5:15 pm

Alex Troy; PdS.: 15/15; FdV: 04/10; Vitalidade: ok


O preferência de Troy era atendida e passado um tempo todos os humanos estavam "transformados" e enterrados. Agora era só esperar a hora do show bizarro que estaria por vir. Os vampiros se aglomeravam ali pertinho, para assistir de camarote, encobertos pelo véu da disciplina das sombras, quem seriam os novos cainitas da Espada de Cain.

Logo a terra onde um dos cabeças de pá havia sido enterrado se mexia, fazendo deslizar os grãos de terra um sobre os outros. Pouco a pouco os cabeças de pá que haviam conseguido cavar para fora da cova saíam e, sedentos em frenesi iniciavam um duelo selvagem e sangrento onde somente os mais fortes sairiam vivos. De todos os enterrados apenas um não havia conseguido sair, o que demonstrava a qualidade física dos recrutas. A festa de sangue estava iniciada. Gritos ecoavam, sangue jorrava e carne era rasgada. No final, por coincidência ou capricho do diabo, ficava de pé o barba ruiva, e os outros três indivíduos que haviam compartilhado uma saudosa conversa antes de receberem o golpe de pá na cabeça.

- Parabéns, Troy! Ao que parece você conseguiu reunir um material de muita boa qualidade. Comentava o Arcebispo.

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Blackwood em Ter Jun 26, 2018 1:56 pm

Por incrível que pareça, eu parecia estar no lugar errado. As palavras de Lúcia eram verdadeiras, pois não havia vestígio de sentimento por conta de minha influência. Aquela casa não tinha nada de útil à minha busca. Talvez eles não morassem juntos, até porque dessa maneira seria mais difícil para David esconder suas atividades de sua amada. E sem dúvidas ela teria descoberto alguma coisa. Começo a perceber que estou fazendo as perguntas erradas, e preciso mudar minha estratégia.

- Vocês não moravam juntos ainda, não é mesmo Lúcia?  Preciso que me diga o ultimo endereço de David.
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Qua Jun 27, 2018 1:27 pm

Gerrard Blackwood; PdS: 09/15; FdV: 08/08; Vitalidade: ok

Com os olhos encarando o vazio e desprovidos de sentimento ela respondia:
- Não morávamos juntos. Eu não sei onde ele morava, era ele quem sempre vinha me ver...

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Blackwood em Qua Jun 27, 2018 5:48 pm

O que? Agora a situação ficava mais estranha ainda. Como essa mulher iria se casar com alguém que ela não sabia nem ao menos o endereço? Quanto mais pergunto, mais cheiro de merda sobrenatural eu sinto. Esse tipo de relação é típico dos membros, aparecer quando for conveniente para nós mesmos... Mas se ele fosse um imortal eu teria percebido ao provar do seu sangue, e além disso, ele não teria morrido com aquelas facadas na barriga...

Por mais estressante que possa ser, eu decido abrir mão da minha influência sobre a besta interior de Lúcia. Preciso ver como ela verdadeiramente reagirá em relação a morte de David, mas antes, faço um corte superficial em meu pulso e me aproximo dela. Com a outra mão, eu seguro o rosto de Lúcia de forma a abrir sua boca, caso ela resista eu exerço forca extra para a conter. Aproximo o pulso cortado, da boca de Lúcia e deixo escorrer um pouco do meu vitae. Desta forma acredito que ela não será hostil a mim, quando despertar do animalismo.

- Lúcia, eu sei que é difícil pra você, mas você está correndo perigo! Por qual outro motivo David me pediria para proteger você? Tente se esforçar, e pensar em algo de útil!

Deixo transparecer a falta de paciência em minha voz, mas se nem assim Lúcia contribuir, irei embora de sua casa. Mas antes, tento pegar o seu celular para que eu possa verificar mensagens e fotos, quando tiver saído da casa...
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Ignus em Sab Jun 30, 2018 3:03 am

O preferência de Troy era atendida e passado um tempo todos os humanos estavam "transformados" e enterrados. Agora era só esperar a hora do show bizarro que estaria por vir. Os vampiros se aglomeravam ali pertinho, para assistir de camarote, encobertos pelo véu da disciplina das sombras, quem seriam os novos cainitas da Espada de Cain.

Em meio às sombras que os dons do sangue proporcionaram Troy observa ansioso a terra que cobria a cova coletiva. Embora o esperado fosse que os mais capazes conseguissem se levantar e sobrepujar os mais fracos e Alex tivesse feito tudo que estava a seu alcance para que um bando forte fosse formado, inúmeras coisas poderiam ocorrer. Talvez o abraço simplesmente falhasse com alguns dos recrutas. Talvez a maioria dos abraçados sequer conseguisse sair da cova. Talvez o membro mais preparado do grupo se visse subjugado por um ataque coletivo que o acaso conduzisse dois ou três dos mais fracos a realizar.

Nesse contexto o Ventrue observa atentamente a terra, esperando por sinais de que a criação de seu bando corresse bem.

Logo a terra onde um dos cabeças de pá havia sido enterrado se mexia, fazendo deslizar os grãos de terra um sobre os outros. Pouco a pouco os cabeças de pá que haviam conseguido cavar para fora da cova saíam e, sedentos em frenesi iniciavam um duelo selvagem e sangrento onde somente os mais fortes sairiam vivos. De todos os enterrados apenas um não havia conseguido sair, o que demonstrava a qualidade física dos recrutas. A festa de sangue estava iniciada. Gritos ecoavam, sangue jorrava e carne era rasgada. No final, por coincidência ou capricho do diabo, ficava de pé o barba ruiva, e os outros três indivíduos que haviam compartilhado uma saudosa conversa antes de receberem o golpe de pá na cabeça.

Troy observa por alguns segundos seus 4 novos comandados. Eles pareciam excelentes soldados. Em especial o ruivo barbudo, que agora tinha o sangue selvagem dos Gangrel dentro de si. conquanto tentasse não deixar sua satisfação transparecer, mantendo um semblante sério, Troy sentia uma vontade imensa de sorrir. As melhores ferramentas para sua vingança finalmente estavam a sua disposição.

- Parabéns, Troy! Ao que parece você conseguiu reunir um material de muita boa qualidade. Comentava o Arcebispo.

"É verdade. Eu consegui selecionar uma excelente matéria-prima. Depois de algum tempo com o treinamento correto - o meu treinamento, é claro - esses recrutas serão verdadeiras máquinas de combate. Mas não é de bom alvitre ficar se gabando. Muito menos para um superior. É melhor transparecer senso de dever."

-Vossa Excelência é por demais gentil, Arcebispo. Eles servirão o Sabá bem. Eu me assegurarei disso. Agora, com sua licença, gostaria de ter uma conversinha com os recrutas.

Troy caminha em direção aos novatos. Um humano que visse aqueles 4 indivicuos sujos de terra e cobertos de sangue provavelmente teria medo deles, mas Alex Troy há muito não era um humano. Com o coração cheio de satisfação ele começa a bater palmas em um ritmo lento e constante enquanto se aproxima. Sua intenção era atrair a atenção dos seus comandados antes de começar a falar.

-Muito bem. - ele finalmente para de bater palmas -É com grande satisfação que eu os parabenizo por terem sobrevivo ao processo de recrutamento. Não. Sobrevivido não é uma palavra boa. Não se enganem. Os Srs. morreram antes de serem colocados naquela cova. O que saiu delas não foram serem humanos, mas sim algo maior. Melhor. Superior. Os Srs. transcenderam da condição de meros humanos para a condição de vampiros. Olhem ao seu redor. Vejam como sua percepção do mundo melhorou. Os Srs. agora enxergam e ouvem como os predadores naturais que se tornaram. Sintam o aroma que os cerca. Percebam as nuances no cheiro do sangue que os cobre.

Pausa

-Imagino que a experiência do Abraço, ah sim, é assim que chamamos o ato de transformar um mortal em vampiro tenha sido bastante intensa, mas vamos ao que interessa. O que eu falei mais cedo sobre a verdadeira guerra ao terror é verdade. Nós aqui nesse galpão não somos os únicos vampiros. Não. Infelizmente existem anciões acordados muito mais poderosos do que nós que desejam nos subjugar a sua tirania. Pior que isso, existem vampiros milenares escondidos dormindo que quando acordarem irão invariavelmente nos perseguir para drenar nosso sangue até a Morte Final. Contra esses inimigos terríveis existe apenas uma organização capaz de fazer frente a eles em prol de nossa sobrevivência e de nossa liberdade. Nós, o Sabá. Sintam-se honrados por terem sido escolhidos para ingressar em nossas fileiras, recrutas.

Pausa

-Meu nome é Troy e eu serei seu Ductus. Isso significa que eu irei treiná-los e conduzi-los para a verdadeira batalha. Pensem em mim como uma mistura de orientador e sargento. Agora, quais os nomes que vocês tinham antes de renascerem ao sair dessa cova?
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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Rian em Seg Jul 02, 2018 2:50 pm

Gerrard Blackwood; PdS: 08/15; FdV: 08/08; Vitalidade: ok


Gerrard fazia com que a mulher bebesse um pouco de sua vitae e em seguida removia o efeito do Animalismo. A mulher agora demonstrava suas emoções. Ela ficava muito triste com a morte de David, embora não mostrava desespero.

- Lúcia, eu sei que é difícil pra você, mas você está correndo perigo! Por qual outro motivo David me pediria para proteger você? Tente se esforçar, e pensar em algo de útil!

- Não sei! Eu não fiz nada para ninguém, não sou uma ameaça para ninguém... Nada de útil Gerrard extraía da mulher.

Antes de sair o vampiro tentava furtar o celular da mulher. Mas sua ação era totalmente inútil. Antes que ele pudesse tentar qualquer movimento ela rapidamente pegava o celular e discava um número, enquanto o telefone chamava do outro lado ela dizia:
- O que você ainda está fazendo aqui? Acho que é melhor você ir embora.
- Alô é da polícia?
Voltava sua atenção para o telefone enquanto fechava a porta atrás de Gerrard.


Gerrard rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para furtar que resultou 5, 6, 8, 1, 1 - Total: 0 Sucessos

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Re: Sangue Ruim - Cicatrizes Que Ficaram

Mensagem por Blackwood em Qua Jul 04, 2018 4:37 pm

Lavo minhas mãos, não dá pra ajudar quem não quer ser ajudado. Mas antes de sair, pego um papel e caneta e deixo o meu número de telefone com Lúcia, mesmo que ela me ignore, eu digo: - Caso aconteça algo de estranho, não exite em me ligar, virei o mais rápido possível. Saio da casa, mas não desisto de descobrir o que está por trás dessa história mal contada. Essa é minha cidade, e tenho que ficar a par de tudo que se passa em nossos domínios. Saindo da casa de Lúcia, eu não me afasto muito do local, apenas o suficiente para não ser observado por terceiros. Uso os dons do meu clã, para invocar alguns animais da vizinhança com o objetivo de extrair informações a respeito da movimentação da casa e também deixar um sentinela para observar e seguir a mulher para onde quer que ela vá. Para garantir a efetividade do pedido, dou um ponto de sangue para o animal e prometo dar mais, caso ele consiga informações úteis a respeito de Lúcia. Dou preferência para cães de tamanhos consideráveis, pois além de vigiar, pedirei também para que proteja Lúcia de eventuais perseguidores.
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