Amanda - Hermione Kensington - Tremere

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Mensagem por joan silvergate em Sab Maio 22, 2010 2:03 am

Personagem: Hermione Kensington
Nome: Amanda
Clã: Tremere
Natureza: Perfeccionista
Comportamento: Juiz
Geração:8ª
Refugio: Apartamento
Conceito:Intelectual

Experiência:

Atributos:

Físicos
-Força: 1 +
-Destreza: 1 + 2
-Vigor: 1 + 1

Sociais
-Carisma:1 + 1
-Manipulação: 1 + 2
-Aparência: 1 + 2

Mentais
-Percepção: 1 + 3 {Perspicaz} *
-Inteligência: 1 + 2
-Raciocínio: 1 + 2

Habilidades

Talentos
-Prontidão: 2
-Esportes:
-Briga: 1
-Esquiva: 2
-Empatia: 3
-Expressão:
-Intimidação:3
-Liderança: 2
-Manha:
-Lábia:

Perícias
-Empatiac/ Animais:
-Ofícios:
-Condução: 1
-Etiqueta: 2
-Armas de Fogo: 2 *
-ArmasBrancas:
-Performance:
-Segurança:
-Furtividade:
-Sobrevivência:

Conhecimentos
-Acadêmicos: 3
-Computador:
-Finanças: 1
-Investigação:
-Direito:
-Lingüística: 2 {Latim – Francês} *
-Medicina:
-Ocultismo: 3
-Política:
-Ciências:

VANTAGENS

Antecedentes:
Geração: 5
Recursos: 2 [P.B]
Aliados: 1 [P.B]
{Yano Kensington – irmão}
Status: 1 [P.B]
Prestígio de clã: 1 [P.B]

Disciplinas

Taumaturgia 3
(Domínio da Casca Mortal)
Auspícios
Dominação

Virtudes
-Consciência / Convicção: 1 + 2

-Autocontrole / Instinto: 1 + 1

-Coragem: 1 + 4

HUMANIDADE / TRILHA:

5

FORÇA DE VONTADE:
5 + 3 [P.B]


PONTOS
DE SANGUE:

15

Qualidades:

Boa Reputação: (2 pontos de Qualidade)
Você tem uma reputação sólida entre os Membros da cidade onde mora. Pode ser por mérito próprio, ou derivada de seu senhor. Acrescente três dados a todas as Paradas de Dados para relações sociais com os Membros da cidade. Um personagem com esta Qualidade
não pode assumir o Defeito Má Reputação.

Voz Encantadora ( 2 pontos de Qualidade )
Existe algo em sua voz que os outros simplesmente não conseguem ignorar. Quando você dá ordens, eles se encolhem. Quando seduz, eles se desmancham. Seja trovejante, gentil, persuasiva ou simplesmente ao conversar, sua voz chama a atenção. As dificuldades de todos os testes que envolvam o uso da voz para persuadir, enfeitiçar ou comandar são diminuídas em dois pontos.

Vontade de Ferro: ( 3 pontos de Qualidade )
Quando você está determinado e a sua mente concentrada, nada pode afastá-lo dos seus objetivos. Você não pode ser Dominado; sua mente não pode ser afetada de nenhuma forma por feitiços ou rituais. Contudo, o Narrador pode exigir que gaste pontos de Força de Vontade quando poderes extremamente fortes lhe forem dirigidos.

Prodígio
( 2 pontos de Qualidade )

Seus Anciões dizem que você nasceu para ser um Tremere. Você tem muita facilidade em aprender os conceitos da Mágika e em entender os protocolos do Clã, e ira com certeza avançar os Círculos de Mistério mais rapidamente que os outros. Seus Anciões têm uma ótima opinião de você, e geralmente é a você que recorrem quando precisam de um assistente. Você tem -1 na dificuldade de teste Social com Tremeres mais velhos que você, apesar de seus inferiores serem um pouco ciumentos.

Protegido do Regente ( 2 pontos de Qualidade )
Você é o protegido particular do Regente, apesar de que ele pode são ser seu Senhor. Você de vez em quando serve de valete e assistente, mas também tem acesso a muito mais conhecimento que o resto da Capela. Sua posição o mantém muito ocupado, mas a recompensa a longo prazo será a ponte que vai fazer com que ganhe a competição. Sua posição também garante autoridade ilimitada, seja lá qual for sua idade ou nível dentro da Capela (Circulo de Mistério). Você tem -1 na dificuldade de todos os testes com Liderança e Intimidação contra os Membros da Capela – exceto o Regente, é claro.

Benfeitor
Silencioso ( 3 pontos de Qualidade )

Alguém decidiu que sua carreira deve ser “patrocinada”. Você, secretamente, recebe materiais para avançar seus estudos, e ainda recebe tarefas que podem fazer com que a sua reputação aumente dentro da Capela. Você não tem idéia de que o está ajudando, somente de que essa pessoa tem muito interesse no seu progresso por suas próprias razões. Seu Benfeitor Silencioso pode ainda vir em seu socorro quando você estiver em apuros.


Defeitos:

Segredo Sombrio: ( 1 ponto de Defeito )

Você guarda algum tipo de segredo que, se descoberto, lhe causaria um embaraço enorme, podendo torná-lo um pária na comunidade dos vampiros. Pode ser qualquer coisa, desde ter matado um ancião a ser um ex-membro do Sabá. Embora este segredo pese em sua mente todo o tempo, o ideal é que ele aflore apenas em histórias ocasionais. Do contrário, perderá seu impacto.

(No caso da Hermione, após ser transformada e inclusa na sociedade vampírica, sua mentora a contou que esta (Hermione) era filha de Caçadores de Vampiros, motivo que levou à morte dos mesmos.)

Fobia (Grave): ( 3 pontos de Defeito )
Você sente um medo irracional de alguma coisa. Os objetos que inspiram medo incluem determinados animais, insetos, multidões, espaços abertos, espaços confinados, alturas e assim por diante. Você precisa fazer um teste de Coragem para não ser tomado pelo Rötschreck ao se defrontar com o objeto do seu medo. O grau de dificuldade depende das circunstâncias. Se você falhar no teste, precisar á recuar aterrorizado do objeto que lhe apavora. Obtendo menos que três sucessos, não poderá se aproximar dele.


(Especificando que ela teme arduamente ARANHAS, isso desde sempre. Conforme foi se apegando a leitura, Hermione estudou de tudo um pouco, e em seus estudos sobre animais, ela encontrou espécies de aranhas muito perigosas, as quais ela pegou um receio que foi tornando-se um medo maior. Hoje, é uma grande fobia dela.)

Inimizade de um Clã: ( 2 pontos de Defeito )
Por alguma razão, algo em você inspira desconfiança ou ódio em membros de um clã que não seja o seu. Todos os seus testes de relacionamento social com membros de outros clãs são submetidos a uma penalidade de dois dados. O clã inimigo. pode ser escolhido direta ou aleatoriamente.

(Clã: Tzimisce / Clã responsável pela morte dos pais dela. Hermione pegou uma grande aversão ao clã, o qual demonstrou reciprocidade, até mesmo pela rivalidade já existe pela relação histórica de ambos.)

Excesso deConfiança: ( 1 ponto de Defeito )
Você nutre uma opinião exagerada e inabalável sobre o seu próprio valor e as suas capacidades, nunca hesita em confiar em suas habilidades, mesmo em situações nas quais você corra o risco de ser derrotado. Quando as suas habilidades não são suficientes, este tipo de excesso de confiança pode ser muito perigoso. Quando você fracassa, encontra logo alguém ou alguma coisa para
culpar. Se você for convincente o bastante, pode contagiar os outros com o seu excesso de confiança.

(Ela se orgulha de sua inteligência, perspicácia e capacidades mentais em geral.)

Observações finais sobre a personagem:

*Hermione mora com o irmão/aliado Yano.

*Especialização:
Perspicaz
– Hermione presta muita atenção nas coisas ao seu redor, e geralmente percebe as mesmas com facilidade. Desde objetos e coisas do tipo até as relações das pessoas ao redor.

*Latim e Francês
– Ambas aprendidas através de cursos e muita leitura.


*Armas de fogo
Essa habilidade ela aprendeu após tornar-se vampira. Apenas uma força de proteção casual, caso haja algum envolvimento com mortais e não se possa usar disciplinas devido a máscara.


PERSONALIDADE

*Influências numerológicas:


Número 7 (dia do nascimento): Este número está associado a espiritualidade, a pesquisa, a introspecção, ao ocultismo.

Número 1 (mês do nascimento): Este é o primeiro dos números, é o início, é o único, é o absoluto. Está ligada à energia criativa,
originalidade, ao poder, à masculinidade e à objetividade.

*Influências do signo de Capricórnio:

Os natos deste signo são pessoas aparentemente calmas e controladas, raramente se abalando com os acontecimentos. São, porém
bastante negativos, se fechando num mundo próprio e se tornando inacessíveis como as altas montanhas que tanto os atraem. Têm uma tenacidade incrível para superar obstáculos e lutam para alcançar o que desejam. Têm muitas vezes uma
infância difícil e não raro cheia de responsabilidades.
Sendo pessoas determinadas e ambiciosas, vão lutar para alcançar a sua meta, custe o que custar, e gostam de alcançar postos elevados, como políticos, ministros, diplomatas. Não se contentam com pouco e acumulam sua fortuna pacientemente, como formigas trabalhadeiras.
Se de um lado isto os ajuda a "subir na vida", por outro lado, o excessivo senso de responsabilidade e o senso do dever, lhes dão o "complexo de ATLAS" isto é, gostam de carregar o mundo em suas costas! Podem se tornar frios e reservados, dando muita importância aos seus princípios tradicionais rígidos e inflexíveis!
Os joelhos, que são o seu ponto fraco no organismo, servem também como símbolo da humildade, como acontece na genuflexão: o Capricorniano raramente se dobra ou se ajoelha!

Dias atuais:

Hermione é dona de uma biblioteca que se localiza na centro da cidade. Lá, tanto humanos quanto vampiros podem encontrar livros de sua
preferência e há uma seção exclusiva para livros relacionados a ocultismo, igualmente os que ela estudava quando humana.
A mesma freqüenta a Capella diariamente ou o máximo de noites possível devido a sua intensa vontade de aperfeiçoar seus conhecimentos
e poderes.
Com a morte dos pais, havia ficado com uma parte da herança e Yano com outra, porém ela gastou uma razoável quantia para montar a
biblioteca. O local é de bom requinte e tem um extenso conteúdo literário. De resto, Hermione não gasta muito com futilidades, nem vê necessidade disso.
Hoje em dia, nada mudou muito. Já estava habituada a sua condição vampírica desde o início visto que ela mesma que optou pela
transformação. Com o passar dos anos (faz 50 anos que ela é vampira) conquistou seu espaço e status, mesmo que pouco, dentro da seita e do clã. É séria, centrada e preocupada com o conhecimento como fonte de poder. Em seus planos futuros, obviamente pretende provar ainda mais seu valor e ser reconhecida por tais atos. Segue as regras, porém se não concordar com algo, ao invés de brigar ou ir contra as ordens, ela simplesmente expõe seu ponto de vista e tenta convencer a pessoa do contrário com argumentos eficientes.
No mais, Hermione é apegada a Yano, mas é uma pessoa um tanto fria, e raramente se envolve emocionalmente. Se isto aconteceu, foi apenas com Minerva (mentora) e com o próprio irmão. Mas ela nutre um certo afeto para com o Regente, visto que este a apóia e a ajuda bastante, mas nada íntimo, apenas por respeito e admiração.

Linha Taumaturgica:

Um taumaturgo praticante de Domínio da Casca Mortal explora as funções fundamentais do corpo, concedendo controle sobre o funcionamento
físico dos alvos. Os poderes menores desta trilha são grosseiros no controle de seus corpos, mas vão se tornando cada vez mais precisos e completos.
Nas noites antigas, Domínio da Casca Mortal foi criada para ajudar na caçada dos Tzimisce e Gangrel, inimigos dos Tremere, mas seu uso foi ampliado para obrigar subserviência entre Gárgulas escravizadas depois da primeira revolta deles. Os poderes desta trilha formam a fundação para muitos contos de maldições e possessões de bruxas no folclore.

A menos que declarado de outro modo, os poderes de Domínio da Casca Mortal duram um número de turnos igual ao número de sucessos que um taumaturgo alcance no teste de ativação.


● Vertigem

O taumaturgo induz uma desorientação menor e atordoamento por manipulações sutis no corpo do alvo. Embora o desconforto físico seja temporário e secundário, Alguns Tremere tem sido conhecidos por usar isto em rivais sociais nos momentos mais inoportunos, causando a perda de sua pose.

Sistema: Um toque do taumaturgo (possivelmente requerendo um ataque com Briga, a critério do Narrador) invoca desorientação na vítima. Todas as ações físicas do alvo ficam com +1 de dificuldade pela duração de Vertigem. Usos adicionais desta trilha podem estender a duração, entretanto a dificuldade não aumentará além de +1. O Narrador pode impor qualquer outro efeito desejável, como acrofobia ou agorafobia.


●● Contorção

Com mais um toque, o taumaturgo obriga os músculos de seu oponente a se contraírem involuntariamente, reduzindo-o a contrações convulsivas. Este efeito é extremamente desconcertante ao alvo, rendendo ao afetado um membro inutilizado.

Sistema: Estabelecendo contato físico com um dos membros do alvo, o taumaturgo o torna inútil pela duração de Contorção. Regras aplicáveis (veja Vampiro: A Máscara, página 209) para selecionar uma extremidade específica do alvo, necessitam contato sem o qual o efeito não será garantido. Uma perna submetida à inutilidade pode tornar difícil de permanecer de pé. Um braço contorcido se pendura inanimado ao lado do alvo. Uma cabeça inutilizada provoca e perda da fala e aumenta a dificuldade de todo teste Social em três com os músculos faciais em espasmos descontrolados.

O taumaturgo pode afetar a si próprio, provocando que seus músculos se contraiam como um vício. Cada sucesso aumenta a dificuldade em um para interromper seu aperto ou segurada. Isto é muito útil durante um ataque de mordida ou estrangulamento, tornando fútil qualquer tentativa para fugir, podendo também ser usado em outras maneiras “benéficas”.

●●● Ataque Epilético

Como uma desordem nervosa, este poder faz com que o corpo “se feche” em um acesso de convulsões. Todos os músculos ao longo do corpo apertam-se incontrolavelmente, a vítima espuma pela boca e espasmos o atormentam com agonia. Um mortal pode inclusive sufocar até a morte com sua língua cortando a provisão de ar.

Sistema: Um leve toque em qualquer alvo provoca os efeitos muito desagradáveis deste poder. Pela duração do Ataque Epilético, o corpo do alvo se contorce, atormentando-o a ponto da incapacitação. Vítimas sofrem uma penalidade de quatro dados para todas as ações. A vítima também sofre um nível de dano por contusão em cada turno, entretanto, este dano é resistível, com seu corpo se torcendo sobrenaturalmente.

●●●● Falha no Corpo

Taumaturgos que brandem este poder assustador ganham uma perspicácia devastadora sobre o funcionamento de seu corpo, permitindo uma paralisação completa de seus sistemas. Esta súbita sobrecarga biológica freqüentemente prova ser fatal a mortais e prejudiciais a outros seres sobrenaturais. Falha no Corpo tem sido usado ao longo do tempo para infligir dano às vítimas de um modo “natural” e imperceptível. Muitos casos de “paralisia fatal” e morte natural realmente podem ser o resultado de um taumaturgo qualificado.

Sistema: Este poder pode afetar qualquer alvo que o taumaturgo possa ver. Uma ativação bem sucedida deste poder concede efeitos semelhantes ao do Ataque Epilético, a não ser que o dano seja letal (e assim, não resistível por mortais) devido a fracasso completo nos órgãos. Adicionalmente, a vítima sofre uma penalidade de cinco dados nos teste para todas as ações. Membros são igualmente afetados por Falha no Corpo, com espasmos em seus músculos e atividade cerebral ficando irregular. Como Membros, eles podem resistir ao dano que este poder inflige neles.

●●●●● Marionete

O taumaturgo que invoca Marionete ganha tal domínio sobre o corpo que ele pode magicamente tomar o controle de outro ser e manipular as suas ações para satisfazer seus próprios caprichos. Embora seu controle não seja tão perfeito como o comando direcionado e pessoal do poder de Possessão de Dominação, o verdadeiro corpo do taumaturgo não fica tão vulnerável durante a manipulação.
Uma vez estabelecido, a vítima de Marionete está sob a influência completa do taumaturgo, forçada a executar como fantoche macabro do taumaturgo. Como Gepetto uma vez moveu os fios de Pinocchio, o taumaturgo também curva seu alvo
de acordo com sua vontade.

Sistema: O taumaturgo pode afetar qualquer alvo dentro de seu campo de visão e ele tem que manter contato visual com a vítima por todo o tempo para manter este efeito. Um alvo pode resistir aos efeitos de Marionete com um teste de Força + Fortitude (dificuldade igual à Força de vontade do taumaturgo) quando o taumaturgo tenta tomar o controle. Cada sucesso que ele alcança neste teste reduz a duração de Marionete em um turno. Vítimas que não possuam Fortitude não têm a resistência física para desafiar este efeito.

Pela duração deste poder, o taumaturgo pode obrigar as vítimas a executar qualquer ação física. Porém, devido à natureza deste controle, as dificuldades de todas as ações da vítima aumentam em dois. A concentração que este poder requer também aumenta as próprias dificuldades do taumaturgo em duas para todas as ações que empreender enquanto estiver manipulando a vítima. Outra aplicação deste poder
estende a duração deste controle enigmático.

Marionete não despoja a vítima de sua consciência, apenas seu controle físico sobre seu corpo. Durante o tempo do controle do taumaturgo, o alvo permanece atento ao fato de que alguma força externa está manipulando as suas ações, consciente de que não são as suas próprias.

Retirado do Blood Magic: Secrets of Thaumaturgy

PRELÚDIO

Na primeira vez que Hermione escreveu no diário, aos 17 anos.

‘Nunca pensei que chegaria o momento onde eu sentiria necessidade de falar. Talvez os quase vínculos criados nos últimos meses tenham
me afetado mais do que eu poderia esperar. Digo quase vínculos, porque nenhum de nós nunca foi amigo do outro verdadeiramente falando, não que eu, logo eu, saiba exatamente o significado de amizade, visto que a única pessoa com a qual tenho algum tipo de relacionamento é o meu próprio irmão. Mas o fato é que nenhum de nós cinco tivemos conversas que não passassem de o que achamos de vampiros, bruxas,
lobisomens e qualquer outro assunto relacionado ao sobrenatural.
O que nos uniu durante esses quatro meses, foi apenas o distorcido interesse que temos em comum por ocultismo. Nada de assuntos banais,
nada de trivialidades, nada de sairmos com um grupo normal de amigos. Não que nós não nos enquadremos no termo ‘normal’, eu mesma não posso falar sobre qualquer um deles, até porque o contato que tive com os mesmos não passou de conversas de teor acadêmico em horários estipulados.
Nunca fomos amigos, e obviamente, depois da ida de Petrus, nunca seremos. Não fosse por ele, nem mesmo teríamos nos unido, afinal eu não
conversaria com pessoas desconhecidas apenas por elas terem gostos relativamente parecidos com os meus em questões literárias.
Ainda lembro bem do dia que ele, Petrus, veio até mim com a idéia maluca de reunirmos pessoas com interesses em comum nesse quesito. De
início, juro eu, achei a idéia absurda e sem fundamento, mas como eu poderia dizer não, se minha curiosidade latejava incessantemente dentro de mim?
Como seria encontrar-me com pessoas que compartilhavam das mesmas teorias conspiratórias que eu?
Confesso que nada mais me instigou a tomar partido naquilo, do que minha vontade de ver com meus próprios olhos que Petrus e eu, não éramos
os únicos que pensavam sobre seres noturnos e demônios que se escondiam nas sombras.
Foi por isso e apenas por isso que eu conheci Ezequiel, Ecaterina e Eric. Além de claro, o próprio Petrus. Não que nenhum deles tenha adicionado
algo à minha existência, mas confesso em dizer que eram boas as horas em conjunto. Porém, não me peça para descrevê-los. Tenho o péssimo hábito de não reparar exatamente nas pessoas ao meu redor. Não que eu seja prepotente ou não me importe com elas, mas realmente apesar de recordar dos rostos e vozes, lembrá-los por suas personalidades, gostos, ou a forma como agem, não faz o meu feitio.
Apesar de não lembrá-los como algo além de pessoas com as quais eu mantive contato indireto durante um tempo, devo admitir que de certa
forma, eles me foram significativos, mesmo que pouco.
Não sou o tipo de pessoa que se apega a sentimentalismo. Sou o tipo racional, simples e direta. Praticidade é palavra chave em meu vocabulário,
logo ao lado de perfeccionismo.
Hoje, noto que mesmo que com o passar dos anos e dos fatos ocorridos em minha curta vida, o meu bloqueio para assuntos afetivos, sofreu
uma rachadura diante dessa quase amizade criada com esses cinco.
Mas como sempre fiz, não vou prender-me ao passado e por mais que eu precise de laços, não quero que eles prendam-me também.
Todo mundo um dia vai embora. Alguns batem a porta, outros se esquecem de fechá-la. A 1ª opção dói mais, mas de deixa segura em casa por
um tempo. ’

No diário de Hermione em uma noite depois do trabalho.

‘Quando você se acostuma à solidão, ela lhe parece extremamente acolhedora. Falei com Yano ao telefone hoje, sinto que por mais
que a distância nos separe, nossos corações estarão sempre juntos. Mas no momento, infelizmente, ele e nem ninguém pode ser minha companhia além da solidão.
Chegou um livro novo na biblioteca. Este me pareceu mais interessante, nada como os de Anne Rice, algo que me parecia mais um documento antigo transpassado por décadas. Infelizmente, quando eu pensei em pegá-lo, uma mulher o fez primeiro.
Recordo-me vagamente de já ter a visto outras vezes na biblioteca procurando pro livros assim. Lembro-me porque além de muito bela, os olhos verdes dela me parecem enigmáticos. Sorrio comigo mesma ao pensar que se Petrus a visse, ficaria encantando e sem delongas a convidaria a ingressar em nosso grupo de debate. Porém o bom professor foi-se e levou consigo a pequena união que existia, e claro, minha coragem. Porque apesar da curiosidade que a mulher me desperta, eu, Hermione, não chegaria para falar com a mesma.
Sinto-me até um tanto surpresa, em notar que alguém me despertou algum tipo de interesse. Levando em consideração a minha idade, o
comum seria que eu me interessasse mais pelas pessoas, mas por vezes elas me parecem cansativas e extremamente entediantes em suas limitações.
Por isso mesmo, prefiro livros. Na imaginação, no conhecimento, ali não há limites. Não há tédio, não há barreiras. Há apenas a eternidade de informações que geram perguntas, que são as verdadeiras fontes de movimentação do mundo.
Mesmo assim, admito que haja algo nela. Em seu sorriso discreto, em seu cabelo vermelho preso em coque, em seus olhos verdes que se
escondem por detrás das lentes dos óculos de leitura.
Justamente por odiar as limitações dos seres humanos, não pretendo limitar-me igualmente os demais. Caso meu interesse aumente com relação à forma desconhecida como ela me atrai, farei algo com relação a isso, afinal curiosidade e a busca pelo desconhecido são fontes atrativas para mim. ’

No diário de Hermione em meio a uma noite chuvosa no dia do seu aniversário de 18 anos

‘ Não. Eu não tenho problemas com chuva e não foram os raios que me despertaram no meio da noite e me fizeram vim escrever aqui. Foi o
pesadelo. Já fazia certo tempo que ele não vinha atormentar-me, mas parece-me que dias ‘especiais’ o atraem significantemente. Odeio ter de recordar momentos que me marcaram dessa forma.
O pior é que agora, nem mesmo há lágrimas para cair. É como se eu ainda pudesse sentir o sangue quente em minhas mãos, a pele esfriando aos
poucos sob meus dedos, e o cheiro inebriante de morte que invadira a mansão. Questiono-me se seria diferente se eu tivesse chegado mais cedo, ou se tivéssemos viajado antes do dia planejado ou se qualquer pequena alteração no meu dia poderia tê-los salvo.
Deitar sobre os corpos mortos de meus pais, em plena a sala de minha casa e sentir o último suspiro deles não é o tipo de recordação
agradável para se ter em uma noite como essa. O normal de aniversários é o clima festivo e feliz, mas como nada em minha vida segue um padrão.
Apesar da dor que obviamente sinto latejar em meio peito, não há lágrimas. Elas não saem, gritos prendem-se na garganta e lamentos
perdem-se no meu ser. Não fraquejo, não choro, não me desespero. Racionalidade.
Curioso notar agora que pela primeira vez eu penso no que ouvi dos lábios de meu pai em seus últimos resquícios de vida em meus braços
pequenos: Tzimisce.
Nunca entendi o sentido daquela palavra e acredito que nunca entenderei. Nunca ouvi essa palavra e nem sei qual origem da mesma apesar das
muitas pesquisas que já fiz sobre isso.
Enfim, queria apenas falar. Ou no caso, escrever. Preciso voltar a dormir, afinal tenho aula e trabalho seguidamente.
Diz-se tchau a um diário?’

No diário de Hermione na noite do dia de seu aniversário de 18 anos, após chegar do trabalho

‘Engraçado notar que certas coisas acontecem quando menos esperamos. Hoje eu conheci Minerva. A mulher, que eu citara anteriormente, de
olhos verdes enigmáticos que freqüentava vez ou outra a biblioteca. Ela foi-me pedir uma indicação de livro, o que nos levou a um longo debate sobre inúmeros assuntos. Passamos a noite juntas em um bar pouco movimentado trocando idéias e opiniões sobre livros e assuntos sobrenaturais. Minerva me pareceu muito centrada e formada em suas concepções e conceitos. Apesar da pouca idade, aparenta ter cerca de 23 ou 24 anos, ela fez-se notar como alguém que tem muito em comum comigo. Incrível dizer isso, mas foi agradável estar com ela. Também
não posso julgá-la pela idade, visto que eu, que sou inclusive mais nova que ela, eu tenho conceitos e concepções igualmente formadas. O que me surpreende é que haja outra pessoa com essa mesma capacidade que eu. ‘

No diário de Hermione em uma noite qualquer depois de um encontro com Minerva.

‘Faz cerca de seis meses que conheço Minerva. Acredito ter sido o ‘relacionamento’ mais duradouro que já tive depois de todo o incidente
que me trouxe a New York. Criamos um bom vínculo apesar de eu não saber muito sobre ela. Vemos-nos quase todas as noites, e apenas à noite, visto que ela trabalha o dia todo e eu mesma estudo pela manhã e tenho meu estágio na biblioteca à tarde. Não sei onde ela mora ou muito de sua vida particular, mas confesso que pouco me importo com isso, visto que Minerva é uma das poucas pessoas que conheci que não me enchem de perguntas inconvenientes.
O interessante nela, é que ela tem uma precisão exata do que falar e as horas de falar. Ou de calar-se. Parece-me que me conhece há anos,
pois sabe que tipo de assunto eu não gosto de tocar ou quais mais me agradam. Tem horas que juro poder sentir que ela vê através de mim, o que torna tudo ainda mais fascinante.
Ela tem me passado uns livros interessantíssimos que nunca vi em nenhum outro lugar. Os mesmos parecem de uma realidade absurda, apesar de
obviamente eu saber que não passam de criações de alguma mente bem trabalhada.
Estou a lê-los e depois faço uma análise melhor dos mesmos. ‘

No diário de Hermione enquanto Yano dormia em sua cama.

‘Yano veio visitar-me.
Fazia certo tempo que não nos víamos devido aos dias atarefados de ambos. Trouxe-me de presente, uns livros que ele encontrou na
Suíça. Obviamente por saber o meu tipo de leitura preferida, ele não errou em sua escolha. Agrada-me também o fato de que ele compartilha, mesmo que com menos ênfase, do mesmo gosto literário que eu.
Minerva o conheceu. Fiquei feliz em notar que a boa relação entre eles criou-se rapidamente. Juntos, nos três passamos uma noite agradável
conversando sobre inúmeros assuntos de interesse geral.
Infelizmente, ele não ficará por muito tempo, porém tenho certeza que o pouco tempo será gratificante. ’

No diário de Hermione próximo dela completar 20 anos.

‘Não sei como começar a escrever isso, sei apenas que estou incrédula e de certa forma, assustada. Depois de anos procurando o significado
de uma palavra, ela me surge diante dos olhos como um passe de mágica.
Hoje me encontrei com Minerva novamente. Faz quase dois anos que no conhecemos e ainda não sei quase nada sobre ela. Porém, hoje ela
levou-me até sua casa. Minerva mora sozinha em uma casa grande e confortável, e tem uma vasta biblioteca de encantar os olhos. Fiquei abismada ao notar a quantidade de conhecimento que deve ter ali guardado.
Senti uma vontade latente de devorar os livros e cada palavra neles contida.
Jantamos juntas, apesar de que não vi Minerva ter vontade de comer muito. Conversamos um pouco sobre alguns assuntos triviais e ela levou-me
novamente à sua biblioteca particular.
Dentre alguns livros antigos, Minerva retirou um com uma capa antiga e um símbolo na frente. Tratava-se de uma cobra enroscada por trás
de um escudo com alguns símbolos na frente deste e mais alguns objetos espalhados pela imagem. As letras douradas na capa de cor bege diziam: A história de Ceoris.
Eu observei o livro por um instante e uma vontade de folheá-lo imediatamente latejou dentro de mim.
Eu sorri agradecida pelo empréstimo e depois de um tempo voltei para casa. Obviamente que minha primeira ação foi ler o livro, e achei muito interessante por sinal, até que me deparei com aquela palavra: Tzimisce.
Eu me sinto perdida sobre o conteúdo do livro e um misto de sensações e sentimentos tomam conta de minha mente e de meu corpo. Mesmo que seja desagradável admitir isso, parece que deparar-me com essa palavra deixou-me abalada. ‘

No diário de Hermione ao enquanto digeria a ‘informação’

‘As pessoas passam anos de suas vidas sonhando. Sonham com casas, carros, dinheiro, casamentos perfeitos ou qualquer outra coisa que
alimente seu ego ou sua mente. Em sua grande maioria, sonham trivialidades.
Não menosprezando os sonhos alheios, mas acredito que toda essa superficialidade existente deixa-me enjoada. Talvez seja outro motivo que
me leva a desacreditar da humanidade.
Nunca tive sonhos gigantescos ou ambições que movessem minhas atitudes e decisões. Na realidade, a minha praticidade sempre me levou a
querer apenas o que me fosse permitido. A questão não é o que eu quero ter, mas o que eu posso ter, e digo por posso, suportar. A grande maioria das pessoas que sonham, quando se deparam como sonho diante de si, não sabe como reagir. E se o realizam, elas saem à caça de um novo sonho que movimente novamente suas vidas medíocres para quem sabe assim, criarem a ilusória fantasia de que tem
algum valor diante do mundo.
Meu único desejo desde sempre foi testar meus limites. Por isso mesmo, agora estou aqui escrevendo enquanto poderia estar fugindo
assustada ou rir incrédula diante dos fatos. Posso ouvir os passos de Minerva na sala enquanto eu penso sobre o que me foi contado.
Estar diante de algo com o que você fantasiou a vida inteira, pode se tanto maravilhoso quanto assustador. A princípio, como era de
se esperar, achei que Minerva estivesse ficando maluca devido aos estudos seguidos sobre o ocultismo, mas em seguida, ao vê-la demonstrar seus poderes diante de mim, fiquei sem reação.
Mas é claro que depois de tanto ir e vir em cima de assuntos desse tipo, o mínimo que pode ser despertado dentro de mim, é a curiosidade.
Imagine como é saber que tem um vampiro em sua sala esperando que você aceite a idéia dele fazer de você uma criatura como ele.
Definitivamente outros em meu lugar estariam em estado de euforia, ou em processo de desespero. Isso se não pensassem que estavam
insanos. Porém eu, com minha praticidade lógica e meu raciocínio conceituado não posso me dar ao luxo de agir como os demais.
Simplesmente me olho no espelho pela última vez e penso em Yano. Obviamente que Minerva está ciente de que minha única condição é que após isso, ela faça o mesmo com ele.
Minha decisão está tomada, e caso eu esteja agindo errado, além de não ter absolutamente nada a perder, terei a eternidade inteira para
arrependimentos e prestação de contas com minha consciência. ’

No diário de Hermione em seu despertar como vampira.

‘Mesmo que a luz incomode um pouco mais os olhos inicialmente ou que eu saiba que o sol já não me é mais permitido, não me
arrependo da decisão tomada. Engraçado poder ver o mundo de forma tão diferente. Tenho a impressão de que nada é capaz de me passar despercebido, nem o cheiro de chuva vindo ao longe, nem as cores nuances por mais distantes que estejam, nem o som suave de alguma música tocando em uma casa qualquer na cidade.
Inicialmente ver a palidez apossar-se do meu corpo, o sangue parecer pular dentro de mim, fechar os olhos e não ouvir o som de meu próprio
coração ou tocar-me a pele e senti-la fria foi um tanto assustador. Porém agora, além de encantada, estou cada vez mais curiosa sobre essa minha nova condição.
Ainda lembro-me da sensação de ser mordida e do som de meu sangue sendo sugado. Vi a morte de perto e todos os flashes que a acompanham.
Recordo-me perfeitamente de como foi sentir o sangue em meus lábios pela primeira vez, e como foi retornar a ‘vida’. Igualmente alguém que
saí de um afogamento ansioso por ar em seus pulmões.
Depois que despertei Minerva entregou-me uma taça com sangue para que eu tomasse o conteúdo enquanto jurava lealdade ao meu clã. Depois de ler sobre os Tremere e pegar afinidade com a história e o clã em geral, isso me pareceu fácil demais, e eu o fiz sem o menor receio. Lembro-me de cada palavra proferida por mim:

“Eu, Hermione Kensington, juro minha lealdade eterna à Casa e ao Clã Tremere e a todos seus associados.
Eu sou de seu sangue, e eles são do meu. Nós compartilhamos nossas vidas, objetivos e conquistas. Eu devo obedecer aqueles que a Casa julga por bem considerar meus superiores, e tratar meus inferiores com todo o respeito e cuidado que eles merecem.”


Tomei um gole do sangue e continuei:

"Eu não privarei nem tentarei privar nenhum associado da casa e do Clã Tremere de seu poder mágico.
Fazer isso seria agir contra a força de nossa casa. Eu não matarei nem tentarei matar nenhum associado da Casa e do Clã exceto em auto defesa, ou quando um magus houver sido proscrito por um tribunal reconhecido. Se um magus houver sido proscrito, devo fazer tudo ao meu alcance para levá-lo a justiça."


Bebi mais um gole e dei sequência, repetindo as palavras de Minerva.

"Eu acatarei todas as decisões dos tribunais e honrarei respeitosamente os desejos do Conselho
Interno dos Sete e os desejos de meus superiores. Os tribunais devem ser guiados pelo mesmo espírito do Código Tremere, como referendado pelo Código Periférico e interpretado por uma banca propriamente constituída de magi. Eu tenho o direito de recorrer de uma decisão em um tribunal superior, se eles concordarem em ouvir meu caso."


Por fim, terminei de tomar o conteúdo e Minerva sorriu pra mim.
Estava feito.
Não sei o que o futuro me reserva de agora em diante, mas posso dizer que tenho muito tempo pra descobrir. ‘

No diário de Hermione noite passada


‘Engraçado ver como somos acostumados a criar hábitos. Inicialmente escrever em um diário era uma forma de ‘falar’, hoje virou algo comum que faço no meu ‘dia-a-dia’. Tenho em minha mente que mudei muito desde que tudo isso aconteceu em minha vida. Acredito ter sido uma mudança boa, ou assim espero.
Nesse momento, Yano deve estar em alguma boate com alguma menina, o que é o hábito dele. Hábitos parecem que aos poucos se tornam parte da gente.
Desde que Minerva sumira, eu tenho plena convicção de que meus dias são cada vez mais intensos. Estudos, busca pelo poder e conhecimento.
Ela me ensinara muita coisa, e às vezes tenho a ligeira impressão de que ela sabia que deveria partir. Por isso parece-me que ela deixou-me um ‘reinado’ a ser cultivado com a intenção de expandi-lo. Desde certo status até o meu contato como Regente, acho por vezes, que tudo foi premeditado. Assusta-me inclusive o fato de vez ou outra eu receber ‘materiais’ não se sabe de quem.
Talvez seja o próprio Regente que os mande ocultamente, não sei. Mas igualmente, não tenho por que recusá-los.
Não que eu tenha do que reclamar, au contrair, eu sou muito agradecida por tudo isso, mas gostaria realmente de saber o que houve com ela,
e o porquê de haver sumido tão repentinamente.
Enfim, preciso apressar-me porque o dever me chama. Vou à
Capella resolver alguns assuntos. ’
joan silvergate
joan silvergate

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