Orquestra Irônica da Morte – A Queda.

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Mensagem por HaSSaM em Sab Jun 30, 2012 2:47 pm

Primeiramente gostaria de agradecer pela escolha de continuação e dizer que minhas postagens não vão decair por ser uma Livre e gostaria que a de vocês seguisse o exemplo, nada mais chato do que ler um post mal feito. Sigam a natureza e comportamento. E não deixem de postar.

Vamos ao que interessa.



Meia-noite, o silencio da madrugada era rompido pelos passos do velho maltrapilho que arrastava seu corpo decrépito para longe de seus algozes. Seus ouvidos atentos capturavam qualquer som, seja dos carros ao longe ou do latido do beco ao lado. Estava assustado, conseguira escapar, mas teve consequências. Feridas profundas, sangue escorrendo do seu corpo cravado por balas, deixando assim um rastro de sangue por onde passava. Precisava de um lugar seguro. Não para se esconder do sabá que mais e mais aparecia na cidade e sim da maldita camarilla que parecia ter perdido a sanidade. Seus perseguidores não estavam muito longe, o tempo esvaia como seu sangue. E sua marcha se tornava cada vez mais lenta, o guiando a um destino trágico.

O som do carro chamava sua atenção quando entrava na mesma rua queimando seus pneus em uma derrapada alucinante. O velho parou. Fugir já não era uma opção. O carro avançava velozmente e o velho era nitidamente o alvo. Da janela um negro magro se colocava para fora Gritando histericamente.

- Atropela o Filho da Puta! Pega, Pega o Viado!

O velho puxava da cintura sua Pistola Glock cromada, roubada de uns daqueles miseráveis. Com maestria erguia a arma, segurando com as duas mãos. Mas era tarde demais. O carro estava perto, perigosamente perto, eliminando qualquer chance que poderia ter naquela investida. O velho não ouviu o estrondo da colisão do veiculo no muro de concreto atrás dele, mas sentiu a dor do choque. Estava imobilizado entre o carro e o muro, com a cintura esmagada pela batida, a Glock escorregava lentamente de sua mão enquanto ia perdendo as ultimas forças. A fumaça escura que saia de dentro da lataria amassada impossibilitava que enxergasse seus algozes, mas ouvia suas gargalhadas e as armas automáticas sendo destravadas.

A Mercedes preta entrou na rua e parou na frente deles, o vidro fumê traseiro deslizava, deixando que os membros da rua observassem quem estava ali, era um homem de idade avançada, frio e taciturno. Oprimido pelo peso de segredos. O velho agonizando e esperando a morte viu no banco de trás do carro seu próprio rosto, a figura idêntica do que era no passado. Difícil de perceber, mas o mundo muda. Com um aceno de cabeça do figurão, os homens continuam com sua algazarra, apontavam suas armas e largava o dedo, metralhando o velho que rebolava com a chuva de balas.

O veiculo negro partia, era o fim não somente de uma vida, mas dos segredos que homens poderosos queriam que ficassem ocultos. Mas será que permanecerá assim por muito tempo? A noite reserva segredos que cedo ou tarde vem a tona. A Orquestra inicia mais uma Sinfonia, mas desta vez mais obscura, misteriosa e mortal. Abra os olhos e se prepare, por que é só o começo da Queda!


Última edição por HaSSaM em Seg Jul 02, 2012 10:23 pm, editado 1 vez(es)

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Mensagem por HaSSaM em Seg Jul 02, 2012 6:34 pm

Lorenzo Caldeiras

Confusão. Era isso que Lorenzo sentia ali na hora, na forma mais pura e completa que alguém poderia ter. De que artefato falavam? Porque nenhum dos dois grupos falou do dinheiro que Nick devia? Não era importante? Mas não era por isso que estavam ali? Perguntas cuja resposta não eram evidentes. No que o imortal estava se metendo? Jack observava Charlotte e seu cão de guarda partirem, seus olhos brilhavam em uma faísca de ódio, estava pela primeira vez inseguro, estava quase que transtornado, sua face preocupada demonstrava isso. Jack não esperava nada que aquele encontro lhe rendeu. E Lorenzo menos ainda. E a noite estava só começando.

O toreador se aproximava do carro e puxava o celular do bolso, fingindo digitar alguns números, não era hora ainda de abandonar o local, precisava entender o que havia se passado ali, precisava de tempo. Jack por sua vez passava por Lorenzo em passos arrastados e desanimados, seus ombros caídos e com a expressão cinza de tristeza, como se tivesse perdido uma batalha. Sua cabeça provavelmente em um turbilhão de pensamentos.

- Vamos Até a Boca do Diabo, vamos nos encontrar pessoalmente com Scott. Tenho que tirar essa historia a limpo.

Jack continua. Não esperava o Toreador, nem mesmo olhava para trás, montava em sua moto negra e partia, deixando o imortal ali sozinho, o silencio da noite era sua única companhia. Seria isso bom?



Magnus~ Mirabelle

Mirabelle aceitava a oferta, era o que tinha afinal de contas naquela cidade nojenta. A menina já começava a ficar assustado, meio que agitada naquele lugar. Peter exibia um sorriso presunçoso no rosto, estava por cima, no comando da situação. O que era prejudicial a Mirabelle, aguentaria ela servi novamente para os membros da camarilla? Seria ela novamente um peão de alguém poderoso? Talvez a missão precisasse disso, mas não teria outro jeito? Perguntas que só Mirabelle poderia avaliar.

- Peter Holand... – Diz Scott coçando o queixo – É antes de mais nada um feiticeiro, um bruxo da casa Tremere. Por alguns anos não chamou a atenção para sí, mas nos últimos meses alguns boatos vêm surgindo, dizem as más línguas que Peter seria suspeito de algumas manobras politicas contra o príncipe da cidade e que vem infligindo a mascara de forma gritante, mas seu bom envolvimento com os nosferatus não deixa que a informação se espalhe. – Ele faz uma pequena pausa – Mas isso não é muito importante, 4 dias atrás um atentada foi feito contra a capela Tremere, somente a 2 dias atrás descobri que o responsável foi Peter que retirou lá de dentro alguma coisa muito valiosa.

A menininha começa a ficar agitada com aquela historia. Olhava para os lados e para Mirabelle em busca de ajuda.

- Quero ir embora Diz ela com um gemido quase chorando.

- Bem, a alguns três dias atrás Jack Hunter forneceu a Peter uma quantia em dinheiro muito grande, na qual conseguiu de mim. – Ele fazia uma pausa. – Bem, vamos ao que interessa. Boatos surgiram e dizem que ele estaria tentando contatar o Bando Legião em busca ajuda. E se você encontrar o Bando Legião, encontrará Peter Holand. – ele tira do bolso interno do terno negro um papel amassado e manchado por alguma coisa pegajosa. – Este é o ultima endereço onde estava o Bando Legião.

Mirabelle tinha uma missão dentro de uma missão. As coisas estavam ficando cada vez piores.

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Mensagem por Morgoth em Ter Jul 03, 2012 3:48 pm

A assassina havia aceitado a oferta. Não estava feliz em “jogar com as ovelhinhas” novamente. Não, isso fazia parte do seu passado. A única razão por aceitar essa oferta era porque ela era a única maneira de se aproximar de Jack Hunter, e mesmo assim não era algo confiável. Nada garantia que Scott já não havia dito a Jack sobre ela e seus planos de eliminá-lo. A noite era algo instável, e um plano raramente ocorria conforme o combinado sem nenhuma mudança brusca e inesperada. Mas isso não incomodava Mirabelle, pois se tudo aquilo fosse uma grande teia sendo tecida pela aranha negra chamada Scott, Scott veria que ela também saberia ser muito traiçoeira e peçonhenta.

Através da boca de Scott ela começava a angariar as primeiras informações sobre o seu novo alvo. Um Tremere que ataca uma capela e se alia aos Nosferatus para encobrir a “merde” que anda fazendo.
A Toreador teve a atenção desviada das palavras de Scott por um minuto quando Anne começou a demonstrar inquietação. Não tinha certeza se era pela conversa, pelo local, pela pessoa de Scott ou por tudo junto.

- Calma querida. Nós já vamos sair.

- Uso Fascínio (Presença 1) caso a menina comece a fazer escândalos.

Mirabelle voltou a prestar atenção no que Scott dizia. A coisa ia ficando interessante, principalmente quando o Bando Legião foi citado como estando envolvido com Peter Holand.

- Este é o ultima endereço onde estava o Bando Legião.

Mirabelle pegou o papel, analisou rapidamente o endereço que ali continha e se levantou, levando Anne até a porta pela mão.

- Achar o bando vai ser fácil, esse não é o problema. Eu estou realmente interessada no nível de poder desse Peter Holand.

- Mirabelle faz uma breve pausa, esperando para ver se Scott falará algo mais, então ela continua.

- Com licença, senhor Scott.

Mirabelle sai da Boca do Diabo rapidamente para evitar que Anne tenha um chilique e acabe atraindo a atenção. Que droga se passava? O destino havia tomado a forma das bonecas Matrioshka? Era uma missão simples e tudo estava se entrelaçando.

- Venha meu amor. Temos algo a fazer, mas antes é melhor arranjarmos comida para você. E para mim também...

- Mirabelle sai em busca de uma casa, lanchonete ou qualquer estabelecimento que aparente ter comida.
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Mensagem por Dooner, the Seraph em Ter Jul 03, 2012 6:36 pm

Mikhail percebia na mulher uma grande determinação. Ela tinha coragem, convenhamos, mas era um tanto tola de brincar no meio de cainitas, isso quase custou sua vida nas mãos do palhaço do Jack. Mas agora a coisa estava assumindo as formas de uma encrenca colossal, alguns telefonemas, algumas palavras vazias da mulher com seu chefe. Ela pedia 10 homens armados, mas pela sua expressão, a coisa estava crítica para o lado dela. E para o de Mikhail também. Ela muda o destino da viagem, perguntando se Mikhail conseguiria alguém para auxiliá-lo. Um mero caitiff como ele não tem sequer onde deixar as cinzas em sua morte final.

-- O encontro será com o Bando Legião.

Essa frase mudou radicalmente o rumo da história. O Bando Legião era conhecido por ter destruído todas as forças do Xerife. Estavam apavorando a Camarilla da cidade. E ela simplesmente pede que ele dirija para boca do leão. Ele não podia descumprir as ordens, estava sendo pago, mas não seria tão louco de atacar o Bando sozinho. Seu olhar estava fixo ao caminho, suas mãos apertavam o volante com força, agora a encrenca estava armada. O Bando Legião, um belo combate para o lutador, mas ele não tinha tendências suicidas em sua não-vida. Estava quase tentado a dar meia-volta...

"O Bando Legião? Sei que eles destruíram as forças do Xerife. O que mais você sabe deles? Também espero receber reforços, obviamente não daria conta do Bando inteiro. Seu chefe de merda deveria mandar mais gente, gente da pesada, para lidar com esses desgraçados. Aliás, o que esses caras tem a ver com o Jack, o artefato, seu chefe e toda a historinha?"

Ele agora olhava para ela com o canto dos olhos, sabia de seu medo, ela corria riscos altos, e ele idem. Mas agora que música toca, que se dance a balada. O duro lutador russo não era afeito à covardia...

"O Bando Legião... O que eles tem a ver? Mandá-los para o inferno não será fácil... Mas caso a Camarila saiba disso, poderei ser um pouco mais respeitado, mas teria que explicar o porquê dos meus atos... Que bela encrenca..."
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Mensagem por xxx em Seg Jul 09, 2012 11:04 am

- Vamos Até a Boca do Diabo, vamos nos encontrar pessoalmente com Scott. Tenho que tirar essa historia a limpo.

Essas foram as palavras que Lorenzo Ouvia, enquanto fingia ligar pra alguem. jack passava diante do toreador, com semblante de vidro quebrado. Sua face transparecia sua decepção e a surpresa daquele encontro conturbado para ele, e embraçoso para Lorenzo.

lorenzo acenava um positivo com a cabeça, mas sem palavras. Seu olhar era distante como se não prestasse atenção nas palavras de Jack. Estava encenando uma mentira, queria ganhar tempo.

Lorenzo observava jack passar em sua frente como se fose um bocado de jornal velho sendo empurrado por um vento um pouco mais forte. De rabo de olho, o toreador observava ele subir em sua moto e desaparecer de sua vista, se misturando ao transito local daquele bairro remoto, rumo a boca do diabo, nome bastante sugestivo para aquela noite infernal. alias aquele era um nome que o toreador fez questao de guardar em sua memoria, pois seria esse seu proximo passo.

O toreador não perde tempo, guarda seu telefone e volta com pressa para o local da conversa. O sangue corria em suas veias como se aquele velho coração ainda tivesse cheio de vida. Mas não era apenas isso. Seus movimento foram ficando mais rapidos a cada segundo que passava. {Rapidez-2}

Seus ouvidos buscavam algum ruido que pudesse denunciar a direção que aqueles estranhos teriam tomado. {Auspicius-1 Audição}
Se isso nao fosse o bastante, o sangue nas maos daquele brutamontes, que Lorenzo ja tinha identificado na chegada, a alguns minutos atras, seria um bom rastro a se seguir.{ Auspicius-1 Olfato}

Lorenzo queria abordar aqueles estranhos, e tentar ficar pelo menos um pouco a parte da situação. Mas sempre tomado cuidao para não ser notado. Quem sabe se antes da abordagem ele observasse um pouco, tentando assim, pescar alguma coisa sobre aquela historia toda.

Off: Se por um acaso o toreador for notado, sua {presença-1 Fascinio} sera ativada.

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Mensagem por HaSSaM em Seg Jul 09, 2012 6:20 pm

Lorenzo Caldeiras e Dooner

A moto rugia ao longe, sumindo no horizonte rumo ao encontro de Ratão. Lorenzo começava sua busca, a rapidez em seus movimentos lhe dava uma vantagem, os cheiros se misturavam ali, mas a percepção do toreador estava mais nítido e apurado, percebendo as sutilezas do ar, o cheiro era discreto e escasso, mas o toreador era um predador noturno, iria atrás daqueles homens e tiraria a limpo o que tinha acontecido aquela noite nas docas. Mas o odor se distanciava, precisava de um veiculo.

Com o carro a toda a velocidade conseguia uma direção, estavam seguindo para o norte, pelo que ouviu a Boca do Diabo não era naquela direção, para onde estariam seguindo? O ar da noite se misturava a diversos cheiros, mas um estava fixo por onde passava e depois de alguns quilômetros conseguia avistar o sedan negro com que chegaram nas docas.

Mikhail seguia para o encontro com o Bando legião, Charlotte olhava para o caitiff com um olhar diferente, existia ali carinho, gratidão talvez.

- Obrigado. – Diz ela passando as mãos sobre a nuca de Mikhail e se inclinando ao se aproximar, fazendo com que o decote da blusa se esticasse, deixando escassamente exposto seus seios fartos e sensuais, o cabelo escondendo em parte seu rosto que se aproximava e o beijava no rosto. – É bom poder contar com você. – Diz ela com um sorriso infantil e sedutor.

No meio daquela demonstração de afeto, Mikhail percebia pelo retrovisor o carro do membro que era amigo de Jack. Estaria procurando Briga? Jack estaria ali com ele? Seja o que for, Mikhail estaria preparado.

Magnus~ Mirabelle

Mirabelle segurava nas mãos de Anne e seguia para fora do lugar que já estava com um movimento considerável, aumentando gradualmente de jovens a procura de algum agito para aquela noite. Anne por sua fez segurava cada vez com mais força nas mãos da vampira, do seu anjo protetor, sua infernal tutora.

Logo por ali se encontrava uma lanchonete, um fast food, pessoas entrando e saindo. Mirabelle entrava com Anne fazia seu pedido e depois que a menina termina saia. Pronta para termina aquele miserável missão.

Off: Descreve o que pede e como age no estabelecimento e depois que sai.

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Mensagem por xxx em Ter Jul 24, 2012 8:44 am

Brincadeira, se os caras não querem continuar na cronica, pra que que postam então? Ai os que querem continuar se divertindo com a cronica, tem que ficar esperando esses caras. BRINCADEIRA!!!!

Foi mal por fazer esse post aqui HaSSaM. Mas os caras ta osso. rsrsrs Evil or Very Mad

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Mensagem por Morgoth em Qui Jul 26, 2012 9:38 am

Anne se agarrava como podia no braço da Vampira. A pequena garota ainda não estava acostumada com aquela visão, com aquelas pessoas que parecem ter emergido de uma latrina do inferno. Mesmo aquele "sangue sujo" em seu organismo e fazendo dela um ser semi-maldito não a deixava mais propícia a se harmonizar com o "lado podre" da sociedade que se manifestava todas as noites em locais como aquele.

Não muito longe dali havia uma lanchonete com aspecto ordinário. Se assemelhava muito a uma daquelas típicas lanchonetes de fim de mundo aonde os caminhoneiros paravam para "fazer uma boquinha" enquanto cruzavam os quatro cantos do país atrás de um volante. Anne era jovem, uma carniçal, mas estava exigindo demais do vigor de uma criança. Entrou com a menina e sem demora, pediu algo para ela comer.

- Um cheeseburguer, um refrigerante médio e fritas, s'il vous plaît.


Mirabelle notou que a mulher estranhou seu insistente francês, mas não se importou com isso. Pegou o lugar mais afastado que tinha e sentou lá com Anne, esperando que a garota terminasse o seu lanche sem apressá-la. Pelo modo como comia, parecia estar com fome já fazia um bom tempo. Pegou um guardanapo e limpou o catchup da boca e das bochechas da menina. Foi com Anne até o banheiro aonde se trancaram em um dos toaletes.

- Que tal uma sobremesa? Vou te dar um pouco de paz.

Mirabelle cortou gentilmente o próprio pulso e deu seu sangue para a garota beber, que como da outra vez bebeu avidamente sem questionar. Seu pequeno olhar ganancioso via o sangue como o mais caro e moderno dos brinquedos.

- Agora me espere aqui, sim? Preciso fazer algo. Volto em poucos minutos.

Mirabelle saiu e fechou a porta do toalete para que ninguém incomodasse a menina, e saiu na rua para procurar uma vítima. Queria se alimentar também, mas não queria seduzir um homem. Seria fácil demais. Desta vez, tentaria uma mulher. Uma mulher bem bonita.

Mirabelle irá procurar uma garota bonita em um ponto de ônibus ou local semelhante, e quando encontrá-la irá usar Transe (Presença 3) para convencê-la a ir com ela até o banheiro aonde Anne está. Caso consiga, considere o seguinte:
Spoiler:

A porta do toalete se abre novamente. Anne olha feliz esperando o regresso de sua mestra, mas vê que ela não estava sozinha. Uma mulher e colocada gentilmente contra a parede, e sequer percebe ali a presença da menina.

- Você é tão linda...

Mirabelle beija longamente os lábios da garota "enfeitiçada" por sua beleza, passando ambas as mãos por seus cabelos, seios e quadril. A vítima se encontra em total êxtase, sequer imaginando o que lhe acontecerá. A língua da vampira passa de sua bochecha para o seu pescoço, e do seu pescoço para seus seios enquanto aperta de modo sedutor as pernas da mulher. Os gemidos revelam um prazer intenso, sobrenatural.

- É muito bom ter você só para mim... Para que eu faça o que quiser com você.

Mirabelle crava suas presas no pescoço da garota e começa a drenar seu sangue. Já quase perto de morrer Mirabelle tampa a boca da garota enquanto com a outra mão crava o facão em suas vísceras. O arregalar de olhos denúncia a dor repentina que se sobrepõe ao prazer, mas ela nada pode fazer, afinal já está sem forças. Mirabelle sorri com um êxtase duplo. Sangue e agonia fluem dentro de sua essência, dando aquele monstro feminino paz e euforia a sua natureza bestial. Anne olhava tudo. A vampira não sabia o quanto isso afetava o psicológico da garota, e nem queria saber, afinal ela era uma carniçal agora. Não iria assistir mais desenhos animados ou brincar com bonecas.

A vampira lambe todo o sangue da lâmina, voltando a ocultar a arma na cintura.

- Obrigada sua insignificante criatura. Foi muito divertido pra mim. - Mirabelle dá um selinho na boca do cadáver drenado e o abandona naquela cabine de toalete, seguindo em direção ao Bando Legião.
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